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	<title>cresce Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>cresce Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Amazonas reduz analfabetismo, mas cresce entre idosos em 2025</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/amazonas-reduz-analfabetismo-mas-cresce-entre-idosos-em-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 20:30:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Amazonas registrou queda no analfabetismo entre jovens e adultos entre 2016 e 2025. No mesmo período, cresceu o número de pessoas com 60 anos ou mais que não sabem ler ou escrever. Segundo o IBGE, o estado passou de 173 mil para 135 mil analfabetos na população com 15 anos ou mais, uma redução [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Amazonas registrou queda no analfabetismo entre jovens e adultos entre 2016 e 2025. No mesmo período, cresceu o número de pessoas com 60 anos ou mais que não sabem ler ou escrever. Segundo o IBGE, o estado passou de 173 mil para 135 mil analfabetos na população com 15 anos ou mais, uma redução de 22%. Já entre os idosos, o total subiu de 60 mil para 68 mil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No grupo de 18 anos ou mais, o número de analfabetos caiu de 170 mil para 134 mil. Entre pessoas com 25 anos ou mais, houve redução de 163 mil para 129 mil. No recorte de 40 anos ou mais, o total passou de 132 mil para 117 mil. Por outro lado, a população com 60 anos ou mais apresentou crescimento de 13,3% no número de analfabetos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A taxa geral de analfabetismo no Amazonas ficou em 5,7% entre pessoas com 15 anos ou mais, abaixo da média nacional de 4,9%, segundo a PNAD Contínua 2025. No recorte dos idosos, a taxa chegou a 15,2%, o que representa cerca de um em cada seis pessoas nessa faixa etária.</p>
<h2 class="wp-block-heading">IBGE aponta queda geral no Amazonas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O levantamento do IBGE mostra que o analfabetismo caiu no país, passando para 4,9% entre pessoas com 15 anos ou mais. No Amazonas, a redução ocorreu principalmente entre jovens e adultos, indicando avanço no acesso à educação nas últimas décadas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Idosos concentram aumento do analfabetismo</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da queda geral, o aumento entre idosos chama atenção. Em 2025, o Amazonas contabilizou 68 mil pessoas com 60 anos ou mais sem alfabetização. Esse grupo representa o principal desafio atual do estado no indicador educacional.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Diferenças entre estados revelam desigualdades</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os estados, Santa Catarina registrou a menor taxa de analfabetismo do país, com 1,5%. Rio de Janeiro aparece com 1,6% e São Paulo com 1,9%. Na outra ponta, Alagoas e Piauí lideram com 13,1%, seguidos pela Paraíba, com 11,6%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No recorte dos idosos, Santa Catarina tem taxa de 4,0%, enquanto Piauí e Alagoas chegam a mais de 35%.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Redução ocorre entre jovens e adultos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">No Amazonas, os dados indicam que o analfabetismo recuou de forma consistente nas faixas mais jovens. A queda entre pessoas com 18 anos ou mais foi de 21%, enquanto no grupo de 25 anos ou mais a redução foi de 20,9%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse movimento indica que o acesso à alfabetização avançou nas novas gerações.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Desafio permanece na terceira idade</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O levantamento mostra que o analfabetismo no Amazonas deixou de ser generalizado e passou a se concentrar na população idosa. O crescimento nesse grupo indica um desafio estrutural relacionado ao envelhecimento da população e ao acesso histórico à educação básica.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>(*) Com informações da Assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia Mais:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Analfabetismo atinge 150 mil pessoas no Amazonas, aponta IBGE</p>
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		<title>InfoGripe: cresce número de hospitalizações por VSR e gripe</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/infogripe-cresce-numero-de-hospitalizacoes-por-vsr-e-gripe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 17:05:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados estão no Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11). A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados estão no Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/InfoGripe-cresce-numero-de-hospitalizacoes-por-VSR-e-gripe.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho, período em que a queda das temperaturas pode impulsionar a disseminação dos vírus respiratórios em locais fechados e aglomerados.</p>
<p>O estudo verificou que 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento também na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.</p>
<p>O InfoGripe destaca também que as demais 16 unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Mas 12 delas ainda registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.</p>
<h2>Cuidados</h2>
<p>Em 2026, já foram registrados 3.591 óbitos de SRAG. Para a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, é importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar.</p>
<p>Segundo ela, também é importante fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Se não for possível fazer o isolamento, a recomendação é que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara como a N95 ou PFF2</p>
<p>“E o mais importante: é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, diz Tatiana.</p>
<p>Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a alta de SRAG em crianças de até 4 anos de idade tem sido impulsionada principalmente pelo VSR, enquanto o rinovírus tem predominado entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.</p>
