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	<title>completa Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Cientistas da Fiocruz podem produzir vacina completa contra a malária</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cientistas-da-fiocruz-podem-produzir-vacina-completa-contra-a-malaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:22:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deram passo importante para obter uma vacina mais completa contra a malária. Os pesquisadores identificaram um conjunto inédito de fragmentos de proteínas do parasita Plasmodium que podem viabilizar o desenvolvimento de um imunizante capaz de proteger contra diferentes espécies e atuar em várias fases da doença. A descoberta foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deram passo importante para obter uma vacina mais completa contra a malária. Os pesquisadores identificaram um conjunto inédito de fragmentos de proteínas do parasita <em>Plasmodium</em> que podem viabilizar o desenvolvimento de um imunizante capaz de proteger contra diferentes espécies e atuar em várias fases da doença. A descoberta foi publicada nessa quarta-feira (1º) na revista  Nature.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Cientistas-da-Fiocruz-podem-produzir-vacina-completa-contra-a-malaria.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O estudo adotou abordagem inovadora para entender como o sistema imunológico reconhece o parasita causador da malária. Em vez de focar apenas na produção de anticorpos, estratégia mais comum nas vacinas atuais, a equipe investigou o papel dos linfócitos T CD8+, células de defesa capazes de identificar e destruir diretamente as células infectadas.</p>
<p>“Há mais de 50 anos se busca desenvolver uma vacina contra a malária e, só recentemente, tivemos aprovados imunizantes com eficácia limitada, voltados principalmente para o P. falciparum e para crianças. Um dos principais desafios sempre foi encontrar bons alvos vacinais”, explica a pesquisadora Caroline Junqueira, da Fiocruz Minas, coordenadora do estudo.</p>
<p>Segundo ela, o diferencial da pesquisa foi justamente mostrar que as células T CD8+ também desempenham papel central no combate ao parasita e identificar quais as proteínas dele que são reconhecidas pelo sistema imune.</p>
<p>A investigação foi feita em etapas. Primeiro, os cientistas identificaram os peptídeos, pequenos fragmentos de proteínas do parasita exibidos na superfície das células infectadas e reconhecidos pelos linfócitos T CD8+. No total, foram identificados 453 peptídeos derivados de 166 proteínas do parasita.</p>
<p>Em seguida, o grupo mapeou a origem desses fragmentos e observou que a maioria vinha de proteínas chamadas housekeeping, responsáveis por funções básicas e indispensáveis à sobrevivência do parasita.</p>
<p>“Essas proteínas são necessárias em todos os estágios do ciclo de vida do parasita e altamente conservadas entre diferentes espécies. Isso as torna alvos muito interessantes para uma vacina universal”, explica a pesquisadora. Na prática, significa que uma vacina baseada nesses alvos teria mais chances de funcionar de forma ampla, atingindo o parasita em diferentes momentos da infecção e em suas diversas variantes.</p>
<h2>Resposta imune</h2>
<p>Na etapa seguinte, a equipe testou se esses peptídeos realmente eram combatidos pelo sistema imune. Os resultados mostraram que células de pacientes infectados, tanto por P. vivax quanto por P. falciparum, reagiram aos antígenos identificados.</p>
<p>Além disso, a resposta foi observada em outras três espécies de Plasmodium, incluindo aquelas que infectam primatas e camundongos. “Confirmamos a resposta imunológica em cinco espécies diferentes e em múltiplos hospedeiros, incluindo humanos naturalmente infectados, humanos submetidos à infecção experimental e modelos animais, tanto em camundongos quanto em primatas”, afirmou Caroline.</p>
<p>Os testes foram realizados tanto em amostras humanas quanto em modelos experimentais. Em primatas e camundongos, os antígenos também induziram resposta de células T, inclusive em órgãos-chave como o fígado, onde ocorre a etapa inicial da infecção, e no sangue. Em modelos animais, alguns desses alvos chegaram a demonstrar efeito protetor, reduzindo a carga do parasita.</p>
<p>“Não é só reconhecimento: vimos indícios de proteção, o que é fundamental para o desenvolvimento de uma vacina”, afirma a pesquisadora.</p>
<h2>Diferencial</h2>
<p>Atualmente, as vacinas disponíveis contra a malária têm eficácia parcial e são direcionadas principalmente ao P. falciparum, atuando na fase inicial da infecção. Além disso, sua proteção tende a diminuir com o tempo.</p>
<p>O novo estudo aponta caminho diferente: uma vacina capaz de atuar em múltiplos estágios do parasita, tanto no fígado quanto no sangue, e eficaz contra diferentes espécies.</p>
<p>“Hoje, as vacinas não cobrem completamente todas as fases da infecção. Nosso trabalho mostra que esses antígenos estão presentes em vários momentos, o que atende a uma demanda importante da Organização Mundial da Saúde”, explicou Caroline.</p>
<p>Apesar do avanço ainda há um longo caminho até o desenvolvimento de um imunizante. Os achados precisam passar por novas etapas de validação e testes clínicos.</p>
<p>“Nosso objetivo foi mostrar que existem caminhos diferentes e promissores. Agora, outros grupos podem explorar esses alvos e avançar no desenvolvimento de uma vacina realmente eficaz contra a malária”, concluiu a pesquisadora.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/cientistas-da-fiocruz-podem-produzir-vacina-completa-contra-malaria" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Residencial Maués completa um ano e transforma vida de 72 famílias</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/residencial-maues-completa-um-ano-e-transforma-vida-de-72-familias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Parque Residencial Maués, construído pelo Governo do Amazonas por meio do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), completou um ano de funcionamento. O empreendimento beneficiou 72 famílias que viviam em áreas de risco de alagação nas comunidades da Sharp, na zona leste, e Manaus 2000, na zona sul da capital. Desde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Parque Residencial Maués, construído pelo Governo do Amazonas por meio do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), completou um ano de funcionamento. O empreendimento beneficiou 72 famílias que viviam em áreas de risco de alagação nas comunidades da Sharp, na zona leste, e Manaus 2000, na zona sul da capital.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Desde a entrega das unidades habitacionais, os moradores passaram a viver em um ambiente seguro, com infraestrutura adequada e acesso a serviços essenciais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Moradores celebram nova realidade</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A cacica da etnia Kokama, Irlane Lima, de 48 anos, conta que a mudança trouxe mais tranquilidade para sua família.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, a antiga residência sofria com alagações frequentes e a presença de ratos, baratas e outros animais peçonhentos. Hoje, vivendo em um apartamento no residencial, afirma que conquistou mais segurança e qualidade de vida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outra beneficiada é a dona de casa Eliza Soares, de 33 anos. Ela, o marido Ricardo Oliveira, de 42 anos, e os dois filhos deixaram para trás os constantes alagamentos da Comunidade da Sharp.