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	<title>enfrentamento Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>enfrentamento Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Conselho debate enfrentamento a discurso de ódio</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/conselho-debate-enfrentamento-a-discurso-de-odio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 20:16:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Terminou hoje (10), em Belém, a última etapa da missão institucional do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) para alertar sobre necessidade de enfrentamento ao discurso de ódio e ao neonazismo no país. Levantamento do conselho aponta um aumento de 270% no número de células neonazistas entre 2019 e 2021, em atividade no território brasileiro. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Terminou hoje (10), em Belém, a última etapa da missão institucional do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) para alertar sobre necessidade de enfrentamento ao discurso de ódio e ao neonazismo no país. Levantamento do conselho aponta um aumento de 270% no número de células neonazistas entre 2019 e 2021, em atividade no território brasileiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Conselho-debate-enfrentamento-a-discurso-de-odio.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Para chamar atenção ao cenário considerado preocupante, o CNDH criou o Observatório Nacional de Enfrentamento ao Discurso de Ódio e ao Neonazismo no Brasil. O Observatório tem como missão central mapear células neonazistas, monitorar a disseminação de discursos de ódio (especialmente no ambiente online) e articular estratégias jurídicas e políticas para subsidiar novas diretrizes de segurança pública. </p>
<p>Durante três dias, o observatório realizou atividades na capital paraense, voltadas para o monitoramento regional de discursos de ódio e extremismo. Entre elas, o diálogo direto com instituições locais, para fortalecer a rede de proteção e a construção coletiva de diagnósticos sobre o extremismo na Região Norte.</p>
<p>O conselheiro do CNDH e coordenador da Relatoria Especial de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo do CNDH Carlos Nicodemus disse à Agência Brasil que é necessário enfrentar o tema, uma vez que o neonazismo materializa uma forma de discurso de ódio, de supremacia e de ataque a grupos em situação de vulnerabilidade e minorias sociais. </p>
<p>“A gente tem acompanhado, através do observatório, a existência de várias manifestações que vão acontecendo em todas as regiões, e vai ao encontro da última pesquisa foi promovida pela Unicamp no ano de 2022, que aponta um crescimento significativo em determinadas regiões do país, em especial sobre o neonazismo. Não só o neonazismo, mas formas extremistas de fascismo e tudo aquilo que ataca os grupos em situação de vulnerabilidade tem sido acompanhado pela relatoria, especialmente porque, além de afetar a esses grupos, também é uma ameaça à democracia”, alertou.</p>
<p>Antes do Pará, a missão já havia passado por outras regiões do país, com eventos nas cidades de Florianópolis e Blumenau (SC); Porto Alegre (RS); Rio e Niterói (RJ); Recife e Caruaru (PE) e Goiânia (GO).</p>
<p>Segundo CNDH, a criação do observatório responde a um avanço significativo de condutas que ameaçam a convivência democrática, os direitos humanos e a segurança pública. A ferramenta deve lançar ainda este ano um relatório com o diagnóstico da situação e sugestão para a elaboração de políticas públicas.</p>
<p>“O observatório vai consolidar um relatório final no ano de 2026, em dezembro, quando se proporá, então, uma política pública nacional para o enfrentamento ao tema. Registrando que questões como a baixa densidade legislativa, com ausência de leis, e também a ausência de uma política articulada, impõem uma revisão de posicionamento do Estado brasileiro e que a relatoria pretende propor com a elaboração de uma política nacional”, afirmou.</p>
<p>Nicodemus disse ainda que a agenda no estado do Pará debateu elementos para o desenvolvimento de uma política nacional sobre o tema, especialmente focada na educação e cultura, para frear o discurso de ódio empregado no processo político do neonazismo. </p>
