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	<title>ainda Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>ainda Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Garantia de direitos trabalhistas no campo ainda enfrenta desafios</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/garantia-de-direitos-trabalhistas-no-campo-ainda-enfrenta-desafios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 10:47:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo, nesta sexta-feira (17), ainda há muitos desafios a serem vencidos no Brasil em relação à precarização dos trabalhadores rurais. A afirmação foi feita à Agência Brasil pela auditora-fiscal do Trabalho e representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Alessandra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo, nesta sexta-feira (17), ainda há muitos desafios a serem vencidos no Brasil em relação à precarização dos trabalhadores rurais. A afirmação foi feita à Agência Brasil pela auditora-fiscal do Trabalho e representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Alessandra Bambirra.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Garantia-de-direitos-trabalhistas-no-campo-ainda-enfrenta-desafios.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Apesar da grande mecanização em várias culturas, o país ainda tem grande número de trabalhadores rurais com desvantagem em relação aos urbanos em termos de conhecimento, educação, acesso à informação, à internet, aos meios de comunicação.</p>
<p>“A gente tem uma discrepância muito grande quando trabalha com a fiscalização porque vê uma vulnerabilidade muito maior nos trabalhadores do campo”.</p>
<p>Também é observada no campo uma diferença socioeconômica porque, ao mesmo tempo em que se tem empresas e trabalhadores altamente qualificados na área rural, fazendas com grandes produções, ainda são encontrados trabalhadores em situações degradantes de trabalho, sem condições mínimas que garantam dignidade. “A diferença é muito grande em relação ao que encontramos no campo”, disse a auditora-fiscal.</p>
<h2>Trabalho escravo</h2>
<p>Alessandra confirmou que o trabalho escravo ainda está presente no país. Na zona urbana é encontrado, em sua maior parte, na construção e no trabalho têxtil. No meio rural, apresenta situações muito críticas. </p>
<p>“Principalmente nas jornadas exaustivas, nas condições degradantes de moradia ou alojamento, servidão por dívida, na qual o empregador cobra do trabalhador tudo que seria obrigação dele. O trabalhador fica com aquela dívida e não consegue se desvincular”, acrescentou.</p>
<p>O estado de Minas Gerais é pioneiro no país no combate ao trabalho escravo, mas Alessandra lembrou que a auditoria-fiscal precisa de estrutura e pessoal para cumprir o seu trabalho. “Dos dois lados ainda encontramos desafios para combater essa chaga”.</p>
<h2>Certificação</h2>
<p>Ela destacou que é preciso haver política pública mais eficaz, que parta de um interesse genuíno de combate a esse tipo de situação degradante no trabalho. Os auditores-fiscais têm buscado a responsabilização das cadeias produtivas. “Porque, se depender só do cumprimento da legislação, a gente encontra barreiras”.</p>
<p>Alessandra admitiu que já são vistas grandes empresas que trabalham com café, cana, cacau e sisal, por exemplo, tentando fazer o vínculo da marca que está sendo divulgada com todo o processo de produção, que seja livre do trabalho escravo, de trabalho infantil, de condições degradantes, de acidentes e adoecimento por trabalho, e que garanta direitos. </p>
<p>A certificação de alta qualidade deve ser dada não só ao produto e à marca, mas a todo o processo de produção, defendeu. “A certificação do processo também é importante. E é com isso que contamos na responsabilização de toda a cadeia. Isso é muito importante para que se obter resultados econômicos de forma que as empresas comecem a se responsabilizar por todo o processo”.</p>
<p>O trabalho no campo ainda é marcado pela informalidade, por isso o trabalhador segue mais vulnerável à exclusão previdenciária, à precarização e à invisibilidade institucional. Grande parte dos trabalhadores resgatados de situações irregulares de trabalho é oriunda de regiões mais vulneráveis de Minas Gerais e do Nordeste de forma geral, e muitas vezes aliciados por intermediários conhecidos como “gatos”.</p>
<h2>Integração</h2>
<p>O Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo implica a necessidade de ação que integre tanto o poder público quanto as próprias empresas do setor rural.</p>
<p>“O trabalho no campo nunca vai ser desnecessário, porque a população do mundo só aumenta e precisamos de mais alimentos. Há mais demanda por produtos, e o trabalhador é o elo mais frágil dessa cadeia”.</p>
<p>Toda essa estrutura deve ser voltada para o trabalhador do campo, incluindo políticas públicas e básicas, como saúde, educação, acesso à informação, infraestrutura de acesso, garantias previdenciárias. Para Alessandra Bambirra, existe uma discrepância grande demais em relação ao trabalhador do campo para um país como o Brasil.</p>
<h2>OIT</h2>
