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	<title>absolvição Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>absolvição Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>STF decide anular absolvição do acusado de estuprar Mariana Ferrer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 22:23:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (18) determinar a anulação do processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro da influenciadora digital Mariana Ferrer. O crime teria ocorrido em 2018, na boate Café de La Musique, em Florianópolis.  Com a decisão, o processo deverá ser julgado novamente pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (18) determinar a anulação do processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro da influenciadora digital Mariana Ferrer. O crime teria ocorrido em 2018, na boate Café de La Musique, em Florianópolis. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/STF-decide-anular-absolvicao-do-acusado-de-estuprar-Mariana-Ferrer.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Com a decisão, o processo deverá ser julgado novamente pela Justiça de Santa Catarina, e o juiz e o promotor que atuaram no caso não poderão participar do processo. </p>
<p>O plenário julgou um recurso protocolado pela defesa de Mariana. Ela alegou que as humilhações sofridas durante audiência de instrução do processo, que viralizou nas redes sociais, devem levar à anulação da absolvição.</p>
<p>Durante o depoimento, realizado em 2020, o advogado do acusado questionou as roupas usadas pela influenciadora, sua vida sexual e afirmou que ela posava para fotos em &#8220;posições ginecológicas&#8221;.</p>
<h2>Votos</h2>
<p>O voto condutor do julgamento foi proferido pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.</p>
<p>O ministro disse que Mariana foi humilhada pelo advogado do acusado e alvo de comentários machistas.</p>
<p>&#8220;Não há nenhuma dúvida de que houve total desrespeito aos direitos fundamentais da vítima. Houve revitimização, tratamento cruel e desumano. É vergonhoso a forma como a vítima foi tratada durante a audiência&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo Moraes, o depoimento de Mariana foi cerceado pela postura do advogado e a conduta do juiz e do promotor do caso, que não tomaram providências.</p>
<p>&#8220;Não houve o depoimento lícito da vítima. Se uma das provas mais importantes em crimes sexuais é o depoimento da vítima, nós temos um problema. Não tenho nenhuma dúvida de que a audiência é nula&#8221;, completou.</p>
<p>Em seguida, Luiz Fux criticou o juiz do caso e disse que ele &#8220;não nasceu para a magistratura&#8221;.</p>
<p>&#8220;Vi uma cena que nunca imaginei na minha vida. Um magistrado assistir passivamente a agressão de uma pessoa que foi vítima&#8221;, comentou. </p>
<p>O entendimento do relator também foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. </p>
<h2>Cármen Lúcia </h2>
<p>A ministra Cármen Lúcia, única mulher na Corte, disse que o caso chama atenção pela &#8220;conduta imoral e inconstitucional&#8221; do juiz do caso. </p>
<p>&#8220;Onde o preconceito fala, a Justiça cala. Não tenho dúvida de que, em numerosíssimas situações, nós mulheres somos culpadas e condenadas porque somos o que somos e gostamos de ser&#8221;, afirmou. </p>
<p>A ministra também acrescentou que as vítimas de estupro são desencorajadas a denunciar os casos por vergonha.</p>
<p>&#8220;O número [alto] de mulheres que sofrem estupro e não denunciam é porque a gente tem vergonha, fica sem saber que comportamento adotar. Para falar com o parceiro, a gente tem medo da reação do outro&#8221;, completou. </p>
<h2>Defesa </h2>
<p>Durante o julgamento, a advogada Dora Cavalcanti, representante do acusado, defendeu a manutenção da absolvição. </p>
<p>&#8220;Seria impossível superar os motivos que levaram à absolvição do recorrido em primeiro grau, com pedido de absolvição apresentado pelo Ministério Público, diante de um acervo probatório construído, não só na fase de investigação, mas ao longo de uma instrução probatória profunda e cuidadosa, que deixou impossível sustentar a tese da denúncia&#8221;, afirmou.  </p>
<h2>CNJ</h2>
<p>Em 2023, o juiz Rudson Marcos, que atuou no caso, foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com pena administrativa de advertência. </p>
<h2>Lei Mari Ferrer</h2>
