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	<title>África Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>África Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Educação é instrumento de consciência e soberania para Brasil e África</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:27:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (25), que a educação é ferramenta central para a formação de consciência crítica e para a superação de desigualdades – algo que, na avaliação do presidente, é visto como ameaça pela extrema direita. A declaração foi durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (25), que a educação é ferramenta central para a formação de consciência crítica e para a superação de desigualdades – algo que, na avaliação do presidente, é visto como ameaça pela extrema direita.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Educacao-e-instrumento-de-consciencia-e-soberania-para-Brasil-e.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A declaração foi durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), evento que reúne líderes de universidades brasileiras e africanas mobilizadas pela Association of African Universities (AAU).</p>
<p>Durante o discurso, Lula lembrou que, durante a Cúpula de Líderes Celac-África, ocorrida em março em Bogotá, foram sugeridos cinco eixos estruturantes para o relacionamento entre os países participantes do encontro.</p>
<p>Após citar os cinco eixos (combate à fome; enfrentamento à mudança do clima; transição energética; democratização da inteligência artificial; e integração de cadeias produtivas), o presidente brasileiro afirmou que a educação é ferramenta para a superação de todos esses desafios.</p>
<p>Segundo ele, a extrema direita teme a educação porque sabe que é a partir dela que nasce a consciência das pessoas sobre a realidade em que vivem.</p>
<p>“Por isso, em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação”, disse ao defender o poder emancipador da educação.</p>
<p>“O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação”, acrescentou ao afirmar que as universidades seguirão como bastiões da resistência.</p>
<h2>Inteligência Artificial</h2>
<p>Lula destacou também a relevância da educação para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países. Nesse sentido, reiterou a importância da Inteligência Artificial enquanto ferramenta estratégica.</p>
<p>“O colonialismo digital é uma ameaça real e imediata. Nas mãos de poucos países e poucas empresas, os algoritmos se transformaram em instrumentos de dominação. Sem investir em infraestrutura digital, não será possível superar carências crônicas em alta tecnologia, saúde, agricultura e educação básica”, argumentou ao defender que os modelos de linguagem da IA sejam construídos também nas línguas dos povos africanos.</p>
<p>Ele acrescentou que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial contempla duas linhas de financiamento para cooperação com África e América Latina.</p>
<p>“São US$ 20 milhões para projetos conjuntos e US$ 10 milhões para o uso de infraestruturas de Inteligência Artificial brasileiras para fomentar a colaboração entre nossos pesquisadores”, complementou.</p>
<h2>Universidades africanas</h2>
<p>Secretário-geral da Associação de Universidades Africanas, Olusola Oyewle disse que o apoio do Brasil às universidades do continente africano teve início durante o primeiro mandato do presidente Lula, mas que há ainda muito a ser feito.</p>
<p>“O Brasil apoia a capacitação das nossas universidades há vários anos. Começou com bolsas de estudo e foi além, para trabalhar com colaboração de pesquisa entre as nossas universidades”, disse.</p>
<p>“Precisamos descolonizar o nosso currículo, e melhorar as nossas atividades de pesquisa na própria África. Precisamos de países como o Brasil para nos apoiar nesse esforço”, acrescentou.</p>
<h2>Programa Capes Move África</h2>
<p>Durante o evento, foram assinados acordos relativos ao programa Capes Move África, que prevê R$ 47,4 milhões em investimentos para a vinda de 2,6 mil pós-graduandos do continente africano ao Brasil a partir de 2027.</p>
<p>Segundo o Planalto, deste total, 1,6 mil bolsas serão voltadas a mestrado sanduíche (situação em que o mestrado é feito em uma instituição, com base em pesquisa feita em outra instituição); e 1 mil bolsas de doutorado sanduíche.</p>
<h2>Fórum</h2>
<p>O fórum de reitores tem, entre seus objetivos, o de “consolidar a educação superior como eixo central da relação bilateral entre o Brasil e os países do continente africano”, servindo de plataforma estratégica para ampliar as oportunidades de integração acadêmica, científica e tecnológica entre os países.</p>
