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	<title>alertam Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>alertam Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Álcool e cigarro podem causar cegueira, alertam especialistas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/alcool-e-cigarro-podem-causar-cegueira-alertam-especialistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 19:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O consumo crônico de álcool e de tabaco pode causar colapso na produção de energia das células responsáveis pela visão, causando danos graves e até mesmo cegueira. A informação integra panorama inédito sobre a neuro-oftalmologia, uma subespecialidade médica que une a oftalmologia e a neurologia com o objetivo de diagnosticar e tratar problemas visuais causados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo crônico de álcool e de tabaco pode causar colapso na produção de energia das células responsáveis pela visão, causando danos graves e até mesmo cegueira. A informação integra panorama inédito sobre a neuro-oftalmologia, uma subespecialidade médica que une a oftalmologia e a neurologia com o objetivo de diagnosticar e tratar problemas visuais causados por doenças no sistema nervoso.<br /> <br />A publicação <em>Neuro-Oftalmologia</em>, lançada durante a 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador, trata desde a base anatômica até as doenças mais complexas da neuro-oftalmologia, além de avanços tecnológicos para diagnóstico e tratamento. O trabalho foi organizado pelos oftalmologistas Eric Pinheiro de Andrade, Leonardo Provetti Cunha e Mário Luiz Monteiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Alcool-e-cigarro-podem-causar-cegueira-alertam-especialistas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<h2>Entenda </h2>
<p>De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o olho é a única parte do corpo humano que permite ao médico enxergar, sem instrumentos ou procedimentos invasivos, o que se passa no sistema nervoso central. O canal que torna isso possível é o nervo óptico, uma espécie de extensão direta do cérebro. </p>
<p>A neuro-oftalmologia é classificada pela entidade como área fundamental na investigação de alterações visuais que podem ter origem no cérebro, nos nervos ópticos ou em outras estruturas do sistema nervoso. Muitas vezes, uma queixa visual pode ser o primeiro sinal de doenças neurológicas importantes e potencialmente tratáveis. </p>
<p>Entre as condições a serem diagnosticadas pela neuro-oftalmologia estão:</p>
<ul>
<li>neurites ópticas, associadas à esclerose múltipla;</li>
<li>infarto do nervo óptico;</li>
<li>compressões causadas por tumores de hipófise e aneurismas;</li>
<li>papiledema (inchaço provocado pela pressão alta dentro do crânio);</li>
<li>paralisias que causam visão dupla. </li>
</ul>
<p>A subespecialidade detecta ainda as chamadas neuropatias tóxicas, carenciais e hereditárias, grupo em que se enquadram os efeitos causados pelo consumo abusivo do álcool e do tabaco e de intoxicações por metanol. </p>
<p>No caso do metanol, especificamente, segundo o CBO em nota, a ingestão, normalmente por meio de bebidas adulteradas, causa diversos problemas – no trajeto que liga a retina ao córtex cerebral, a substância provoca consequências por onde passa, levando ao adoecimento e à perda de visão. </p>
<p>“O conhecimento dessa dinâmica permite ao médico especialista em neuro-oftalmologia, localizar uma lesão antes mesmo de pedir exames como a ressonância.”</p>
<h2>Sinais de alerta </h2>
<p>Nas neuropatias ópticas tóxicas e carenciais, como no uso crônico do álcool e do tabaco, a perda visual é lenta, indolor e atinge os dois olhos, simultaneamente, o que retarda a percepção do paciente. </p>
<p>Pessoas acometidas relatam o surgimento de um borrão no campo central da visão, enquanto a visão periférica permanece preservada. Outra alteração é que as cores desbotam, e o vermelho assume um aspecto de rosa lavado. </p>
<p>Quando a origem do problema é o metanol, a CBO explica que os sintomas costumam se manifestar entre seis e 24 horas após o consumo e incluem visão turva, fotofobia, pupilas dilatadas e perda de visão de cores. O comprometimento pode evoluir para cegueira irreversível, convulsões e coma.</p>
<p>“Esses casos requerem avaliação médica especializada rápida após a perda de qualidade da visão de forma súbita, visão dupla que desaparece ao se cobrir apenas um dos olhos, pálpebra caída que piora ao longo do dia, dores ao movimentar o globo ocular e dores de cabeça persistentes com escurecimentos da visão ao levantar-se.”</p>
