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	<title>caminhada Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Mulheres lésbicas e bissexuais fazem caminhada em SP contra violência</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mulheres-lesbicas-e-bissexuais-fazem-caminhada-em-sp-contra-violencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 02:13:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diversas organizações e coletivos realizaram na tarde deste sábado (6), em São Paulo, a 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, como forma de fortalecer reivindicações específicas, embasadas em violências concretas e simbólicas que não atingem da mesma maneira o restante da comunidade LBGTQIA+. Fizeram parte da articulação a Coletiva da Visibilidade Lésbica SP, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Diversas organizações e coletivos realizaram na tarde deste sábado (6), em São Paulo, a 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, como forma de fortalecer reivindicações específicas, embasadas em violências concretas e simbólicas que não atingem da mesma maneira o restante da comunidade LBGTQIA+.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Mulheres-lesbicas-e-bissexuais-fazem-caminhada-em-SP-contra-violencia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Fizeram parte da articulação a Coletiva da Visibilidade Lésbica SP, a Rede LésBi Brasil, o Lésbicas na Parada SP, a Rede Nacional Candaces, de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras Feministas, a Associação Brasileira de Lésbicas (ABL), entre outros grupos.</p>
<p>Este ano, o protesto, que sempre reitera o peso da lesbofobia e da bifobia contra as brasileiras e busca se descolar ao máximo de grandes financiadores, teve como um dos motes o aniversário de dez anos do assassinato da jovem negra Luana Barbosa dos Reis. Lésbica, negra e periférica, ela teve uma morte precoce, aos 34 anos, como mais uma vítima da letalidade policial. </p>
<p>Conforme familiares seus e movimentos da causa denunciaram e seguem denunciando, Reis foi abordada em Ribeirão Preto (SP), por dois policiais militares e espancada até a morte após recusar uma revista feita pelos agentes, já que eram do gênero masculino, um direito previsto em lei e que devia ter sido assegurado.</p>
<p>O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criou, este ano, uma premiação com seu nome, para reconhecer iniciativas voltadas a mulheres homossexuais e de enfrentamento ao lesbocídio e à lesbofobia.</p>
<p>O caso ocorreu em 13 de abril de 2016 e, segundo sua irmã, Roseli dos Reis, presente no ato, os agentes não responderam até agora pelo crime. </p>
<p>&#8220;Quero justiça, precisamos da justiça. Mas, ao mesmo tempo, a gente só queria viver nosso luto, queria chorar, dedicar a ela uma homenagem, um jantar, uma comemoração a tudo que a gente viveu com ela. Mas não tem isso, porque a gente ainda está na luta por justiça. Dez anos se passaram. Não são dez dias, dez meses. São dez anos sem resposta&#8221;, lamentou, em discurso, no carro de som, quando também agradeceu à imprensa independente pela repercussão do episódio.</p>
<p>Na concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), lideranças também afirmaram que a ultradireita brasileira representa o agravamento das perseguições contra essa parcela das mulheres, por destoarem do que impõe a sociedade heteronormativa, de princípios como a heterossexualidade e o patriarcado. </p>
<p>A lista de agressões praticadas contra mulheres bissexuais e lésbicas é extensa. De acordo com a edição mais recente do LesboCenso, o ódio, a segregação e a aversão contra elas se materializam como atos de discriminação em espaços públicos, invisibilidade de seus relacionamentos, violência verbal, isolamento e assédio sexual. </p>
<p>Também há perpetração da objetificação de lésbicas e bissexuais e até mesmo o estupro corretivo.</p>
<p>A fotógrafa e modelo Helena Silva, de 26 anos, considera-se pansexual, alguém que, por definição, se relaciona com outras pessoas sem se importar com sua identidade de gênero ou sexo biológico, isto é, sem adotá-los como critério principal.</p>
<p>Como outras pessoas que não se encaixam na heterossexualidade, nem na homossexualidade, ela vivencia certo grau de invisibilidade, como é o caso dos bissexuais, que, historicamente, como outros grupos minorizados, se apropriou de uma alegoria para resumir os estereótipos aos quais são reduzidos.</p>
<p>Os bissexuais usam a figura do unicórnio para falar do desdém com que sua suposta indecisão na preferência por relacionamentos com homens ou mulheres é posta.</p>
<p>Negra e moradora da periferia da zona norte da capital, Silva nasceu em uma família evangélica e, embora conviva com uma mãe respeitosa, não pode falar em casa sem reservas sobre suas experiências românticas e sexuais, como a que mantém atualmente com a tatuadora e videomaker Thais Souza, de 31 anos. </p>
<p>Para obter informações sobre saúde ginecológica e sexual, por exemplo, algo que deveria ser tratado com naturalidade junto a pais, mães e na escola, teve de recorrer a amigos que não a julgavam e não viam as questões como tabu.</p>