<p>Estão previstos, durante o evento, painéis temáticos, reuniões bilaterais, <em>workshops </em>e sessões focadas na construção de novas parcerias universitárias.</p>
<p>A expectativa é que, por meio das atividades previstas, o Brasil aprofunde parcerias e intercâmbios com instituições acadêmicas do continente africano, de forma a promover novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas.</p>
<p>Entre as áreas a serem beneficiadas por essas parcerias estão agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.</p>
<p>Segundo o Planalto, o Brasil participa, atualmente, de 235 acordos de cooperação com instituições de educação superior de 38 países africanos.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/educacao-e-instrumento-de-consciencia-e-soberania-para-brasil-e-africa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Vacina contra cepa do ebola na Àfrica pode demorar até 9 meses</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/vacina-contra-cepa-do-ebola-na-africa-pode-demorar-ate-9-meses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 18:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma vacina capaz de combater a cepa de ebola que atinge a África pode demorar de seis a nove meses para ficar pronta para ser aplicada na população. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), durante coletiva de imprensa em Genebra. De acordo com o consultor e líder da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vacina capaz de combater a cepa de ebola que atinge a África pode demorar de seis a nove meses para ficar pronta para ser aplicada na população. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), durante coletiva de imprensa em Genebra.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Vacina-contra-cepa-do-ebola-na-Africa-pode-demorar-ate.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>De acordo com o consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Vasee Moorthy, o processo de seleção de imunizantes candidatos está sendo acelerado diante dos surtos da doença registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas levará meses para ser concluído.</p>
<p>Segundo Moorthy, há uma vacina sendo desenvolvida para combater especificamente a cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos na África, mas não há doses do imunizante disponíveis para ensaios clínicos neste momento. “Esta deve ser a vacina priorizada como a mais promissora contra a cepa Bundibugyo”.</p>
<p>“A informação que temos é que isso provavelmente levará de seis a nove meses”, destacou.</p>
<p>Uma outra vacina candidata para combater a doença, segundo o consultor, também está em desenvolvimento, cujas doses para ensaios clínicos podem estar disponíveis em cerca de dois ou três meses. “Há muita incerteza. Vai depender dos resultados de testes em animais para que ela possa ser considerada uma vacina promissora”.</p>
<h2>Números</h2>
<p>A OMS contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas por ebola em surtos registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.</p>
<p>Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da RDC, embora a própria OMS admita ter ciência de que a escala do surto na região é muito maior do que os números apontam.</p>
<p>Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos em pessoas que haviam passado pela República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu pela doença e o outro, um norte-americano, foi transferido para a Alemanha.</p>
<h2>Entenda</h2>
<p>No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.</p>
<p>Cerca de dez dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito das 13 amostras colhidas.</p>
<p>Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país.</p>
<p>Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de ebola, também do vírus Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.</p>
<p>No dia seguinte, o diretor-geral da OMS, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/vacina-contra-cepa-do-ebola-na-africa-pode-demorar-ate-9-meses" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Ebola: veja linha do tempo e entenda causa de surtos na África</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ebola-veja-linha-do-tempo-e-entenda-causa-de-surtos-na-africa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 18:04:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde. Cerca de 10 dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Ebola-veja-linha-do-tempo-e-entenda-causa-de-surtos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Cerca de 10 dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo, um tipo de ebola, em oito do total de amostras colhidas.</p>
