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	<title>Crônica Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Crônica Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Dor crônica afeta até 40% dos brasileiros e exige atenção médica</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dor-cronica-afeta-ate-40-dos-brasileiros-e-exige-atencao-medica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 19:50:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A dor crônica faz parte da rotina de milhões de brasileiros e representa um desafio para a saúde pública. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, entre 30% e 40% dos adultos no país convivem com dores persistentes, condição que compromete o sono, o trabalho, a autonomia e a qualidade de vida. Diante desse cenário, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A dor crônica faz parte da rotina de milhões de brasileiros e representa um desafio para a saúde pública. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, entre 30% e 40% dos adultos no país convivem com dores persistentes, condição que compromete o sono, o trabalho, a autonomia e a qualidade de vida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a Afya Educação Médica lançou, em Manaus, a pós-graduação em Clínica da Dor. O curso é voltado para médicos que desejam aprofundar conhecimentos sobre os diferentes mecanismos da dor e oferecer tratamentos individualizados aos pacientes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Clínica da Dor amplia abordagem sobre dores persistentes</h2>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o coordenador nacional da pós-graduação em Clínica da Dor da Afya, Carlos Trindade, a especialidade propõe uma mudança na forma como a dor é tratada na assistência à saúde.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A Clínica da Dor trata a dor como um problema em si, e não apenas como um sintoma de outra condição. Isso muda a conduta, porque o médico passa a investigar o mecanismo da dor — se ela é inflamatória, causada por lesão de nervo ou por uma sensibilização do sistema nervoso — e direciona o tratamento a partir disso”, explica.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o especialista, a dor crônica é um dos principais problemas de saúde pública devido à elevada prevalência e aos impactos sociais e econômicos. A dor lombar, por exemplo, está entre as principais causas de incapacidade no mundo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, no Brasil, a condição está relacionada ao afastamento do trabalho, à perda de produtividade, às aposentadorias por invalidez, ao uso frequente dos serviços de saúde e à realização de exames que nem sempre resultam em melhora clínica.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Pacientes enfrentam longa busca por diagnóstico</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Para Carlos Trindade, um dos principais desafios é o percurso enfrentado por quem convive com dor persistente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A maioria dos pacientes com dor persistente passa pelo sistema de saúde sem resposta, faz exames que não explicam o que sente, tenta um medicamento após o outro e continua com dor. A Clínica da Dor organiza esse cuidado, dá método ao raciocínio e devolve função e qualidade de vida a quem já tinha desistido de melhorar”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os quadros mais atendidos pelos especialistas estão dores musculoesqueléticas, como lombalgia e cervicalgia, além de dores nos ombros, joelhos e quadris. Também são frequentes as dores neuropáticas, como neuropatia diabética, dor após cirurgias e alterações provocadas por lesões nos nervos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Fibromialgia e dores nociplásticas exigem investigação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Outro grupo que demanda atenção é o das dores nociplásticas, caracterizadas pela amplificação dos sinais de dor pelo sistema nervoso. A fibromialgia está entre os exemplos mais conhecidos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“São pacientes que podem sentir dor em várias partes do corpo, muitas vezes com exames sem alterações significativas, e acabam sendo incompreendidos. Na verdade, existe um mecanismo de dor definido que precisa ser investigado e tratado”, acrescenta o coordenador.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além dos sintomas físicos, a dor crônica pode provocar dificuldades para dormir, redução da produtividade, limitação das atividades diárias e impactos emocionais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A dor crônica vai reduzindo a vida aos poucos. A pessoa deixa de fazer atividades que antes eram importantes, perde autonomia e passa a evitar movimentos por medo. Por isso, o tratamento não deve olhar apenas para a intensidade da dor, mas para a recuperação da função, do sono e da qualidade de vida”, ressalta.