<h2>Diagnóstico </h2>
<p>De acordo com a entidade, o exame “mais poderoso e subestimado” da neuro-oftalmologia é a anamnese – uma conversa simples entre médico e paciente que, se bem conduzida, leva ao diagnóstico correto do problema em 90% dos casos. </p>
<p>Restrições alimentares, cirurgia bariátrica prévia, uso de medicamentos tóxicos, histórico familiar e padrão de consumo de álcool e tabaco entram nessa investigação.</p>
<p>Na sequência, vêm exames clínicos (pupilas, visão das cores, campo visual, movimentos oculares e fundo do olho) e exames complementares, como a tomografia de coerência óptica (OCT), que mede a espessura das fibras nervosas em micrômetros e detecta a perda antes que o paciente a perceba; a ressonância magnética; a dosagem de vitamina B12; e os testes eletrofisiológicos da visão.</p>
<p>Nas neuropatias tóxicas, a conduta é a suspensão imediata do agente, seja medicamento, álcool ou tabaco. Nas carenciais, a recomendação consiste na reposição rápida de vitaminas. Em caso específico de intoxicação aguda por metanol, o tratamento é de emergência e envolve antídotos, correção da acidose e até diálise que, se iniciada a tempo, pode preservar a visão. </p>
<p>“Para o restante do espectro de doenças neurológicas que afetam a visão, os tratamentos vão desde a administração de corticoide em altas doses e plasmaférese nas neurites, até realização de radioterapia, cirurgia e terapias-alvo nas compressões tumorais”, completou o CBO. <br /> <br /><em>*A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)</em><br /> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/alcool-e-cigarro-podem-causar-cegueira-alertam-especialistas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Oftalmologistas alertam para uso de telas e a miopia em crianças</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/oftalmologistas-alertam-para-uso-de-telas-e-a-miopia-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 22:25:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alertam]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No intuito de alertar famílias e profissionais de saúde sobre o avanço da miopia entre crianças e adolescentes, associando o problema ao uso excessivo de telas e à baixa exposição à luz natural, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram nesta sexta-feira (11) a cartilha Mais Tempo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No intuito de alertar famílias e profissionais de saúde sobre o avanço da miopia entre crianças e adolescentes, associando o problema ao uso excessivo de telas e à baixa exposição à luz natural, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram nesta sexta-feira (11) a cartilha Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Oftalmologistas-alertam-para-uso-de-telas-e-a-miopia-em.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O material, divulgado durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que acontece até sábado (12), em Salvador, tem como público-alvo pacientes, familiares, profissionais e organizações que atuam no campo da saúde e da educação e será distribuído para secretarias de Saúde e Educação de todo o país.</p>
<p>A CBO esclarece que a proposta é oferecer à população um guia composto por medidas simples, de fácil incorporação à rotina e que podem ajudar no enfrentamento da miopia.</p>
<h2>Orientações</h2>
<p>Com foco em crianças e adolescentes, o documento traz orientações a serem adotadas por famílias e escolas durante a rotina. </p>
<p>“Não há necessidade de investimentos em ferramentas e remédios. Basta usar a criatividade e ficar atento às possibilidades apresentadas, que vão desde uma simples caminhada até a prática de esportes de forma estruturada”, explica o CBO.</p>
<p>A recomendação central é que crianças e adolescentes passem pelo menos 2 horas por dia ao ar livre, incluindo atividades como brincadeiras, caminhadas, esportes e contato com a natureza.</p>
<p>De acordo com o conselho, a exposição à luz natural funciona como um fator protetor contra a progressão da miopia. </p>
<p>“Passar tempo ao ar livre ajuda a reduzir as horas dedicadas a atividades em espaço fechado, com os olhos fixos, a curta distância, em uma superfície, como as telas de computador ou celular”, defende o CBO.</p>
<p>A publicação recomenda limitar o tempo de tela para cada faixa etária. A métrica considerada ideal pelos especialistas é a seguinte:</p>
<ul>
