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	<title>aborto Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>aborto Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Ato em SP pede manutenção de norma sobre aborto em casos de estupro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 23:46:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um ato realizado na noite desta terça-feira (9) na Avenida Paulista, em São Paulo, protestou contra um projeto aprovado na semana passada pelo plenário do Senado Federal que suspendeu a validade da Resolução no 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).  A medida orientava o atendimento humanizado de crianças e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um ato realizado na noite desta terça-feira (9) na Avenida Paulista, em São Paulo, protestou contra um projeto aprovado na semana passada pelo plenário do Senado Federal que suspendeu a validade da Resolução no 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Ato-em-SP-pede-manutencao-de-norma-sobre-aborto-em.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A medida orientava o atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e da garantia de seus direitos, entre eles, o aborto legal quando a gravidez é decorrente de estupro. </p>
<p>A manifestação teve início por volta das 18h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e saiu em caminhada pela Avenida Paulista até a Praça do Ciclista.</p>
<p>“A resolução [do Conanda] não cria nenhum novo direito, mas reorganiza o fluxo de acesso ao aborto legal para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e que, devido a isso, engravidaram”, explicou Dafne Sena, integrante da Frente Estadual pela Legalização do Aborto.</p>
<p>A norma que foi anulada havia sido aprovada pelo Conanda em dezembro de 2024 e regulava os procedimentos já previstos no ordenamento jurídico brasileiro para casos específicos, como gravidez resultante de estupro.</p>
<p>“A Resolução 258 do Conanda evitava a revitimização, ou seja, evitava que, durante o processo de busca ao aborto legal, essa criança passasse por outros tipos de violência. Ela tentava evitar que uma criança sofresse outras violências decorrentes de uma violência já muito grande, que era a violência sexual. Essa resolução organizava esse fluxo, não criava nenhuma hipótese nova de aborto legal e nem novos serviços. Ela só organizava como deveria ser o acesso dessa criança [a esse serviço]”, disse Dafne.</p>
<h2>Direito garantido em lei</h2>
<p>O ato na Avenida Paulista foi organizado pela Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto e é parte de uma mobilização nacional que pretende reforçar que o aborto legal é um direito garantido em lei.</p>
<p>Atualmente, o aborto legal é autorizado apenas em três situações, entre elas, para o caso de gravidez decorrente de estupro, o que inclui o estupro de vulnerável (menores de 14 anos). Esse direito também é garantido em caso de gravidez de risco para a mulher e em caso de anencefalia fetal.</p>
<p>“Hoje a gente já tem uma situação bastante grave, que é o impedimento de aborto em diversas cidades, mesmo nos casos de aborto legal. E isso tende a se agravar mais agora com o PDL 3”, disse Tamires de Sousa Arantes, militante do Coletivo Juntas. </p>
<p>Segundo ela, o ato desta terça-feira pretende enfatizar que o direito ao aborto em caso de estupro já está garantido a essas crianças por meio da Constituição. </p>
<p>“Hoje estamos nas ruas para garantir o direito dessas crianças e em defesa da infância. Esse é um direito que já está constituído há mais de 40 anos. Então, a gente não está nem falando em avançar nesse direito [ao aborto]. Só não podemos perder o que já temos e que hoje está ameaçado pelo Senado e pela extrema-direita”, disse Tamires.</p>
<h2>Vítimas </h2>
<p>Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, 64 meninas são vítimas de violência sexual a cada dia no Brasil. De 2011 a 2024, 308.077 meninas até os 17 anos de idade sofreram esse tipo de violência no país.</p>
