<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>debate Archives - Clique Notícias Brasil</title>
	<atom:link href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/tag/debate/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/tag/debate/</link>
	<description>Portal de Notícias</description>
	<lastBuildDate>Sun, 08 Mar 2026 12:51:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/01/cropped-logo-v2-27-01-2025-14-58-29-27-01-2025_15-21-26.webp?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>debate Archives - Clique Notícias Brasil</title>
	<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/tag/debate/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">240766857</site>	<item>
		<title>Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/exposicao-no-rio-de-janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 12:51:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[encarceramento]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[rio]]></category>
		<category><![CDATA[social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/exposicao-no-rio-de-janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma exposição no Rio de Janeiro reúne obras de pessoas egressas do sistema prisional e de seus familiares. Por meio de diferentes linguagens – como pintura, performance e vídeo –, os artistas propõem reflexões sobre encarceramento, desigualdades sociais e políticas públicas. Um dos participantes da mostra Coexistir Coabitar é o artista e biomédico Wallace Costa, de 29 anos, que mora no bairro de Irajá, na zona norte. Ele apresenta a obra Cadeias de Vidro: três telas em resina que revisitam a trajetória do pai na prisão e como isso deixou marcas na família. Para Wallace, a arte permite elaborar memórias e provocar reflexões sobre justiça, saúde mental e ressocialização. O pai dele foi detido mais de uma vez. Na penúltima prisão, permaneceu 11 anos encarcerado. Após cumprir pena, passou pelo regime...</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/exposicao-no-rio-de-janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social/">Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma exposição no Rio de Janeiro reúne obras de pessoas egressas do sistema prisional e de seus familiares. Por meio de diferentes linguagens – como pintura, performance e vídeo –, os artistas propõem reflexões sobre encarceramento, desigualdades sociais e políticas públicas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Exposicao-no-Rio-de-Janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social.gif?w=1400&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Um dos participantes da mostra <em>Coexistir Coabitar</em> é o artista e biomédico Wallace Costa, de 29 anos, que mora no bairro de Irajá, na zona norte. Ele apresenta a obra <em>Cadeias de Vidro</em>: três telas em resina que revisitam a trajetória do pai na prisão e como isso deixou marcas na família.</p>
<p>Para Wallace, a arte permite elaborar memórias e provocar reflexões sobre justiça, saúde mental e ressocialização. O pai dele foi detido mais de uma vez. Na penúltima prisão, permaneceu 11 anos encarcerado. Após cumprir pena, passou pelo regime semiaberto e voltou a ser preso em 2019, por um ano.</p>
<p>“Além dos rótulos que foram tatuados em mim, teve a época do regime semiaberto, em que tive que conviver com ele. Eu já era adolescente, e ele estava diferente. Nós tínhamos que ficar monitorando o aparelho da tornozeleira eletrônica que ele usava. Ele chegou a usar drogas dentro de casa. Tudo isso teve muito impacto na minha vida”, conta Wallace.</p>
<p>Na obra do artista, a placa central traz a réplica de um jornal que retratou o pai como instigador de uma rebelião ocorrida em abril de 2004. Nas laterais, fragmentos de vidro, adesivos e canudos encapsulados em resina representam a fragmentação e a anulação do sujeito encarcerado.</p>
<p>“O objetivo é tanto se ver na pele do outro quanto procurar se reconhecer em um reflexo distorcido de si mesmo. É uma maneira de ver além da notícia. Eu explorei a saúde mental de um egresso após a passagem pelo sistema prisional, a experiência do meu pai como detento”, explica.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Exposicao-no-Rio-de-Janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 02/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social. Obras de egressos e familiares refletem sobre saúde mental e ressocialização. Foto: Thiego Mattos/Divulgação" title="Foto: Thiego Mattos/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta"> Larissa Rolando fez uma escultura de coração empalado para a exposição &#8211; Foto: Thiego Mattos/Divulgação</h6>
