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	<title>aulas Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>STF: maioria é contra lei que permite pais vetarem aulas sobre gênero</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/stf-maioria-e-contra-lei-que-permite-pais-vetarem-aulas-sobre-genero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 14:02:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou por derrubar lei, no Maranhão, que concede aos pais e responsáveis o direito de não permitir a participação dos filhos em aulas sobre diversidade sexual, identidade de gênero e temas correlatos.  Até o momento, votaram nesse sentido seis ministros dos 11 ministros: Gilmar Mendes, Alexandre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou por derrubar lei, no Maranhão, que concede aos pais e responsáveis o direito de não permitir a participação dos filhos em aulas sobre diversidade sexual, identidade de gênero e temas correlatos. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/STF-maioria-e-contra-lei-que-permite-pais-vetarem-aulas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Até o momento, votaram nesse sentido seis ministros dos 11 ministros: Gilmar Mendes, Alexandre de Morares, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O julgamento ocorre em sessão virtual até as 23h59 desta sexta-feira (29). </p>
<p>O resultado fica confirmado se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou destaque (remessa ao plenário físico). </p>
<p>O relator, ministro Gilmar Mendes, disse que o Supremo já derrubou lei do Espírito Santo sobre o mesmo assunto, e que deve manter o entendimento de que cabe somente à União propor leis sobre temas envolvendo gênero, identidade de gênero e orientação sexual nas escolas. </p>
<p>Zanin e Fachin acompanharam Mendes, com a ressalva de que a decisão obrigue as escolas a “assegurar a adequação pedagógica e metodológica dos conteúdos e abordagens relacionados às temáticas de gênero, identidade e orientação sexual às diferentes etapas, níveis de ensino e estágios de desenvolvimento físico, emocional e intelectual dos estudantes”. </p>
<p>Ainda não há maioria formada sobre se a decisão deve ou não trazer essa exigência às escolas. </p>
<p>A ação direita de inconstitucionalidade (ADI) questionando a lei maranhense foi aberta por três entidades: Aliança Nacional LGBTI+, da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas e do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/stf-maioria-e-contra-lei-que-permite-pais-vetarem-aulas-sobre-genero" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Dores menstruais tiram das aulas 4 em cada 10 alunas no país</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dores-menstruais-tiram-das-aulas-4-em-cada-10-alunas-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 12:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam ter cólicas fortes e moderadas que atrapalham sua rotina escolar e exigem uso de medicação. E cerca de quatro em cada dez alunas (37,1%) faltam às aulas mensalmente por dores menstruais. Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Alana em parceria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam ter cólicas fortes e moderadas que atrapalham sua rotina escolar e exigem uso de medicação. E cerca de quatro em cada dez alunas (37,1%) faltam às aulas mensalmente por dores menstruais.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dores-menstruais-tiram-das-aulas-4-em-cada-10-alunas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info e foi divulgada nesta quarta-feira (27), Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado nesta quinta-feira (28). A data tem o objetivo de promover a discussão e combater o estigma e a pobreza menstrual.</p>
<p>O levantamento foi feito em fevereiro deste ano com 2.551 estudantes – sendo 770 estudantes que menstruam –, 303 docentes e 181 gestores escolares, das redes pública e privada de ensino de todas as regiões do país.</p>
<h2>Sintomas menstruais</h2>
<p>A sondagem inédita revela que o principal sintoma menstrual que impede as alunas de irem às aulas é a cólica: mencionado por 57,7% das entrevistadas. As demais manifestações relacionadas à menstruação apontados são:</p>
<ul>
<li>cansaço e dores no corpo, citado por 30,1% das entrevistadas;</li>
<li>dores de cabeça (28%);</li>
<li>dor de barriga, por 20,1%;</li>
<li>vergonha e medo de vazamento, por 19,3%;</li>
<li>falta de banheiro ou produtos de higiene, por 8,2%.</li>
</ul>
<h2>Ausências e atrasos</h2>