<p>“O propósito inicial é promover uma investigação administrativa para levantar os indicadores sobre o crescimento do extremismo no país e como ele afeta a região Norte e o estado do Pará. E a partir desses indicadores, propor a elaboração de uma política estadual de enfrentamento ao discurso de ódio que possa articular a área da educação, cultura, direitos humanos, segurança pública e justiça, promovendo no estado do Pará uma ação que possa ser denominada como política de Estado e que garanta à sociedade um enfrentamento permanente sobre esse tema” disse.</p>
<p>O relator lembrou que o poder público tem uma responsabilidade estratégica, focada na formulação das políticas públicas sobre o tema.</p>
<p>“Entre elas a construção de um plano estadual de enfrentamento ao extremismo, ao discurso de ódio e ao neonazismo, mas deve o poder público se articular com a sociedade civil, especialmente através dos conselhos, com uma ampla participação social, de modo que essa política possa ser entendida como uma política de Estado e que tenha a capacidade de chegar no território e fazer a sua incidência necessária de controle”, concluiu.</p>
<p>O conselheiro lembrou que as redes sociais desempenham um papel importante na disseminação de discursos de ódio e defendeu uma maior regulamentação das plataformas. </p>
<p>“Sem sombra de dúvida, o ambiente da internet constitui um capítulo especial que precisa ser trabalhado e defendido. O país tem, no reconhecimento da sua constituição democrática, a liberdade de expressão como um direito fundamental. Mas a liberdade de expressão não pode ser entendida como uma liberdade de agressão”, disse.</p>
<p>Na avaliação de Nicodemus, o ambiente da internet vive uma ausência de controle demandando do Estado medidas de construção de parâmetros que preservem o direito à liberdade de expressão, mas que não permita o ataque aos grupos em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>“Misoginia, ataques contra as mulheres, contra pessoas com deficiência, a comunidade LGBTQIA+ não podem ser continuamente levados como uma estratégia de articulação de grupos fascistas, neonazistas e extremistas. Logo, é preciso ocupar o espaço da internet com uma política pública do Estado brasileiro”, afirmou.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/conselho-debate-enfrentamento-discurso-de-odio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Brasil deverá ter centro para enfrentamento de emergências em saúde </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:16:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até o final deste ano, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Até o final deste ano, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Brasil-devera-ter-centro-para-enfrentamento-de-emergencias-em-saude.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A ideia foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde. A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>
<p>Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.</p>
<p>“A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa. Uma de suas grandes inovações será a intersetorialidade: ele promoverá a colaboração permanente entre diferentes setores do governo — como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação —, além de garantir articulação com a sociedade civil”, explicou Gerson Penna, diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde (ITpS).</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, Penna ressaltou que o centro vem sendo planejado como uma política de Estado e não de governo, para não ser suscetível a intercorrências políticas, como ocorreu durante a pandemia de covid-19.</p>
<p>“Entendemos que uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises”, disse Penna.</p>
<p>Segundo ele, a pandemia de covid-19, que vitimou mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo 10% dessas mortes no Brasil, expôs as vulnerabilidades do sistema de saúde do país.</p>
<p>&#8220;Apesar da imensa capacidade do SUS, sofremos com a falta de coordenação do governo federal, com uma comunicação inconsistente e com os ataques do negacionismo científico. O centro trará uma perspectiva nacional unificada, pactuada e baseada exclusivamente nas melhores evidências científicas, fornecendo uma liderança forte e confiável para que os mesmos erros não se repitam”, reforçou.</p>