<p>Após o episódio, em novembro de 2021, foi publicada a Lei 14.245, que prevê punição para atos contra a dignidade de vítimas de violência sexual e das testemunhas durante interrogatórios. </p>
<p>Em 2024, o STF também fixou a proibição de desqualificação de vítimas de crimes sexuais em audiências na Justiça e interrogatórios policiais. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/stf-decide-anular-absolvicao-do-acusado-de-estuprar-mariana-ferrer" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>STF soma 3 votos a 0 para anular absolvição no caso Mariana Ferrer</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/stf-soma-3-votos-a-0-para-anular-absolvicao-no-caso-mariana-ferrer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:22:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram nesta quinta-feira (18) para anular o processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro contra a influenciadora digital Mariana Ferrer. Os votos foram proferidos pelo ministro Alexandre de Moraes, que relata o processo, além de Dias Toffoli e Nunes Marques. Até o momento, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram nesta quinta-feira (18) para anular o processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro contra a influenciadora digital Mariana Ferrer.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/STF-soma-3-votos-a-0-para-anular-absolvicao-no.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os votos foram proferidos pelo ministro Alexandre de Moraes, que relata o processo, além de Dias Toffoli e Nunes Marques. Até o momento, o placar do julgamento está 3 votos a 0 pela anulação. O julgamento prossegue para a tomada dos votos dos demais ministros e faltam sete votos. </p>
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<h2>Relembre o caso</h2>
<p>Mariana Ferrer acusou o empresário de tê-la dopado em 2018, durante uma festa na boate em que ela atuava como promoter, em Florianópolis, e depois de ter tirado sua virgindade enquanto ela estava vulnerável, sem capacidade de resistir.</p>
<p>Em 2020, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina absolveu o réu ao acatar pedido do próprio Ministério Público do estado, que, após apresentar a denúncia, mudou de posição, passando a argumentar pela falta de provas e a inocência de Aranha. </p>
<p>O plenário do STF agora julga recurso protocolado pela defesa de Mariana para anular o processo. Ela alega que as humilhações sofridas durante audiência de instrução do processo, que viralizou nas redes sociais, devem levar à anulação da absolvição.</p>
<p>Durante o depoimento, realizado em 2020, o advogado do acusado questionou as roupas usadas pela influenciadora, sua vida sexual e afirmou que ela posava para fotos em &#8220;posições ginecológicas&#8221;. </p>
<h2>Voto do relator</h2>
<p>Ao votar pela anulação do processo, Alexandre de Moraes concordou que Mariana foi humilhada pelo advogado do acusado e foi alvo de comentários machistas. </p>
<p>&#8220;Não há nenhuma dúvida que houve total desrespeito aos direitos fundamentais da vítima. Houve revitimização, tratamento cruel e desumano com total anuência do promotor. É vergonhoso a forma como a vítima foi tratada durante a audiência&#8221;, afirmou. </p>
<p>Segundo Moraes, o depoimento de Mariana foi cerceado pela postura do advogado, do juiz e do promotor do caso, que não tomaram providências. </p>
<p>&#8220;Não houve o depoimento lícito da vítima. Se uma das provas mais importantes em crimes sexuais é o depoimento da vítima, nós temos um problema. Não tenho nenhuma dúvida de que a audiência é nula&#8221;, completou. </p>
<p>Pelo voto do ministro, o caso deverá ser julgado novamente pela Justiça de Santa Catarina, e o juiz e o promotor que atuaram no caso não poderão analisar o processo. </p>
<h2>Dias Toffoli e Nunes Marques</h2>
<p>O ministro Dias Toffoli acompanhou o voto do relator e sugeriu a suspensão da prescrição do caso.</p>
<p>&#8220;Quem causou a nulidade foi a própria defesa do acusado. Ao anular isso, nós estaríamos determinando o retorno dos autos à instrução. Quantos anos já se passaram?&#8221;,  questionou.  </p>
<p>Nunes Marques acompanhou o relator, mas não apresentou voto escrito. </p>
<h2>Defesa </h2>
<p>Ontem, no primeiro dia do julgamento, a advogada Dora Cavalcanti, representante do acusado de estupro, defendeu a manutenção da absolvição. </p>