<p>Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.</p>
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<p>No dia seguinte, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.</p>
<p>A OMS explica que o engajamento da comunidade é fundamental para o controle bem-sucedido de qualquer surto.</p>
<p>“[Isso] depende [também] da utilização de uma série de intervenções, como assistência clínica, vigilância e rastreamento de contatos, serviços laboratoriais, prevenção e controle de infecções em unidades de saúde, sepultamentos seguros.”</p>
<p>As medidas de enfrentamento incluem o envio de equipes de resposta rápida, o fornecimento de suprimentos médicos, o reforço da vigilância, da confirmação laboratorial, das avaliações de prevenção e do controle de infecções, a criação de centros de tratamento seguros e o engajamento da comunidade.</p>
<h2>A doença</h2>
<p>O ebola é classificado pela própria OMS como grave, frequentemente fatal, que afeta humanos e outros primatas.</p>
<p>O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos, e passa de pessoa para pessoa por meio do contato direto com secreções, sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de pacientes infectados.</p>
<p>O contágio também ocorre por meio do contato com superfícies e materiais, como roupas de cama e vestuário, contaminados com fluidos.</p>
<p>A taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%. Em surtos anteriores, segundo a OMS, as taxas de letalidade chegaram a 90%.</p>
<h2>Surtos</h2>
<p>A OMS classifica o surto de ebola registrado entre 2014 e 2016 na África Ocidental como o maior e mais complexo desde a descoberta do vírus, em 1976. </p>
<p>À época, houve mais casos e mortes do que em todos os outros surtos combinados. A doença também se espalhou entre países, começando na Guiné e atravessando fronteiras terrestres para Serra Leoa e Libéria.</p>
<h2>Sintomas</h2>
<p>O período de incubação do ebola – intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e o início dos sintomas – varia de dois a 21 dias. Segundo a OMS, a pessoa infectada não transmite a doença até desenvolver sintomas.</p>
<p>As alterações físicas incluem febre, fadiga, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, aparecem vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas e sintomas de comprometimento das funções renais e hepáticas. Em casos menos frequentes, podem ocorrer sangramentos internos e externos. </p>
<p>A própria OMS avalia que pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide e meningite. Por esse motivo, diversos testes diagnósticos foram desenvolvidos para confirmar a presença do vírus.</p>
<h2>Tratamento e prevenção</h2>
<p>O tratamento intensivo precoce, incluindo a reidratação com fluidos orais ou intravenosos, e o tratamento de sintomas específicos, segundo a OMS, melhoram a sobrevida do paciente.</p>
<p>Especificamente para a doença causada pelo vírus Ebola (DEV), a OMS recomenda o tratamento com os anticorpos monoclonais. Já para outras doenças causadas pelo ebola, como é o caso do vírus Bundibugyo, não existem terapias aprovadas.</p>
<p>Duas vacinas foram aprovadas para DEV: a Ervebo e a Zabdeno e Mvabea. A vacina Ervebo é recomendada pela entidade como parte da resposta a surtos identificados.</p>
<p>Para orientar a população, a OMS preparou uma lista com as principais perguntas e respostas sobre o ebola.</p>
<p>O que é o ebola?</p>
<p>É uma enfermidade rara, porém grave, causada por um vírus pertencente ao gênero Orthoebolavirus, da família Filoviridae. As taxas de mortalidade variaram de 25% a 90%.</p>
<p>Seis espécies de Orthoebolavirus foram identificadas até o momento, sendo três conhecidas por causarem grandes surtos: Ebola, Sudão e Bundibugyo.</p>
<p>O reservatório animal dos vírus é desconhecido, mas as evidências atuais sugerem que morcegos frugívoros (Pteropodidae) podem ser hospedeiros.</p>
<p>Quais os sintomas típicos da doença?</p>
<p>Os sintomas podem surgir repentinamente e incluem:</p>
<ul>
<li>febre;</li>
<li>fadiga;</li>
<li>dores musculares;</li>
<li>dor de cabeça e dor de garganta.</li>
</ul>
<p>Esses sintomas podem ser seguidos por:</p>
<ul>
<li>vômito;</li>
<li>diarreia;</li>
<li>feridas na pele;</li>
<li>sangramento interno e externo.</li>
</ul>
<p>Quanto tempo para manifestação dos sintomas?</p>
<p>O intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias. As pessoas só se tornam contagiosas após desenvolverem sintomas.<br />Pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide, dengue ou doença do vírus de Marburg.<br />Mesmo quando as pessoas desenvolvem sintomas semelhantes aos do ebola, somente um exame laboratorial pode confirmar se a causa é o vírus.</p>