</p>
<p>Detida entre fevereiro e maio do ano passado, a jovem Larissa Rolando, de 20 anos, moradora de Bangu, na zona oeste, diz que a experiência no sistema prisional foi “uma virada de chave” em sua vida. Ela transformou o período difícil em reflexão pessoal e arte.</p>
<p>Mulher trans, Larissa conta que já estava com os documentos retificados quando foi presa. A expectativa era cumprir pena em um presídio feminino, mas recebeu a informação de que ficaria em uma unidade masculina – o que provocou pânico.</p>
<p>“Eu fiquei com muito medo, muito medo. Um medo estratosférico mesmo, porque, na minha cabeça, eu ia ser estuprada e ia acontecer tudo de ruim. Mas a realidade foi bem diferente. Os homens eram muito respeitosos e muito solícitos comigo”, conta.</p>
<p>Apesar do tratamento, Larissa teve de lidar com condições precárias de higiene e alimentação no presídio. Ela diz que a experiência a tornou mais madura e a ajudou a rever amizades e prioridades. A mudança de perspectiva se refletiu também na produção artística. Ela decidiu investir na escultura como linguagem principal.</p>
<p>“Para a exposição, fiz a escultura de um coração empalado, com veias saindo de dentro dele e, na ponta dessas veias, há CDs. Quis trazer algo que falasse da minha experiência. E em todos os momentos da minha vida, desde que eu era criança, desde a minha transição de gênero, a música sempre esteve comigo. Nos momentos tristes e felizes”, explica Larissa.</p>
<h2>Exposição</h2>
<p>A exposição <em>Coexistir Coabitar </em>reúne obras de 27 artistas. Elas são resultado de uma residência artística realizada no Museu da Vida Fiocruz, voltada para egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e seus familiares. O processo articulou arte, saúde e justiça social, tratando a criação como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.</p>
<p>O curador Jean Carlos Azuos destaca que o ponto de partida são as histórias dos próprios participantes.</p>
<p>“As obras não partem de temas dados, mas de experiências reais. Arte, justiça social e saúde ampliada atravessam os processos de criação e se tornam matéria e linguagem”, diz Azuos.</p>
<p>Além da visitação, a programação inclui atividades educativas, como visitas mediadas, oficinas e rodas de conversa, ampliando o diálogo com o público.</p>
<h2>Serviço</h2>
<p>Exposição: <em>Coexistir Coabitar</em><br />Local: Largo das Artes – Rua Luís de Camões, 02, Centro (1º andar)<br />Visitação: até 25 de abril de 2026<br />Horário: terça a sábado, das 10h às 17h<br />Entrada: gratuita</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/exposicao-no-rio-de-janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/exposicao-no-rio-de-janeiro-debate-encarceramento-e-justica-social/">Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">18038</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ministro pede debate sobre recursos para combater crime organizado</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/ministro-pede-debate-sobre-recursos-para-combater-crime-organizado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 22:32:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[combater]]></category>
		<category><![CDATA[Crime]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[ministro]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[organizado]]></category>
		<category><![CDATA[para]]></category>
		<category><![CDATA[pede]]></category>
		<category><![CDATA[recursos]]></category>
		<category><![CDATA[sobre]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/ministro-pede-debate-sobre-recursos-para-combater-crime-organizado/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após aprovação pela Câmara dos Deputados do PL Antifacção na noite de terça-feira (24), o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Wellington Cesar Lima e Silva, disse hoje (25) que é necessário que o Congresso debata propostas efetivas de recursos para combater o crime organizado no país. O PL aprovado prevê o aumento de penas pela participação em organização criminosa ou milícia. “Nós temos certeza absoluta de que o Congresso brasileiro terá a oportunidade de viabilizar, no debate da PEC (da Segurança Pública), proposições estruturantes de financiamento da segurança pública”, afirmou o ministro, em entrevista à imprensa. No texto final, aprovado ontem, acabou sendo retirada pela Câmara a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets (apostas esportivas) para financiar o combate ao crime organizado. O ministro disse que...