<p>&#8220;Seria impossível superar os motivos que levaram à absolvição do recorrido em primeiro grau, com pedido de absolvição apresentado pelo Ministério Público, diante de um acervo probatório construído, não só na fase de investigação, mas ao longo de uma instrução probatória profunda e cuidadosa, que deixou impossível sustentar a tese da denúncia&#8221;, afirmou. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/stf-soma-3-votos-0-para-anular-absolvicao-no-caso-mariana-ferrer" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>STF analisa recurso que pode anular absolvição no caso Mariana Ferrer</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/stf-analisa-recurso-que-pode-anular-absolvicao-no-caso-mariana-ferrer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 22:21:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta quarta-feira (17) o pedido de anulação do processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro contra a influenciadora digital Mariana Ferrer. O crime teria ocorrido em 2018, na boate Café de La Musique, em Florianópolis.  O caso chegou ao Supremo por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta quarta-feira (17) o pedido de anulação do processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro contra a influenciadora digital Mariana Ferrer. O crime teria ocorrido em 2018, na boate Café de La Musique, em Florianópolis. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/STF-analisa-recurso-que-pode-anular-absolvicao-no-caso-Mariana.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O caso chegou ao Supremo por meio de um recurso apresentado pela defesa da influenciadora. Ela alegou que as humilhações sofridas durante audiência de instrução do processo, que viralizou nas redes sociais, devem levar à anulação da absolvição.</p>
<p>Durante a tramitação do processo no qual o empresário foi acusado de estupro, Mariana foi ouvida condição de vítima e passou por situações de constrangimento causadas pelo advogado do acusado.</p>
<p>As falas do defensor não foram repelidas pelo juiz do caso e causaram vitimização na influenciadora, que foi questionada sobre suas vestimentas e sua vida sexual.</p>
<p>A sessão de hoje foi dedicada às sustentações das partes envolvidas no processo. O julgamento será retomado nesta quinta-feira (18), quando será proferido o voto do relator, Alexandre de Moraes, e dos demais ministros.</p>
<h2>Acusação </h2>
<p>Durante as sustentações, o advogado Júlio Cesar Ferreira da Fonseca, representante de Mariana Ferrer, defendeu a nulidade do processo no qual o acusado foi absolvido.</p>
<p>Fonseca disse que as cenas das audiência são estarrecedoras e que Mariana foi humilhada. &#8220;O tema que está sendo tratado aqui é justamente o tratamento indigno&#8221;, disse.</p>
<p>Ele também ressaltou que advogado do acusado atuou com o &#8220;nítido propósito&#8221; de desqualificar a vítima.</p>
<p>&#8220;Ele exibiu fotos pessoais e profissionais de Mariana, dizendo que algumas posições seriam ginecológicas&#8221;, completou.</p>
<h2>Defesa </h2>
<p>A advogada Dora Cavalcanti, representante do acusado, defendeu a manutenção da absolvição. </p>
<p>&#8220;Seria impossível superar os motivos que levaram à absolvição do recorrido em primeiro grau, com pedido de absolvição apresentado pelo Ministério Público, diante de um acervo probatório construído não só na fase de investigação, mas ao longo de uma instrução probatória profunda e cuidadosa, que deixou impossível sustentar a tese da denúncia&#8221;, afirmou. </p>
<h2>Lei Mari Ferrer</h2>
<p>Após o episódio, em novembro de 2021, foi publicada a Lei 14.245, que prevê punição para atos contra a dignidade de vítimas de violência sexual e das testemunhas durante interrogatórios. </p>
<p>Em 2024, o STF também fixou a proibição de desqualificação de vítimas de crimes sexuais em audiências na Justiça e interrogatórios policiais.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/stf-analisa-recurso-que-pode-anular-absolvicao-no-caso-mariana-ferrer" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/stf-analisa-recurso-que-pode-anular-absolvicao-no-caso-mariana-ferrer/">STF analisa recurso que pode anular absolvição no caso Mariana Ferrer</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>DPU defende absolvição de Eduardo Bolsonaro no processo do tarifaço</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dpu-defende-absolvicao-de-eduardo-bolsonaro-no-processo-do-tarifaco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 19:13:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho pediu nesta terça-feira (16) a absolvição do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo.  