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	<title>acesso Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>acesso Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Prefeitura de Limeira fecha acesso à Ponte do Esqueleto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 18:11:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A prefeitura de Limeira reforçou nesta quarta-feira (17) as medidas de segurança na área da Ponte do Esqueleto, com o fechamento de acessos irregulares e o complemento de ações emergenciais já executadas antes. Segundo a prefeitura, uma intervenção mais ampla não havia sido executada antes devido às limitações operacionais por parte do governo federal, responsável [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A prefeitura de Limeira reforçou nesta quarta-feira (17) as medidas de segurança na área da Ponte do Esqueleto, com o fechamento de acessos irregulares e o complemento de ações emergenciais já executadas antes. Segundo a prefeitura, uma intervenção mais ampla não havia sido executada antes devido às limitações operacionais por parte do governo federal, responsável pela ponte. O acesso ao local configura crime, pois não se trata de área de acesso público permitido.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Prefeitura-de-Limeira-fecha-acesso-a-Ponte-do-Esqueleto.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A prefeitura informou que a administração municipal foi acionada pelo governo federal para prestar apoio na realização da interdição. As obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e demais medidas de fechamento da área, permanecem sob responsabilidade da União. As medidas estão sendo tomadas até que se encontre a solução definitiva para evitar o acesso ao local.</p>
<p>As ações ocorrem depois da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no último sábado (13), ao ser arremessada da ponte, para um salto de <em>rope jump</em> (salto no vazio a partir de locais muito altos), sem estar presa às cordas do equipamento de segurança. Ela foi jogada de uma altura de cerca de 40 metros por instrutores de uma empresa privada.</p>
<p>A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), discute com os governos locais a eventual remoção da ponte, que está localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.</p>
<p>Em nota à imprensa, a SPU reafirmou que a transferência da propriedade da ponte para o Patrimônio da União foi oficializada em maio deste ano e que nunca autorizou nenhuma atividade no local.</p>
<h2>Reunião</h2>
<p>Na segunda-feira (15), os representantes da Secretaria do Patrimônio da União e a Advocacia Geral da União (AGU) estiveram no interior paulista e se reuniram com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e com o prefeito de Limeira, Murilo Félix, e suas equipes. A SPU confirmou que continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a ponte.</p>
<p>As duas prefeituras defenderam a demolição da estrutura de propriedade da União. De acordo com publicação na rede social da gestora de Cordeirópolis, Cristina Saad, esta medida deve ser imediata.</p>
<p>Após o encontro, o prefeito Murilo Félix confirmou que a área apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que, mesmo interditada, a construção continuava atraindo pessoas. Na reunião, a prefeitura de Limeira relatou que havia sido aberta uma valeta para impedir o acesso ao local e que a vala foi fechada sem conhecimento de sua administração.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-06/prefeitura-de-limeira-fecha-acesso-ponte-do-esqueleto" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde, diz estudo</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/tarifa-zero-pode-garantir-mais-acesso-a-servicos-de-saude-diz-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 17:37:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A auxiliar de serviços gerais Núbia Sales Veras, de 52 anos, moradora da Cidade Ocidental, município goiano no Entorno do Distrito Federal, utiliza diariamente o transporte público para cruzar o limite com a capital do país e chegar até a empresa onde trabalha, no Lago Sul, bairro de elite de Brasília, a cerca de 50 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A auxiliar de serviços gerais Núbia Sales Veras, de 52 anos, moradora da Cidade Ocidental, município goiano no Entorno do Distrito Federal, utiliza diariamente o transporte público para cruzar o limite com a capital do país e chegar até a empresa onde trabalha, no Lago Sul, bairro de elite de Brasília, a cerca de 50 quilômetros (km) de casa.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Tarifa-zero-pode-garantir-mais-acesso-a-servicos-de-saude.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A distância, o custo da tarifa do ônibus e a baixa qualidade do transporte urbano criam limitações para que ela acesse serviços essenciais da sua vida, como o tratamento que faz para fibromialgia, uma síndrome crônica que causa dores musculares e articulares em várias partes do corpo.</p>
<p>&#8220;Já perdi compromisso, já perdi consulta do meu tratamento no [hospital] Sarah [instituição de saúde focada em reabilitação motora e neurológica], tudo por causa da demora do ônibus e do valor da passagem&#8221;, contou à Agência Brasil.</p>
<p>A reportagem conversou com Núbia, na tarde da última sexta-feira (12), quando ela passava pela Rodoviária do Plano Piloto, o principal terminal de transporte público urbano do Distrito Federal e região metropolitana, localizada no centro da capital do país.</p>
<p>Outro problema relatado pela trabalhadora é o valor da passagem, que chega a custar R$ 18 por dia, custo que limita sua vida social.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Tarifa-zero-pode-garantir-mais-acesso-a-servicos-de-saude.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/06/2026 - Núbia Sales Veras fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil" title="Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Núbia afirma que filhas perderam oportunidades por causa do preço da passagem. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>&#8220;Muitas vezes não pude utilizar para a cultura, para colocar minhas filhas em uma escola melhor, mas mais distante, por causa desse valor da passagem&#8221;, afirmou.</p>
<p>A experiência de Núbia, bem como de milhares de pessoas que usam o transporte público rodoviário para transitar pelas grandes cidades do país reflete as conclusões de um novo estudo desenvolvido por pesquisadores vinculados ao Instituto de Ciência Polícia da Universidade de Brasília (UnB).</p>
<p>O artigo intitulado <em>Quem pode circular? Tarifa zero, mobilidade e desigualdades raciais no acesso à cidade e aos serviços</em> aponta que o custo tarifário e a precariedade do transporte, incluindo superlotação, insegurança e imprevisibilidade, geram obstáculos concretos à continuidade do cuidado em saúde, resultando no atraso de diagnósticos, faltas a consultas agendadas e prejuízos no acompanhamento preventivo de doenças crônicas.</p>
