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	<title>análoga Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>análoga Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Mãe e filho são condenados por manter doméstica em situação análoga à escravidão por 30 anos em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cidades/mae-e-filho-sao-condenados-por-manter-domestica-em-situacao-analoga-a-escravidao-por-30-anos-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 00:17:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma mulher e o filho dela, ambos empresários em Manaus, foram condenados pela Justiça do Trabalho por manter uma trabalhadora doméstica em condições análogas à escravidão durante mais de 30 anos. A vítima foi levada de São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas, quando tinha apenas 5 anos, sob a promessa de que teria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Uma mulher e o filho dela, ambos empresários em Manaus, foram condenados pela Justiça do Trabalho por manter uma trabalhadora doméstica em condições análogas à escravidão durante mais de 30 anos. A vítima foi levada de São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas, quando tinha apenas 5 anos, sob a promessa de que teria melhores oportunidades ao morar com a madrinha, que posteriormente se tornou sua patroa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar a Manaus, a criança passou a morar no quarto destinado às empregadas da residência e, ainda na infância, começou a realizar tarefas domésticas. Segundo o processo, ela era submetida a humilhações e chegou a ser chamada de “parasita” pelos empregadores.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A decisão foi proferida em março de 2026 pelo juiz do Trabalho Dhiancarlos Picinin, da 5ª Vara do Trabalho de Manaus, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11). O magistrado reconheceu que a trabalhadora foi submetida a jornadas exaustivas, condições degradantes de moradia, restrição de locomoção e abuso emocional, além de permanecer sem recursos econômicos e sem vínculo empregatício formalizado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os empresários foram condenados a pagar R$ 300 mil, incluindo R$ 50 mil por danos morais e valores referentes a verbas trabalhistas, como aviso prévio, diferenças salariais, saldo de salário, 13º salário, férias, depósitos de FGTS não realizados, multa do artigo 477 da CLT e horas extras com adicionais de 50% e 100%.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Trabalhadora foi levada para Manaus aos 5 anos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Conforme o processo, a trabalhadora já auxiliava nas tarefas domésticas desde a infância, sob vigilância constante. Ela tinha autorização apenas para frequentar a escola e, depois de concluir o ensino médio aos 16 anos, foi impedida de continuar os estudos ou buscar qualificação profissional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A partir daquele momento, passou a se dedicar integralmente às atividades domésticas da residência e aos cuidados pessoais da patroa idosa. A situação teria se mantido entre 1993 e 2024.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A rotina começava por volta das 5h, quando a trabalhadora ajudava a carregar mercadorias para o empresário, filho da patroa. Depois, seguia para as tarefas da casa, como limpeza e cozinha. O expediente se estendia até depois do jantar, com recolhimento por volta das 21h, inclusive aos fins de semana e feriados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pelo trabalho, recebia entre R$ 100 e R$ 200 por mês, valores entregues como “prêmio”, e não como salário. Ela também dividia um pequeno quarto com outras duas empregadas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Casamento e filho agravaram situação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A situação teria ficado ainda mais precária após o casamento da trabalhadora. Ela conheceu o marido na própria residência dos empregadores, onde ele prestava serviços para a família.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o processo, os empresários permitiram o casamento desde que ela continuasse morando na casa. Com isso, o casal passou a dividir o mesmo quarto pequeno ocupado pelas outras duas empregadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Após o nascimento do filho, o bebê também passou a viver no mesmo espaço. A situação teria resultado no confinamento de quatro pessoas e uma criança em um único cômodo, sem privacidade e estrutura considerada incompatível com condições básicas de dignidade.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Defesa nega exploração</h3>
