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	<title>comunidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>comunidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Crianças de comunidade quilombola andam na escuridão para ir à escola</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a-escola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 14:43:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Às 4h30 da manhã, quando o som do Córrego da Inês fica mais nítido a 50 metros de casa, o menino Aleandro, de 6 anos, acorda animado para ir à escola. Separa o uniforme e se junta aos dois irmãos mais velhos (Alecssandro, de 7, e Tawane, de 15). Juntos e de forma ligeira, eles percorrem, por 50 minutos, uma subida de quase dois quilômetros (km), no meio da escuridão, em uma estrada estreita, com chão de terra, pedregulhos e cascalhos pelo meio do Cerrado.  As crianças da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, na área rural de Santo Antônio do Descoberto (GO), precisam se apressar para não perder a passagem de uma kombi, às 6h10. O veículo transporta pelo menos 12 crianças das redondezas até as escolas municipais no centro da...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Às 4h30 da manhã, quando o som do Córrego da Inês fica mais nítido a 50 metros de casa, o menino Aleandro, de 6 anos, acorda animado para ir à escola. Separa o uniforme e se junta aos dois irmãos mais velhos (Alecssandro, de 7, e Tawane, de 15). Juntos e de forma ligeira, eles percorrem, por 50 minutos, uma subida de quase dois quilômetros (km), no meio da escuridão, em uma estrada estreita, com chão de terra, pedregulhos e cascalhos pelo meio do Cerrado. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a.gif?w=1400&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As crianças da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, na área rural de Santo Antônio do Descoberto (GO), precisam se apressar para não perder a passagem de uma kombi, às 6h10. O veículo transporta pelo menos 12 crianças das redondezas até as escolas municipais no centro da cidade, a cerca de 15 km dali. A situação já foi pior. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/03/2026 - Joaquim Moreira, morador do Quilombola Antinha de Baixo no Santo Antônio do Descoberto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Seu Joaquim é a pessoa mais velha da comunidade quilombola Antinha de Baixo &#8211; Valter Campanato/Agência Brasil<br type="_moz"/><br />
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<p>Os pais dos meninos, os agricultores Roberto Braga, de 42 anos, e Mayara Soares, de 35, orgulham-se do início do caminho dos filhos pela estrada e pela vida. Eles lembram que desistiram de estudar porque não havia qualquer apoio para chegar à cidade.</p>
<p>O avô, Joaquim Moreira, vive com eles. O idoso mora na mesma casa em que nasceu há 87 anos e é a pessoa mais velha da comunidade. Ao acompanhar as crianças acordando para ir à escola, ele diz ter esperança de que os mais novos não passem pelas mesmas dificuldades do passado.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774795434_697_Criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/03/2026 - Roberto Braga, morador do Quilombola Antinha de Baixo no Santo Antônio do Descoberto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Roberto Braga é morador do Quilombo Antinha de Baixo, no Santo Antônio do Descoberto, em Goiás &#8211; Valter Campanato/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Raízes</h2>
<p>Foi Seu Joaquim, como é conhecido no lugar, que recebeu no ano passado, em Brasília (DF), o certificado de autorreconhecimento de comunidade remanescente de quilombo. No local, vivem atualmente cerca de 400 famílias. </p>
<p>&gt;&gt; Leia mais sobre as ameaças à comunidade</p>
<p>O documento garantiu esperança para a comunidade, depois de uma batalha judicial em que fazendeiros e grileiros reclamavam a posse do território.</p>
<p>Pelo menos três casas de quilombolas foram, inclusive, demolidas após decisão contrária. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou o despejo. Além disso, eles diziam que eram constantemente ameaçados por homens armados. </p>
<p>Nos últimos dias, profissionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), incluindo antropólogos, trabalharam no local para a elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) de Antinha de Baixo. </p>
