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	<title>Caminhos Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Caminhos Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Canetas emagrecedoras são tema do Caminhos da Reportagem desta segunda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 10:40:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O programa Caminhos da Reportagem apresenta, nesta segunda-feira (27), a edição “O boom das canetas emagrecedoras” que aborda o uso intensivo desses medicamentos no processo de perda de peso. A atração vai ao ar às 23h, na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). As canetas emagrecedoras são tema de intenso debate sobre saúde em todo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O programa <em>Caminhos da Reportagem</em> apresenta, nesta segunda-feira (27), a edição “O boom das canetas emagrecedoras” que aborda o uso intensivo desses medicamentos no processo de perda de peso. A atração vai ao ar às 23h, na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Canetas-emagrecedoras-sao-tema-do-Caminhos-da-Reportagem-desta-segunda.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As canetas emagrecedoras são tema de intenso debate sobre saúde em todo o mundo. A primeira delas chegou ao Brasil em 2017 e, desde então, outras tecnologias para o tratamento de diabetes e obesidade foram desenvolvidas e são comercializadas no país. Ao mesmo tempo que potencializam o tratamento das duas doenças crônicas, também reforçam o que especialistas chamam de “economia moral da magreza”.   </p>
<p>O médico endocrinologista Neuton Dornelas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, reforça a preferência pelo uso do termo “medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade e de diabetes. &#8220;Estamos falando de medicamentos que realmente trouxeram uma revolução no tratamento dessas duas doenças, com resultados na perda de peso e na diminuição de risco cardiovascular., diz o especialista</p>
<p>“São medicamentos indicados para quem vive com obesidade ou com diabetes ou com as duas coisas juntas. São critérios técnicos que devem ser avaliados sempre por um profissional de saúde”, recomenda.</p>
<p>Francenobre Costa de Sousa, chamada de Nobi por familiares e amigos, tem 58 anos e vive com diabetes tipo 2. Ela foi diagnosticada com a doença aos 45 anos, quando desmaiou dentro de um ônibus e foi parar no hospital. Nobi faz tratamento com insulina, mas o diabetes segue de difícil controle.</p>
<p>A médica de família que acompanha Nobi na Unidade Básica de Saúde (UBS), Alexandra Padilha, conta que o tratamento com medicamentos injetáveis poderia auxiliar a sua paciente. “Seria muito interessante porque poderia até reverter o uso da insulina, no caso dela. Ela tem sobrepeso, poderia voltar para o seu Índice de Massa Corporal [IMC] normal&#8221;.</p>
<p>De acordo com os especialistas, para que esse tratamento vença a barreira da desigualdade social, alguns fatores são decisivos, como a queda da patente dos princípios ativos usados nos medicamentos e a possibilidade de produção nacional.</p>
<p>Em 20 de março deste ano, expirou a patente da semaglutida, substância dos medicamentos Ozempic e Wegov. A queda da patente tem impacto no mercado porque permite concorrência.</p>
<p>“Mas é preciso pensar que, muito embora vá baratear, não é um amplo e pleno barateamento. A produção da substância, do insumo farmacêutico ativo, é uma produção mais complexa do que os chamados medicamentos genéricos”, explica Henderson Fust, advogado especialista em Bioética e Regulação da Saúde. </p>
<p>Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prioridade no registro de medicamentos com os princípios ativos semaglutida e liraglutida, visando à futura produção nacional. A pasta explica que, em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão que assessora as decisões do Ministério da Saúde, deu parecer desfavorável à incorporação da semaglutida e da liraglutida, pois o impacto orçamentário, superior a R$ 8 bilhões, representa o dobro do orçamento anual do Programa Saúde Popular.</p>
