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	<title>doenças Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>doenças Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Dia da Saúde Ocular chama atenção para doenças que afetam a visão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:58:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular, campanha instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a prevenção e o tratamento de doenças que afetam a visão. No Brasil, conforme o último censo demográfico do IBGE, quase 8 milhões de brasileiros declaram ter cegueira total ou severa dificuldade de enxergar, sendo a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular, campanha instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a prevenção e o tratamento de doenças que afetam a visão.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dia-da-Saude-Ocular-chama-atencao-para-doencas-que-afetam.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>No Brasil, conforme o último censo demográfico do IBGE, quase 8 milhões de brasileiros declaram ter cegueira total ou severa dificuldade de enxergar, sendo a limitação funcional mais prevalente no país.</p>
<p>Além disso, segundo a OMS, aproximadamente 80% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados ou tratados adequadamente, caso fossem diagnosticados em estágios iniciais.</p>
<p>Entre as principais causas de perda de visão, estão a catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade. Algumas dessas condições estão associadas ao envelhecimento, mas alterações na visão podem surgir em qualquer faixa etária, inclusive na infância.</p>
<p>Fatores como predisposição genética, diabetes, hipertensão arterial e hábitos inadequados também podem aumentar o risco de desenvolver doenças oculares ao longo da vida. O principal alerta em relação a essas doenças é o seu caráter assintomático, agindo de forma silenciosa.</p>
<p>É o caso do administrador Alexandre de Menezes, que relata surpresa ao descobrir que tinha catarata aos 49 anos, durante um exame oftalmológico de rotina.</p>
<p>&#8220;Sempre associei essa condição de catarata a pessoas mais idosas, né? No dia a dia, não havia percebido qualquer perda na qualidade da visão. Após o diagnóstico, realizei os exames complementares, fiz uma cirurgia numa quarta-feira, e na segunda-feira já estava trabalhando. Na verdade, após a cirurgia, eu já, já saí enxergando daqui. Ao chegar em casa e olhar pela janela, sem a necessidade de um óculos e poder, né, observar detalhes que antes eu não, não conseguia ver, foi pra mim algo muito marcante&#8221;, conta.</p>
<p>Segundo a oftalmologista Núbia Vanessa, a melhor forma de prevenir doenças oculares é com diagnósticos precoces.</p>
<p>&#8220;Nós devemos fazer isso em todas as faixas etárias para detecção precoce das doenças oculares, para evitar cegueiras que podem ser reversíveis e as irreversíveis. Pacientes que tenham comorbidades como diabetes, pressão alta, doenças autoimunes devem procurar o médico oftalmologista para fazer a detecção precoce de alguns problemas visuais ou doenças oculares que tão relacionadas&#8221;, explica.</p>
<p>Hábitos simples, como evitar a automedicação e o uso indiscriminado de colírios, utilizar óculos de sol com proteção ultravioleta e fazer pausas regulares durante o uso prolongado de telas e outros dispositivos eletrônicos contribuem para a manutenção da saúde ocular.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/dia-da-saude-ocular-chama-atencao-para-doencas-que-afetam-visao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Doenças raras: cartilha reúne orientações sobre direitos dos pacientes</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/doencas-raras-cartilha-reune-orientacoes-sobre-direitos-dos-pacientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 13:36:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objetivo de informar, orientar e promover o acesso às garantias fundamentais aos cidadãos que convivem com doenças raras, a Seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) lançou a Cartilha de Direitos das Pessoas com Doenças Raras. Segundo a entidade, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas tenham algum [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o objetivo de informar, orientar e promover o acesso às garantias fundamentais aos cidadãos que convivem com doenças raras, a Seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) lançou a Cartilha de Direitos das Pessoas com Doenças Raras.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Doencas-raras-cartilha-reune-orientacoes-sobre-direitos-dos-pacientes.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Segundo a entidade, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas tenham algum tipo de doença rara no Brasil. Como enfrentam jornadas complexas, que envolvem diagnósticos tardios e tratamentos de longa duração, o desconhecimento das leis torna-se uma barreira adicional.</p>
<p>Destinada a pacientes, familiares, cuidadores, advogados, profissionais de saúde e gestores públicos, o guia detalha os direitos garantidos pelo ordenamento jurídico brasileiro em diversas áreas fundamentais para a subsistência e para a inclusão do paciente. </p>
<p>Por exemplo, na área da saúde, são apresentadas orientações sobre: atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), acesso aos exames genéticos e aos diagnósticos complexos, fornecimento gratuito de medicamentos de alto custo e direito ao tratamento fora do domicílio.</p>
<p>Na educação, o documento aborda a consolidação do modelo de educação inclusiva; a obrigatoriedade de oferta de recursos de acessibilidade e as adaptações curriculares; a proibição de cobrança de valores adicionais em mensalidades de instituições privadas e a implementação do Plano Educacional Individualizado, entre outros.</p>
<p>No âmbito previdenciário, a cartilha apresenta os caminhos para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de benefícios aos segurados do INSS, como aposentadoria por incapacidade permanente e o auxílio por incapacidade temporária.</p>