<p>O órgão explicou que o levantamento inclui estudos técnicos e científicos de caracterização do local para obter informações de características geográficas, históricas e etnográficas do lugar.</p>
<p>A conquista dos moradores foi celebrada porque deixa mais próxima a possibilidade de demarcação e titulação do território. De toda forma, a certificação já impulsiona a comunidade a buscar políticas públicas que contemplem as necessidades dessas pessoas. Entre as demandas, estão as das famílias das crianças mais novas que precisam madrugar para ir à escola. </p>
<p>“Ainda é muito complicado para eles irem estudar”, diz a mãe, Mayara. O pai espera que a estrada tenha alguma iluminação. “Hoje é muito escuro”, lamenta. </p>
<h2>Esperança</h2>
<p>Para os irmãos Aleandro e Alecssandro, a escola, além de ser local para conhecer as letras, serve para fazer novos amigos. Por isso, acreditam que vale a pena caminhar pelo meio da estrada, durante a madrugada.</p>
<p>Aleandro exibe o caderno com sílabas copiadas do quadro. A família tem esperança de que os meninos aprendam a ler ainda neste ano. </p>
<p>As aulas vão até às 11h, mas eles só conseguem voltar pra casa depois das 13h30. Ninguém da comunidade pode estudar no turno da tarde porque não há condução que os leve à cidade. Nos dias de chuva mais forte, que não é raro, o transporte fica praticamente inviável. </p>
<h2>Roupa molhada</h2>
<p>A irmã mais velha, Tawane, de 15, está na sétima série. Ela teve dificuldades pelo caminho. Literalmente. Há três anos, para ir à escola, precisava atravessar um córrego para chegar ao transporte que a levaria ao centro da cidade. Com isso, chegava com as roupas molhadas ao colégio. A mãe reclamou na prefeitura, que disponibilizou um veículo a mais para chegar a outra parte da comunidade. </p>
<p>“Eles não queriam vir buscar desse lado de cá. E a gente tinha que atravessar. Quando chovia à noite, era impossível ir para escola”, diz Mayara. Hoje a filha gosta de estudar português e ciências, e sonha um dia fazer faculdade (de veterinária). Seria a primeira da família a chegar ao ensino superior. </p>
<p>Do outro lado do rio, Débora, de 6 anos, está conhecendo as primeiras sílabas e também madruga para ir à escola. Além de juntar as letras, a menina, que acorda pouco antes das 5h, acorda de verdade na hora de brincar de pega-pega com as amigas, no recreio. </p>
<p>No caderno, além das letras, ela também gosta de desenhos. Principalmente flores, tais como as que ela vê perto de casa. “Meu caderno é todo cheio de folhas”. Miguel, primo de Debora, também tem 6 anos. Ele gosta dos momentos em que joga bola e se diverte com os amigos na escola.</p>
<p>Três veículos transportam pelo menos 40 alunos da comunidade para as escolas. As crianças, porém, ficam cansadas com as longas distâncias que precisam percorrer diariamente.</p>
<h2>Lutas familiares </h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774795434_148_Criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/03/2026 - Willianderson Moreira, morador do Quilombola Antinha de Baixo no Santo Antônio do Descoberto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Willianderson é o presidente da associação de famílias da comunidade quilombola Antinha de Baixo &#8211; Valter Campanato/Agência Brasil<br type="_moz"/><br />
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<p>O irmão da pequena Débora é o presidente da associação das famílias da comunidade, Willianderson Moreira, de 27 anos. A associação ganhou registro oficial nesta semana e estão inscritas 120 pessoas que pretendem lutar para melhorar as condições do lugar para onde os ancestrais escravizados fugiram e resistiram. </p>
<p>“Quando o Incra fizer a desapropriação da área, vai ser emitido um título particular para a associação administrar a área. Então são os associados que vão tomar conta de todo o território”, explica.</p>
<p>A expectativa da associação é de que a demarcação e titulação do território ocorram em 2027.</p>
<p>Moreira ressalta que há uma relação de prioridades para eles, como creche, escola, posto de saúde, iluminação, estrada de qualidade, transporte, incentivo à agricultura familiar e segurança.</p>
<p>Sobre as vias de acesso, a comunidade já protocolou ofício na prefeitura. Ele conta com apoio da professora Railda Oliveira, que é ativista e líder comunitária em Santo Antônio do Descoberto, para encaminhar as demandas da comunidade. </p>
<p>Foi Railda que reuniu os documentos e explicou para eles que seria possível proteger o modo de vida dos quilombolas caso houvesse certificação.</p>