<h2>Racismo estrutural</h2>
<p>O texto, publicado no formato<em> policy paper</em> (um tipo de relatório técnico), destaca que os tempos de deslocamento prolongados em regiões metropolitanas &#8220;atuam como severos agravantes de sofrimento psíquico, estresse crônico e exaustão, potencializando quadros de ansiedade e depressão&#8221;.</p>
<p>Esses efeitos, de acordo com a pesquisa, tendem a ser particularmente significativos quando observados sob a perspectiva das desigualdades raciais. Isso porque a população negra está sobrerrepresentada entre os grupos de menor renda, residentes em territórios periféricos e mais dependentes do transporte público.</p>
<p>&#8220;Isso significa que as barreiras econômicas e territoriais à mobilidade incidem de forma desproporcional sobre essa população, limitando seu acesso à cidade e aos seus serviços&#8221;, aponta o estudo.</p>
<p>Também na Rodoviária do Plano Piloto, a aposentada Helena Simão, mulher negra de 72 anos, caminhava devagar e com dificuldade quando parou para conversar com a reportagem, pouco antes de embarcar no ônibus para chegar a Samambaia, região administrativa do DF, distante cerca de 30 quilômetros do centro da capital.</p>
<p>Ela contou que convive há anos com osteoporose, uma doença que reduz a densidade e enfraquece os ossos do corpo. Apesar de não pagar mais a tarifa, por ter gratuidade de pessoa idosa, Helena reclama da baixa circulação de ônibus na periferia.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1781372263_215_Tarifa-zero-pode-garantir-mais-acesso-a-servicos-de-saude.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/06/2026 - Helena Simão fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil" title="Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Helena Simão não paga mais passagem, mas lamenta a pouca frequência de ônibus na periferia  Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>&#8220;Eu já não pago o transporte, mas demora muito para passar e já perdi consulta médica&#8221;, denunciou Helena. </p>
<p>Dados do DataSUS citados na pesquisa demonstram, por exemplo, que mulheres negras enfrentam o dobro do risco de morte materna em relação a mulheres brancas, &#8220;uma disparidade que se conecta diretamente às restrições materiais e espaciais de locomoção impostas pela segregação urbana&#8221;.</p>
<p>&gt;&gt;Livro debate tarifa zero e mobilidade urbana como qualidade de vida</p>
<h2>Transporte universal</h2>
<p>Um dos focos do estudo é demonstrar que a remoção da principal barreira econômica ao transporte público, que é o custo da tarifa, por meio da implantação da tarifa zero universal, tem potencial para atuar como uma política estruturante de redução de desigualdades, indo muito além de uma simples medida de transporte público.</p>
<p>&#8220;Tem potencial de transformar a relação da sociedade com uma política pública, tal qual o Sistema Único de Saúde (SUS) propiciou, mas agora do ponto de vista do transporte&#8221;, observa Paíque Duques Santarém, pesquisador da UnB (Universidade de Brasília) e um dos autores do artigo.</p>
<p>Essa desoneração integral do custo da tarifa, na análise dos pesquisadores, constituiria uma ferramenta estratégica para garantir o acesso efetivo aos equipamentos públicos, assegurar a continuidade do cuidado terapêutico e &#8220;tensionar, de forma definitiva, os padrões históricos de exclusão territorial e racial que fragmentam as cidades brasileiras&#8221;.</p>
<p>Em um estudo anterior, o mesmo grupo de pesquisa envolvido no projeto sobre tarifa zero e suas possibilidades de expansão no Brasil aponta que a implementação da gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras também representaria uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia do país e poderia ter um efeito semelhante ao do Bolsa Família.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/tarifa-zero-pode-garantir-mais-acesso-servicos-de-saude-diz-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>UEA e SES-AM qualificam profissionais para ampliar o acesso ao Implanon no Amazonas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/uea-e-ses-am-qualificam-profissionais-para-ampliar-o-acesso-ao-implanon-no-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 20:16:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Ministério da Saúde está ampliando o acesso das mulheres amazonenses a métodos contraceptivos e fortalecendo a saúde sexual e reprodutiva no estado. Por meio da oficina “Qualificação para inserção do implante subdérmico contraceptivo na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Ministério da Saúde está ampliando o acesso das mulheres amazonenses a métodos contraceptivos e fortalecendo a saúde sexual e reprodutiva no estado. Por meio da oficina “Qualificação para inserção do implante subdérmico contraceptivo na Atenção Primária à Saúde (APS)”, realizada com a participação do Núcleo de Apoio à Saúde Sexual e Reprodutiva (Nuasser) da UEA, profissionais da saúde estão sendo capacitados para inserção do método contraceptivo de longa duração Implanon, além de desenvolver abordagens voltadas ao diálogo e acolhimento das pacientes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A oficina está em sua etapa prática, iniciada em 1º de junho e realizada até esta quarta-feira (3/6), na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da UEA. Ao todo, 108 médicos e enfermeiros de 36 municípios participaram da capacitação. Entre os profissionais estão representantes de municípios como Santo Antônio do Içá, Benjamin Constant, Beruri e outras cidades do interior. A expectativa é que a iniciativa alcance os 62 municípios amazonenses.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Implanon passou a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, destinado prioritariamente a adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade social, como mulheres em situação de rua. As pacientes-modelo, que participaram da qualificação, foram selecionadas voluntariamente, estavam em idade reprodutiva e em condições de vulnerabilidade. Durante a capacitação, cerca de 324 implantes foram inseridos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Prof.ª Dra. Lihsieh Marrero da UEA, que atua na coordenação ao lado da Prof.ª Ma. Milaine Gomes, o núcleo apoia as capacitações desde novembro de 2025. Esta é a terceira formação realizada, e a expectativa é que novas turmas sejam ofertadas em parceria com a SES-AM.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A UEA tem um olhar especial para o interior. A gente sabe o quanto nós podemos colaborar com a formação desses profissionais para que as nossas mulheres tenham acesso ao Implanom, e com isso a gente reduz a mortalidade materna, a mortalidade neoatal, o número de gravidezes não intencionais. Essa é a nossa missão enquanto instituição formadora: contribuir para que eles sejam habilitados para a realização do procedimento. E que levem o acesso à saúde para população do interior”, disse a docente Lihsieh Marrero.