<p>Uma das funções do Centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, de modo que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. Ele também deve ficar responsável pela implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp).</p>
<p>“O centro trabalhará em um cenário global cada vez mais complexo, fortemente impactado pelas emergências climáticas, pelo desmatamento e pelos deslocamentos populacionais em larga escala. Apenas em 2024, por exemplo, o Brasil enfrentou simultaneamente a maior epidemia de dengue da história, surtos de mpox, oropouche e a ameaça iminente da gripe aviária, sem falar nas emergências climáticas e desastres. O centro existirá exatamente para atuar nesse espectro amplo de ameaças”, destacou Penna.</p>
<h2>Agilidade</h2>
<p>Com o novo centro, as respostas para situações de emergência poderão ser mais ágeis e articuladas, destacam seus idealizadores.</p>
<p>“O que nós temos hoje funciona e é feito com muita dedicação por milhares de trabalhadores, técnicos e profissionais, epidemiologistas, matemáticos, médicos e enfermeiros. Mas a gente avalia que a estruturação de uma organização específica e que cuide disso em conjunto com estados e municípios, e com uma área de inteligência epidemiológica, possa dar uma solução muito mais ágil e muito mais adequada”, reforçou o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, que fez parte do grupo de especialistas que ajudou a propor a criação do centro.</p>
<p>Entre as vantagens desse centro, disse Temporão, estariam a constituição de uma governança específica e de uma equipe técnica de alta qualidade, que seria permanente para atuar nessas emergências. </p>
<p>“Nessa nova governança você teria a oportunidade de criar um corpo técnico especializado, cobrindo as várias áreas que envolvem a questão da detecção, do manejo, do enfrentamento, da comunicação e da avaliação, evidentemente sob o controle do Ministério da Saúde e em estreita colaboração com os estados e municípios. Acho que é um salto de qualidade que o Brasil vai dar, com certeza”, disse o ex-ministro. </p>
<p>A expectativa do governo federal é que o centro seja criado ainda neste ano, segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.   </p>
<p>“Temos um projeto de lei em andamento para instituir uma política de estado para emergência de doença – e que não fique à mercê de um gestor que resolve não reconhecer o que é evidência científica e fazer políticas fora do que é recomendado internacionalmente”, explicou durante um curso oferecido a jornalistas pelo ITpS.</p>
<p>“Isso ainda está sendo discutido no âmbito da Fiocruz, em uma nova Fiocruz, que teria mais agilidade para gestão desse tipo de processo”, disse a secretária.</p>
<p>De acordo com Gerson Penna, o Ministério da Saúde ainda está decidindo como será encaminhada essa proposta de criação do centro. Enquanto isso não ocorre, ele defende  que o Brasil ainda precisa discutir a Política Nacional de Emergências de Saúde Pública e atualizar o seu arcabouço legal.</p>
<p>“As leis que vigoraram durante a pandemia de covid-19 foram feitas especificamente para o período e se extinguiram junto com a suspensão do estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (Espii). Diante de um cenário global incerto, que inclui até mesmo riscos geopolíticos, o país necessita de respostas inovadoras e duradouras com urgência. Nossa expectativa é que a discussão caminhe neste ano e que o centro comece a ser implementado em 2027”, afirmou o diretor-presidente do ITpS.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/brasil-devera-ter-centro-para-enfrentamento-de-emergencias-em-saude" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Enfrentamento à violência é desafio para 71,7% dos gestores de escolas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/enfrentamento-a-violencia-e-desafio-para-717-dos-gestores-de-escolas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 00:07:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência). Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como <em>bullying</em>, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Enfrentamento-a-violencia-e-desafio-para-717-dos-gestores-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e 46 estaduais.</p>
<p>O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (6), foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), uma instituição sem fins lucrativo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).</p>