<p>Além das garantias federais, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), o manual aborda legislações estaduais e municipais fluminenses relevantes, mas ainda pouco difundidas entre a população em geral.</p>
<p>A cartilha também detalha os canais práticos para a denúncia de violações e a defesa ativa de direitos, orientando o cidadão sobre como acionar a Defensoria Pública, o Ministério Público, as Ouvidorias do SUS e a própria Câmara de Resolução de Litígios em Saúde (CRLS/RJ).</p>
<p>A presidente da Comissão da Pessoa com Doença Rara, da OAB-RJ, Sybelle Drumond, diz que o diagnóstico de uma condição rara costuma vir acompanhado de isolamento e muitas dúvidas.</p>
<p>“Um dos grandes obstáculos para pacientes e seus familiares é o desconhecimento. Esse guia é um chamado para que a sociedade e as instituições vejam o paciente raro não com invisibilidade, mas com plenos direitos”, afirmou a advogada.</p>
<p>Para o coordenador do Instituto Nacional de Atrofia Muscular Espinhal (Iname), Gabriel Guimarães, entidade que representa pacientes e familiares de pessoas que vivem com Atrofia Muscular Espinhal (AME), a cartilha é importante tanto para pacientes e familiares quanto para instituições e governo.</p>
<p>“A maior dificuldade das famílias é a informação. Na AME, muitas pessoas não conhecem a doença e falta diagnóstico. Essa iniciativa da OAB se junta a uma série de iniciativas da associações para disseminar informações sobre doenças que afetam uma parcela significativa da população”, disse Guimarães.</p>
<p>A AME é uma doença rara e degenerativa que afeta os neurônios motores na medula espinhal. Pode causar fraqueza muscular progressiva, atrofia e pode comprometer funções básicas como locomoção, deglutição e respiração.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/doencas-raras-cartilha-reune-orientacoes-sobre-direitos-dos-pacientes" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Diagnósticos evoluem, mas lei do imposto de renda ainda ignora doenças</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/diagnosticos-evoluem-mas-lei-do-imposto-de-renda-ainda-ignora-doencas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 12:19:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pessoas que convivem com doenças raras e pessoas com deficiência (PcDs) aposentadas enfrentam barreiras tributárias consideradas desatualizadas por especialistas da área. Doença rara é aquela que afeta 65 pessoas a cada 100 mil, conforme definição do próprio Ministério da Saúde. No mundo, estima-se que existam cerca de 8 mil doenças raras. Já no Brasil, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoas que convivem com doenças raras e pessoas com deficiência (PcDs) aposentadas enfrentam barreiras tributárias consideradas desatualizadas por especialistas da área.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Diagnosticos-evoluem-mas-lei-do-imposto-de-renda-ainda-ignora.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Doença rara é aquela que afeta 65 pessoas a cada 100 mil, conforme definição do próprio Ministério da Saúde. No mundo, estima-se que existam cerca de 8 mil doenças raras. Já no Brasil, a lista de doenças que dão isenção de IR tem apenas 16 itens — e poucas delas são classificadas como raras.</p>
<p>A lei que define as doenças passíveis de isenção é a 7.713, de 1988. O texto é literal e não deixa brechas. Ouvido pelo podcast <em>VideBula</em>, da Radioagência Nacional, o advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton, cita um dos poucos exemplos em que uma nova abordagem do texto foi aceita: a inclusão de pessoas com visão monocular dentro do conceito de cegueira.</p>
<p>&#8220;O Superior Tribunal de Justiça (STJ) fez uma interpretação. A cegueira está na lei 7.713/88. O raciocínio foi: não podemos fazer interpretação extensiva e extrapolar o que está escrito aqui. Mas o legislador não disse se era cegueira parcial ou cegueira total, então vou permitir a cegueira parcial. Isso fez com que as pessoas com visão monocular passassem a ter o direito”, explica.</p>
</p>
<p>Para o advogado, essa releitura da lei proposta pelo STJ pode incentivar novos questionamentos.</p>
<p>&#8220;Para fins de isenção de imposto de renda, a doença em si não basta, não interessa o CID, a raridade, a gravidade do quadro. Infelizmente, o que importa para fins tributários é o enquadramento na lista geral”, afirma.</p>
<p>Ele ressalta, entretanto, que existem doenças raras que têm um nível de gravidade e de impacto funcional, social e até financeiro muito maior do que aquelas que estão na lista.</p>
<p>O auditor-fiscal da Receita Federal José Carlos Fernandes da Fonseca confirma que as leis precisam de atualização e que a população pode ajudar na mobilização para que a mudança aconteça. &#8220;Quem cria a lei são os nossos representantes do povo, que são eleitos, e a gente deve se manter vigilante&#8221;, lembra.</p>
<p>Confira todos os episódios do podcast<em> VideBula</em>, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda</p>
</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/diagnosticos-evoluem-mas-lei-do-imposto-de-renda-ainda-ignora-doencas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Direitos tributários para PcDs e doenças graves são pouco conhecidos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/direitos-tributarios-para-pcds-e-doencas-graves-sao-pouco-conhecidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 18:12:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fazer a declaração do Imposto de Renda pode ser difícil para alguns contribuintes, especialmente aqueles com altas despesas médicas, como pessoas com deficiência (PcDs), doenças graves e seus cuidadores. Mas existem detalhes que ajudam a manter as contas em dia com a Receita Federal e, de quebra, receber dinheiro de volta na restituição. Especialistas ouvidos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fazer a declaração do Imposto de Renda pode ser difícil para alguns contribuintes, especialmente aqueles com altas despesas médicas, como pessoas com deficiência (PcDs), doenças graves e seus cuidadores. Mas existem detalhes que ajudam a manter as contas em dia com a Receita Federal e, de quebra, receber dinheiro de volta na restituição.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Direitos-tributarios-para-PcDs-e-doencas-graves-sao-pouco-conhecidos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Especialistas ouvidos pelo podcast <em>VideBula</em>, da Radioagência Nacional, alertam que muitos direitos tributários permanecem subutilizados por falta de divulgação, enquanto outras prerrogativas ficam travadas em uma legislação defasada.</p>