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A secretária executiva adjunta de Políticas de Saúde da SES-AM, Diana Lima, destacou a importância da parceria entre as instituições e agradeceu à UEA por disponibilizar a estrutura necessária para a realização da ação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Essa iniciativa vai proporcionar que os nossos profissionais dos 62 municípios do estado estejam habilitados e capacitados para fazer a inserção do implante nas mulheres dos seus territórios. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde implantou essa política. O Implanon é recente dentro do planejamento reprodutivo. Temos mais uma oportunidade de contraceptivo para as nossas mulheres”, reforçou Diana Lima.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Criado como uma modalidade de extensão universitária, o Nuasser da UEA tem como objetivo prestar serviços voltados à qualificação profissional na área. A equipe do núcleo é responsável por conduzir as orientações teóricas e práticas dos participantes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Experiências</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as participantes da atividade estava Thayana Lima, de 35 anos. Mãe de uma menina, ela buscou o método para evitar uma gravidez pelos próximos três anos, período de eficácia do implante, enquanto prioriza seus objetivos profissionais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A experiência foi ótima, porque teve o acompanhamento de um profissional que já conhece o processo na prática. É uma equipe acolhedora que vai contribuir bastante nesse processo, principalmente para pessoas de baixa renda que precisam desses métodos e às vezes não têm condições”, reforçou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A enfermeira Eduarda Rocha, coordenadora da Saúde da Mulher em Santo Antônio do Içá, integrou a equipe responsável pelo atendimento e acompanhamento da voluntária. Para ela, a capacitação representa uma oportunidade de ampliar o acesso aos métodos contraceptivos.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="493" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1780517768_667_UEA-e-SES-AM-qualificam-profissionais-para-ampliar-o-acesso-ao.jpeg?resize=740%2C493&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4114"   data-pagespeed-url-hash="2000710195" onload="pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);"/></p>
<p class="wp-block-paragraph">“É uma coisa muito boa que a gente pode levar para o nosso município. Ofertar mais uma opção de contraceptivo para as mulheres e, também, ser multiplicador na nossa cidade, capacitando mais profissionais, mais médicos, mais enfermeiros, assim, dar uma qualidade melhor da saúde da mulher no município”, ressaltou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Sobre o Implanon</p>
<p class="wp-block-paragraph">O implante subdérmico, conhecido como Implanon, é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia. Inserido sob a pele do braço que atua por até três anos sem necessidade de manutenção durante esse período. Após o prazo de validade, o dispositivo deve ser retirado e, caso a paciente deseje, um novo implante pode ser inserido pelo SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Implanon faz parte dos métodos contraceptivos gratuitos oferecidos pelo SUS, que inclui preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinado e de progestagênio, pílulas de emergência, injetáveis hormonais mensal e trimestral, laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre todos os métodos disponíveis, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).</p>
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		<title>Plataforma inteligente vai simplificar acesso a informações da União</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/plataforma-inteligente-vai-simplificar-acesso-a-informacoes-da-uniao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 00:33:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para simplificar o acesso a informações do governo federal, como despesas e investimentos, a Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou a criação do Informa.BR, plataforma que utiliza inteligência artificial. De acordo com o governo, a ferramenta facilita também contratos, compromissos de autoridades, dados sobre políticas públicas, entre outros registros. O ministro Vinicius Marques de Carvalho anunciou a plataforma na abertura [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para simplificar o acesso a informações do governo federal, como despesas e investimentos, a Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou a criação do Informa.BR, plataforma que utiliza inteligência artificial.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Plataforma-inteligente-vai-simplificar-acesso-a-informacoes-da-Uniao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>De acordo com o governo, a ferramenta facilita também contratos, compromissos de autoridades, dados sobre políticas públicas, entre outros registros.</p>
<p>O ministro Vinicius Marques de Carvalho anunciou a plataforma na abertura da Semana de Governo Aberto 2026, em Brasília. O promessa é de que o portal estará disponível a partir de junho.</p>
<p>“O pronto acesso à informação é uma das formas mais eficientes de fortalecer o exercício da cidadania, permitindo às pessoas fiscalizar o uso de recursos públicos, acompanhar políticas públicas e acessar informações necessárias ao exercício de seus direitos”, destacou a secretária nacional de Transparência e Acesso à Informação da CGU, Livia Sobota.  </p>
<p>Atualmente, há diferentes canais oficiais que reúnem informações públicas, que tornam a busca fragmentada.</p>
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<h2>Acesso</h2>
<p>Com o Informa.BR, será possível escrever a demanda de informação em linguagem simples e a plataforma vai utilizar inteligência artificial para fazer uma varredura em  fontes oficiais e confiáveis, para apresentar ao cidadão as informações já existentes sobre o assunto de interesse e links diretos para respostas já disponíveis. </p>
<p>A plataforma vai apresentar um resumo sobre onde os dados buscados podem ser encontrados e mostrar três abas que apresentam mais resultados: como o Portal da Transparência, o Portal de Dados Abertos e as principais respostas encontradas em pedidos da Lei de Acesso à Informação (LAI) já existentes. </p>