<p>Nas últimas semanas, também tem sido observado um predomínio de casos de SRAG associados à influenza A entre jovens, adultos e idosos. A influenza B vem apresentando aumento, especialmente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/infogripe-cresce-numero-de-hospitalizacoes-por-vsr-e-gripe" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Violência contra idosos cresce no Amazonas e motiva corrida de conscientização em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/violencia-contra-idosos-cresce-no-amazonas-e-motiva-corrida-de-conscientizacao-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 16:55:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esporte, cidadania e conscientização marcaram a manhã deste sábado (6) na Avenida do Samba, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. A Comissão de Esporte, Lazer e Relações Internacionais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) promoveu o Movimento Juntos pela Conscientização do Junho Violeta, campanha voltada ao combate à violência contra idosos. A ação reuniu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Esporte, cidadania e conscientização marcaram a manhã deste sábado (6) na Avenida do Samba, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. A Comissão de Esporte, Lazer e Relações Internacionais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) promoveu o Movimento Juntos pela Conscientização do Junho Violeta, campanha voltada ao combate à violência contra idosos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A ação reuniu participantes a partir das 6h e reforçou a importância da proteção e do respeito às pessoas com 60 anos ou mais.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Corrida chama atenção para casos de violência</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Além de incentivar hábitos saudáveis, o evento buscou alertar a população sobre diferentes formas de violência contra idosos, como agressões físicas, psicológicas, financeiras e casos de negligência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A aposentada Maria do Carmo Muniz, de 70 anos, participou da mobilização após encontrar o evento durante sua caminhada matinal.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Estava fazendo minha caminhada matinal e percebi que estava acontecendo um evento com várias pessoas. Ao me informar, descobri que se tratava de uma corrida de conscientização e enfrentamento à violência contra idosos. Abracei a causa e participei deste importante movimento de alerta para a população”, afirmou.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Atendimentos cresceram no Amazonas</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Dados dos Centros Integrados de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Cipdis) mostram aumento na procura por atendimento no estado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, os órgãos registraram 10.827 atendimentos, número 30% maior que os 8.280 contabilizados em 2024. Além disso, entre janeiro e abril de 2026, o Amazonas registrou 3.519 atendimentos, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o presidente da Comissão de Esporte da Aleam, deputado João Luiz, a corrida ajudou a ampliar o debate sobre a proteção da pessoa idosa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Os casos de agressão, sejam físicos, psicológicos ou verbais, acontecem diariamente contra muitos idosos. Isso não pode continuar. A pessoa idosa precisa ser respeitada. Esta corrida traz à tona um tema que deve ser debatido e enfrentado todos os dias do ano”, destacou.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Campanha ocorre durante todo o mês</h3>
<p class="wp-block-paragraph">A campanha Junho Violeta promove ações de conscientização e enfrentamento à violência contra idosos em todo o país. Ao longo do mês, instituições públicas e entidades realizam atividades para alertar sobre abusos físicos, psicológicos e financeiros, além de situações de abandono e negligência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A mobilização também busca incentivar denúncias e fortalecer a rede de proteção às pessoas idosas.</p>
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		<title>Manaus cresce sem papel: até 80% das moradias ainda estão irregulares</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-cresce-sem-papel-ate-80-das-moradias-ainda-estao-irregulares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 23:25:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 70% a 80% das moradias em Manaus ainda não têm registro de imóvel. O dado, levantado pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM) e apresentado em 2024 durante a campanha “Semana Solo Seguro Favela”, revela uma cidade que cresceu rápido demais e formalizou de menos. Bairros tradicionais como o São Raimundo, na Zona Oeste, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">De 70% a 80% das moradias em Manaus ainda não têm registro de imóvel. O dado, levantado pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM) e apresentado em 2024 durante a campanha “Semana Solo Seguro Favela”, revela uma cidade que cresceu rápido demais e formalizou de menos. Bairros tradicionais como o São Raimundo, na Zona Oeste, ainda têm imóveis em situação irregular apesar de décadas de ocupação consolidada. </p>
<p class="wp-block-paragraph">E o problema vai muito além da burocracia: sem o título definitivo, o morador não tem segurança jurídica, não acessa crédito, não pode vender o imóvel pelo valor real e vive sob permanente risco de perder tudo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Manaus tem 629.888 domicílios particulares ocupados, segundo dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses, 66% são considerados próprios, mas boa parte existe apenas no mundo dos fatos, não no jurídico. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O crescimento acelerado da cidade explica parte do problema, desde o Censo de 2010, a população saltou de 1,8 milhão para 2,06 milhões de habitantes, expansão superior a 14% ao ano, muito acima da média nacional de 6,4%. Esse ritmo empurrou famílias para as margens: igarapés, encostas e áreas de preservação permanente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Hoje, mais de 112 mil pessoas vivem em 438 setores classificados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) como de risco alto ou muito alto, sujeitos a inundações, erosões e deslizamentos. O Amazonas ocupa o terceiro lugar entre os estados com maior déficit habitacional do país, com mais de 177 mil domicílios em situação deficitária, equivalente a 14,5% das moradias. Só em Manaus, o déficit chega a 103 mil moradias.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O custo de viver sem documento é alto, dados do Fórum Amazonense de Reforma Urbana (Faru) apontam que 33 mil famílias estão em conflito fundiário na capital, das quais 4,8 mil sofrem ações de despejo. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as ocupações irregulares que se tornaram bairros, algumas são habitadas por indígenas, como a comunidade Nova Vida, no bairro Cidade Nova, onde vivem 3,5 mil famílias de diferentes etnias em construções improvisadas e sem garantia de posse da terra.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O que significa não ter o título</h2>