<li> nenhum tempo de tela para menores de 2 anos;</li>
<li> até uma hora por dia para crianças entre 2 e 5 anos;</li>
<li> até duas horas por dia para crianças entre 5 e 10 anos;</li>
<li> até três horas por dia para crianças e adolescentes de 10 a 18 anos.</li>
</ul>
<p>“Os limites seguem a lógica de que, quanto menor a criança, maior a vulnerabilidade do sistema visual em formação. Outra orientação é fazer pausas regulares durante as atividades de perto, manter distância adequada dos dispositivos e usar proteção solar”, recomenda o CBO.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Oftalmologistas-alertam-para-uso-de-telas-e-a-miopia-em.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 28/08/2018 - Projeto Pequenos Olhares. Foto: COB/Divulgação" title="COB/Divulgação"/></p>
<p>Projeto Pequenos Olhares &#8211; Foto: COB/Divulgação</p>
<h2>Projeto</h2>
<p>O lançamento da cartilha foi durante a 5ª edição do Projeto Pequenos Olhares CBO, que atendeu cerca de 1 mil crianças e adolescentes em meio ao congresso na capital baiana.</p>
<p>O projeto, que conta com a participação de médicos voluntários, ofereceu, ao longo dos últimos dois dias, consultas e exames de diagnóstico, além da distribuição gratuita de óculos para crianças e adolescentes que precisam de lentes de correção.</p>
<p><em>* A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)</em> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/oftalmologistas-alertam-para-uso-de-telas-e-miopia-em-criancas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Três é demais: médicos alertam para dor de cabeça recorrente</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/tres-e-demais-medicos-alertam-para-dor-de-cabeca-recorrente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 17:01:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste Dia Nacional de Combate à Cefaleia (dor de cabeça), médicos chamam a atenção para a sétima dor mais incapacitante do mundo e fazem um alerta àquelas pessoas que costumam ter três ou mais episódios de dor de cabeça por mês, durante pelo menos três meses, para que procurem um especialista. Embora muitas vezes a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste Dia Nacional de Combate à Cefaleia (dor de cabeça), médicos chamam a atenção para a sétima dor mais incapacitante do mundo e fazem um alerta àquelas pessoas que costumam ter três ou mais episódios de dor de cabeça por mês, durante pelo menos três meses, para que procurem um especialista.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Tres-e-demais-medicos-alertam-para-dor-de-cabeca-recorrente.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Embora muitas vezes a cefaleia esteja associada a fatores comuns, como estresse, desidratação ou uma noite mal dormida, ela também pode ter origem em condições mais graves, como sinusite, enxaqueca crônica ou até mesmo aneurisma.</p>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os transtornos de dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais comuns no mundo, afetando milhões de pessoas e impactando diretamente na qualidade de vida de quem sofre com o problema.</p>
<p>Ainda de acordo com a OMS as cefaleias estão entre as três principais condições neurológicas para a faixa etária dos 5 anos aos 80 anos. A organização estima que cerca de 40% da população mundial (3,1 bilhões de pessoas) sofra com dor de cabeça regularmente. Por isso, quando os episódios se tornam frequentes ou prolongados é fundamental redobrar a atenção. </p>
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<p>A enxaqueca, especificamente, é considerada a segunda maior causa de incapacidade no mundo e afeta aproximadamente 15% da população global, sendo que mulheres são significativamente mais afetadas devido a fatores hormonais. No Brasil, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem de enxaqueca crônica.</p>
<p>“Pode se tratar de enxaqueca crônica, caracterizada por crises que ocorrem 15 dias ou mais por mês, frequentemente acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz e ao som. A dor de cabeça é um sintoma comum no dia a dia, mas quando deixa de ser episódica e passa a ser constante, precisa ser investigada”, explica o neurocirurgião Orlando Maia.</p>
<p>Ele ressalta que a maioria das cefaleias tem origem benigna, como nos casos de tensão. Ainda assim, existe uma linha clara entre o que é habitual e o que exige investigação. Segundo ele, dores de cabeça constantes podem ser um quadro primário, mas podem estar relacionadas a outras condições.</p>