<p>Já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 apontou que, em 2024, o Brasil registrou o maior número de estupros e estupros de vulnerável da série histórica, com 87.545 ocorrências no período. Do total de ocorrências, mais da metade (76,8%) correspondiam ao crime de estupro de vulnerável.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/ato-em-sp-pede-manutencao-de-norma-sobre-aborto-em-caso-de-estupro" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Senado anula norma sobre aborto legal em crianças vítimas de estupro</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/senado-anula-norma-sobre-aborto-legal-em-criancas-vitimas-de-estupro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 20:08:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O plenário do Senado suspendeu, nesta terça-feira (2), a validade da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que trata do atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e da garantia de seus direitos, entre eles, o aborto legal quando a gravidez é decorrente de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O plenário do Senado suspendeu, nesta terça-feira (2), a validade da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que trata do atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e da garantia de seus direitos, entre eles, o aborto legal quando a gravidez é decorrente de estupro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Senado-anula-norma-sobre-aborto-legal-em-criancas-vitimas-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A norma anulada, aprovada pelo Conanda em dezembro de 2024, regulava os procedimentos já previstos no ordenamento jurídico brasileiro para casos específicos, como gravidez resultante de estupro, risco à vida da pessoa gestante e anencefalia fetal.</p>
<p>Após a decisão plenária semipresencial, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, de autoria da deputada federal Chris (Christiane) Tonietto (PL-RJ), seguirá para promulgação no Senado.</p>
<p>A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), relatora do projeto no Senado, comemorou a aprovação em votação simbólica e disse que o Senado &#8220;corrigiu&#8221; a resolução do Conanda. “Vitória da família. Vitória dos pais. Autonomia e poder familiar garantidos.” </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Senado-anula-norma-sobre-aborto-legal-em-criancas-vitimas-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 19/02/2025  - Eleição dos novos presidentes das comissões do Senado. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) foi eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) &#13;&#10; Foto: Lula Marques/Agência Brasil" title="Lula Marques/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) quando foi eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) Foto: Lula Marques/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Posicionamento do Conanda</h2>
<p>Após a derrubada da resolução, o Conanda emitiu uma nota de repúdio em que manifesta profunda indignação com a aprovação do PDL 3/2025 pelo Senado.</p>
<p>O colegiado classificou a decisão como um grave retrocesso na proteção integral de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, que constitui mais um ataque aos direitos humanos da infância e da adolescência no Brasil.</p>
<p>O órgão diz, ainda, que é falsa a narrativa de que a resolução teria invadido competência legislativa do Congresso Nacional ou instituído direitos inexistentes.</p>
<p>“A norma não inovou na ordem jurídica. Apenas disciplinava procedimentos e responsabilidades institucionais voltados à garantia de direitos já assegurados em lei.”</p>
<p>“Seu objetivo [da Resolução nº 258/2024] nunca foi criar novos direitos ou alterar a legislação vigente, mas estabelecer diretrizes nacionais para qualificar a atuação da rede de proteção, organizar fluxos de atendimento e assegurar a efetivação de direitos já reconhecidos pelo ordenamento jurídico brasileiro”, rebateu o comunicado.</p>
<p>Como consequência do ato legislativo, o Conanda acusou o parlamento de enfraquecer os mecanismos de participação social e de deslegitimar instâncias democráticas de formulação e monitoramento de políticas públicas.</p>
<p>A entidade cobra uma mobilização política mais firme por parte de setores comprometidos com a democracia, os direitos humanos e a proteção integral.</p>
<p>“O silêncio também produz consequências. A omissão diante de medidas que restringem direitos contribui para o avanço de agendas que fragilizam a proteção social e ampliam vulnerabilidades.”</p>
<p>O órgão colegiado convocou toda a rede de proteção (Conselhos Tutelares, Judiciário e a sociedade civil) à mobilização sob o lema de que não haverá &#8220;nenhum passo atrás na proteção da infância&#8221;.</p>