<p>Apesar de todas as dificuldades, o Brasil tem políticas reconhecidas na área internacional. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca o modelo brasileiro de Previdência Rural como referência regional, por assegurar proteção social a agricultores familiares, pescadores artesanais e trabalhadores em regime de subsistência, inclusive sem contribuição direta. Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Auditoria-Fiscal do Trabalho e da Rede de Observatórios do Trabalho, faz o monitoramento contínuo da informalidade, do trabalho análogo à escravidão e das desigualdades territoriais.</p>
<p>A delegacia sindical de Minas Gerais do Sinait considera que a fiscalização do trabalho é ferramenta fundamental para combater irregularidades e prevenir violações. Em 2025, naquele estado, foram realizadas 783 ações fiscais em estabelecimentos rurais, que identificaram 2.063 trabalhadores em situação irregular e 3.964 irregularidades relacionadas à saúde e segurança no trabalho.</p>
<p>Operações recentes no sul e centro-oeste de Minas Gerais resultaram em 59 trabalhadores resgatados em lavouras de café. No norte do estado, 18 pessoas foram encontradas em condições degradantes em carvoarias, atividade reconhecida pelo alto risco social e ambiental. Em muitos casos, foram identificadas situações envolvendo núcleos familiares, inclusive com presença de crianças e adolescentes e moradias precárias.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/garantia-de-direitos-trabalhistas-no-campo-ainda-enfrenta-desafios-0" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>PF diz que PM do Rio ainda não entregou imagens da Operação Contenção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 18:48:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Policia Federal (PF) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu as imagens capturadas pelas câmeras corporais dos policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada, no ano passado, no Rio de Janeiro.  Em março deste ano, Moraes determinou que as polícias Militar e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Policia Federal (PF) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu as imagens capturadas pelas câmeras corporais dos policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada, no ano passado, no Rio de Janeiro. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/PF-diz-que-PM-do-Rio-ainda-nao-entregou-imagens.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em março deste ano, Moraes determinou que as polícias Militar e Civil devem enviar à PF as imagens da operação, que deixou mais de 120 mortos. A corporação será responsável pela perícia do material.</p>
<p>Em ofício enviado ao ministro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que a corporação está realizando a perícia do material enviado pela Polícia Civil, mas as imagens da Polícia Militar ainda não foram recebidas. </p>
<p>“Não foi recebido qualquer acervo audiovisual relativo às equipes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que atuaram na operação com efetivo significativamente maior e número substancialmente superior de dispositivos de gravação corporal”, afirmou Andrei Rodrigues.</p>
<h2>Mais prazo </h2>
<p>O diretor também pediu mais prazo para analisar as imagens. Segundo Andre Rodriguesi, a perícia do material da Polícia Civil levará pelo menos 90 dias. Serão analisadas cerca de 400 horas de gravações.</p>
<p>“Cumpre informar que equipe de 10 peritos criminais federais já se encontra mobilizada, trabalhando nos exames com caráter prioritário, no entanto não se revela tecnicamente viável o cumprimento do prazo de 15 dias fixado na decisão, à luz das condições atualmente verificadas, sendo imprescindível a concessão do prazo técnico estimado em pelo menos 90 dias”, completou.</p>
<p>A apuração sobre a legalidade da operação ocorre no âmbito do processo conhecido como ADPF das Favelas &#8211; Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.</p>
<p>Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-04/pf-diz-que-pm-do-rio-ainda-nao-entregou-imagens-da-operacao-contencao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Pesquisa alerta para adolescentes ainda desprotegidos contra o HPV</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pesquisa-alerta-para-adolescentes-ainda-desprotegidos-contra-o-hpv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 14:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde oferece um método seguro para a prevenção de vários tipos de câncer: a vacina contra o HPV. Mas, para alcançar a sua máxima eficiência, essa precaução precisa ser tomada no final da infância ou início da adolescência, o que não acontece para boa parte do público-alvo.  A Pesquisa Nacional de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde oferece um método seguro para a prevenção de vários tipos de câncer: a vacina contra o HPV. Mas, para alcançar a sua máxima eficiência, essa precaução precisa ser tomada no final da infância ou início da adolescência, o que não acontece para boa parte do público-alvo. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisa-alerta-para-adolescentes-ainda-desprotegidos-contra-o-HPV.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (25), mostra que apenas 54,9% dos estudantes, com idades entre 13 e 17 anos, tinham certeza de que foram vacinados contra o HPV, sigla para papilomavírus humano.</p>