<p>O primeiro passo é entender a diferença entre isenção e dedução. O auditor-fiscal da Receita Federal José Carlos Fernandes da Fonseca explica que &#8220;a isenção dá direito a não pagar o imposto que seria devido naquele rendimento&#8221;. Por outro lado, a dedução é a chance que o contribuinte tem de reduzir sua alíquota para cálculo do imposto.</p>
<p>As isenções, no entanto, têm recortes restritos. De acordo com Thiago Helton, advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, a possibilidade de não pagar imposto por doença grave é exclusiva de aposentados, pensionistas e militares reformados diagnosticados com as moléstias relacionadas na Lei 7.713/88. Além disso, a isenção vale apenas os proventos de aposentadoria, ou seja, não se estende a aluguéis ou outras rendas.</p>
</p>
<h2>Doenças isentas</h2>
<p>De acordo com a lei 7.713/88, apenas 16 doenças são passíveis de isenção do imposto. São elas:</p>
<p>&#8211; Moléstia profissional;</p>
<p>&#8211; Tuberculose ativa;</p>
<p>&#8211; Alienação mental;</p>
<p>&#8211; Esclerose múltipla;</p>
<p>&#8211; Neoplasia maligna (câncer);</p>
<p>&#8211; Cegueira (inclusive monocular);</p>
<p> &#8211; Hanseníase;</p>
<p>&#8211; Paralisia irreversível e incapacitante;</p>
<p>&#8211; Cardiopatia grave;</p>
<p>&#8211; Doença de Parkinson;</p>
<p>&#8211; Espondiloartrose anquilosante;</p>
<p>&#8211; Nefropatia grave;</p>
<p>&#8211; Hepatopatia grave;</p>
<p>&#8211; Estados avançados da doença de Paget;</p>
<p>&#8211; Contaminação por radiação e</p>
<p>&#8211; HIV/AIDS.</p>
<p>O auditor-fiscal José Carlos explica que a rigidez da norma, e a sua antiguidade, gera exclusão de condições graves mais recentes. &#8220;Embora tenhamos hoje em dia outras doenças muito mais graves, ou tão graves quanto, a isenção se aplica literalmente&#8221;.</p>
<p>Thiago Helton é categórico sobre a necessidade de atualização da lei.</p>
<p>&#8220;Tem doenças muito mais graves do que as que estão naquele rol, pessoas que tem uma despesa muito mais elevada e que não tem direito a essa prerrogativa tributária. Essa é uma matéria que tem que ser discutida no Congresso Nacional&#8221;.</p>
</p>
<p> </p>
<h2>Direitos do paciente com câncer</h2>
<p>A neoplasia maligna, popularmente conhecida como câncer, é uma das doenças que mais geram dúvida nos pedidos de isenção. O problema começa na comprovação do diagnóstico; é preciso ter o termo completo da doença na documentação.</p>
<p>&#8220;Se o laudo que a pessoa apresentar não constar literalmente o nome da doença que está na lei – no caso do câncer, por exemplo, neoplasia maligna – a isenção não será aceita pela Receita Federal. Se o laudo sair só neoplasia, pode ser maligna e benigna. E aí gera uma dúvida&#8221;, alerta José Carlos.</p>
<p>Os direitos se estendem também para quem já lutou contra o câncer e está em remissão da doença, pois a lei não prevê reversão do direito. &#8220;Uma vez tendo o laudo, independente do que vai acontecer no futuro, a isenção é dela para o resto da vida&#8221;, afirma o auditor-fiscal.</p>
<p>É o que se chama de direito adquirido. O advogado Thiago Helton acrescenta que a isenção começa na aposentadoria do beneficiário. Se ele tiver o diagnóstico ainda na ativa, passa a ser isento somente quando se aposentar. Se a pessoa desenvolver a doença já durante a aposentadoria, a isenção será concedida a partir da data de diagnóstico.</p>
</p>
<h2>Como solicitar</h2>
<p>O advogado especialista em direito previdenciário Bruno Henrique descreve o passo a passo para solicitação da isenção. “É preciso abrir o requerimento administrativo na fonte pagadora, que vai solicitar uma junta médica obrigatória, apenas para confirmar o que você está dizendo. A partir daí, a fonte pagadora é informada e você passa a ter isenção&#8221;.</p>
<p>A vice-presidente financeira da Associação das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Aescon-SP), Fátima Macedo, ressalta que a documentação é fundamental e que a falta do laudo correto pode gerar retenção na malha fina.</p>
<h2>Retroativos</h2>
<p>Quem pagou imposto indevidamente pode recuperar os valores relacionados aos últimos cinco anos. De acordo com Fátima Macedo, a isenção pode até sair com data retroativa, quando o reconhecimento da doença acontece muito tempo depois do diagnóstico comprovado. &#8220;Quando isso acontece, a gente pode até retificar a declaração de Imposto de Renda, considerando essa isenção. E aí, mesmo tendo sido retido durante o ano, provavelmente esse valor vai ser restituído&#8221;.</p>
<p>Confira todos os episódios do podcast <em>VideBula</em>, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/direitos-tributarios-para-pcds-e-doencas-graves-sao-pouco-conhecidos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Diarreia e dor abdominal acendem alerta para doenças intestinais</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/diarreia-e-dor-abdominal-acendem-alerta-para-doencas-intestinais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 17:50:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para conscientizar a população e dar visibilidade a doenças inflamatórias intestinais (DIIs), o mês de maio recebe a campanha Maio Roxo, promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia e outras instituições. No Brasil, cerca de 0,1% da população tem a doença. A iniciativa chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e da busca por tratamento adequado.  [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para conscientizar a população e dar visibilidade a doenças inflamatórias intestinais (DIIs), o mês de maio recebe a campanha Maio Roxo, promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia e outras instituições. No Brasil, cerca de 0,1% da população tem a doença. A iniciativa chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e da busca por tratamento adequado. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Diarreia-e-dor-abdominal-acendem-alerta-para-doencas-intestinais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A inflamação intestinal, a princípio sem causa definida, pode ser ocasionada pelo organismo do próprio paciente. É o caso, por exemplo, da doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que podem surgir a qualquer momento, porém com maior prevalência em adultos na faixa dos 20 a 30 anos, e emidosos por volta de 60 e 70 anos. </p>