</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/ministro-pede-debate-sobre-recursos-para-combater-crime-organizado/">Ministro pede debate sobre recursos para combater crime organizado</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após aprovação pela Câmara dos Deputados do PL Antifacção na noite de terça-feira (24), o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Wellington Cesar Lima e Silva, disse hoje (25) que é necessário que o Congresso debata propostas efetivas de recursos para combater o crime organizado no país. O PL aprovado prevê o aumento de penas pela participação em organização criminosa ou milícia.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Ministro-pede-debate-sobre-recursos-para-combater-crime-organizado.gif?w=1400&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Nós temos certeza absoluta de que o Congresso brasileiro terá a oportunidade de viabilizar, no debate da PEC (da Segurança Pública), proposições estruturantes de financiamento da segurança pública”, afirmou o ministro, em entrevista à imprensa.</p>
<p>No texto final, aprovado ontem, acabou sendo retirada pela Câmara a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets (apostas esportivas) para financiar o combate ao crime organizado. O ministro disse que não tinha conhecimento que essa forma de financiamento seria rejeitada.</p>
<p>Na entrevista, no entanto, ele disse que o tema de recursos para segurança pública deve ser tratado com prioridade. Para o ministro, podem haver diferentes caminhos, além do financiamento do recurso das bets. </p>
<p>“O fundamental é que o Parlamento perceba essa expectativa e que seja atendido logo a seguir com a PEC, através de algum modelo que surja no Congresso ou que seja apresentado pelo governo.”</p>
<h2>Texto final &#8220;aperfeiçoado&#8221;</h2>
<p>A par do revés em relação ao financiamento, Lima e Silva disse que o relatório final acolheu 14 das 23 propostas do Executivo para aperfeiçoar o texto final apresentado pelo relator da matéria, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP). </p>
<p>“A nossa preocupação é dar à segurança pública e à população brasileira uma financiabilidade compatível com o tamanho do problema e da prioridade do assunto”, disse. </p>
<p>O ministro lembrou que a proposta original foi do governo federal e a aprovação, ao final de todo o processo, constitui um marco importante no combate ao crime organizado. Entre as propostas, ele entende que foi possível evitar uma potencial criminalização dos movimentos sociais e aperfeiçoamento dos tipos penais</p>
<p>Antes da possível sanção do presidente Lula, o ministro ainda disse que não foi definido se ocorrerão vetos ao texto aprovado pela Câmara. Há um prazo de 15 dias úteis, após recebimento da matéria. Segundo o ministro, a Casa Civil deve fazer as observações e encaminhar ao presidente.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-02/ministro-pede-debate-sobre-recursos-para-combater-crime-organizado" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/ministro-pede-debate-sobre-recursos-para-combater-crime-organizado/">Ministro pede debate sobre recursos para combater crime organizado</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">17016</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Encontro debate rede latino-americana por alfabetização na idade certa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/encontro-debate-rede-latino-americana-por-alfabetizacao-na-idade-certa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 00:04:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alfabetização]]></category>
		<category><![CDATA[certa]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[encontro]]></category>
		<category><![CDATA[idade]]></category>
		<category><![CDATA[latinoamericana]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[por]]></category>
		<category><![CDATA[rede]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/encontro-debate-rede-latino-americana-por-alfabetizacao-na-idade-certa/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lideranças governamentais de países na América Latina, representantes de organizações da sociedade civil da área de educação e acadêmicos debatem em Brasília, nesta segunda (23) e terça-feira (24) a criação de uma rede permanente latino-americana pela alfabetização na idade adequada – aos 7 anos –, por meio de cooperação técnica entre os países. Na abertura do Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, o ministro interino da Educação no Brasil, o secretário-executivo da pasta Leonardo Barchini, enfatizou que a alfabetização é a ferramenta necessária para superar as &#8220;cicatrizes profundas da história da colonização&#8221; e a “tragédia do analfabetismo que amarra o futuro ao passado”. “O direito à alfabetização é um pilar estruturante do desenvolvimento integral de cada criança que vive no continente. É também um operário estruturante do desenvolvimento social e econômico sustentável...