<p>Esse vírus é responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero e por boa parte dos tumores de ânus, pênis, boca e garganta.</p>
<h2>Proteção gratuita</h2>
<p>A vacina que previne contra o HPV está disponível em todas as unidades de saúde do Brasil, e deve ser tomada por meninas e meninos, entre 9 e 14 anos.</p>
<p>Essa faixa etária foi definida porque o vírus é transmitido principalmente por via sexual, e a vacina é mais eficaz se for tomada antes da primeira relação. </p>
<p>Apesar disso, 10,4% dos estudantes entrevistados pelo IBGE ainda não estavam vacinados e 34,6% não sabiam se tinham recebido a vacina ou não. </p>
<p>Isso representa quase 1,3 milhão de adolescentes desprotegidos, e outros 4,2 milhões potencialmente vulneráveis à infecção. </p>
<p>A mesma pesquisa identificou que 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos já tinham vida sexual ativa, e que a idade média de iniciação sexual foi de 13,3 anos para os meninos e de 14,3 anos para as meninas.</p>
<p>Os dados foram coletados pelo IBGE em 2024 e mostram ainda que a porcentagem de estudantes que se vacinaram caiu 8 pontos percentuais na comparação com a edição anterior da pesquisa, de 2019.</p>
<p>Apesar de uma proporção maior de meninas ter se vacinado ─ 59,5%, contra 50,3% dos meninos ─ a queda da cobertura vacinal entre elas foi ainda mais expressiva, de 16,6 pontos. </p>
<h2>Falta de informação</h2>
<p>Considerando apenas os estudantes que não se vacinaram, metade deles alegou não saber que precisava tomar a vacina. Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Isabela Balallai, isso prova como a falta de informação tem sido preponderante. </p>
<p>&#8220;Todo mundo acha que a hesitação vacinal se resume às <em>fake news,</em> mas não é isso. A desinformação é só uma das coisas que causam a hesitação vacinal. As outras são a falta de acesso, a baixa percepção do risco da doença e a falta de informação. E isso é um problema máximo no Brasil. Muitas pessoas não sabem quando têm que se vacinar e quais as vacinas disponíveis&#8221;.</p>
<p>Outros motivos foram apontados, mas em proporção bem menor:</p>
<ul>
<li>7,3% dos estudantes disseram que o pai, a mãe ou o responsável não quiseram que eles fossem vacinados;</li>
<li>7,2% não se vacinaram porque não sabiam qual a função da vacina;</li>
<li>7% alegaram dificuldade de chegar ao local de vacinação. </li>
</ul>
<p>A pesquisa também apontou algumas diferenças entre alunos de rede pública e privada. Entre os primeiros, 11% não se vacinaram, contra 6,9% do segundo grupo.</p>
<p>Por outro lado, a resistência dos pais contra a vacina foi a razão da hesitação de 15,8% dos alunos da rede privada, e de apenas 6,3% entre os da rede pública. </p>
<p>Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, a escola pode cumprir um papel primordial: </p>
<p>&#8220;Quando você pega os principais fatores de hesitação vacinal, a escola resolve todos eles. Resolve a desinformação, educando o adolescente. Resolve a falta de informação, quando eles são informados que vai ter a vacinação. Resolve o acesso, porque é muito difícil levar um adolescente ao posto de saúde, mas vacinar na escola é muito mais simples. E resolve a conscientização dos pais&#8221;.</p>
<h2>Bom exemplo</h2>
<p>Na casa da jornalista e escritora Joana Darc Souza, a única menina não vacinada é a filha mais nova, que ainda tem 6 anos. As outras duas, com 9 e 12 anos, estão imunizadas. </p>
<p>&#8220;Eu nunca tive dúvida em relação à eficácia e sempre defendi que vacina salva vidas. Isso é uma coisa que eu aprendi em casa, quando ainda era criança, e hoje eu replico com as minhas filhas&#8221;, ela conta. </p>
<p>As três filhas de Joana estudam em escolas da rede municipal do Rio de Janeiro e, de acordo com ela, de vez em quando, os alunos são convocados para se vacinarem.</p>
<p>&#8220;Elas acabam não participando, mas só porque aqui em casa a gente sempre está atento às vacinas&#8221;.</p>
<p>Quem ajuda a família nesse controle é outra profissional essencial para a sucesso das políticas de vacinação: a pediatra. &#8220;Ela é bastante cuidadosa e sempre verifica a caderneta das meninas&#8221;, elogia a mãe. </p>
<h2>Resgate vacinal</h2>
<p>De acordo com o Ministério da Saúde, dados preliminares das vacinas aplicadas em 2025 mostram uma cobertura maior do que a verificada na pesquisa, de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos. Desde 2024, a vacina contra o HPV é aplicada em dose única. </p>
<p>No ano passado, a pasta lançou também uma estratégia de resgate vacinal, para imunizar os adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada.</p>
<p>Até agora, 217 mil jovens foram imunizados, mas a campanha segue até junho de 2026 e prevê ações de vacinação nas escolas. </p>
