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	<title>desaparecidos Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>desaparecidos Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Mobilização nacional coleta DNA de parentes de desaparecidos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mobilizacao-nacional-coleta-dna-de-parentes-de-desaparecidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 19:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Justiça e Segurança Pública e os institutos de perícia federal e estaduais iniciaram, nesta segunda-feira (24), a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A campanha busca incentivar os parentes de pessoas desaparecidas a doarem amostras de material genético (DNA) que possa ajudar na identificação e localização [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Justiça e Segurança Pública e os institutos de perícia federal e estaduais iniciaram, nesta segunda-feira (24), a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Mobilizacao-nacional-coleta-DNA-de-parentes-de-desaparecidos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A campanha busca incentivar os parentes de pessoas desaparecidas a doarem amostras de material genético (DNA) que possa ajudar na identificação e localização de pessoas declaradas desaparecidas. Quem já doou o material anteriormente não precisa repetir o procedimento.</p>
<p>A mobilização se estenderá até a próxima sexta-feira (28) em 342 postos de coleta em todas as unidades da federação – inclusive no próprio Palácio da Justiça, edifício-sede do ministério, em Brasília (DF).</p>
<p>Apesar disso, a doação pode ser feita a qualquer momento, em laboratórios ou institutos de perícia aptos a coletarem o material genético, e independentemente do tempo que a pessoa procurada estiver sumida.</p>
<p>Os interessados devem se dirigir a um dos postos de coleta portando seu documento de identificação e, se possível, uma cópia do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento, ou informações a respeito deste (número do registro; delegacia, estado de registro etc).</p>
<h2>Quem pode doar?</h2>
<p>O Ministério da Justiça e Segurança Pública recomenda que a doação seja feita por parentes de primeiro grau da pessoa desaparecida. De preferência, na seguinte ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor, e, por fim, irmãos biológicos – filhos do mesmo pai e da mesma mãe.</p>
<p>Crianças também podem doar material genético, desde acompanhadas pelo responsável legal. A doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta oficial, independentemente da região onde a pessoa tenha desaparecido.</p>
<p>O procedimento é simples, podendo ser feito de duas formas: passando um cotonete no interior da boca do doador ou colhendo uma gota de seu sangue, tirada de seu dedo.</p>
<p>O material genético coletado só pode ser usado com o propósito de identificar pessoas desaparecidas. O DNA dos familiares é comparado com o de pessoas não identificadas (vivas ou falecidas) cadastrado nos bancos de DNA. Se o resultado apontar o parentesco, peritos elaborarão um laudo oficial que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso, cuja equipe entrará em contato com a família.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/mobilizacao-nacional-coleta-dna-de-parentes-de-desaparecidos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Campanha convoca familiares de desaparecidos para coleta de DNA</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/campanha-convoca-familiares-de-desaparecidos-para-coleta-de-dna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 18:14:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de segunda-feira (24), terá início uma força-tarefa em todo o país para convocar familiares de pessoas desaparecidas para coleta de DNA. Ao todo, 334 pontos nas 27 unidades da Federação estão disponíveis para receber os interessados. É a quarta edição de uma mobilização especial organizada pelo governo federal, em parceria com as secretarias [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de segunda-feira (24), terá início uma força-tarefa em todo o país para convocar familiares de pessoas desaparecidas para coleta de DNA. Ao todo, 334 pontos nas 27 unidades da Federação estão disponíveis para receber os interessados.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Campanha-convoca-familiares-de-desaparecidos-para-coleta-de-DNA.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>É a quarta edição de uma mobilização especial organizada pelo governo federal, em parceria com as secretarias de segurança pública. A campanha vai até sexta (28). </p>
<p>Confira aqui os pontos de coleta. </p>
<p>A coleta de DNA de familiares de desaparecidos torna possível o cruzamento com perfis genéticos de pessoas encontradas vivas e falecidas com identidade desconhecida nos bancos estaduais, distrital e nacional. </p>
<p>Os familiares interessados em participar devem apresentar um documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro, delegacia). </p>