<p>Foto: IBGE</p>
<p class="wp-block-paragraph">O sociólogo Luiz Antônio recorre a uma metáfora direta para explicar o problema. “Imagina que uma criança nasceu, foi criada com afeto, com carinho. Mas quando ela vai ao hospital e não tem documento, os pais podem ter que responder a um tribunal. A criança existe de fato, mas não existe de direito sem certidão de nascimento. A casa é a mesma coisa”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Sem o título, o morador não consegue acionar uma liminar judicial se alguém invadir o imóvel durante uma viagem. Não acessa crédito federal para reforma. E, se quiser vender, perde mais da metade do valor. “Ninguém compra casa sem documento, ou compra pagando muito menos”, resumiu o sociólogo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Já a socióloga Bianca Rocha reforça o argumento pelo ângulo da cidadania. “Essa regularização é necessária porque vai garantir dignidade, cidadania, o direito à moradia. Dá ao proprietário qualidade de vida, a possibilidade de zelar pelo que é seu de fato”, afirmou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A valorização do imóvel regularizado pode chegar a 150%, segundo estimativas baseadas na experiência do mercado imobiliário local. Com a documentação em dia, o proprietário pode usar o imóvel como garantia em financiamentos, facilitar inventários e atrair compradores com acesso a crédito bancário.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O que o Estado e a Prefeitura têm feito?</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="494" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779578700_340_Manaus-cresce-sem-papel-ate-80-das-moradias-ainda-estao.jpeg?resize=740%2C494&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-466387"  />Foto: Sect</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (SECT) é o principal órgão responsável pela emissão de títulos definitivos em áreas de propriedade do Estado. Por meio do programa Amazonas Meu Lar, mais de 23,3 mil regularizações fundiárias já foram registradas. Só nos primeiros meses de 2026, a SECT ultrapassou a marca de 1.600 títulos concedidos entre capital e interior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A secretária Renata Queiroz reconheceu os avanços, mas também os limites. “Desafios como o aumento dos custos logísticos, a dificuldade de acesso a áreas remotas, especialmente durante a estiagem, e a falta de infraestrutura em alguns municípios são constantes. Mas temos trabalhado para superá-los com planejamento estratégico e parcerias”, afirmou. </p>
<p class="wp-block-paragraph">A previsão é que novas ações alcancem municípios como Parintins, Maués, Lábrea, Iranduba e Urucurituba ao longo do ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A secretária destacou ainda o impacto humano das entregas. “A entrega do título definitivo é, sem dúvida, o momento mais transformador, porque ali não estamos falando de burocracia, estamos falando de segurança, pertencimento e paz. Muitas famílias vivem anos com medo de perder o pouco que conquistaram. Quando recebem o título, o olhar muda”, concluiu.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na esfera municipal, a Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf) informou que, desde a criação da pasta, em 2023, mais de 16 mil imóveis já foram regularizados por meio do programa “Manaus Legal”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os bairros e comunidades contemplados estão Colônia Antônio Aleixo, Raio do Sol, Santa Inês, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Zumbi, Novo Reino I, Portal do Japão, Nações Indígenas, Morro da Liberdade, Betânia, São Lázaro, Santa Luzia, Cidade do Leste, Rio Piorini, Coliseu 1 e Parque Santa Etelvina.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo a secretaria, o programa se tornou uma das principais políticas habitacionais da prefeitura e hoje é considerado referência nacional em Regularização Fundiária Urbana (Reurb).</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Semhaf também apontou que o principal gargalo para acelerar o processo é o crescimento urbano acelerado e o surgimento constante de novas ocupações irregulares na cidade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pasta, a regularização exige levantamento topográfico, análise documental, estudos urbanísticos e articulação cartorial, além de investimentos elevados. </p>
<p class="wp-block-paragraph">“Atualmente, a prefeitura também enfrenta o desafio de identificar áreas juridicamente aptas à regularização, especialmente porque grande parte das áreas públicas municipais com viabilidade mais simples já foi contemplada nas etapas anteriores do programa”, disse.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mudança de vida</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="494" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779578700_370_Manaus-cresce-sem-papel-ate-80-das-moradias-ainda-estao.jpeg?resize=740%2C494&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-468101"/>Foto: Matheus Romão / Sect</p>