</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/encontro-debate-rede-latino-americana-por-alfabetizacao-na-idade-certa/">Encontro debate rede latino-americana por alfabetização na idade certa</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lideranças governamentais de países na América Latina, representantes de organizações da sociedade civil da área de educação e acadêmicos debatem em Brasília, nesta segunda (23) e terça-feira (24) a criação de uma rede permanente latino-americana pela alfabetização na idade adequada – aos 7 anos –, por meio de cooperação técnica entre os países.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Encontro-debate-rede-latino-americana-por-alfabetizacao-na-idade-certa.gif?w=1400&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Na abertura do Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, o ministro interino da Educação no Brasil, o secretário-executivo da pasta Leonardo Barchini, enfatizou que a alfabetização é a ferramenta necessária para superar as &#8220;cicatrizes profundas da história da colonização&#8221; e a “tragédia do analfabetismo que amarra o futuro ao passado”.</p>
<p>“O direito à alfabetização é um pilar estruturante do desenvolvimento integral de cada criança que vive no continente. É também um operário estruturante do desenvolvimento social e econômico sustentável e da construção de um futuro mais próspero, mais justo, mais equitativo e mais soberano para a América Latina.”</p>
<p>Para David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura (um dos apoiadores do encontro), o encontro representa uma oportunidade para a região avançar no tema, que pode resolver vários problemas – desde a trajetória escolar, até o desenvolvimento dos países latino-americano.</p>
<p>“Se realmente conseguirmos continuar com esse nível de atenção, dar prioridade a esse tema regionalmente, nos próximos cinco a sete anos conseguiremos resolver um dos problemas mais graves na educação. Vamos destravar os resultados de toda a trajetória escolar, o que terá impacto no desenvolvimento dos países.”</p>
<h2>Modelo brasileiro</h2>
<p>O ministro interino destacou o modelo brasileiro de enfrentamento aos índices de analfabetismo. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) envolve União, estados e municípios na busca pelo direito à alfabetização das crianças brasileiras até o fim do 2º ano do ensino fundamental (EF), com metas para cada ente federativo.</p>
<p>Em 2024, o índice nacional de alfabetização de crianças avançou e atingiu 59,2% dos alunos ao fim desta etapa letiva, ligeiramente abaixo da meta de 60% definida pelo CNCA para aquele ano. Para 2030, o objetivo é ter pelo menos 80% dos alunos alfabetizados no fim do 2º ano do EF.</p>
<p>Leonardo Barchini também citou o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e como ele permite mensurar o nível da alfabetização em todo o país. Segundo o ministro, a partir de avaliações como essa, é possível mapear a quantas anda a alfabetização no país:</p>
<p>“Podemos ver exatamente onde estão essas desigualdades, onde estão essas deficiências, onde estão essas fraquezas. Qual escola, qual município, qual região, determinada etnia, quais as diferenças por raça, diferença para a educação quilombola, para a educação indígena, enfim. A gente tem tudo isso muito bem mapeado.”</p>
<h2>Desafios</h2>
<p>De acordo com Barchini, apesar do acesso à escola no país ser praticamente universal, o Brasil ainda enfrenta desafios para elevar a qualidade do aprendizado:</p>
<p>“Falando de infraestrutura, nós temos ainda escolas sem biblioteca. Precisamos, também, de mais creches. O grande desafio é fazer chegar aos professores alfabetizadores uma formação adequada e continuada para que possam, a cada dia, melhorar mais.” </p>
<p>Aos presentes, o ministro interino enfatizou que uma trajetória escolar qualificada amplia as possibilidades de uma vida adulta mais digna, saudável e produtiva.</p>
<p>“A alfabetização na idade certa é um instrumento poderoso de superação das desigualdades e de fortalecimento da democracia. Cidadãos que leem, escrevem e compreendem o mundo participam mais plenamente da vida social, econômica e política de suas nações.”</p>
<h2>Movimento continental</h2>
<p>Durante o encontro internacional em Brasília, lideranças da América Latina expuseram outras experiências que também retratam avanços relacionados à alfabetização na idade certa.</p>