<h2>Perfis</h2>
<p>De acordo com o governo, a campanha é &#8220;uma ferramenta a mais para localização de pessoas desaparecidas, e uma chance para famílias que ainda não tenham doado o seu material genético”, explicou o Ministério da Justiça em nota.</p>
<p>A coleta é gratuita e indolor. O ministério ressalta que, preferencialmente, devem comparecer aos pontos de coleta familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida, tais como pai, mãe, irmãos ou filhos. </p>
<p>A coordenação da campanha explica que, caso ocorra resultado positivo da comparação do perfil genético, a instituição responsável entrará em contato com o familiar doador.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-08/campanha-convoca-familiares-de-desaparecidos-para-coleta-de-dna" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Ditadura Militar matou JK, conclui Comissão de Mortos e Desaparecidos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ditadura-militar-matou-jk-conclui-comissao-de-mortos-e-desaparecidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:25:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), aprovou, nesta sexta-feira (29), o relatório que concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976. A aprovação deu-se hoje de manhã, por votos da maioria das pessoas integrantes do colegiado. Foram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), aprovou, nesta sexta-feira (29), o relatório que concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Ditadura-Militar-matou-JK-conclui-Comissao-de-Mortos-e-Desaparecidos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A aprovação deu-se hoje de manhã, por votos da maioria das pessoas integrantes do colegiado. Foram seis votos favoráveis e uma abstenção. Com a aprovação das conclusões do relatório, a comissão deverá trabalhar para que a certidão de óbito do ex-presidente seja retificada, nos termos da Resolução CNJ 601/2024.</p>
<p>O documento contesta a conclusão da época de que Juscelino teria sido vítima de um acidente automobilístico. A relatora Maria Cecília Adão vem trabalhando no caso desde novembro de 2024. O relatório foi feito a partir de diversos elementos públicos, como um inquérito do Ministério Público Federal (MPF), de 2019.</p>
<p>“A premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ônibus na traseira do veículo, jamais ocorreu”, afirmou, em nota, o Ministério Público Federal (MPF) sobre a principal conclusão do relatório.</p>
<p>Ainda segundo a procuradoria, embora a Comissão Nacional da Verdade tenha descartado a possibilidade de o acidente ter sido provocado, as Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais, além da Comissão Municipal da cidade de São Paulo, defenderam a hipótese de que o ex-presidente teria sido vítima de um atentado político.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/ditadura-militar-matou-jk-conclui-comissao-de-mortos-e-desaparecidos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Flotilha registra 428 ativistas desaparecidos após ataques de Israel</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/flotilha-registra-428-ativistas-desaparecidos-apos-ataques-de-israel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 21:22:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos 428 ativistas de direitos humanos que atuam na Palestina estão desaparecidos. A denúncia é da Global Sumud Flotilla (GSF), que acusa as autoridades de Israel de terem ordenado a captura dos militantes. Quatro brasileiros que foram detidos ainda estão desaparecidos: Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingido por Barragens; Ariadne Teles, advogada de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos 428 ativistas de direitos humanos que atuam na Palestina estão desaparecidos. A denúncia é da Global Sumud Flotilla (GSF), que acusa as autoridades de Israel de terem ordenado a captura dos militantes.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Flotilha-registra-428-ativistas-desaparecidos-apos-ataques-de-Israel.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Quatro brasileiros que foram detidos ainda estão desaparecidos: </p>
<ul>
<li>Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingido por Barragens;</li>
<li>Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da GSF no Brasil;</li>
<li>Thainara Rogério, desenvolvedora de software, nascida no Brasil e cidadã espanhola e</li>
<li>Cássio Pelegrini, médico pediatra.</li>
</ul>
<p>As três mulheres foram presas juntas. Pelegrini estava no penúltimo barco interceptado, que quase chegou a Gaza, ficando a menos de 100 milhas náuticas da costa. </p>
<p>Segundo lideranças da GSF, até o momento, não há nenhuma notícia sobre os brasileiros. Além de o Estado de Israel não dar atualizações sobre o paradeiro e o estado de saúde dos brasileiros, as autoridades proibiram o atendimento consular e o contato com advogados.</p>