<p>Como o ebola se espalha?</p>
<p>O vírus se espalha mais comumente de pessoa para pessoa por meio da exposição ao sangue ou a outros fluidos corporais (principalmente fezes, vômito, suor e saliva) de uma pessoa infectada, viva ou morta.</p>
<p>Isso ocorre quando o vírus entra no corpo através de pele lesionada ou de membranas mucosas, como olhos, nariz ou boca, geralmente quando alguém está cuidando de um paciente ou tocando o corpo de alguém que morreu da doença.</p>
<p>A transmissão também ocorre pelo contato ou manuseio de objetos contaminados com fluidos corporais de uma pessoa doente ou de alguém que morreu de ebola.</p>
<p>Em casos raros, a transmissão de um homem recuperado para sua parceira sexual foi documentada. Isso acontece porque o vírus pode persistir por algum tempo no sêmen de alguns homens recuperados da doença.</p>
<p>Quais medidas para se proteger durante episódios de surto?</p>
<ul>
<li>evitar contato físico com indivíduos suspeitos ou confirmados com ebola;</li>
<li>não manusear corpos de pessoas que apresentaram sintomas de ebola e morreram sem as devidas precauções;</li>
<li>lavar as mãos regularmente, seguindo as melhores práticas recomendadas pelas autoridades locais para a lavagem das mãos.</li>
</ul>
<p>O que as pessoas devem fazer para conter infecção por animais?</p>
<ul>
<li>evitar comer animais mortos ou tocá-los sem medidas de proteção, especialmente durante um surto de ebola;</li>
<li>lavar bem as mãos antes e depois de tocar em qualquer animal ou produto de origem animal;</li>
<li>cozinhar bem os produtos de origem animal (sangue e carne) antes do consumo.</li>
</ul>
<p>Quem corre maior risco?</p>
<ol>
<li>profissionais de saúde e assistência social em contato próximo com pacientes;</li>
<li>cuidadores, familiares ou outras pessoas em contato físico direto com pessoas infectadas;</li>
<li>pessoas em luto que têm contato físico direto com os corpos durante funerais ou rituais de sepultamento.</li>
</ol>
<p>Quais providências tomar, após contato físico com infectados?</p>
<p>Se uma pessoa teve contato físico direto com alguém infectado ou com suspeita de ebola, pode estar sob risco de desenvolver a doença. A orientação é entrar em contato com seu médico ou com o posto de saúde local para entender sobre os próximos passos.</p>
<p>Uma vez que a pessoa é identificada como “contato”, sua saúde será monitorada por 21 dias após a exposição. Autoridades locais ou profissionais de saúde irão orientá-la sobre comportamentos recomendados e incentivá-la a:</p>
<ol>
<li>aceitar visitas diárias da equipe de rastreamento de contatos para monitorar a saúde;</li>
<li>permitir que a temperatura seja aferida;</li>
<li>responder a todas as perguntas com a maior precisão possível e tirara todas as dúvidas;</li>
<li>relatar sintomas (se houver) assim que os desenvolver;</li>
<li>evitar viagens, a menos que a viagem tenha sido discutida com a autoridade de saúde local;</li>
<li>tomar a vacina, se disponível.</li>
</ol>
<p>Existe tratamento para o ebola?</p>
<p>Existem dois tratamentos aprovados para adultos e crianças com a doença do vírus ebola: o Ansuvimab e o Inmazeb. Com base nesses fármacos, novos tratamentos potenciais, segundo a OMS, estão sendo avaliados para outros ortoebolavírus, mas ainda não foram totalmente testados.</p>
<p>É possível tratar a doença em casa?</p>
<p>A OMS não recomenda que famílias ou comunidades cuidem de pessoas com ebola em casa. Pessoas com sintomas devem procurar atendimento em um centro de saúde. O tratamento precoce em um centro de referência é essencial e pode aumentar as chances de recuperação.</p>
<p>Se uma pessoa morrer em casa com suspeita de ebola, a comunidade e os familiares devem evitar manusear ou preparar o corpo para o enterro. A orientação é entrar em contato imediatamente com as autoridades de saúde locais para realizar um sepultamento seguro e digno, de acordo com os desejos da família.</p>
<p>O que fazer se precisar viajar?</p>
<p>A OMS não recomenda, até o momento, restrições comerciais ou de circulação, como confinamentos ou quarentenas, em áreas afetadas pelo ebola.</p>
<p>No entanto, viagens de pessoas que tiveram contato próximo com casos de ebola devem ser minimizadas ou adiadas sempre que possível, para evitar a propagação do vírus.</p>