A manifestação do defensor ocorreu durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação penal na qual Eduardo é réu por articular o tarifaço dos Estados Unidos contra as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho pediu nesta terça-feira (16) a absolvição do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/DPU-defende-absolvicao-de-Eduardo-Bolsonaro-no-processo-do-tarifaco.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A manifestação do defensor ocorreu durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação penal na qual Eduardo é réu por articular o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. O caso é analisado pela Primeira Turma da Corte. </p>
<p>De acordo com a acusação da Procuradoria-Geral da República, Eduardo incentivou os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras, a revogação de vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky para tentar evitar a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. </p>
<p>Durante a sustentação, o defensor disse que Eduardo não teve ingerência na decretação das medidas do presidente Donald Trump contra o Brasil. Segundo Esdras, Eduardo realizou &#8220;interlocução política&#8221;. </p>
<p>&#8220;Eduardo não teve poder de decisão sobre a política externa dos Estados Unidos, não integra o governo norte-americano e não exerce função pública naquele país&#8221;, afirmou. </p>
<h2>Impedimento </h2>
<p>Esdras Carvalho também defendeu o impedimento do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, de participar do julgamento. </p>
<p>Para o defensor, o ministro foi vítima do cancelamento de vistos e das sanções da Lei Magnitsky. </p>
<p>&#8220;Se o juiz está impedido, ele não poderia sequer exercer a jurisdição para dizer que não estaria [impedido]&#8221;, afirmou. </p>
<h2>Notificação </h2>
<p>O defensor também argumentou que Eduardo Bolsonaro deveria ter sido notificado a apresentar defesa por meio de uma carta rogatória, instrumento jurídico para notificação de pessoas que estão no exterior. </p>
<p>&#8220;Retirou-se do réu o direito de conhecer formalmente a imputação que está sendo feita, ainda que se diga que, pelas redes sociais, já conhece os fundamentos. Não importa o conhecimento por outros meios&#8221;, afirmou. </p>
<p>Durante a tramitação do processo, o STF determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.</p>
<p>Após a manifestação da DPU, a palavra foi concedida ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que votará pela condenação ou absolvição do ex-deputado.</p>
<p>Os demais votos serão proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino.</p>
<p>Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/dpu-defende-absolvicao-de-eduardo-bolsonaro-no-processo-do-tarifaco" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>STJ relativiza estupro de vulnerável e mantém absolvição de acusado</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/stj-relativiza-estupro-de-vulneravel-e-mantem-absolvicao-de-acusado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 20:56:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (9) manter a absolvição de um homem de 18 anos que foi acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. Por unanimidade, os ministros entenderam que atualmente o homem forma “um núcleo familiar” com a vítima e decidiram manter as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (9) manter a absolvição de um homem de 18 anos que foi acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/STJ-relativiza-estupro-de-vulneravel-e-mantem-absolvicao-de-acusado.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Por unanimidade, os ministros entenderam que atualmente o homem forma “um núcleo familiar” com a vítima e decidiram manter as decisões de primeira e segunda instâncias que também absolveram o acusado. O recurso foi protocolado no STJ pelo Ministério Público do Paraná. </p>
<p>O processo está em segredo de Justiça, e os detalhes do crime não foram divulgados. </p>
<p>Conforme o Código Penal, o estupro de vulnerável é caracterizado pela prática de conjunção carnal ou outro ato libidinoso com menor de 14 anos. A pena varia entre oito e 15 anos de prisão.</p>
<h2>Votos </h2>
<p>O placar unânime foi obtido a partir do voto do relator, ministro Messod Azulay Neto.</p>
