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	<title>acusam Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>acusam Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>STJ marca depoimento de mulheres que acusam ministro Buzzi de assédio</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/stj-marca-depoimento-de-mulheres-que-acusam-ministro-buzzi-de-assedio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 18:35:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou o depoimento de duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual. Os depoimentos serão tomados no dia 11 de junho, quando também serão ouvidas 20 testemunhas de defesa e de acusação. Buzzi foi afastado do cargo e passou a ser alvo de um processo administrativo disciplinar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou o depoimento de duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/STJ-marca-depoimento-de-mulheres-que-acusam-ministro-Buzzi-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os depoimentos serão tomados no dia 11 de junho, quando também serão ouvidas 20 testemunhas de defesa e de acusação.</p>
<p>Buzzi foi afastado do cargo e passou a ser alvo de um processo administrativo disciplinar (PAD) após ter sido denunciado pelas supostas vítimas.</p>
<p>O ministro é acusado de tentar agarrar uma jovem, que é filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina. </p>
<p>Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual.</p>
<p>Buzzi também é alvo de um procedimento no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o caso na esfera criminal. Por ser ministro do STJ, ele tem foro privilegiado no STF.</p>
<p>Desde o surgimento das acusações, a defesa do ministro sustenta que o magistrado não cometeu qualquer ato impróprio e que isso será provado no decorrer da investigação.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/stj-marca-depoimento-de-mulheres-que-acusam-ministro-buzzi-de-assedio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Professores acusam Roberto Cidade de repetir Wilson e manter crise na Seduc: &#8216;exatamente igual&#8217;</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/professores-acusam-roberto-cidade-de-repetir-wilson-e-manter-crise-na-seduc-exatamente-igual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 14:44:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A saída do ex-governador Wilson Lima (UB) para a entrada do governador interino Roberto Cidade (UB), não mudou nada na relação entre os servidores e a gestão pública de Educação no Amazonas. Quem diz isso são os professores. Esta semana os educadores foram às redes sociais protestar contra o governador interino. “No 3° Ato Público [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A saída do ex-governador Wilson Lima (UB)  para  a entrada do governador interino Roberto Cidade (UB), não mudou nada  na relação entre os servidores e a gestão pública de Educação no Amazonas. Quem diz isso são os professores.</p>
<p>Esta semana os educadores foram às redes sociais protestar contra o governador interino. “No 3° Ato Público na sede do Governo pela Data-base da Seduc/Capital 2026, que buscava abertura de Mesa de Negociação pelo reajuste salarial do Magistério Estadual da Capital ( já são dois meses de atraso no pagamento)”, afirmam na página do Asprom Sindical, o sindicato da categoria.</p>
<p>Neste Dia do Trabalhador eles prometem ir às ruas, porém, de fato, o que os educadores dizem constatar  é a continuidade dos problemas enfrentados na falta de valorização, pouca estrutura e rebaixamento à classe de servidores relegados ao segundo plano. </p>
<p>“O Governador Interino Roberto Cidade agiu exatamente igual ao seu líder político Wilson Lima e também não recebeu a Diretoria do Sindicato e a Comissão de Professores. Quando a Diretoria do AspromSindical buscou entrar na sede do Governo para tentar falar com o Governador, recebeu a informação da guarda policial de que o Governador não receberia ninguém para conversar”.</p>
<p>Neste sábado (2), o Sindicato  convocou uma Assembleia Geral, em busca de decidir se colocará em prática o Estado de Greve aprovado na reunião anterior.</p>
<h2 class="wp-block-heading">SECRETÁRIA CONTINUA NO CARGO</h2>
<p>A crise  na Seduc vem se acentuando com seguidas polêmicas e baixo indicadores de desempenho. Ainda sob comando de Wilson Lima (UB), a   secretária de Estado de Educação, Arlete Ferreira Mendonça, foi alvo de uma recomendação de afastamento por parte do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).</p>
<p>Professores na página da própria secretária cobram melhorias, porém, são ignorados.</p>