<p>Os dados coletados revelam que os sintomas do fluxo menstrual podem levar a, aproximadamente, dois dias de falta por mês.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dores-menstruais-tiram-das-aulas-4-em-cada-10-alunas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 27/05/2026 –  Líder da iniciativa de endometriose, dor pélvica e saúde menstrual do Alana Sofia Reinach. - Dor menstrual afeta rotina escolar de seis em cada 10 alunas; quatro em cada 10 faltam às aulas mensalmente.&#13;&#10;Foto: Alana Sofia Reinach/Arquivo pessoal" title="Alana Sofia Reinach/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Brasília (DF), 27/05/2026 – Líder da iniciativa de endometriose, dor pélvica e saúde menstrual do Alana Sofia Reinach. &#8211; Dor menstrual afeta rotina escolar de seis em cada 10 alunas; quatro em cada 10 faltam às aulas mensalmente. Foto: Alana Sofia Reinach/Arquivo pessoal &#8211; Alana Sofia Reinach/Arquivo pessoal</p>
<p>A líder da iniciativa de Endometriose, Dor Pélvica e Saúde Menstrual do Instituto Alana, Sofia Reinach, explica que o absenteísmo (faltas ou do não cumprimento da carga horária escolar) nos dias de dor pode afetar a aprendizagem, o vínculo com a escola e as oportunidades educacionais ao longo da trajetória, por isso, deve ser tratado com seriedade.</p>
<p>“Quase 40% das meninas no Brasil estão perdendo pelo menos um dia de aula por mês por conta das dores [menstruais]: uma parcela muito grande da população que deve ser cuidada para que isso não signifique defasagem escolar e uma desvantagem crônica na aprendizagem”.</p>
<p>O estudo verificou que parte das ausências, quando associada a sintomas menstruais, ainda é tratada como questões individuais, privadas ou inevitáveis.</p>
<p>O Instituto Alana enfatiza ser preciso reconhecer a dor como problema coletivo e sugere a adoção de protocolos de faltas justificadas e orientação ao corpo docente. A expectativa é que as mudanças possam reduzir o constrangimento das alunas e melhorar o registro destes casos.</p>
<h2>Desigualdade racial na menstruação</h2>
<p>O estudo aponta para disparidade racial. Apesar das meninas negras falarem que sentem menos cólicas fortes, por outro lado, elas faltam mais às aulas.</p>
<p>Neste recorte racial, as alunas negras perdem até 1,5 vez mais dias de aula (dois a cinco dias por mês) que alunas brancas: 14,5% das alunas negras faltam de dois a cinco dias/mês por motivos menstruais. Entre as alunas brancas, o índice de faltas cai para 9,6%.</p>
<p>Quando observada a experiência de dor no período menstrual, também não há uniformidade entre os grupos raciais. As meninas brancas relatam ter mais dor intensa. Entre as entrevistadas brancas, 37,5% descrevem suas cólicas como fortes. Entre as meninas e adolescentes negras, esse índice é menor (25,9%). Ao mesmo tempo, 16% das meninas negras dizem não sentir cólicas menstruais, contra 8,5% das brancas que informam não sentir dor em intensidade alguma.</p>
<p>A porta-voz do Instituto Alana, Sofia Reinach, conclui que, na realidade, o indicador de dores fortes subestima o problema entre as alunas negras. Isto porque as meninas negras normalizam mais suas dores porque são ensinadas culturalmente a acreditar que a dor não deve ser considerada como algo que precisa de tratamento.</p>
<p>“As meninas negras nomeiam menos a sua dor como forte. Aparentemente, elas têm um limiar de dor maior, portanto, reconhecem menos como uma dor incapacitante. Mas, na prática, o impacto da dor as tira de suas atividades e da escola”, concluiu Sofia Reinach.</p>
<p>A especialista defende que os profissionais das áreas da educação e da saúde “desaprendam esse viés antigo de que corpos negros sentem menos dor” ou que são mais resilientes.</p>
<p>“É muito importante que essa percepção mude, porque as meninas negras estão sentindo dor, mas falam menos sobre ela. Os ouvidos dos profissionais têm que estar mais atentos. A escola deve fazer parte de uma rede de cuidado”, frisa Sofia.</p>
<p>Para que a menina negra seja acompanhada adequadamente e os impactos da dor sejam os menores possíveis, a especialista em saúde menstrual e dor pélvica destaca a necessidade de os professores perceberem a dor das alunas, de gestores escolares perguntarem a respeito e das famílias delas que devem ser acionadas.</p>
<h2>Assimetrias regionais</h2>
<p>As regiões Norte e Centro-Oeste sofrem mais com a falta de infraestrutura e produtos. Falta de banheiro e de produtos de higiene menstrual aparecem como motivos de ausências nas aulas especialmente no Norte (18,9%) e Centro-Oeste (30,2%).</p>
<p>O estudo considera que o acesso à infraestrutura adequada é condição básica de permanência escolar.</p>
<p>Em Brasília, a estudante de publicidade e propaganda Ana Clara Maimoni mobilizou os vizinhos e as pessoas conhecidas para arrecadar absorventes.</p>
<p>“Eu sempre achei um absurdo como os postos dão camisinha de graça, mas não dão absorventes e como isso afeta a nossa vida”.</p>
<p>Ana Clara conseguiu arrecadar cerca de 1 mil absorventes, que foram doados a uma escola na qual as alunas não tinham pleno acesso a eles. O estoque foi suficiente para atender às meninas por seis meses.</p>
<p>O Projeto Contra a Pobreza Menstrual contou também com palestra com profissionais de saúde para informar as estudantes, na Vila Planalto, no centro da capital federal. “As meninas adoraram e participaram bastante, fizeram várias perguntas”, disse Ana Clara.</p>