<p>A preocupação é de que sofram torturas, violência sexual e outros tipos de agressão. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv informou que todos os ativistas serão levados ao porto de Ashdod e serão encaminhados ao centro de detenção de Ktzi&#8217;ot. A expectativa é de que as visitas consulares sejam permitidas nesta quinta-feira (21).</p>
<p>&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</p>
<p>Pela contagem da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2008 até a última segunda-feira (18), 7.455 palestinos foram assassinados, contra 375 mortes de israelenses. Do total de mortes do lado palestino, a maioria (4.421) era civil e foi morta em Gaza, Rafah e Khan Yunis, por ataques aéreos. </p>
<p>A Palestina contabiliza, ainda, mais de 165 mil feridos, com concentração de casos na Cisjordânia. Pouco mais de 72 mil morreram pela inalação de gás lacrimogêneo.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/flotilha-registra-428-ativistas-desaparecidos-apos-ataques-de-israel" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:07:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível.  Mulheres ouvidas pela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.</p>
<p>“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.</p>
<p>Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.</p>
<p>Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.</p>
<p>“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance <em>Um Defeito de Cor</em>, de Ana Maria Gonçalves.</p>
<p>Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em <em>Coração sem Medo,</em> de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).</p>
<p>Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.</p>
<p>Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.</p>
<p>“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.</p>
<p>O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.</p>
<p>“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.</p>
<p>Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_873_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<h2>Preconceito</h2>
<p>A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.</p>
<p>Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.</p>
<p>“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.</p>
<p>À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    </p>
<h2>Rede de apoio</h2>
<p>Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_296_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.</p>
<p>“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.</p>
<p>O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.</p>
<p>O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.</p>
<p>Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. </p>
<p>“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414842_746_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. </p>
<p>Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. </p>
<p>“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.</p>
<p>Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. </p>
<p>Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.</p>
<p>“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414843_547_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise na escadaria da Sé &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. </p>
<p>Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:</p>
<p>“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.</p>
<h2>Suporte</h2>
<p>Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. </p>
<p>A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. </p>
<p>“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.</p>
<p>“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.</p>
<p>Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro &#8211; acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.</p>
<p>Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.</p>
<p>“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. </p>
<h2>Choque de realidade</h2>
<p>Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414844_951_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.( Felipe filho de Lucineide) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). </p>
<p>Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.</p>
<p>Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. </p>
<p>Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414844_373_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. (  Lucineide na escadaria da Sé.). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém&#8221;.</p>
<p>A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.</p>
<p>“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.</p>
<p>Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.</p>
<p>Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.</p>
<p>No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.</p>