<p>O objetivo do estudo é coletar informações para fundamentar o novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, uma iniciativa do governo federal, que será lançado nesta quinta-feira (7), pelo canal de YouTube do MEC.</p>
<h2>Ambiente contra violência</h2>
<p>Coordenador do estudo, o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC, considera que lidar com situações de violências é uma questão complexa e que exige preparo, apoio e ações bem planejadas.</p>
<p>Uma dificuldade específica, cita ele, é a naturalização da violência.</p>
<p>“Em alguns casos, adultos da escola veem agressões como ‘brincadeiras’. Isso diminui a gravidade das situações e pode levar à omissão, justamente quando os estudantes mais precisam de apoio e intervenção”, diz em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>O coordenador contextualiza ainda que muitas escolas estão em contextos marcados por violência “fora de seus muros”. Além disso, completa, “há dificuldades em envolver as famílias e a comunidade, o que aumenta a pressão sobre a escola para lidar sozinha com esses desafios”.</p>
<h2><em>Bullying</em></h2>
<p>Adriano Moro relata ainda que outra dificuldade é o uso genérico do termo <em>bullying</em>.</p>
<p>“É um fenômeno com suas especificidades, é uma violência grave, precisa de atenção. Contudo, ao não ser nomeada corretamente, a violência vivenciada acaba escondendo problemas específicos, como racismo, capacitismo, xenofobia ou violência de gênero.”</p>
<p>O <em>bullying</em> é uma palavra originada na língua inglesa e define uma forma de violência física ou psicológica, geralmente de forma repetida, causando danos físicos, sociais e emocionais ao estudante vítima. Um ou mais agressores fazem uso de xingamentos, apelidos pejorativos e outras formas de intimidação, humilhação, agressão ou discriminação.</p>
<p>Para o representante da FCC, o clima escolar positivo contribui diretamente para enfrentar as violências, porque cria as condições para que a escola deixe de atuar apenas de forma reativa e passe a agir de maneira mais preventiva, intencional e colaborativa.</p>
<p>“Quando há confiança, respeito e escuta entre estudantes e adultos, fica mais fácil identificar problemas, nomear corretamente as violências e agir com mais responsabilidade e justiça”, destaca.</p>
<h2>Mais constatações</h2>
<p>Na busca por entender como é o gerenciamento do clima entre alunos, profissionais de ensino e famílias, a pesquisa constatou que:</p>
<ul>
<li>67,9% dos gestores entrevistados relatam desafios na aproximação entre escola, famílias e comunidade;</li>
<li>64,1% indicam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes;</li>
<li>60,3% mencionam dificuldades para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos;</li>
<li>60,3% reconhecem entraves na relação estudantes–professores;</li>
<li>49% apontam desafios ligados à promoção do sentimento de segurança entre estudantes.</li>
</ul>
<p>Os pesquisadores procuraram saber como é a organização da unidade de ensino para chegar a um ambiente escolar positivo.</p>
<p>O levantamento revela que mais da metade delas (54,8%) nunca realizaram diagnóstico estruturado do clima escolar.</p>
<p>Para os responsáveis pela pesquisa, o diagnóstico é “etapa essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem”.</p>
<p>Foi identificado ainda que mais de dois terços (67,6%) das unidades de ensino possuem equipe responsável por ações de melhoria do clima escolar.</p>
<p>Nas 32,4% que não contam com essa equipe, as ações ficam sob responsabilidade direta da gestão.</p>
<p>Adriano Moro pontua que muitas escolas vivenciam sobrecarga dos profissionais.</p>
<p>“A gestão escolar costuma lidar com muitas urgências ao mesmo tempo”, aponta. Dessa forma, as equipes atuam mais para resolver problemas imediatos do que para preveni-los de forma planejada.</p>
<h2>Clima e aprendizagem</h2>
<p>O pesquisador classifica como “muito forte” a relação entre clima escolar positivo e desempenho pedagógico.</p>
<p>Segundo ele, o clima nos colégios influencia diretamente tanto o bem-estar das pessoas quanto o processo de ensinar e aprender.</p>
<p>“Para que a aprendizagem aconteça com qualidade e equidade, é fundamental que os estudantes se sintam acolhidos”, diz.</p>
<p>“Quando os estudantes se sentem respeitados e não têm medo de errar, eles aprendem melhor e desenvolvem suas habilidades com mais confiança”, sustenta.</p>