<h2>Popularização</h2>
<p>Enquanto avançam as discussões de como ampliar o acesso a novos tratamentos para diabetes e obesidade na rede pública, o Brasil vive um cenário de “popularização” das canetas emagrecedoras. Essas tecnologias intensificaram o que pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) chamam de “economia moral da magreza”. A pesquisadora Fernanda Baeza Scagliuzi, professora das Faculdades de São Pública e de Medicina da USP, afirma que um corpo magro é visto com uma moralidade de virtuoso, de que “a pessoa se esforçou para chegar até lá”.</p>
<p>“Um corpo gordo é visto como o de alguém que é preguiçoso, que é relaxado, que não tem força de vontade, não tem disciplina e outros estereótipos também muito perigosos. Agora, mesmo as pessoas que não são gordas sofrem a pressão estética pela magreza”, diz a pesquisadora, que estuda também os efeitos colaterais do uso dos medicamentos injetáveis.</p>
<h2>Estilo de vida</h2>
<p>A dentista Bárbara Lopes já havia usado canetas emagrecedoras, mas voltou a ganhar peso. Enfrentando os desafios da perimenopausa, com pré-diabetes e ansiedade, ela agora está em novo tratamento. “Eu mudava alimentação, buscava fazer um pouco de exercício e não via aquele quadro mudar”.</p>
<p>Sociedades médicas recomendam que o tratamento farmacológico não deve ser feito isoladamente, mas sempre associado à mudanças de estilo de vida, com aconselhamento nutricional e estímulo à atividade física. A médica geriatra Marcela Pandolfi reforça que nem tudo se resume à medicação. “O estilo de vida para esse paciente vai ser fundamental. É isso que vai fazer com que ele consiga pelo menos equilibrar, fazer com que ele não volte a ganhar todo o peso que perdeu no processo do tratamento”, afirma.</p>
<p>O aumento da oferta e da procura pelas canetas emagrecedoras tem sido acompanhado por irregularidades em etapas como importação, manipulação, prescrição e dispensação dos medicamentos. A Anvisa aumentou a fiscalização desses produtos, bem como forças de segurança e a Receita Federal têm investigado crimes contra a saúde pública e a economia nacional.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/canetas-emagrecedoras-sao-tema-do-caminhos-da-reportagem-desta-segunda" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Pesquisadores defendem caminhos para gestão pública antirracista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 11:43:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um grupo de sete pesquisadores lança nesta sexta-feira (24), em São Paulo, o livro “Guia da Gestão Pública Antirracista”, que traz fundamentos, análises e um roteiro de ações para o fortalecimento de ações para o enfrentamento do racismo institucional e das desigualdades raciais.  Segundo a pesquisadora Clara Marinho, uma das autoras do livro, o trabalho nasceu da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de sete pesquisadores lança nesta sexta-feira (24), em São Paulo, o livro “<em>Guia da Gestão Pública Antirracista</em>”, que traz fundamentos, análises e um roteiro de ações para o fortalecimento de ações para o enfrentamento do racismo institucional e das desigualdades raciais. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Pesquisadores-defendem-caminhos-para-gestao-publica-antirracista.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Segundo a pesquisadora Clara Marinho, uma das autoras do livro, o trabalho nasceu da percepção de que não havia um material de natureza prática que informasse quais as políticas que existem sobre ações antirracistas no setor público, quais são os principais desafios enfrentados e no que é possível avançar.</p>
<p>Ela destaca que, além da legislação, as políticas públicas podem contar com dados raciais levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Clara Marinho lembra que materiais são necessários para ajudar servidores a atuarem em problemas complexos, como o racismo.</p>
<p>A pesquisadora ressalta que a publicação vai colaborar na identificação dos repertórios de enfrentamento que podem ser acionados.</p>