<p>“Essa comunidade passou por uma situação muito difícil e estiveram bem perto de serem retirados daqui. Hoje, já começaram a respirar”, afirma Railda.  </p>
<p>A reportagem da Agência Brasil buscou informações com a prefeitura de Santo Antônio do Descoberto e com o governo de Goiás sobre as políticas públicas para a comunidade e, até a publicação da matéria, não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestações do poder público. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774795434_247_Criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/03/2026 - Mayara Soares e seus familiares, moradores do Quilombola Antinha de Baixo no Santo Antônio do Descoberto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Mayara, o marido Roberto e os filhos Aleandro, Alecssandro e Tawane &#8211; Valter Campanato/Agência Brasil<br type="_moz"/><br />
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<h2>Sem posto ou hospital</h2>
<p>As famílias de Antinha de Baixo dizem que, a cada febre de crianças e idosos, todos ficam muito assustados. Como não há transporte público, o socorro funciona na base da solidariedade das poucas famílias que dispõem de um carro. </p>
<p>“Já tivemos que sair de madrugada procurando ajuda pelos meus filhos e pelo meu pai”, diz Roberto Braga. Os agentes de saúde não chegam às casas de lá. O hospital mais próximo fica a 20 quilômetros da comunidade.</p>
<p>“Quem não tem carro e não consegue ajuda fica só rezando mesmo”, lamenta Willianderson Moreira.</p>
<p>Quem trabalha na roça precisa de apoio também para trabalhar, mesmo sendo ainda um espaço preservado. O Córrego da Inês já foi um rio na infância de Mayara e de Roberto.</p>
<p>“O rio secou. Meu pai até tirava areia para vender e a areia também acabou. Hoje o dia é muito mais seco do que antes”, diz Mayara. </p>
<p>O marido, Roberto, embora não tenha conseguido estudar, lembra que a mata que cercava sua casa trazia muito mais sabores do que antes.</p>
<p>“Hoje está tão seco que não tem mais fruta-de-ema, bacupari, gabiroba… O que ainda ficou é o caju do cerrado. Meus filhos têm menos opção do que eu tive em relação a isso”.</p>
<p>O problema pode não ter sido apenas relacionado às mudanças climáticas. A comunidade reclama que grileiros e fazendeiros que se instalaram na região utilizaram agrotóxicos, o que prejudicou a mata nativa. </p>
<p>Mesmo assim, as crianças não se imaginam longe da liberdade de morar em uma área rural. Debora adora a plantação de milho tão perto de casa.</p>
<p>“É muito bom morar aqui. Tem várias coisas pra fazer. Tem como debulhar o milho e, quando está no ponto, dá pra fazer pamonha”, sorri a menina.</p>
<p>A mãe da menina e do presidente da associação das famílias, Rejane Moreira, de 41 anos, também nascida e criada na mesma casa, diz que não teve oportunidade de estudar depois que uma escola rural deixou de oferecer vagas. “Estudei até a quarta série”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774795434_166_Criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/03/2026 - Crianças em frente a plantação de milho no Quilombola Antinha de Baixo no Santo Antônio do Descoberto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Crianças da comunidade em frente à plantação de milho &#8211; Valter Campanato/Agência Brasil<br type="_moz"/><br />
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<h2>Provas</h2>
<p>Outra moradora que luta para concluir os estudos é a vendedora autônoma Ana Clity Vieira, de 57 anos. Ela está fazendo curso promovido pelo programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), no centro de Santo Antônio do Descoberto. </p>
<p>Quando a reportagem da Agência Brasil chegou à casa dela, ela chorava sozinha por não ter conseguido nenhum dia fazer provas para avançar da sétima série. Não conseguiu carro para ir ao centro. Quando vai estudar, pede para dormir na casa de algum colega de sala porque não há como voltar.</p>
<p>No ano passado, quando fazendeiros conseguiram a desapropriação de quilombolas, a casa de Ana só não foi demolida porque seguranças fizeram do local o ponto de apoio: “Eu fui a primeira pessoa expulsa”.</p>
<p>Ela precisou se refugiar em uma casa no centro da cidade pagando aluguel e se endividando. Depois da decisão do STF, ela voltou para casa e hoje vende produtos que planta para sobreviver.</p>
<p>“Aqui eu posso criar minhas galinhas, plantar minhas coisinhas, como o açafrão e fazer azeite de mamona para vender”.</p>