<p>O ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, conta que o Brasil já implementava ações de governo aberto antes mesmo do termo ser criado, por exemplo, com o Portal da Transparência, que entrou em operação em 2004. O número de visitas à plataforma vem crescendo e chegou a 30,4 milhões em 2025. Hoje, o portal permite o rastreamento de trilhões de reais do orçamento público.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-05/plataforma-inteligente-vai-simplificar-acesso-informacoes-da-uniao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mais-de-meio-milhao-de-pessoas-bloquearam-acesso-a-sites-de-apostas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 19:52:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 574 mil pessoas já usaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do governo federal, para impedir o próprio acesso a sites de apostas autorizados a funcionar no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, 207 mil usuários da ferramenta, ou 41% dos pedidos, apontaram a perda de controle sobre o jogo e/ou eventuais danos à saúde [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 574 mil pessoas já usaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do governo federal, para impedir o próprio acesso a <em>sites</em> de apostas autorizados a funcionar no Brasil.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Mais-de-meio-milhao-de-pessoas-bloquearam-acesso-a-sites.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Segundo o Ministério da Saúde, 207 mil usuários da ferramenta, ou 41% dos pedidos, apontaram a perda de controle sobre o jogo e/ou eventuais danos à saúde mental como principal razão para solicitar o bloqueio.</p>
<p>Riscos com vazamento de dados (18%) e problemas financeiros (12%) aparecem logo em seguida. Quatorze por cento dos usuários não informaram o motivo da autoexclusão e 13% asseguraram que tomaram a decisão de forma voluntária.</p>
<p>Desenvolvido pelo Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, e lançado em dezembro de 2025, o sistema federal centralizado de autoexclusão permite que os interessados bloqueiem o próprio acesso a todos os <em>sites</em> de apostas autorizados com um único pedido.</p>
<p>Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos<em> sites</em> por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses.</p>
<p>Até o momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Segundo os dados, 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. O período mínimo para a autoexclusão é de um mês.</p>
<p>Além do bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto.</p>
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<h2>Autoteste</h2>
<p>Além de permitir ao cidadão interessado restringir o próprio acesso, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão reúne informações sobre saúde mental e orientações e <em>links</em> de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para quem está sofrendo as consequências do uso problemático de jogos de apostas.</p>
<p>A ferramenta também conta com <em>links</em> para a lista de empresas legalizadas; um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para a pessoa interessada em avaliar sua saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>“Estamos criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da população”, sustenta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota.</p>
<p>De acordo com o ministro, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão integra uma estratégia governamental mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos. O que inclui investimento em pesquisas sobre o impacto das bets na saúde dos brasileiros.</p>
<p>Nesta terça-feira (26), a pasta assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED) que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e permitirá mensurar e analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.</p>
<p>A recomendação é que, em caso de problemas, as pessoas procurem apoio especializado nas unidades básicas de saúde (UBS), nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou de profissionais de saúde da sua confiança. Endereços de serviços de saúde pública podem ser pesquisados na página do SUS Digital.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/mais-de-meio-milhao-de-pessoas-bloquearam-acesso-sites-de-apostas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Justiça proíbe PL Manaus de ter acesso à verba pública por deficiência na prestação de contas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/justica-proibe-pl-manaus-de-ter-acesso-a-verba-publica-por-deficiencia-na-prestacao-de-contas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:53:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) em Manaus, foi proibido de fazer uso de verbas públicas referentes ao Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), por decisão da Justiça Eleitoral. O partido não conseguiu comprovar os gastos da campanha de 2024. A decisão é da 2ª Zona Eleitoral de Manaus [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) em Manaus, foi proibido de fazer uso de verbas públicas referentes ao Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), por decisão da Justiça Eleitoral. O partido não conseguiu comprovar os gastos da campanha de 2024.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A decisão é da  2ª Zona Eleitoral de Manaus e está no Diário do Próprio TRE da última sexta-feira (22). O presidente do diretório municipal é o deputado federal Capitão Alberto Neto, pré-candidato ao Senado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Estão faltando na prestação de contas extratos bancários, notas fiscais e até registros contábeis.  obrigatórios. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Até a manhã desta segunda-feira (25), o PL não se manifestou sobre  os motivos da falha e nem o que pretende fazer.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Veja a decisão:</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="740" height="168" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779720799_829_Justica-proibe-PL-Manaus-de-ter-acesso-a-verba-publica.jpeg?resize=740%2C168&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-3946"   data-pagespeed-url-hash="2622887573" onload="pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);"/></p>
<p class="wp-block-paragraph">O diário onde está a decisão:</p>
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		<item>
		<title>Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 12:58:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acesso]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica.  O chamado &#8220;efeito tesoura&#8221;, que nomeia esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O chamado &#8220;efeito tesoura&#8221;, que nomeia esse corte progressivo das mulheres conforme a carreira avança, é um fenômeno bastante conhecido, mas o impacto ainda maior sobre as mães só começou a ser debatido há poucos anos, de acordo com a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fernanda Staniscuaski. </p>
<p>Fernanda já era docente e pesquisadora quando decidiu se tornar mãe e precisou pisar no freio em plena ascensão profissional. Mas o que seria uma desaceleração momentânea acabou se prolongando por mais tempo do que ela esperava e depois se revelou a entrada para um ciclo difícil de romper. </p>
<p>&#8220;Quanto menos a mulher produz, menos ela vai ter oportunidade para ganhar financiamento, para conseguir bolsas para orientandos e obviamente isso vai fazer com que ela produza menos ainda. Existe essa pausa por causa da maternidade e ela tem que ser reconhecida. Mas a gente precisa das condições de retorno.&#8221;</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Fernanda Staniscuaski. Foto: Gustavo Diehl/UFRGS" title="Gustavo Diehl/UFRGS"/></p>
