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Cotidiano

Crítica aponta que Toy Story 5 encontra novo rumo sem depender de Woody e Buzz

Filme aposta em Jessie como protagonista, discute impacto da tecnologia na infância e divide especialistas sobre futuro da franquia

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'Toy Story 5' (Disney/Pixar/Divulgação)

Depois de anos sob desconfiança dos fãs, Toy Story 5 chegou aos cinemas com a missão de provar que a franquia ainda tinha histórias para contar após o encerramento considerado definitivo de Toy Story 4. E, ao que tudo indica, a aposta da Pixar funcionou para boa parte da crítica especializada.

Na avaliação publicada pelo Omelete, o longa dirigido por Andrew Stanton acerta ao atualizar os conflitos da franquia para uma nova geração. A trama coloca a vaqueira Jessie no centro da narrativa e aborda o impacto crescente das telas e dispositivos eletrônicos na vida das crianças.

O principal conflito gira em torno de Bonnie, que passa a dedicar mais atenção a um tablet inteligente chamado Lilypad do que aos brinquedos tradicionais. A mudança faz os personagens enfrentarem uma crise inédita: a possibilidade de se tornarem irrelevantes em uma infância dominada pela tecnologia.

Segundo o Omelete, a animação utiliza nostalgia sem ficar presa ao passado e reforça a ideia de que não existe idade ou forma correta de brincar. A publicação afirma que o filme “acerta em cheio” ao discutir as transformações da infância ao longo das gerações.

A decisão de reduzir o protagonismo de Woody e Buzz também recebeu elogios em parte das análises. Veículos internacionais destacam que Jessie assume o papel principal com naturalidade e ajuda a renovar a franquia sem abandonar sua essência emocional.

Nem todas as avaliações, porém, foram positivas. O jornal britânico The Guardian classificou o filme como visualmente impressionante, mas criticou a falta de profundidade emocional em comparação aos capítulos anteriores da série.

Apesar das divergências, há um consenso entre os críticos: Toy Story 5 encontrou um tema atual ao discutir a relação das crianças com smartphones, tablets e redes sociais. O debate sobre tecnologia substituindo brinquedos tradicionais tornou-se o principal motor da narrativa.

A recepção inicial também é positiva entre os agregadores de críticas. Mesmo registrando a menor aprovação da franquia no Rotten Tomatoes, o filme estreou com mais de 90% de avaliações favoráveis, índice considerado elevado para uma sequência lançada três décadas após o original.

Para a Pixar, o resultado pode representar algo ainda mais importante do que a bilheteria: a prova de que o universo de Toy Story continua relevante mesmo quando Woody e Buzz deixam de ser o centro das atenções.