<p>Em entrevista ao programa <em>Tarde Nacional</em>, da Rádio Nacional Amazônia, a médica e integrante da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, Mariane Savio, destacou sobre a necessidade de  identificar e diferenciar os sintomas com a ajuda de um especialista.</p>
<p>“É muito importante procurar um especialista. Às vezes os sintomas podem passar batidos, e a doença progredir. Então, diarreia persistente, principalmente por mais de quatro semanas, mais de um mês, merece investigação, dor abdominal que esteja incomodando também merece uma visita ao médico, emagrecimento, anemia, tudo isso tem que ser investigado”, explica. </p>
<h2>Diagnóstico </h2>
<p>Identificados os sintomas de alerta, a médica explica que é necessário buscar um especialista para realizar exames complementares antes de ter certeza do diagnóstico. Na maioria dos casos esse exame é a colonoscopia, mas também são utilizados exames de imagem, que auxiliam principalmente quando a doença está no intestino delgado ou no intestino fino, tomografia, ressonância, até o ultrassom. </p>
<p>Mariane​ indica que o paciente procure por um coloproctologista ou um gastroenterologista e explica a diferença de como cada doença age no corpo. </p>
<p>“A doença de Crohn pode acometer qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Então, pode causar desde aftas orais, acometimento do intestino fino, do intestino grosso e, no ânus, fístulas e fissuras. A retocolite ulcerativa pega apenas o reto e o cólon e acomete mais a mucosa, enquanto a doença de Crohn pega toda a parede do intestino.”</p>
<p>Muitos tratamentos servem para as duas doenças, no entanto alguns medicamentos são específicos só para uma delas. A médica acredita que o acesso ao especialista ainda é a maior barreira para um diagnóstico precoce. </p>
<p>“A gente sabe que tem muitos locais com filas de mais de um ano para fazer colonoscopia, um exame que poderia dar o diagnóstico a um paciente, e que às vezes acaba perdendo o que a gente chama de &#8216;janela de oportunidade&#8217;. Nesse momento é que o tratamento vai ser mais eficaz, na fase inicial da doença&#8221;, disse. </p>
<h2>Tratamento </h2>
<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) possui os chamados protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas voltadas para o tratamento de DIIs, com fornecimento de remédios. Em casos mais graves pode ser necessário o uso de uma bolsa de colostomia — um dispositivo médico externo usado para coletar fezes e gases. </p>
<p>Com o aumento de casos ao redor do mundo, alguns fatores de risco estão sendo analisados no desencadeamento dessas doenças, entre eles: estresse, dieta com aumento de alimentos ultraprocessados e tabagismo. É possível que, controlando esses fatores, uma pessoa possa diminuir o risco de ter uma doença inflamatória. </p>
<p>Na falta de um especialista, Mariane Savio indica que se busque um médico da atenção primária para garantir o diagnóstico e o início do tratamento o mais rápido possível, evitando complicações do quadro. </p>
<p><em>*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/diarreia-e-dor-abdominal-acendem-alerta-para-doencas-intestinais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Gravidez pode mascarar sintomas de outras doenças e exige atenção redobrada</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/gravidez-pode-mascarar-sintomas-de-outras-doencas-e-exige-atencao-redobrada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 21:27:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gravidez pode mascarar doenças porque muitos sintomas comuns da gestação também aparecem em condições graves de saúde. Náuseas, dores, cansaço, inchaço e falta de ar costumam fazer parte desse período. No entanto, quando esses sinais surgem de forma intensa, persistente ou fora do padrão, eles exigem atenção médica imediata. Além disso, especialistas alertam que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A gravidez pode mascarar doenças porque muitos sintomas comuns da gestação também aparecem em condições graves de saúde. Náuseas, dores, cansaço, inchaço e falta de ar costumam fazer parte desse período. No entanto, quando esses sinais surgem de forma intensa, persistente ou fora do padrão, eles exigem atenção médica imediata.</p>
<p>Além disso, especialistas alertam que o acompanhamento pré-natal adequado é essencial para identificar problemas precocemente e reduzir riscos para a mãe e o bebê.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Gravidez pode mascarar doenças durante o pré-natal</h2>
<p>A história da professora Elisflavia Rodrigues da Assunção Guimarães mostra como a gravidez pode mascarar doenças graves.</p>
<p>Durante o pré-natal, ela percebeu alterações incomuns no volume abdominal. Por isso, realizou exames mais detalhados, que identificaram um câncer intestinal avançado com metástase nos ovários.</p>
<p>Além disso, a equipe médica precisou agir rapidamente para preservar a vida da mãe e da bebê. Dessa forma, os profissionais decidiram antecipar o parto em uma cirurgia de alta complexidade.</p>
<p>A bebê nasceu prematura, mas apresentou boa evolução clínica. Enquanto isso, a mãe iniciou imediatamente o tratamento contra o câncer.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sintomas comuns também podem indicar complicações</h2>
<p>Segundo o ginecologista e obstetra da Hapvida, Clayton Fortunato Filho, os sintomas da gravidez nem sempre representam apenas adaptações naturais do organismo.</p>
<p>“As manifestações mais comuns da gravidez nem sempre são apenas adaptações do corpo. Quando fogem do padrão, podem indicar condições que precisam de investigação”, afirma o especialista.</p>
