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	<title>afeta Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>afeta Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Desinformação sobre câncer de pele afeta diagnóstico, diz instituição</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/desinformacao-sobre-cancer-de-pele-afeta-diagnostico-diz-instituicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 14:07:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores da Fundação do Câncer afirmam que os bancos de dados oficiais sobre a doença no Brasil carecem de informações relevantes para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença que, só em 2023, matou a 5.588 pessoas no país. Ao analisar dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Integrador dos Registros Hospitalares de Câncer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores da Fundação do Câncer afirmam que os bancos de dados oficiais sobre a doença no Brasil carecem de informações relevantes para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença que, só em 2023, matou a 5.588 pessoas no país.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Desinformacao-sobre-cancer-de-pele-afeta-diagnostico-diz-instituicao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ao analisar dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Integrador dos Registros Hospitalares de Câncer (IRHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, epidemiologistas e estatísticos a instituição identificaram lacunas consideradas relevantes na definição de políticas públicas de prevenção. Entre elas, a falta de informações sobre raça e cor da pele (mais de 36% dos casos) e escolaridade (cerca de 26%) dos pacientes.</p>
<p>“As informações são importantes em um país como o nosso, onde a radiação ultravioleta é muito alta ou extremamente alta&#8221;, afirma, em nota, o epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador do estudo.</p>
<p>Segundo Scaff, os dados podem direcionar ações de prevenção e até auxiliar na detecção e tratamento precoces do câncer de pele, contribuindo para a redução do diagnóstico tardio.</p>
<p>A Região Sudeste (ES, MG, RJ e SP) foi a que apresentou maior percentual de falta de informações sobre raça/cor da pele, tanto para casos de câncer de pele não melanoma (66,4%) quanto para o mais grave, porém mais raro, o melanoma (68,7%).</p>
<p>“Essa incompletude limita análises mais precisas sobre desigualdades raciais.”</p>
<p>A região Centro-Oeste (DF; GO; MS e MT) foi a que apresentou o maior percentual de falta de informaçção sobre escolaridade, tanto em casos de câncer não melanoma (74%) quanto do tipo melanoma (67%).</p>
<p>Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o mais comum no Brasil.</p>
<p>Os principais tipos são os carcinomas basocelular (que atinge as células basais, localizadas na camada mais superficial da pele) e espinocelular (que se desenvolve nas chamadas células escamosas, também localizadas na epiderme). Já o melanoma, que se origina nos melanócitos (células produtoras de melanina), é menos frequente, mas apresenta maior agressividade e potencial de disseminação.</p>
<p>O Inca estima que, entre 2026 e 2028, devem ser registrados, anualmente, cerca de 263.282 novos casos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de câncer melanoma. A previsão é que a maioria seja identificada na região Sul (PR; RS e SC) que, em 2024, apresentou as mais elevadas taxas de mortalidade por câncer de pele melanoma, sobretudo entre homens.</p>
<h2>Estudo</h2>
<p>Com base em dados oficiais do Inca, a Fundação do Câncer aponta, em estudo divulgado hoje (14), que, entre 2014 e 2023, foram registrados 452.162 casos de câncer de pele no Brasil.</p>
<p>A doença é mais comum entre pessoas a partir dos 50 anos de idade. O câncer de pele não melanoma vitima mais aos homens, enquanto o do tipo melanoma afeta homens e mulheres indistintamente, em todas as regiões.</p>
<p>A exposição à radiação ultravioleta é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. O perigo varia conforme a cor da pele, sendo maior em indivíduos de pele clara, e depende da intensidade e do padrão de exposição solar. Outros fatores estão relacionados ao histórico familiar da doença, presença de pintas benignas com aparência irregular (nevos displásicos); múltiplos e histórico de queimaduras solares intensas e fatores de risco ocupacionais e ambientais, como a exposição a alguns produtos.</p>
<p>“Como a radiação ultravioleta é o principal fator de risco para o câncer de pele, logo vêm à mente das pessoas duas coisas: praia e protetor solar, mas esse não é o único meio de risco e proteção”, alerta Scaff.</p>