<p><h6 class="meta">Fernanda Staniscuaski fundou, em 2016, o movimento <em>Parents in Science </em>para debater a parentalidade entre pesquisadores Foto: Gustavo Diehl/UFRGS</h6>
</p>
<p>Ao dividir suas angústias com amigas que também são cientistas e mães, ela se deu conta de que vivia uma realidade comum. Então fundou, em 2016, ao lado de outras seis mães e um pai, o movimento <em>Parents in Science </em>para debater a parentalidade entre pesquisadores. Este ano, a iniciativa completa uma década com mais de 90 cientistas associados, a maioria mulheres. </p>
<p>Uma das principais frentes do <em>Parents in Science </em>tenta preencher uma lacuna de dados sobre esse universo, já que o Brasil não tem uma contagem oficial sobre o número de pesquisadores e docentes que têm filhos, o que impede que o impacto na carreira seja devidamente medido. </p>
<p>Mas os números que comprovam o &#8220;efeito tesoura&#8221; já são um indicativo de como o cuidado com os filhos onera de maneira diferente homens e mulheres. Fernanda destaca que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os padrões desiguais da sociedade também são reproduzidos entre acadêmicos. </p>
<p>&#8220;As mães carregam o ônus do cuidado. Existe uma mudança cultural em andamento, com uma participação maior dos pais, mas a gente está longe de ser uma sociedade onde o cuidado é totalmente dividido, não só entre mães e pais, mas como algo coletivo&#8221;, complementa a fundadora do Parents in Science. </p>
<h2>Números</h2>
<p>O documento mais recente publicado pelo grupo traz uma análise sobre a entrada e permanência na docência de pós-graduação. Para dar aulas nesses cursos, os pesquisadores precisam passar por um processo de credenciamento que avalia questões como a produtividade, refletida em artigos publicados, participações em congressos, orientações de estudantes etc. </p>
<p>Esse currículo é reavaliado periodicamente e o docente pode ser recredenciado ou deixar o programa. O levantamento com dados de cerca de mil docentes revela algumas diferenças significativas entre pais e mães, especialmente nos casos de descredenciamento. </p>
<p>Entre os pais, 43,7% deixaram o programa onde atuavam por iniciativa própria, enquanto 37,5% foram descredenciados por perda de produtividade. Já entre as mães, a ordem se inverte: apenas 24,6% saíram a pedido, enquanto 66,1% foram descredenciadas por não apresentarem mais a produção mínima exigida. </p>
<p>O levantamento também aponta maior dificuldade das mães para se reinserir no sistema depois do descredenciamento. Considerando apenas as pessoas que saíram por perda de produtividade, 38% das mães não conseguiram retornar, contra 25% dos pais. Já entre os docentes que saíram a pedido, 25% das mães não retornaram, o que aconteceu com apenas 7,1% dos pais. </p>
<p>&#8220;Existe uma questão de gênero que é bem clara, mas há também uma influência muito grande de raça. As mulheres pretas, pardas e indígenas continuam sendo o grupo mais sub-representado. Então, a gente precisa cruzar as diferentes barreiras que existem, como a questão das mães de filhos com deficiência, que também ocupam menos espaços&#8221;, destaca Fernanda. </p>
<h2>Acesso e permanência</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779022709_893_Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Cris Derner. Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal" title="Cris Derner/Arquivo Pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">A assistente social Cristiane Derne enfrentou dificuldades na graduação Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal</h6>
</p>
<p>Os percalços não aparecem apenas em pontos avançados da carreira acadêmica. A assistente social Cristiane Derne, que atualmente faz mestrado em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio), já era mãe quando entrou na graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. </p>
<p>&#8220;Eu morava em Magé, na Baixada Fluminense, e tinha que ir pro Rio todo dia depois do trabalho. Chegava em casa meia-noite e muitas vezes eu pensei: ‘esse não é um lugar para mim’. Tem a cobrança de horas complementares, estágio, projeto de extensão&#8230; às vezes o filho adoece e a gente precisa faltar, às vezes não tem com quem deixar. Eu me deparei com muitas meninas que acabaram desistindo&#8221;, ela lembra. </p>
<p>A UFRJ concede um auxílio-educação de R$ 385 para as mães estudantes, mas apenas até que a criança complete seis anos, o que não contemplava Cristiane. Quem mais ajudou a assistente social a seguir com seus objetivos foi o coletivo de mães da UFRJ, tanto dividindo informações sobre direitos e benefícios, quanto oferecendo acolhimento emocional. </p>
<p>Essa experiência acabou se tornando objeto de estudo para Cristiane. &#8220;No trabalho de conclusão de curso, eu fiz um levantamento das políticas que a UFRJ oferecia e como a presença ou a ausência delas impactava as mulheres do coletivo. Agora no mestrado eu estou estudando esses coletivos em nível nacional&#8221;, ela explica. </p>
<h2>Atlas </h2>
<p>Uma iniciativa semelhante foi feita pelo Núcleo Virtual de Pesquisa em Gênero e Maternidade, que publicou na semana passada o Atlas da Permanência Materna, com um compilado das políticas de permanência oferecidas pelas universidades federais. O levantamento identificou que a principal medida existente é a assistência financeira, concedida por 63 das 69 instituições, com valor médio de cerca de R$ 370 por mês. </p>
<p>O Atlas mostrou ainda que a oferta de benefícios cai drasticamente na pós-graduação e apenas 13 instituições estendem o auxílio às alunas de mestrado e doutorado. Além disso, apenas oito universidades têm cuidotecas, espaços onde as crianças podem ficar enquanto as mães estudam. Em março deste ano, o Ministério da Educação lançou um edital no valor de R$ 20 milhões para a implantação de cuidotecas em outras unidades. </p>
<p>&#8220;Na prática, a insuficiência financeira devolve o ônus logístico do cuidado para a esfera privada, culminando em um esgotamento físico e mental que frequentemente empurra a estudante para a evasão antes da consolidação do seu rito de passagem para a vida intelectual&#8221;, criticam as autoras do Atlas, Kamila Abreu e Ivana Moura. </p>
<h2>Diversidade</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano, Lizie Calmon posa para foto em sua casa, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano Lizie Calmon faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A professora de geografia Liziê Calmon, doutoranda no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, e mãe de uma menina de 10 anos, muitas vezes se perguntou se deveria e conseguiria continuar com a carreira acadêmica.</p>
<p>&#8220;A gente acumula o trabalho remunerado, o não remunerado, o trabalho da pesquisa e às vezes acaba ficando um pouco para trás porque não consegue ter a mesma produtividade acadêmica, publicar artigo ou ir a congressos&#8230;&#8221;, explica.</p>