<p class="wp-block-paragraph">Foi com esse sentimento que a aposentada Rozimar Menandes, de 62 anos, moradora do Conjunto Cidadão 12, na zona Norte da capital, recebeu o título definitivo de sua casa no dia 7 de maio, por meio do programa Amazonas Meu Lar.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“É muita alegria, uma felicidade imensa. É muito importante, é muito gratificante você ter o título definitivo da sua moradia. Minha casa vai ser valorizada. Vai melhorar muito. Essa oportunidade é única e só temos a agradecer a Deus por estar nos proporcionando essa alegria”, relatou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A história de Rozimar ilustra o que a regularização pode significar na prática: fim da insegurança, valorização do patrimônio e acesso formal à cidade. Mas ela também expõe o contraste porque para cada família que sai com o documento na mão, centenas de milhares ainda aguardam.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Os que ainda esperam</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O ritmo dos programas segue aquém da demanda. Uma estimativa da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), com base em dados do IBGE e da própria SECT, aponta que até 500 mil pessoas em Manaus ainda poderiam ser atendidas por ações de regularização. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2025, a Defensoria lançou o projeto “Meu Pedaço de Chão, da Ocupação à Titulação”, do Núcleo de Moradia e Atendimento Fundiário (Numaf), com foco em ocupações informais na Região Metropolitana via usucapião.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="494" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779578701_344_Manaus-cresce-sem-papel-ate-80-das-moradias-ainda-estao.jpeg?resize=740%2C494&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-466395"  />Foto: Secom</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os obstáculos mais frequentes estão a lentidão cartorial, a ausência de documentação pelos moradores, conflitos fundiários em áreas disputadas e a falta de informação sobre como acessar os programas. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O relatório “Cinco Anos da Campanha Despejo Zero”, publicado em setembro de 2025, coloca o Amazonas entre os estados mais críticos do país: entre 2020 e agosto de 2025, aproximadamente 6.113 famílias foram despejadas no Estado e outras 35.939 estavam sob ameaça de remoção. A população mais afetada é majoritariamente negra (66,3%) e feminina (62,6%), incluindo 415 mil crianças de até 14 anos em todo o Brasil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A regularização também muda a dinâmica dos bairros, segundo o sociólogo Luiz Antônio. “Quanto mais regularizado está a situação fundiária de um lugar, melhor ordenado fica aquele território. As pessoas ficam seguras para fazer investimentos, podem tirar alvará de funcionamento, alugar, ampliar. Aquele lugar pode ser comprado e vendido rapidamente”, explicou.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="494" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779578701_676_Manaus-cresce-sem-papel-ate-80-das-moradias-ainda-estao.jpeg?resize=740%2C494&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-468088"  />Foto: Matheus Romão / Sect</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Amazonas Meu Lar também é uma alternativa, o programa habitacional em parceria com o Minha Casa, Minha Vida, visa moradia digna e regularização fundiária para famílias de baixa renda. </p>
<h2 class="wp-block-heading">Como regularizar o seu imóvel</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="493" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Manaus-cresce-sem-papel-ate-80-das-moradias-ainda-estao.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-466398"  />Foto: Lucas Silva/Secom</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para quem quer iniciar o processo, o caminho passa pela SECT. O interessado deve ter mais de 18 anos, ser possuidor de imóvel urbano ou rural há mais de cinco anos em área pertencente ao Estado e ainda não regularizado. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O agendamento é feito pelo WhatsApp (92) 98286-0162 ou pelo e-mail [email protected]. O atendimento ocorre na sede da secretaria, na rua Emílio Moreira, nº 470, bairro Praça 14, zona Sul de Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Já na esfera municipal, os interessados podem procurar a sede da Semhaf, localizada na travessa Arthur Bernardes, nº 223, bairro São Geraldo, zona Oeste, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para abertura do processo, são exigidos:</p>
<li>foto da frente do imóvel;</li>
<li>foto do selo do imóvel;</li>
<li>RG e CPF;</li>
<li>documento do lote ou comprovante de residência de até sete anos atrás;</li>
<li>comprovante de residência atualizado.</li>
<p class="wp-block-paragraph">Também são solicitados documentos específicos conforme o estado civil:</p>
<li>casados: certidão de casamento, RG e CPF do cônjuge;</li>
<li>viúvos: certidão de casamento e atestado de óbito do cônjuge;</li>
<li>divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio.</li>
<p class="wp-block-paragraph">Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (92) 98842-4669.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para quem precisa de apoio jurídico gratuito, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) atende casos de conflito fundiário e regularização por meio do Numaf.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Desenrola Fies oferece desconto de até 99%</p>
<p class="wp-block-paragraph">Especialista alerta sobre pensão alimentícia na reta final do Imposto de Renda 2026 no AM</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-cresce-sem-papel-ate-80-das-moradias-ainda-estao-irregulares/">Manaus cresce sem papel: até 80% das moradias ainda estão irregulares</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Comissão Especial adia parecer da escala 6&#215;1 e cresce pressão por transição de 10 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 15:01:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA). Pelo cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20). O adiamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA). Pelo cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Comissao-Especial-adia-parecer-da-escala-6x1-e-cresce-pressao.gif?w=740&#038;ssl=1" data-pagespeed-url-hash="3843241751" onload="pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);"/></p>
<p class="wp-block-paragraph">O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado Centrão, que reúne legendas da direita tradicional, para incluir uma regra de transição de 10 anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), informou que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição, mas que a data votação do texto, previsto para o dia 26 de maio na Comissão, está mantida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Se tivesse a definição, o relatório seria apresentado amanhã [dia 20]. Mas ainda não há. Há diálogos, sem dúvida alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”, afirmou Santana.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Parecer-da-6x1-e-adiado-em-meio-a-pressao-para.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília -DF- 28/04/2026 – PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, DEPUTADO HUGO MOTTA APRESENTA O PRESIDENTE DA COMISSÃO ESPECIAL DA PEC 6X1. DEPUTADO ALENCAR SANTANADA E O RELATOR, DEPUTADO, LEO PRATES. DA PEC 6X1. Lula Marques/Agência Brasil." title="Lula Marques/Agência Brasil." data-pagespeed-url-hash="2669292680" onload="pagespeed.CriticalImages.checkImageForCriticality(this);"/></p>