<p>“Podem ser condições neurológicas, infecções ou alterações estruturais que demandam avaliação especializada. Essa diferença nem sempre é percebida. Em muitos casos, a dor persistente é tratada apenas com analgésicos, ignorada ou incorporada à rotina, o que pode atrasar diagnósticos importantes”, alerta.</p>
<h2>Alerta</h2>
<p>Os sinais de alerta são dores frequentes e até diárias, mudança no padrão habitual da dor, início súbito e muito intenso, intensidade fora do comum, associação com alterações visuais, na fala ou na força, episódios acompanhados de confusão mental, perda de consciência ou desequilíbrio.</p>
<p>“Esses sinais não devem ser normalizados, pois indicam a necessidade de investigação. A maioria das dores de cabeça não está relacionada ao AVC, por exemplo, mas o problema surge quando o sintoma foge do padrão habitual”, afirma o neurologista.</p>
<p>De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), alguns hábitos e comportamentos podem contribuir para o desenvolvimento das dores de cabeça: má alimentação, jejum prolongado, excesso de gordura e álcool e, atualmente, principalmente o estresse.</p>
<p>“A enxaqueca tem uma relação muito grande com o estilo de vida, com o sedentarismo, tabagismo, obesidade, alimentação inadequada, transtornos do humor (depressão e ansiedade) e alterações orofaciais, que são as disfunções temporomandibulares. Por isso, geralmente o tratamento dos pacientes é realizado de maneira multidisciplinar, ou seja, com a atuação não apenas do neurologista, mas também do odontólogo, nutricionista, psicólogo, enfermeira e fisioterapeuta”, explica a SBC.</p>
<h2>Automedicação</h2>
<p>A entidade aponta como um dos principais erros para tratar essas dores, a automedicação, já que no Brasil o acesso a analgésicos e anti-inflamatórios é muito fácil, permitindo que a população se automedique. </p>
<p>“Quando a frequência da cefaleia é baixa, dois ou menos episódios por mês, isto não acarreta maiores problemas. Porém, quando as dores de cabeça aparecem em uma frequência superior, o paciente possui indicação de tratamento preventivo e a automedicação pode até piorar tanto a frequência quanto a intensidade dos seus sintomas”, diz a SBC.</p>
<p>A SBC informa ainda que cerca de 90% de quem sofre com a cefaleia tem algum prejuízo no trabalho, estudos, atividade de lazer e vida sexual.</p>
<p>“Por isso entre as diversas formas de tratamento existentes como medicamentos, fitoterápicos, neuroestimuladores periféricos, bloqueios anestésicos, acupuntura, toxina botulínica, entre outros, é preciso estudar cada caso para personalizar o tratamento, fazendo um planejamento terapêutico a cada consulta”.</p>
<h2>Maio bordô</h2>
<p>O Maio Bordô foi instituído pela Sociedade Brasileira de Cefaleia como o mês de conscientização sobre o assunto e esta terça-feira (19) marca o Dia Nacional de Combate à Cefaleia.</p>
<p>Com a campanha <em>3 é Demais</em>, a entidade reforça que quem sofre três episódios mensais de dor de cabeça, por três meses seguidos, deve buscar ajuda profissional. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/quem-tem-episodios-frequentes-de-dor-de-cabeca-deve-procurar-o-medico" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Vírus sincicial também traz risco para idosos, alertam especialistas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/virus-sincicial-tambem-traz-risco-para-idosos-alertam-especialistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 22:17:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O aumento dos casos de influenza A tem causado preocupação, mas esse não é o único agente infecioso que ameaça a saúde dos brasileiros. No primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 18% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com identificação viral confirmada foram causados pelo vírus sincicial respiratório [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento dos casos de influenza A tem causado preocupação, mas esse não é o único agente infecioso que ameaça a saúde dos brasileiros. No primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 18% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com identificação viral confirmada foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), uma infecção ainda pouco conhecida. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Virus-sincicial-tambem-traz-risco-para-idosos-alertam-especialistas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Neste segundo trimestre, a expectativa é de aumento. De fevereiro a março, o VSR correspondeu a 14% dos casos de síndrome com vírus confirmados, de acordo com o Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). </p>