<p>Mas ela percebeu que tinha algo especial a oferecer para a ciência brasileira. “A experiência da maternidade traz para a gente um olhar mais apurado para algumas realidades que nem sempre estão sendo olhadas por outras pessoas.&#8221;</p>
<p>Na sua pesquisa de doutorado, por exemplo, ela estuda como mulheres moradoras da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, que precisam se deslocar até bairros nobres distantes para trabalhar como empregadas domésticas, vivenciam a cidade.</p>
<p>“A ideia é entender o que elas percebem e, partindo disso, elaborar políticas públicas que realmente atendam a certas demandas”, Lizie complementa. </p>
<p>A professora e doutoranda também faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah, que articulou com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a lei que institui o Marco Legal Mães na Ciência. A matéria foi aprovada nesta quinta-feira (14) e segue para sanção do governo estadual. </p>
<p>A principal novidade é que o trabalho de cuidado deverá contar como pontuação em processos seletivos de bolsas e editais. &#8220;Ao invés de olhar como um problema, isso vai ser visto como um ponto positivo, porque as habilidades que a gente desenvolve quando tem que cuidar de alguém não tem nenhuma outra experiência que se equipare&#8221;, defende Lizie. </p>
<h2>Editais</h2>
<p>O Rio de Janeiro já foi pioneiro em outra iniciativa para estimular a produção acadêmica de mães cientistas. Em 2024, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou em parceria com o movimento <em>Parents in Science </em>e o Instituto Serrapilheira o primeiro edital de financiamento voltado especificamente para mães. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779022710_796_Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 15/05/2026 -  Letícia de Oliveira, MÃES NA CIÊNCIA&#13;&#10;Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal" title="Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Letícia de Oliveira diz que Faperj tem interesse que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A presidente da Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão da Faperj, Leticia de Oliveira, destaca que o edital conseguiu apoiar a produção de 134 mães cientistas. </p>
<p>Segundo ela, em março do ano que vem o edital deve ter uma nova edição. Além disso, a  Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco está prestes a lançar uma seleção semelhante, inspirada na experiência fluminense. </p>
<p>De acordo com Letícia, o edital exclusivo é uma ação &#8220;compensatória&#8221; necessária, considerando que essas pesquisadoras acabam sendo prejudicadas em seleções comuns. </p>
<p>&#8220;O que está sendo chamado de mérito? A produtividade, trocando em miúdos, é a quantidade de artigos publicados, de orientações de mestrado e doutorado&#8230; Mas as pessoas não partem do mesmo ponto. Quando a mulher tem um filho, é esperada uma queda, até porque ela fica de licença-maternidade e isso não tem a ver com qualidade dela como pesquisadora&#8221;, diz. </p>
<p>A Fundação implementou outra medida para tentar contornar a perda momentânea de produtividade nos editais gerais: se a candidata se tornou mãe nos cinco anos anteriores à inscrição, seu currículo será avaliado de forma estendida, englobando trabalhos publicados ao longo de sete anos, dois a mais do que os outros candidatos. </p>
<p>Letícia de Oliveira ressalta que é do interesse da Faperj que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas.</p>
<p>&#8220;Se fosse só uma questão de justiça já seria suficiente, mas é muito mais do que isso. Vários trabalhos mostram que uma ciência diversa, feita por pessoas diversas, gera uma melhor ciência, porque você expande as perguntas e aumenta a capacidade de interpretação dos resultados. Então é também por excelência.&#8221;</p>
<h2>Ações nacionais</h2>
<p>&#8220;A inclusão é fundamental, se não por outros motivos, para que haja uma ciência melhor. Eu não tenho dúvida que o nosso parlamentos seria melhor do que ele é hoje, se tivesse uma presença feminina maior. E a ciência brasileira será melhor, porque a gente está trabalhando para isso&#8221;, diz a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior &#8211; Capes, Denise Pires de Carvalho.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779022710_82_Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 05/02/2026 - A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, durante entrevista à Agência Brasil  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, considera que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A mais recente medida lançada pela Capes é o programa Aurora, que publicou seu primeiro edital nesta terça-feira (12). Serão concedidas até 300 bolsas para que professoras de pós-graduação gestantes ou mães, possam agregar um pesquisador de pós-doutorado a suas equipes.  </p>
<p>O objetivo é que esse profissional atue como um assistente, dando continuidade às pesquisas e assumindo orientações durante a licença maternidade, por exemplo.</p>
<p>&#8220;É uma forma de não parar a produção acadêmica dessa mulher durante a chegada do filho. Mas beneficia também os orientandos&#8221;, diz a presidente da Capes.</p>
<p>Denise reforça que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães. &#8220;Quando nós analisamos quem pede recursos financeiros para as agências de fomento, as mulheres pedem menos e ganham menos do que os homens&#8221;, ela complementa. </p>
<p>A presidente da Capes lembra que, no passado, muitas mulheres que pretendiam seguir a carreira científica evitavam ter filhos para poder se dedicar exclusivamente ao trabalho e conseguir vencer o preconceito. Por isso, para Denise, as iniciativas compensatórias são importantes não só para mitigar os efeitos da maternidade, mas também para combater o chamado &#8220;viés implícito&#8221;</p>
<p>&#8220;Para mim, é bastante explícito: quando escolhem um homem em igualdade de condições, ou até em condição inferior, por acharem que uma cientista mulher vai ter desempenho pior por ser mulher. O que não acontece efetivamente, né? O que acontece é o silenciamento, a falta de reconhecimento&#8230;&#8221;, explica Denise Pires de Carvalho. </p>
<p>Houve avanços também na legislação. Em julho de 2024, foi sancionada a lei que prorroga por seis meses a data de conclusão dos cursos de graduação e pós-graduação em caso de gestação de risco, parto, adoção ou guarda judicial de criança. Caso essa estudante seja bolsista, o prazo de concessão será estendido. </p>
