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	<title>deles Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Pais são presos suspeitos de estuprar as filhas em Manaus; um deles atropelou a vítima após denúncia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 00:05:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Dois pais, de 32 e 38 anos, foram presos preventivamente pela Polícia Civil do Amazonas nesta segunda-feira (01/06) após serem denunciados por estuprar as próprias filhas. As capturas ocorreram no bairro Cidade Nova, zona Norte da capital, em ações independentes coordenadas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Manaus (AM) – Dois pais, de 32 e 38 anos, foram presos preventivamente pela Polícia Civil do Amazonas nesta segunda-feira (01/06) após serem denunciados por estuprar as próprias filhas. As capturas ocorreram no bairro Cidade Nova, zona Norte da capital, em ações independentes coordenadas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).</p>
<p class="wp-block-paragraph">A investigação mais longa aponta que o homem de 38 anos abusou sexualmente da própria filha durante cerca de quatro anos. A violência começou quando a vítima tinha 12 anos e se estendeu até os 16, período em que ela morava com o genitor. Segundo o delegado Jeferson Vicente, o autor agia com crueldade e impunha condições e ameaças sempre que a adolescente pedia para visitar a mãe ou ver as amigas. Após a jovem conseguir sair de casa e procurar a polícia, o pai a atropelou com uma motocicleta em frente à escola onde ela estuda, na presença de testemunhas, e a ameaçou de morte.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O outro caso envolve o homem de 32 anos, suspeito de abusar da filha de 12 anos em duas ocasiões distintas, aproveitando os momentos em que a mãe da menina não estava em casa. De acordo com a polícia, o criminoso ordenava que a menor ficasse em silêncio e dizia que repetiria o ato caso ela revelasse o segredo. Os abusos foram descobertos por uma tia materna, que registrou a ocorrência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em depoimento especial na delegacia, as duas vítimas confirmaram e detalharam as agressões. Os exames de corpo de delito realizados no Instituto Médico Legal (IML) comprovaram os crimes de natureza sexual. A menina de 12 anos foi encaminhada para suporte psicológico no Centro Integrado de Atendimento a Crianças e Adolescentes (Ciaca).</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os dois homens foram indiciados pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça. Eles passaram por procedimentos cabíveis na especializada e foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão trancados à disposição do Poder Judiciário.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Professor de jiu-jitsu é preso em Manaus por estuprar adolescente e exibir vídeos dos abusos na internet</p>
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		<title>&#8220;Nossos filhos pagaram por guerra que não era deles”, diz Mãe de Maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 10:50:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 14 de maio de 2006, na Baixada Santista, Débora Maria da Silva reuniu a família para celebrar mais um Dia das Mães com os três filhos. A celebração seria em dobro já que quatro dias antes ela havia acabado de completar 48 anos de idade. No dia seguinte, no entanto, sua alegria ruiu: seu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 14 de maio de 2006, na Baixada Santista, Débora Maria da Silva reuniu a família para celebrar mais um Dia das Mães com os três filhos. A celebração seria em dobro já que quatro dias antes ela havia acabado de completar 48 anos de idade. No dia seguinte, no entanto, sua alegria ruiu: seu primogênito, o gari Edson Rogério Silva dos Santos, então com 29 anos, foi assassinado na Baixada Santista.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Nossos-filhos-pagaram-por-guerra-que-nao-era-deles-diz.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Naquele momento, há 20 anos, o estado de São Paulo enfrentava uma de suas histórias mais brutais. Ataques coordenados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma reação promovida por agentes policiais e grupos de extermínio ocorridos entre os dias 12 e 21 de maio levaram à morte mais de 500 pessoas nos episódios que ficaram mais tarde conhecidos como Crimes de Maio. O filho de Débora foi uma dessas vítimas. Grande parte desses mortos era jovem, negra e morava na periferia. Como Edson Rogério.</p>