<p>De março a abril, essa proporção subiu para 19,9%. Em 2025, por 23 semanas consecutivas, de março a agosto, o VSR foi o vírus mais prevalente. </p>
<p>Já dados de laboratórios privados sobre pacientes com quadros leves e graves, mostram que, na semana encerrada em 4 de abril deste ano, 38% dos testes positivos para algum vírus acusaram o VSR. Essa proporção é 12 pontos maior do que a verificada na primeira semana de março, de acordo com informações reunidas pelo Intituto Todos pela Saúde.</p>
<h2>Dados subestimados</h2>
<p>Para a pneumologista e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Rosemeri Maurici, esses números são apenas &#8220;a ponta do iceberg&#8221; e o risco do VSR é subestimado, especialmente em adultos e idosos. </p>
<p>Ela explica que a testagem contra o VSR só começou a ser feita em maior escala, no Brasil, a partir da pandemia de covid-19, por isso, o impacto real da doença ainda não é totalmente conhecido. </p>
<p>&#8220;Muitos hospitais internam pacientes com síndrome respiratória aguda agrave, e eles até morrem, sem saber qual o agente que causou, porque não testaram ou testaram fora do prazo que é identificável.&#8221;</p>
<p>Dos cerca de 27,6 mil casos de SRAG registrados no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, em apenas um terço, ou seja, em 9.079, o vírus causador foi identificado. E quase 17% não foram sequer testados. </p>
<p>Além disso, como o VSR é o principal causador da bronquiolite, uma inflamação nos pulmões que acomete principalmente os bebês, muitas pessoas acham que o vírus não atinge adultos. </p>
<p>De fato, dos 1.651 casos graves de infecção por VSR registrados de janeiro a março, 1.342 foram em menores de dois anos. Entre pessoas com mais de 50 anos, apenas 46 casos foram confirmados. </p>
<p>Mas a médica ressalva que, em pacientes adultos, a carga viral do VSR diminui após 72 horas da infecção, o que dificulta a detecção do vírus. Já as crianças demoram mais para eliminar o invasor, o que propicia janela maior de diagnóstico. Para ela, isso também influencia as estatísticas.</p>
<h2>Comorbidades</h2>
<p>Os dados de mortes, por outro lado, mostram uma relação bem menos desigual: foram 27 no total este ano, sendo 17 em bebês de até 2 anos, e sete entre idosos com 65 anos ou mais. De acordo com a geriatra Maisa Kairalla, o envelhecimento pesa nessa conta, assim com as comorbidades adquiridas ao longo da vida. </p>
<p>&#8220;Só com o avanço da idade, a gente já tem a imunosenescência, que é o declínio do sistema imunológico, ou seja, mais chance de ter doenças infecciosas. Acontece que, no Brasil, também se envelhece com doenças crônicas.” </p>
<p>Segundo a pneumologista, a essa população se soma muitos pacientes que por muito tempo fumaram e ingeriram bebida alcoólica.</p>
<h2>Idosos mais propensos</h2>
<p>Por esse conjunto de fatores, os idosos são mais propensos a desenvolver quadros mais graves de diversas doenças. Mas dados da literatura médica apresentados por Maísa, mostram que o VSR representa um risco especial. </p>
<p>O paciente idoso com VSR tem 2,7 vezes mais chance de desenvolver pneumonia, e duas vezes mais chances de precisar de UTI e intubação e de vir a óbito, na comparação com a influenza. </p>
<p>As duas especialistas participaram na última terça-feira (7), do seminário &#8220;Impacto do VSR na população 50+&#8221;, organizado pela farmacêutica GSK para jornalistas, em São Paulo. O evento também debateu algumas condições de saúde que inspiram ainda mais cuidados entre esse público. </p>
<p>O cardiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Múcio Tavares ressaltou que mais de 60% dos casos graves associados à infecção pelo vírus essencial respiratório ocorrem em pacientes com alguma doença cardiovascular. </p>
<p>&#8220;As doenças virais respiratórias, costumam levar a eventos cardiovasculares e cérebro-vasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e piora da insuficiência cardíaca. Isso tudo acontece porque a infecção viral causa uma inflamação sistêmica no organismo&#8221;, explicou.</p>
<p>O endocrinologista Rodrigo Mendes também alertou para a maior vulnerabilidade dos pacientes com diabetes, pois a maior concentração de glicose no sangue torna o paciente mais suscetível a infecções e agravamentos. </p>