<p>Um contrato sem licitação de R$ 1,3 bilhão firmado pela Secretaria de Educação e Desporto Escolar com a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres Inovar), foi o estopim para  o pedido, porém, até  hoje, a secretária segue mantida no cargo.</p>
<p>Além disso, o conselheiro Ari Moutinho chegou a dizer que empresários estão luxando fora do Amazonas com dinheiro da Educação, enquanto crianças seguem sem merenda. Para além das acusações, ele  ainda desafiou o conselheiro Luís Fabian, ex-secretário de Educação de Wilson Lima, a abrir seu sigilo bancário e sair da relatoria das contas da Pasta.</p>
<p><video height="720" style="aspect-ratio: 1280 / 720;" width="1280" controls="" src="https://politicafranca.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Clip-7a-Sessao-2.mp4"/></p>
<p>Como se já não bastasse, o Amazonas ainda ocupa o último lugar entre todos os estados do Brasil no ranking baseado nas menores notas do Enem (CLP/INEP) divulgadas em outubro de 2025.</p>
<p>Nem Roberto Cidade, nem a Seduc comentaram as reclamações dos educadores. Mas o espaço segue aberto para manifestações. </p>
<p>LEIA MAIS: Crise na Educação do AM: escola sem merenda, contrato bilionário na Seduc e secretária na berlinda</p>
<p>LEIA MAIS: Treta no TCE-AM: conselheiro Ari Moutinho acusa conselheiro Fabian de luxar com verba da Seduc</p>
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		<title>Organizações acusam Congresso de desrespeitar direitos dos indígenas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/organizacoes-acusam-congresso-de-desrespeitar-direitos-dos-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 20:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em carta de abertura do Acampamento Terra Livre, em Brasília, organizações indígenas acusam o Congresso Nacional de tratar os direitos constitucionais dos povos originários como “moeda de troca” em negociações com setores privados, sobretudo do agronegócio e da mineração. “Repudiamos que o Congresso Nacional funcione como uma máquina de retrocesso, atuando como inimigo dos povos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em carta de abertura do Acampamento Terra Livre, em Brasília, organizações indígenas acusam o Congresso Nacional de tratar os direitos constitucionais dos povos originários como “moeda de troca” em negociações com setores privados, sobretudo do agronegócio e da mineração.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Organizacoes-acusam-Congresso-de-desrespeitar-direitos-dos-indigenas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Repudiamos que o Congresso Nacional funcione como uma máquina de retrocesso, atuando como inimigo dos povos [indígenas], produzindo ataques cotidianos às nossas vidas e submetendo nossos direitos a um balcão de negócios”, denunciam as entidades na carta.</p>
<p>O Acampamento Terra Livre (ATL 2026) reúne, em Brasília, milhares de indígenas, desde domingo (5).</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Organizacoes-acusam-Congresso-de-desrespeitar-direitos-dos-indigenas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 07/04/2026 - Indígenas de todo o país realizam marcha em Brasília em defesa de seus direitos Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Indígenas de todo o país marcham em Brasília em defesa de seus direitos &#8211; Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</h6>
</p>
<p>“Transformaram a casa do povo em uma casa de apostas, querem fazer uma bet do Congresso Nacional, onde os nossos direitos viram moeda de troca entre parlamentares e setores privados, e empresas e corporações nacionais e estrangeiras lucram sobre as nossas vidas”, afirmam as organizações no texto.</p>
<p>Assinada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), principal organizadora do ATL 2026, e por outras sete entidades que abrangem todo o território nacional, a carta critica o Executivo, Legislativo e o Judiciário, sobretudo o governo federal, pela demora na definição das áreas da União destinadas ao usufruto exclusivo indígena. </p>
<p>De acordo com a Constituição Federal, em vigor desde 1988, a União deveria concluir a demarcação das terras indígenas em até cinco anos de sua promulgação, ou seja, até 1993.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775595113_791_Organizacoes-acusam-Congresso-de-desrespeitar-direitos-dos-indigenas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 07/04/2026 - Indígenas de todo o país realizam marcha em Brasília em defesa de seus direitos Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Indígenas de todo o país protestam em Brasília em defesa de seus direitos &#8211; Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</h6>
</p>