<p>“É como se fosse uma introdução sobre a política pública antirracista”, afirma. </p>
<p>A autora cosidera que, apesar de a administração pública contratar as pessoas por um instrumento aparentemente neutro, que é o concurso público, as pessoas negras ficam concentradas em postos que exigem menor qualificação.</p>
<p>“Que são mais distantes das chamadas áreas estratégicas de governo”, afirma.</p>
<h2>Romper com desigualdades</h2>
<p>Além de Clara Marinho, o livro tem autoria de Michael França, Giovani Rocha, Ellen da Silva, João Pedro Caleiro, Lia Pessoa e Karoline Belo. </p>
<p>O trabalho será lançado às 19h no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), onde haverá uma conversa com os autores sobre o tema da publicação. Na segunda (25), o trabalho será apresentado em Brasília, às 9h, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e às 19h, na Livraria Circulares. </p>
<p>De acordo com os autores, a publicação é voltada a gestores e lideranças públicas a fim de romper com as desigualdades raciais. Para Clara Marinho, é papel do Estado a promoção da igualdade racial e a validação das demandas sociais. “O livro é feito como uma conversa”, diz.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/pesquisadores-defendem-caminhos-para-gestao-publica-antirracista" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Trabalho escravo doméstico é tema do Caminhos da Reportagem de hoje</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/trabalho-escravo-domestico-e-tema-do-caminhos-da-reportagem-de-hoje/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:46:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O dia 25 de março de 2026 entrou para a história como a data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu que a escravização de africanos foi o crime mais grave contra a humanidade. Assim como outros 122 países, o Brasil votou a favor da resolução. E não era pra menos: 4,86 milhões de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O dia 25 de março de 2026 entrou para a história como a data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu que a escravização de africanos foi o crime mais grave contra a humanidade.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Trabalho-escravo-domestico-e-tema-do-Caminhos-da-Reportagem-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Assim como outros 122 países, o Brasil votou a favor da resolução. E não era pra menos: 4,86 milhões de escravizados chegaram ao território brasileiro entre 1501 e 1900, segundo o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos. Nenhum outro local recebeu mais africanos traficados.</p>
<p>O Brasil foi também o último país das Américas a abolir a escravidão, em 1888. Assim mesmo, por meio de um processo incompleto.</p>
<p>“A data representou, é claro, a abolição do trabalho escravo, mas não o rompimento com a forma de exploração do trabalho.  A gente viu muito mais uma mudança na forma de exploração do que uma liberação que significasse independência”, lembra o jornalista, cientista político e diretor da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto.</p>
<p>Hoje, 138 anos após a abolição, a exploração não desapareceu. Muitas vezes, ela se esconde dentro de casa. A escravização doméstica é o tema do <em>Caminhos da Reportagem</em> desta semana. A repórter Marieta Cazarré ouviu vítimas, pessoas que ajudam a libertar essas vítimas e profissionais que atuam no pós-resgate. O programa “Trabalho escravo doméstico: silêncio e servidão” vai ar ao ar às 23h, na TV Brasil e no canal da TV Brasil no YouTube.</p>
<p>“A primeira pergunta é: para onde eu vou?”, explica a ministra Liana Chaib, do Tribunal Superior do Trabalho.</p>
<p>“Eu não tinha casa, família nem ninguém para me abraçar”, desabafa Suzana Salomono. Ela passou anos trabalhando em casa de família sem receber salário.</p>
<p>As equipes de reportagem em Brasília, São Paulo, no  Rio de Janeiro e em Belo Horizonte ouviram empregadas domésticas escravizadas no Brasil.</p>
<p>Roberta dos Santos, de 46 anos, recebia alimentação como pagamento.</p>