<p>Já em abril de 2025, entrou em vigor a lei que proíbe a discriminação baseada na maternidade contra estudantes e pesquisadoras em processos de seleção ou renovação de bolsas. A legislação proíbe, inclusive, perguntas sobre o assunto nas entrevistas, além de ampliar em dois anos o período de avaliação de produtividade em casos de licença-maternidade.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia/">Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Agência Brasil completa 36 anos ampliando acesso com credibilidade</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/agencia-brasil-completa-36-anos-ampliando-acesso-com-credibilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 18:21:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Celular, nem pensar. Computador, então, era um sonho em 1990. As novas tecnologias tornaram, com o passar do tempo, tudo cada vez mais veloz e com equipamentos menores. A Agência Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nascida há exatos 36 anos, viu a responsabilidade se tornar maior a cada dia, conforme ressaltam pesquisadores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Celular, nem pensar. Computador, então, era um sonho em 1990. As novas tecnologias tornaram, com o passar do tempo, tudo cada vez mais veloz e com equipamentos menores. A Agência Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nascida há exatos 36 anos, viu a responsabilidade se tornar maior a cada dia, conforme ressaltam pesquisadores em comunicação e entidades ligadas ao jornalismo profissional.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Agencia-Brasil-completa-36-anos-ampliando-acesso-com-credibilidade.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O antigo difusor de notícias de governo transformou-se em veículo público divulgador de materiais jornalísticos profissionais de utilização gratuita. Dos maiores aos menores órgãos de comunicação do Brasil, notícias e reportagens publicadas pela agência são replicadas diariamente em todo o país.</p>
<p>Isso colabora, no entender dos estudiosos, para pluralização das pautas, combate à desinformação e promoção do desenvolvimento e da cidadania. “A gratuidade da distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso a essa informação de necessidade e de demanda social”, afirmou o professor de jornalismo Pedro Aguiar, da Universidade Federal Fluminense (UFF).</p>
<h2>Democratização</h2>
<p>O veículo público teve um crescimento de 40% no percentual de acesso nos últimos dois anos, com ampliação da capilaridade e do alcance. O pesquisador destaca que a Agência Brasil presta informações relevantes de serviços públicos, como campanhas de vacinação, de educação, de inscrições para programas sociais, e também dos deveres do cidadão. O veículo tornou-se referência também na cobertura de economia ao tratar de temas do dia a dia da população.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Agencia-Brasil-completa-36-anos-ampliando-acesso-com-credibilidade.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 09/05/2025 - Pedro Aguiar (professor da UFF), especial aniversário de 35 anos da agência Brasil&#13;&#10;Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal" title="Pedro Aguiar/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Brasília (DF), 09/05/2025 &#8211; Pedro Aguiar considera importante o Estado brasileiro manter investimento na Agência Brasil. Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal &#8211; Pedro Aguiar/Arquivo pessoal</p>
<p>Pedro Aguiar, que é pesquisador do tema das agências de notícias, entende que esse tipo de veículo é um investimento no desenvolvimento e não puramente na comunicação como um bem simbólico, que pode render frutos a curto prazo. Uma vacina, por exemplo, contra a desinformação.</p>
<p>“Tudo isso já é muito positivo, mas pode melhorar se a capilaridade dessa rede de apuração for aumentada. Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico que um país pode fazer”, explicou.</p>
<p>Para o pesquisador, a melhor forma de conscientizar a sociedade sobre o papel do jornalismo da agência pública é reforçar a relevância da produção de conteúdos jornalísticos. &#8220;Isso a agência já faz e pode sempre melhorar”, destacou.</p>
<p>O professor cita ser necessário que o veículo tenha jornalistas correspondentes em todas as regiões e também fora do país.  “Estamos vivendo um cenário de guerras que tem uma cobertura midiática ainda dependente das estruturas do primeiro mundo. Se houvesse jornalistas no Oriente Médio e nos Estados Unidos, a mídia brasileira utilizaria os materiais”, pontua.</p>
<p>Ele contextualiza que a maior parte da mídia privada está sendo subfinanciada ou desfinanciada.  Para ele, essa situação aumenta o risco de a comunicação servir a interesses de oligopólios.</p>
<p>“Os cidadãos podem ficar mais à mercê desses grandes conglomerados tecnológicos e plataformas”, afirmou.</p>
<p>Pedro Aguiar ressalta que o Estado brasileiro manter investimento na Agência Brasil reforça o compromisso de democratização do acesso à informação. Ele avalia que as decisões da Argentina e do México de retirar financiamentos das agências públicas de notícias deixaram a população vulnerável.</p>
<h2>Soberania</h2>
<p>Pesquisador em comunicação pública, o professor Fernando de Oliveira Paulino, da Universidade de Brasília (UnB), defende que um país que pretende encontrar soberania e com população bem informada necessita de uma agência fortalecida nas atividades.</p>
<p>“Dessa maneira, é essencial que o trabalho desenvolvido pela agência seja reconhecido e com as condições necessárias”.</p>
<p>Para Paulino, que é também presidente da Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (Alaic), o veículo deve atuar diretamente relacionado aos princípios constitucionais de promoção da liberdade de expressão, da comunicação pública e do acesso à informação.</p>
<h2>Jornalismo regional</h2>
<p>Entidades representativas no país também defendem a força do papel da agência de notícias pública. Segundo o diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Moacyr de Oliveira Filho, em um país de dimensões continentais requer uma agência pública de notícias em um papel estratégico. “Leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e contribui para o combate à desinformação”, aponta.</p>
<p>Para o diretor da ABI, as pautas de interesse público abrem espaço, pluralidade e compromisso com a verdade. “Ao longo dessas décadas, a Agência Brasil construiu uma trajetória marcada pelo serviço público, pela credibilidade e pela valorização do jornalismo”, considera.</p>
<p>Ele destaca ainda que, em um país ainda marcado por desigualdades, como o Brasil, a agência ajuda a democratizar a informação e fortalecer o direito da sociedade de ser bem informada.</p>
<p>“O país deve defender a Agência Brasil porque presta um serviço público essencial. Seu conteúdo abastece veículos de comunicação em todo o país, especialmente os regionais e pequenos”, afirmou Oliveira Filho.</p>
<p>A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, acrescenta que o fortalecimento do veículo público proporciona transparência pública e pluralidade de vozes.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778437273_241_Agencia-Brasil-completa-36-anos-ampliando-acesso-com-credibilidade.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 26/10/2023   Comissão de Comunicação da Câmara realiza audiência pública sobre a importância da formação superior para o exercício do jornalismo. ( Samira de Castro Cunha, presidenta da FENAJ).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil" title="Lula Marques/ Agência Brasil"/></p>