<p>“A demarcação tímida de poucas terras indígenas descumpre o compromisso político de garantir todos os nossos territórios”, apontam as entidades indígenas.</p>
<p>Elas sustentam que a “omissão” do Estado tem contribuído para o clima de insegurança, com crescentes casos de violência; invasões das áreas indígenas homologadas, demarcadas ou reivindicadas, e exploração ilegal de recursos naturais.</p>
<p>“A União tem a obrigação de demarcar e proteger os territórios e as vidas indígenas, além de garantir a consulta livre, prévia e informada. Exigimos ação concreta para a regularização fundiária, a proteção territorial e o respeito à autonomia e ao protagonismo dos nossos povos”, defendem as entidades.</p>
<p>As organizações indígenas, no entanto, reconhecem avanços, como a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a homologação de 20 terras indígenas entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, após um hiato de quatro anos, de 2019 a 2022, sem a criação de nenhuma nova área.</p>
<p>“A presença indígena nos espaços institucionais avançou como resultado direto da nossa luta”, destacam as organizações, citando a presença de lideranças históricas do movimento à frente de órgãos responsáveis pela gestão de políticas públicas, como o próprio Ministério dos Povos Indígenas e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), e o crescente número de representantes do segmento no Congresso Nacional, assembleias estaduais e câmaras municipais.</p>
<p>“[Mesmo assim] Nossos inimigos históricos avançam por diferentes caminhos, praticando crimes para reduzir nossos direitos originários. Buscam travar as demarcações das terras indígenas e afrouxar as regras do licenciamento ambiental, abrindo espaço para empreendimentos como mineração, ferrovias, hidrovias, hidrelétricas, estradas, linhas de transmissão, entre outros”, denunciam.</p>
<p>Considerado a maior e mais importante mobilização do movimento indígena no Brasil, o Acampamento Terra Livre começou no domingo e segue até sábado (11), no Eixo Cultural Ibero-Americano, na região central de Brasília. </p>
<p>A expectativa dos organizadores é que entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, participem do evento.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775595114_511_Organizacoes-acusam-Congresso-de-desrespeitar-direitos-dos-indigenas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 07/04/2026 - Indígenas de todo o país realizam marcha em Brasília em defesa de seus direitos Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Indígenas de todo o país participam, em Brasília, do Acampamento Terra Livre &#8211; Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Nova política</h2>
<p>Em nota à Agência Brasil, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) destacou que a criação da pasta, em 2023, fez com que indígenas ocupassem cargos estratégicos e decisórios, conforme o próprio movimento reconheceu.  </p>
<p>&#8220;A criação do MPI foi uma ruptura da visão tutelar que há décadas orientou a política indigenista&#8221;, afirma o ministério.</p>
<p>Ainda segundo o ministério, as decisões sobre os direitos e as necessidades dos mais de 391 povos indígenas brasileiros passaram a ser tomadas por pessoas que conhecem e entendem as demandas e os desafios. </p>
<p>&#8220;As ações do MPI nos últimos três anos foram relevantes para recuperar direitos e políticas desmanteladas na década anterior à atual gestão&#8221;, ressalta.</p>
<p>A pasta reforça que, entre as principais ações dos últimos quatro anos para garantir os direitos e a segurança dos povos originários está a homologação de 20 territórios indígenas, o que equivale a cerca de 2,5 milhões de hectares de terras protegidas em 11 unidades federativas.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/organizacoes-acusam-congresso-de-desrespeitar-direitos-dos-indigenas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Moradores de Perus, em SP, acusam fraude em audiência pública</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/moradores-de-perus-em-sp-acusam-fraude-em-audiencia-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 18:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Moradores do bairro de Perus, na capital paulista, foram excluídos da primeira audiência, de caráter consultivo, convocada pela prefeitura e pelo governo estadual para debater os impactos da implantação de um incinerador de lixo. A suspeita é de ter havido recrutamento de pessoas de fora do território, em uma tentativa de desmobilização da comunidade, contrária ao empreendimento. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Moradores do bairro de Perus, na capital paulista, foram excluídos da primeira audiência, de caráter consultivo, convocada pela prefeitura e pelo governo estadual para debater os impactos da implantação de um incinerador de lixo. A suspeita é de ter havido recrutamento de pessoas de fora do território, em uma tentativa de desmobilização da comunidade, contrária ao empreendimento.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Moradores-de-Perus-em-SP-acusam-fraude-em-audiencia-publica.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Oficialmente, o projeto é chamado de Unidade de Recuperação de Energia (URE) Bandeirantes e pertence à empresa Logística Ambiental São Paulo S.A. (Loga), de tratamento de resíduos de saúde. No processo, a companhia remete estudos e documentos à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).</p>