<p class="wp-block-paragraph">A defesa dos empresários apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo os advogados, a trabalhadora teria chegado à residência aos 5 anos não para ser explorada, mas por um gesto de “solidariedade”, com o objetivo de proporcionar melhores condições de vida em Manaus, incluindo acesso à educação, alimentação e moradia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os advogados afirmaram ainda que a madrinha tinha o hábito de acolher pessoas vindas do interior e que a trabalhadora seria uma “hóspede”, e não empregada doméstica.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A defesa também sustentou que ela era considerada parte da família e que sempre teria recebido cuidado, proteção e afeto.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Juiz reconhece escravidão contemporânea</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Após analisar documentos, provas e depoimentos de testemunhas, o juiz Dhiancarlos Picinin concluiu que a trabalhadora foi submetida a uma situação de escravidão contemporânea por vias indiretas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na decisão, o magistrado considerou fatores como a ausência de pagamento regular, os valores inferiores ao salário mínimo recebidos durante décadas, a jornada prolongada, as condições de moradia e mecanismos que teriam limitado a liberdade da trabalhadora.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A residência prolongada, a inserção contínua na rotina doméstica, a moradia compartilhada, as referências a pagamento mensal inferior ao mínimo legal por décadas e o indicativo de controle prático de saídas, examinados em conjunto, elucidam a dinâmica efetiva da relação e o risco de exploração prolongada sob aparência de normalidade.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">O juiz também citou normas internacionais de proteção aos trabalhadores e à dignidade humana, como a Convenção nº 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre trabalho forçado ou obrigatório, e a Convenção nº 182 da OIT, sobre as piores formas de trabalho infantil.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Vínculo empregatício foi reconhecido</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Na sentença, Picinin reconheceu a existência de vínculo de emprego doméstico entre a trabalhadora e os empregadores de outubro de 1993 a dezembro de 2024.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com isso, determinou o pagamento das verbas trabalhistas devidas durante o período, além da indenização por danos morais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O processo tramita sob segredo de Justiça, e a decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.</p>
<p class="wp-block-paragraph">LEIA MAIS:</p>
<p class="wp-block-paragraph">VÍDEO: Homem é preso por manter adolescente em cárcere para pagar dívida com sexo em Manaus</p>
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		<title>Ação resgata 35 em situação análoga à escravidão no interior de SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 21:10:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 35 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma fazenda no município de Gabriel Monteiro, no interior de São Paulo. O resgate ocorreu no último dia 20.  De acordo com auditores-fiscais, os trabalhadores faziam corte de cana-de-açúcar e entre os resgatados havia um adolescente de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 35 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma fazenda no município de Gabriel Monteiro, no interior de São Paulo. O resgate ocorreu no último dia 20. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acao-resgata-35-em-situacao-analoga-a-escravidao-no-interior.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>De acordo com auditores-fiscais, os trabalhadores faziam corte de cana-de-açúcar e entre os resgatados havia um adolescente de 17 anos.</p>
<p>Eles não tinham carteira de trabalho assinada. Conforme a fiscalização, o grupo foi aliciado na Região Nordeste e no interior paulista com a promessa de que teriam contrato de trabalho formal e alojamento adequado. O recrutamento era feito por um empreiteiro contratado pelo dono da fazenda. </p>
<p>No entanto, na fazenda, os trabalhadores faziam o corte manual da cana com uso de facões, tinham de ficar de pé durante toda a jornada e expostos ao sol e à chuva.  A jornada era de segunda-feira a domingo, sem descanso.</p>
<p>A equipe verificou a falta de banheiros e de uma local para a refeições, obrigando os trabalhadores a terem de se alimentar sentadod no chão ou no meio da plantação.</p>
<p>&#8220;Nenhum equipamento de proteção individual era fornecido, como botas, luvas e caneleiras, nem itens de proteção contra a exposição solar, como chapéus e protetor solar. O transporte até a frente de trabalho era realizado em ônibus sem autorização para transporte de trabalhadores e em condições inadequadas de segurança&#8221;, informa o ministério. </p>
<p>O grupo vivia em duas casas alugadas em um município vizinho. No local, foram encontrados colchões velhos e fogões instalados dentro dos quartos. Não havia roupa de cama, cobertores ou armários. </p>
<p>A  inspeção determinou a imediata paralisação das atividades e a dispensa dos trabalhadores por culpa do empregador. Os resgatados foram levados para um hotel e estão retornando para as cidades de origem, com as despesas pagas pelo proprietário da fazenda. Eles terão direitos a receber seguro-desemprego. </p>
<p>O dono da fazenda firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública da União (DPU), que prevê pagamento de R$ 111 mil por danos morais individuais e R$ 150 mil por dano moral coletivo. O proprietário já pagou R$ 415.012,45 de verbas rescisórias. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/acao-resgata-35-em-situacao-analoga-escravidao-no-interior-de-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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