<p>Brasília (DF) 26/10/2023 &#8211;  Samira de Castro destaca uma agência pública garante acesso a informações de interesse público. Foto-arquivo: Lula Marques/ Agência Brasil &#8211; Lula Marques/ Agência Brasil</p>
<p>“Em um cenário marcado pela desinformação e pela concentração dos grandes meios de comunicação, uma agência pública forte garante acesso a informações de interesse público e compromisso com a sociedade brasileira”, destacou.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/agencia-brasil-completa-36-anos-como-vacina-contra-desinformacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Governo federal entrega veículos para ampliar acesso ao SUS</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/governo-federal-entrega-veiculos-para-ampliar-acesso-ao-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 18:20:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo federal entregou neste sábado (9), em Campinas, interior paulista, veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, em uma estratégia para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram entregues 12 micro-ônibus destinados ao transporte de pacientes do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O governo federal entregou neste sábado (9), em Campinas, interior paulista, veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, em uma estratégia para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Governo-federal-entrega-veiculos-para-ampliar-acesso-ao-SUS.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Foram entregues 12 micro-ônibus destinados ao transporte de pacientes do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), além de 20 ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) 192 e três Unidades Odontológicas Móveis, beneficiando 32 municípios. O investimento é de R$ 14,4 milhões pelo Novo PAC Saúde.</p>
<p>“Além micro-ônibus, estamos entregando também uma clínica odontológica móvel que vai até onde a população está, atendendo áreas rurais, distritos, escolas e igrejas. Também estamos reforçando as ambulâncias do SAMU&#8221;, disse o ministro Alexandre Padilha, que participou do evento. </p>
<p>&#8220;Ficamos seis anos sem renovação da frota e, desde 2023, com o presidente Lula, já estamos entregando mais de 3 mil ambulâncias para fortalecer o atendimento de urgência e emergência em todo o país.”</p>
<p>Em abril, São Paulo havia recebido outros 30 micro-ônibus. Com a nova entrega, a atual gestão federal soma 145 veículos entregues ao estado.</p>
<p>No âmbito nacional, o Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde prevê a entrega de 3,3 mil veículos, que serão distribuídos em todo o país, com investimento de R$ 1,4 bilhão.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Governo-federal-entrega-veiculos-para-ampliar-acesso-ao-SUS.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="09.05.2026 – Campinas (SP) – Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante evento de ampliação do atendimento do SUS, com entregas do Novo PAC Saúde e do programa “Agora Tem Especialistas”, além de atos de vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) e entrega de carteiras aos sanitaristas.&#13;&#10;&#13;&#10;Fotos: João Risi / MS" title="JOAO RISI / MS"/></p>
<p><h6 class="meta">Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Campinas com entregas do Novo PAC Saúde &#8211; João Risi /Ministério da Saúde</h6>
</p>
<h2>Vacinação </h2>
<p>Em um momento simbólico, o ministro da Saúde vacinou gestantes durante visita a Campinas. Segundo a pasta, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês.</p>
<p>A imunização é oferecida pelo SUS e garante proteção aos recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, período de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias.</p>
<p>“Nossa meta era vacinar 1 milhão de gestantes contra o VSR até o Dia das Mães, e alcançamos essa marca já nesta semana. Estamos falando de uma vacina fundamental para proteger bebês e gestantes, que na rede privada custa cerca de R$ 1,5 mil”, disse o ministro.</p>
<p>Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 18 de abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também apresentaram redução de 63%, caindo de 72 óbitos para 27 mortes.</p>
<p>A vacina passou a integrar o SUS em 2025, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). </p>
<p>&#8220;A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida, e estudos clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento&#8221;, explicou o ministério, em nota.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/governo-federal-entrega-veiculos-para-ampliar-acesso-ao-sus" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mendonça diz que não teve acesso à proposta de delação de Vorcaro</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mendonca-diz-que-nao-teve-acesso-a-proposta-de-delacao-de-vorcaro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 22:39:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (7) que uma colaboração premiada deve ser &#8220;séria e efetiva&#8221;. A declaração foi divulgada pelo gabinete do ministro após matérias jornalísticas informarem que Mendonça teria sinalizado aos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que não pretende homologar os atuais termos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (7) que uma colaboração premiada deve ser &#8220;séria e efetiva&#8221;.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Mendonca-diz-que-nao-teve-acesso-a-proposta-de-delacao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A declaração foi divulgada pelo gabinete do ministro após matérias jornalísticas informarem que Mendonça teria sinalizado aos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que não pretende homologar os atuais termos da proposta de delação apresentada ontem à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).</p>
<p>Na nota enviada à imprensa, Mendonça disse que não teve acesso ao material entregue aos órgãos, mas ponderou que uma colaboração premiada deve produzir feitos para ser efetivada.</p>
<p>“O ministro tem sido consistente e inequívoco em sua posição sobre o tema da colaboração premiada. A colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado. Para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva”, afirmou.</p>
<p>Mendonça também ressaltou que as investigações sobre o caso Master vão seguir normalmente, independentemente de delações.</p>
<p>“Cabe esclarecer, ainda, que o ministro até o presente momento, não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento”, completou.</p>
<p>Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília.</p>
<p>No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).</p>
<p>André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/mendonca-diz-que-nao-teve-acesso-proposta-de-delacao-de-vorcaro" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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