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Cresce demanda por médicos especializados em dor</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Carlos Trindade, o envelhecimento da população e a procura por tratamentos mais específicos aumentam a necessidade de profissionais qualificados na área. Ao mesmo tempo, a Medicina da Dor vem conquistando maior reconhecimento como campo específico de atuação médica.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A pós-graduação em Clínica da Dor da Afya Educação Médica foi desenvolvida para médicos de diferentes especialidades, entre elas clínica médica, anestesiologia, ortopedia, neurologia, reumatologia e fisiatria.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A formação aborda avaliação clínica, diagnóstico e estratégias terapêuticas para diferentes tipos de dor, com uma abordagem integrada do paciente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Dor crônica raramente é resolvida com uma única intervenção. O médico atua na investigação e no tratamento, enquanto outros profissionais ajudam na recuperação do movimento, na adaptação emocional e na retomada das atividades. Quando existe integração real, os resultados são melhores”, destaca.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Curso está disponível em Manaus</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Em Manaus, a Afya Educação Médica está localizada na Avenida André Araújo, nº 2.767, bairro Aleixo. A instituição dispõe de sete salas de aula, 18 ambulatórios e duas salas destinadas a pequenos procedimentos para a formação de médicos especialistas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os interessados em obter mais informações sobre a pós-graduação em Clínica da Dor podem entrar em contato pelo telefone (92) 99222-1977.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia Mais:</p>
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		<title>Dor crônica terá 5 de julho como dia nacional de conscientização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:10:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lei publicada nesta segunda-feira (8) define diretrizes básicas para a melhoria do atendimento de saúde a pessoas que convivem com a dor e institui 5 de julho o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica. A norma assegura atendimento integral no Sistema Único de Saúde (SUS) e prevê orientações prévias sobre riscos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lei publicada nesta segunda-feira (8) define diretrizes básicas para a melhoria do atendimento de saúde a pessoas que convivem com a dor e institui 5 de julho o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Dor-cronica-tera-5-de-julho-como-dia-nacional-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A norma assegura atendimento integral no Sistema Único de Saúde (SUS) e prevê orientações prévias sobre riscos e possíveis efeitos adversos dos tratamentos.</p>
<p>De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor, dor crônica é aquela com duração maior que 30 dias.</p>
<h2>Campanhas anuais</h2>
<p>A data será representada pela cor verde e deverá mobilizar o Poder Público na promoção de campanhas de conscientização todos os anos. </p>
<p>A iniciativa busca ampliar o acesso a informações qualificadas sobre opções terapêuticas disponíveis no SUS, combater o preconceito e estimular gestores de saúde a adotarem abordagens multiprofissionais humanizadas e eficazes.</p>
<h2>Impacto na população</h2>
<p>Estima-se que a dor crônica afete cerca de 60 milhões de brasileiros. Ao reconhecer a dimensão do problema, a lei pretende fortalecer políticas públicas voltadas ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento desses pacientes.<br /> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/dor-cronica-tera-5-de-julho-como-dia-de-conscientizacao-e-enfrentamen" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Crônica de um encontro que não se mistura</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cotidiano/cronica-de-um-encontro-que-nao-se-mistura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 18:16:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confesso que nunca mais consegui olhar o encontro das águas com a mesma inocência depois de reler o livro “Encontro das Águas”, de Fernando Sabino. Há paisagens que existem por si. Outras, depois de atravessadas pela literatura, passam a existir também dentro de nós. Manaus, para mim, tornou-se uma dessas duplicidades, real e narrada ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que nunca mais consegui olhar o encontro das águas com a mesma inocência depois de reler o livro “Encontro das Águas”, de Fernando Sabino. Há paisagens que existem por si. Outras, depois de atravessadas pela literatura, passam a existir também dentro de nós. Manaus, para mim, tornou-se uma dessas duplicidades, real e narrada ao mesmo tempo.</p>