<p>Entre os sintomas que merecem atenção estão:</p>
<li>náuseas e vômitos intensos;</li>
<li>inchaço excessivo;</li>
<li>dor abdominal forte;</li>
<li>falta de ar;</li>
<li>dor de cabeça persistente;</li>
<li>febre;</li>
<li>alterações visuais;</li>
<li>sangramentos.</li>
<p>Além disso, sintomas que pioram com o tempo ou aparecem de forma repentina precisam de avaliação médica rápida.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Gravidez pode mascarar doenças silenciosas</h2>
<p>Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 20% das gestantes enfrentam algum tipo de complicação durante a gravidez.</p>
<p>Entre os problemas mais frequentes estão:</p>
<li>diabetes gestacional;</li>
<li>pré-eclâmpsia;</li>
<li>anemia;</li>
<li>infecções urinárias.</li>
<p>Muitas dessas doenças começam de maneira silenciosa. Por isso, exames como hemograma, glicemia, ultrassonografia, sorologias e exame de urina ajudam a detectar alterações antes do agravamento do quadro.</p>
<p>Além disso, a Organização Mundial da Saúde afirma que o pré-natal adequado pode reduzir em até 20% as complicações graves na gestação.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Grupos de risco precisam de mais acompanhamento</h2>
<p>Algumas mulheres precisam de atenção ainda maior durante a gravidez. Entre elas estão:</p>
<li>gestantes acima de 35 anos;</li>
<li>adolescentes;</li>
<li>mulheres com obesidade;</li>
<li>pacientes com doenças prévias;</li>
<li>gestantes com histórico de complicações.</li>
<p>Nesses casos, o acompanhamento costuma incluir mais consultas e exames frequentes. Além disso, hábitos saudáveis ajudam a reduzir riscos durante a gestação.</p>
<p>Manter o pré-natal em dia, controlar o peso, evitar álcool e cigarro e seguir corretamente as orientações médicas fazem diferença na saúde da mãe e do bebê.</p>
<p>“Em alguns casos, pode ser necessário antecipar o parto para garantir a segurança da mãe e do bebê”, explica Clayton Fortunato Filho.</p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Obstetra orienta cuidados antes e após a gravidez</p>
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		<title>Projeto leva tratamento gratuito a doenças negligenciadas no Amazonas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/projeto-leva-tratamento-gratuito-a-doencas-negligenciadas-no-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 21:24:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pouco depois de completar 20 anos, o seringueiro e agricultor familiar, Augusto Bezerra da Silva, hoje com 65, foi diagnosticado com uma doença rara que afetou drasticamente sua vida, no interior do Acre. Conhecida como Doença Jorge Lobo ou lobomicose, a enfermidade causa lesões nodulares parecidas com queloides em diferentes partes do corpo como orelhas, pernas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco depois de completar 20 anos, o seringueiro e agricultor familiar, Augusto Bezerra da Silva, hoje com 65, foi diagnosticado com uma doença rara que afetou drasticamente sua vida, no interior do Acre.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Projeto-leva-tratamento-gratuito-a-doencas-negligenciadas-no-Amazonas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Conhecida como Doença Jorge Lobo ou lobomicose, a enfermidade causa lesões nodulares parecidas com queloides em diferentes partes do corpo como orelhas, pernas e braços.</p>
<p>Endêmica da Amazônia Ocidental, a DJL, como também é chamada, traz um impacto psicológico profundo já que mexe com a autoestima do paciente que, muitas vezes, acaba saindo do convívio comunitário e se isolando em razão do estigma.</p>
<p>No caso de seu Augusto, a doença o levou a interromper o trabalho, à medida que os caroços apareciam no seu rosto, causando dor, coceira e inflamação. O quadro se agrava ainda mais com a exposição ao sol.</p>
<p>“O problema que eu passei não foi fácil. Você, novinho, você se acha perfeito, sem defeito. Aí depois você tem que se isolar, sem ter como, para melhor dizer, ser liberto. Se colocar isolado com a idade de 20 anos, até perto da idade de 65 não é fácil mesmo”, disse seu Augusto à Agência Brasil.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Projeto-leva-tratamento-gratuito-a-doencas-negligenciadas-no-Amazonas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 27/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Projeto do Einstein e Ministério da Saúde abre novo caminho para tratamento de doença negligenciada na Amazônia e avança rumo a protocolo no SUS. Augusto Bezerra da Silva. Foto: Augusto Bezerra da Silva/Arquivo Pessoal" title="Augusto Bezerra da Silva/Arquivo Pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Após mais de 20 anos convivendo com a lobomicose, o seringueiro Augusto Bezerra da Silva melhorou das lesões no rosto após entrar para o projeto Aptra Lobo e iniciar tratamento gratuito &#8211; Augusto Bezerra da Silva/Arquivo Pessoal</h6>
</p>
<h2>Histórico</h2>
<p>A DJL foi descrita, pela primeira vez, em 1931 pelo dermatologista Jorge Oliveira Lobo, na capital pernambucana, que relatou o caso de uma nova micose.</p>
<p>A infecção ocorre por meio da penetração do fungo em lesões na pele. À medida que avançam, as lesões podem causar desfiguração severa e incapacitação.</p>
<p>“Todos que botam os olhos em cima da gente perguntam o que é, sem você ter uma resposta a dizer. Não é fácil não. Ele pergunta: &#8216;o que é isso?&#8217; E a gente sem saber responder. O destino é a vontade de se isolar para ninguém ver a gente”, relatou seu Augusto.</p>
<p>Dados do Ministério da Saúde registram, até o momento, 907 casos da doenças, dos quais 496 foram detectados no Acre, como é o caso de seu Augusto.</p>
<p>A DJL atinge, principalmente, populações ribeirinhas, povos originários e trabalhadores extrativistas – grupos em situação de vulnerabilidade social e com pouco acesso a serviços de saúde.</p>
<p>“Até com a minha família eu procurava me esconder. Eu tinha vergonha da minha própria família, eu tinha vergonha. Daí resolvi ficar sozinho num local distante”, continuou.</p>
<h2>Projeto Aptra Lobo</h2>