<p>“É prioritário pensarmos que pessoas que trabalham ao ar livre têm grande risco de desenvolver o câncer de pele, como garis, policiais, trabalhadores da construção civil e da agricultura, entre outros. O agro é muito forte no Brasil. Portanto, temos que pensar no protetor solar, mas também nos demais equipamentos de proteção individual, como blusas, chapéus e até óculos com proteção UV”, disse. O pesquisador destacou ainda o risco da exposição a fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento.</p>
<p>“Uma exposição intensa e intermitente, especialmente com queimaduras solares na infância e adolescência, aumenta o risco de melanoma, enquanto a exposição crônica está mais associada aos cânceres de pele não melanoma.”</p>
<p>A Agência Brasil aguarda por uma manifestação do Ministério da Saúde, que ainda está analisando os resultados da pesquisa da Fundação do Câncer. Clique aqui para acessar o estudo completo.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/desinformacao-sobre-cancer-de-pele-afeta-diagnostico-diz-instituicao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Sobrecarga de papéis afeta saúde mental de mulheres</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/sobrecarga-de-papeis-afeta-saude-mental-de-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:43:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assumir diferentes papéis ao mesmo tempo, como profissional, mãe e esposa, pode gerar sobrecarga emocional e impactar diretamente a saúde mental das mulheres. O alerta é da psicóloga e especialista em saúde mental, Maria do Carmo Lopes. De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, em 2025 foram registrados mais de meio milhão de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assumir diferentes papéis ao mesmo tempo, como profissional, mãe e esposa, pode gerar sobrecarga emocional e impactar diretamente a saúde mental das mulheres. O alerta é da psicóloga e especialista em saúde mental, Maria do Carmo Lopes.</p>
<p>De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, em 2025 foram registrados mais de meio milhão de afastamentos do trabalho por questões relacionadas à saúde mental no país. As mulheres representam 64% desses casos.</p>
<p>“Até hoje, a sociedade continua a cobrar da mulher a responsabilidade de cuidar e administrar a casa, educar os filhos e, ao mesmo tempo, ser bem-sucedida profissionalmente. Esse acúmulo de funções pode levar ao esgotamento físico e emocional”, afirma a psicóloga.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sintomas podem surgir de forma silenciosa</h2>
<p>Segundo Maria do Carmo Lopes, o desgaste emocional costuma se manifestar de maneira gradual, mas pode se agravar ao longo do tempo.</p>
<p>“A mulher pode apresentar dificuldade de concentração, insônia e até mesmo negligenciar o autocuidado. É um processo que começa muitas vezes de forma silenciosa, mas que tende a se agravar com o tempo”, destaca.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Perda de identidade e exaustão emocional</h2>
<p>Outro ponto de atenção é a perda da identidade pessoal. Ao priorizar constantemente demandas familiares e profissionais, muitas mulheres acabam se colocando em segundo plano.</p>
<p>“Existe um risco significativo de a mulher se anular. Ela passa a funcionar no automático, deixando de olhar para si mesma, para suas necessidades e desejos. Isso gera exaustão mental, estresse, ansiedade e insatisfação”, explica.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sinais físicos e emocionais de alerta</h2>
<p>Apesar de muitas vezes invisível, a sobrecarga mental apresenta sinais claros. Entre os sintomas físicos mais comuns estão cansaço extremo, tensão muscular, dores de cabeça, desconfortos gastrointestinais e alterações no sono e no apetite.</p>
<p>Já no campo emocional, podem surgir irritação, apatia, tristeza e ansiedade.</p>
<p>Maria do Carmo também destaca impactos cognitivos e comportamentais.</p>
<p>“A mulher passa a sentir que não consegue dar conta das tarefas, além de desenvolver uma autocrítica intensa e uma cobrança excessiva sobre si mesma”, pontua.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Como reduzir a sobrecarga no dia a dia</h2>
<p>Para preservar o equilíbrio emocional, a especialista recomenda mudanças na rotina, como estabelecer limites, organizar tarefas e dividir responsabilidades.</p>
<p>“Delegar funções, seja em casa ou no trabalho, é fundamental. Além disso, é importante reconhecer o próprio limite e aprender a dizer não, sem culpa”, orienta.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Autocuidado e terapia são aliados</h2>
<p>Por fim, Maria do Carmo Lopes reforça a importância do autocuidado contínuo e do acompanhamento profissional.</p>
<p>“Fazer pausas ao longo do dia, manter uma rotina com atividades físicas, investir no autoconhecimento e evitar o isolamento social são medidas importantes. É claro, sem esquecer da importância de um acompanhamento psicológico, fazer terapia e buscar uma melhora na qualidade de vida”, afirma.</p>
<p><em>Psicóloga Maria do Carmo Lopes</em></p>
<p>Leia mais:</p>