<p>Além disso, todas as unidades de saúde também continuam a aplicar o imunizante nesse público. Quem não tiver o comprovante de vacinação, pode verificar se já recebeu a vacina no aplicativo Meu SUS Digital. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/pesquisa-alerta-para-adolescentes-ainda-desprotegidos-contra-o-hpv" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Vacinação contra HPV avança, mas mortes ainda preocupam</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/vacinacao-contra-hpv-avanca-mas-mortes-ainda-preocupam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 21:48:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) avança na América Latina, mas a região ainda registra mortes por câncer de colo do útero, uma doença considerada altamente prevenível. O alerta consta de estudo publicado em fevereiro na revista científica The Lancet, que analisou dados de 35 países e territórios da América Latina e do Caribe. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) avança na América Latina, mas a região ainda registra mortes por câncer de colo do útero, uma doença considerada altamente prevenível. O alerta consta de estudo publicado em fevereiro na revista científica The Lancet, que analisou dados de 35 países e territórios da América Latina e do Caribe.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Vacinacao-contra-HPV-avanca-mas-mortes-ainda-preocupam.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O HPV é o vírus responsável pela infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, afetando pele e mucosas. Apesar da disponibilidade de vacinas, a cobertura ainda é desigual entre os países. Na América Latina, varia de 45% a 97%; no Caribe, de 2% a 82%. Os índices estão abaixo da meta global da Organização Mundial da Saúde, que prevê 90% das meninas vacinadas até os 15 anos.</p>
<p>No Brasil, a cobertura em 2024 chegou a 82,83% entre meninas e 67,26% entre meninos de 9 a 14 anos. Em 2025, o Ministério da Saúde intensificou a vacinação, adotando dose única e ampliando o público para jovens de 15 a 19 anos não vacinados.</p>
<p>Em 26 de março é celebrado o Dia de Conscientização do Câncer de Colo do Útero.</p>
<h2>Rastreamento</h2>
<p>Segundo a consultora médica da Fundação do Câncer, Flavia Miranda Corrêa, a América Latina apresenta melhores resultados que o Caribe tanto em vacinação quanto em rastreamento. Ainda assim, o principal problema é o modelo adotado na maioria dos países: o rastreamento oportunístico.</p>
<p>Nesse modelo, o exame é feito apenas quando a mulher procura o serviço de saúde por outro motivo ou solicita o procedimento. “A gente sabe que esse modelo de rastreamento oportunístico é muito menos eficiente do que um rastreamento organizado, que tem todos os critérios a serem seguidos e é um rastreamento de base populacional”, explicou a médica em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>Especialistas avaliam que esse formato contribui para diagnósticos tardios e maior mortalidade. Já o rastreamento organizado prevê identificação da população-alvo — mulheres de 25 a 64 anos —, convocação ativa e busca de quem não comparece, além de sistemas integrados para acompanhamento dos casos.</p>
<p>“Não adianta rastrear sem garantir diagnóstico e tratamento”, destacou a médica.</p>
<p>Flavia Corrêa reforçou que a maior deficiência está no modelo de rastreamento que continua oportunístico na maioria desses 35 países e, também porque, não sendo um rastreamento organizado, não há garantias de que todos os procedimentos vão estar disponíveis.</p>
<h2>Prevenção</h2>
<p>Na América Latina, somente a Venezuela ainda não introduziu a vacinação contra o HPV. No Brasil, o imunizante foi incluído no Calendário Nacional de Vacinação em 2014 e a distribuição é inteiramente gratuita.</p>
<p>“A gente está se aproximando da meta global de 90% de meninas vacinadas até os 15 anos, que é o que a OMS propõe para eliminação do câncer do colo de útero, e acredito que a gente chegará lá”.</p>
<p>Flavia ressaltou a importância de que também os meninos se vacinem, para que eles se protejam dos tipos de câncer causados pelo HPV que incluem os cânceres de ânus, pênis, garganta e pescoço, além de verrugas genitais.</p>
<h2>Teste DNA-HPV</h2>
<p>Em janeiro, a Fundação do Câncer lançou a atualização do Guia Prático de Prevenção do Câncer do Colo do Útero, orientando a substituição gradual do exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV.</p>
<p>Ainda assim, a citologia permanece como principal método na maioria dos países analisados. O teste molecular foi implementado em nações como Argentina, Brasil, Chile e México, além de alguns países do Caribe.</p>
<p>No Brasil, há avanços na adoção do novo exame e na estrutura de atendimento, com encaminhamento da atenção primária para níveis secundário e terciário. </p>
<p>A mulher vai fazer o rastreamento na atenção primária e, em caso de diagnóstico positivo, será encaminhada para a atenção secundária para fazer a investigação diagnóstica. Uma vez esta sendo concluída, a paciente vai para o nível terciário.</p>
<p>Flávia Miranda Corrêa  destaca que, como cada um desses níveis tem sistemas diferentes de informação, eles precisam dialogar, ou interagir, para que a mulher não fique perdida nessa linha de cuidado. “Se a gente não tiver a interoperabilidade desses sistemas, a gente pode perder a navegação da mulher e ela não concluir o tratamento, o que é o maior problema no Brasil”.</p>
<h2>Prevenção e sintomas</h2>
<p>A especialista explica que lesões precursoras do câncer de colo do útero podem levar de 10 a 20 anos para evoluir, o que amplia a janela de diagnóstico precoce. Quando identificado nessa fase, o tratamento tem alta taxa de sucesso.</p>
<p>Entre os sintomas da doença estão sangramentos fora do período menstrual, após relações sexuais ou na pós-menopausa, além de corrimento persistente. Em estágios mais avançados, podem surgir alterações urinárias ou intestinais.</p>