<p>Para a realizadora do projeto, a escola é um espaço estratégico para abordar essa questão, e é justamente da educação que essas meninas acabam sendo privadas quando não têm acesso ao mínimo necessário para a dignidade menstrual.</p>
<p>“Isso só escancara a nossa desigualdade, principalmente, porque os homens não passam por isso, pessoas que não menstruam não passam por isso e as mulheres acabam tendo que lidar sozinhas”, conta Ana Clara Maimoni.</p>
<p>“Muitas vezes, elas não falam sobre porque ainda é considerado um tabu em muitos lugares e essas meninas jovens que não tinham condição e muito pouco conhecimento”, ressalta.</p>
<p>O projeto foi pontual e acabou não tendo continuidade, mesmo assim, no entendimento de Ana Clara, é um passo para uma mudança maior. “É uma conquista, mesmo que pequena, porque eu consegui trabalhar só com uma escola, mas de pouquinho em pouquinho a gente conquista grandes coisas”, acrescentou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779970151_567_Dores-menstruais-tiram-das-aulas-4-em-cada-10-alunas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 – Ana Clara Maimoni, Ação do Projeto Contra a Pobreza Menstrual, no Centro de Ensino Vila Planalto.&#13;&#10;Foto: Projeto Contra a Pobreza Menstrual/Divulgação" title="Projeto Contra a Pobreza Menstrual/Divulgação"/></p>
<p>Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 – Ana Clara Maimoni, Ação do Projeto Contra a Pobreza Menstrual, no Centro de Ensino Vila Planalto. Foto: Projeto Contra a Pobreza Menstrual/Divulgação &#8211; Projeto Contra a Pobreza Menstrual/Divulgação</p>
<h2>Menarca precoce e cólicas</h2>
<p>A pesquisa demonstra que a menarca (primeira menstruação) é cada vez mais precoce no Brasil. Em média, 65,2% das meninas ouvidas menstruaram até os 11 anos e 36,5% até os 10 anos.</p>
<p>A prevalência de menarca precoce também varia por região: as maiores proporções estão no Nordeste (45,5%) e no Sul (43,9%) e a menor no Centro-Oeste (16,1%).</p>
<p>Na média nacional, a proporção de menarca precoce é semelhante entre as populações brancas e negras.</p>
<ul>
<li>Na região Sul, 64% das alunas negras e 32,9% das brancas tiveram menarca precoce.</li>
<li>No Sudeste, esse índice sobe para 61,6% entre as meninas negras e 5,3% das brancas.</li>
<li>No Nordeste, 53,9% das brancas e 35,4% das negras.</li>
</ul>
<p>O estudo ainda associa diretamente a menarca precoce a dores mais intensas. Entre as alunas que menstruaram aos 10 anos, 43% relataram cólicas fortes. O índice cai para 27% entre aquelas que menstruaram aos 11 ou 12 anos. Entre as estudantes que menstruaram aos 13 anos, um quarto diz sentir cólicas fortes. Quando contabilizadas as que tiveram a primeira menstruação aos 14 anos ou mais e sentiram dores, o percentual é 28%.</p>
<p>“Para muitas meninas, menstruar não significa apenas lidar com uma nova fase do corpo, mas também com dores que podem afetar a frequência às aulas, a concentração, a prática de esportes e a convivência com colegas”, informa o estudo do Instituto Alana.</p>
<h2>Educação menstrual</h2>
<p>Muitas estudantes chegam à primeira menstruação sem nenhuma orientação sobre o ciclo e, por este motivo, o Instituto Alana reforça a importância de falar sobre saúde menstrual antes da primeira menstruação.</p>
<p>“Precisamos antecipar os debates sobre saúde menstrual nas escolas para o ensino fundamental 1. Além disso, ter um olhar cuidadoso, ampliar as estratégias de cuidado para essa faixa etária, em especial, para que as meninas com muita dor com menarca precoce tenham um acompanhamento mais próximo”, prioriza Sofia Reinach.</p>
<h2>Trabalhadoras da educação</h2>
<p>As escolas brasileiras sofrem duplamente com as faltas tanto de alunas quanto professoras. No universo pesquisado, 28,3% das gestoras escolares confirmaram ter cólicas fortes e 16,9% das entrevistadas já faltaram ao trabalho por motivos menstruais.</p>
<p>Dentro de sala de aula, 15,8% das professoras descreveram ter cólicas fortes e uma em cada dez professoras (12,1%) faltou ao trabalho ao menos uma vez no último ano por motivos menstruais.</p>
<p>Considerando que 37,1% das alunas faltam mensalmente por menstruação e 64% relataram cólicas moderadas ou fortes, o estudo sugere que percentual mais reduzido entre as profissionais de educação, em relação às estudantes pode refletir, em parte, maior acesso a diagnósticos, acompanhamento e tratamento da dor entre as profissionais e a responsabilidade da vida adulta.</p>
<p>“As professoras faltam menos do que alunas. A cada momento da vida em que a responsabilidade aumenta e que as profissionais veem o seu trabalho ameaçado por conta das dores, as professoras se esforçam mais para conviver com essa dor no seu ambiente profissional”, observa o estudo.</p>