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		<title>Violência interrompe transportes e afeta acesso à educação no Rio</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/violencia-interrompe-transportes-e-afeta-acesso-a-educacao-no-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 11:04:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre janeiro de 2023 e julho de 2025, interrupções no transporte público causadas pela violência afetaram rotas usadas no deslocamento entre a casa e a escola por quase 190 mil estudantes da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.  O dado faz parte do estudo Percursos interrompidos: efeitos da violência armada na mobilidade de crianças [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre janeiro de 2023 e julho de 2025, interrupções no transporte público causadas pela violência afetaram rotas usadas no deslocamento entre a casa e a escola por quase 190 mil estudantes da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Violencia-interrompe-transportes-e-afeta-acesso-a-educacao-no-Rio.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O dado faz parte do estudo<em> Percursos interrompidos: efeitos da violência armada na mobilidade de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro</em>, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Instituto Fogo Cruzado e o Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF).</p>
<p>A pesquisa levantou 2.228 interrupções nos modais de transporte público usados por esses estudantes no período analisado. Entre elas, 49% ocorreram em dias letivos e no horário escolar, das 6h30 às 18h30. </p>
<p>Os episódios contabilizados foram causados principalmente por barricadas, em 32,4% dos casos, seguidas por ações ou operações policiais (22,7%), manifestações (12,9%), ações criminosas no local (9,6%) e registros de tiros ou tiroteios (7,2%).</p>
<p>As interrupções apuradas duraram, em média, sete horas por evento, sendo que um quarto delas se prolongou por mais de 11 horas. Nos casos em que o transporte foi afetado em horário escolar, a duração média sobe para oito horas e 13 minutos, e mais da metade dos episódios ultrapassa quatro horas, o que compromete os turnos escolares e deixa os estudantes impossibilitados de chegar à escola ou de retornar para suas casas.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, a chefe do escritório do Unicef no Rio de Janeiro, Flavia Antunes, reforçou que o estudo destaca dois tipos de percursos interrompidos: o caminho para a escola e o percurso de vida desses estudantes. </p>
<p>“Impacta muito a trajetória de uma vida quando ocorre o impedimento do acesso a um direito fundamental, como a educação”.</p>
<p>Flavia Antunes explicou que os episódios que ocorrem no horário de entrada e de saída da escola acabam criando nas crianças e nos adolescentes um temor de que, no dia seguinte, ocorra a mesma coisa. Isso contribui para desestimular os estudantes a irem para a escola, além de desencadear questões de saúde mental e impactar a capacidade de aprendizado. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Violencia-interrompe-transportes-e-afeta-acesso-a-educacao-no-Rio.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Crianças brincam em praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Crianças brincam em praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Desigualdade territorial</h2>
<p>Das 4.008 unidades escolares ativas na rede municipal do Rio de Janeiro em 2024, cerca de 95% registraram ao menos uma interrupção do transporte público em seu entorno ao longo do período abrangido pelo estudo.</p>
<p>Apesar de disseminado, o problema foi mais concentrado em áreas da cidade marcadas por desigualdades urbanas e raciais. O bairro da Penha, na zona norte carioca, se destaca como o principal epicentro da mobilidade interrompida, com 633 eventos no período analisado, permanecendo o equivalente a 176 dias sem circulação de transporte público.</p>
<p>Bangu, na zona oeste, e Jacarepaguá, na zona sudoeste, aparecem em seguida, acumulando, respectivamente, 175 e 161 eventos entre janeiro de 2023 e julho de 2025. Jacarepaguá registrou 128 dias de interrupção acumulada, e Bangu, 45 dias. </p>
<p>O estudo sublinha que, nesses três bairros, a instabilidade na circulação já integra o dia a dia da população.</p>
<p>Quando considerado apenas o período letivo e o horário escolar, essa assimetria se torna ainda mais evidente, aponta o relatório. </p>
<p>Penha e Jacarepaguá somaram, respectivamente, 296 e 108 ocorrências, correspondendo juntas a cerca de 88 dias letivos de paralisação. Em contrapartida, 70 dos 166 bairros do município não apresentaram nenhum registro de interrupção nesse período e horário.</p>
<h2>Escolas sob maior risco</h2>
<p>Diante da exposição das escolas às interrupções no transporte, o relatório classificou as unidades da rede municipal em diferentes níveis de risco, levando em conta a frequência e intensidade dos eventos registrados em seu entorno. </p>