<p>Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>MPF cobra dados sobre mortes e desaparecidos na ditadura militar no Amazonas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mpf-cobra-dados-sobre-mortes-e-desaparecidos-na-ditadura-militar-no-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 21:53:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no Amazonas, expediu ofício solicitando dados estatísticos e nominais sobre pessoas mortas, torturadas e desaparecidas no Amazonas durante a ditadura militar (1964-1985). A medida é parte de um procedimento administrativo que apura violações de direitos humanos ocorridas no período.  Os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no Amazonas, expediu ofício solicitando dados estatísticos e nominais sobre pessoas mortas, torturadas e desaparecidas no Amazonas durante a ditadura militar (1964-1985). A medida é parte de um procedimento administrativo que apura violações de direitos humanos ocorridas no período. </p>
<p>Os pedidos foram encaminhados a órgãos federais como os ministérios da Defesa, da Justiça e Segurança Pública, dos Povos Indígenas e dos Direitos Humanos e da Cidadania, além do Comando Militar da Amazônia (CMA).</p>
<p>Também foram acionadas instituições estaduais, como o governo do Amazonas, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), além de instituições municipais como a prefeitura e a Câmara de Manaus, e de instituições de ensino, entre elas a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).  </p>
<p>O MPF solicitou ainda a cooperação técnica da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (Cemdp).</p>
<h2 class="wp-block-heading">Memória e reparação histórica </h2>
<p>A ditadura militar, entre os anos de 1964 e 1985, foi um período de repressão política no Brasil, marcado por diversas violações de direitos humanos, como torturas, mortes e desaparecimentos de opositores do regime de governo da época.</p>
<p>Um dos pontos centrais da requisição é o levantamento específico sobre a repressão contra os povos indígenas durante a ditadura. A iniciativa também inclui ações na Justiça de Transição, como o mapeamento de logradouros públicos no estado que façam referência ou prestem homenagem a indivíduos que colaboraram com o regime militar.</p>
<p>As instituições notificadas têm 30 dias para apresentar respostas. A omissão ou atraso injustificado poderão resultar em responsabilização cível e criminal.</p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Escolas foram usadas para difundir ideologias durante ditadura militar</p>
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		<title>Falta de política de estado dificulta busca por desaparecidos forçados</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/falta-de-politica-de-estado-dificulta-busca-por-desaparecidos-forcados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 11:14:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há exatos 62 anos, um golpe militar instaurou no Brasil um regime autoritário que duraria 21 anos. Além de retirar direitos constitucionais, exercer forte repressão política e censura à imprensa, a ditadura militar brasileira (1964-1985) perseguiu, torturou e matou opositores, muitos deles ainda com seus corpos desaparecidos. Mesmo após a redemocratização, na década de 1980, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há exatos 62 anos, um golpe militar instaurou no Brasil um regime autoritário que duraria 21 anos. Além de retirar direitos constitucionais, exercer forte repressão política e censura à imprensa, a ditadura militar brasileira (1964-1985) perseguiu, torturou e matou opositores, muitos deles ainda com seus corpos desaparecidos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Falta-de-politica-de-estado-dificulta-busca-por-desaparecidos-forcados.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Mesmo após a redemocratização, na década de 1980, o país enfrenta desafios no processo de memória, reparação e justiça, especialmente em relação aos desaparecimentos forçados.</p>
<p>Para o coordenador do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Edson Teles, a principal dificuldade é a ausência de um programa de estado permanente de busca e identificação de desaparecidos no país.</p>
<p>“Não há um programa nacional, um programa fixo, uma institucionalidade para busca de desaparecidos e trabalho forense de identificação humana”, disse.</p>
<p>Ele mencionou que, em países onde os desaparecimentos foram investigados, foi criada uma política permanente de busca e de identificação. A medida seria uma forma de garantir estabilidade de normas e práticas de estado, independentemente de políticas dos governos vigentes.</p>
<p>Pesquisadores do CAAF trabalham atualmente na identificação de 1.049 caixas com ossadas humanas, que foram encontradas na vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus, na capital paulista, em 1990. Entre os sepultados &#8211; pessoas consideradas indigentes &#8211; estavam desaparecidos políticos, vítimas da ditadura militar.</p>
<p>Os estudos levaram à identificação dos restos mortais de quatro desaparecidos do período: Dimas Antônio Casemiro e Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, identificados em 2018; e Denis Casemiro e Grenaldo de Jesus Silva, em 2025.</p>