<h5 class="wp-block-heading">O presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), informou que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição. Foto: Lula Marques/Arquivo Agência Brasil</h5>
<p class="wp-block-paragraph">O adiamento foi definido após reunião do relator, na noite dessa terça-feira (19), com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).</p>
<p class="wp-block-paragraph">&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</p>
<h2 class="wp-block-heading">Emendas ao projeto</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Uma das emendas apresentadas pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que conta com assinatura de 176 deputados, afirma que o fim da escala 6×1 só entraria em vigor dez anos após a promulgação da emenda constitucional. A sugestão ainda exclui da redução da jornada trabalhadores considerados “essenciais”. </p>
<p class="wp-block-paragraph">“Sendo consideradas [essenciais] aquelas cuja interrupção possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas, serão definidas por lei complementar e terão jornada máxima de quarenta e quatro horas semanais”, diz o texto da emenda.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a emenda reduz de 8% para 4% a contribuição patronal ao FGTS e isenta temporariamente a contribuição das empresas à Previdência Social, que atualmente é de 20% sobre o salário.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A lista de deputados que apoiam a emenda inclui, principalmente, parlamentares do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13).</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo tem defendido uma proposta sem regra de transição e sem redução de salário. O relator tem defendido uma posição intermediária com uma transição entre 2 a 4 anos de duração, segundo revelou para o jornal <em>Folha de São Paulo</em>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A outra emenda apresentada à PEC 221 de 2019, de autoria de Tião Medeiros (PP-PR), com apoio de 171 deputados, também prevê uma transição de 10 anos, além de excluir da redução da jornada de 44 para 40 horas trabalhadores de setores considerados “essenciais”. </p>
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		<title>Número de cirurgias eletivas cresce no Amazonas e reduz filas no SUS</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/numero-de-cirurgias-eletivas-cresce-no-amazonas-e-reduz-filas-no-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 15:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Amazonas está entre os estados brasileiros que mais avançaram na realização de cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025. Os números refletem os investimentos realizados para reduzir filas históricas e ampliar o acesso da população a procedimentos considerados essenciais, mas que não são classificados como emergenciais. Aumento de procedimentos Dados divulgados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Amazonas está entre os estados brasileiros que mais avançaram na realização de cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025. Os números refletem os investimentos realizados para reduzir filas históricas e ampliar o acesso da população a procedimentos considerados essenciais, mas que não são classificados como emergenciais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Aumento de procedimentos</h2>
<p>Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o estado apresentou crescimento expressivo no volume de cirurgias realizadas nos últimos anos. Entre 2022 e 2023, o Amazonas registrou aumento de 11% nos procedimentos eletivos, passando de 276 mil para mais de 308 mil cirurgias. Até novembro de 2024, o número já havia ultrapassado 331 mil operações realizadas.</p>
<p>O avanço coloca o Amazonas em posição de destaque nacional dentro do Programa Nacional de Redução das Filas (PNRF), iniciativa criada para acelerar atendimentos e diminuir o tempo de espera de pacientes do SUS. Somente no estado, os procedimentos financiados pelo programa cresceram mais de 100% entre 2023 e 2024, saltando de 7,7 mil para 15,6 mil cirurgias.</p>
<p>O crescimento acompanha uma tendência nacional. Em todo o Brasil, o SUS bateu recorde histórico de cirurgias eletivas, alcançando mais de 13,6 milhões de procedimentos em 2024. O número representa aumento de 32% em comparação com 2022.</p>
<p>Entre as estratégias adotadas para alcançar os resultados estão os mutirões cirúrgicos, ampliação da rede especializada e fortalecimento de programas federais e estaduais voltados à saúde pública. No Amazonas, o programa Opera+ Amazonas também contribuiu diretamente para a redução das filas, realizando mais de 200 mil cirurgias ao longo de 2025. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve redução significativa na espera por procedimentos como hérnia e vesícula.</p>
<p>Além do aumento nas cirurgias, o Ministério da Saúde destaca investimentos em especialidades consideradas prioritárias, como oncologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia. A proposta é garantir diagnóstico mais rápido e atendimento especializado em menor tempo para a população.</p>
<p>Leia Mais </p>
<p>Golpista oferece ajuda e faz empréstimo de R$ 2 mil no celular de mulher no AM</p>
<p>Assaltante é preso ao tentar desbloquear iPhone em assistência técnica de Manaus</p>
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		<title>Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/desinformacao-sobre-pl-da-misoginia-cresce-nas-redes-diz-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:59:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa. O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o PL aprovado pelo Senado em março deste ano. Entre os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa. O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o PL aprovado pelo Senado em março deste ano.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Desinformacao-sobre-PL-da-Misoginia-cresce-nas-redes-diz-estudo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Entre os dias 24 de março e 30 de abril de 2026, os pesquisadores coletaram mais de 289 mil publicações no X sobre o tema. Também foram analisados 6,3 mil posts no Facebook, 2,9 mil no Instagram e mil no Threads.</p>