<p>Sofia Reinach defende a adoção de políticas de saúde menstrual no ambiente escolar que incluam estudantes e trabalhadoras, com protocolos adequados para cada perfil. “Precisamos entender que a dor menstrual tira meninas e mulheres do cotidiano escolar e torna isso um fenômeno cumulativo. As escolas estão sofrendo duplamente com essas faltas, tanto de alunas quanto professoras.”</p>
<h2>Desconhecimento dos meninos</h2>
<p>A menstruação ainda é pouco compreendida como uma questão coletiva dentro da escola. Os dados mostram que 36,8% dos estudantes do sexo masculino afirmam não pensar muito sobre o tema – quase duas vezes maior que o registrado entre as meninas, de 19,7%.</p>
<p>A diferença também aparece na percepção sobre os impactos do ciclo menstrual na rotina: cerca de um quarto dos meninos e adolescentes (23,7%) acredita que a menstruação pode atrapalhar a escola ou a prática esportiva, enquanto 41,2% das alunas reconhecem esse efeito negativo.</p>
<p>A liderança do Alana diz que é preciso envolver os meninos nos debates sobre a temática.</p>
<p>“É fundamental que o assunto menstruação deixe de ser um tabu. E para isso, a gente precisa trazer os meninos para as conversas cotidianas. Não tem mais como menstruação ser um assunto apenas de meninas e mulheres na sua intimidade”, constata Sofia.</p>
<p>A ideia é que os meninos e rapazes deixem de ser espectadores passivos ou agentes de constrangimento e passem a fazer parte de uma rede de apoio às meninas e jovens.</p>
<h2>Impactos da naturalização da dor</h2>
<p>Tratar a dor menstrual como algo normal na adolescência pode gerar impactos que vão além da trajetória escolar das meninas.</p>
<p>A invisibilidade das cólicas e dores que começa com faltas, afastamento de atividades físicas, perda de concentração e, consequentemente, da diminuição do rendimento escolar pode prejudicar a saúde, a renda e a qualidade de vida das mulheres.</p>
<p>A publicação relata que mulheres que aprenderam a conviver com dores intensas tendem a seguir trabalhando apesar dos sintomas menstruais.</p>
<h2>Atraso de diagnósticos</h2>
<p>A naturalização da dor também pode atrasar o diagnóstico de condições mais graves. “A normalização da dor faz com que uma menina aprenda que cólica é normal. Ela para de reclamar e, no entorno, os adultos param de investigar se essa dor poderia ter um tratamento ou não”, relata Sofia.</p>
<p>O estudo destaca que as dores incapacitantes tratadas como “normais”, que começam ainda na adolescência e podem piorar com o tempo, somente serão investigadas na vida adulta, quando já podem ter evoluído para uma doença ginecológica ou outra condição que afeta diferentes dimensões da vida de uma mulher.</p>
<p>O estudo exemplifica as ocorrências de endometriose, doença inflamatória causada pela presença de tecido do endométrio em outras regiões do corpo. A endometriose – geralmente com início silencioso na adolescência – afeta uma em cada dez mulheres e pode levar até 12 anos para ser diagnosticada.</p>
<p>Por fim, com base na análise dos dados apurados, o Instituto Alana reafirma que investir em saúde menstrual nas escolas é essencial, tanto para garantir o direito à aprendizagem quanto para reduzir desigualdades que começam no corpo e se acumulam na trajetória escolar.</p>
<p>“Incluir saúde menstrual nos protocolos, no currículo e na infraestrutura, priorizando as estudantes mais afetadas, é uma oportunidade de promover equidade e favorecer uma escola que reconhece a realidade de todas as crianças e adolescentes”, destaca a instituição.</p>
<p><em>*Colaborou Alice Rodrigues, estagiária da Agência Brasil no Rio de Janeiro</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/dores-menstruais-tiram-das-aulas-4-em-cada-10-alunas-no-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Luta antimanicomial: UFJF e UFMG se desculpam por cadáveres em aulas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/luta-antimanicomial-ufjf-e-ufmg-se-desculpam-por-cadaveres-em-aulas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 21:57:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Luta-antimanicomial-UFJF-e-UFMG-se-desculpam-por-cadaveres-em.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A UFJF inicia a mensagem assumindo sua conivência &#8220;em dos momentos mais sensíveis da história da saúde pública do país&#8221;. O texto destaca que a segregação social feita em nome de uma suposta segurança coletiva resultou não apenas no isolamento dessas pessoas, mas em vários tipos de violências. Todo aquele que não se enquadrasse no padrão era submetido &#8220;a condições mínimas de sobrevivência e a práticas punitivas&#8221;.</p>
<p>&#8220;A partir desse contexto, a chamada &#8216;loucura&#8217; passou a ser associada à ideia de incapacidade e periculosidade, vinculada a uma identidade social deteriorada e desumanizada. Esse processo contribuiu para a consolidação de estigmas e práticas discriminatórias&#8221;, diz a nota, enumerando como alguns dos quesitos para hierarquizar as pessoas, no período, gênero, classe social, orientação sexual e raça.</p>
