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	<title>alimentar Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>alimentar Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Festa da Floresta celebra cultura alimentar amazônica em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cotidiano/festa-da-floresta-celebra-cultura-alimentar-amazonica-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 20:30:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O banquete agroecológico coletivo, a celebração da batata ariá — alimento ancestral amazônico raro — e a degustação de receitas exclusivas feitas com ingredientes da floresta serão os grandes atrativos da Festa da Floresta 2026 – Justiça Climática e Cultura Alimentar. O evento acontece nos dias 30 e 31 de maio, na Escola na Floresta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O banquete agroecológico coletivo, a celebração da batata ariá — alimento ancestral amazônico raro — e a degustação de receitas exclusivas feitas com ingredientes da floresta serão os grandes atrativos da Festa da Floresta 2026 – Justiça Climática e Cultura Alimentar. O evento acontece nos dias 30 e 31 de maio, na Escola na Floresta Tera Kuno, em Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A programação reúne gastronomia, saberes tradicionais, música e debates sobre soberania alimentar e preservação ambiental. Além disso, a proposta aposta em uma experiência imersiva na sociobiodiversidade amazônica.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Evento destaca alimentação sustentável e ingredientes da floresta</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Com inscrições já abertas, a Festa da Floresta utiliza a cultura alimentar como ferramenta de enfrentamento às mudanças climáticas e de fortalecimento das comunidades amazônicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O público poderá experimentar pratos preparados coletivamente com produtos agroecológicos locais e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC). Além disso, o evento oferecerá bebidas artesanais, kombucha, vinhos e refrigerantes naturais produzidos a partir de ingredientes regionais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Festa da Floresta nasceu em 2021, a partir de um pequeno encontro comunitário voltado à colheita de milho agroflorestal e da batata ariá, tubérculo tradicional da Amazônia que hoje enfrenta risco de desaparecimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Desde então, o evento se consolidou como um importante espaço de mobilização em defesa da floresta, da alimentação saudável e dos conhecimentos ancestrais dos povos da região.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Programação reúne especialistas e atrações musicais</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os destaques da programação está a palestra sobre PANC e cultura alimentar do pesquisador Valdely Kinupp, referência nacional no tema. A atividade contará ainda com representantes do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).</p>
<p class="wp-block-paragraph">A programação cultural também promete transformar a floresta em palco para artistas que celebram a memória e a oralidade amazônica.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Estão confirmadas apresentações de Maje Beth, Acácia Mié e Dimas Mendonça. Além disso, o público acompanhará shows de Jiquitaia Coco de Roda, Leandro Ribeiro e Arraial de Manaós.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Estudantes participam de ação de bioconstrução</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Como parte das ações formativas deste ano, estudantes de Biologia e Pedagogia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) participaram de uma imersão prática voltada à educação ambiental e à bioconstrução.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante a atividade, o grupo construiu um fogão à lenha ecológico na Escola na Floresta. O espaço será utilizado durante o evento e reforça a integração entre tecnologias sociais e modos de vida sustentáveis da Amazônia.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Evento fortalece agroecologia e cultura amazônica</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Com curadoria e produção de Nora Hauswirth e Alexandre Vitor, a Festa da Floresta é realizada pelo Instituto de Pesquisa e Divulgação Agroecológicas Tera Kuno, por meio do programa Arte &amp; Escola na Floresta.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento Cultural Multilinguagens (Nº 09/2025) do Fundo Estadual de Cultura. Além disso, recebe apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e do Ministério da Cultura, através da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="987" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779827458_222_Festa-da-Floresta-celebra-cultura-alimentar-amazonica-em-Manaus.jpeg?resize=740%2C987&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-469126"  /></p>
<h2 class="wp-block-heading">Instituto Tera Kuno atua com agroecologia e educação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Tera Kuno atua na intersecção entre agroecologia, arte, educação e cultura alimentar. Atualmente, a instituição desenvolve sistemas agroflorestais e pesquisas na APA Adolpho Ducke.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais frentes de atuação estão o Centro de Treinamento Agroflorestal (CTA), o programa Arte &amp; Escola na Floresta e a distribuição de alimentos orgânicos por meio da Cesta Ajuri.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Serviço</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Evento: Festa da Floresta 2026 – Justiça Climática e Cultura Alimentar<br />Data: 30 e 31 de maio de 2026<br />Entrada: Gratuita<br />Local: Escola na Floresta Tera Kuno – Área de Proteção Ambiental (APA) Adolpho Ducke, zona rural de Manaus, às margens do Rio Puraquequara<br />Logística: Haverá ponto de encontro em Manaus para deslocamento dos participantes<br />Inscrições: terakuno.org/festa2026<br />Redes sociais: Instagram @arteescolanafloresta</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