<p>Por fim, a instituição reafirmou também que os direitos previstos na Constituição Federal de 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em tratados internacionais continuam vigentes.</p>
<h2>Repercussão</h2>
<p>O Conanda integra a estrutura do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Nesta terça-feira (2), a ministra da pasta, Janine Mello, criticou a aprovação do projeto pelo Senado.</p>
<p>“Entendo que a decisão do Parlamento caminha na contramão de um esforço conjunto e intersetorial do Governo do Brasil, dos conselhos participativos e da sociedade civil na promoção de políticas públicas que protejam nossas crianças e adolescentes”, declarou em sua rede social.</p>
<p>Janine Mello garantiu que o colegiado e MDHC seguirão trabalhando para enfrentar, com rigor, aqueles que abusam e exploram sexualmente as crianças brasileiras, “sem deixar de garantir o devido atendimento e acolhimento a todas as crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no Brasil.”</p>
<p>No reforço desta posição, as organizações da sociedade civil que coordenam a campanha “Criança Não é Mãe” entendem que a tramitação acelerada “impede o debate qualificado sobre os impactos da proposta e pode fragilizar a rede de proteção às vítimas de violência sexual”. As entidades chamam o projeto aprovado de PDL da Pedofilia.</p>
<p>Em nota, as organizações defenderam a Resolução nº 258/2024 do Conanda, aprovada à época após debate com especialistas, organizações da sociedade civil e órgãos públicos ligados à infância e aos direitos humanos. Entre os pontos de foco, estão orientações para acolhimento institucional, escuta protegida, encaminhamento aos serviços de saúde e acionamento da rede de proteção.</p>
<p>“Não se trata de corrigir uma resolução, mas de impedir que meninas vítimas de estupro tenham acesso a um atendimento organizado, seguro e sem constrangimentos. A resolução não cria novos direitos. Ela orienta os serviços públicos para que direitos já garantidos em lei sejam efetivamente cumpridos. Derrubá-la é produzir desproteção”, afirma Letícia Vella, advogada do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e integrante da campanha.</p>
<p>A mobilização “Criança Não é Mãe” criou um abaixo-assinado que critica a falta de diálogo e transparência na tramitação da medida no Congresso Nacional.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1780517289_277_Senado-anula-norma-sobre-aborto-legal-em-criancas-vitimas-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 19/06/2024 - Membros do movimento " crian="" n="" m="" realizam="" protesto="" contra="" o="" projeto="" de="" lei="" que="" equipara="" aborto="" gesta="" acima="" semanas="" a="" homic="" foto:="" marcelo="" camargo="" title="Marcelo Camargo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta"> Membros do movimento &#8220;Criança não é Mãe&#8221; realizam protesto, em 2024, contra o projeto de lei (PL 1.904/2024), que equipara aborto de gestação acima de 22 semanas a homicídio. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Entenda a tramitação do projeto</h2>
<p>A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou na terça-feira o parecer favorável da senadora Damares Alves ao PDL. Houve pedido de vista apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), porém, a comissão o concedeu por apenas uma hora, em razão de um requerimento de urgência apresentado em paralelo.</p>
<p>No plenário do Senado, a relatora solicitou que o projeto fosse votado como uma pauta extra na sessão. Damares argumentou que seria necessário o &#8220;conserto da resolução&#8221;.</p>
<p>“Apesar da boa vontade e da boa intenção do Conanda, a resolução tem equívocos constitucionais, de ordem jurídica e ultrapassa os limites de um conselho”, disse Damares Alves, ao apresentar a pauta que não constava na ordem do dia, divulgada antecipadamente.</p>