<p>Conforme lembra a instituição, o desprezo por essas pessoas tomou conta do país todo e faz parte da história brasileira, &#8220;de modo incontornável&#8221;. A universidade menciona, ainda, o Hospital Colônia de Barbacena (foto), por sua marcante contribuição nesse cenário de marginalização e invisibilização dos pacientes.</p>
<p>&#8220;Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no local ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, conforme relatado no livro <em>Holocausto Brasileiro</em>, da jornalista Daniela Arbex. A obra também registra que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde, para uso em aulas de anatomia&#8221;, pontua.</p>
<p>Desse total de corpos, o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, indicam os registros, recebeu, entre os anos de 1962 e 1971, 169 deles, para serem estudados em aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a instituição comprometeu-se a lançar e manter iniciativas como ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental e buscar apoio para a criação de um memorial. Também planeja organizar pesquisas documentais sobre conexões entre a instituição e o Hospital de Barbacena.</p>
<p>&#8220;Desde 2010, o Departamento de Anatomia do ICB iniciou a implementação do Programa de Doação Voluntária de Corpos – Sempre Vivo. Desde então, todos os corpos recebidos pela instituição são provenientes exclusivamente de doações voluntárias, além de ações de conscientização e sensibilização à sociedade e a todos alunos ingressantes dos cursos da saúde sobre a importância da doação voluntária de corpos em conformidade com as normas vigentes e com o respeito à dignidade humana previsto em lei&#8221;, ressalta o comunicado.</p>
<p>Com teor parecido, a UFMG, também pelos vínculos sombrios com o Hospital Colônia de Barbacena, formalizou pedido de desculpas. A universidade disse que o reconhecimento público de sua responsabilidade pelas atrocidades cometidas é acompanhado de ações de memória em conjunto com grupos da luta antimanicomial, restauração do livro histórico de registro de cadáveres e inclusão do tema em disciplinas de anatomia da Faculdade de Medicina.</p>
<p>&#8220;Ao falecerem, muitas dessas pessoas foram enterradas como indigentes ou tiveram seus corpos destinados a uma das 17 instituições de ensino médico para viabilizar aulas de anatomia&#8221;, assinala no informe.</p>
<p>&#8220;Desde 1999, a UFMG conta com um programa de doação de corpos para estudo de anatomia, que funciona de forma voluntária e consentida e é uma prática legal e ética, alinhada a padrões internacionais.&#8221;</p>
<h2>Loucura e cultura</h2>
<p>Há hoje uma imensidade de obras sobre o tema. Uma das mais famosas é o conto <em>O Alienista</em>, do escritor Machado de Assis, um dos principais autores negros do Brasil. No <em>site</em> do Museu Imagens do Inconsciente, localizado no Rio de Janeiro, é possível conhecer mais sobre o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, que revolucionou os tratamentos para transtornos mentais ao aliar cuidados humanizados e arte.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/luta-antimanicomial-ufjf-e-ufmg-se-desculpam-por-cadaveres-em-aulas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Alunos do Pedro II pedem aulas para enfrentar a violência de gênero</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 23:52:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O estupro coletivo sofrido por uma aluna do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, reflete a necessidade de retomar uma educação clara sobre a violência cometida em função do gênero das vítimas e sobre educação sexual. A avaliação é dos estudantes que protestaram nesta terça-feira (10), em frente à reitoria da escola, na zona [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O estupro coletivo sofrido por uma aluna do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, reflete a necessidade de retomar uma educação clara sobre a violência cometida em função do gênero das vítimas e sobre educação sexual. A avaliação é dos estudantes que protestaram nesta terça-feira (10), em frente à reitoria da escola, na zona norte da cidade, cobrando medidas em defesa da vida das mulheres.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-do-Pedro-II-pedem-aulas-para-enfrentar-a-violencia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Além do crime sexual que veio a público nas últimas semanas, a Polícia Civil investiga mais dois casos de estudantes do Pedro II atacadas por integrantes do mesmo grupo envolvido no estupro coletivo, entre eles, um adolescente. Ele é apontado como mentor das &#8220;emboscadas&#8221;.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Alunos-do-Pedro-II-pedem-aulas-para-enfrentar-a-violencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – A estudante do Colégio Pedro II Ana Belarmino fala em protesto contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Estudante Ana Belarmino defende aulas sobre educação sexual na escola. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Durante o ato organizado por seis grêmios estudantis, a porta-voz dos jovens, a estudante Ana Belarmino, chamou a atenção para uma declaração de uma das vítimas, em um primeiro momento, de dúvida, sobre a violência cometida contra si. Para Ana, esse é um sinal da necessidade de retomar as aulas sobre violência de gênero e a educação sexual nos bancos escolares.</p>