<p>O ministro disse que o Tema 918 do STJ fixou que o consentimento da vítima, sua eventual experiência sexual anterior ou relacionamento amoroso com o agressor não afastam a ocorrência do crime de estupro de vulnerável. </p>
<p>Além disso, o ministro também ressaltou que a Lei 15.353, sancionada em março deste ano, impede a relativização do crime. </p>
<p>Contudo, o relator ponderou que o caso concreto é excepcional em função do “núcleo familiar” mantido atualmente.</p>
<p>Segundo Messod, a condenação do acusado poderia “desfazer o núcleo familiar”, “tirar o pai do convívio dos filhos” e transformar o caso em uma “tragédia maior”.</p>
<p>&#8220;O réu sempre trabalhou como carregador do Ceasa e servente de pedreiro, não tem anotações na certidão [criminal]. O mais importante de tudo isso é que eles formam um núcleo familiar. Eles têm apenas cinco anos de diferença, não há violência, não há abuso, há uma relação estável”, afirmou.</p>
<p>Em seguida, a ministra Marluce Caldas disse que tem preocupação com os casos de estupros de vulneráveis e ressaltou que, de cada dez processos que chegam o tribunal, oito envolvem estupros contra menores. </p>
<p>&#8220;Somos capazes de transformar culturas. Nós temos que transformar essa cultura. Nossas adolescentes, quando se tornam mocinhas, não estão aptas a perderem seu projeto de vida, a sofrerem esses constrangimentos&#8221;, comentou.</p>
<p>No entanto, a ministra disse que o caso concreto envolve uma &#8220;família estabelecida&#8221; e que houve absolvição em outras instâncias da Justiça. </p>
<p>&#8220;Nós estamos somente reforçando e estabelecendo o que já foi decidido nas instâncias inferiores”, afirmou.</p>
<p>Ribeiro Dantas também acompanhou o relator e disse que o caso concreto é excepcional. </p>
<p>&#8220;Não podemos sacrificar todo um núcleo familiar, que, neste caso, está funcional, caminhando normalmente. É o que se gostaria que a maioria das crianças e adolescentes tivessem, um grupo familiar capaz de dar-lhe suporte. Nós vamos, em nome de uma inflexibilidade, de um punitivismo, retirar isso e buscar somente a sanção?”, indagou.</p>
<p>Último a votar, o ministro Joel Paciornik afirmou que o caso concreto envolve &#8220;diferença de idade reduzida&#8221;, &#8220;anuência familiar&#8221; e &#8220;relacionamento amoroso estável&#8221;.</p>
<p>&#8220;O relator traz diversos precedentes e uma série de outros casos de outras turmas, onde o tribunal tem feito as ressalvas em casos específicos&#8221;, completou.</p>
<h2>Proibição </h2>
<p>Em março deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.353, que proíbe a relativização do crime de estupro de vulnerável.</p>
<p>A norma definiu a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima, ou seja, nenhuma circunstância pode ser levada em conta pela Justiça, como ocorreu no STJ, para impedir a punição dos agressores. </p>
<p>A sanção ocorreu após a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) absolver um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/stj-relativiza-estupro-de-vulneravel-e-mantem-absolvicao-de-acusado" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Justiça reverte absolvição e condena advogada flagrada com mais de 10 kg de cocaína em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cidades/justica-reverte-absolvicao-e-condena-advogada-flagrada-com-mais-de-10-kg-de-cocaina-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 19:03:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[absolvição]]></category>
		<category><![CDATA[Advogada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) reformou a sentença que absolveu a advogada Suiane Vitória da Silva Doce e a condenou por tráfico de drogas. Os desembargadores acolheram recurso apresentado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) e reconheceram a participação da ré no crime. A dosimetria divulgada nesta semana fixou a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Manaus (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) reformou a sentença que absolveu a advogada Suiane Vitória da Silva Doce e a condenou por tráfico de drogas. Os desembargadores acolheram recurso apresentado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) e reconheceram a participação da ré no crime.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A dosimetria divulgada nesta semana fixou a pena em 2 anos e 8 meses de reclusão, além de 266 dias-multa.</p>
<h3 class="wp-block-heading">MP conseguiu reverter absolvição</h3>