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“É uma verdadeira transformação de vida. Agora estamos vivendo uma nova história com muitos momentos felizes”, afirmou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Prosamin+ já reassentou mais de 3 mil famílias</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), o Prosamin+ já reassentou mais de 3 mil famílias desde 2019.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O programa atende moradores de áreas de risco localizadas ao longo do Igarapé do Quarenta e oferece diferentes soluções habitacionais, incluindo apartamentos, indenizações e alternativas de moradia conforme o perfil de cada família.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao longo desse período, cerca de 15 mil pessoas passaram a viver em locais mais seguros e com melhores condições urbanas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Habitação garante dignidade e qualidade de vida</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O engenheiro civil Marcellus Campêlo, que esteve à frente da Sedurb e da UGPE durante a execução do projeto, destacou a importância dos investimentos em habitação social.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, a entrega de moradias seguras representa mais dignidade, qualidade de vida e perspectivas de futuro para as famílias beneficiadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Campêlo ressaltou ainda que os empreendimentos do Prosamin+ contam com infraestrutura completa, incluindo abastecimento de água tratada, rede de esgoto, pavimentação e coleta regular de lixo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Residencial Maués oferece estrutura moderna</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Residencial Maués possui 72 apartamentos com área de 50,33 metros quadrados. Cada unidade conta com dois quartos, sala de estar, cozinha, banheiro, varanda e uma vaga de estacionamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O empreendimento foi planejado para oferecer conforto e acessibilidade, além de estar localizado próximo a escolas, unidades de saúde, transporte público e áreas comerciais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Apartamentos contam com diferenciais</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais diferenciais das unidades entregues pelo Prosamin+ estão os apartamentos mais amplos, a existência de imóveis adaptados para Pessoas com Deficiência (PcDs), varandas privativas e vagas de garagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro avanço destacado pelo programa é a entrega da titularidade do imóvel no momento em que as famílias recebem as chaves. A medida garante segurança jurídica e estabilidade patrimonial aos beneficiários.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com um ano de funcionamento, o Residencial Maués se consolida como um dos empreendimentos habitacionais que contribuíram para retirar famílias de áreas vulneráveis e ampliar a qualidade de vida de moradores de Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Concurso do Ipaam divulga resultado final para candidatos PcD no Amazonas</p>
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		<title>Banco Master: operação contra fraude bilionária completa seis meses e balança estruturas do poder</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/banco-master-operacao-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses-e-balanca-estruturas-do-poder/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 19:56:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), completa seis meses nesta segunda-feira (18). As seis fases executadas até 14 de maio trouxeram à luz o que pode ser a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional já registrada no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares. A operação também revelou a intrincada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), completa seis meses nesta segunda-feira (18). As seis fases executadas até 14 de maio trouxeram à luz o que pode ser a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional já registrada no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Banco-Master-operacao-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses-e.gif?w=740&#038;ssl=1" data-pagespeed-url-hash="3086616693" onload="pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);"/></p>
<p>A operação também revelou a intrincada teia de relações que o principal alvo da apuração, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, estabeleceu com políticos; criminosos e servidores públicos de alto escalão. Na lista, figuram diretores do Banco Central (BC), órgão responsável por fiscalizar o sistema bancário, e agentes da própria PF.</p>
<p>As investigações acerca do esquema que, segundo a PF, era chefiado por Vorcaro, começaram no início de 2024, a pedido do Ministério Público Federal (MPF). </p>
<p>Desde então, as provas reunidas motivaram o Poder Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal (STF), a decretar 21 prisões temporárias (de até cinco dias, prorrogáveis pelo mesmo período) ou preventivas (sem prazo para ser revogada), incluindo a do próprio banqueiro. </p>
<p>&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</p>
<p>Também foram expedidos 116 mandados de busca e apreensão de provas e autorizações judiciais para o bloqueio e o sequestro de bens em valores próximos a R$ 27,71 bilhões. </p>
<p>Os mandados foram cumpridos em sete unidades da Federação:</p>
<li>Bahia;</li>
<li>Minas Gerais;</li>
<li>Piauí;</li>
<li>Rio de Janeiro;</li>
<li>Rio Grande do Sul;</li>
<li>São Paulo;</li>
<li>Distrito Federal. </li>
<h2 class="wp-block-heading">Primeira fase</h2>
<p>Na primeira etapa da Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro, 42 anos, foi um dos sete presos. Os agentes federais já vinham investigando os indícios de “fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro” há quase um ano. Concluíram que tais títulos tinham sido vendidos a outro banco, o Banco de Brasília (BRB), e que após fiscalização do BC, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Banco-Master-operacao-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses-e.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF),  09/03/2026 - Fotografia do banqueiro Daniel Vorcaro.&#10;Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP" title="Secretaria da Administração Penitenciária-SP" data-pagespeed-url-hash="3197914775" onload="pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);"/></p>
<p>Banqueiro Daniel Vorcaro é preso no âmbito da Operação Compliance – Secretaria da Administração Penitenciária-SP</p>
<p>Além de Vorcaro, outros seis investigados foram presos, incluindo o ex-CEO e sócio no Banco Master Augusto Ferreira Lima. Na ocasião, a 10ª Vara Federal de Brasília também determinou o afastamento dos cargos do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC), e do então diretor financeiro do banco estatal do Distrito Federal, Dario Oswaldo Garcia.<br /> <br />A primeira fase da operação foi deflagrada um dia após a Fictor Holding Financeira anunciar a intenção de comprar o Banco Master em conjunto com investidores dos Emirados Árabes Unidos. <br />Sete meses antes, a diretoria do BRB tentou comprar o Master por cerca de R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) barrou o negócio no início de setembro – dois meses antes de a PF e o Poder Judiciário exporem o que analistas do mercado financeiro já comentavam há tempos: a falta de lastro do Master.</p>