<p>Antes das ossadas chegarem à Unifesp, duas vítimas da ditadura já tinham sido identificadas: Frederico Eduardo Mayr (1992) e Flávio Carvalho Molina (2005). </p>
<p>No entanto, a pesquisa na instituição depende de renovação periódica de contratos de financiamentos e sofreu prejuízos durante o governo federal anterior, que suspendeu parte dos recursos destinados à identificação das ossadas.</p>
<p>“No início do governo Bolsonaro, vigia um acordo que se chamava Grupo de Trabalho Perus. E o que o Bolsonaro fez foi extinguir esse grupo de trabalho [em 2019], o que dificultou qualquer repasse e financiamento”, relatou Edson Teles.</p>
<p>“A Unifesp teve que [pagar] para fazer a manutenção, porque são elementos biológicos, os remanescentes humanos, e exige um trabalho diário de manutenção. Mas não conseguiu fazer o trabalho de investigação para busca objetivando a identificação dos remanescentes”, disse, sobre o período em que o GT foi extinto.</p>
<p>Em 2024, o governo federal firmou novo Acordo de Cooperação Técnica junto ao CAAF, focado na retomada das análises das ossadas.</p>
<p> “Já em 2023, o atual governo Lula retomou os diálogos e pode colocar no orçamento para 2024 a retomada do pagamento completo, pleno, do acordo para o trabalho de identificação”, explicou. </p>
<p>Segundo o coordenador do CAAF, com esses recursos, foi possível retomar os trabalhos que resultaram na identificação já em 2025 de duas vítimas de desaparecimento forçado. </p>
<p>“Não há nenhuma garantia [de financiamento]. Se muda a política do Estado a partir da mudança de governo, da recomposição de governo ou se há um corte intenso de orçamento, tudo isso pode afetar [a continuidade das identificações].”</p>
<h2>Ditadura ainda é tema tabu</h2>
<p>A ditadura militar é um assunto que continua sendo tabu e bastante incômodo para os diferentes espectros políticos, ainda na atualidade. A conclusão é do professor de arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Andres Zarankin.</p>
<p>“Ainda [hoje] determinados grupos que apoiaram a ditadura ostentam o poder”, disse o pesquisador sobre um dos fatores que dificultam as pesquisas sobre a temática no Brasil.</p>
<p>“O Brasil e a América Latina talvez sejam os países mais complicados em nível de memória histórica por, seguramente, essa questão de que a elite política, econômica e militar da ditadura ainda detém poder”, avaliou Andres. </p>
<p>Ele integra o Grupo de Trabalho (GT) Memorial DOI-Codi, que realiza escavações arqueológicas no prédio em que o órgão de repressão, subordinado ao Exército, funcionou durante a ditadura militar em São Paulo. No local, já foram encontrados objetos associados ao funcionamento do DOI-Codi, além de material orgânico identificado como sangue, que passa a integrar o conjunto de provas da ocorrência de violência naquelas salas.</p>
<p>A identificação da cela em que agentes da ditadura militar simularam o suicídio do jornalista Vladimir Herzog foi um dos desdobramentos do GT. Apesar de achados importantes da pesquisa, Andres relata que há entraves financeiros e burocráticos para a continuidade das pesquisas.</p>
<p>“Sempre tivemos muitas dificuldades, [com] autorizações e recursos. É importante esclarecer que todos neste projeto trabalhamos até de forma <em>ad honorem</em> [expressão usada quando uma tarefa é feita sem remuneração], às vezes, colocando o dinheiro do nosso bolso”, contou Andres.</p>
<h2>Vítimas não procuradas</h2>
<p>O coordenador do CAAF, Edson Teles, ressalta a necessidade de uma política de Estado para que haja uma constante busca e identificação de restos mortais de vítimas ainda desaparecidas, incluindo os desaparecimentos forçados em pleno período democrático.</p>
<p>“A gente está trabalhando aqui com a vala de Perus, mas tem outras centenas de corpos desaparecidos que não estão sendo buscados”, lembrou Edson.</p>
<p>Ele chama a atenção para a importância de compreensão da prática do desaparecimento forçado como uma violência de Estado que ainda acontece.</p>
<p>“É fundamental saber que uma máquina de desaparecimento foi criada a partir do Estado brasileiro nos anos 70, para que a gente consiga hoje lidar com o problema e criar políticas públicas que desfaçam esse modelo de violência de Estado que funciona até hoje”, avaliou.</p>
<p>Edson Teles ressalta que atualmente essa violência é praticada especificamente contra corpos periféricos e negros, mas o modo de funcionamento é muito semelhante ao que era feito na ditadura militar.</p>
<p>“Isso mostra a gente desconhecer essa história que permitiu que esse tipo de estrutura de violência continuasse em democracia.”</p>
