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	<title>Expedição Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Expedição Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Expedição parte de Manaus em jornada até a Linha do Equador</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/expedicao-parte-de-manaus-em-jornada-ate-a-linha-do-equador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 22:07:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Amazônia que o mundo conhece pelos rios também pode ser descoberta pela estrada. Entre floresta, mudanças de terreno e destinos emblemáticos, viajar de motocicleta revela uma outra forma de conhecer a região, em que o caminho se torna parte da experiência. Foi com essa proposta que a Braga Motos Yamaha realizou a T7 Expedition, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Amazônia que o mundo conhece pelos rios também pode ser descoberta pela estrada. Entre floresta, mudanças de terreno e destinos emblemáticos, viajar de motocicleta revela uma outra forma de conhecer a região, em que o caminho se torna parte da experiência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Foi com essa proposta que a Braga Motos Yamaha realizou a T7 Expedition, reunindo motociclistas em uma jornada que saiu de Manaus, passou por Presidente Figueiredo e seguiu rumo à Linha do Equador, um dos marcos geográficos mais conhecidos do planeta.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A bordo da Yamaha Ténéré 700, os participantes encararam um roteiro que combinou aventura, paisagens amazônicas e a experiência de percorrer sobre duas rodas um território ainda pouco explorado por esse tipo de turismo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Temos uma Amazônia gigantesca para descobrir também pela estrada. A proposta da T7 Expedition é mostrar ao motociclista que grandes experiências podem começar aqui, valorizando nossos destinos e criando novas maneiras de viver a região”, afirma Suammy Saiury, Gerente de Marketing da Braga Motos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Manaus além do ponto de partida</p>
<p class="wp-block-paragraph">A relação da capital amazonense com as duas rodas é histórica. É no Polo Industrial de Manaus que está concentrada praticamente toda a produção brasileira de motocicletas. Em 2025, cerca de 1,98 milhão de unidades foram produzidas na cidade, segundo a Abraciclo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na T7 Expedition, porém, Manaus deixou de ser apenas o lugar onde as motos são produzidas para se transformar no início da aventura.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Quando você sai da cidade e entra na estrada, começa a perceber a dimensão do lugar onde vive. A floresta acompanha o percurso, as paisagens mudam e cada parada vira parte da história. É uma maneira diferente de sentir a Amazônia”, conta o Instrutor de Pilotagem Vinicius Lisboa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Turismo, aventura e pertencimento</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para a Braga Motos, iniciativas como a expedição também ajudam a fortalecer a comunidade de motociclistas da região e a estimular novos olhares sobre o turismo no Norte.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Existe algo muito especial em reunir pessoas que compartilham a mesma paixão e, ao mesmo tempo, apresentar o nosso território de outra perspectiva. Queremos que mais motociclistas olhem para o mapa da Amazônia e percebam quantas histórias ainda podem viver por aqui”, destaca Suammy Saiury, Gerente de Marketing da Braga Motos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Chegar à Linha do Equador marcou o destino da expedição, mas não necessariamente o ponto alto da experiência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O momento da chegada é inesquecível, mas a viagem é feita de tudo o que acontece antes: a estrada, os desafios, as conversas e as paisagens. No fim, a primeira pergunta já era qual seria o próximo destino”, resume o Instrutor de Pilotagem Vinicius Lisboa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">LEIA MAIS:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Turismo sustentável transforma experiência na Amazônia e fortalece conservação da floresta</p>
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		<title>Expedição leva cinema e oficinas audiovisuais a comunidades ribeirinhas da Amazônia</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cotidiano/expedicao-leva-cinema-e-oficinas-audiovisuais-a-comunidades-ribeirinhas-da-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 18:39:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Moradores de Borba e Nova Olinda do Norte, no interior do Amazonas, terão acesso a uma programação gratuita de cinema e formação audiovisual. A iniciativa amplia o acesso à cultura em comunidades onde os desafios logísticos ainda limitam esse tipo de atividade. O Coletivo Vozes da Periferia realiza o projeto “Projetando o Madeira: Circuito Audiovisual” [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Moradores de Borba e Nova Olinda do Norte, no interior do Amazonas, terão acesso a uma programação gratuita de cinema e formação audiovisual. A iniciativa amplia o acesso à cultura em comunidades onde os desafios logísticos ainda limitam esse tipo de atividade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Coletivo Vozes da Periferia realiza o projeto “Projetando o Madeira: Circuito Audiovisual” com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A programação reúne exibições dos filmes <em>Rio 2</em>, <em>WALL-E</em> e <em>Amazônia – O Despertar da Florestania</em>. Além disso, oferece a oficina “Olhar Ribeirinho”, voltada à produção audiovisual com dispositivos móveis.