<p class="wp-block-paragraph">A Vara Especializada em Crimes de Tráfico de Drogas havia absolvido Suiane em primeira instância. No entanto, o MPAM recorreu da decisão e sustentou que as provas produzidas durante a investigação comprovavam a participação da advogada no tráfico.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o caso, o TJAM acolheu os argumentos do Ministério Público e reformou a sentença.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os magistrados fixaram a pena-base em oito anos de prisão por causa da quantidade e da natureza da droga apreendida, mais de 10 quilos de cocaína. Contudo, o Tribunal aplicou o redutor do tráfico privilegiado ao considerar que a advogada era primária e possuía bons antecedentes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a pena caiu para 2 anos e 8 meses de reclusão.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os desembargadores determinaram o regime inicial aberto e substituíram a pena de prisão por prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Tribunal manteve absolvição por associação ao tráfico</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da condenação por tráfico de drogas, o TJAM manteve a absolvição da advogada pelo crime de associação para o tráfico.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O corréu Janderson Medeiros da Silva recebeu o mesmo entendimento. O Tribunal manteve a condenação dele por tráfico e preservou a absolvição pelo crime de associação.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Polícia apreendeu mais de 10 quilos de cocaína</h3>
<p class="wp-block-paragraph">O caso aconteceu em novembro de 2024, durante uma abordagem policial na Comunidade Parque das Celebridades, na zona Norte de Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na ocasião, policiais militares abordaram um Honda Fit ocupado por Suiane e Janderson e encontraram dez tabletes de cocaína no veículo. A apreensão totalizou aproximadamente 10,42 quilos da droga.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério Público, os agentes localizaram os tabletes em local visível dentro do carro. Além disso, laudos periciais, depoimentos de policiais e imagens obtidas durante a investigação reforçaram a acusação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com base nesse conjunto de provas, o MPAM recorreu da absolvição e conseguiu a condenação da advogada em segunda instância.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Advogada flagrada com drogas em carro é presa em Manaus</p>
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		<item>
		<title>MP recorre de absolvição de homem por estupro de menor em Minas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mp-recorre-de-absolvicao-de-homem-por-estupro-de-menor-em-minas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 22:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[absolvição]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[Estupro]]></category>
		<category><![CDATA[homem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recorreu da decisão da segunda instância que absolveu um homem de 35 anos de idade acusado de estuprar uma adolescente de 12 anos, em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público, o recurso busca restabelecer a condenação em primeira instância, que previa pena de 9 anos e 4 meses [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recorreu da decisão da segunda instância que absolveu um homem de 35 anos de idade acusado de estuprar uma adolescente de 12 anos, em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público, o recurso busca restabelecer a condenação em primeira instância, que previa pena de 9 anos e 4 meses de reclusão tanto para o acusado do estupro quanto para a mãe da menor.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/MP-recorre-de-absolvicao-de-homem-por-estupro-de-menor.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As investigações inicialmente concluíram que a criança morava com o homem, com autorização materna, e havia abandonado a escola. Com passagens na polícia por crimes de homicídio e tráfico de drogas, o homem foi preso em flagrante em 8 de abril de 2024, em companhia da menina, com a qual ele admitiu que mantinha relações sexuais.</p>