<h2>Grupo de trabalho</h2>
<p>A pesquisa da FCC ouviu escolas em dez estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo, de março a julho de 2025.</p>
<p>O levantamento da FCC e do MEC é divulgado na mesma semana em que o governo federal recriou grupo de trabalho (GT) para subsidiar política de combate ao <em>bullying</em> e ao preconceito na educação.</p>
<p>O GT é formado por áreas técnicas do MEC e tem prazo inicial de 120 dias para apresentar um relatório com as conclusões e propostas elaboradas.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/enfrentamento-violencia-e-desafio-para-717-dos-gestores-de-escolas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Saúde anuncia R$ 12 milhões para enfrentamento da doença de Chagas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:42:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[anuncia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde anunciou R$ 12 milhões para o fortalecimento de ações de vigilância e controle da doença de Chagas em 17 estados brasileiros. Em nota, a pasta informou que o recurso fortalece a capacidade de atuação contínua em 155 municípios considerados prioritários, apoiando ações essenciais como captura e monitoramento de vetores, vigilância e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde anunciou R$ 12 milhões para o fortalecimento de ações de vigilância e controle da doença de Chagas em 17 estados brasileiros. Em nota, a pasta informou que o recurso fortalece a capacidade de atuação contínua em 155 municípios considerados prioritários, apoiando ações essenciais como captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Saude-anuncia-R-12-milhoes-para-enfrentamento-da-doenca-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>No comunicado, o ministério destaca que Anápolis (GO) e Goiânia foram reconhecidos com selo bronze de boas práticas para eliminação da transmissão vertical da doença de Chagas e que a enfermidade ainda representa um desafio importante para a saúde pública, sobretudo em áreas com maior vulnerabilidade social e com a presença de vetores.</p>
<p>“Estamos direcionando recursos com base em critérios técnicos, o que permite maior efetividade das ações e impacto direto na redução da transmissão. Nosso compromisso é ampliar o diagnóstico, garantir o tratamento oportuno e avançar de forma consistente na eliminação da doença como problema de saúde pública no Brasil”, informou a secretária de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente da pasta, Mariângela Simão.</p>
<h2>Seleção</h2>
<p>De acordo com o ministério, a seleção de municípios foi baseada em critérios técnicos que consideram a interação dos insetos vetores com o ambiente e a vulnerabilidade social, com prioridade para cidades classificadas como de risco muito alto em índice composto (presença de vetores e condições socioambientais) e localidades com registro recente do vetor.</p>
<p>Também foram considerados municípios com alta prioridade e muito alta prioridade para a forma crônica da doença de Chagas, concentrados principalmente nas Regiões Nordeste e Sudeste.</p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>A pasta anunciou ainda, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a fase 2 do projeto Selênio como tratamento na cardiopatia crônica da doença de Chagas, que busca avaliar a eficácia e a segurança do mineral como estratégia terapêutica complementar para pacientes com cardiopatia chagásica crônica. Serão investidos, ao todo, R$ 8,6 milhões.</p>
<p>A expectativa do governo federal é que a pesquisa gere evidências científicas mais robustas e representativas em diferentes perfis de pacientes.</p>
<p>“Os resultados poderão subsidiar a avaliação de tecnologias à base de selênio — substância com ação antioxidante e anti-inflamatória — para proteção cardiovascular, além de apoiar sua possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, avaliou o ministério.</p>
<h2>Números</h2>
<p>O cenário epidemiológico da doença de Chagas no Brasil reforça a urgência de medidas de enfrentamento. Em 2024, foram registrados 3.750 óbitos, com maior concentração no Sudeste. No mesmo período, houve 520 casos agudos, principalmente no Norte, com destaque para o Pará.</p>
<p>Já em 2025, dados preliminares indicam 627 casos agudos (97% no Norte) e 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, na Bahia e em Goiás, evidenciando a persistência da doença em áreas endêmicas.</p>
