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		<title>Clima instável reduz defesas e pode agravar crises respiratórias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 20:31:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As instabilidades da temperatura reduzem algumas atividades fisiológicas no nível de defesa e podem aumentar a frequência de crises de infecções respiratórias. O alerta é do otorrionolaringologista Luciano Gregório, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). “É como se a defesa tivesse uma abertura de alguma maneira danificada, então alguns patógenos virais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As instabilidades da temperatura reduzem algumas atividades fisiológicas no nível de defesa e podem aumentar a frequência de crises de infecções respiratórias. O alerta é do otorrionolaringologista Luciano Gregório, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Clima-instavel-reduz-defesas-e-pode-agravar-crises-respiratorias.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“É como se a defesa tivesse uma abertura de alguma maneira danificada, então alguns patógenos virais se aproveitam e podem infeccionar o nosso nariz&#8221;, explica à Agência Brasil.</p>
<p>O clima instável alerta principalmente para problemas em pessoas com rinite não alérgica. “Mudança de temperatura, cheiro de fumaça, perfume podem entupir o nariz”.</p>
<p>Segundo o especialista, a variação de temperatura não só atrapalha a defesa do corpo, alterando a fisiologia, mas também pode modificar diretamente alguns impulsos nervosos e acabar entupindo o nariz em alguns pacientes. Em ambientes fechados, o ar seco e o frio podem aumentar tanto a frequência de rinite (inflamação do nariz), como de sinusite (inflamação dos seios da face), com piora dos sintomas.</p>
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<h2>Atitudes</h2>
<p>Algumas atitudes podem contribuir para a saúde respiratória nesses dias mais frios, mais instáveis. Beber água é uma delas, orienta Luciano Gregório. “Manter-se hidratado ajuda de diversas maneiras porque, se você não beber água e ficar desidratado, vai atrapalhar de alguma maneira a saúde nasal”.</p>
<p>O médico também explica que manter o ambiente úmido vai melhorar as condições do nariz, mas observa que o excesso de umidade pode ocasionar mofo e ácaro, o que constitui um problema.</p>
<p>Uma das soluções apontadas para manter a saúde nasal é fazer lavagens nasais com soro fisiológico, de uma quatro vezes ao dia.</p>
<p>“A gente tem diversos mecanismos de dispositivos de lavagem hoje”. Citou, entre eles, as garrafinhas de compressão, seringas de lavagem e a solução salina isotônica, que é o soro fisiológico 0,9%.</p>
<p>“Isso vai remover os alérgenos, a poeira, pó, vai fluidificar a secreção que está no nariz, vai melhorar a limpeza do nariz, ao mesmo tempo em que vai reduzir também os mediadores inflamatórios do nariz”.</p>
<p>Para pacientes que têm rinite vasomotora, que piora quando há alteração da temperatura, água muito morna ou muito fria pode desencadear mecanismos de entupimento e de vasorreatividade e piorar a congestão. “Mas limpar o nariz com soro e umidificar o ambiente seco vai facilitar muito”.</p>
<h2>Aviões</h2>
<p>Para enfrentar o ar super seco, o diretor da ABORL-CCF comentou que também existem géis de hidratação nasal que podem ser colocados dentro do nariz e que são encontrados em farmácias. </p>
<p>“A solução nasal de lavagem remove os fatores inflamatórios, os alérgenos da cavidade do nariz. Limpam mesmo e aumentam a fluidificação da fossa nasal, mas eles não hidratam a narina. Quem vai hidratar é o gel de soro”.</p>
<h2>Mais dicas</h2>
<p>O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros aponta que em queda de temperaturas, o nariz mostra dificuldade de manter a função de aquecer e umidificar o ar inspirado, o que prejudica a defesa natural do sistema respiratório e abre espaço para infecções e inflamações.</p>
<p>Nesse cenário, o otorrino aponta que as doenças mais comuns são gripes, resfriados, sinusites, crises de rinite alérgica e até laringites, com possibilidade de evoluir para quadros mais graves em pessoas com imunidade baixa.</p>
<p>Barros acrescentou outros cuidados que considera indispensáveis para a saúde respiratória nos dias mais frios. Além da hidratação e uso de soro fisiológico no nariz, ele recomenda evitar ambientes fechados e com aglomeração, porque é onde a circulação de vírus respiratórios é maior,.</p>
<p>Além disso, deve-se manter uma rotina de sono e alimentação equilibrada, uma vez que um corpo descansado e bem nutrido responde melhor às mudanças climáticas.</p>