<p>Em meio a essas revelações, o BC oficializou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras do conglomerado Master, como os bancos Master de Investimento, Letsbank, a Master Corretora de Câmbio, Will Financeira e o Banco Pleno. O BC também decretou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores do grupo e o Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do banco Master Múltiplo S/A. </p>
<p>Até o momento, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) gastou aproximadamente R$ 49,5 bilhões para ressarcir clientes do Grupo Master, do Will Bank e do Banco Pleno. Mantido por contribuições obrigatórias das entidades financeiras associadas, o FGC tem o propósito de proteger o sistema financeiro, prevenir crises e resguardar os clientes, garantindo o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de intervenção ou liquidação pelo Banco Central. </p>
<h2 class="wp-block-heading">Segunda</h2>
<p>Em 14 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 42 mandados judiciais de busca e apreensão, durante a segunda fase da Compliance Zero. As autoridades também buscavam provas de lavagem de dinheiro.<br /> <br />Com autorização do ministro Dias Toffoli, do STF, mais de R$5,7 bilhões dos investigados foram bloqueados. O pastor da igreja Lagoinha de Belo Horizonte Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, chegou a ser detido quando tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes, mas foi liberado na sequência.<br /> <br />Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estavam o empresário Nelson Tanure e o ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos João Carlos Mansur, entre outros.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Terceira</h2>
<p>Solto após determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região dez dias após ter sido preso, na primeira fase da operação, Vorcaro voltou a ser detido em 4 de março, na terceira etapa da Compliance Zero. A PF encontrou no celular apreendido de Vorcaro mensagens em que ele discute com interlocutores a possibilidade de simularem um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal <em>O Globo</em>, e outras ações violentas contra ex-empregados.</p>
<p>Segundo a corporação, o dono do Master controlava uma milícia particular para intimidar e coagir seus desafetos. “A Turma”, como Vorcaro se referia ao grupo, era chefiada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”. </p>
<p>Detido em Belo Horizonte, Mourão foi levado à Superintendência da PF. Horas depois, foi encontrado desacordado na cela onde foi deixado sozinho. A PF afirma que Sicário tentou se suicidar e, embora tenha sido encontrado com vida e recebido os primeiros socorros no local, antes de ser levado às pressas para um hospital, não resistiu e morreu.  </p>
<p>Além das prisões de Vorcaro e de Mourão, foram cumpridos outros dois mandados de prisão preventiva (contra o cunhado do banqueiro, Zettel, e contra o policial aposentado Marilson Silva); 15 de busca e apreensão e o sequestro e bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens e contas de pessoas investigadas. </p>
<p>O STF também determinou que o Banco Central afastasse o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da Diretoria de Fiscalização, Belline Santana, e o ex-chefe adjunto do mesmo departamento, Paulo Sérgio Neves de Sousa. De acordo com o BC, os dois são suspeitos de atuar ilegalmente em favor dos interesses do Banco Master. </p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779134204_973_Banco-Master-operacao-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses-e.png?w=740&#038;ssl=1" alt="Seis meses da Operação Compliance Zero" title="Arte EBC" data-pagespeed-url-hash="1705969053" onload="pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);"/></p>
<p>Arte: EBC</p>
<h2 class="wp-block-heading">Quarta</h2>
<p>A quarta fase da operação ocorreu em 16 de abril, principalmente para aprofundar as investigações sobre a corrupção de agentes públicos. Com autorização do STF, os agentes federais prenderam, preventivamente, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, e o advogado de Vorcaro Daniel Monteiro. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. </p>
<p>De acordo com as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis. A PF garante ter provas de que ao menos R$ 74 milhões foram pagos – o que Costa nega.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Quinta</h2>
<p>Em 7 de maio, a quinta etapa da Compliance Zero atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI); o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e outros investigados no Distrito Federal, Minas Gerais, Piauí e São Paulo. No total, foram executados dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. </p>
<p>O presidente do PP e ex-ministro do governo Bolsonaro, senador Ciro Nogueira, foi alvo de mandados de busca e apreensão. Ele é suspeito de atuar politicamente em prol de interesses de Daniel Vorcaro. Em troca, segundo a PF, o senador teria recebido entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, além de outras vantagens, como o custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas em restaurantes. </p>
<p>Em agosto de 2024, Nogueira apresentou acréscimo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que discute a autonomia do Banco Central (BC). O texto, que ficou conhecido como Emenda Master, defende a ampliação da garantia ordinária do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão – o que, segundo especialistas, colocaria em risco a sustentabilidade do fundo. De acordo com a PF, a emenda foi elaborada por assessores do Banco Master e entregue a Nogueira para que ele a apresentasse ao Congresso Nacional como sendo de sua autoria.</p>
<p>O primo Felipe Cançado era um dos alvos da segunda fase da operação, em janeiro, mas escapou em um carrinho de golfe pouco antes dos policiais federais chegarem a casa onde estava, em Trancoso, na Bahia. Na quinta fase, ele foi detido em caráter temporário, sob a suspeita de ser um dos operadores financeiros do esquema montado por seu primo. </p>
<p>No total, o ministro André Mendonça expediu dez mandados de busca e apreensão. Ele também determinou o bloqueio de bens, de direitos e de valores dos investigados no valor de R$18,85 milhões. E decretou que o irmão do senador Ciro Nogueira, o empresário Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, um dos alvos desta fase, passasse a usar tornozeleira eletrônica, entregasse seu passaporte à PF e se abstivesse de deixar Teresina (PI) e de contatar outros investigados ou testemunhas.  </p>
<h2 class="wp-block-heading">Sexta</h2>
<p>Seis mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão foram cumpridos no dia 14 de maio, na sexta fase da operação. Um sétimo mandado de prisão foi executado dois dias depois, com a detenção de Victor Lima Sedlmaier, capturado em Dubai, nos Emirados Árabas, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local. </p>