<p>O homem e a mãe da vítima, acusada de conivência com o crime, foram condenados em primeira instância pelo crime de estupro de vulnerável. A 9ª Câmara Criminal, entretanto, entendeu que o réu e a vítima tinham vínculo afetivo consensual e derrubou a sentença de primeira instância, absolvendo o homem e a mãe da criança. Outra alegação para a absolvição dos réus é de que a menor já teria tido relações sexuais com outros homens.</p>
<p>A decisão da segunda instância que absolveu os dois acusados provocou muita repercussão e foi criticada por diversas entidades.</p>
<h2>Grooming</h2>
<p>Para recorrer da absolvição, o Ministério Público de Minas Gerais argumentou que o caso configura o chamado <em>grooming</em>, ou aliciamento progressivo, processo em que um adulto constrói laços de confiança com a criança e a família e oferece presentes ou suporte financeiro para obter gratificação sexual.</p>
<p>“Foi muito bem-sucedido o procedimento de aliciamento”, argumenta André Ubaldino, procurador de Justiça, durante entrevista coletiva. </p>
<p>“Estamos diante de uma vítima pobre. E ela foi vítima de um aliciamento para o qual até gêneros e presentes foram dados”, acrescentou.</p>
<p>Segundo André Ubaldino, o incômodo com a decisão judicial que absolveu os acusados fez com que o Ministério Público decidisse recorrer do caso. </p>
<p>“Se houver necessidade, subiremos para o STJ [Superior Tribunal de Justiça] ou o STF [Supremo Tribunal Federal], na expectativa de restaurar a condenação original”, adiantou o procurador.</p>
<p>No Brasil, o Código Penal estabelece que a conjunção carnal ou a prática de atos libidinosos com menores de 14 anos de idade configura estupro de vulnerável. Uma súmula do Superior Tribunal de Justiça estabelece ser irrelevante, nestas circunstâncias, o “eventual consentimento da vítima” ou mesmo o fato dela ter algum tipo de relacionamento amoroso com o estuprador ou experiência sexual anterior.</p>
<h2>Canais de denúncias</h2>
<p>Pessoas que vivem no estado de Minas Gerais e que tenham conhecimento de casos semelhantes podem encaminhar denúncias por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Minas Gerais, canal que garante o sigilo dos dados pessoais mediante solicitação. As manifestações podem ser feitas pelo telefone 127, gratuito em Minas Gerais, pelo site oficial do MP ou presencialmente nas promotorias de Justiça do interior.</p>
<p>Para o atendimento específico de mulheres, está disponível a Ouvidoria das Mulheres pelo site do MP ou pelo WhatsApp (31) 97336-1135. </p>
<p>Casos de crimes sexuais contra crianças, adolescentes e adultos também contam com o apoio do Centro Estadual de Apoio às Vítimas – Casa Lilian, que oferece atendimento integral e pode ser acionado pelo telefone (31) 3313-1726 ou pelo e-mail casalilian@mpmg.mp.br .</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-02/mp-recorre-de-absolvicao-de-homem-por-estupro-de-menor-em-minas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Ministérios reagem à absolvição de homem que estuprou menina em MG</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ministerios-reagem-a-absolvicao-de-homem-que-estuprou-menina-em-mg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 19:33:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[absolvição]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
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		<category><![CDATA[reagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa nota conjunta, os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Mulheres condenaram a decisão da 9ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que absolveu, por maioria de votos, um homem de 35 anos que havia sido condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos. Eles viviam juntos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ministerios-reagem-a-absolvicao-de-homem-que-estuprou-menina-em-mg/">Ministérios reagem à absolvição de homem que estuprou menina em MG</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa nota conjunta, os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Mulheres condenaram a decisão da 9ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que absolveu, por maioria de votos, um homem de 35 anos que havia sido condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos. Eles viviam juntos como um casal na cidade de Indianópolis, no Triângulo Mineiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Ministerios-reagem-a-absolvicao-de-homem-que-estuprou-menina-em.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O homem deixou o sistema prisional em 13 de fevereiro, após a concessão de alvará de soltura pela Justiça, de acordo com informação da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).</p>