<p>O descaso, em consultórios médicos, com pacientes bissexuais e lésbicas é um problema bastante comum, sendo esse tipo de desinformação e má conduta determinantes, muitas vezes, para que o nível de qualidade dos atendimentos seja baixo.</p>
<p>&#8220;Ela vem desse pensamento de família tradicional, de homem e mulher constituindo uma família. Não vou julgar essa forma dela, porque veio da criação dela. Mas também não muda o fato de que eu tenho minha preferência, sim, nem o de que sou filha dela&#8221;, diz Silva sobre a mãe.</p>
<p>Vinda de Campinas para São Paulo, há cinco anos, Souza frisa que jamais deixou que ninguém se sentisse no direito de limitar como ela se punha no mundo, seja em termos de expressão de sua personalidade, seja quanto à sua sexualidade. Ela relata que seus parentes só se tranquilizaram quanto aos rumos de sua fase adulta, sobretudo na esfera profissional, quando ela se firmou em uma carreira e demonstrou estabilidade.</p>
<p>&#8220;Foi muito complicado, principalmente no início, quando eu não tinha tanto apoio da família como tinha de alguns amigos, não todos. Como já tinha muito concreto isso comigo, sempre bati muito no peito e dizia, se for para eu mudar alguma coisa, em algum momento, nunca vai ser por ninguém. Então, acabou que foi mais confortável, teoricamente, para eu aguentar minhas questões lá. Em São Paulo, como me sinto mais livre nesse sentido, foi um pouco mais fácil&#8221;, explica.</p>
<p>&#8220;Hoje minha família super me respeita, é superorgulhosa em relação a mim, acho que pela pessoa que me tornei. Eles tinham essa visão de que as pessoas desse meio, LGBT, eram pessoas perdidas pelo mundo. Depois que perceberam que não era esse caminho, viram que eu ia conquistar as coisas independentemente da minha sexualidade, acabou mudando a visão de partes da minha família. Aí, facilitou um pouco mais ter esse acolhimento&#8221;, compartilha Souza, atribuindo o receio de seus familiares a um &#8220;preconceito enraizado&#8221; e não tanto a crenças religiosas, tendo em vista que nem todos são cristãos</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/mulheres-lesbicas-e-bissexuais-fazem-caminhada-em-sp-contra-violencia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Caminhada do Silêncio em São Paulo denuncia violência de estado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 21:40:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>São Paulo &#8211; A 6ª edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado ocorreu neste domingo (29), na capital paulista. A concentração foi, a partir das 16h, em frente ao antigo prédio do DOI-Codi/SP, na rua Tutóia, onde funcionava um dos principais centros de repressão e tortura da ditadura militar brasileira (1964-1985). [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo &#8211; A 6ª edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado ocorreu neste domingo (29), na capital paulista. A concentração foi, a partir das 16h, em frente ao antigo prédio do DOI-Codi/SP, na rua Tutóia, onde funcionava um dos principais centros de repressão e tortura da ditadura militar brasileira (1964-1985).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Caminhada-do-Silencio-em-Sao-Paulo-denuncia-violencia-de-estado.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O cortejo seguiu pelas ruas da zona sul, com destino ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera, sob escolta da polícia militar. Os agentes ficaram circulando entre os manifestantes do ato. Organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, iniciativa do Instituto Vladimir Herzog e do Núcleo de Preservação da Memória Política, o ato reuniu centenas de pessoas, incluindo familiares de vítimas e movimentos de direitos humanos.</p>
<p>Com o mote “aprender com o passado para construir o futuro”, as entidades não apenas relembraram os crimes cometidos durante a ditadura militar mas denunciaram a repetição das violências de estado ao longo de décadas, mesmo após a redemocratização.</p>
<p>A coordenadora da área de Memória, Verdade e Justiça do Instituto Vladimir Herzog, Lorrane Rodrigues chamou atenção para a importância de discutir os impactos da ditadura mesmo após a redemocratização. “A ditadura militar geralmente é um tema pensado, no imaginário coletivo, como algo estanque, como algo parado, como se o que aconteceu naquele período ficasse pra lá, a gente não precisasse falar ou conversar sobre ela”, disse.</p>
<p>“O lema da caminhada traz essa discussão: tentar entender quais são os impactos do período da ditadura militar no presente, no período contemporâneo, pra gente pensar um pouco o futuro”, acrescentou Lorrane, ao mencionar a necessidade de fortalecimento da democracia.</p>