<p>“Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pouco mais de 80 mil pessoas desaparecem por ano. Uma parte disso é de desaparecimento forçado, seja por má conduta de agentes do Estado, seja por crime organizado, ou outras formas de violência institucional que permanecem funcionando”, citou o coordenador.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/falta-de-politica-de-estado-dificulta-busca-por-desaparecidos-forcados" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Rio terá banco genético para ajudar na identificação de desaparecidos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/rio-tera-banco-genetico-para-ajudar-na-identificacao-de-desaparecidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 15:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro vai ganhar um banco de perfis genéticos para auxiliar nas investigações policiais e ajudar na identificação de pessoas desaparecidas. A lei, assinada pelo governador Cláudio Castro, nessa sexta-feira (20), prevê a coleta, armazenamento e compartilhamento de dados de DNA. O banco estadual será ligado à rede nacional já existente, seguindo as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro vai ganhar um banco de perfis genéticos para auxiliar nas investigações policiais e ajudar na identificação de pessoas desaparecidas. A lei, assinada pelo governador Cláudio Castro, nessa sexta-feira (20), prevê a coleta, armazenamento e compartilhamento de dados de DNA.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Rio-tera-banco-genetico-para-ajudar-na-identificacao-de-desaparecidos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O banco estadual será ligado à rede nacional já existente, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. De acordo com o texto, os perfis genéticos poderão ser incluídos em três situações: criminosos condenados por crimes hediondos ou cometidos com grave violência; mediante decisão judicial e por meio da doação voluntária de familiares de desaparecidos.</p>
<p>A lei estabelece que as informações armazenadas devem ser protegidas por sigilo. Os dados terão acesso controlado, além de características físicas ou de comportamento das pessoas que também não poderão ser reveladas. A identificação será limitada a genética e sexo biológico.</p>
<p>Em casos específicos, os dados poderão ser apagados do sistema, como em absolvição da Justiça, erro pericial ou extinção da punibilidade, além do término do prazo legal relacionado ao crime. O titular das informações ou seu representante legal poderá solicitar a retirada ou correção do registro.</p>
<p>O banco será adequado à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com a designação de um responsável pelo tratamento das informações e a adoção de medidas de segurança, transparência e prevenção de abusos.</p>
<p>O estado também poderá firmar parcerias com universidades e instituições de pesquisa para aprimorar o sistema.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-03/rio-tera-banco-genetico-para-ajudar-na-identificacao-de-desaparecidos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Chuvas em MG já deixaram 47 mortos e 20 desaparecidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 23:10:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) informou na noite desta quarta-feira (25) que o número de mortos nas enchentes e nos deslizamentos causados pelas chuvas que atingem a Zona da Mata subiu para 47. Ao todo, até o momento, foram recuperados 41 corpos de vítimas em Juiz de Fora e outros 6 em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) informou na noite desta quarta-feira (25) que o número de mortos nas enchentes e nos deslizamentos causados pelas chuvas que atingem a Zona da Mata subiu para 47.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Chuvas-em-MG-ja-deixaram-47-mortos-e-20-desaparecidos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ao todo, até o momento, foram recuperados 41 corpos de vítimas em Juiz de Fora e outros 6 em Ubá. O número de desaparecidos está em 20.</p>
<p>O efetivo empregado pelo Corpo de Bombeiros no trabalho de resgate e salvamento envolve cerca de 120 profissionais. De acordo com o coronel Joselito Oliveira de Paula, do 3º Comando Operacional de Bombeiros, em Juiz de Fora, uma das preocupações é que as famílias retiradas de áreas de risco não retornem aos locais. </p>
<p>&#8220;Pessoas que foram retiradas das áreas de risco voltaram, mas elas precisam desocupar essas áreas&#8221;, alertou em coletiva de imprensa para atualizar os números da operação, no Parque Jardim Burnier, uma das localidades mais atingidas da cidade mineira.</p>
<p>A previsão indica a continuidade de chuvas na Zona da Mata, segundo o Corpo de Bombeiros, mas elas devem ser moderadas, o que pode facilitar o trabalho de resgate, e também de restabelecimento de serviços essenciais, como água e fornecimento de energia elétrica.</p>
<h2>Desabrigados</h2>
<p>Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 400 pessoas estão desabrigadas em Juiz de Fora e outros 197 estão desalojados. Em Ubá, são 38 desabrigados e 321 desalojados. Mais de 200 pessoas já foram resgatadas de áreas de risco.</p>
<p>Desalojados são pessoas que deixaram suas casas por risco ou dano, mas têm para onde ir, como casa de parentes ou amigos. Já os desabrigados perderam ou não podem retornar às suas casas e dependem de abrigos públicos ou sociais. </p>
<p>Em visita à região, nesta quarta, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, informou que equipes enviadas pelo governo federal permanecerão no estado por tempo indeterminado, incluindo técnicos especialistas do Grupo de Apoio a Desastres (Gade), vinculado à pasta.</p>