<p>Um quarto das matrículas, ou o equivalente a 323.359 crianças e adolescentes, estão vinculadas a escolas com risco moderado, alto ou muito alto. </p>
<p>Dentre as mais de 4 mil escolas municipais, 120 (2,9%) foram classificadas como de risco alto ou muito alto, indicando territórios onde a interrupção da mobilidade se tornou recorrente. </p>
<p>A zona norte do Rio reúne 71 dessas escolas (59,2% do total), seguida pela zona oeste, com 48 unidades (40%). No período estudado, a zona sudoeste ainda não havia sido oficialmente criada.</p>
<p>Como o transporte conecta territórios, a coordenadora do Geni/UFF, Carolina Grillo, considerou essencial modificar a política de segurança pública, que ela classifica como centrada em operações policiais. </p>
<p>“É uma série de territórios onde a polícia não realiza patrulhamento de rotina e acaba adentrando apenas em operações policiais que são imprevisíveis, intermitentes, e pouquíssimo eficientes no combate ao controle territorial armado”. </p>
<p>“Essa dinâmica colabora, ela é parte do problema, que resulta na colocação de barricadas para prevenir ações policiais, e das próprias ações policiais, que são o segundo maior motivo de interrupção”.</p>
<p>A coordenadora do Geni/UFF defendeu a priorização da defesa das crianças e dos adolescentes, por exemplo, com a proteção dos perímetros escolares. Segundo Carolina Grillo, impedir o acesso de crianças aos serviços de educação, saúde e proteção, impacta as formas mais importantes de mobilidade social. </p>
<p>“O impacto da violência armada na mobilidade urbana compromete as perspectivas de mobilidade social dessas crianças no seu futuro”, confirmou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774523045_638_Violencia-interrompe-transportes-e-afeta-acesso-a-educacao-no-Rio.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 24/10/2023 – Carcaça de ônibus incendiado na Estrada Santa Veridiana, em Santa Cruz, zona oeste da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Carcaça de ônibus incendiado na Estrada Santa Veridiana, em Santa Cruz, zona oeste da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Impacto amplo</h2>
<p>A diretora de Dados e Transparência do Instituto Fogo Cruzado, Maria Isabel Couto, explicou que estudo mostra impactos que vão além da interrupção imediata do transporte em um tiroteio.</p>
<p>&#8220;A gente está falando de uma violência que cria um ambiente de insegurança, que acaba servindo como uma barreira, no sentido real. Uma barreira do ponto de vista emocional, que causa uma insegurança para as crianças e adolescentes chegarem nessas escolas”.</p>
<p>Apesar das desigualdades territoriais, ela ressalta que quase todas as escolas municipais foram afetadas alguma vez pelo problema e boa parte dos bairros sofre com isso em um determinado momento.</p>
<p>“Do ponto de vista do diagnóstico, isso tem que acender um sinal de alerta para os governos, seja municipal, ou estadual, no sentido de que existem padrões de desigualdade muito claros sendo construídos e perpetuados nessa interface entre política de transporte, política de educação e política de segurança”.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/violencia-interrompe-transportes-e-afeta-acesso-educacao-no-rio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/violencia-interrompe-transportes-e-afeta-acesso-a-educacao-no-rio/">Violência interrompe transportes e afeta acesso à educação no Rio</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Pobreza afeta desenvolvimento de bebês desde 6 meses, mostra pesquisa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pobreza-afeta-desenvolvimento-de-bebes-desde-6-meses-mostra-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 10:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bebês em lares pobres têm prejuízos no desenvolvimento motor. A constatação é de estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que relacionou a variedade de movimentos dos pequenos com as condições de vida. O resultado foi publicado na revista cientifica Acta Psychologica, no início de fevereiro. Ao companhar 88 bebês no interior de São [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bebês em lares pobres têm prejuízos no desenvolvimento motor. A constatação é de estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que relacionou a variedade de movimentos dos pequenos com as condições de vida. O resultado foi publicado na revista cientifica <em>Acta Psychologica</em>, no início de fevereiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Pobreza-afeta-desenvolvimento-de-bebes-desde-6-meses-mostra-pesquisa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ao companhar 88 bebês no interior de São Paulo, o estudo mostrou que, desde os seis meses, é possível observar atrasos naqueles que vivem na pobreza. Eles só conseguiam agarrar objetos, virar e sentar mais tarde do que os demais que viviam em melhores condições socioeconômicas.</p>