<p>Conforme apurou a Agência Brasil, ônibus encostaram em frente ao Centro Educacional Unificado (CEU) Perus, no bairro Vila Fanton, parte do distrito, no início da tarde desta segunda-feira (1º). Os passageiros, não reconhecidos pelos moradores de Perus, formaram uma longa fila antes deles para entrar na unidade, lotando-a. Também logo se inscreveram para discursar. Segundo apuração, o objetivo era atrapalhar moradores a levar questionamentos e críticas ao microfone.</p>
<p>Uma pessoa contatada pela reportagem confirmou ter recebido dinheiro para estar na audiência como se fosse moradora de Perus. Ela explicou que, há cerca de três anos, busca oportunidades de trabalho em grupos voltados a formar público de programas de auditório populares, da TV aberta, como os que exploram e forjam dramas familiares.</p>
<p>A pessoa em questão, cuja identidade será preservada, para evitar retaliações, esclareceu que havia um homem responsável por orientá-los quanto às reações que deviam manifestar em cada uma das situações da audiência, em sinal de suposta concordância ou reprovação.</p>
<p>Com a capacidade máxima do teatro do CEU atingida, cerca de 500 moradores acabaram sendo impedidos de entrar e participar. Funcionários das gestões municipal e estadual instalaram dois televisores no salão de entrada do teatro e, mesmo assim, o espaço não comportou a totalidade de pessoas presentes, o que levou a muitas delas, inclusive, crianças, ficarem aguardando sob chuva.</p>
<p>Do lado externo, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) estavam em formação, armados com escudos e gás de pimenta. Com hostilidade, chegaram a proibir a fala de vereadores. A assessoria da prefeitura rebateu essa acusação, negando o uso de equipamentos de menor potencial ofensivo.</p>
<p>Após insistência, três representantes dos guarani mbya, da Terra Indígena do Jaraguá, passaram da porta para dentro. O distrito do Jaraguá deriva da região de Perus e foi criado em 1948, razão pela qual moradores de lá quiseram participar da audiência.</p>
<p>Uma das lideranças do atual movimento de resistência, engenheiro químico Mario Bortoto lembra que esse tipo de consulta à população é assegurado por lei e comenta que a forma como foi conduzida justifica a realização de uma audiência organizada pelos moradores. Além dessa audiência popular, os líderes guarani mbya pretendem fazer sua própria.</p>
<p>Bortoto afirma que o novo incinerador é considerado ultrapassado em outros lugares do mundo e que não somente as cinzas tóxicas liberadas por ele geram apreensão, mas também a grande quantidade de caminhões que irá circular na região. Para ele, a prefeitura não teria condições de fiscalizar se os parâmetros estariam normais.</p>
<p>O químico argumenta que a aprovação do projeto, se ocorrer, acarretará mais problemas de saúde de pessoas já carentes de atendimento adequado. A falta de recursos humanos, acrescenta, está ligada ao preconceito com a região, evidenciando a conexão entre fatores constitutivos de sua má reputação entre paulistanos.</p>
<p>&#8220;Os médicos às vezes não querem trabalhar na periferia, por questão de segurança, por estar muito longe. Temos um problema sério de vazio assistencial de saúde nesse território. Além disso, temos problemas de moradia. Muitos prédios sendo levantados sem a infraestrutura necessária para receber os novos moradores. Problemas na educação, falta de equipamentos de cultura. Os mesmos problemas que a periferia de São Paulo tem, a gente tem também&#8221;, resume.</p>
<p>Outra líder das articulações, a química e consultora da WWF Brasil Thais Santos acompanhou, desde a adolescência, os levantes anteriores, em que se uniram até mesmo vertentes religiosas distintas, a fim de defender o território. Em entrevista à Agência Brasil, ela apontou a necessidade de lutar como motivo para seguir nesse caminho profissional. O doutorado em Bioenergia, por exemplo, foi uma qualificação pensada para servir à de seus pares.</p>