<p>&#8220;Muitas vezes, o paciente está com a doença controlada e o tratamento estável há algum tempo. Aí ele contrai uma infecção, que gera uma resposta inflamatória exacerbada e ele não só precisa ser hospitalizado como também passa a precisar de um tratamento mais complexo&#8221;, acrescenta. </p>
<p>Outro grupo de alto risco é o das pessoas com doenças respiratórias crônicas como asma grave e doença pulmonar obstrutiva (DPOC). De acordo com a professora da UFSC, Rosemeri Maurici, o impacto de uma internação em UTI aumenta em 70% a probabilidade desses pacientes morrerem em até três anos. </p>
<p>&#8220;Além disso, ele começa a sofrer a perda da função pulmonar de forma acelerada. E esses pacientes, uma vez internando, a probabilidade de eles internarem novamente é muito grande.&#8221; </p>
<h2>Vacinação</h2>
<p>O VSR, e especialmente o agravamento da infecção, pode ser prevenido com vacinação, mas os imunizantes contra o vírus para a população adulta, por enquanto, estão disponíveis apenas na rede privada. </p>
<p>Por enquanto, o Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde oferece apenas a vacina para gestantes, com o objetivo de proteger os bebês nos primeiros meses de vida. </p>
<p>A imunização é recomendada por entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), para pessoas de 50 a 69 anos com comorbidades e para todos os idosos a partir dos 70 anos. </p>
<p>A professora da UFSC Rosemeri Maurici, que também é coordenadora da Comissão de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia sugere que as sociedades médicas indiquem os grupos prioritários à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS-Conitec, responsável por recomendar a adoção de novas terapias ao Ministério da Saúde. <br /> </p>
<p><em>*A repórter participou do seminário a convite da GSK</em><br /> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/virus-sincicial-tambem-traz-risco-para-idosos-alertam-especialistas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Especialistas alertam sobre cuidados para um carnaval seguro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Feb 2026 12:33:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cuidados e precauções para manter a saúde sempre em bom estado devem ser tomados diariamente. Mais ainda em época de carnaval, quando a alegria e os ânimos se avolumam, acompanhando os cortejos e blocos pela cidade. A nutricionista Anete Mecenas, coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Estácio, disse à Agência Brasil que a primeira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cuidados e precauções para manter a saúde sempre em bom estado devem ser tomados diariamente. Mais ainda em época de carnaval, quando a alegria e os ânimos se avolumam, acompanhando os cortejos e blocos pela cidade.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Especialistas-alertam-sobre-cuidados-para-um-carnaval-seguro.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A nutricionista Anete Mecenas, coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Estácio, disse à Agência Brasil que a primeira coisa a lembrar é que o folião vai estar na rua em longos períodos de calor. Por isso, a hidratação é prioridade, para reduzir a perda de líquidos. A indicação é beber, no mínimo, dois litros de água por dia.</p>
<p>“O foco é aumentar a ingestão de água, água de coco, bebidas isotônicas, que vão prevenir mal-estar associado à desidratação. Outro ponto importante é não pular as refeições, ou seja, não ficar muitas horas sem comer. Porque isso pode contribuir para a queda de glicemia, para tontura. Fazer sempre refeições leves e regulares.”</p>
<p>Ela citou, por exemplo, iogurtes, frutas, sanduíches naturais, castanhas, barras de cereais orgânicas com menos conservantes e corantes. “Tentar ir alternando isso e não ficar muitas horas sem comer, porque isso vai gerar a possibilidade de tontura e hipoglicemia”. O folião deve preferir sempre alimentos de fácil digestão, porque são refeições mais simples, e evitar maioneses, pelo risco de má conservação e de contaminação.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Especialistas-alertam-sobre-cuidados-para-um-carnaval-seguro.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 04/02/2026 – Nutricionista Anete Mecenas . Especialistas alertam sobre cuidados para um carnaval seguro.&#13;&#10;Foto: Anete Mecenas/Arquivo pessoal" title="Anete Mecenas/Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Nutricionista Anete Mecenas indica ingerir muita água. Foto: Anete Mecenas/Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>As pessoas devem ficar atentas também a alimentos de procedência duvidosa, conservados em temperatura inadequada. Sanduíches naturais conservados no isopor por longos períodos, churrasquinhos vendidos na rua com carnes armazenadas em temperatura ambiente vão aumentar o risco de contaminação e infecção intestinal, ou gastroenterite, que é uma infecção bacteriana.</p>