<p>&#8220;A principal constatação da pesquisa é que, esses bebês, aos seis meses, apresentam menor desenvolvimento motor, ou seja, têm um repertório menor de movimento&#8221;, explicou a autora, Caroline Fioroni Ribeiro da Silva.</p>
<p>Segundo ela, eles variam menos os movimentos na hora de sentar, de pegar um brinquedo, às vezes, nem conseguem. O trabalho de Caroline contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).</p>
<p>A investigação acende uma alerta porque, segundo estudos já existentes, atrasos no desenvolvimento infantil podem produzir crianças que aprendem menos.</p>
<p>&#8220;A literatura indica que, pela falta de recursos e de estímulo aos bebês, podem ocorrer prejuízos na vida escolar, como déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos de coordenação&#8221;, disse Carolina, que é fisioterapeuta. Ela pondera, no entanto, que mais estudos são necessários para comprovar a relação.</p>
<p>Por outro lado, a pesquisa da UFSCar revelou que a reversão dos atrasos motores pode ocorrer rápido, com estímulos certos. Aos oito meses, bebês avaliados já não tinham problemas significativos. A melhora é atribuída, principalmente, ao engajamento das mães, que reproduziram exercícios simples, como colocar a criança de barriga para baixo (tummy time), usaram papel amassado como brinquedo, conversaram ou cantaram para o bebê.  </p>
<p>&#8220;Quando conversamos com o bebê, ele tem a oportunidade de observar os movimentos que a gente faz; quando está de barriga para baixo, está livre para se movimentar e explorar movimento, assim como quando brinca com um papel de presente, que é chamativo  [pelo barulho e textura]&#8221;, explicou a fisioterapeuta. &#8220;Não são necessários brinquedos caros, apenas orientação&#8221;, completou.</p>
<p>Nas visitas às famílias, a pesquisadora conta que era estimulada a interação entre a mãe e bebê. &#8220;Falávamos muito para fazerem leitura de livros, cantar, conversar e colocar o bebê de barriga para baixo&#8221;, revelou . O chão é o espaço mais seguro para o bebê, porque não tem perigo de ele cair e pode explorar os movimentos, lembrou..</p>
<p>Os momentos em que os bebês ficam de bruços sobre uma superfície segura, com supervisão, servem para fortalecer os músculos da cabeça, pescoço, ombros, costas e braços e prepará-los para movimentos mais complexos. Com esse exercício, é possível também desenvolver a coordenação, fazendo com o que ele possa rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé no tempo certo.</p>
<p>A pesquisadora destacou que a maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia estimular os filhos. Nesses casos, ajuda especializada, com visitas de agentes de saúde e fisioterapeutas, são determinantes, afirmou.</p>
<p>&#8220;Como não é possível eliminar a pobreza ou a gravidez na adolescência, eu recomendaria visitas de profissionais de saúde para orientar sobre os estímulos nessa fase da vida&#8221;.</p>
<p>Nas casas mais pobres, a pesquisa constatou que os bebês passavam mais tempo presos em carrinhos ou contidos e tinham menos oportunidades de explorar o ambiente. Isso ocorria, na maioria das vezes, por falta de espaço.</p>
<p>A presença de mais adultos no mesmo domicílio, em vez de estimular os bebês, também foi apontada como fator negativo. A pesquisa levantou a hipótese de esses lares serem mais &#8220;caóticos&#8221;, com menos espaços seguros ou  oportunidades para os bebês se movimentarem.</p>
<p>A presença de pais ou mães no mesmo endereço esteve associada a melhores resultados, ao lado da maior escolaridade materna.</p>
<p>&#8220;Os responsáveis solo acabam mais sobrecarregados e com menos tempo para brincar e estimular o bebê&#8221;, analisou Caroline. &#8220;Então, o fato de ter outra pessoa amparando ajuda muito no desenvolvimento&#8221;.</p>
<p>Entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento dos pequenos está o uso de brinquedos que estimulam a motricidade fina, mesmo aqueles improvisados e mais econômicos, como chocalhos &#8211; que podem ser confeccionados de grãos de arroz ou feijão e garrafas pet.</p>
<p>Cerca de 400 milhões de crianças vivem na pobreza em todo mundo, segundo o relatório “Situação Mundial das Crianças 2025: Erradicar a Pobreza Infantil – Nosso Dever Comum”, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em novembro de 2025. Eles estão submetidos a severas privações para saúde, desenvolvimento e bem-estar.</p>
<p>https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2025-11/mais-de-400-milhoes-de-criancas-do-mundo-estao-na-pobreza</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-02/pobreza-afeta-desenvolvimento-de-bebes-desde-6-meses-mostra-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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