<p>“Só que a patroa dizia que eu só tinha direito a um prato de comida no almoço. No jantar não tinha. Nem eu, nem meu menino”. O filho de Roberta é autista.</p>
<p>Araci do Amaral, de 73 anos, apanhou da ex-patroa e foi vítima do racismo do ex-patrão. “Ele chegava xingando, falando ‘nega, não sei o quê’. E me agrediu umas duas ou três vezes”, conta.</p>
<p>Maria Santiago, de 78 anos, passou décadas como doméstica escravizada. Não recebia salário nem o BPC (Benefício de Prestação Continuada) feito em seu nome. “Eu não sabia a senha, nem conhecia o cartão”, diz ela.</p>
<p>Maria Raimunda, de 63 anos, denuncia o sequestro do filho enquanto foi escravizada. “Ela (ex-patroa) chegou e falou assim quando eu voltei do hospital: ‘Deixa eu pegar ele no colo, Maria’. Aí me deu vontade de ir no banheiro, muita vontade. Quando eu saí, ela disse assim: ‘Maria, o neném já lá vai&#8230;’”. Maria Raimunda nunca mais viu o filho.</p>
<p>Suzana, Roberta, Araci, Maria Santiago e Maria Raimunda foram resgatadas. Elas e centenas de outras trabalhadoras salvas formam um grupo com perfil definido. “Mais da metade dessas mulheres têm no máximo a 5ª série de escolaridade, 24% são analfabetas e 72% são negras”, afirma a coordenadora-geral de Fiscalização do Trabalho Análogo à Escravidão do Ministério do Trabalho e Emprego, Shakti Borela.</p>
<h2>Como denunciar?</h2>
<p>Qualquer pessoa pode denunciar situações de trabalho escravo. A ligação é gratuita, o sigilo é garantido e o serviço funciona 24h por dia. Basta discar o número 100. Além disso, a denúncia pode ser feita pelo Whatsapp (61 99611-0100) e pelo Telegram (digite “Direitoshumanosbrasil” na busca do aplicativo).</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/trabalho-escravo-domestico-e-tema-do-caminhos-da-reportagem-de-hoje" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Caminhos da Reportagem aborda riscos do consumo de ultraprocessados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 10:48:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O consumo de ultraprocessados pelos brasileiros mais do que dobrou desde os anos de 1980, passando de 10% para 23% do total de calorias ingeridas na alimentação. Um fenômeno que não acontece apenas no Brasil. Dados internacionais foram publicados em uma série de artigos na revista científica The Lancet por mais de 40 pesquisadores do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo de ultraprocessados pelos brasileiros mais do que dobrou desde os anos de 1980, passando de 10% para 23% do total de calorias ingeridas na alimentação. Um fenômeno que não acontece apenas no Brasil. Dados internacionais foram publicados em uma série de artigos na revista científica <em>The Lancet </em>por mais de 40 pesquisadores do mundo todo, liderados por cientistas da Universidade de São Paulo (USP).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Caminhos-da-Reportagem-aborda-riscos-do-consumo-de-ultraprocessados.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Foi justamente na USP que o conceito de ultraprocessados foi criado. Naquele momento, em 2009, o pesquisador Carlos Monteiro, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), estava preocupado com o aumento de obesidade, sobrepeso e doenças crônicas associadas ao consumo de alimentos com alto nível de processamento.</p>
<p>O pesquisador e sua equipe, então, desenvolveram a classificação NOVA, que organiza os alimentos em quatro grupos: (1) alimentos <em>in natura</em> ou minimamente processados, como frutas, arroz ensacado, feijão ensacado; (2) ingredientes culinários processados, como azeite, manteiga, sal; (3) alimentos processados, a exemplo de milho em lata, sardinha em lata, pão de padaria; e (4) alimentos e bebidas ultraprocessados, como bolachas recheadas, achocolatados de caixinha, refrigerantes e bebidas açucaradas.</p>
<p>De acordo com Carlos Monteiro, antes da classificação NOVA, as explicações para o aumento de obesidade, sobrepeso e doenças crônicas eram muito relacionadas à escolha individual das pessoas. Segundo ele, era como se as pessoas comessem muito açúcar, sal e muita gordura por um “defeito de força de vontade”.</p>