<p>A partir desse conjunto de dados, o observatório identificou “picos de desinformação, tendências narrativas e padrões de comportamento” nas plataformas digitais. O projeto em discussão no Congresso é o PL 896/2023, que define misoginia como “a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres”.</p>
<p>Caso seja aprovado pela Câmara sem alterações, o texto passará a incluir a “condição de mulher” na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para práticas enquadradas como misóginas.</p>
<p>Segundo a Lupa, o principal pico de engajamento da campanha de desinformação ocorreu em 25 de março, um dia após a aprovação da proposta no Senado, impulsionado por um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).</p>
<p>O parlamentar associou ao PL da Misoginia trechos de outro projeto de lei, o PL 4224/2024, da senadora Ana Paula Lobato, que tratava da Política Nacional de Combate à Misoginia, mas que não fazia parte do texto aprovado no Senado.</p>
<p>De acordo com o levantamento, a publicação alcançou ao menos 751 mil visualizações em apenas 24 horas. Posteriormente, o vídeo foi apagado e republicado sem o trecho relacionado ao outro projeto.</p>
<p>O estudo também aponta que uma das principais narrativas disseminadas nas redes foi a de que o projeto restringiria a liberdade de expressão e poderia ser utilizado para “perseguir a direita”.</p>
<p>Outra linha recorrente de desinformação afirmava que perguntar a uma mulher se ela estava com TPM poderia levar alguém à prisão.</p>
<p>“As publicações mais virais sobre o PL da Misoginia têm explorado, sobretudo, o medo como motor de engajamento”, afirma o relatório.</p>
<p> Segundo os pesquisadores, conteúdos falsos sugeriam ainda que a proposta provocaria “demissões em massa” de mulheres ou criminalizaria trechos da Bíblia. A pesquisa identificou o uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos sobre supostas consequências da proposta. Um dos exemplos citados envolve publicações alegando que empresários teriam começado a demitir mulheres para evitar processos relacionados à futura legislação.</p>
<p>Entre os atores mais influentes na circulação desses conteúdos aparecem, além de Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), o comentarista político Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O relatório destaca o crescimento de termos associados à cultura misógina “redpill”, que retrata o projeto como uma ameaça aos homens.</p>
<p>Também foram identificadas menções recorrentes a aplicativos de transporte, em tom irônico, sugerindo medo de acusações falsas em interações cotidianas.</p>
<p>Para os pesquisadores, as postagens ignoram um ponto central do projeto: a misoginia, no escopo da proposta, está relacionada a práticas discriminatórias que gerem “constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida” em razão do gênero.</p>
<p>“Ao ignorar esse contexto, as postagens distorcem o debate e ampliam a desinformação”, conclui o estudo.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/desinformacao-sobre-pl-da-misoginia-cresce-nas-redes-diz-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/desinformacao-sobre-pl-da-misoginia-cresce-nas-redes-diz-estudo/">Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Construção civil cresce e enfrenta falta de mão de obra</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/construcao-civil-cresce-e-enfrenta-falta-de-mao-de-obra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 18:44:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A construção civil mantém trajetória de crescimento em 2026. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) indicam alta de cerca de 2%, o que representa o terceiro ano consecutivo de expansão. No entanto, o setor enfrenta um desafio crescente: a falta de mão de obra qualificada, especialmente diante do avanço de novas tecnologias. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A construção civil mantém trajetória de crescimento em 2026. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) indicam alta de cerca de 2%, o que representa o terceiro ano consecutivo de expansão. No entanto, o setor enfrenta um desafio crescente: a falta de mão de obra qualificada, especialmente diante do avanço de novas tecnologias.</p>
<p>Para enfrentar esse cenário, a construtora amazonense Tec Obras amplia investimentos em capacitação técnica, treinamentos e atualização profissional. A estratégia busca aprimorar processos e elevar a qualidade dos serviços executados nos canteiros de obras.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Capacitação acompanha evolução do setor</h2>
<p>De acordo com a gerente de Recursos Humanos da Tec Obras, Nathalia Lobão, a empresa mantém programas contínuos de formação para seus colaboradores. As ações incluem cursos de segurança do trabalho, treinamentos em tecnologias construtivas, workshops de gestão de obras e participação em feiras e eventos do segmento.</p>
<p>Segundo ela, a busca por qualificação acompanha as transformações da construção civil, impulsionadas pela modernização dos processos e pelas exigências crescentes de segurança e produtividade.</p>
<p>“A qualificação profissional é essencial para garantir obras mais seguras, eficientes e com melhor qualidade. Profissionais capacitados dominam técnicas atualizadas, conhecem normas de segurança e utilizam corretamente materiais e equipamentos”, destaca.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Treinamentos técnicos ganham destaque</h2>
<p>Ainda conforme Nathalia Lobão, ao longo do último ano, os colaboradores participaram de diversos cursos voltados ao aprimoramento técnico. Entre as capacitações, estão treinamentos em segurança do trabalho, como NR-18 e NR-35.</p>
<p>“A Tec Obras também mantém programas de treinamento prático nos canteiros de obras e parcerias com instituições de ensino técnico”, comenta.</p>
<p>Além disso, no Amazonas, os cursos mais procurados na construção civil incluem áreas como segurança do trabalho, operação de máquinas, leitura e interpretação de projetos, gestão de obras, planejamento e sustentabilidade. O uso de tecnologias como o Building Information Modeling (BIM) também ganha espaço entre os profissionais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Investimentos devem crescer em 2026</h2>