<p>Sofia Naidenoff, ministra da educação da província de Chaco, no Norte da Argentina, falou sobre a criação do Plano da Jurisdição da Alfabetização e como isso impactou na educação de milhares de crianças argentinas: “o Chaco estava no pior lugar. Era uma situação que nos deixou muito tristes, porque havia gerações inteiras que não sabiam ler.&#8221;</p>
<p>&#8220;Transformamos a aula da seguinte forma: um livro para cada aluno; um manual por escola, do primeiro ao terceiro grau; e dias de trabalho com livros, inclusive para o lar. Transformamos essa realidade de primeiro ao terceiro grau, de aproximadamente 77 mil crianças em 1.283 escolas”, relatou a ministra.</p>
<p>No México, as experiências destacadas foram a da Nova Escola Mexicana e foco em práticas sociais e na diversidade de línguas indígenas originárias do território, ao lado da língua espanhola.</p>
<p>A diretora-geral de Desenvolvimento Curricular e Política de Educação Inicial no México, Xóchitl Leticia Moreno Fernández, contou que o Plano de Estudos de 2022 colocou a comunidade no centro da solução.</p>
<p>“Temos uma grande quantidade de línguas indígenas e originárias. São aproximadamente 68 línguas, e um dos grandes desafios da nova escola mexicana é que os processos de alfabetização sejam feitos também considerando a língua materna das meninas e dos meninos. Portanto, para essa diversidade de línguas, de culturas, de formas de apropriação, precisamente da língua oral e depois da língua escrita, foram produzidos materiais adequados para todas as nossas crianças e para os próprios docentes”, contou. </p>
<p>No Peru, os avanços são decorrentes do uso de avaliações censitárias e do foco na solução de problemas de saúde e da violência no ambiente escolar.</p>
<p>O integrante do Conselho Nacional de Educação do Peru Luis Guillermo Lescano Sáenz enfatizou a necessidade de a educação ser uma política de Estado, que transcenda a rotatividade de ministros. Segundo ele, o país teve 26 ministros da educação nos últimos 10 anos.</p>
<p>“Os resultados [da troca de ministros] nas políticas são caríssimos. Se mudam as autoridades e os encarregados de um governo em um setor tão importante, como a educação, isso vai influenciar. Temos brechas instaladas há muito tempo. O direito à educação está na Declaração Universal dos Direitos Humanos e está na maioria das Constituições de nossos países.”</p>
<p>Já o secretário técnico do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai, Sebastián Valdez, disse que a meta é melhorar as políticas e práticas educacionais: “No princípio do século XX, houve um acordo social de oferecer educação para todas as crianças de todo o país. Mesmo que não seja fácil chegar a todos os cantos, por questões orçamentárias de um país pequeno”, admitiu.</p>
<h2>Novas tecnologias</h2>
<p>O ministro interino Leonardo Barchini acrescentou que um dos principais desafios para a região é incrementar a alfabetização digital de professores e alunos juntamente com a alfabetização clássica das crianças.</p>
<p>“Estamos aprendendo que a alfabetização digital precisa ser um processo contínuo ao longo da vida, e não apenas algo que acontece nos primeiros anos de educação. Portanto, acreditamos que a alfabetização digital precisa ser combinada com a alfabetização tradicional”.</p>
<h2>Evento internacional</h2>
<p>O Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro termina amanhã e tem transmissão ao vivo no canal do MEC no YouTube e tradução simultânea — português, espanhol e Língua Brasileira de Sinais (Libras).</p>
<p>A programação completa e outras informações sobre o evento estão disponíveis aqui.  </p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-02/encontro-debate-rede-latino-americana-por-alfabetizacao-na-idade-certa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/encontro-debate-rede-latino-americana-por-alfabetizacao-na-idade-certa/">Encontro debate rede latino-americana por alfabetização na idade certa</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">16701</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Histórias em quadrinho podem ajudar no debate racial em sala de aula</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala-de-aula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 14:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ajudar]]></category>
		<category><![CDATA[aula]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[podem]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinho]]></category>
		<category><![CDATA[racial]]></category>