<p>Entre os demais alvos, estava o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Henrique participava do gerenciamento de “A Turma”, grupo revelado na terceira fase e apontado como milícia pessoal do banqueiro. </p>
<p>Também foi detido o policial federal Anderson da Silva Lima, suspeito de repassar a Daniel Vorcaro dados sigilosos sobre investigações policiais em curso. Além disso, o ministro André Mendonça determinou a transferência do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, detido desde a terceira fase, para um presídio federal – determinação cumprida na última sexta-feira (15). </p>
<h2 class="wp-block-heading">Dark Horse</h2>
<p>Na última semana, reportagens do portal<em> The Intercept Brasil </em>revelaram gravações em que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Nos áudios, o parlamentar justifica o pedido como financiamento para a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. </p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779134204_263_Banco-Master-operacao-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses-e.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP), 04/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Ex-banqueiro Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Banco Master/Divulgação e Lula Marques/Agência Brasil" title="Banco Master/Divulgação e Lula Marques/Agência Brasil" data-pagespeed-url-hash="4178448777" onload="pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);"/></p>
<p>The Intercept Brasil divulga áudios do senador Flávio Bolsonaro a Vorcaro  Banco Master/Divulgação e Lula Marques/Agência Brasil</p>
<p>O próprio senador admitiu a veracidade dos áudios e o teor da conversa vazada, mas negou ter cometido qualquer irregularidade, assegurando que todo o dinheiro fornecido por Vorcaro foi usado para custear a realização do filme <em>Dark Horse</em>. </p>
<p>Segundo o <em>The Intercept Brasil</em>, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$61 milhões foram efetivamente liberados. O que motivou vários parlamentares a pedirem que a origem e o uso dos recursos sejam investigados.   </p>
<p>Nesse domingo (17), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, disse que o orçamento do filme sobre seu pai “não é caro para os padrões de Hollywood”, uma vez que é dirigido pelo diretor estadunidense Cyrus Nowrasteh e tem, no elenco, diversos atores estrangeiros, incluindo Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente. </p>
<p>Veja a lista dos presos em cada fase da Compliance Zero:</p>
<p>1ª Fase </p>
<ol class="wp-block-list">
<li>Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master (Preventiva);</li>
<li>Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Banco Master (Preventiva);</li>
<li>Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance e Operações do Master (Preventiva);</li>
<li>Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo do Master (Preventiva);</li>
<li>Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master (Preventiva);</li>
<li>André Felipe de Oliveira Seixas Maia (Temporária) </li>
<li>Henrique Souza e Silva Peretto (Temporária) </li>
</ol>
<p> <br />3ª Fase</p>
<ol class="wp-block-list">
<li>Daniel Vorcaro (Preventiva)</li>
<li>Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor da igreja Lagoinha de Belo Horizonte (MG) (Preventiva), </li>
<li> Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário (Preventiva)</li>
<li> Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado (Preventiva) </li>
</ol>
<p>4ª Fase</p>
<ol class="wp-block-list">
<li> Paulo Henrique Costa (PHC), ex-presidente do BRB (Preventiva),</li>
<li> Daniel Monteiro, advogado do Banco Master (Preventiva)</li>
</ol>
<p> <br />5ª Fase</p>
<ol class="wp-block-list">
<li> Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro e sócio de empresas investigadas no âmbito da operação (Temporária) </li>
</ol>
<p>6ª Fase</p>
<ol class="wp-block-list">
<li> Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro (Preventiva),</li>
<li> David Henrique Alves, especialista em tecnologia, apontado como líder do núcleo tecnológico de “A Turma” (Preventiva)</li>
<li> Victor Lima Sedlmaier, especialista em tecnologia (Preventiva),</li>
<li> Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado (Preventiva),</li>
<li> Anderson Wander da Silva Lima, policial federal em atividade (Preventiva), </li>
<li> Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos (Preventiva),</li>
<li> Manoel Mendes Rodrigues, apontado como “empresário do jogo” do bicho no Rio de Janeiro (Preventiva)</li>
</ol>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/banco-master-operacao-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses-e-balanca-estruturas-do-poder/">Banco Master: operação contra fraude bilionária completa seis meses e balança estruturas do poder</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<item>
		<title>Master: operação da PF contra fraude bilionária completa seis meses</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/master-operacao-da-pf-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:24:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bilionária]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[completa]]></category>
		<category><![CDATA[contra]]></category>
		<category><![CDATA[fraude]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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		<category><![CDATA[operação]]></category>
		<category><![CDATA[seis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), completa seis meses nesta segunda-feira (18). As seis fases executadas até 14 de maio trouxeram à luz o que pode ser a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional já registrada no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares. A operação também revelou [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/master-operacao-da-pf-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses/">Master: operação da PF contra fraude bilionária completa seis meses</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), completa seis meses nesta segunda-feira (18). As seis fases executadas até 14 de maio trouxeram à luz o que pode ser a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional já registrada no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Master-operacao-da-PF-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A operação também revelou a intrincada teia de relações que o principal alvo da apuração, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, estabeleceu com políticos; criminosos e servidores públicos de alto escalão. Na lista, figuram diretores do Banco Central (BC), órgão responsável por fiscalizar o sistema bancário, e agentes da própria PF.</p>
<p>As investigações acerca do esquema que, segundo a PF, era chefiado por Vorcaro, começou no início de 2024, a pedido do Ministério Público Federal (MPF). </p>
<p>Desde então, as provas reunidas motivaram o Poder Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal (STF) a decretar 21 prisões temporárias (de até cinco dias, prorrogáveis pelo mesmo período) ou preventivas (sem prazo para ser revogada), incluindo a do próprio banqueiro. </p>
<p>Também foram expedidos 116 mandados de busca e apreensão de provas e autorizações judiciais para o bloqueio e o sequestro de bens em valores próximos a R$ 27,71 bilhões. </p>