<h2>Estratégia global</h2>
<p>O diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, defende a transição para programas organizados de rastreamento, com convite ativo e acompanhamento das pacientes. Esse modelo contribuiu para a redução da doença em países como Austrália, Canadá, Escócia e Dinamarca.</p>
<p>De acordo com o estudo da <em>The Lancet</em>, a integração entre vacinação, rastreamento e tratamento é essencial para atingir a meta global: 90% das meninas vacinadas, 70% das mulheres rastreadas e 90% dos casos tratados.</p>
<p>Com essa cobertura, a Organização Mundial da Saúde projeta que a incidência do câncer de colo do útero pode cair a níveis residuais nas próximas décadas.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/vacinacao-contra-hpv-avanca-mas-mortes-ainda-preocupam" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Polilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 11:36:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pesquisa com a polilaminina, desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a farmacêutica Cristália, alcançou grande visibilidade nos últimos dias. No entanto, algumas perguntas ainda precisam ser respondidas para que se possa afirmar sem dúvida que a substância é capaz de ajudar pessoas com lesão medular a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A pesquisa com a polilaminina, desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a farmacêutica Cristália, alcançou grande visibilidade nos últimos dias. No entanto, algumas perguntas ainda precisam ser respondidas para que se possa afirmar sem dúvida que a substância é capaz de ajudar pessoas com lesão medular a recuperar seus movimentos. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Polilaminina-entenda-a-esperanca-e-os-testes-ainda-necessarios.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Apesar de os trabalhos, liderados pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho, terem sido iniciados há mais de 25 anos, a maior parte desse tempo foi dedicada aos testes em laboratório, uma etapa essencial chamada de fase pré-clínica.</p>
<p>Além de estudar as moléculas de polilaminina, a equipe precisou verificar primeiro se a substância produzia algum efeito em culturas de células e em animais, antes de testá-la em humanos. </p>
<h2>O que é a polilaminina?</h2>
<p>A substância foi descoberta por acaso pela professora Tatiana Sampaio, quando ela tentava dissociar as partes que compõem a laminina, uma proteína presente em várias partes do nosso corpo.</p>
<p>Ao testar um solvente, ela viu que, ao invés de se partir, as moléculas de laminina começaram a se juntar umas com as outras, formando uma rede, a polilaminina. Essa junção ocorre no organismo humano, mas nunca tinha sido reproduzida em laboratório.</p>
<p>A partir daí, Tatiana passou a pesquisar possíveis usos para a rede de lamininas e descobriu que, no sistema nervoso, essas proteínas atuam como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios parecidas com caudas, responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. </p>
<p>Quando ocorre uma fratura na medula, os axônios são rompidos, o que interrompe a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo, a partir do ponto em que foi o ferimento. Essa ruptura é a causa da paralisia.</p>
<p>Normalmente, as células do sistema nervoso não são capazes de se regenerar sozinhas. O que se pretende testar, portanto, é a capacidade da polilaminina de oferecer uma nova base para que os axônios do paciente voltem a crescer e se comunicar, restabelecendo a conexão que transmite os comandos do cérebro.</p>
<h2>Projeto-piloto</h2>
<p>Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que sofreram lesão total em diversos pontos da medula, após queda, acidente de carro ou ferimento por arma de fogo.</p>
<p>Além de receber a polilaminina, sete delas passaram por cirurgia de descompressão da coluna, operação padrão em casos de lesão medular. Os procedimentos foram feitos até três dias após a lesão. </p>
<p>Duas pessoas morreram ainda no hospital por causa da gravidade do quadro, e outra acabou falecendo pouco tempo depois por complicações do ferimento.</p>
<p>Mas os cinco pacientes que se recuperaram, receberam a polilaminina e passaram pela cirurgia de descompressão apresentaram algum ganho motor, ou seja, conseguiram movimentar partes do corpo paralisadas pela lesão. No entanto, isso não significa que todos voltaram a andar.</p>
<p>A melhora foi constatada pela evolução dos pacientes na chamada escala AIS, que vai de A a E, em que A é o nível mais grave de comprometimento e E é o funcionamento normal do corpo em termos de movimentação e sensibilidade. Para fazer a classificação, a equipe médica avalia a resposta a diversos estímulos aplicados em pontos chave do corpo. </p>
<p>Quatro pacientes do estudo-piloto saíram do nível A para o nível C, o que significa que retomaram a sensibilidade e os movimentos, mas de forma incompleta. Uma pessoa chegou ao nível D, após recuperar a sensibilidade e as funções motoras de todo o corpo, com capacidade muscular quase normal. </p>