<p>Durante décadas, os pacientes com diagnóstico de DJL sofreram com a falta de um diagnóstico e de um tratamento eficaz. Por essa razão, o Ministério da Saúde (MS) reuniu especialistas no assunto e criou o projeto Aptra Lobo, que acompanha 104 pacientes com a lobomicose na Região Norte. O objetivo é estruturar o manejo da doença no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Conduzido nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia, o projeto integra assistência, pesquisa clínica e geração de evidências para apoiar a construção de diretrizes no SUS.</p>
<p>A iniciativa é conduzida pelo Einstein Hospital Israelita, em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), no âmbito Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.</p>
<p>O projeto, que também pretende padronizar o fluxo de atendimento para a lobomicose, já apresenta resultados promissores: mais de 50% dos participantes tiveram melhora das lesões. </p>
<p>O tratamento é feito com o uso do antifúngico itraconazol, disponível no SUS, com doses ajustadas a cada paciente.</p>
<p>Além do manejo clínico, a iniciativa amplia o acesso ao diagnóstico em áreas remotas, com realização de biópsias e exames laboratoriais no próprio território, acompanhamento e tratamento da doença, além da realização de cirurgias em casos selecionados para retirada de lesões.</p>
<p>Segundo o infectologista e patologista clínico do Einstein Hospital Israelita doutor João Nobrega de Almeida Júnior, equipes locais participam ativamente no projeto:</p>
<p>“São eles que captam os pacientes, fazem o diagnóstico e tratamento de acordo com as diretrizes criadas pelo projeto”, disse o infectologista à Agência Brasil.</p>
<p>O médico ressalta que o difícil acesso às comunidades ribeirinhas, em razão da distância e da geografia da região, dificultam o acompanhamento dos pacientes, que é feito a cada três meses, com apoio de centros de referência em Rio Branco, Manaus e Porto Velho.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777325059_816_Projeto-leva-tratamento-gratuito-a-doencas-negligenciadas-no-Amazonas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 27/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Projeto do Einstein e Ministério da Saúde abre novo caminho para tratamento de doença negligenciada na Amazônia e avança rumo a protocolo no SUS. Infectologista e patologista clínico do Einstein Hospital Israelita, João Nobrega de Almeida Jr. Foto: João Nobrega de Almeida Jr/Arquivo Pessoal" title="João Nobrega de Almeida Jr/Arquivo Pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Infectologista e patologista clínico do Einstein Hospital Israelita, João Nóbrega de Almeida Jr. &#8211; João Nobrega de Almeida Jr/Arquivo Pessoal</h6>
</p>
<p>“O acesso é uma grande barreira. Há ajuda de custos de transporte para o paciente e expedições para alcançar aqueles que moram em regiões mais remotas e de difícil acesso”, relatou.</p>
<p>No caso de seu Augusto, o tratamento reduziu drasticamente as lesões causadas pela doença.</p>
<p>“Hoje eu me sinto mais tranquilo porque tem pouco caroço no meu rosto e hoje eu me sinto mais aliviado do problema que eu vinha sentindo”, disse o seringueiro que continua o tratamento e retomou o contato familiar.</p>
<p>“Mas não fiquei bom, né? A gente não pode nem garantir 100%. É isso: passou o tempo que eu vivia meio isolado de casa, não tinha mais prazer de sair de casa. Aquilo compromete a vida da gente, é muito complicado aquele negócio da gente viver isolado em casa por problema de doença. Mas hoje eu estou me sentindo mais liberto, para melhor dizer”, afirmou.</p>
<h2>Manual</h2>
<p>Em dezembro do ano passado, o projeto lançou um manual que fornece ferramentas práticas para melhorar o diagnóstico, o tratamento e a prevenção da lobomicose, além de fortalecer a capacidade de acolher e cuidar das populações afetadas.</p>
<p>“O manual é o primeiro documento para auxiliar no diagnóstico e tratamento da doença, sendo um grande marco para uma doença tão antiga e historicamente negligenciada”, afirmou o infectologista.</p>
<p>Segundo Almeida Jr., os próximos passos envolvem a elaboração de um documento mais completo, como um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) que deve ser lançado ainda em 2026.</p>
<p>“Terminaremos de analisar os dados gerados pelo acompanhamento dos pacientes tratados com itraconazol, [para] produzir um PCDT e discutir a renovação do projeto no qual serão discutidas ações que deixem um legado perene para o cuidado adequado dos pacientes acometidos. Esperamos continuar a lutar para que a Doença de Jorge Lobo não seja mais considerada uma doença negligenciada”, concluiu.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/projeto-leva-tratamento-gratuito-doencas-negligenciadas-no-amazonas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>OCDE: geração atual vive mais, mas com múltiplas doenças crônicas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ocde-geracao-atual-vive-mais-mas-com-multiplas-doencas-cronicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:28:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Doenças não transmissíveis (DNTs) estão remodelando sociedades. Doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças pulmonares crônicas afetam atualmente milhões de pessoas a mais do que na geração anterior e a tendência é que esse cenário continue a piorar. As informações integram relatório publicado nesta quarta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Doenças não transmissíveis (DNTs) estão remodelando sociedades. Doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças pulmonares crônicas afetam atualmente milhões de pessoas a mais do que na geração anterior e a tendência é que esse cenário continue a piorar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/OCDE-geracao-atual-vive-mais-mas-com-multiplas-doencas-cronicas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As informações integram relatório publicado nesta quarta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O documento alerta que, na atual geração, mais pessoas vivem mais tempo, mas frequentemente o fazem com múltiplas doenças crônicas.</p>