<h2>Entenda</h2>
<p>A doença de Chagas é uma infecção causada por um parasita chamado Trypanosoma cruzi e que pode evoluir em duas fases:</p>
<p>&#8211; Fase aguda: acontece logo após a infecção. A pessoa pode apresentar sintomas ou não.</p>
<p>&#8211; Fase crônica: pode surgir anos depois. Em muitos casos, a pessoa não apresenta sintomas, mas a doença pode causar problemas no coração e no sistema digestivo.</p>
<p>Os triatomíneos são insetos conhecidos como barbeiro, chupão, procotó ou bicudo. Eles passam pelas fases de ovo, ninfa e adultos. Tanto as ninfas quanto os adultos se alimentam de sangue e, quando estão infectados, podem transmitir o parasita da doença de Chagas.</p>
<h2>A transmissão pode acontecer de diversas formas:</h2>
<p>&#8211; Vetorial: quando as fezes do barbeiro infectado entram em contato com feridas na pele ou mucosas após a picada.</p>
<p>&#8211; Oral: pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminadas com o parasita.</p>
<p>&#8211; Vertical (congênita): da mãe infectada para o bebê durante a gravidez ou o parto.</p>
<p>&#8211; Transfusão ou transplante: por sangue ou órgãos de doadores infectados.</p>
<p>&#8211; Acidental: contato com material contaminado, geralmente em laboratórios ou durante a manipulação de animais silvestres.</p>
<p>Na fase aguda, os sintomas mais comuns são:</p>
<p>&#8211; febre por mais de sete dias e dor de cabeça;</p>
<p>&#8211; fraqueza intensa, inchaço no rosto e nas pernas;</p>
<p>&#8211; ferida parecida com furúnculo no local da entrada do parasita (em casos de transmissão pelo barbeiro).</p>
<p>Já na fase crônica, logo de início, a pessoa pode não sentir nada. Com o tempo, podem surgir:</p>
<p>&#8211; problemas no coração, incluindo insuficiência cardíaca;</p>
<p>&#8211; problemas digestivos, como aumento do intestino (megacólon);</p>
<p>&#8211; aumento do esôfago (megaesôfago).</p>
<p>A prevenção da doença de Chagas, de acordo com o ministério, está diretamente ligada à forma de transmissão. Uma medida importante é evitar a presença de barbeiros nas casas, com ações feitas pelas equipes de saúde. Também é recomendado:</p>
<p>&#8211; Usar telas em portas e janelas ou mosquiteiros.</p>
<p>&#8211; Utilizar repelentes e roupas de manga longa, principalmente à noite e em áreas de mata.</p>
<p>Para evitar a transmissão pelos alimentos, a orientação é:</p>
<p>&#8211; Lavar bem frutas, verduras e legumes com água potável.</p>
<p>&#8211; Observar os alimentos antes de triturar ou bater.</p>
<p>&#8211; Manter o local de preparo limpo e protegido.</p>
<p>&#8211; Guardar alimentos em recipientes fechados.</p>
<p>&#8211; Realizar orientações e treinamentos para quem manipula alimentos.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/saude-anuncia-r-12-milhoes-para-enfrentamento-da-doenca-de-chagas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Empresas são peça-chave no enfrentamento à violência de gênero</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/empresas-sao-peca-chave-no-enfrentamento-a-violencia-de-genero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 12:17:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Empresas têm um papel-chave no enfrentamento à violência contra meninas ou mulheres e devem atuar em três frentes: prevenção, intervenção e acolhimento. A avaliação foi feita nesta terça-feira (31) pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, no Rio de Janeiro. Para ele, o setor produtivo também deve provocar transformações culturais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Empresas têm um papel-chave no enfrentamento à violência contra meninas ou mulheres e devem atuar em três frentes: prevenção, intervenção e acolhimento. A avaliação foi feita nesta terça-feira (31) pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, no Rio de Janeiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Empresas-sao-peca-chave-no-enfrentamento-a-violencia-de-genero.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Para ele, o setor produtivo também deve provocar transformações culturais necessárias para enfrentar as causas do alto número de feminicídio no país.</p>
<p>No Brasil, seis mulheres são mortas por dia, de acordo com os mais recentes dados do <em>Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025</em>, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina. Ano passado, foram 2,1 mil vítimas e 4,7 mil tentativas de feminicídios, segundo as estatísticas.</p>