<p>Se a viagem de uma pessoa que teve contato com o vírus for necessária, ela deve ser discutida e supervisionada pelas autoridades de saúde pública para que seja garantido o acompanhamento adequado na área de destino.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/ebola-veja-cronologia-da-doenca-e-entenda-causa-de-surtos-na-africa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Lula: Brasil e África do Sul devem focar em autonomia para autodefesa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/lula-brasil-e-africa-do-sul-devem-focar-em-autonomia-para-autodefesa-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 20:32:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[autodefesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa. “Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773088371_233_Lula-Brasil-e-Africa-do-Sul-devem-focar-em-autonomia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. O Brasil tem necessidade similar à da África do Sul. Portanto, vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, disse Lula, ao receber Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.</p>
<p>&#8220;Não precisamos ficar comprando dos &#8216;Senhores das Armas&#8217;. Nós poderemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos&#8221;, pontuou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Lula-se-a-gente-nao-preparar-a-defesa-qualquer-dia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc"/></p>
<p><h6>&#8220;Não precisamos ficar comprando dos &#8216;Senhores das Armas&#8217;. Nós poderemos produzi&#8221;, destacou Lula &#8211; Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência-Brasil</h6>
</p>
<p>O presidente brasileiro defendeu que os dois países do Sul Global articulem uma parceria estratégica para se tornarem um mercado relevante para a indústria de defesa.</p>
<p>A declaração de Lula foi dada após assinatura de acordos bilaterais nas áreas de turismo, de comércio exterior e da indústria, no Palácio do Planalto. A visita do presidente sul-africano ao Brasil vai até esta terça (10).</p>
<p>Lula também reiterou o perfil pacífico da América do Sul e que as tecnologias têm uso civil.</p>
<p>“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui, ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica. Nossos drones são para agricultura, para a ciência e tecnologia e não para a guerra.”</p>
<p>&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</p>
<h2>Preço do petróleo</h2>
<p>Lula também manifestou sua “profunda preocupação” com a escalada de conflito no Oriente Médio que, segundo o presidente, representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacional. “O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura.”</p>
<p>O presidente Lula afirmou que, por conta da guerra contra o Irã, o preço do petróleo já vem subindo em quase todo mundo e deve encarecer ainda mais..</p>
<p>Lula destacou também os impactos humanitário e econômico do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel atacarem de forma coordenada o Irã. Os bombardeios matarem o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei e quase duas centenas de pessoas em Teerã.</p>
<p>“Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, de insumos e de alimentos. São mais vulneráveis, sobretudo, as mulheres e as crianças que sofrem os impactos mais severos dessas crises”, declarou  Lula.</p>
<h2>Terras raras</h2>
<p>Durante a declaração à imprensa, o mandatário brasileiro explicou que o Brasil tem potencial para exploração de minerais críticos considerados essenciais para a transição energética e digital em curso.</p>
<p>O presidente Lula disse ainda ao presidente da África do Sul que é preciso repensar o papel da exploração dos recursos naturais nos territórios.</p>
<p>“Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito por minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando 100 vezes mais caro.”</p>
<p>Para o presidente Lula o caminho é o fortalecimento das cadeias produtivas da mineração dos dois países, a partir do conhecimento do potencial mineral das duas nações.</p>
<p>“Chega! Já levaram toda a nossa prata, todo o nosso ouro, todo o nosso diamante, todo o nosso minério de ferro. O que mais querer levar? Quando a gente vai aprender que Deus colocou toda essa riqueza para nós e nós ficamos dando para os outros?”, questionou.</p>
<p>Lula enfatiza que não é questão de tomada de decisão política, mas que é preciso tirar proveito da exploração de minerais críticos para melhorar as condições de vida da população.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773085145_364_Lula-se-a-gente-nao-preparar-a-defesa-qualquer-dia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc"/></p>
<p><h6 class="meta">Presidente da África do Sul está em visita oficial ao Brasil- Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc</h6>
</p>
<h2>Democracia</h2>