<p>“Não existe uma epidemia de falta de força de vontade, as pessoas são as mesmas. O que mudou foi o sistema alimentar. O sistema alimentar hoje é muito não saudável e acaba estimulando as pessoas a quase compulsoriamente consumir alimentos ultraprocessados”, afirma o pesquisador.</p>
<p>O programa <em>Caminhos da Reportagem</em> exibe o episódio <em>Ultraprocessados na Mesa dos Brasileiros</em> nesta segunda-feira (30), a partir das 23h, na TV Brasil. O programa apresenta como e por que foi criado o conceito de ultraprocessado, explica como identificar se um produto é resultado de alto nível de processamento e discute as consequências sociais e para a saúde do consumo desses produtos.</p>
<p>Também serão apresentados exemplos de quem mudou hábitos alimentares com foco em diminuir o consumo desses produtos e de uma escola em Águas Lindas de Goiás que investe em comida de verdade e em educação, como parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar, uma política pública mundialmente reconhecida.</p>
<p>Um levantamento conduzido pela Fiocruz Brasília e pelo Nupens indica que o consumo de produtos ultraprocessados é responsável por um custo de mais de R$ 10 bilhões à saúde e à economia no Brasil. Segundo o pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz Brasília, estudos mostraram que até 57 mil mortes ao ano poderiam ser evitadas se o consumo de ultraprocessados fosse eliminado.</p>
<p>Estudos como esse são um alerta e preocupam cientistas brasileiros, organizações da sociedade civil e todos que defendem “comida de verdade” e reivindicam uma política fiscal mais agressiva para os produtos ultraprocessados. A última reforma tributária foi publicada em dezembro de 2023, mas a transição começou neste ano de 2026 e vai até 2033.</p>
<p>Os produtos ultraprocessados ficaram de fora do imposto seletivo e não estarão sujeitos à cobrança criada para desestimular o consumo de itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente. Apenas as bebidas açucaradas, como os refrigerantes, receberam a taxa extra na reforma.</p>
<p>A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição na Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Kelly Santos, explica que, no novo desenho fiscal do Brasil, um conjunto importante de alimentos saudáveis terá alíquotas zero de imposto, e os alimentos considerados não saudáveis terão alíquotas de imposto maior.</p>
<p>Sobre as bebidas açucaradas, a coordenadora explica que o país precisa ainda aprovar uma lei complementar para definir a alíquota de imposto que tornará o refrigerante mais caro. “É uma medida já aplicada em outros países, como México e Chile, que nos inspiram a desenvolvê-la aqui no Brasil também”, diz.</p>
<p>Outras medidas para tentar frear o crescimento do consumo de ultraprocessados são educação e estratégias regulatórias de publicidade. A diretora executiva da organização ACT Promoção da Saúde, Paula Johns, lembra que impor limites na publicidade do cigarro foi uma estratégia bem-sucedida.</p>
<p>“Você vê aqueles biscoitos recheados com várias alegações de que eles têm vitaminas. Então, tem todo um contexto de promoção desses alimentos que cria uma impressão de que eles são muito bons”, afirma. “É mais importante você ter um marcador que indique que aquilo é um alimento ultraprocessado”, defende.</p>
<p>A chefe da área de Saúde e Nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo, ressalta que o problema é ainda maior na vida de uma criança, que está em pleno desenvolvimento.</p>
<p>“Desenvolvimento do sistema nervoso, do sistema imunológico, do sistema digestivo, enfim, de todo o corpo, das suas dinâmicas. Ser desde cedo afetado por ultraprocessado vai levar esse corpo a muitas outras doenças crônicas”, alerta Luciana.</p>
<p>O estudante Luan Bernardo Marques Gama tem 13 anos. Por conviver com asma, ele faz acompanhamento no Hospital da Criança em Brasília. Há dois anos, Luan desenvolveu pré-diabetes e foi encaminhado ao Programa de Atenção à Criança e ao Adolescente com Sobrepeso ou Obesidade do hospital.</p>