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		<item>
		<title>Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 22:11:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo do Instituto Desiderata revela que 60,7% das famílias que vivem em favelas brasileiras enfrentam algum grau de insegurança alimentar. Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma contradição crescente: a presença simultânea da fome e do excesso de peso entre crianças, fenômeno conhecido como dupla carga da má nutrição. A pesquisa Ambientes alimentares em favelas: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo do Instituto Desiderata revela que 60,7% das famílias que vivem em favelas brasileiras enfrentam algum grau de insegurança alimentar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776118311_45_Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma contradição crescente: a presença simultânea da fome e do excesso de peso entre crianças, fenômeno conhecido como dupla carga da má nutrição.</p>
<p>A pesquisa <em>Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras</em> ouviu 900 domicílios em três territórios: Complexo da Maré e Caramujo, no Rio de Janeiro, e Coque, em Pernambuco. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 34,7% apresentam excesso de peso sendo mais de 21% com sobrepeso e 12,95% com obesidade.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/04/2026 - A pesquisa “Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”. Foto: Instituto Desiderata/Divulgação" title="Instituto Desiderata/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Pesquisa mostra que insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas- Instituto Desiderata/Divulgação</h6>
</p>
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<h2>Entraves</h2>
<p>Os dados indicam que a alimentação nesses territórios é fortemente condicionada por fatores estruturais. O preço dos alimentos aparece como a principal barreira: cerca de 43% dos entrevistados afirmam que itens in natura, mesmo disponíveis, não são economicamente acessíveis.</p>
<p>Em contrapartida, alimentos ultraprocessados são mais presentes e consumidos com frequência.</p>
<p>Outro entrave relevante é o acesso físico. Segundo o levantamento, 33% dos moradores levam mais de 30 minutos para chegar ao principal local de compra de alimentos, sendo que 58% fazem esse trajeto a pé.</p>
<p>A dependência de comércios locais e supermercados reforça a configuração de territórios classificados por especialistas como “pântanos alimentares”, com abundância de produtos não saudáveis e “desertos alimentares”, com escassez de opções nutritivas.</p>
<p>A gerente da área de obesidade do instituto, Andrea Rangel, destaca que o território tem papel determinante nas escolhas alimentares e que ambientes saudáveis geram escolhas saudáveis.</p>
<p>“O direito à alimentação passa, necessariamente, pela real possibilidade de escolher. É fundamental que a promoção de alimentos frescos e nutritivos nas comunidades seja o centro de políticas públicas consistentes. Só alcançaremos a equidade na saúde alimentar quando o CEP de uma pessoa não for um impeditivo para isso”, afirmou.</p>
<p>A pesquisa também aponta desigualdades no acesso à alimentação escolar. No bairro do Coque, em Pernambuco, 91,67% das crianças estão matriculadas em creches ou escolas públicas, mas apenas 16,33% almoçam na escola.</p>
<p>“Esse foi um dado que nos chamou muita atenção e levantou um sinal de alerta para entender o porquê dessa recusa tão grande em relação à alimentação escolar”, explicou Andrea Rangel. “A gente passou a investigar a qualidade das refeições e possíveis queixas junto ao Conselho de Alimentação Escolar.”</p>
<p>Já no Caramujo, também no estado do Rio, o estudo identificou dificuldades no abastecimento alimentar. “Cerca de 60% dos respondentes levam mais de 30 minutos para chegar aos locais de compra. Esse dado alerta para a fragilidade do acesso físico aos alimentos e reforça a necessidade de ações que garantam disponibilidade e qualidade alimentar nesses territórios”, disse Rangel.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776110200_675_Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/04/2026 - A pesquisa “Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”. Foto: Instituto Desiderata/Divulgação" title="Instituto Desiderata/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Principais dados da pesquisa <em>Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras</em> &#8211; Instituto Desiderata/Divulgação</h6>
</p>
<p>O perfil das famílias entrevistadas reforça a vulnerabilidade social: 89% dos responsáveis pela alimentação são mulheres, majoritariamente negras, e os domicílios têm, em média, quatro pessoas.</p>
<p>Apesar das dificuldades, a escola aparece como um espaço estratégico de proteção alimentar. Entre as crianças pesquisadas, 89,81% estão matriculadas, e mais da metade (53%) faz refeições no ambiente escolar.</p>