<p>Esse paciente é Bruno Drummond de Freitas, que ficou tetraplégico após fraturar a coluna na altura do pescoço, em 2018. Em entrevista ao programa <em>Sem Censura</em>, da TV Brasil, Bruno contou que conseguiu mexer o dedão do pé algumas semanas após a cirurgia de descompressão, combinada com a aplicação da polilaminina. </p>
<p>“Foi uma virada de chave. Na hora, pra mim, não tinha valor mexer o dedão do pé e não mexer mais nada. Mas todo mundo comemorou, e, aí, me explicaram que, quando passa um sinal do cérebro até uma extremidade, significa que o sinal está percorrendo o corpo inteiro” </p>
<p>Depois disso, Bruno foi reconquistando outros movimentos e, então, iniciou um longo e intenso trabalho de fisioterapia e reabilitação na AACD, entidade paulista que é referência brasileira nesses tratamentos. Após anos de recuperação, hoje ele anda normalmente e tem dificuldade apenas em alguns movimentos das mãos. </p>
<p>A experiência de Bruno e dos outros pacientes, no entanto, não basta para comprovar cientificamente a segurança e a eficácia da polilaminina. Um artigo do tipo pré-print publicado pela equipe de pesquisa com os resultados do estudo-piloto ressalva, por exemplo, que até 15% dos pacientes com lesão completa pode recuperar movimentos naturalmente. </p>
<p>Além disso, o diagnóstico de lesão completa e a avaliação segundo a escala AIS, feitos logo após a fratura, podem ser influenciados por fatores como inflamação e inchaço. Por vezes, verifica-se quadros menos graves em pacientes que, inicialmente, eram apontados como casos de paralisia total. </p>
<p>Ainda assim, os resultados apresentados publicamente pela equipe de pesquisa em setembro do ano passado chamaram bastante atenção. Se a eficácia da polilaminina for confirmada, a ciência brasileira terá encontrado uma solução inédita para um problema que aflige milhões de pessoas, com grande impacto sobre suas rotinas e qualidade de vida. Mas até lá, ainda há um longo caminho. </p>
<h2>Fase 1, 2 e 3  </h2>
<p>O professor de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Eduardo Zimmer, explica que, tradicionalmente, o ensaio clínico de um novo medicamento é composto por três fases. E cada rodada de testes tem um objetivo.</p>
<p>“Na fase 1, a gente tem poucos pacientes, saudáveis, porque ela visa identificar se o composto é seguro e se os humanos vão tolerar receber esse tratamento. Junto com isso, tem o que a gente chama de farmacocinética. Entender como é que a droga se comporta dentro do nosso organismo, como ela entra, como ela é metabolizada e como ela é eliminada”, explica.</p>
<p>É nesta fase que o estudo com a polilaminina está. De acordo com a líder da pesquisa, a professora Tatiana Sampaio Coelho, os testes devem começar neste mês e ser concluídos até o fim do ano.</p>
<p>Mas eles terão uma diferença importante do padrão. Como a polilaminina é aplicada por injeção diretamente na medula, isso não será feito em pacientes saudáveis, mas também em pessoas com lesão medular aguda. </p>
<p>“A gente vai monitorar eventos adversos para verificar se eles são os esperados, exames neurológicos para verificar se tem alguma deterioração, e temos também vários exames de sangue para ver se tem alguma toxicidade hepática ou renal. Isso vai ser comparado com a história natural provável para aquela pessoa, que é um paciente grave, e com outros estudos”, complementa Tatiana. </p>
<p>Conforme aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substância será aplicada em cinco pacientes voluntários. Eles precisarão ter idades entre 18 e 72 anos e lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, com indicação cirúrgica ocorrida há menos de 72 horas da lesão. O procedimento será feito no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. </p>
<p>Mas o estudo terá também outra especificidade, de acordo com a pesquisadora. “O fato de serem pessoas com lesão medular significa que os resultados de indicação de eficácia já serão emitidos desde a fase 1”. Ou seja, os pesquisadores também pretendem observar se esses pacientes apresentam melhora, o que diverge do percurso clássico.</p>
<p>De acordo com Eduardo Zimmer, que também é chefe de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento e pesquisador apoiado pelo Instituto Serrapilheira e pelo programa Idor Ciência Pioneira, a eficácia de um medicamento em humanos costuma ser medida apenas a partir da fase 2, quando a quantidade de voluntários aumenta. Também é nesse momento que a equipe testa doses diferentes para encontrar a melhor formulação. </p>
<p>Tatiana Sampaio adianta que duas doses diferentes serão avaliadas no caso da polilaminina, se o estudo chegar à fase 2. Já os detalhes de uma possível fase 3, a última e principal etapa para verificar se um medicamento é mesmo eficaz e produz resultados de forma consistente, ainda não estão definidos. A equipe espera concluir todas as fases de teste em cerca de dois anos e meio. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Polilaminina-entenda-a-esperanca-e-os-testes-ainda-necessarios.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 05/03/2026 – A professora Tatiana Sampaio fala sobre as pesquisas com a polilaminina, substância em testes para o tratamento de lesões medulares, no programa Sem Censura, da TV Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A professora Tatiana Sampaio fala sobre as pesquisas com a polilaminina, substância em testes para o tratamento de lesões medulares, no programa <em>Sem Censura</em>, da TV Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Desafios para os testes</h2>