<p>O presidente Lula confirmou que em 18 de abril estará em Barcelona (ES) a convite do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para quarta reunião <em>Em defesa da Democracia</em>.</p>
<p>“Queremos aproximar nossos países nos temas de regulação do ambiente digital, inteligência artificial e a valorização das fontes de informação de qualidade, incluindo tantas políticas domésticas quanto a articulação para fortalecer essa agenda no ambiente multilateral.”</p>
<p>Por fim, Lula enfatizou que o Brasil e a África do Sul compartilham a convicção de que o Sul Global deve ter voz ativa nas grandes decisões internacionais.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-03/lula-cita-preocupacao-com-conflito-no-ira-e-fala-em-ampliar-defesa-do-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Lula: Brasil e África do Sul devem focar em autonomia para autodefesa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/lula-brasil-e-africa-do-sul-devem-focar-em-autonomia-para-autodefesa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 19:49:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa. “Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/lula-brasil-e-africa-do-sul-devem-focar-em-autonomia-para-autodefesa/">Lula: Brasil e África do Sul devem focar em autonomia para autodefesa</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Lula-Brasil-e-Africa-do-Sul-devem-focar-em-autonomia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. O Brasil tem necessidade similar à da África do Sul. Portanto, vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, disse Lula, ao receber Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.</p>
<p>&#8220;Não precisamos ficar comprando dos &#8216;Senhores das Armas&#8217;. Nós poderemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos&#8221;, pontuou.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Lula-se-a-gente-nao-preparar-a-defesa-qualquer-dia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc"/></p>
<p><h6>&#8220;Não precisamos ficar comprando dos &#8216;Senhores das Armas&#8217;. Nós poderemos produzi&#8221;, destacou Lula &#8211; Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência-Brasil</h6>
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<p>O presidente brasileiro defendeu que os dois países do Sul Global articulem uma parceria estratégica para se tornarem um mercado relevante para a indústria de defesa.</p>
<p>A declaração de Lula foi dada após assinatura de acordos bilaterais nas áreas de turismo, de comércio exterior e da indústria, no Palácio do Planalto. A visita do presidente sul-africano ao Brasil vai até esta terça (10).</p>
<p>Lula também reiterou o perfil pacífico da América do Sul e que as tecnologias têm uso civil.</p>
<p>“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui, ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica. Nossos drones são para agricultura, para a ciência e tecnologia e não para a guerra.”</p>
<h2>Preço do petróleo</h2>
<p>Lula também manifestou sua “profunda preocupação” com a escalada de conflito no Oriente Médio que, segundo o presidente, representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacional. “O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura.”</p>
<p>O presidente Lula afirmou que, por conta da guerra contra o Irã, o preço do petróleo já vem subindo em quase todo mundo e deve encarecer ainda mais..</p>
<p>Lula destacou também os impactos humanitário e econômico do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel atacarem de forma coordenada o Irã. Os bombardeios matarem o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei e quase duas centenas de pessoas em Teerã.</p>
<p>“Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, de insumos e de alimentos. São mais vulneráveis, sobretudo, as mulheres e as crianças que sofrem os impactos mais severos dessas crises”, declarou  Lula.</p>
<h2>Terras raras</h2>
<p>Durante a declaração à imprensa, o mandatário brasileiro explicou que o Brasil tem potencial para exploração de minerais críticos considerados essenciais para a transição energética e digital em curso.</p>
<p>O presidente Lula disse ainda ao presidente da África do Sul que é preciso repensar o papel da exploração dos recursos naturais nos territórios.</p>
<p>“Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito por minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando 100 vezes mais caro.”</p>
<p>Para o presidente Lula o caminho é o fortalecimento das cadeias produtivas da mineração dos dois países, a partir do conhecimento do potencial mineral das duas nações.</p>