<p>Quando Sabino esteve aqui, na década de 1970, e tomo a liberdade de situá-lo no espírito de 1976, a cidade era menos aquilo que é hoje e mais aquilo que prometia ser. Crescia com pressa. A Zona Franca, instituída em 1967, ainda dava seus primeiros passos, mas já sustentava expectativas grandiosas. Falava-se com insistência na integração da Amazônia ao Brasil, como se a região ainda precisasse ser incorporada a uma ideia de país que sempre lhe pertenceu, mas que até hoje não a compreende e não a respeita.</p>
<p>Sabino chegou com o olhar atento de quem observa para traduzir. Não se limitou a contemplar. Diante do encontro das águas, fez sua escolha de cronista. Ali, disse ele, nascia o Amazonas. Não o rio exato dos mapas, que já vinha de longe carregando outros nomes, mas o rio que se revela ao olhar humano. O rio percebido.</p>
<p>Sei que os mapas discordam. A hidrografia não aceita concessões. Ainda assim, a crônica não responde à cartografia, responde à experiência. E para quem está em Manaus, é no encontro disciplinado entre o escuro do Negro e o barrento do Solimões que algo se inaugura, nem que seja apenas a maneira de nomear o mesmo rio.</p>
<p>Mas Sabino não se deixou encantar apenas pela paisagem. Havia em seu olhar uma leve acidez, discreta e elegante, dirigida ao cenário mais amplo que se construía ao redor. Manaus era apresentada como promessa de futuro. Ao mesmo tempo, revelava fissuras que escapavam ao entusiasmo oficial. O progresso era anunciado com convicção, mas não conseguia esconder por completo os contrastes sociais e a improvisação que ainda moldavam a cidade.</p>
<p>Ele também percebeu que Manaus carregava consigo uma memória que não se dissolvia. A cidade ainda respirava o tempo dos barões da borracha. Uma elite que tratava a riqueza como se fosse inesgotável, abrindo caixas e mais caixas de bebidas importadas de Paris, como se a Europa pudesse ser desembalada no meio da floresta. O luxo não era exceção, era hábito.</p>
<p>Havia também, nesse cenário, um detalhe quase irônico. Muitas dessas fortunas vinham acompanhadas de esposas que não se deixavam seduzir pelo calor úmido nem pela insistência dos carapanãs e mucuins. Preferiam a Suíça. Enquanto os maridos celebravam a abundância amazônica, elas escolhiam o frio ordenado europeu, distante do zumbido irritante da floresta. Manaus, para elas, era mais um entreposto de riqueza do que um lugar de permanência.</p>
<p>A história, como costuma fazer, cobrou seu preço com discrição e precisão. Enquanto aqui se brindava com bebidas francesas, sementes cruzavam oceanos no maior jogo de malandragem europeia. Em terras asiáticas, germinaram sob método aquilo que na Amazônia crescera em excesso e improviso. O esplendor ruiu. E a cidade permaneceu, obrigada a conviver com o eco de sua própria grandeza.</p>
<p>Talvez por isso o encontro das águas seja mais do que um fenômeno natural. Ele persiste como metáfora. Duas correntes que se tocam sem se misturar. Assim também é Manaus. O passado e o presente convivem lado a lado. A promessa e a realidade seguem em paralelo. Nada se dissolve por completo.</p>
<p>Sabino entendeu isso com a precisão de quem escreve mais do que vê. Sua leitura da cidade, em muitos aspectos, permanece atual. Os contrastes que ele percebeu não desapareceram. Apenas cresceram com o tempo.</p>
<p>Ainda assim, não posso deixar de notar que seu olhar era um olhar de fora. Havia curiosidade e havia admiração. Mas também havia distância. Em alguns momentos, a Amazônia surge filtrada por um imaginário que não lhe pertence inteiramente. Isso não diminui sua escrita. Apenas a situa em seu tempo.</p>
<p>Hoje, quando volto ao encontro das águas, vejo mais do que o fenômeno. Vejo também o gesto do cronista. Vejo a escolha de transformar geografia em narrativa. E compreendo que Sabino não pretendia explicar a Amazônia. Queria somente contá-la, o que o fez com raro talento.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="303" height="331" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777398950_693_Manaus-sedia-Conferencia-Livre-dos-ODS-com-chancela-do-INPA.jpeg?resize=303%2C331&#038;ssl=1" alt="Juscelino Taketomi" class="wp-image-366291"  />Juscelino Taketomi é jornalista, colaborador do EM TEMPO e assessor especial na Assembleia Legislativa do Amazonas</p>
<p>Leia mais: </p>
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