<p>O professor e pesquisador Eduardo Zimmer diz que, via de regra, na fase 3, a quantidade de voluntários aumenta bastante, e os testes são feitos em diversos centros.</p>
<p>Os participantes são divididos de forma aleatória em dois grupos, mas apenas um dos grupos recebe a substância testada, enquanto o outro servirá para a comparação do que acontece sem ela. Esse segundo é o chamado grupo controle. </p>
<p>O ideal é que nem os pacientes nem os pesquisadores saibam, a princípio, quem está em qual grupo. O objetivo final é ter certeza que o remédio testado produziu um benefício que não seria obtido sem ele. </p>
<p>“O grupo controle, numa patologia como essa, sempre compara a eficácia da droga em relação às outras terapias disponíveis. Você não vai parar de tratar o paciente, você trata ele com o melhor que você tem, para verificar se a droga nova faz com que o outro grupo se recupere melhor, em comparação ao melhor tratamento que já existe”, ele ressalva. </p>
<p>Mas os testes com a polilaminina podem demandar procedimentos diferentes. O ex-presidente da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), Jorge Venâncio, explica que normalmente os participantes de ensaios clínicos que compõem os grupos de controle ganham acesso prioritário à nova tecnologia, caso ela se prove realmente eficaz, como forma de compensação.</p>
<p>“Aqui, nós temos a seguinte dificuldade: o tratamento precisa ser feito num prazo relativamente curto depois do acidente que gerou o traumatismo, mas o tratamento tende a ter um resultado demorado. Então, quando o estudo se completar, provavelmente a equipe terá dificuldade de aplicar o remédio em quem tomou o comparador”, complementa Venâncio. </p>
<p>Ainda que os ensaios tenham um percurso ideal, adaptações, quando justificadas, podem ocorrer, diz o ex-presidente do Conep. É o que acontece nos estudos de novos tratamentos para doenças raras, que atingem um número muito pequeno de pessoas, o que impossibilita o recrutamento da quantidade ideal de voluntários. Mas Venâncio reforça a importância do cumprimento de todas as fases de pesquisa. </p>
<p>&#8220;Você não pode botar uma substância que você não sabe se vai causar dano em uma população de centenas de participantes. Por isso, você testa primeiro numa população pequena e vê se o risco é pequeno o suficiente para fazer um estudo mais amplo. Na fase dois, você já começa a testar qual é a dose adequada e, na fase três, é quando você vai testar efetivamente o efeito da substância. Quando você não tem o grupo controle, você corre o risco de chegar a uma conclusão diametralmente oposta à realidade&#8221;, diz o ex-presidente do Conep.</p>
<h2>Ensaios clínicos serão acompanhados</h2>
<p>A professora da UFRJ Tatiana Sampaio lembrou que, independente da avaliação dos pesquisadores, a decisão final sobre as próximas fases dos estudos com a polilaminina caberá à Anvisa e a algum comitê de ética acreditado, orgãos que precisam aprovar os ensaios clínicos no Brasil, para que eles possam ser feitos. </p>
<p>A coordenadora da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), Meiruze Freitas, acrescenta que, mesmo depois de aprovadas, as pesquisas continuam a ser monitoradas. O comitê de ética verifica se as atividades não estão sendo prejudiciais aos participantes, e a Anvisa se certifica de que as boas práticas clínicas estão sendo seguidas. </p>
<p>“A polilaminina tem um fator de esperança, porque uma lesão medular causa muitas complicações, inclusive morte. Mas a gente precisa tomar muito cuidado para não abandonar os preceitos científicos. Essas fases não são estabelecidas por burocracia, mas para que a gente possa ter dados validados, com uma avaliação isenta, passível, inclusive, de ser revistas por pares [outros cientistas], e para que a gente comprove que a tecnologia é realmente eficaz. Isso evita que a nossa população seja submetida a produtos que não são confiáveis”. </p>
<p>Mas Meiruze também acredita que os órgãos regulatórios, cada vez mais, serão desafiados pelas especificidades de pesquisas que propõem soluções inovadoras.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1772969772_514_Polilaminina-entenda-a-esperanca-e-os-testes-ainda-necessarios.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 12/09/2023 – A diretora da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Meiruze Freitas durante seminário Saúde e Soberania: o Complexo Econômico Industrial da Saúde como estratégia de desenvolvimento para" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A ex-diretora da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Meiruze Freitas durante seminário Saúde e Soberania, em 2023 &#8211; Foto de Arquivo: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A coordenadora do Inaep acrescenta que eles precisam “ser estruturados e ter capacidade técnica para recepcionar e destravar as inovações de forma responsável, acompanhando qualidade, eficácia e segurança”, assim como os pesquisadores precisam de apoio para saber conduzir seus trabalhos, de acordo com as exigências. </p>