		<category><![CDATA[sala]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala-de-aula/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fã de histórias em quadrinhos (HQ) desde a infância, a doutoranda e professora Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolveu um estudo que confirma como as graphic novels podem provocar reflexões sobre questões étnico-raciais na formação de futuros professores do Curso Normal, fortalecendo a educação antirracista.  As graphic novels são HQ com histórias completas, imagens e textos mais longos. Doutoranda Fernanda Pereira da Silva acredita que as HQs têm o poder de atrair as pessoas para essa discussão Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Até o mestrado sobre relações étnico-raciais, baseado em heróis negros de HQs, Fernanda não tinha parado para falar de racismo.  “Me senti uma ignorante, porque nunca tinha parado para tratar de questões raciais. A questão é de todo mundo, independente da cor...</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala-de-aula/">Histórias em quadrinho podem ajudar no debate racial em sala de aula</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fã de histórias em quadrinhos (HQ) desde a infância, a doutoranda e professora Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolveu um estudo que confirma como as <em>graphic novels</em> podem provocar reflexões sobre questões étnico-raciais na formação de futuros professores do Curso Normal, fortalecendo a educação antirracista. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala.gif?w=1400&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As <em>graphic novels</em> são HQ com histórias completas, imagens e textos mais longos.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala.jpeg?w=1400&#038;ssl=1" alt="19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto a doutoranda Fernanda Pereira da Silva. Foto: Divulgação/arquivo pessoal" title="Divulgação/Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Doutoranda Fernanda Pereira da Silva acredita que as HQs têm o poder de atrair as pessoas para essa discussão Foto: Divulgação/Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Até o mestrado sobre relações étnico-raciais, baseado em heróis negros de HQs, Fernanda não tinha parado para falar de racismo. </p>
<p>“Me senti uma ignorante, porque nunca tinha parado para tratar de questões raciais. A questão é de todo mundo, independente da cor da pele”, disse Fernanda (19) à Agência Brasil. </p>
<p>Por isso, ela acredita que as HQs têm o poder de atrair as pessoas para essa discussão.</p>
<p>Em 2018, no final do mestrado, quando o governo federal lançou HQs com os heróis negros Carolina, Cumbe e Angola Janga no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), ela resolveu que se dedicaria, no doutorado, a pesquisar como as <em>graphic novels </em>poderiam contribuir para o debate racial na formação inicial dos professores do ensino fundamental. </p>
<p>“Vi a importância de trabalhar isso na formação inicial para que esses professores se estimulem no sentido de continuar o debate antirracista na sua formação posterior. Daí o meu interesse de inserir as HQs para trazer a discussão antirracista para dentro da sala de aula”. </p>
<p>A tese de doutorado de Fernanda tem o título <em>Cotidiano, escola e Graphic novel: O papel da mídia no fortalecimento da Educação para Relações Étnico-Raciais</em> e contou com orientação da professora da Faculdade de Educação da UFF, Walcéa Barreto Alves.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1771768852_8_Historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala.jpeg?w=1400&#038;ssl=1" alt="19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto a doutoranda Fernanda Pereira da Silva interagindo com os alunos. Foto: Jean Barreto/ Divulgação" title="Jean Barreto/ Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta rtecenter">A doutoranda Fernanda Pereira da Silva interagindo com os alunos. Foto: Jean Barreto/ Divulgação</h6>
</p>
<h2>Em campo</h2>
<p>Fernanda realizou um trabalho de campo no Colégio Estadual Júlia Kubitschek com os alunos do segundo ano do ensino médio, dos quais a grande maioria (95%) eram negros. O que ela constatou foi que as escolas abordam o tema do racismo somente em novembro, mês da Consciência Negra, mas deixam de falar no assunto no resto do ano, enquanto os alunos vivenciam situações de racismo e discriminação cotidianamente, conforme relataram. Não existe também um planejamento escolar para falar da questão do racismo.</p>
<p>Outra constatação é que a Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados, não é cumprida em 71% dos municípios brasileiros, de acordo com pesquisa do Geledés Instituto da Mulher Negra e do Instituto Alana. Um dos argumentos para a não aplicação da lei é que os professores consideram o tema polêmico e difícil de trabalhar. “E não é polêmico. Faz parte da nossa história”.</p>