<p>&#8220;Se existisse, de fato, esse conhecimento, a gente não teria uma aluna sem saber se tinha sido abusada ou não&#8221;, avaliou a estudante, representante dos alunos do Pedro II.</p>
<p>Ana defendeu que os tópicos voltem urgentemente às salas de aula. &#8220;Precisamos ter alunas e alunos conhecendo os seus corpos e os tipos de violência sexual&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para a estudante, o colégio, pressionado por setores da sociedade, silenciou esse debate. Ela citou, por exemplo, pressões de movimentos como o &#8220;escola sem partido&#8221;, que atacou o pensamento laico e crítico no Pedro II.</p>
<p>E lembrou que, em 2019, a escola chegou a ser invadida por parlamentares ligados ao atual partido União Brasil, buscando material didático com conotação política. Os legisladores não encontraram nenhum material criminoso e acabaram retirados do campus pela Polícia Federal.</p>
<p>&#8220;A gente sabe que certa educação precisa vir de casa. Mas não podemos ter movimentos reacionários que forçam um silenciamento do Colégio Pedro II sobre temas que implicam a sobrevivência ou não de mulheres&#8221;, disse a estudante. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773186771_905_Alunos-do-Pedro-II-pedem-aulas-para-enfrentar-a-violencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – O estudante do Colégio Pedro II Gabriel Pinho Leite Monteiro fala em protesto contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Gabriel Pinho Leite Monteiro pediu medidas de combate ao assédio moral e sexual. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A necessidade de retomada de aulas e atividades sobre esses tópicos também foi uma reivindicação do estudante Gabriel Pinho Leite Monteiro. Presidente do grêmio do campus Humaitá, onde estudavam as vítimas e os criminosos, ele reforçou que adotar medidas de combate ao assédio moral e sexual &#8220;não tem nada a ver com doutrinação política&#8221;, disse. O jovem defendeu uma outra educação. </p>
<p>&#8220;Precisamos que o espaço educacional seja direcionado a formar novos indivíduos, principalmente novos homens, que não violentem mais as mulheres. E isso só vai ser possível a partir de movimentos como este aqui, que cobrem essas medidas&#8221;, avaliou Gabriel, sobre o ato do Pedro II.</p>
<p>No Brasil, um conjunto de leis prevê que temas como gênero e educação sexual e reprodutiva sejam trabalhados com os jovens, como o Programa Saúde na Escola, do Ministério da Educação e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), um guia para os currículos escolares de todo o país. No entanto, alguns setores da sociedade alegam que abordar esses temas em sala estimula a atividade sexual precoce, mesmo estudiosos afirmando o contrário.</p>
<h2>Política contra o assédio </h2>
<p>Na manifestação desta tarde, os estudantes do Pedro II também cobraram o colégio por não ter colocado em prática uma política contra o assédio, aprovada em 2025. Somente nesta segunda-feira (9), a reitoria criou, por norma interna, uma comissão para lidar com casos de assédios moral e sexual, além de importunação sexual, discriminações e racismo intramuros.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773186771_397_Alunos-do-Pedro-II-pedem-aulas-para-enfrentar-a-violencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – A professora Priscila Bastos fala em protesto de estudantes do Colégio Pedro II contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Professora Priscila Bastos (C) disse que a escola não está preparada para lidar com o assédio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A professora Priscila Bastos, que desde 2018 acompanha a pauta, representando o sindicato dos servidores, explicou que a escola não está preparada para lidar com o assédio. Mesmo entre servidores, as denúncias, quando encampadas, eram classificadas como &#8220;falta de urbanidade&#8221; e tratadas caso a caso, podendo uma apuração levar até dois anos.</p>
<p>Segundo ela, a reitoria criou entraves burocráticos institucionais para se esquivar do problema. </p>
<p>&#8220;Fizemos vários acordos, propusemos mediação em relação à proposta do colégio, que era mais restrita, no entanto, a reitoria atrasou e somente ontem (segunda), véspera deste ato, tivemos uma aprovação integral da política que cria a comissão de combate a essas formas de violência&#8221;, explicou.</p>