<p>“As DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida das pessoas e reduzem sua capacidade de trabalho. Isso aumenta os gastos com saúde e reduz a produtividade dos trabalhadores e o retorno econômico”, destacou o documento.</p>
<p>“No entanto, muitos desses impactos são evitáveis, por meio de ações sobre os fatores de risco à saúde, diagnóstico precoce de doenças e tratamento aprimorado”, completou a OCDE.</p>
<p>A análise mostra que a prevenção de doenças traz benefícios sociais e econômicos muito maiores do que o tratamento tardio e que países que conseguem reduzir as taxas de condições que figuram como principais riscos à saúde, como obesidade e tabagismo, podem não apenas salvar vidas, mas aliviar a pressão sobre os orçamentos da saúde.</p>
<h2>Números</h2>
<p>O relatório ressalta que, apesar de décadas de esforços, as DNTs continuam a aumentar. Entre 1990 e 2023, a prevalência de câncer e de doença pulmonar obstrutiva crônica aumentou 36% e 49%, respectivamente, enquanto a prevalência de doenças cardiovasculares aumentou mais de 27%.</p>
<p>Os dados mostram ainda que, em 2023, uma em cada dez pessoas que viviam em países-membros da OCDE tinha diabetes e uma em cada oito vivia com doença cardiovascular.</p>
<p>Para a OCDE, existem três razões principais para o aumento contínuo da prevalência de DCNTs no mundo:</p>
<p>&#8211; Embora tenha havido progresso na redução de certos fatores de risco, como poluição do ar, tabagismo, consumo nocivo de álcool e inatividade física, esse progresso foi prejudicado pelo aumento acentuado da obesidade.</p>
<p>&#8211; A melhoria nas taxas de sobrevivência, um inegável sucesso em saúde pública, significa que mais pessoas vivem por períodos mais longos com doenças crônicas, aumentando a demanda por cuidados e a complexidade dos serviços.</p>
<p>&#8211; O envelhecimento populacional significa que mais pessoas estão atingindo as faixas etárias em que as DCNTs são mais comuns.</p>
<p>“Mesmo que a prevalência dos fatores de risco, as taxas de sobrevivência e o tamanho da população permaneçam constantes, o número de novos casos de DCNT deverá crescer 31% na OCDE entre 2026 e 2050, apenas devido ao envelhecimento populacional”, alertou relatório.</p>
<p>“Prevê-se que a prevalência de multimorbidade [combinação de doenças crônicas ou agudas] aumente 75% na OCDE (70% na União Europeia) e que a despesa anual <em>per capita</em> com saúde relacionada com doenças não transmissíveis cresça mais de 50% na OCDE”, concluiu a organização.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/ocde-geracao-atual-vive-mais-mas-com-multiplas-doencas-cronicas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ocde-geracao-atual-vive-mais-mas-com-multiplas-doencas-cronicas/">OCDE: geração atual vive mais, mas com múltiplas doenças crônicas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>UFRJ terá novo centro de tratamento e pesquisa sobre doenças raras</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ufrj-tera-novo-centro-de-tratamento-e-pesquisa-sobre-doencas-raras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 21:34:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense, receberá uma nova unidade para o tratamento e a pesquisa sobre doenças raras, o Centro de Saúde Pública de Precisão.  O serviço deve ser inaugurado no mês de agosto e vai atender exclusivamente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma doença [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense, receberá uma nova unidade para o tratamento e a pesquisa sobre doenças raras, o Centro de Saúde Pública de Precisão. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/UFRJ-tera-novo-centro-de-tratamento-e-pesquisa-sobre-doencas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O serviço deve ser inaugurado no mês de agosto e vai atender exclusivamente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Uma doença é considerada rara quando atinge até 65 indivíduos a cada 100 mil pessoas. A maioria dessas condições já descobertas tem origem genética, mas algumas também podem ser causadas por agentes infecciosos ou fatores ambientais.</p>
<p>O Ministério da Saúde estima que cerca de 13 milhões de brasileiros têm alguma das 7 mil doenças raras catalogadas, e muitas dessas enfermidades podem ser incapacitantes. </p>
<h2>Diagnóstico complexo</h2>
<p>A chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica do Complexo Hospitalar, Soniza Vieira Alves-Leon, explica que essas condições ainda desafiam a medicina, porque acometem um número pequeno de pessoas, o que dificulta a realização de estudos a seu respeito.</p>
<p>&#8220;Algumas nem foram totalmente descritas, então, a ciência ainda não entende todos os sintomas, as causas&#8221;, complementa. </p>
<p>Soniza acrescenta que o diagnóstico correto é outro grande desafio, porque nem todos os profissionais têm preparo para identificar corretamente essas condições.</p>
<p>Além disso, a confirmação definitiva do diagnóstico, muitas vezes, depende de exames com preço elevado e que não são de fácil acesso. Algumas doenças raras são identificadas pelo teste do pezinho, mas mesmo esses casos demandam confirmação com exames mais específicos. </p>
<h2>Sequenciamento genético</h2>
<p>No mês passado, o Governo Federal anunciou a inclusão no SUS do principal teste disponível para doenças raras, o Sequenciamento Completo do Exoma (WES).</p>
<p>Esse exame analisa a região do DNA em que se concentra a maioria das mutações genéticas que causam as doenças raras, a partir de amostras de sangue ou saliva. Por sua complexidade, ele está disponível em poucos laboratórios brasileiros.</p>
<p>No SUS, por enquanto, apenas um laboratório faz o processamento das amostras coletadas em diversos estados, e outro prestará o serviço a partir de maio. </p>
<p>A expectativa é que isso reduza para seis meses o tempo de espera pelo diagnóstico no país, que, hoje, é de, em média, sete anos. Esse é um dos exames de alta tecnologia que serão oferecidos pelo Centro de Saúde Pública de Precisão, da UFRJ. </p>
<p>O complexo hospitalar da UFRJ, gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, recebeu investimentos de mais de R$ 19 milhões para a montagem no novo centro.</p>
<p>A quantia foi destinada, principalmente, à adequação de um espaço dentro do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e à aquisição dos equipamentos para a realização dos exames. </p>