<p>“Eu era tipo uma formiga. Era bala, chocolate, presunto, suco de caixinha, refrigerante, aqueles biscoitos.” A mãe de Luan, Cecília Marques, conta que ficou em alerta quando ele desenvolveu pré-diabetes, ela se sentiu mal com hipertensão e o pai do adolescente quase teve um infarto. Cecília conseguiu ficar mais tempo em casa para cuidar da alimentação da família e contou com a ajuda da nutricionista do Hospital da Criança.</p>
<p>“As compras são um processo dessa educação nutricional, leitura de rótulo, ver também que a criança consegue fazer esporte. O Luan aderiu supercerto. Ele demorou apenas um ano dentro do programa e recebeu alta”, conta a nutricionista Ana Rosa da Costa.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/caminhos-da-reportagem-aborda-riscos-do-consumo-de-ultraprocessados" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Ódio contra mulheres nas redes é tema do Caminhos da Reportagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 20:22:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Memes, ameaças, dados vazados, deepfakes pornográficos &#8211; as estratégias são muitas para transformar mulheres em alvos digitais. O que acontece no ambiente virtual é reflexo da sociedade fora da internet. E vice-versa. Mas com um agravante: o discurso de ódio gera engajamento, vende e rende lucros para misóginos e plataformas digitais. O episódio A nova [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Memes, ameaças, dados vazados, deepfakes pornográficos &#8211; as estratégias são muitas para transformar mulheres em alvos digitais. O que acontece no ambiente virtual é reflexo da sociedade fora da internet. E vice-versa. Mas com um agravante: o discurso de ódio gera engajamento, vende e rende lucros para misóginos e plataformas digitais. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Odio-contra-mulheres-nas-redes-e-tema-do-Caminhos-da.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O episódio <em>A nova roupa do machismo</em>, do programa <em>Caminhos da Reportagem</em>, da TV Brasil, apresenta a discussão sobre monetização e estímulo ao discurso de ódio contra mulheres na internet. O programa vai ao ar nesta segunda-feira (9), às 23h. </p>
<p>Em 2025, o Brasil bateu recordes em casos de feminicídio, com 4 mulheres mortas por dia, segundo levantamento do Ministério de Justiça e Segurança Pública. Embora ainda não seja possível fazer uma correlação com o aumento do discurso de ódio na internet, é possível afirmar que a violência de gênero tem aumentado &#8211; dentro e fora das telas. </p>
<p>Um levantamento do Desinfo.pop, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), monitorou 85 comunidades virtuais de redes de ódio. Os pesquisadores verificaram que, de 2019 a 2025, houve um crescimento de quase 600 vezes no envio de conteúdo misógino. Para a pesquisadora Julie Ricard, o diagnóstico é que há homens que se sentem atacados pelo poder conquistado pelas mulheres. “Eles estão quase numa missão de se proteger”, analisa. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Odio-contra-mulheres-nas-redes-e-tema-do-Caminhos-da.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 09/03/2026 - Programa Caminhos da Reportagem. A nova roupa do machismo. Frame: TV Brasil" title="TV Brasil"/></p>
<p>A musicista Bruna Volpi é uma das entrevistadas do Caminhos da Reportagem &#8211; TV Brasil<br type="_moz"/>
</p>
<p>A musicista Bruna Volpi foi um desses alvos, por ironizar o comportamento masculino nas redes sociais. Em uma das mensagens que recebeu, um executivo de uma empresa da qual Bruna era cliente, disse que tinha os dados dela e a ameaçou. “Um homem que se ofende porque eu estou falando que nós merecemos viver, esse homem é um potencial perigo para a sociedade”, afirma. </p>
<p>A Safernet, ONG referência de proteção de direitos digitais no país, percebeu um aumento de 220% no número de denúncias de crimes online de misoginia entre 2024 e 2025.</p>