<p>Fernanda argumentou que a questão do racismo pode ser trabalhada de várias formas. </p>
<p>“Pode convidar pessoas para fazer palestras na escola. E uma estratégia que eu vi é buscar outros elementos para trabalhar a questão racial. Então, olhei para as HQs e perguntei: por que não levar a história da escritora Carolina Maria de Jesus e, através das <em>graphic novels</em>, apresentar para os estudantes e, contando a história daquela escritora, falar sobre educação antirracista?”, diz. </p>
<h2>Imersão</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1771768852_556_Historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala.jpeg?w=1400&#038;ssl=1" alt="19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto Professora da UFF Walcéa Barreto Alves. Foto: Divulgação/arquivo pessoal" title="Divulgação/Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">A professora da UFF Walcéa Barreto Alves diz que o trabalho de campo fez uma ação interventiva. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A professora Walcéa Barreto Alves, da Faculdade de Educação da UFF, destacou que Fernanda teve a atenção de fazer um trabalho de campo que não ficasse só no âmbito teórico, mas fez uma ação também interventiva. A partir dessa imersão em campo, Fernanda pôde observar o dia a dia desses estudantes, verificando se a escola debatia ou não temas de questões étnico-raciais para esses futuros professores e professoras. </p>
<p>“Ela constatou que não havia esse debate cotidianamente e que ele ficava reservado prioritariamente para novembro, que é o Mês da Consciência Negra”, afirmou Walcéa. </p>
<p>A partir das entrevistas e questionários formulados, Fernanda observou que os alunos vivenciam situações de racismo no seu cotidiano individual fora da escola e também no interior desses estabelecimentos.</p>
<p>A preocupação de Fernanda foi preparar esses futuros professores para quando forem lecionar para as novas gerações. “A ideia da Fernanda foi fazer uma prática interventiva, como fez com essas <em>graphic novels</em>, para eles terem acesso a esse material e terem possibilidade de desdobramento na sua prática docente”, destacou a professora Walcéa. </p>
<p>O objetivo foi escutar quem está de fato nesse cotidiano, acrescentou. Fernanda afirmou que essa é uma maneira mais atrativa para trabalhar o tema das relações étnico-raciais, a partir da história de personagens negros, “porque vai puxando várias discussões”.</p>
<p>Walcéa chamou a atenção para uma questão importante que a tese apresenta, que é olhar para a dimensão étnico-racial com uma perspectiva positiva e de liderança dos personagens e das pessoas negras, que foram os protagonistas da história. </p>
<p>“Em muitas obras, percebe-se que as pessoas negras são sempre colocadas de canto; são, no máximo, coadjuvantes. Não há um protagonismo, em especial em material didático, que coloque a identidade positiva da questão racial, da raça negra e indígena, dos povos originários do nosso país. A visão é muito colonialista mesmo”. Já o objetivo é trazer esse material em uma perspectiva decolonial para a visão do debate étnico-racial.</p>
<h2>Leveza</h2>
<p>Na avaliação da professora da UFF, as HQs constituem uma ferramenta essencial para que o debate sobre racismo seja mais amplificado. </p>
<p>“As HQs trazem uma leveza e, ao mesmo tempo, conseguem trabalhar o tema com profundidade, devido aos recursos visuais, à própria organização textual que facilitam a leitura da criança e do adolescente e, inclusive, dos adultos. Mas elas permitem também que haja um aprofundamento de algumas questões, que se levantem questões paralelas àquela história principal. Com certeza, elas são uma ferramenta importantíssima e muito valiosa”.</p>
<p>Walcéa defendeu que haja um trabalho de conscientização e acesso a esse material, porque pode ser usado em qualquer disciplina para debater, esclarecer e valorizar a questão étnico-racial dentro e fora da escola desde os anos iniciais. Ela reforçou ainda a necessidade de se avançar e usar as HQs no planejamento das escolas, bem como na prática pedagógica. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-02/historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala-de-aula" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/historias-em-quadrinho-podem-ajudar-no-debate-racial-em-sala-de-aula/">Histórias em quadrinho podem ajudar no debate racial em sala de aula</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">16553</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