<p>Para funcionar, ainda é necessário eleger os membros da nova comissão, que só depois vai estabelecer as regras de atendimento às vítimas e apuração de denúncias.</p>
<p>Preocupados, pais fazem análises semelhantes às dos professores e estudantes. O Coletivo Resistência, um grupo formado por responsáveis e ex-alunos, que surgiu em defesa da escola após a invasão por parlamentares, tem apoiado a criação de uma política ampla de combate e prevenção ao assédio no colégio. No entanto, crê que, para avançar, depende de apoio da sociedade, de maneira geral.</p>
<p>&#8220;O que acontece no Pedro II não é um caso isolado&#8221;, denuncia a representante, Maíra Arêas. Ela disse que violência contra meninas e mulheres encontra eco em todas as instituições de ensino, públicas ou privadas.</p>
<p> &#8220;Tudo para eles (os críticos) é doutrinação (ideológica). A sociedade precisa dar um basta e, nesse caso, isso precisa vir de cima para baixo&#8221;, disse. Arêas citou, como uma alternativa, uma lei obrigando a discussão de temas como gênero, raça e sexualidades nas escolas.</p>
<p>&#8220;Precisamos de políticas públicas, como um todo, pensadas pelo Estado brasileiro, incluindo o Congresso e o Governo Federal&#8221;, disse a mãe.</p>
<p>A meta, segundo ela, é assegurar a proteção de meninas e meninos. &#8220;O machismo é a base do sistema capitalista e um modelo de dominação&#8221;.</p>
<p>A reitoria do Pedro II diz que o enfrentamento e prevenção de violências sempre foram temas tratados com seriedade e que, desde janeiro de 2026, faz ações de acolhimento, prevenção e apuração de condutas inadequadas de alunos ou servidores. </p>
<p>&#8220;Não há silêncio institucional&#8221;, garantiu a instituição, em nota enviada à imprensa. &#8220;O tema é caro a toda comunidade escolar e sempre foi tratado com a devida seriedade pela gestão&#8221;, reforçou. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/alunos-do-pedro-ii-pedem-aulas-para-enfrentar-violencia-de-genero" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Alagada, Matias Barbosa (MG) fecha unidades de saúde e suspende aulas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/alagada-matias-barbosa-mg-fecha-unidades-de-saude-e-suspende-aulas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 23:47:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A prefeitura do município Matias Barbosa (MG) suspendeu serviços de educação e de saúde e decretou, nesta terça-feira (24), estado de calamidade pública por causa dos impactos da fortes chuvas. Imagens aéreas mostram a cidade completamente alagada. Com cerca de 14 mil habitantes, a cidade é vizinha a Juiz de Fora (MG), onde deslizamentos causaram a morte de pelo menos 21 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A prefeitura do município Matias Barbosa (MG) suspendeu serviços de educação e de saúde e decretou, nesta terça-feira (24), estado de calamidade pública por causa dos impactos da fortes chuvas. Imagens aéreas mostram a cidade completamente alagada.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Alagada-Matias-Barbosa-MG-fecha-unidades-de-saude-e-suspende.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Com cerca de 14 mil habitantes, a cidade é vizinha a Juiz de Fora (MG), onde deslizamentos causaram a morte de pelo menos 21 pessoas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. No município de Ubá (MG), a cerca 110 quilômetros de Juiz de Fora, sete pessoas morreram. Na região, 40 pessoas seguem desaparecidas. Segundo as autoridades, ainda há registros de pessoas soterradas. </p>
<p>A Secretaria de Educação de Matias Barbosa suspendeu as aulas para evitar deslocamentos de estudantes e professores. De acordo com comunicado, ainda não há previsão de retorno das atividades escolares. </p>
<p>A Secretaria de Saúde fechou, nesta terça, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a farmácia central. Os atendimentos de urgência foram concentrados na Policlínica Municipal. </p>
<p>A prefeitura informou que foi decretado estado de calamidade pública em razão da enchente que atingiu diversas regiões da cidade, com o objetivo de viabilizar o acesso a recursos federais para agilizar ações emergenciais e garantir o atendimento às famílias afetadas. </p>
<h2>Apoio às famílias</h2>
<p>Diante da situação enfrentada no município, as Escolas Municipais Marieta Miranda Couto, no bairro Nossa Senhora da Penha, e Lucy de Castro Cabral, no Centro, estão funcionando como pontos de acolhimento para moradores desalojados.</p>
<p>Segundo a prefeitura, as unidades estão oferecendo almoço e demais refeições às famílias atendidas.</p>
<p>A prefeitura orienta que doações de alimentos, água potável, produtos de higiene pessoal, roupas e outros itens essenciais devem ser direcionados para esses espaços. A Escola Municipal Orlinda de Albuquerque Castro e a Creche Municipal Heley também estão recebendo doações, funcionando como pontos de coleta.</p>