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Programação passa por Borba e Nova Olinda do Norte</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A expedição começa em 13 de julho, quando a equipe segue para Borba. As atividades ocorrerão nos dias 14 e 15 de julho.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A oficina “Olhar Ribeirinho” será realizada às 9h, no Centro Cultural São Sebastião. Já as sessões de cinema começam às 18h, no Centro de Eventos Bráulio Motta.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, no dia 16 de julho, a equipe viajará para Nova Olinda do Norte. O município receberá a programação nos dias 17 e 18 de julho. As oficinas ocorrerão às 9h, no Centro de Convivência. Enquanto isso, as exibições de filmes acontecerão às 18h, na Praça Valdeque Martins.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Projeto incentiva moradores a contarem suas histórias</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o idealizador Ernan Passos, a iniciativa amplia o acesso ao audiovisual e incentiva os moradores das comunidades ribeirinhas a registrarem suas próprias vivências.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O Rio Madeira sempre foi um caminho por onde circulam pessoas, mercadorias e histórias. Queremos que ele também seja um caminho para a circulação da cultura e do audiovisual. Mais do que exibir filmes, queremos incentivar as comunidades a registrarem suas próprias histórias e fortalecerem sua identidade por meio do cinema”, enfatizou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Formação deixa legado para as comunidades</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Além das sessões de cinema, o projeto oferecerá recursos de acessibilidade comunicacional. Entre eles estão legendas descritivas e tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Dessa forma, a programação alcançará um público ainda maior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ernan Passos coordena o projeto. Daniel Ramos responde pela coordenação financeira e pela produção. Victor Cabral conduz as oficinas e coordena a acessibilidade. Já Neide Barbosa atua na logística e na mobilização comunitária.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Ernan Passos, a proposta vai além da programação cultural.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Queremos deixar uma semente. Quando uma pessoa aprende que pode produzir um vídeo com o próprio celular e contar a história da sua comunidade, ela passa a enxergar o audiovisual como uma ferramenta de memória, educação e transformação social”, explicou o idealizador.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Coletivo fortalece cultura e inclusão</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Fundado em 2023, o Coletivo Vozes da Periferia atua na Zona Leste de Manaus. O Ministério da Cultura reconhece a organização como Ponto de Cultura.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além de desenvolver ações nas áreas de cultura, educação, esporte, justiça social e justiça climática, o coletivo promove iniciativas voltadas à formação de jovens e ao fortalecimento das comunidades. Entre os projetos estão o I Circuito Vozes da Periferia (2023), o Festival Vozes da Periferia – II Edição (2024) e o Programa de Capacitação Empreendedora Afro-Queer (2025). Assim, a organização amplia o acesso à cultura e fortalece jovens negros, periféricos e LGBTQIAPN+.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
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		<title>Joana Darc e Aldenor Lima lançam ExpediCÃO BR-319 pelo Amazonas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/joana-darc-e-aldenor-lima-lancam-expedicao-br-319-pelo-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 20:47:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A deputada estadual Joana Darc (UB), o vereador de Manaus Aldenor Lima (UB) e a Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet) iniciam nesta terça-feira (2) a ExpediCÃO BR-319. A ação percorrerá a rodovia que liga Manaus ao sul do Amazonas, levando serviços voltados à proteção animal e reforçando a importância da estrada para a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A deputada estadual Joana Darc (UB), o vereador de Manaus Aldenor Lima (UB) e a Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet) iniciam nesta terça-feira (2) a ExpediCÃO BR-319. A ação percorrerá a rodovia que liga Manaus ao sul do Amazonas, levando serviços voltados à proteção animal e reforçando a importância da estrada para a integração e o desenvolvimento da região.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A expedição partirá da capital amazonense e seguirá por municípios, comunidades e pontos estratégicos da BR-319. O destino final será o município de Humaitá, onde ocorrerá uma ação do Castramóvel.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Expedição une proteção animal e defesa da BR-319</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Joana Darc, a iniciativa reúne duas pautas consideradas essenciais para o Amazonas: a defesa da BR-319 e a ampliação das políticas públicas voltadas à causa animal.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A parlamentar destacou que a rodovia representa um direito da população amazonense e afirmou que a expedição permitirá mostrar a realidade enfrentada diariamente por milhares de moradores da região.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a ação levará serviços do Castramóvel para municípios que necessitam de atendimento veterinário especializado.