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	<title>cardiologista Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 14:02:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares. Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Controle-do-colesterol-deve-comecar-na-infancia-alerta-cardiologista.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. &#8220;O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo Alves, também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.</p>
<p>&#8220;Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia&#8221;, alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. &#8220;Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa.&#8221;</p>
<h2>Dieta carnívora</h2>
<p>A Sociedade Brasileira de Cardiologia também alerta que o colesterol elevado está associado a hábitos de vida que comprometem não apenas a saúde do coração, mas o metabolismo como um todo.</p>
<p>Para Alves, a chamada dieta carnívora — baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal — não é indicada para reduzir o colesterol.</p>
<p>&#8220;Isso é uma invenção&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo o cardiologista, uma alimentação saudável deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma dieta baseada apenas em carne é rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.</p>
<p>Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.</p>
<p>&#8220;Não é uma dieta aconselhável&#8221;, resumiu.</p>
<h2>Estilo de vida</h2>
<p>Para reduzir o colesterol, a primeira recomendação é investir em alimentação saudável e atividade física.</p>
<p>Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, além da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.</p>
<p>&#8220;A pior gordura que tem é essa&#8221;, disse, referindo-se à gordura trans.</p>
<p>O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.</p>
<p>Alves pontuou que quando os níveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg/dL), entretanto, há forte indicação de origem genética. Nesses casos, além das mudanças no estilo de vida, é necessário tratamento medicamentoso.</p>
<p>A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.</p>
<p>O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.</p>
<p>&#8220;O processo de aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação&#8221;, explicou.</p>
<p>O estresse também pode contribuir para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.</p>
<h2>Estatinas</h2>
<p>Nos casos de hipercolesterolemia de origem genética, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um médico.</p>
<p>&#8220;O paciente não deve interromper esse tratamento&#8221;, reforçou.</p>
<p>Caso a estatina isoladamente não seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.</p>
<p>Segundo Alves, atualmente existem versões genéricas das estatinas, que se tornaram mais acessíveis.</p>
<p>Ele lamentou, porém, a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.</p>
<p>&#8220;Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal.&#8221;, avaliou.</p>
<p>O cardiologista destacou que as evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas.</p>
<p>&#8220;O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde então, há evidências robustas de redução de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doença cardiovascular.&#8221;</p>
<p>Segundo ele, a desinformação sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.</p>
<h2>Hipercolesterolemia familiar</h2>
<p>Alves chamou atenção para a hipercolesterolemia familiar, doença genética que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.</p>
<p>Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doença.</p>
<p>&#8220;Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coronárias ainda na infância.&#8221;</p>
<p>Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.</p>
<h2>Obesidade</h2>
<p>O cardiologista explicou que a obesidade está relacionada principalmente à síndrome metabólica, condição que costuma estar associada a diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal.</p>
<p>Essa gordura favorece alterações metabólicas que podem atingir órgãos como fígado, rins e pâncreas.</p>
<p>No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente não faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.</p>
<h2>Fatores de risco</h2>
<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.</p>
<p>Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco para essas doenças.</p>
<p>A obesidade também vem ganhando importância diante do crescimento de sua incidência na população.</p>
<p>&#8220;Eu diria que ela já é o quinto fator de risco&#8221;, afirmou.</p>
<p>O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto.</p>
<p>Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal, também podem contribuir para alterações nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido à menor frequência desses casos.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/controle-do-colesterol-deve-comecar-na-infancia-alerta-cardiologista" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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