<p>Os mandados foram cumpridos em sete unidades da Federação:</p>
<ul>
<li>Bahia;</li>
<li>Minas Gerais;</li>
<li>Piauí;</li>
<li>Rio de Janeiro;</li>
<li>Rio Grande do Sul;</li>
<li>São Paulo;</li>
<li>Distrito Federal. </li>
</ul>
<h2>Primeira fase</h2>
<p>Na primeira etapa da Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro, 42 anos, foi um dos sete presos. Os agentes federais já vinham investigando os indícios de “fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro” há quase um ano. Concluíram que tais títulos tinham sido vendidos a outro banco, o Banco de Brasília (BRB), e que após fiscalização do BC, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.</p>
<p>Além de Vorcaro, outros seis investigados foram presos, incluindo o ex-CEO e sócio no Banco Master Augusto Ferreira Lima. Na ocasião, a 10ª Vara Federal de Brasília também determinou o afastamento dos cargos do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC), e do então diretor financeiro do banco estatal do Distrito Federal, Dario Oswaldo Garcia.<br /> <br />A primeira fase da operação foi deflagrada um dia após a Fictor Holding Financeira anunciar a intenção de comprar o Banco Master em conjunto com investidores dos Emirados Árabes Unidos. <br />Sete meses antes, a diretoria do BRB tentou comprar o Master por cerca de R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) barrou o negócio no início de setembro – dois meses antes de a PF e o Poder Judiciário exporem o que analistas do mercado financeiro já comentavam há tempos: a falta de lastro do Master.</p>
<p>Em meio a essas revelações, o BC oficializou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras do conglomerado Master, como os bancos Master de Investimento, Letsbank, a Master Corretora de Câmbio, Will Financeira e o Banco Pleno. O BC também decretou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores do grupo e o Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do banco Master Múltiplo S/A. </p>
<p>Até o momento, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) gastou aproximadamente R$ 49,5 bilhões para ressarcir clientes do Grupo Master, do Will Bank e do Banco Pleno. Mantido por contribuições obrigatórias das entidades financeiras associadas, o FGC tem o propósito de proteger o sistema financeiro, prevenir crises e resguardar os clientes, garantindo o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de intervenção ou liquidação pelo Banco Central. </p>
<h2>Segunda</h2>
<p>Em 14 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 42 mandados judiciais de busca e apreensão, durante a segunda fase da Compliance Zero. As autoridades também buscavam provas de lavagem de dinheiro.<br /> <br />Com autorização do ministro Dias Toffoli, do STF, mais de R$5,7 bilhões dos investigados foram bloqueados. O pastor da igreja Lagoinha de Belo Horizonte Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, chegou a ser detido quando tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes, mas foi liberado na sequência.<br /> <br />Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estavam o empresário Nelson Tanure e o ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos João Carlos Mansur, entre outros.</p>
<h2>Terceira</h2>
<p>Solto após determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região dez dias após ter sido preso, na primeira fase da operação, Vorcaro voltou a ser detido em 4 de março, na terceira etapa da Compliance Zero. A PF encontrou no celular apreendido de Vorcaro mensagens em que ele discute com interlocutores a possibilidade de simularem um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal <em>O Globo</em>, e outras ações violentas contra ex-empregados. Segundo a corporação, o dono do Master controlava uma milícia particular para intimidar e coagir seus desafetos. “A Turma”, como Vorcaro se referia ao grupo, era chefiada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o &#8220;Sicário&#8221;. </p>
<p>Detido em Belo Horizonte, Mourão foi levado à Superintendência da PF. Horas depois, foi encontrado desacordado na cela onde foi deixado sozinho. A PF afirma que Sicário tentou se suicidar e, embora tenha sido encontrado com vida e recebido os primeiros socorros no local, antes de ser levado às pressas para um hospital, não resistiu e morreu.  </p>
<p>Além das prisões de Vorcaro e de Mourão, foram cumpridos outros dois mandados de prisão preventiva (contra o cunhado do banqueiro, Zettel, e contra o policial aposentado Marilson Silva); 15 de busca e apreensão e o sequestro e bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens e contas de pessoas investigadas. </p>
<p>O STF também determinou que o Banco Central afastasse o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da Diretoria de Fiscalização, Belline Santana, e o ex-chefe adjunto do mesmo departamento, Paulo Sérgio Neves de Sousa. De acordo com o BC, os dois são suspeitos de atuar ilegalmente em favor dos interesses do Banco Master. </p>
<h2>Quarta</h2>
<p>A quarta fase da operação ocorreu em 16 de abril, principalmente para aprofundar as investigações sobre a corrupção de agentes públicos. Com autorização do STF, os agentes federais prenderam, preventivamente, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, e o advogado de Vorcaro Daniel Monteiro. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. </p>
<p>De acordo com as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis. A PF garante ter provas de que ao menos R$ 74 milhões foram pagos – o que Costa nega.</p>
<h2>Quinta</h2>
<p>Em 7 de maio, a quinta etapa da Compliance Zero atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI); o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e outros investigados no Distrito Federal, Minas Gerais, Piauí e São Paulo. No total, foram executados dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. </p>
<p>O presidente do PP e ex-ministro do governo Bolsonaro, senador Ciro Nogueira, foi alvo de mandados de busca e apreensão. Ele é suspeito de atuar politicamente em prol de interesses de Daniel Vorcaro. Em troca, segundo a PF, o senador teria recebido entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, além de outras vantagens, como o custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas em restaurantes. </p>
<p>Em agosto de 2024, Nogueira apresentou acréscimo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que discute a autonomia do Banco Central (BC). O texto, que ficou conhecido como Emenda Master, defende a ampliação da garantia ordinária do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão – o que, segundo especialistas, colocaria em risco a sustentabilidade do fundo. De acordo com a PF, a emenda foi elaborada por assessores do Banco Master e entregue a Nogueira para que ele a apresentasse ao Congresso Nacional como sendo de sua autoria.</p>
<p>O primo Felipe Cançado era um dos alvos da segunda fase da operação, em janeiro, mas escapou em um carrinho de golfe pouco antes dos policiais federais chegarem a casa onde estava, em Trancoso, na Bahia. Na quinta fase, ele foi detido em caráter temporário, sob a suspeita de ser um dos operadores financeiros do esquema montado por seu primo. </p>