<p>Para este ano, a expectativa é de ampliação dos investimentos em qualificação profissional. A construtora pretende intensificar ações voltadas à inovação, tecnologia e sustentabilidade, acompanhando as demandas do mercado.</p>
<p>“Para 2026, a Tec Obras pretende ampliar ainda mais os investimentos em qualificação profissional, com foco em inovação, tecnologia e sustentabilidade”, ressalta Nathalia Lobão.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sobre a empresa</h2>
<p>A Tec Obras atua no setor da construção civil com serviços em obras residenciais, comerciais e industriais. Além disso, desenvolve projetos arquitetônicos, manutenção predial, pavimentação e saneamento.</p>
<p>Com foco em qualidade, a empresa atende tanto o setor privado quanto o público, contribuindo para o desenvolvimento e a modernização de espaços urbanos em Manaus. A sede fica na rua Ramos Ferreira, nº 2025, bairro Praça 14 de Janeiro. Contatos: (92) 98477-0801 e (92) 3673-2783.</p>
<p>Leia mais: </p>
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		<title>Consumo de alimentos ultraprocessados cresce entre povos tradicionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 22:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O consumo de alimentos ultraprocessados aumentou de forma consistente entre povos e comunidades tradicionais no Brasil, enquanto alimentos presentes historicamente na dieta dessas populações, como frutas e feijão, perderam espaço.  A conclusão é de um estudo que investigou o consumo de alimentos ultraprocessados por 21 povos de comunidades tradicionais, incluindo quilombolas, ribeirinhos, agroextrativistas, povos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo de alimentos ultraprocessados aumentou de forma consistente entre povos e comunidades tradicionais no Brasil, enquanto alimentos presentes historicamente na dieta dessas populações, como frutas e feijão, perderam espaço. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Consumo-de-alimentos-ultraprocessados-cresce-entre-povos-tradicionais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A conclusão é de um estudo que investigou o consumo de alimentos ultraprocessados por 21 povos de comunidades tradicionais, incluindo quilombolas, ribeirinhos, agroextrativistas, povos de terreiros, povos ciganos, pescadores artesanais, caiçaras e povos indígenas não aldeados.</p>
<p>A pesquisa foi feita pela professora e nutricionista Greyceanne Dutra Brito, doutoranda em Saúde Pública na Universidade Federal do Ceará (UFCE), com base em dados de 2015 a 2022 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde. </p>
<p>Embora os resultados sejam variáveis entre os grupos analisados, os pesquisadores consideram o cenário geral desfavorável. A maioria dos grupos pesquisados está inserida em territórios rurais e cultiva os seus alimentos por meio da agricultura familiar.</p>
<p>Entre crianças de dois a quatro anos, o consumo de hambúrgueres e embutidos cresceu 3,87% no período de 2015 a 2022. Entre crianças de cinco a nove anos de idade, o consumo foi ampliado em 5,59%.</p>
<p>Entre as gestantes adolescentes, houve queda do consumo dos alimentos saudáveis e dos não saudáveis. Entre os saudáveis, ocorreu diminuição do consumo de feijão de 3,65% ao ano e de frutas frescas de 2,9% ao ano. </p>
<p>“E, entre os não saudáveis, a gente observou a redução do consumo de alimentos ultraprocessados de 1,18%, de bebidas adoçadas de 3,22% e biscoitos recheados, doces ou guloseimas, de 3,31% ao ano”, explica. </p>
<p>Já nas gestantes adultas, foi observada redução no consumo de frutas frescas de 2,11% ao ano. Em contrapartida, verificou-se pequeno aumento no consumo de verduras e legumes de 0,71%. “Mas, pelo menos, houve esse aumento”.</p>
<p>Entre os adultos, foi observado aumento no consumo de hambúrgueres e embutidos de 4,7% ao ano, embora o aumento de verduras e legumes tenha crescido 3,3% ao ano. A mesma tendência ocorreu entre os idosos, sendo que o aumento de hambúrgueres e embutidos atingiu 5,84% ao ano e o aumento do consumo de verduras e legumes foi de 1,78%. </p>
<p>No período analisado, os pesquisadores puderam observar que o acesso dessas populações aos alimentos ultraprocessados está bastante facilitado, em parte pela questão da mobilidade. Greyceanne destacou que, além disso, há fatores socioeconômicos atrelados, pelo baixo custo desses alimentos, mas também pelo apelo publicitário e, ainda, pela utilização de aplicativos de ‘delivery’. </p>
<p>“Enfim, todo esse acesso publicitário muito forte pode chegar a esses territórios também”, diz</p>
<h2>Piora na dieta</h2>
<p>Segundo a nutricionista e professora da UECE, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode levar a deficiências nutricionais como falta de ferro, fibras, vitaminas e minerais, além de estar associado a um maior risco para desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, além do surgimento de obesidade.</p>
<p>O estudo é considerado pioneiro ao avaliar a tendência temporal de marcadores de consumo alimentar de povos e comunidades tradicionais em todo o país. Na avaliação de Greyceanne Dutra Brito, os achados contribuem para o avanço da literatura científica e podem subsidiar o fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da alimentação saudável e sustentável. </p>
<p>Entre as possíveis medidas, a nutricionista destacou a regulação da comercialização de alimentos ultraprocessados e o desenvolvimento de estratégias de educação alimentar e nutricional direcionadas a essas populações investigadas.</p>
<h2>Territórios</h2>
<p>A garantia do consumo de alimentos saudável para essas populações que foram objeto da pesquisa está ligada à garantia aos territórios, explica a nutricionista. </p>
<p>“Terem o cultivo do próprio alimento seria uma das primeiras coisas a ser trabalhada. Porque, a partir do momento que o alimento ultraprocessado está fazendo parte do cotidiano dessas populações, ele está de certa forma com acesso mais facilitado a esses territórios, majoritariamente rurais. Então, se esse alimento sai da cidade e vai para o campo é porque já existe esse comércio”, diz. </p>
<p>Greyceanne ponderou que se o consumo de ultraprocessados está aumentando ao longo do tempo, significa que essas populações já estão sofrendo há mais tempo com falta desse território e isso acaba prejudicando também os profissionais de saúde que trabalham nas regiões.</p>