<p>Equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde também atuam no atendimento à população.</p>
<h2>Calamidade pública</h2>
<p>A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, nas cidades de Ubá e Matias Barbosa.</p>
<p>As portarias com os reconhecimentos foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).</p>
<p>O reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública permite que os municípios solicitem recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações de defesa civil.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/chuvas-em-mg-ja-deixaram-47-mortos-e-20-desaparecidos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Chuvas em MG: autoridades contabilizam 28 mortes e 40 desaparecidos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/chuvas-em-mg-autoridades-contabilizam-28-mortes-e-40-desaparecidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 21:02:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[autoridades]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[contabilizam]]></category>
		<category><![CDATA[desaparecidos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo de Minas Gerais atualizou na tarde desta terça-feira (24), em uma coletiva de imprensa em Juiz de Fora, os principais dados sobre o impacto das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata entre a madrugada de segunda-feira (23) e esta terça. O Corpo de Bombeiros confirmou 28 mortes, sendo 21 em Juiz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O governo de Minas Gerais atualizou na tarde desta terça-feira (24), em uma coletiva de imprensa em Juiz de Fora, os principais dados sobre o impacto das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata entre a madrugada de segunda-feira (23) e esta terça.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Chuvas-em-MG-autoridades-contabilizam-28-mortes-e-40-desaparecidos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O Corpo de Bombeiros confirmou 28 mortes, sendo 21 em Juiz de Fora e 7 em Ubá, além de 40 pessoas desaparecidas. Segundo a corporação, ainda há registros de pessoas soterradas.</p>
<p>“Em poucas horas, choveu quase o equivalente a um mês inteiro. Isso provocou deslizamentos severos”, afirmou o governador Romeu Zema.</p>
<p>Zema solidarizou-se com as famílias das vítimas e informou que permanecerá na região até quarta-feira, seguindo depois para Ubá. Segundo as autoridades, há alta probabilidade de aumento no número de óbitos, uma vez que ainda há vítimas desaparecidas.</p>
<p>De acordo com o comandante regional do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, são 130 ocorrências registradas até o momento, com 98 pessoas resgatadas com vida. Cerca de 500 homens estão empenhados na operação, sendo aproximadamente 100 bombeiros militares, além de tropas especializadas com cães farejadores.</p>
<h2>Desabrigados</h2>
<p>De acordo com a atualização feita pelo governo do estado, há 200 desabrigados e 400 desalojados em Juiz de Fora. Em Ubá são 14 desabrigados e 46 desalojados.</p>
<p>O desalojado é a pessoa que precisou sair de casa, mas tem para onde ir, seja na casa de parentes, amigos ou em outro imóvel próprio. Já o desabrigado é aqueles que também saiu de casa, mas não tem para onde ir, depende de abrigos como ginásios, escolas ou estruturas montadas pelo poder público.</p>
<p>O major Mardell da Silva informou que toda a população recebeu alerta emergencial nos celulares, recomendando evacuação imediata em áreas de risco.</p>
<p>“Quando receber o alerta, saia imediatamente de casa. O risco geológico é muito grave em toda a região”, reforçou o governador.</p>
<p>O Conselho Regional de Engenharia (CREA-MG) enviou profissionais para avaliar encostas e estruturas comprometidas. A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo das áreas mais críticas.</p>
<p>A CEMIG, empresa de fornecimento de energia elétrica no estado, informou que 22 mil imóveis ficaram sem luz. Geradores estão sendo deslocados de Belo Horizonte para acelerar o restabelecimento do serviço.</p>
<p>As buscas continuam na noite desta terça-feira, com monitoramento permanente das áreas de risco e previsão de novas atualizações nas próximas horas.</p>
<h2>Recursos emergenciais</h2>
<p>O governador anunciou a liberação imediata de recursos suplementares para apoiar as ações locais, sendo R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá Ele também informou ter recebido do governo federal a garantia de apoio posterior para reconstrução de pontes, vias e estruturas públicas. Em Ubá, uma das pontes foi destruída pela força das águas. </p>
<p>*texto alterado às 17h45 para atualização do número de mortos e desaparecidos </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/chuvas-em-mg-autoridades-contabilizam-28-mortes-e-40-desaparecidos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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