<h2>Qualidade de vida</h2>
<p>Além dos testes genéticos, serão oferecidos no novo centro os exames de biomarcadores, que identificam alterações celulares, bioquímicas ou moleculares relacionadas a determinadas doenças.</p>
<p>Soniza Vieira Alves-Leon ressalta que acelerar o diagnóstico correto aumenta as chances de que o paciente possa receber intervenções que melhorem sua qualidade de vida. </p>
<p>Além disso, ela diz que o novo centro vai ampliar as pesquisas em genética e medicina de precisão, contribuindo para o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento para doenças raras e câncer.</p>
<p>&#8220;Com essa estrutura será possível diagnosticar mais cedo, acompanhar melhor os pacientes e desenvolver novas terapias”, complementa. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/ufrj-tera-novo-centro-de-tratamento-e-pesquisa-sobre-doencas-raras" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Dia Mundial do Rim: doenças renais são silenciosas e exigem atenção</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dia-mundial-do-rim-doencas-renais-sao-silenciosas-e-exigem-atencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 12:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a doença renal como prioridade mundial em saúde pública. Com isso, a doença renal crônica (DRC) passou a figurar entre as chamadas doenças crônicas não transmissíveis prioritárias, ao lado das doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Para a Sociedade Brasileira de Nefrologia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a doença renal como prioridade mundial em saúde pública. Com isso, a doença renal crônica (DRC) passou a figurar entre as chamadas doenças crônicas não transmissíveis prioritárias, ao lado das doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias crônicas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Dia-Mundial-do-Rim-doencas-renais-sao-silenciosas-e-exigem.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Para a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o reconhecimento amplia a visibilidade da DRC no cenário internacional e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. No Dia Mundial do Rim, lembrado nesta quinta-feira (12), a entidade alerta ainda para o impacto de fatores ambientais sobre o risco de doença renal ao longo da vida.</p>
<p>“Esse tema amplia o olhar para além do tratamento, estimulando ações que promovam práticas sustentáveis no cuidado renal e reduzam impactos ecológicos, especialmente em serviços de saúde. Sustentabilidade, nesse contexto, significa também prevenção qualificada e redução de exposições evitáveis desde os primeiros estágios da vida”, destacou a instituição.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, o médico nefrologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Geraldo Freitas, destacou que os rins são órgãos considerados essenciais para o funcionamento do organismo, mantendo o metabolismo equilibrado, realizando a filtragem do sangue e eliminando toxinas por meio da urina.</p>
<p>“Além disso, eles controlam nosso equilíbrio de eletrólitos ou sais do corpo, portanto, eles mantêm sódio, potássio, cálcio, tudo equilibrado pra que a gente mantenha todo o funcionamento dos outros sintomas”, disse. “Eles também produzem alguns hormônios relacionados ao controle de pressão”, completou.</p>
<p>O especialista alerta, entretanto, que algumas condições podem afetar o bom funcionamento dos rins ou mesmo paralisar a função renal por completo. Segundo Freitas, há fatores de risco específicos que acabam colaborando para o desenvolvimento desse tipo de quadro. Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>diabetes mellitus;</li>
<li>hipertensão arterial sistêmica;</li>
<li>histórico familiar de doença renal;</li>
<li>obesidade;</li>
<li>sedentarismo;</li>
<li>tabagismo;</li>
<li>uso crônico ou inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais e outros nefrotóxicos;</li>
<li>doenças cardiovasculares;</li>
<li>infecções do trato urinário recorrentes ou obstrução urinária;</li>
<li>desidratação frequente;</li>
<li>consumo inadequado de água.</li>
</ul>
<p>“Alguns medicamentos também podem ser nefrotóxicos e causarem a perda da função renal ao longo do tempo. Os mais relacionados com isso são os anti-inflamatórios não hormonais, que devem ser evitados de maneira geral. No caso de pacientes com doenças em que o uso é obrigatório, isso deve ser monitorado.”</p>
<p>Ainda de acordo com o médico, muitas vezes, doenças renais acabam surgindo e avançando de forma silenciosa. “É frequente nos consultórios de nefrologia que os pacientes apareçam, já na primeira consulta, com perdas importantes da função renal”. Por esse motivo, identificar os sinais de alerta é considerado fundamental.</p>
<p>“É importante fazer os exames para rastreio das funções renais, que são basicamente a creatinina e um exame de urina, incluindo a pesquisa de albuminúria. Com esses exames básicos, já é possível fazer o rastreio de alguma lesão ainda no início. Também é relevante fazer a aferição da pressão e exames de glicemia e hemoglobina glicada para avaliação de uma possível diabetes.”</p>
<p>Dentre os principais sintomas que, de acordo com o nefrologista, indicam a necessidade de procurar ajuda médica estão:</p>
<ul>
<li>inchaço nas pernas, nos tornozelos e no rosto;</li>
<li>urina muito escura e/ou espumosa;</li>
<li>mudança súbita no padrão urinário, incluindo frequência e urgência;</li>
<li>inversão do ritmo urinário, com maior volume urinário no período noturno;</li>
<li>dor intensa no flanco ou cólicas renais;</li>
<li>fadiga excessiva;</li>
<li>perda de apetite acompanhada de náuseas e vômitos persistentes;</li>
<li>aumento persistente da pressão arterial;</li>
<li>glicemias de difícil controle;</li>
<li>alterações neurológicas agudas, com presença de confusão mental ou falta de ar súbita.</li>
</ul>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/dia-mundial-do-rim-doencas-renais-sao-silenciosas-e-exigem-atencao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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