<p>O presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), então, acolheu o pedido da senadora Damares e colocou o PDL 3/2025 em votação. A apreciação da matéria e votação simbólica duraram quase dois minutos e teve como resultado a anulação do texto da resolução do Conanda.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/senado-anula-norma-sobre-aborto-legal-em-criancas-vitimas-de-estupro" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Dolores Fonzi concorre a prêmio de cinema com luta pelo aborto legal</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dolores-fonzi-concorre-a-premio-de-cinema-com-luta-pelo-aborto-legal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 15:21:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma jovem de 20 anos, pobre, chega ao hospital público da cidade onde vive, no interior da Argentina, com fortes dores abdominais. Após sofrer um aborto espontâneo, é acusada de homicídio, é encarcerada injustamente por cerca de dois anos, até que uma grande mobilização de mulheres exige a revisão judicial do processo e a libertação da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma jovem de 20 anos, pobre, chega ao hospital público da cidade onde vive, no interior da Argentina, com fortes dores abdominais. Após sofrer um aborto espontâneo, é acusada de homicídio, é encarcerada injustamente por cerca de dois anos, até que uma grande mobilização de mulheres exige a revisão judicial do processo e a libertação da moça.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dolores-Fonzi-concorre-a-premio-de-cinema-com-luta-pelo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O caso real que se tornou símbolo da luta pelo aborto legal na Argentina é tema do filme <em>Belén</em>, concorrente de <em>O Agente Secreto</em>, de Kleber Mendonça, ao troféu de Melhor Filme no Prêmio Platino Xcaret. A premiação é considerada o Oscar do cinema ibero-americano e será anunciada neste sábado (9), no México.</p>
<p>Passados dez anos da libertação da jovem apelidada de Belén para preservar sua identidade, o longa-metragem sobre a história reacende discussões sobre direitos sexuais e reprodutivos no país vizinho.</p>
<p>Desde a chegada do ultradireitista Javier Milei à presidência, barreiras têm sido impostas às mulheres que buscam esse direito, denunciou Dolores Fonzi, em entrevista à Agência Brasil nesta sexta-feira (8), em Cancún, no México.</p>
<p>Apesar de a lei estar em vigor, ela explica que restrições orçamentárias tornam a prática inacessível para muitas mulheres.</p>
<p>“Um aborto medicamentoso custa quase 20% de um salário mínimo e estão sendo cobrados. As mulheres pobres ainda não têm acesso”, disse a diretora.</p>
<p>Em 2016, ela protestou com um cartaz no Platino, por Belén. “Estão criando obstáculos para dificultar o acesso ao aborto legal”, criticou.</p>
<p>Sem financiamento estatal, mesmo em hospitais públicos, as mulheres têm que pagar essa soma pelos remédios.</p>
<p>“Mas a lei não foi revogada, nem estão tentando fazê-la”, acrescentou Fonzi. </p>
<p>Pela atualidade da discussão, o longa-metragem tem rodado escolas, centros comunitários, universidades e prisões, contou a produtora Letícia Cristi.</p>
<p>&#8220;Cada vez mais, as solicitações [de exibição] são feitas para idades mais jovens, até mesmo para escolas primárias, o que é fantástico, e sempre apoiaremos&#8221;, completou. Na quinta-feira (8), Cristi e Fonzi receberam o Prêmio Platino de Cinema e Educação em Valores, reconhecimento a obras de impacto social.</p>
<p><em>Belén </em>é um filme que começa denunciando negligência e negação de direitos a mulheres pobres que caiam em um limbo jurídico ao sofrerem emergências obstétricas, critica o Judiciário, até chegar a um ato de solidariedade. A partir daí, passa a retratar a campanha do movimento feminista pela revisão judicial do caso.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dolores-Fonzi-concorre-a-premio-de-cinema-com-luta-pelo.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília- DF – 09/05/2026 – Entrega do Prêmio Platino Xcaret. Foto: Divulgação/ Prêmio Platino Xcaret" title="Divulgação/ Prêmio Platino Xcaret"/></p>
<p><h5 class="meta">Brasília- DF – 09/05/2026 – Mulheres protestaram pela revisão judicial do processo e a libertação da Belén, na Argentina. Foto: Divulgação/ Prêmio Platino Xcaret</h5>
</p>
<p>“Através do filme, demonstramos que existe um sistema judiciário completamente falido”, acrescentou Cristi.</p>
<p>“Um processo repleto de falácias e questionamentos, no qual ninguém acabou sendo responsabilizado, mas sim o próprio sistema e seus vieses”, completou.</p>
<p>Segundo a produtora, esta é uma história que retrata “a luta coletiva, a importância de compreender o outro, de olhá-lo e de agir, que é um pouco do que o movimento feminista fez no episódio”. Na época, organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, se juntaram às argentinas.</p>