<p>“Todo meu aniversário eu não gostava muito assim [de comemorar]. Sempre comemorava o Dia das Mães. E, em 2006, o dia 10 de maio caiu em uma quarta-feira, que foi o dia da cirurgia dele. Ele tinha operado o [dente do] siso”, lembra Débora.</p>
<p>No domingo, com um bolo e um churrasquinho, o aniversário foi celebrado. Aquele foi o último parabéns que o filho cantou para a mãe. “Ele disse que iria embora porque iria trabalhar no dia seguinte cedo. Ele me deu um beijo e foi embora. Depois eu só vi ele dentro do caixão”, conta.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Nossos-filhos-pagaram-por-guerra-que-nao-era-deles-diz.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Santos (SP), 13/04/2026 - 20 anos dos crimes de Maio .  Debora Maria da Silva , mãe de Rogério, assassinado pela PM de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"/></p>
<p>Débora Maria da Silva perdeu o filho Edson Rogério Silva dos Santos, há 20 anos, assassinado pela PM de São Paulo &#8211; Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</p>
<p>O filho de Débora foi morto no dia seguinte ao da comemoração de aniversário, após ter parado para abastecer a moto em um posto de gasolina. “Na hora do velório, veio um rapaz e falou para mim assim: ‘Acabou a gasolina da moto dele e ele pediu socorro para mim. E eu desci o morro para dar socorro para ele. Só que, quando eu cheguei no posto, tinha duas viaturas abordando ele e eu fiquei de longe esperando a abordagem’”, contou o rapaz para Débora.</p>
<p>“Depois que fizeram a abordagem nele, os policiais saíram do posto, subiram o morro e ficaram esperando ele [meu filho] lá em cima. Mataram o meu filho encostado num muro e ele caiu sobre umas pedras, umas pedras de contenção”, relata a mãe.</p>
<p>Naquela segunda-feira, após o Dia das Mães, o filho de Débora morreu com cinco tiros. Foi quando aquela mãe morreu um pouco também. “Ele tomou um tiro em cada pulmão, um no coração, dois nos glúteos. Então o meu filho teve morte instantânea”, relembra Débora. “Esses cinco tiros que eles deram no meu filho eu senti todos. Todos os tiros eu senti. Mas do coração eu senti mais, sinto até hoje, ele dói. Foi o fatal.”</p>
<p>Passados 20 anos, o aniversário de Débora caiu exatamente em um domingo de celebração do Dia das Mães. Uma data que ela já não consegue mais comemorar.</p>
<p>“Não tem mais o que comemorar. Isso o Estado levou de mim perversamente. Eu não consigo comemorar o Dia das Mães. Eu não consigo comemorar mais o dia que eu fazia aniversário, que eu comemorava no Dia das Mães. Eu não perdi só o Rogério. Eu perdi minha família”, diz ela.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778496636_840_Nossos-filhos-pagaram-por-guerra-que-nao-era-deles-diz.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Santos (SP), 13/04/2026 - 20 anos dos crimes de Maio .  Debora Maria da Silva , mãe de Rogério, assassinado pela PM de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"/></p>
<p>Mãe de Edson Rogério Silva dos Santos, assassinado há 20 anos durante os Crimes de Maio, Débora Maria da Silva luta por justiça, responsabilização e reparação &#8211; Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</p>
<h2>Memória</h2>
<p>Neste ano, Débora voltou a reviver tudo o que enfrentou há 20 anos. Separando fotos do filho para montar um acervo que fará parte da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e também concedendo diversas entrevistas, Débora volta a chorar. “Estou muito deprimida porque este ano completam-se 20 anos e pode prescrever o crime do meu filho. É Dia das Mães, meu aniversário e a cabeça está irada e eu tentando segurar minha saúde mental para poder segurar esse barco.”</p>
<p>Pouco depois da morte do filho, Débora ajudou a fundar o movimento Mães de Maio, uma rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado. O movimento virou uma referência na busca por justiça e por memória e no combate à violência estatal.</p>