<p>“Teoricamente, ainda que sejam resultados parciais, na fase 1 e na fase 2, você já pode ter alguns indicativos de eficácia. E, para produtos como a polilaminina, que, em tese, não tem alternativa terapêutica além da cirurgia, você poderia encurtar o desenvolvimento, inclusive permitir, de repente, um registro no Brasil com a finalização da fase 2, enquanto a fase 3 ainda está em andamento. Isso acontece para algumas doenças de alta mortalidade ou raras, que você não consegue desenvolver a fase 3”, complementa Meiruze. </p>
<p>Atualmente, o principal regramento sobre o tema é a Lei 14.874, sancionada em 2024, e que promoveu algumas mudanças com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias no país. Uma das principais foi a redução dos prazos para a análise de novos estudos. A resposta dos comitês de ética deve ser dada em até 30 dias, e a da Anvisa, em 90. </p>
<h2>Valorização da ciência</h2>
<p>Para a criadora da polilaminina, a professora da UFRJ Tatiana Sampaio, a redução dos entraves depende também de uma mudança de cultura.</p>
<p>“A gente precisaria ter uma compreensão de que investir na ciência pública é uma opção de um país que quer se desenvolver, que nós queremos ter tecnologias e não ser mais dependentes.” </p>
<p>“Eu sou muito obstinada, mas, independentemente das minhas qualidades, tudo só foi possível por conta das características da minha pesquisa. Eu estava estudando um acometimento que não tem nenhuma terapia e que tem um apelo emocional particular. Além disso, é uma questão que gera muito interesse em pesquisa, então, eu tenho ferramentas que facilitam o andamento do trabalho. Juntando tudo isso, foi possível. Em qualquer outra situação não teria sido”, complementa Tatiana.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/polilaminina-entenda-esperanca-e-os-testes-ainda-necessarios" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>União Progressista deve anunciar saída da base do governo Lula ainda hoje</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 16:38:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A federação União Progressista (UP) — formada por União Brasil e Progressistas (PP) — deve oficializar nesta terça-feira (2/09) a decisão de deixar a base do governo federal. A medida impacta diretamente dois ministérios: o Turismo, comandado por Celso Sabino (União Brasil-PA), e o Esporte, sob André Fufuca (PP-MA). Negociação de cargos e impacto político [&#8230;]</p>
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<div class="elementor-widget-container">
<p>A federação <strong>União Progressista (UP)</strong> — formada por União Brasil e Progressistas (PP) — deve oficializar nesta terça-feira (2/09) a decisão de deixar a base do governo federal.</p>
<p>A medida impacta diretamente dois ministérios: o Turismo, comandado por Celso Sabino (União Brasil-PA), e o Esporte, sob André Fufuca (PP-MA).</p>
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Negociação de cargos e impacto político</strong></h2>
<p>Interlocutores do Planalto avaliam que, ao romper com o Executivo, a União Progressista também deveria abrir mão de cargos estratégicos que controla em estatais e órgãos federais.</p>
<p>O grupo é responsável pela indicação de Carlos Vieira para a presidência da Caixa Econômica Federal — nome que segue no cargo por enquanto. A federação também detém postos importantes na Codevasf e mantém influência na cota pessoal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que indicou Waldez Góes para o Desenvolvimento Regional.</p>
<p>Para o governo, não há motivo para exigir a saída de Góes, visto como nome técnico, caso a federação desembarque da base.</p>
<p>A permanência de ministros de partidos que deixem o governo pode reforçar o discurso de que a União Progressista não está totalmente unida contra o presidente Lula — argumento que pode ser usado como ativo político em 2026.</p>
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ministros relutam em sair</strong></h2>
<p>Nos bastidores, tanto Sabino quanto Fufuca resistem à ideia de serem afastados sozinhos. Apesar dos orçamentos reduzidos de suas pastas, os cargos funcionam como vitrine para seus projetos políticos no Pará e no Maranhão. Sabino, por exemplo, tem atuado nas negociações de obras ligadas à COP30, que será realizada em Belém em novembro, e gostaria de participar do evento como ministro.</p>
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reunião e anúncio</strong></h2>
<p>O presidente do PP, Ciro Nogueira, e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda — que dividem a liderança da União Progressista — se reuniram nesta terça-feira para bater o martelo sobre o assunto. O anúncio oficial deve ocorrer nas próximas horas.</p>
</div>
</div>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/policia-federal-vai-investigar-r-694-milhoes-em-emendas-parlamentares-sob-suspeita/">Polícia Federal vai investigar R$ 694 milhões em emendas parlamentares sob suspeita</a></li>
</ul>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/uniao-progressista-deve-anunciar-saida-da-base-do-governo-lula-ainda-hoje/">União Progressista deve anunciar saída da base do governo Lula ainda hoje</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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