<p>No total, o ministro André Mendonça expediu dez mandados de busca e apreensão. Ele também determinou o bloqueio de bens, de direitos e de valores dos investigados no valor de R$18,85 milhões. E decretou que o irmão do senador Ciro Nogueira, o empresário Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, um dos alvos desta fase, passasse a usar tornozeleira eletrônica, entregasse seu passaporte à PF e se abstivesse de deixar Teresina (PI) e de contatar outros investigados ou testemunhas.  </p>
<h2>Sexta</h2>
<p>Seis mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão foram cumpridos no dia 14 de maio, na sexta fase da operação. Um sétimo mandado de prisão foi executado dois dias depois, com a detenção de Victor Lima Sedlmaier, capturado em Dubai, nos Emirados Árabas, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local. </p>
<p>Entre os demais alvos, estava o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Henrique participava do gerenciamento de “A Turma”, grupo revelado na terceira fase e apontado como milícia pessoal do banqueiro. </p>
<p>Também foi detido o policial federal Anderson da Silva Lima, suspeito de repassar a Daniel Vorcaro dados sigilosos sobre investigações policiais em curso. Além disso, o ministro André Mendonça determinou a transferência do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, detido desde a terceira fase, para um presídio federal – determinação cumprida na última sexta-feira (15). </p>
<h2>Dark Horse</h2>
<p>Na última semana, reportagens do portal<em> The Intercept Brasil </em>revelaram gravações em que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Nos áudios, o parlamentar justifica o pedido como financiamento para a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. </p>
<p>O próprio senador admitiu a veracidade dos áudios e o teor da conversa vazada, mas negou ter cometido qualquer irregularidade, assegurando que todo o dinheiro fornecido por Vorcaro foi usado para custear a realização do filme <em>Dark Horse</em>. </p>
<p>Segundo o <em>The Intercept Brasil</em>, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$61 milhões foram efetivamente liberados. O que motivou vários parlamentares a pedirem que a origem e o uso dos recursos sejam investigados.   </p>
<p>Nesse domingo (17), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, disse que o orçamento do filme sobre seu pai “não é caro para os padrões de Hollywood”, uma vez que é dirigido pelo diretor estadunidense Cyrus Nowrasteh e tem, no elenco, diversos atores estrangeiros, incluindo Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente. </p>
<p>Veja a lista dos presos em cada fase da Compliance Zero:</p>
<p>1ª Fase </p>
<ol>
<li>Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master (Preventiva);</li>
<li>Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Banco Master (Preventiva);</li>
<li>Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance e Operações do Master (Preventiva);</li>
<li>Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo do Master (Preventiva);</li>
<li>Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master (Preventiva);</li>
<li>André Felipe de Oliveira Seixas Maia (Temporária) </li>
<li>Henrique Souza e Silva Peretto (Temporária) </li>
</ol>
<p> <br />3ª Fase</p>
<ol>
<li>Daniel Vorcaro (Preventiva)</li>
<li>Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor da igreja Lagoinha de Belo Horizonte (MG) (Preventiva), </li>
<li> Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário (Preventiva)</li>
<li> Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado (Preventiva) </li>
</ol>
<p>4ª Fase</p>
<ol>
<li> Paulo Henrique Costa (PHC), ex-presidente do BRB (Preventiva),</li>
<li> Daniel Monteiro, advogado do Banco Master (Preventiva)</li>
</ol>
<p> <br />5ª Fase</p>
<ol>
<li> Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro e sócio de empresas investigadas no âmbito da operação (Temporária) </li>
</ol>
<p>6ª Fase</p>
<ol>
<li> Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro (Preventiva),</li>
<li> David Henrique Alves, especialista em tecnologia, apontado como líder do núcleo tecnológico de &#8220;A Turma&#8221; (Preventiva)</li>
<li> Victor Lima Sedlmaier, especialista em tecnologia (Preventiva),</li>
<li> Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado (Preventiva),</li>
<li> Anderson Wander da Silva Lima, policial federal em atividade (Preventiva), </li>
<li> Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos (Preventiva),</li>
<li> Manoel Mendes Rodrigues, apontado como “empresário do jogo” do bicho no Rio de Janeiro (Preventiva)</li>
</ol>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/master-operacao-da-pf-contra-fraude-bilionaria-completa-seis-meses" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Agência Brasil completa 36 anos ampliando acesso com credibilidade</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/agencia-brasil-completa-36-anos-ampliando-acesso-com-credibilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 18:21:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Celular, nem pensar. Computador, então, era um sonho em 1990. As novas tecnologias tornaram, com o passar do tempo, tudo cada vez mais veloz e com equipamentos menores. A Agência Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nascida há exatos 36 anos, viu a responsabilidade se tornar maior a cada dia, conforme ressaltam pesquisadores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Celular, nem pensar. Computador, então, era um sonho em 1990. As novas tecnologias tornaram, com o passar do tempo, tudo cada vez mais veloz e com equipamentos menores. A Agência Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nascida há exatos 36 anos, viu a responsabilidade se tornar maior a cada dia, conforme ressaltam pesquisadores em comunicação e entidades ligadas ao jornalismo profissional.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Agencia-Brasil-completa-36-anos-ampliando-acesso-com-credibilidade.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O antigo difusor de notícias de governo transformou-se em veículo público divulgador de materiais jornalísticos profissionais de utilização gratuita. Dos maiores aos menores órgãos de comunicação do Brasil, notícias e reportagens publicadas pela agência são replicadas diariamente em todo o país.</p>
<p>Isso colabora, no entender dos estudiosos, para pluralização das pautas, combate à desinformação e promoção do desenvolvimento e da cidadania. “A gratuidade da distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso a essa informação de necessidade e de demanda social”, afirmou o professor de jornalismo Pedro Aguiar, da Universidade Federal Fluminense (UFF).</p>
<h2>Democratização</h2>
<p>O veículo público teve um crescimento de 40% no percentual de acesso nos últimos dois anos, com ampliação da capilaridade e do alcance. O pesquisador destaca que a Agência Brasil presta informações relevantes de serviços públicos, como campanhas de vacinação, de educação, de inscrições para programas sociais, e também dos deveres do cidadão. O veículo tornou-se referência também na cobertura de economia ao tratar de temas do dia a dia da população.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Agencia-Brasil-completa-36-anos-ampliando-acesso-com-credibilidade.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 09/05/2025 - Pedro Aguiar (professor da UFF), especial aniversário de 35 anos da agência Brasil&#13;&#10;Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal" title="Pedro Aguiar/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Brasília (DF), 09/05/2025 &#8211; Pedro Aguiar considera importante o Estado brasileiro manter investimento na Agência Brasil. Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal &#8211; Pedro Aguiar/Arquivo pessoal</p>