<p>Durante a participação em evento com representantes de grandes empresas públicas e privadas, liderado pela Petrobras e pelo Banco do Brasil, o secretário-executivo afirmou que a violência de gênero não pode se restringir ao endurecimento da legislação penal, depois do fato consumado. Para ele, o foco deve ser agir antes, na prevenção, começando por estabelecer trabalho livre de violência.</p>
<p>“Das empresas, o que se espera é a prevenção, a intervenção, o acolhimento, o suporte”, afirmou Rosa.</p>
<p>Ele participou do evento Responsabilidade Empresarial no Enfrentamento ao Feminicídio, à Violência de Gênero e pela Transformação Cultural, promovido pela Petrobras, Governo Federal e Banco do Brasil, no Museu de Arte Moderna do Rio. No evento, o secretário defendeu também que as empresas cobrem as mesmas práticas de sua cadeia de fornecedores, “indo além de suas fronteiras”.</p>
<p>Rosa classificou a não atuação no tema como uma “omissão institucional” das empresas, o que chamou de falha ética. E criticou práticas corporativas que desestimulam denúncias, expõe vítimas ou deixam de punir agressores.</p>
<p>Segundo ele, empresas que não criam canais seguros de denúncia ou que penalizam as vítimas contribuem para perpetuar o problema.</p>
<p>“É preciso, óbvio, combater a cultura interna permissiva a qualquer forma de assédio ou de violência”, disse.</p>
<p>O secretário propôs também que mulheres sejam protagonistas na construção de políticas internas encampadas pela alta gestão. “A cultura só muda quando vem acompanhada de ações cotidianas, concretas e naturais”, afirmou.</p>
<p>Ao reforçar o compromisso do ministério da Indústria com o tema, Rosa destacou que o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio também inclui o governo e a sociedade civil. Para ele, apenas a atuação conjunta romperá o ciclo de violência: “Essa não é uma pauta para amanhã, já deveria ter sido adotada ontem”, concluiu.</p>
<h2>Exemplos</h2>
<p>No evento, a empresária Luiza Trajano, fundadora da Magazine Luiza, apresentou o Canal Mulher, criado para apoiar funcionárias vítimas de violência doméstica. O modelo foi criado depois que uma funcionária foi vítima de feminicídio em 2017, e conta com suporte de psicólogos e advogados, por exemplo.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Empresas-sao-peca-chave-no-enfrentamento-a-violencia-de-genero.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 05/03/2026 - Empresária Luiza Trajano durante coletiva no ministério da Saúde, sobre pacote de medidas voltadas à proteção e ao cuidado integral da saúde das mulheres no SUS, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasília"/></p>
<p>Brasília (DF) 05/03/2026 &#8211; Empresária Luiza Trajanol cria canal para apoiar funcionárias vítimas de violência doméstica.Foto: Fabio-arquivo: Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil &#8211; Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasília</p>
<p>Ao longo dos anos, a empresa já chegou a pagar aluguel para uma funcionária sair de casa. A estratégia foi aperfeiçoada em 2019, quando o aplicativo da empresa para celulares incorporou um botão de denúncia que aciona o 180 imediatamente.</p>
<p>“Nós fizemos um pacto, treinamos também homens para identificar e lidar com essa situação, e nunca mais a nossa empresa vai perder uma mulher por essa violência”, disse.</p>
<p>Trajano elogiou o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio, que adotou uma abordagem direcionada aos homens. “O presidente [Luiz Inácio] Lula falou com os homens, e, na nossa empresa, estamos falando direto com eles: olha, vocês precisam atuar, porque um dia pode ser sua filha, uma sobrinha, uma irmã e vocês não sabem. E não é só gente simples, são as secretárias que falam três línguas”.</p>
<h2>Cartazes nas bombas dos postos</h2>
<p>As empresas têm empregado cada vez mais mulheres e é importante que essas mulheres sintam que há um compromisso de seus empregadores com a causa, avaliou a presidenta do Pacto de Promoção da Equidade Racial, Wania Sant’Anna.</p>
<p>“As empresas têm um papel extraordinário na conscientização da sociedade sobre o quão inaceitável é a violência contra mulher”, afirmou.</p>