<p>Participaram do estudo pesquisadores da Universidade de Fortaleza (Unifor), da UECE, da Universidade de São Paulo (UDP), Fiocruz-CE e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os pesquisadores contaram com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). (Alana Gandra)</p>
<p>O estudo de âmbito nacional será tornado público oficialmente no próximo dia 11, com sua publicação na Revista Ciência &amp; Saúde Coletiva.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/consumo-de-alimentos-ultraprocessados-cresce-entre-povos-tradicionais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Violência contra mulheres indígenas cresce 411% no Norte</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/violencia-contra-mulheres-indigenas-cresce-411-no-norte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 17:31:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[contra]]></category>
		<category><![CDATA[cresce]]></category>
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		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma década, a violência contra mulheres indígenas mais que triplicou no Brasil. Na região Norte, o aumento foi de 411% entre 2014 e 2023. Diante desse cenário de vulnerabilidade e violação de direitos, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) intensificou a atuação na capital e no interior. O objetivo é ampliar o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma década, a violência contra mulheres indígenas mais que triplicou no Brasil. Na região Norte, o aumento foi de 411% entre 2014 e 2023. Diante desse cenário de vulnerabilidade e violação de direitos, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) intensificou a atuação na capital e no interior. O objetivo é ampliar o acesso à justiça e garantir a proteção de mulheres e meninas indígenas em situação de violência.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Novas leis reforçam proteção</h2>
<p>No início deste mês, um pacote de leis voltado à proteção das mulheres foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As medidas estabelecem penas mais rígidas para agressores e criam o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas.</p>
<p>Além disso, em todo o estado, a Defensoria atua por meio do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) e do Núcleo de Defesa dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais (Nudcit). As equipes trabalham na prevenção e no combate à violência, sobretudo em regiões isoladas do Amazonas.</p>
<p>“Em março, lançamos, em parceria com o Coletivo de Mulheres Indígenas Javari Vale da Arte, uma cartilha sobre direitos da mulher indígena, abordando violência obstétrica, de gênero e informando sobre direitos sociais e previdenciários. Reforçamos também os equipamentos públicos que podem oferecer ajuda em caso de violação desses direitos, entre eles, a Defensoria Pública”, destaca a defensora pública e coordenadora do Nudcit, Daniele Fernandes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atuação no interior e desafios de acesso</h2>
<p>Foto: Divulgação</p>
<p>Além do lançamento da cartilha, em Atalaia do Norte (distante 1.138 quilômetros de Manaus), a Defensoria acompanha denúncias que chegam ao Nudem, coordenado pela defensora pública Caroline Braz.</p>
<p>De acordo com a titular do núcleo, as violências mais recorrentes são psicológicas, sexuais e físicas. No entanto, o impacto é maior entre mulheres indígenas. Isso ocorre porque, devido às particularidades geográficas, muitas vivem em locais de difícil acesso, o que aumenta a vulnerabilidade e dificulta a denúncia.</p>
<p>“É muito importante que essa problemática tenha visibilidade para que as políticas públicas de proteção sejam fortalecidas não só aqui no Amazonas, mas em todo o Brasil. Muitas dessas violências sofridas por mulheres indígenas ocorrem em regiões isoladas, o que dificulta a investigação e as devidas punições”, pontua a defensora pública.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Dados revelam crescimento e subnotificação</h2>
<p>De acordo com levantamento do coletivo Gênero e Número, com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), entre 2014 e 2023 os registros de violência contra mulheres indígenas cresceram 411% na região Norte.</p>
<p>Durante o Acampamento Terra Livre (ATL), realizado no início de abril em Brasília, lideranças indígenas denunciaram casos de violência e lançaram o documento “Território seguro para mulheres indígenas”. O texto destaca a falta de acolhimento nas denúncias e cobra o fortalecimento de políticas públicas.</p>
<p>Além disso, a subnotificação segue como um dos principais desafios no país. As barreiras geográficas e linguísticas dificultam o registro formal dos casos, o que compromete a dimensão real do problema.</p>
<p>Atualmente, o Projeto de Lei (PL) 4.381/23 tramita no Senado. A proposta estabelece medidas para o atendimento de mulheres indígenas vítimas de violência doméstica por órgãos de Justiça e Segurança Pública.</p>
<p>Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aponta que as mortes violentas de mulheres e meninas indígenas cresceram 500% nas últimas duas décadas. O levantamento indica que a faixa etária de 15 a 29 anos concentra 40,4% dos homicídios, evidenciando maior vulnerabilidade entre jovens.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Como e onde buscar ajuda</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="740" height="494" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776706319_674_Violencia-contra-mulheres-indigenas-cresce-411-no-Norte.jpeg?resize=740%2C494&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-460805"  />Foto: Divulgação</p>
<p>No Amazonas, mulheres vítimas de violência podem procurar delegacias na capital e no interior. O registro do Boletim de Ocorrência (B.O.) é essencial para formalizar a denúncia e acionar a rede de proteção.</p>
<p>O Nudem também oferece atendimento, mesmo sem registro prévio. Nesses casos, a equipe orienta sobre os procedimentos legais e acompanha a situação.</p>
<p>O núcleo funciona na Avenida André Araújo, nº 7, bairro Adrianópolis, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. O agendamento pode ser feito pelo site da Defensoria ou pelo WhatsApp (92) 98559-1599.</p>
<p>Além disso, o Governo Federal disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180. O canal oferece informações, registra denúncias e encaminha casos aos órgãos competentes. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar.</p>
<p>Leia mais:</p>
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