<p>Ana comercializa produtos da terra para abastecer dois sonhos: o primeiro é montar uma loja; o segundo é escrever um livro sobre a vida dela. Para contar as histórias sobre o desejo de ler e aprender, e sobre as dores da vida. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774795434_74_Criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/03/2026 - Ana Clity Vieira, moradora do Quilombola Antinha de Baixo no Santo Antônio do Descoberto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Ana Clity Vieira pretende terminar os estudos sem deixar a comunidade de Antinha de Baixo &#8211; Valter Campanato/Agência Brasil<br type="_moz"/><br />
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<p>Entre as lágrimas que molham o caderno, há também aquelas de quando perdeu uma irmã atropelada. Com a indenização pelo acidente, conseguiu construir a casa na comunidade. Dor também da infância, principalmente da fome depois que o pai abandonou a mãe e cinco filhos. O livro ainda não foi escrito, mas já tem título: <em>Resistência</em>. O outro título que ela espera é o da terra.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774795435_856_Criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-a.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/03/2026 - Jéssica Gonçalvez, moradora do Quilombola Antinha de Baixo no Santo Antônio do Descoberto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil" title="Valter Campanato/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Jéssica e o pequeno Henrique, o mais novo integrante do Quilombo Antinha de Baixo, com 8 meses &#8211; Valter Campanato/Agência Brasil<br type="_moz"/><br />
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</p>
<p>Perto dali, a dona de casa Jéssica Gonçalves, de 35 anos, é mãe do mais novo da comunidade: Henrique, de oito meses. Como hoje não tem creche próxima, Jéssica não consegue ter outra atividade que não seja a de cuidar do menino. </p>
<p>Ela espera que o garoto cresça livre, em um território demarcado, em segurança. “Que ele tenha acesso a tudo o que a gente não teve”, diz a mãe. Mas ela entende que é fundamental que Henrique aprenda a história deles. Sobre todas as lutas que enfrentaram em busca de dias melhores para a comunidade.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/criancas-de-comunidade-quilombola-andam-na-escuridao-para-ir-escola" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Projeto de saneamento rural sustentável começa em comunidade do AM</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/projeto-de-saneamento-rural-sustentavel-comeca-em-comunidade-do-am/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 00:22:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presidente Figueiredo (AM) – O Governo do Amazonas e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) iniciaram, nesta terça-feira (24), um projeto piloto de saneamento rural sustentável na Amazônia. A primeira comunidade beneficiada será Boa União do Rumo Certo, localizada no município a 117 quilômetros de Manaus. A iniciativa faz parte do programa internacional “SIRWASH: Água, Saneamento e Higiene Rural Sustentáveis e Inovadores no Brasil” e prevê melhorias no abastecimento de água, esgotamento sanitário e gestão de resíduos sólidos. Projeto piloto com alcance internacional O projeto é liderado pelo BID em parceria com a Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação (Consude) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). No Amazonas, a coordenação será da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), com apoio da prefeitura local. A proposta é testar...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Presidente Figueiredo (AM) – O Governo do Amazonas e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) iniciaram, nesta terça-feira (24), um projeto piloto de saneamento rural sustentável na Amazônia. A primeira comunidade beneficiada será Boa União do Rumo Certo, localizada no município a 117 quilômetros de Manaus.</p>
<p>A iniciativa faz parte do programa internacional “SIRWASH: Água, Saneamento e Higiene Rural Sustentáveis e Inovadores no Brasil” e prevê melhorias no abastecimento de água, esgotamento sanitário e gestão de resíduos sólidos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Projeto piloto com alcance internacional</h2>
<p>O projeto é liderado pelo BID em parceria com a Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação (Consude) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). No Amazonas, a coordenação será da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), com apoio da prefeitura local.</p>