<p>“Chega! Já levaram toda a nossa prata, todo o nosso ouro, todo o nosso diamante, todo o nosso minério de ferro. O que mais querer levar? Quando a gente vai aprender que Deus colocou toda essa riqueza para nós e nós ficamos dando para os outros?”, questionou.</p>
<p>Lula enfatiza que não é questão de tomada de decisão política, mas que é preciso tirar proveito da exploração de minerais críticos para melhorar as condições de vida da população.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773085145_364_Lula-se-a-gente-nao-preparar-a-defesa-qualquer-dia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc"/></p>
<p><h6 class="meta">Presidente da África do Sul está em visita oficial ao Brasil- Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc</h6>
</p>
<h2>Democracia</h2>
<p>O presidente Lula confirmou que em 18 de abril estará em Barcelona (ES) a convite do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para quarta reunião <em>Em defesa da Democracia</em>.</p>
<p>“Queremos aproximar nossos países nos temas de regulação do ambiente digital, inteligência artificial e a valorização das fontes de informação de qualidade, incluindo tantas políticas domésticas quanto a articulação para fortalecer essa agenda no ambiente multilateral.”</p>
<p>Por fim, Lula enfatizou que o Brasil e a África do Sul compartilham a convicção de que o Sul Global deve ter voz ativa nas grandes decisões internacionais.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-03/lula-brasil-e-africa-do-sul-devem-focar-em-autonomia-para-autodefesa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/lula-brasil-e-africa-do-sul-devem-focar-em-autonomia-para-autodefesa/">Lula: Brasil e África do Sul devem focar em autonomia para autodefesa</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Lula recebe presidente da África do Sul para visita de Estado</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/lula-recebe-presidente-da-africa-do-sul-para-visita-de-estado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 14:37:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (9), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para uma visita de Estado. O objetivo é a ampliação do comércio bilateral e discussão de parcerias, sobretudo em turismo e investimentos. Ramaphosa foi recepcionado no Palácio do Planalto, pouco depois das 10h. A agenda inclui [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/lula-recebe-presidente-da-africa-do-sul-para-visita-de-estado/">Lula recebe presidente da África do Sul para visita de Estado</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (9), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para uma visita de Estado. O objetivo é a ampliação do comércio bilateral e discussão de parcerias, sobretudo em turismo e investimentos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Lula-recebe-presidente-da-Africa-do-Sul-para-visita-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ramaphosa foi recepcionado no Palácio do Planalto, pouco depois das 10h. A agenda inclui um encontro restrito entre os dois líderes, seguida de reunião ampliada com as equipes de governo. Também está prevista cerimônia de assinatura de atos e declaração à imprensa.</p>
<p>Desde 2010, o Brasil e a África do Sul mantêm parceria estratégica, que é um nível mais elevado nas relações bilaterais. Na pauta do relacionamento estão temas de defesa e segurança, energia nuclear, investimentos, cooperação e acesso a mercados. Além disso, os países mantêm canais de diálogo em diversos foros multilaterais.</p>
<p>O fluxo comercial entre Brasil e África do Sul alcançou US$ 2,3 bilhões em 2025. Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes de aves e suas miudezas (16,2%); açúcares e melaços (8,3%); e veículos rodoviários (6,9%). Já as importações brasileiras se concentraram em prata, platina e outros minerais do grupo da platina (53,9%).</p>
<p>Após a agenda no Palácio do Planalto, as autoridades seguem para o Palácio Itamaraty, onde participam de almoço e da abertura do Fórum Empresarial Brasil – África do Sul. Posteriormente, o presidente sul-africano também visitará o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, como previsto em visitas de Estado.</p>
<p>No atual mandato, o presidente Lula viajou à África do Sul em 2023, para a 15ª Cúpula do Brics &#8211; bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã &#8211; e em 2025 para a 20ª Reunião de Cúpula do G20.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-03/lula-recebe-presidente-da-africa-do-sul-para-visita-de-estado" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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