<p>Pedro Aguiar, que é pesquisador do tema das agências de notícias, entende que esse tipo de veículo é um investimento no desenvolvimento e não puramente na comunicação como um bem simbólico, que pode render frutos a curto prazo. Uma vacina, por exemplo, contra a desinformação.</p>
<p>“Tudo isso já é muito positivo, mas pode melhorar se a capilaridade dessa rede de apuração for aumentada. Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico que um país pode fazer”, explicou.</p>
<p>Para o pesquisador, a melhor forma de conscientizar a sociedade sobre o papel do jornalismo da agência pública é reforçar a relevância da produção de conteúdos jornalísticos. &#8220;Isso a agência já faz e pode sempre melhorar”, destacou.</p>
<p>O professor cita ser necessário que o veículo tenha jornalistas correspondentes em todas as regiões e também fora do país.  “Estamos vivendo um cenário de guerras que tem uma cobertura midiática ainda dependente das estruturas do primeiro mundo. Se houvesse jornalistas no Oriente Médio e nos Estados Unidos, a mídia brasileira utilizaria os materiais”, pontua.</p>
<p>Ele contextualiza que a maior parte da mídia privada está sendo subfinanciada ou desfinanciada.  Para ele, essa situação aumenta o risco de a comunicação servir a interesses de oligopólios.</p>
<p>“Os cidadãos podem ficar mais à mercê desses grandes conglomerados tecnológicos e plataformas”, afirmou.</p>
<p>Pedro Aguiar ressalta que o Estado brasileiro manter investimento na Agência Brasil reforça o compromisso de democratização do acesso à informação. Ele avalia que as decisões da Argentina e do México de retirar financiamentos das agências públicas de notícias deixaram a população vulnerável.</p>
<h2>Soberania</h2>
<p>Pesquisador em comunicação pública, o professor Fernando de Oliveira Paulino, da Universidade de Brasília (UnB), defende que um país que pretende encontrar soberania e com população bem informada necessita de uma agência fortalecida nas atividades.</p>
<p>“Dessa maneira, é essencial que o trabalho desenvolvido pela agência seja reconhecido e com as condições necessárias”.</p>
<p>Para Paulino, que é também presidente da Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (Alaic), o veículo deve atuar diretamente relacionado aos princípios constitucionais de promoção da liberdade de expressão, da comunicação pública e do acesso à informação.</p>
<h2>Jornalismo regional</h2>
<p>Entidades representativas no país também defendem a força do papel da agência de notícias pública. Segundo o diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Moacyr de Oliveira Filho, em um país de dimensões continentais requer uma agência pública de notícias em um papel estratégico. “Leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e contribui para o combate à desinformação”, aponta.</p>
<p>Para o diretor da ABI, as pautas de interesse público abrem espaço, pluralidade e compromisso com a verdade. “Ao longo dessas décadas, a Agência Brasil construiu uma trajetória marcada pelo serviço público, pela credibilidade e pela valorização do jornalismo”, considera.</p>
<p>Ele destaca ainda que, em um país ainda marcado por desigualdades, como o Brasil, a agência ajuda a democratizar a informação e fortalecer o direito da sociedade de ser bem informada.</p>
<p>“O país deve defender a Agência Brasil porque presta um serviço público essencial. Seu conteúdo abastece veículos de comunicação em todo o país, especialmente os regionais e pequenos”, afirmou Oliveira Filho.</p>
<p>A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, acrescenta que o fortalecimento do veículo público proporciona transparência pública e pluralidade de vozes.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778437273_241_Agencia-Brasil-completa-36-anos-ampliando-acesso-com-credibilidade.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 26/10/2023   Comissão de Comunicação da Câmara realiza audiência pública sobre a importância da formação superior para o exercício do jornalismo. ( Samira de Castro Cunha, presidenta da FENAJ).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil" title="Lula Marques/ Agência Brasil"/></p>
<p>Brasília (DF) 26/10/2023 &#8211;  Samira de Castro destaca uma agência pública garante acesso a informações de interesse público. Foto-arquivo: Lula Marques/ Agência Brasil &#8211; Lula Marques/ Agência Brasil</p>
<p>“Em um cenário marcado pela desinformação e pela concentração dos grandes meios de comunicação, uma agência pública forte garante acesso a informações de interesse público e compromisso com a sociedade brasileira”, destacou.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/agencia-brasil-completa-36-anos-como-vacina-contra-desinformacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Urna eletrônica completa 30 anos e Brasil já levou o sistema a 34 países</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 13:07:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A urna eletrônica completa 30 anos em maio. Para marcar a data, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza, nesta segunda-feira (4), um evento comandado pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. A iniciativa busca ampliar o diálogo com a sociedade e reforçar a confiança nas eleições. Desenvolvida pela Justiça Eleitoral e utilizada pela primeira vez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A urna eletrônica completa 30 anos em maio. Para marcar a data, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza, nesta segunda-feira (4), um evento comandado pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. A iniciativa busca ampliar o diálogo com a sociedade e reforçar a confiança nas eleições. </p>
<p>Desenvolvida pela Justiça Eleitoral e utilizada pela primeira vez em 1996, a urna eletrônica reduziu riscos de fraude e ampliou a segurança e a confiabilidade das eleições brasileiras, consolidando-se como símbolo do sistema democrático.</p>
<p>Porém, foi contestada, especialmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que fez campanha para a vota do voto impresso.</p>
<p>“Ao longo de três décadas, o equipamento se firmou como instrumento essencial para garantir rapidez na apuração e segurança no processo eleitoral, com base em constante aprimoramento tecnológico e rigorosos procedimentos de auditoria”, afirma o TSE.</p>
</p>
<h2 class="wp-block-heading">Exportação para 34 países </h2>
<p>O sistema eletrônico de votação brasileiro chega às Eleições Gerais de 2026 consolidado como um dos principais pilares de fortalecimento da democracia no país. Ao longo desse período, a tecnologia se firmou como um instrumento decisivo para garantir segurança, agilidade e confiabilidade ao processo eleitoral. Essa mudança marcou a forma como os brasileiros exercem o direito ao voto e não ocorreu somente no Brasil — como alegam, de forma enganosa, diversas fake news —, já que outras nações também utilizam o sistema eletrônico. </p>