<p>O mesmo cuidado deve ser tomado em relação a alimentos ultraprocessados, que são ricos em gordura, sódio e açúcar. “São refeições que podem até ter uma absorção mais rápida, mas não vão ter uma nutrição adequada. O indivíduo está desidratando, ingerindo uma quantidade de álcool e consumindo uma quantidade maior de açúcar e de gordura. A tendência é ficar com uma digestão mais lenta, fazer hiperglicemia com hipoglicemia e, consequentemente, o excesso de corantes e conservantes vai gerar distúrbio gastrointestinal, desconforto,. E sem nutrição”.</p>
<p>Daí a recomendação ser a de dar preferência a alimentos minimamente processados (frutas, verduras e legumes). Sempre que possível, fazer uma refeição mais completa.</p>
<p>“É melhor ir ao restaurante mais próximo e comer arroz, feijão, legume cozido e um frango, do que ingerir, por exemplo, um pacote de Trakinas ou uma lasanha pronta. São refeições mais leves, nutritivas e, consequentemente, vão contribuir para um equilíbrio maior”, indicou a nutricionista.</p>
<p>Em relação à ingestão de álcool, Anete Mecenas recomendou intercalar com ingestão de água, para afastar risco de desidratação, e evitar beber álcool em jejum, porque isso vai gerar mais desconforto. Sobre o período pós-folia, quando a pessoa procura recuperar o corpo, é o momento de buscar uma alimentação mais rica em proteína (frango, peixe), verduras, legumes e frutas para aumentar a ingestão de proteínas, vitaminas, minerais que podem atuar na reparação tecidual, na melhora do equilíbrio e na recuperação mesmo da saúde do indivíduo, concluiu.</p>
<h2>Controle de danos</h2>
<p>O cirurgião gastroenterologista Rodrigo Barbosa, do corpo clínico do hospital Sírio Libanês, endossou que a hidratação funciona como um controle de danos, como é chamado na medicina, em especial no carnaval, que é uma época do ano que impõe algumas combinações de fatores de risco bem conhecidos, como privação de sono, exposição a um calor intenso, muito sol, álcool, alimentação irregular, principalmente para quem está pulando nos blocos de rua, exposto a alimentos contaminados “muito comuns nas barraquinhas aqui no nosso Brasilzão”, afirmou à Agência Brasil.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1771072420_470_Especialistas-alertam-sobre-cuidados-para-um-carnaval-seguro.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 04/02/2026 –  Dr. Rodrigo Barbosa. Especialistas alertam sobre cuidados para um carnaval seguro.&#13;&#10;Foto: Rodrigo Barbosa/Arquivo pessoal" title="Rodrigo Barbosa/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Rodrigo Barbosa alerta sobre cuidados que os foliões devem seguir. Foto: Rodrigo Barbosa/Arquivo pessoal</p>
<p>“Isso é um resultado que aparece nos prontos-socorros todos os anos. Diarreia, vômito, desidratação, refluxo intenso, crises fortíssimas de gastrite, muitas vezes hepatites alcoólicas, que são também coisas que acontecem bastante nessa época”. </p>
<p>Rodrigo Barbosa afirmou, porém, que algumas dessas coisas são evitáveis e pode-se tentar preveni-las ao máximo.</p>
<p>O mais importante, segundo o cirurgião, é a hidratação. Porque a perda hídrica pelo suor, por causa do álcool, pelos longos períodos em pé, reduz o fluxo sanguíneo gastrointestinal, favorece constipação, dor abdominal, queda da imunidade.</p>
<p>“Então, beber bastante água ao longo do dia é fundamental e existe sempre um valor mínimo, que é 35 ml de água por quilo de peso. Esse deve ser o mínimo do mínimo que uma pessoa deve beber, principalmente quando está exposto a algum risco de desidratação”, indicou.</p>
<p>O médico confirmou a dica da nutricionista sobre a importância disso ser feito intercalando a ingestão de água com álcool. “Você está tomando uma cerveja, está tomando um drinque ali na praia, deve intercalar com água, porque isso vai manter ali a viabilidade da hidratação das células”. Outra coisa muito boa de se fazer para hidratação é ingerir uma bebida isotônica, porque vai garantir que a pessoa não tenha um distúrbio eletrolítico, principalmente se está com fezes mais soltas, ou uma diarreia.</p>