<p>“As mulheres não aceitam mais o destino que o patriarcado tinha relegado a elas e isso é compreendido pelos homens como um ataque à masculinidade deles”, acredita a escritora Márcia Tiburi. </p>
<p>Lola Aronovich é vítima há mais de 15 anos, sofrendo ataques por seu blog feminista. Até mesmo um site foi criado para difamá-la e vazar seus dados. Dois homens foram condenados; um reincidiu e tornou-se o primeiro preso no país por terrorismo digital, hoje cumprindo 41 anos de prisão. O caso impulsionou a criação da Lei 13.642/2018 (Lei Lola), que atribuiu à Polícia Federal a investigação de crimes digitais misóginos.</p>
<p>Segundo o delegado Flávio Rolim, coordenador de Combate a Crimes Cibernéticos de Ódio, da Polícia Federal, são crimes de “discursos e postagens que normalizam a violência e fomentam práticas extremas, como homicídios e estupro, contra a mulher”. </p>
<h2>Avanços e recuos </h2>
<p>Em janeiro, a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e Threads, passou a permitir acusações de “anormalidade mental relacionadas a gênero ou orientação sexual”. “É um retorno ao tal conceito de ‘liberdade de expressão’ inicial quando a empresa foi criada para justificar uma menor moderação de temas que eles consideram de minorias”, analisa Julie Ricard.</p>
<p>“A gente sabe que ódio gera engajamento e que essa é a máquina deles, de manter as pessoas conectadas o máximo possível”, conclui. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773087777_482_Odio-contra-mulheres-nas-redes-e-tema-do-Caminhos-da.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 09/03/2026 - Programa Caminhos da Reportagem. A nova roupa do machismo. Frame: TV Brasil" title="TV Brasil"/></p>
<p>Luciana Zogaib, narradora esportiva da Rádio Nacional e TV Brasil &#8211; TV Brasil<br type="_moz"/>
</p>
<p>No Brasil, não há ainda uma lei que criminalize a misoginia. Mulheres, como a comentarista e analista de games Layze Pinto Brandão, conhecida nas redes como Lahgolas, e a jornalista esportiva e narradora Luciana Zogaib sofrem com o discurso de ódio, principalmente por estarem em áreas predominantemente masculinas.  “Ter uma legislação coibiria um pouco mais, a pessoa passa a pensar duas vezes antes de fazer aquele tipo de coisa, principalmente por conta de valentões que se acham acima da lei”, afirma a gamer. </p>
<p>Ficha técnica: </p>
<p>Reportagem: Ana Graziela Aguiar </p>
<p>Produção: Acácio Barros </p>
<p>Reportagem cinematográfica: JM Barboza </p>
<p>Auxílio técnico: Rafael Carvalho </p>
<p>Apoio produção: Hiago Rocha (TV Ufal) </p>
<p>Apoio imagens: Jefferson Pastori (SP), Eduardo Domingues (SP), Gilson Machado (RJ), Eusébio Gomes (RJ), Rodolpho Rodrigues (RJ), Eduardo Guimarães (RJ), André Rodrigo Pacheco (DF), Sigmar Gonçalves (DF) e Deco Monteiro (Ufal) </p>
<p>Apoio auxílio técnico: Caio Araujo (RJ) e Dailton Matos (DF)  </p>
<p>Edição de texto: Carina Dourado </p>
<p>Montagem e finalização: Rivaldo Martins </p>
<p>Arte: Aleixo Leite </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/odio-contra-mulheres-nas-redes-e-tema-do-caminhos-da-reportagem" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/odio-contra-mulheres-nas-redes-e-tema-do-caminhos-da-reportagem/">Ódio contra mulheres nas redes é tema do Caminhos da Reportagem</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Alzheimer e outras demências são temas do Caminhos da Reportagem</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/alzheimer-e-outras-demencias-sao-temas-do-caminhos-da-reportagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 11:08:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O programa Caminhos da Reportagem desta segunda-feira (23) &#8220;Quando o esquecimento chega: Alzheimer e outras demências&#8221; analisa o avanço dos diagnósticos no país, as causas, estágios atuais dos tratamentos e a importância do cuidado. A atração jornalística vai ao ar às 23h, na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). De acordo com dados do Ministério [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O programa <em>Caminhos da Reportagem</em> desta segunda-feira (23) &#8220;Quando o esquecimento chega: Alzheimer e outras demências&#8221; analisa o avanço dos diagnósticos no país, as causas, estágios atuais dos tratamentos e a importância do cuidado. A atração jornalística vai ao ar às 23h, na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Alzheimer-e-outras-demencias-sao-temas-do-Caminhos-da-Reportagem.