<p>“A gente também tem que pensar um pouco sobre a construção dessa democracia, porque como está hoje não é suficiente, não é igualitária para uma parte significativa da população. A caminhada tem esse desejo de aproximar o passado e o presente de uma forma mais objetiva para as pessoas”, explicou. Uma das ferramentas para alcançar resultados no campo da memória, verdade e justiça, segundo ela, é o conjunto das recomendações da Comissão Nacional da Verdade.</p>
<p>“São 49 recomendações ao estado [brasileiro], e que até esse momento, do período que foi lançado até agora, foram pouco cumpridas ou parcialmente cumpridas. A gente já tem um caminho, o instituto faz o monitoramento das recomendações a cada dois anos, e o que a gente tem percebido é que são movimentações pequenas, alguns avanços significativos, mas acho que muito pouco perto do que as recomendações propõem para a sociedade”, relatou.</p>
<p>O diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sotilli, afirmou, em nota, que a Caminhada do Silêncio nasceu como uma resposta coletiva ao autoritarismo e às tentativas de apagamento. Ele destacou que a ditadura militar deixou uma herança de impunidade, o que se reflete na violência de estado que o país ainda sofre atualmente.</p>
<p>“Após cinco edições, queremos retomar o sentimento que originou essa manifestação. Temos vivido tempos em que a defesa do Estado democrático de Direito ficou muito delegada às mais altas instituições, mas seguimos enfrentando ataques graves contra a democracia. Por isso, este é o momento de dizermos que estamos na rua, de voltarmos a demonstrar nossa força”, disse.</p>
<p>Mais de 30 organizações da sociedade civil, movimentos sociais e entidades de direitos humanos participaram da iniciativa. Neste ano, os movimentos destacaram também a possibilidade defendida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar a aplicação da Lei da Anistia aos casos que envolvam crimes permanentes, como ocultação de cadáver.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Caminhada-do-Silencio-em-Sao-Paulo-denuncia-violencia-de-estado.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP)-29/03/2026. Caminhada Silenciosa em memória das vítimas da ditadura militar. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil" title="Paulo Pinto/Agencia Brasil"/></p>
<p>São Paulo (SP)-29/03/2026. Caminhada Silenciosa em memória das vítimas da ditadura militar. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil &#8211; Paulo Pinto/Agencia Brasil</p>
<p>Perto do final do evento, a organização leu o manifesto da caminhada:</p>
<p>&#8220;Hoje, caminhamos em silêncio, mas não em ausência.</p>
<p>Nosso silêncio é a presença viva, é memória que resiste, é a voz que ecoa nos passos de cada pessoa que se recusa a esquecer.</p>
<p>Saímos de um lugar marcado pela dor, o antigo DOI-Codi, onde o Estado torturou, matou e tentou apagar histórias. E seguimos até um monumento que insiste em lembrar: as  histórias não foram apagadas.</p>
<p>Nossos mortos não estão no passado. Nossos desaparecidos não são ausência.</p>
<p>Cada vítima de violência do Estado é permanência.</p>
<p>Se a Caminhada do Silêncio nasceu da urgência de resistir, seguimos caminhando porque ainda é preciso.</p>
<p>Este ato nasceu quando a democracia voltou a ser ameaçada de forma aberta, quando o autoritarismo deixou de ser lembrança e voltou a ser projeto.</p>
<p>Hoje, anos depois, seguimos aqui, porque a ameça não desapareceu. Ele se transformou, se reorganizou e segue à espreita.</p>
<p>Nunca foi tão importante defender a democracia. E nunca podemos esquecer: essa luta é contínua.</p>
<p>Relembrar para não repetir. Ocupar a memória para não esquecer nossa história.</p>
<p>Porque sem memória, a violência se naturaliza. Sem verdade, a mentira se institucionaliza. E sem justiça, a barbárie se repete.</p>
<p>A violência de Estado não ficou no passado.</p>
<p>Lutar por memória, verdade e justiça é afirmar que não aceitamos a impunidade. É exigir a responsabilização de torturadores, de seus cúmplices e daqueles que financiaram o terror.</p>
<p>É dizer, com todas as letras: ditadura nunca mais. Tortura nunca mais.</p>
<p>Este manifesto não é apenas denúncia. É compromisso.</p>
<p>Por isso, fazemos um chamado:</p>
<p>Às novas grações que não viveram o terror, mas herdam suas consequências. À sociedade civil que não pode se calar. Às instituições, que precisam ser defendidas, mas também transformadas.</p>
<p>Este é um tempo de escolha: entre esquecer ou lembrar. Entre repetir ou transformar. Entre silenciar ou agir.</p>
<p>Sabemos que resistir não é apenas lembrar o passado. Mas disputar o futuro.</p>
<p>Hoje, nosso silêncio fala. E o que ele diz é simples e inegociável:</p>
<p>Para que nunca se esqueça.</p>
<p>Para que nunca mais aconteça.</p>
<p>Seguiremos caminhando&#8221;.</p>
<p>A seguir, foram lidos os nomes das vítimas de violência de estado do período da ditadura e também quem sofreu com isso também nos dias atuais. Após a leitura de cada um dos nomes, as manifestantes diziam, em coro, &#8220;presente&#8221;.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/caminhada-do-silencio-em-sao-paulo-denuncia-violencia-de-estado" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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