<p>Levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea) aponta que ao menos 34 países utilizam ou já utilizaram algum tipo de sistema eletrônico de votação em processos oficiais, seja em pleitos nacionais, subnacionais ou em consultas específicas. A International IDEA é uma instituição intergovernamental que atua para apoiar e promover democracias ao redor do mundo e tem como parceiros o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP), o Conselho Europeu e outros órgãos. O Brasil se tornou membro da entidade em 2016 por meio do termo de cooperação assinado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). </p>
<p>O uso do voto eletrônico ao redor do mundo apresenta formatos e alcances distintos, variando de acordo com a legislação eleitoral de cada país. Entre as nações que já recorreram ou recorrem a sistemas de votação eletrônica em diferentes níveis estão: Albânia, Argentina, Armênia, Austrália, Bangladesh, Bélgica, Butão, Brasil, Bulgária, Canadá, Coreia do Sul, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Fiji, Filipinas, França, Índia, Irã, Iraque, México, Mongólia, Nova Zelândia, Omã, Panamá, Paraguai, Peru, Quirguistão, República Democrática do Congo, República Dominicana, Suíça e Venezuela.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Voto eletrônico no mundo</h2>
<p>Segundo o Idea, 17 países utilizam a urna eletrônica (do tipo gravação direta) em eleições gerais, como pleitos presidenciais, parlamentares ou referendos nacionais. O Brasil integra esse grupo, ao lado de nações como Índia, França, Peru e Paraguai, entre outras.</p>
<p>Nesses países que adotam máquinas de votação eletrônica de gravação direta, o voto é digitado e gravado digitalmente na máquina. Em alguns casos, adota-se um sistema híbrido, no qual a urna eletrônica também imprime um comprovante físico do voto. No Brasil, já houve a impressão do voto pela urna eletrônica nas eleições de 1996 e de 2002, mas o seu uso foi descontinuado, uma vez que a impressão é um processo mecânico sujeito a muitas falhas técnicas.</p>
<p>Brasil adota equipamento de votação de gravação direta: o voto é digitado e gravado digitalmente na máquina</p>
<p>Registro Digital do Voto (RDV)</p>
<p>A urna eletrônica brasileira utiliza o Registro Digital do Voto (RDV), ferramenta de segurança que permite a recontagem dos votos se necessário, substituindo o voto impresso e dispensando a intervenção humana, bem como possíveis fraudes e falhas. </p>
<p>O RDV é uma espécie de tabela digital que armazena os votos digitados, mantendo o anonimato do eleitor. Os dados do RDV podem ser auditados e comparados aos dos boletins de urna (BUs), divulgados nos locais de votação e na internet, para comprovar a apuração oficial. Partidos e coligações podem solicitar os RDVs de todas as urnas que quiserem após a conclusão dos trabalhos de totalização. Posteriormente, esses registros também são publicados na internet, na página Resultados, no portal da Justiça Eleitoral</p>
<p>Ao contrário de uma cédula de papel com o voto, que pode ser riscada, rasgada ou desviada, o RDV é seguro porque não permite que os dados guardados na urna sejam modificados. Os RDVs são como o voto impresso, mas “impresso digitalmente”.  </p>
<p>Testes de Integridade e de Autenticidade</p>
<p>A segurança do modelo de votação brasileiro baseia-se também no isolamento físico das urnas, que não possuem conexão com a internet, Wi-Fi ou Bluetooth, além de múltiplas camadas de criptografia e auditoria. Somada a essa proteção digital, existem outras barreiras. Após a instalação dos softwares, as portas de acesso da máquina são bloqueadas com lacres da Casa da Moeda. A tecnologia desses lacres impede violações silenciosas, pois qualquer tentativa de retirá-los causa uma reação química que altera o visual do selo, evidenciando a manipulação.</p>
<p>Semanas antes da eleição no Brasil, entidades fiscalizadoras, incluindo partidos políticos e a Polícia Federal, podem acompanhar todo o processo de preparação das urnas. Já na véspera e no dia do pleito, são realizados os Testes de Integridade e Autenticidade, que comprovam a segurança do sistema, conferindo se o voto no papel é idêntico ao registrado eletronicamente e se todos os programas instalados nas urnas são originais, produzidos pelo TSE.</p>
<p>Ao fim da votação, os resultados de cada máquina (boletins de urna) são impressos e colados nas portas das seções. Qualquer cidadão também pode verificar esses arquivos no site da Justiça Eleitoral. Desde a implementação da urna eletrônica, em 1996, não há registro comprovado de nenhuma fraude.</p>
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		<title>Faixa Liberada completa cinco meses no Centro de Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cidades/faixa-liberada-completa-cinco-meses-no-centro-de-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2026 19:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Centro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>  A Prefeitura de Manaus celebra cinco meses do projeto Faixa Liberada na avenida Getúlio Vargas, no Centro da cidade. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), já se consolidou como referência de esporte, lazer e convivência aos domingos. Desde a inauguração, em 24 de agosto de 2025, o projeto [&#8230;]</p>
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<p> </p>
<p>A Prefeitura de Manaus celebra cinco meses do projeto Faixa Liberada na avenida Getúlio Vargas, no Centro da cidade. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), já se consolidou como referência de esporte, lazer e convivência aos domingos.</p>
<p>Desde a inauguração, em 24 de agosto de 2025, o projeto transformou o Centro em um espaço ativo e acolhedor. A proposta incentiva a ocupação positiva das vias públicas e promove qualidade de vida à população.</p>
<p>Segundo o secretário da Semjel, Joel Silva, a Faixa Liberada tem como foco democratizar o acesso ao esporte e atrair o público para o coração da capital. A adesão, conforme ele destaca, cresce a cada edição.</p>
<p>“A Faixa Liberada nasceu para aproximar o manauara do Centro. Hoje oferecemos aulas de dança, atividades para crianças e práticas esportivas para todas as idades. Em média, cerca de 20 mil pessoas participam a cada domingo”, afirmou.</p>
<p>Além disso, a programação inclui ritmos, ciclismo, patins e outras modalidades. Com isso, a prefeitura reforça o compromisso com saúde, bem-estar e valorização dos espaços urbanos.</p>
<p>Moradora da região central, Ana Monteiro de Paula afirma que o projeto facilitou o acesso ao lazer. Antes, ela precisava se deslocar até outros pontos da cidade. Agora, encontra tudo perto de casa.</p>
<p>“Sou apaixonada pelo Centro. Hoje posso dançar, me exercitar e aproveitar com tranquilidade, sem sair do bairro”, relatou.</p>
<h4>Centro Vivo</h4>
<p>A Faixa Liberada da avenida Getúlio Vargas também integra o programa Centro Vivo, que busca revitalizar uma das áreas mais tradicionais de Manaus. A região concentra comércio intenso e grande circulação de pedestres.</p>
<p>Além disso, o local recebeu ações do Mutirão no Bairro, com serviços de infraestrutura, limpeza urbana e assistência social. As medidas beneficiam lojistas, ambulantes e moradores, fortalecendo a economia local.</p>
<p>Com cinco meses de atividades, o projeto já simboliza um Centro mais vivo, acessível e integrado à rotina da população.</p>
<p> </p>
</div>
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