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 2 milhões de brasileiros têm Alzheimer. A previsão é que essa população chegue a triplicar até o ano de 2050. Embora o Alzheimer seja a demência mais conhecida, existem mais de 100 tipos da doença.</p>
<p>“A demência não está contaminando ou sendo transmitida entre as pessoas. A demência aumenta porque a população envelhece”, explica o chefe da Geriatria do Hospital Universitário de Brasília, Marco Polo.</p>
<p>A produção também entrevistou o geriatra Otávio Castello. Ele destaca a importância de um diagnóstico precoce para que as pessoas possam se programar com antecedência.</p>
<p>“É claro que isso tem que ser feito de forma jeitosa, amorosa e acolhedora. Mas precisa ser feito”, orienta.</p>
<p>Esse é o caso de Jorge Noronha, que soube que tinha Alzheimer aos 55 anos. O diagnóstico foi feito pelo seu próprio irmão, o geriatra Flávio Noronha.</p>
<p>“Meu irmão e eu estávamos conversando sobre o carro dele. A conversa estava tendo coerência, mas num certo momento começou a ficar infantilizada. Ele parecia um menino de 11 ou 12 anos. Aquilo me chamou atenção e eu falei: tem alguma coisa errada. Fizemos exame de sangue, tomografia, ressonância e chegamos ao quadro de Alzheimer”, lembra o médico.</p>
<p>Atualmente, Jorge recebe cuidados que vão de fonoaudióloga a higiene.</p>
<p>“Nós sempre vamos saber quem é o Jorge, mas vai chegar um momento em que ele não vai saber quem é a gente. E temos que estar preparados emocionalmente para isso”, desabafa a pedagoga Karla Viana, cunhada de Jorge.</p>
<p>Os médicos já descobriram que atividades intelectuais, sociais e, principalmente, físicas são aliadas nessa batalha.</p>
<p>“Às vezes as pessoas me perguntam e isso virou até anedótico: ‘Qual exercício eu faço: palavra cruzada ou caça-palavra?’ Faça exercício físico”, aconselha Marco Polo. “Se uma pessoa quer ter uma velhice saudável, ela precisa se sentir útil”, complementa Otávio Castello.</p>
<p>Outras características da doença ainda estão sendo estudadas.</p>
<p>“Perda de força, perda de apetite, lentificação da marcha. Esse tipo de sintoma também tem sido associado ao início precoce de demência”, diz a presidente da Associação Brasileira de Alzheimer no Distrito Federal (ABRAz-DF), Juliana Martins Pinto.</p>
<p>O secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, também participa do programa. Ele reforça ser essencial que as políticas públicas de saúde cheguem a todos. </p>
<p>“Os cuidados precisam ser adequados para os mais diversos territórios. Como é tratar pessoas com demência que moram na região rural, em favelas, em cortiços? Tudo isso demanda da sociedade várias formas de cuidado”, lembra.</p>
<h2>Sobre o programa</h2>
<p>No ar desde 2008, o <em>Caminhos da Reportagem</em> é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos.</p>
<p>Desde 2010, quando foi iniciada a contagem, já foram 101 honrarias. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.</p>
<p>Exibido às segundas, às 23h, o <em>Caminhos da Reportagem</em> tem horário alternativo na madrugada de terça, às 2h30. A produção disponibiliza as edições especiais no <em>site</em> do programa e no YouTube da emissora. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no <em>site</em> http://tvbrasilplay.com.br.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-02/alzheimer-e-outras-demencias-sao-temas-do-caminhos-da-reportagem" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/alzheimer-e-outras-demencias-sao-temas-do-caminhos-da-reportagem/">Alzheimer e outras demências são temas do Caminhos da Reportagem</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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