<p>“Maio de 2006 é uma história que nós contamos como mães porque nossos filhos morreram como suspeitos. Jamais se merece uma dor [como esta]. E o movimento vem traçando esse paradigma tão contundente e a gente tem propriedade de falar que nós acolhemos até mãe de policial. Para você ver que a nossa dor não se mede”, diz.</p>
<p>Muitos anos se passaram desde então, mas o movimento continua lutando por justiça, que ainda não se concretizou. Na semana passada, por exemplo, o Mães de Maio se uniu com a organização Conectas Direitos Humanos para enviar um documento de apelo urgente à Organização das Nações Unidas (ONU) denunciando a omissão do Estado brasileiro em relação aos Crimes de Maio.</p>
<p>“Nenhuma dessas execuções foi devidamente esclarecida, nenhum agente do Estado foi responsabilizado e tampouco as famílias das vítimas receberam reparação adequada”, relatam as entidades no documento.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778496636_407_Nossos-filhos-pagaram-por-guerra-que-nao-era-deles-diz.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Santos (SP), 13/04/2026 - 20 anos dos crimes de Maio .  Debora Maria da Silva , mãe de Rogério, assassinado pela PM de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"/></p>
<p>Débora Maria da Silva (à direita) é uma das fundadoras do movimento Mães de Maio, rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado &#8211; Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</p>
<p>No entendimento de Débora, Edson Rogério foi morto por uma violência promovida pelo Estado brasileiro e que ocorreu não só por meio de uma execução, mas também por omissão. “Não foram os faccionados que mataram nossos filhos. Foi o crime organizado, que é o terrorismo do Estado. Foi uma retaliação, e nossos filhos pagaram por uma guerra que não era deles”, diz. “Foram as mães que morreram também porque não aceitaram a impunidade do Estado, porque quem nos mata, para além da morte dos nossos filhos, é a impunidade.”</p>
<p>Para essa mãe – e para muitas outras que são vítimas de violências policiais – essas mortes jamais podem ser esquecidas e sequer ficarem impunes sob risco de continuarem se repetindo.</p>
<p>“A gente não pode naturalizar essas mortes – e principalmente de morte cometida pela polícia. O massacre de maio é um massacre continuado, estamos vendo isso hoje em dia. Nossos filhos morreram como suspeitos e nós mostramos que nossos filhos têm nome, sobrenome e residência fixa”, desabafa Débora.</p>
<p>“Hoje em dia a gente vê esses crimes continuados. É o mesmo <em>modus operandi</em>. Eu tenho vergonha, mas mesmo assim eu tive que dar colo para várias mães do Brasil. E acordei essas mães para que elas não tenham medo de dizer que a polícia é violenta e também para dizer que o filho dela importa mesmo depois de morto.”</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778496637_303_Nossos-filhos-pagaram-por-guerra-que-nao-era-deles-diz.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo - Debora Silva, do movimento Mães de Maio, na inauguração do Memorial dos Crimes de Maio e do Genocídio Democrático  (Rovena Rosa/Agência Brasil)" title="Rovena Rosa/Agência Brasil"/></p>
<p>Débora Maria da Silva participa da inauguração do Memorial dos Crimes de Maio e do Genocídio Democrático, em maio de 2016 &#8211; Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil</p>
<p>Vinte anos após o massacre, as mães seguem em luta por um país de memória e de justiça – e menos violento.</p>
<p>“Nós queremos continuar vivas para poder parir um novo Brasil ou uma nova sociedade, porque nós parimos seres humanos. Nós não parimos suspeito. O suspeito quem nos rotula é o crime organizado, que é esse Estado muito aparelhado. E isso vem desde o tempo da ditadura.”</p>
<p>A história de Débora e de outras mães que perderam seus filhos durante os Crimes de Maio será relembrada pelo programa <em>Caminhos da Reportagem</em>. Chamado de<em> Crimes de Maio, 20 anos sem Respostas</em>, o episódio irá ao ar nesta segunda-feira (11) a partir das 23h, na TV Brasil.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/nossos-filhos-pagaram-por-guerra-que-nao-era-deles-diz-mae-de-maio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/nossos-filhos-pagaram-por-guerra-que-nao-era-deles-diz-mae-de-maio/">&#8220;Nossos filhos pagaram por guerra que não era deles”, diz Mãe de Maio</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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