<p>&#8220;A audiência era para ser um espaço democrático. Só que o que a gente viu foi uma manipulação de informação, manipulação da audiência&#8221;, lamentou, observando que o horário da audiência coincide com o expediente da maioria dos moradores, da classe trabalhadora.</p>
<p>Ao invés do incinerador, os moradores e ativistas ambientais aliados pensam em um Território de Interesse de Cultura e da Paisagem Jaraguá-Perus-Anhanguera para a área. Ocupá-la como continuidade de um modelo que já vêm adotando com uma agência de turismo fundada por eles, com a proposta de valorizar a relação com a natureza, afastando-se da lógica predatória, e a resistência política que caracteriza o lugar.</p>
<h2>Histórico da região</h2>
<p>Em várias ocasiões, os habitantes de Perus têm sido abordados por emissários da empresa Loga, determinados a persuadi-los a apoiar a obra. A população local já é estigmatizada pela Vala Clandestina do Cemitério Dom Bosco, usada para esconder corpos de perseguidos políticos durante a ditadura iniciada em 1964, e pela proximidade com instituições como o Hospital Psiquiátrico do Juquery, famoso pelas violações de direitos humanos.</p>
<p>No Mapa da Desigualdade, consolidado pela Rede São Paulo, com dados de 2024 e divulgado em 2025, indica-se 62 anos como expectativa de vida média no distrito de Perus. A região ostenta, ao mesmo tempo, o 5º lugar em cobertura vegetal, o 6º em emissão de poluentes atmosféricos por área (kg/km²/dia), calculado com base em viagens de ônibus, e o 66º no quesito Pontos de Entrega Voluntária (PEV).</p>
<p>Bortoto viu sua comunidade e outras comunidades vizinhas sofrerem pressões para aceitar a incorporação de diversos empreendimentos semelhantes, como o aterro sanitário na Chácara Maria Trindade, no distrito de Anhanguera, no início dos anos 2000. Em 1979, foi inaugurado o aterro sanitário Bandeirantes, de 140 hectares, ativo por 28 anos, período em que recebeu de 35 a 40 milhões de toneladas de resíduos.</p>
<h2>Outro lado</h2>
<p>Questionada pela reportagem, a Cetesb afirmou que as colocações feitas na audiência serão todas incluídas no processo de licenciamento e levadas em conta na análise. &#8220;A Cetesb informa que o projeto referente à URE em Perus encontra-se em fase de análise técnica. O processo segue o rito legal de licenciamento ambiental, baseado no Estudo e no Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) apresentados pela empresa.&#8221;</p>
<p>Em nota encaminhada à Agência Brasil, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), do estado de São Paulo,</p>
<p>A concessionária Loga e a prefeitura encaminharam a seguinte nota, em resposta à demanda da Agência Brasil:</p>
<p>&#8220;A SP Regula e a Loga informam que as UREs, previstas no contrato de concessão de resíduos sólidos do município, não devem ser confundidas com os antigos incineradores das décadas de 1970 e 1980. Trata-se de instalações modernas, que não oferecem riscos à saúde da população e são amplamente utilizadas, inclusive em áreas residenciais, em diversos países.</p>
<p>A URE mencionada integrará o Ecoparque Bandeirantes e tem como objetivo reduzir o volume de resíduos destinados a aterros, gerar energia, criar empregos e ampliar a proteção ambiental. A URE Bandeirantes terá capacidade para receber até mil toneladas de resíduos por dia, possibilitando a recuperação de cerca de 64% do material e a destinação de aproximadamente 36% a aterro sanitário externo.</p>
<p>A SP Regula e a Loga reforçam a importância da participação popular neste processo e informa que a audiência pública realizada ontem (31) teve como objetivo apresentar à população o projeto, além de tirar dúvidas e colher contribuições no âmbito do processo de licenciamento ambiental.</p>
<p>A Loga informa que não realizou qualquer tipo de oferta, vantagem ou benefício a lideranças ou participantes, não havendo qualquer evidência que sustente as alegações mencionadas. A presença do público ocorreu de forma espontânea, respeitando o acesso por ordem de chegada e o limite de capacidade do local, em conformidade com as normas de segurança e rito do licenciamento. A empresa reafirma seu compromisso com a transparência e com o diálogo com a população, ressaltando que o debate sobre o projeto deve se basear em informações técnicas, dados oficiais e no processo regular de licenciamento ambiental&#8221;.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/moradores-de-perus-em-sp-acusam-fraude-em-audiencia-publica" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/moradores-de-perus-em-sp-acusam-fraude-em-audiencia-publica/">Moradores de Perus, em SP, acusam fraude em audiência pública</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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