<p>Para o cirurgião, não há dúvida de que o álcool seja o elemento que mais irrita a mucosa gástrica, aumenta o risco de gastrite e refluxo, altera a motilidade do intestino, facilita a permeabilidade do intestino para infecções transitórias. No item álcool, chamou a atenção para bebidas vendidas nos blocos, cuja procedência é ignorada muitas vezes.</p>
<p>“Porque essas bebidas não são distribuídas por vendedores legais. Você não sabe a procedência delas. Então, ter atenção com o que você está tomando, onde você está tomando, é muito importante, até porque as intoxicações por metanol podem ter consequências muito graves”, lembrou o médico.</p>
<p>Ele disse também que o folião deve procurar dormir bem “porque muitas vezes fica querendo ir para todas as festas possíveis e imagináveis e acaba bebendo demais sem dormir bem. E a perda do sono também aumenta a permeabilidade intestinal e pode causar alguns problemas”.</p>
<p>Barbosa destacou que tem que ter muito cuidado com a ingestão de remédios, principalmente com anti-inflamatórios e antiácidos em excesso. “Porque os anti-inflamatórios podem causar úlceras, piorar a gastrite, causar sangramentos digestivos, e os antiácidos, muitas vezes, mascaram esses sintomas e você acaba piorando do quadro”. Ele ressaltou ainda a necessidade de atenção para a procura de um pronto-socorro e não tentar normalizar o que está sentindo, como se fosse coisa típica do carnaval.</p>
<p>“Se a diarreia está persistindo por mais de 48 horas, estiver com vômitos, febre, sangue nas fezes ou dor abdominal que está progredindo, pronto-socorro na hora, para poder cuidar, muitas vezes tomar uma hidratação na veia, tomar um antibiótico, e controlar melhor os sintomas para que não venha a piorar”, apontou.</p>
<h2>Complicações cardiovasculares</h2>
<p>O cardiologista Leandro da Silva Elias, médico emergencista e professor do Instituto de Educação Médica (Idomed), ressaltou que o calor excessivo, próprio do período do carnaval, pode sobrecarregar o coração e o sistema circulatório, ampliando o risco de complicações cardiovasculares.</p>
<p>Daí, o corpo precisa trabalhar mais para dissipar o calor e manter a temperatura estável. Os principais efeitos das temperaturas elevadas são aumento da frequência cardíaca, queda da pressão arterial, desidratação e desequilíbrio de eletrólitos, maior esforço cardíaco e aumento do risco de coágulos e acidente vascular cerebral (AVC).</p>
<p>O grupo de maior risco é integrado pelas crianças, bebês, idosos e pessoas que têm comorbidades, como obesos, diabéticos, cardiopatas, doentes renais crônicos. “Essas pessoas precisam ter um cuidado maior”.</p>
<p>Um dos perigos principais que se deve ter bastante atenção é a desidratação, sustentou Elias. “O nosso sistema cardiovascular sofre muito com essa perda de líquidos. Isso causa uma repercussão muito grande. Associada ao álcool, propicia até uma piora ainda mais importante dessa desidratação e pode desencadear problemas como arritmias, desmaios, tonturas, problemas que têm possibilidade de levar o folião ao hospital”.</p>
<p>Suor excessivo pode ser um sinal de alerta. Do mesmo modo, tonteiras, falta de ar, cansaço fora do comum. “Alguns pacientes desmaiam sem mesmo ter antecedentes de hipotensão”. Por isso, o cardiologista reafirmou que ao sentir dor de cabeça, sensação de desmaio ou de tonteira, o folião precisa se preocupar com o que está acontecendo e aumentar a quantidade de líquido para se hidratar.</p>
<p>O médico destacou que a pessoa, em um quadro de temperatura excessiva e sol, pode sofrer insolação, também chamada de golpe de calor. É uma condição grave, causada pela exposição excessiva ao calor e à radiação solar, quando o corpo não consegue mais regular sua temperatura. Isso faz com que a temperatura corporal ultrapasse 40°C, podendo levar a danos cerebrais, falência de órgãos e até morte, se não tratada rapidamente.</p>
<p>O médico alertou ainda para o uso de drogas no carnaval.</p>
<p>“A gente sabe que embora seja prejudicial, muitos foliões tomam muita droga nesse período de festas. Isso também afeta bastante o coração e pode aumentar palpitações. Quando associada com à falta de líquido, pode acelerar o quadro. A gente sabe que o uso de drogas nos carnavais acontece, e isso traz um prejuízo muito grande para a saúde do folião. É preciso ter muito cuidado”, recomendou o médico. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/especialistas-alertam-sobre-cuidados-para-carnaval-seguro" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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