<p>A proposta é testar um modelo sustentável que possa ser replicado em outras comunidades do interior do estado.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Melhoria na qualidade de vida</h2>
<p>Durante a apresentação do projeto, o secretário da Sedurb, Marcellus Campêlo, destacou que a iniciativa deve orientar políticas públicas futuras.</p>
<p>“Esse projeto vai garantir água tratada, coleta e tratamento de esgoto e manejo de resíduos, melhorando diretamente a qualidade de vida da população”, afirmou.</p>
<p>A escolha da comunidade levou em consideração fatores como déficit de saneamento, crescimento populacional e participação ativa dos moradores.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Impacto econômico e social</h2>
<p>O prefeito de Presidente Figueiredo, Fernando Vieira, ressaltou que o projeto também fortalece o desenvolvimento sustentável da região, especialmente no turismo.</p>
<p>Já o representante comunitário Adaildo de Carvalho destacou a importância da iniciativa para os moradores.</p>
<p>“Temos dificuldades com água tratada. Esse projeto vai trazer mais qualidade de vida e valorização para a nossa comunidade”, disse.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Três eixos de atuação</h2>
<p>O projeto está estruturado em três áreas principais:</p>
<li>Abastecimento de água</li>
<li>Esgotamento sanitário rural</li>
<li>Coleta seletiva e valorização de resíduos</li>
<p>Entre as ações previstas estão estudos para novos poços, implantação de rede de distribuição, construção de banheiros e criação de uma central de triagem de resíduos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Expansão para o interior</h2>
<p>A expectativa é que, após a fase piloto, o modelo seja ampliado para outras comunidades do Amazonas, fortalecendo o acesso ao saneamento básico em áreas rurais.</p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Em Manaus, mulheres lideram projeto de condomínio inovador e sustentável</p>
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		<item>
		<title>Incêndio em comunidade da Brasilândia deixa duas pessoas feridas em SP</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/incendio-em-comunidade-da-brasilandia-deixa-duas-pessoas-feridas-em-sp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Feb 2026 16:11:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Duas pessoas ficaram feridas após incêndio ter atingido uma comunidade na Brasilândia, zona norte da capital paulista, na noite de ontem (20). Segundo o Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência, uma das vítimas teve uma luxação na perna e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A outra vítima era uma criança, que teve uma intoxicação considerada leve. De acordo com os Bombeiros, pelo menos 40 moradias foram atingidas pelas chamas. A área queimada correspondeu a cerca de 700 metros quadrados. O incêndio teve início por volta das 18h da noite de ontem (20) e ocorreu em uma comunidade localizada na Avenida Deputado Cantídio Sampaio. Segundo relatos preliminares, o fogo pode ter começado na casa de uma moradora que não estava no imóvel no momento do...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Duas pessoas ficaram feridas após incêndio ter atingido uma comunidade na Brasilândia, zona norte da capital paulista, na noite de ontem (20). Segundo o Corpo de Bombeiros, que atendeu a ocorrência, uma das vítimas teve uma luxação na perna e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A outra vítima era uma criança, que teve uma intoxicação considerada leve.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Incendio-em-comunidade-da-Brasilandia-deixa-duas-pessoas-feridas-em.gif?w=1400&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>De acordo com os Bombeiros, pelo menos 40 moradias foram atingidas pelas chamas. A área queimada correspondeu a cerca de 700 metros quadrados.</p>
<p>O incêndio teve início por volta das 18h da noite de ontem (20) e ocorreu em uma comunidade localizada na Avenida Deputado Cantídio Sampaio. Segundo relatos preliminares, o fogo pode ter começado na casa de uma moradora que não estava no imóvel no momento do ocorrido.</p>
<p>O caso foi registrado no 72º Distrito Policial da Vila Penteado e as causas do incêndio estão sendo</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/incendio-em-comunidade-da-brasilandia-deixa-duas-pessoas-feridas-em-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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