<h2>Previsão meteorológica</h2>
<p>De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume acumulado de chuva recente na região chegou a 209,4 milímetros, totalizando 589,6 milímetros no mês de fevereiro.</p>
<p>A atuação de uma frente fria estacionária no litoral do Sudeste mantém o cenário de instabilidade.</p>
<p>A partir de quarta-feira (25), o avanço de uma nova frente fria poderá provocar mais chuvas intensas, inicialmente na Zona da Mata e Sul/Sudoeste de Minas.</p>
<p>Na quinta-feira (26), a formação de uma área de baixa pressão atmosférica próxima ao litoral deverá ampliar as instabilidades em diversas regiões do estado, incluindo Metropolitana de Belo Horizonte, Central Mineira, Norte e Noroeste, com previsão de acumulados entre 40 e 60 milímetros.</p>
<p>Diante do solo já encharcado, recomenda-se atenção redobrada para risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas vulneráveis.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/alagada-matias-barbosa-mg-fecha-unidades-de-saude-e-suspende-aulas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Prefeitura reforça cuidados com saúde infantil no retorno às aulas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cidades/prefeitura-reforca-cuidados-com-saude-infantil-no-retorno-as-aulas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 14:25:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a retomada das aulas, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), reforça a importância dos cuidados com a saúde das crianças. A orientação é que pais e responsáveis adotem medidas preventivas para garantir um ano letivo mais seguro. De acordo com o subsecretário municipal de Gestão da Saúde, Djalma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Com a retomada das aulas, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), reforça a importância dos cuidados com a saúde das crianças. A orientação é que pais e responsáveis adotem medidas preventivas para garantir um ano letivo mais seguro.</p>
<p>De acordo com o subsecretário municipal de Gestão da Saúde, Djalma Coelho, é essencial observar sinais de doenças comuns no ambiente escolar. Entre elas estão síndromes respiratórias e infestação por piolhos. Caso a criança apresente sintomas, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e, se necessário, afastá-la temporariamente das aulas para evitar contágio.</p>
<p>Além disso, o subsecretário destaca a importância da hidratação adequada, alimentação equilibrada e fortalecimento da imunidade. Ele também chama atenção para o cuidado com a saúde mental, sobretudo nesse período de adaptação.</p>
<p>A médica generalista Natália Sampaio explica que o convívio em grupo facilita a transmissão de gripe, Covid-19 e doenças gastrointestinais. Por isso, orienta que, em caso de coriza ou espirros, os pais realizem lavagem nasal com soro fisiológico, mantenham a criança hidratada e observem possíveis sinais de febre. Se a febre persistir, o atendimento médico deve ser buscado.</p>
<p>Segundo a médica, crianças com rinossinusite alérgica podem frequentar a escola, pois a condição não é contagiosa. Entretanto, nos casos de síndrome respiratória confirmada, o ideal é manter isolamento de três a cinco dias.</p>
<p>A higienização frequente das mãos também é apontada como medida fundamental. A prática ajuda a prevenir infecções respiratórias, diarreias e parasitoses. Outro ponto essencial é manter a carteira de vacinação atualizada, requisito para matrícula na rede municipal.</p>
<h3>Piolhos</h3>
<p>A pediculose, comum entre estudantes, exige atenção redobrada. O contágio ocorre por contato direto ou compartilhamento de objetos pessoais. O tratamento inclui pente fino, remoção manual das lêndeas e uso de loções específicas, conforme orientação médica. Em alguns casos, pode haver indicação de medicação oral. O procedimento deve ser repetido após sete dias para evitar reinfestação.</p>
<h3>Alimentação e apoio emocional</h3>
<p>A Semsa também reforça a necessidade de refeições balanceadas, com frutas, legumes e proteínas. Uma boa alimentação contribui para o aprendizado e o desenvolvimento infantil.</p>
<p>Por fim, a secretaria destaca o papel da família no apoio emocional. Mudanças de escola, turma ou rotina podem gerar ansiedade. Portanto, o diálogo e o incentivo são fundamentais para que a criança se sinta acolhida e segura no novo ano letivo.</p>
<h3/>
<p> </p>
</div>
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<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cidades/prefeitura-reforca-cuidados-com-saude-infantil-no-retorno-as-aulas/">Prefeitura reforça cuidados com saúde infantil no retorno às aulas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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