<p>Na América Latina e Caribe, segundo estimativas de estudo da Revista <em>Lancet Global Health</em>, frequentemente utilizadas como referência pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de aborto foi de 39 por 1.000 mulheres de 15 a 49 anos no período 2015–2019.</p>
<p>O documento aponta que países com leis mais restritivas registravam mais abortos relacionados a gestações não planejadas.</p>
<p><em>*A repórter viajou a convite dos Prêmios Platino Xcaret</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/dolores-fonzi-concorre-premio-de-cinema-com-luta-pelo-aborto-legal" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dolores-fonzi-concorre-a-premio-de-cinema-com-luta-pelo-aborto-legal/">Dolores Fonzi concorre a prêmio de cinema com luta pelo aborto legal</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Prefeitura de SP perde recurso e deve retomar serviço de aborto legal</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/prefeitura-de-sp-perde-recurso-e-deve-retomar-servico-de-aborto-legal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 00:52:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A prefeiturade São Paulo perdeu um recurso de apelação e terá de retomar o serviço de aborto legal no Hospital e Maternidade Municipal Vila Nova Cachoeirinha. A unidade realizava interrupções previstas em lei em gestações com mais de 22 semanas.  O hospital é localizado na zona norte da cidade e considerado referência nesse tipo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A prefeiturade São Paulo perdeu um recurso de apelação e terá de retomar o serviço de aborto legal no Hospital e Maternidade Municipal Vila Nova Cachoeirinha. A unidade realizava interrupções previstas em lei em gestações com mais de 22 semanas. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Prefeitura-de-SP-perde-recurso-e-deve-retomar-servico-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O hospital é localizado na zona norte da cidade e considerado referência nesse tipo de procedimento.</p>
<p>Por lei, o aborto, ou interrupção de gravidez, é permitido e garantido no Brasil em casos de estupro da mulher, de risco de vida para a mãe e em situação de bebês anencéfalos. No entanto, em dezembro de 2024, o Hospital Municipal e Maternidade da Vila Nova Cachoeirinha suspendeu a realização desse tipo de procedimento. </p>
<p>Na ocasião, a prefeitura informou que a suspensão seria temporária, mas não deu prazo de quando o serviço seria retomado.</p>
<p>A interrupção levou a ao menos 15 casos de desrespeito ao direito de interrupção, segundo levantamento da Defensoria Pública. A ação foi proposta pelo coletivo  Educação em Primeiro Lugar, formado pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Gianazzi e pelo vereador Celso Giannazi, os três parlamentares do PSOL. </p>
<p>Na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, o relator Eduardo Pratavieira disse que os médicos municipais não têm providenciado o adequado encaminhamento das pacientes e estão negando o atendimento das vítimas </p>
<p>“Ao contrário, em atos ilegais, promovem nova vitimização das mulheres vítimas de estupro, incutindo terror psicológico e emocional para que se abstenham de exercitar direito fundamental previsto em lei”, explicou a promotoria, na decisão do dia 4 de março que levou à retomada dos atendimentos.</p>
<p>A prefeitura alegava que outras unidades faziam o atendimento na cidade, o que foi negado pelos parlamentares e por ONGs que atuaram no apoio da acusação. </p>
<p>Com a decisão, coube à prefeitura retomar o atendimento na unidade de referência. A decisão, em segunda instância, confirmou o entendimento do julgamento de outubro de 2025 e o prejuízo às cidadãs.</p>
<p>“A verdade dos fatos se provou diversa, revelando o próprio apelante que não se trata, como sugere, de mero ato de gestão e realocação do serviço, mas de pura negativa do direito fundamental das mulheres ao aborto legal em casos de risco, feto anencéfalo e estupro”, informa a decisão.</p>
<p>Procurada, a prefeitura negou que o serviço especializado havia sido interrompido na unidade e confirmou que já voltou a atender no Hospital de Vila Nova Cachoeirinha.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/prefeitura-de-sp-perde-recurso-e-deve-retomar-servico-de-aborto-legal" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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