<p>A aceitação da merenda também é significativa, com 64,47% relatando boa adesão. No entanto, fatores como operações policiais e interrupções no funcionamento das escolas afetam diretamente o acesso à alimentação, comprometendo uma rede essencial de proteção social.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/estudo-alerta-para-falta-de-acesso-a-alimentacao-saudavel-em-favelas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas-2/">Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 19:56:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo do Instituto Desiderata revela que 60,7% das famílias que vivem em favelas brasileiras enfrentam algum grau de insegurança alimentar. Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma contradição crescente: a presença simultânea da fome e do excesso de peso entre crianças, fenômeno conhecido como dupla carga da má nutrição. A pesquisa Ambientes alimentares em favelas: [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas/">Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo do Instituto Desiderata revela que 60,7% das famílias que vivem em favelas brasileiras enfrentam algum grau de insegurança alimentar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma contradição crescente: a presença simultânea da fome e do excesso de peso entre crianças, fenômeno conhecido como dupla carga da má nutrição.</p>
<p>A pesquisa <em>Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras</em> ouviu 900 domicílios em três territórios: Complexo da Maré e Caramujo, no Rio de Janeiro, e Coque, em Pernambuco. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 34,7% apresentam excesso de peso sendo mais de 21% com sobrepeso e 12,95% com obesidade.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/04/2026 - A pesquisa “Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”. Foto: Instituto Desiderata/Divulgação" title="Instituto Desiderata/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Pesquisa mostra que insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas- Instituto Desiderata/Divulgação</h6>
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<h2>Entraves</h2>
<p>Os dados indicam que a alimentação nesses territórios é fortemente condicionada por fatores estruturais. O preço dos alimentos aparece como a principal barreira: cerca de 43% dos entrevistados afirmam que itens in natura, mesmo disponíveis, não são economicamente acessíveis.</p>
<p>Em contrapartida, alimentos ultraprocessados são mais presentes e consumidos com frequência.</p>
<p>Outro entrave relevante é o acesso físico. Segundo o levantamento, 33% dos moradores levam mais de 30 minutos para chegar ao principal local de compra de alimentos, sendo que 58% fazem esse trajeto a pé.</p>
<p>A dependência de comércios locais e supermercados reforça a configuração de territórios classificados por especialistas como “pântanos alimentares”, com abundância de produtos não saudáveis e “desertos alimentares”, com escassez de opções nutritivas.</p>
<p>A gerente da área de obesidade do instituto, Andrea Rangel, destaca que o território tem papel determinante nas escolhas alimentares e que ambientes saudáveis geram escolhas saudáveis.</p>
<p>“O direito à alimentação passa, necessariamente, pela real possibilidade de escolher. É fundamental que a promoção de alimentos frescos e nutritivos nas comunidades seja o centro de políticas públicas consistentes. Só alcançaremos a equidade na saúde alimentar quando o CEP de uma pessoa não for um impeditivo para isso”, afirmou.</p>
<p>A pesquisa também aponta desigualdades no acesso à alimentação escolar. No bairro do Coque, em Pernambuco, 91,67% das crianças estão matriculadas em creches ou escolas públicas, mas apenas 16,33% almoçam na escola.</p>
<p>“Esse foi um dado que nos chamou muita atenção e levantou um sinal de alerta para entender o porquê dessa recusa tão grande em relação à alimentação escolar”, explicou Andrea Rangel. “A gente passou a investigar a qualidade das refeições e possíveis queixas junto ao Conselho de Alimentação Escolar.”</p>
<p>Já no Caramujo, também no estado do Rio, o estudo identificou dificuldades no abastecimento alimentar. “Cerca de 60% dos respondentes levam mais de 30 minutos para chegar aos locais de compra. Esse dado alerta para a fragilidade do acesso físico aos alimentos e reforça a necessidade de ações que garantam disponibilidade e qualidade alimentar nesses territórios”, disse Rangel.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776110200_675_Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/04/2026 - A pesquisa “Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”. Foto: Instituto Desiderata/Divulgação" title="Instituto Desiderata/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Principais dados da pesquisa <em>Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras</em> &#8211; Instituto Desiderata/Divulgação</h6>
</p>
<p>O perfil das famílias entrevistadas reforça a vulnerabilidade social: 89% dos responsáveis pela alimentação são mulheres, majoritariamente negras, e os domicílios têm, em média, quatro pessoas.</p>
<p>Apesar das dificuldades, a escola aparece como um espaço estratégico de proteção alimentar. Entre as crianças pesquisadas, 89,81% estão matriculadas, e mais da metade (53%) faz refeições no ambiente escolar.</p>
<p>A aceitação da merenda também é significativa, com 64,47% relatando boa adesão. No entanto, fatores como operações policiais e interrupções no funcionamento das escolas afetam diretamente o acesso à alimentação, comprometendo uma rede essencial de proteção social.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/inseguranca-alimentar-atine-mais-de-60-das-familias-em-favelas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas/">Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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