<p>O médico chamou a atenção, em especial, para as crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como rinite, asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que requerem atenção redobrada. “A qualquer sinal de piora, como tosse persistente, chiado no peito ou febre, é fundamental procurar um médico”. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/clima-instavel-reduz-defesas-e-pode-agravar-crises-respiratorias" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Tratamentos inadequados podem agravar asma em adultos, mostra estudo</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/tratamentos-inadequados-podem-agravar-asma-em-adultos-mostra-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 18:33:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adultos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um levantamento realizado com cerca de 400 pacientes atendidos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) mostrou que 60% dos adultos com asma apresentaram função pulmonar reduzida devido ao uso de tratamentos defasados, como o uso de bombinhas de resgate. No caso das crianças, o índice chegou a 33%.  Os dados foram revelados por uma pesquisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um levantamento realizado com cerca de 400 pacientes atendidos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) mostrou que 60% dos adultos com asma apresentaram função pulmonar reduzida devido ao uso de tratamentos defasados, como o uso de bombinhas de resgate. No caso das crianças, o índice chegou a 33%. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Tratamentos-inadequados-podem-agravar-asma-em-adultos-mostra-estudo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dados foram revelados por uma pesquisa do Projeto CuidAR, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), em parceria com o Ministério da Saúde.</p>
<p>A pesquisa demonstra que a maior parte das pessoas atendidas na Atenção Primária à Saúde (APS) é medicada com tratamentos não recomendados e, portanto, está sujeita a danos pulmonares significativos.</p>
<p>Os broncodilatadores de curta ação (SABA), conhecidos como “bombinhas de resgate”, são usados como único medicamento para tratar pessoas com asma por mais da metade dos pacientes consultados.</p>
<p>O principal problema das bombinhas, de acordo com as diretrizes mundiais da Iniciativa Global para Asma (GINA, em inglês), é sua ineficiência a longo prazo. Segundo a entidade, os SABA apenas mascaram a inflamação, o que aumenta o risco de exacerbações graves e de mortalidade.</p>
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<h2>Estudo</h2>
<p>De acordo com o estudo do Projeto CuidAR, os adultos que apresentam função pulmonar reduzida não tiveram o dano revertido com a aplicação de broncodilatadores durante a espirometria, teste que avalia a capacidade pulmonar. O responsável técnico do estudo, pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, confirma esse cenário.</p>
<p>“Nosso estudo mostra que tanto crianças quanto adultos começaram o teste de função pulmonar com o pulmão funcionando abaixo do esperado antes de usar a bombinha. Após o remédio, um terço das crianças e a maioria dos adultos não conseguiram normalizar a função pulmonar, o que sugere que, em muitos casos, o dano ao pulmão já pode ser irreversível devido à falta de tratamento adequado ao longo dos anos,” aponta Pitrez.</p>
<p>Atualmente, o tratamento recomendado para pessoas que têm asma exige o uso de um broncodilatador de longa ação (LABA), combinado com anti-inflamatórios de inalação. Contudo, Pitrez diz que grande parte das UBSs segue utilizando métodos defasados que focam no alívio momentâneo da doença.</p>
<p>“É imperativo mudarmos esse paradigma, não só por meio da implementação de estratégias preventivas e farmacológicas atualizadas no SUS, mas também através da conscientização da população, que não deve ignorar a gravidade da doença, principalmente em um cenário de longo prazo,&#8221; afirma o médico.</p>
<p>O estudo também quantifica que a falta de tratamento adequado afeta de forma negativa a vida da população com asma, que, no Brasil, concentra aproximadamente 20 milhões de pessoas, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.</p>
<p>Ao longo dos últimos 12 meses, em média, 60% dos pacientes analisados perderam dias de estudo ou trabalho devido à asma. O absenteísmo atinge mais de 80% das crianças e adolescentes, e 50% dos adultos, afetando o aprendizado e a produtividade.</p>
<p>Outro dado da pesquisa diz respeito à condição de saúde da população com asma. Quase 70% dos participantes relataram três ou mais crises recentes, quase metade precisou ir ao pronto-socorro e, entre esses, 10% foram hospitalizados.</p>
<p>Segundo um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, a mortalidade pela doença também tem crescido, resultando em uma média de seis mortes diárias no país.</p>
<h2>Expansão do projeto</h2>
<p>A pesquisa também propõe formas de reduzir as taxas de hospitalização e a implementação de um novo tipo de exame nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>O estudo avalia a implementação de um dispositivo que mede o pico de fluxo expiratório dos pacientes no serviço público de saúde. O aparelho é chamado de <em>Peak Flow </em>e surge como uma alternativa viável à espirometria tradicional. </p>
<p>Segundo os pesquisadores, o dispositivo é de fácil manuseio e custa cerca de R$ 200, valor mais baixo que o do exame tradicional completo, que chega a custar R$ 15 mil.</p>
<p>O Projeto CuidAR também procura reverter o quadro de atendimento inadequado nas UBSs por meio da educação continuada de profissionais da saúde.</p>
<p> </p>
<p><em>*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/tratamentos-inadequados-podem-agravar-asma-em-adultos-mostra-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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