<p>O Código Penal estabelece que a conjunção carnal ou prática de outro ato libidinoso com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia estabelecido o entendimento de que o consentimento da vítima, eventual experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso não afastam a ocorrência do crime.</p>
<p>Os ministérios enfatizaram que “o Brasil adota a lógica da proteção integral de crianças e adolescentes, segundo a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Quando a família não assegura essa proteção — especialmente em casos de violência sexual —, cabe ao Estado e à sociedade, incluindo os três Poderes, zelar pelos direitos da criança, não sendo admissível que a anuência familiar ou a autodeclaração de vínculo conjugal sejam usadas para relativizar violações”.</p>
<p>Na avaliação das duas pastas, o Brasil repudia o casamento infantil, “prática que constitui grave violação de direitos humanos e aprofunda desigualdades de gênero, raça e classe”.</p>
<p>Destacaram ainda que, em 2022, mais de 34 mil crianças de 10 a 14 anos viviam em uniões conjugais no Brasil, majoritariamente meninas, pretas ou pardas, “concentradas em regiões historicamente mais vulnerabilizadas”.</p>
<p>A nota reafirma que o Brasil assumiu compromissos internacionais para eliminar essa prática, incluindo recomendações recentes do Comitê da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (Cedaw) para que a idade mínima para o casamento seja fixada em 18 anos, sem exceções. E conclui: “Decisões judiciais, inclusive no âmbito dos Tribunais de Justiça, devem estar alinhadas a esse marco normativo, garantindo que nenhuma interpretação fragilize a proteção integral de crianças e adolescentes”.</p>
<p>A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) apresentou denúncia do caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que abriu uma investigação para apurar a decisão tomada pelo TJ de Minas.</p>
<h2>Ministério Público de Minas</h2>
<p>Também em nota, o MPMG comunicou que irá adotar as providências processuais cabíveis.</p>
<p>&#8220;O ordenamento jurídico pátrio e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça [&#8230;] estabelecem a presunção absoluta de vulnerabilidade para crianças e adolescentes com menos de 14 anos. Tal diretriz normativa visa resguardar o desenvolvimento saudável e a dignidade sexual dessa população, tratando-os como bens jurídicos indisponíveis, que se sobrepõem a qualquer interpretação fundada em suposto consentimento da vítima ou anuência familiar&#8221;.</p>
<p>Já a Defensoria Pública de Minas Gerais, que recorreu contra a condenação de primeira instância do homem, garantiu que &#8220;atuou na garantia do direito de ampla defesa do réu&#8221; em cumprimento aos seus deveres constitucionais.</p>
<h2>O caso</h2>
<p>Um homem de 35 anos havia sido condenado a nove anos de prisão pelo estupro de uma menina de 12 anos, com a qual vivia como marido. A mãe da menina, acusada de conivência com o crime, também foi absolvida.</p>
<p>A sentença resultou de denúncia feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em abril de 2024 contra o suspeito e a mãe da menina, à época com 12 anos de idade, por estupro de vulnerável devido à “prática de conjunção carnal e de atos libidinosos” contra a vítima.</p>
<p>A 9ª Câmara Criminal, entretanto, entendeu que o réu e a vítima tinham vínculo afetivo consensual e derrubou a sentença de primeira instância. As investigações feitas inicialmente concluíram que a pré-adolescente morava com o homem, com autorização materna, e havia abandonado a escola. Com passagens na polícia por crimes de homicídio e tráfico de drogas, o homem foi preso em flagrante em 8 de abril de 2024, em companhia da menina, com a qual ele admitiu que mantinha relações sexuais.</p>
<p>Em trecho da decisão, o desembargador relator Magid Nauef Láuar avaliou que &#8220;o relacionamento mantido entre o acusado e a menor não decorreu de ato de violência, coação, fraude ou constrangimento, mas sim de um vínculo afetivo consensual, com prévia aquiescência dos genitores da vítima e vivenciado aos olhos de todos&#8221;.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-02/ministerios-reagem-absolvicao-de-homem-que-estuprou-menina-em-mg" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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