<p>“Os números não são um mero acaso, refletem uma cultura historicamente violenta contra as mulheres e que é tolerada”, avaliou Sant’Anna, citando a gravidade e os requintes de crueldade dos crimes contra elas. “Que sociedade estamos forjando?”, questiona.</p>
<p>A sugestão da gestora é que cada empresa atue no seu ramo, em diálogo com os trabalhadores e o público. “Se é um posto de gasolina, estampe esse assunto nas bombas. Se você é uma empresa aérea, adesive o seu avião. Aeroportos, trens, metrôs? Comunique-se com os passageiros você mesmo”, recomendou.</p>
<p>Para apoiar as empresas, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Pacto Global. A iniciativa aponta caminhos para que as organizações “tomem ações concretas em direção às transformações que a gente precisa ver na sociedade”, informou a diretora Monica Gregori. Ela palestrou no encontro com as corporações e destacou a importância de as corporações combaterem violências institucionais primeiro.</p>
<p>“As empresas podem adotar mecanismos de prevenção, desde conscientização, em relação à violência de gênero, pois, o feminicídio é o último ponto dessa violência, como combater o assédio moral e sexual, que a gente ainda vê nas corporações”, destacou Gregori.</p>
<p>Entusiasta da iniciativa, a primeira dama Rosângela Lula da Silva, destacou o papel das empresas e cobrou apoio a iniciativas que buscam criminalizar a misoginia, da qual a própria tem sido vítima, principalmente nas redes sociais.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775045872_386_Empresas-sao-peca-chave-no-enfrentamento-a-violencia-de-genero.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 - A primeira dama do Brasil, Janja Lula da Silva, fala durante evento “Responsabilidade Empresarial no Enfrentamento ao Feminicídio, à Violência de Gênero e pela Transformação Cultural”, promovido pela Petrobras, Governo Federal e Banco do Brasil, no  Museu de Arte Moderna do Rio (MAM). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p>Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 &#8211; A primeira dama do Brasil, Janja Lula da Silva, fala durante evento “Responsabilidade Empresarial no Enfrentamento ao Feminicídio, à Violência de Gênero e pela Transformação Cultural”, promovido pela Petrobras, Governo Federal e Banco do Brasil, no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
<p>“Quando tentamos entender o porquê dessa escalada da violência, nos deparamos com um ambiente hostil a nós mulheres na internet. Nesse ambiente digital, que parece ser terra de ninguém, vemos a inaceitável proliferação de conteúdos misóginos, violentos e lícitos. Conteúdos que pregam a superioridade masculina e estimulam a violência de gênero”, analisou, citando como exemplo de discurso de ódio e misóginos a troca de mensagens entre a soldado Gisele Alves e o tenente-coronel Geraldo Leite, suspeito de tê-la matado.</p>
<p>A policial militar foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, dentro do apartamento do casal na região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. O rumo da investigação mudou após análise de laudos periciais e de mensagens extraídas do celular dela.</p>
<h2>Papel da mídia</h2>
<p>A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) esteve presente no evento por meio do seu diretor-presidente, Andre Basbaum. Ele defendeu o papel da mídia pública no diálogo com a sociedade.</p>
<p>“Isso é o que vemos na EBC, na TV Brasil, que é a tela do futebol feminino, nas discussões do nosso jornalismo”, citou, sobre ações do conglomerado de mídia, que administra emissoras de rádio, TV e portais. “Esse é um drama nacional, as taxas de violência são altíssimas, enfrentamos isso com o debate”, completou.</p>
<p>A diretora de Conteúdo e Programação da EBC, Antonia Pellegrino, acrescentou que as empresas de mídia são responsáveis pela formação do imaginário, que é a imagem mental que as pessoas constroem sobre vários temas. “A nossa programação produz novos imaginários, produz caminhos que tendem a transformar realidades”. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/empresas-sao-peca-chave-no-combate-violencia-de-genero" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/empresas-sao-peca-chave-no-enfrentamento-a-violencia-de-genero/">Empresas são peça-chave no enfrentamento à violência de gênero</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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