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Castramóveis vão atender municípios do sul do estado</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Durante o percurso, dois Castramóveis acompanharão a comitiva. Os veículos são fruto de emendas parlamentares destinadas pela deputada Joana Darc para ampliar o acesso à castração de cães e gatos no interior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os atendimentos serão realizados mediante agendamento prévio pelo aplicativo da Sepet nos municípios de Humaitá, Manicoré e Lábrea.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa busca atender tutores que enfrentam dificuldades para acessar os serviços oferecidos na capital. Desde a criação do programa, em 2021, mais de 75 mil animais já foram castrados no Amazonas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Equipe vai percorrer pontos estratégicos da rodovia</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A programação inclui visitas a locais considerados fundamentais para a mobilidade na BR-319.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os pontos previstos estão as pontes Capitari e Curuçá, no Careiro da Várzea, as pontes Autaz Mirim, Araçá e Paraná do Castanho Mirim, além da travessia do rio Igapó-Açu e da Comunidade Realidade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A expedição também passará pelo chamado trecho do meio da BR-319, considerado um dos maiores desafios para quem depende da rodovia.</p>
<h2 class="wp-block-heading">População poderá apresentar demandas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da viagem, a equipe visitará o Mercado da Gutierrez, no Careiro da Várzea, e o Mercado Municipal de Careiro Castanho.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também estão previstos encontros com moradores, produtores rurais, comerciantes e lideranças comunitárias para ouvir reivindicações e registrar os impactos da rodovia no cotidiano da população.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o vereador Aldenor Lima, ouvir os moradores é essencial para construir políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades da região.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Expedição vai registrar condições da BR-319</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Além dos atendimentos veterinários, a ExpediCÃO BR-319 terá como objetivo documentar as condições atuais da rodovia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A equipe irá registrar desafios enfrentados pelas comunidades e destacar a importância dos investimentos em infraestrutura para melhorar a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos amazonenses.</p>
<h2 class="wp-block-heading">BR-319 é vista como vetor de desenvolvimento</h2>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Joana Darc, a BR-319 representa muito mais do que uma ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo a deputada, a estrada tem impacto direto no acesso à saúde, educação, segurança, turismo, geração de emprego e desenvolvimento econômico.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A parlamentar afirmou que a população da Amazônia precisa de mais integração e que a rodovia desempenha papel fundamental nesse processo.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Deputados cobram recuperação da BR-319 após visita de Lula ao AM</p>
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		<title>Expedição leva atendimento em saúde a ribeirinhos de Rondônia</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-rondonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 18:53:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma manhã tranquila de maio, centenas de pessoas se agrupavam em torno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Calama, um distrito da capital rondoniense, Porto Velho. Elas aguardavam as equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que prestariam atendimento em diversas áreas, em especial de saúde. A iniciativa, na sexta edição, foi um momento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma manhã tranquila de maio, centenas de pessoas se agrupavam em torno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Calama, um distrito da capital rondoniense, Porto Velho. Elas aguardavam as equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que prestariam atendimento em diversas áreas, em especial de saúde.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A iniciativa, na sexta edição, foi um momento em que as comunidades ribeirinhas de Porto Velho puderam ter acesso aos mais diversos serviços. A maioria deles inexistente nas proximidades ou, quando disponível, só por meio de viagens extenuantes, que podem durar até nove horas.</p>
<p>A iniciativa foi promovida entre os dias 20 e 24 de maio, pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Pesquisa e Conhecimento de Excelência da Amazônia Ocidental e Oriental (INCT-CONEXAO), rede nacional e internacional de pesquisadores, instituições científicas, empresas e organizações sociais, em parceria com a faculdade Afya São Lucas, de Porto Velho. No barco, mais de 100 pessoas, entre estudantes, professores e pesquisadores, realizaram ações voltadas à saúde, educação e cidadania.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Porto Velho - 31/05/2026 - Sexta edição da expedição Ciência, Saúde e Cidadania, que presta atendimento em Calama, distrito de Porto Velho (RO). Foto: Nubia Abe&#13;&#10;" title="Nubia Abe"/></p>
<p>Sexta edição da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que presta atendimento em Calama, distrito de Porto Velho (RO) &#8211; Foto: Nubia Abe</p>
<p>A expedição percorreu o Rio Madeira, na região conhecida como Baixo Madeira, visitando as comunidades de Calama, Nazaré e São Carlos e levando atendimento direto à população, além de atividades educativas e científicas. Nos dois primeiros dias, o barco atracou em Calama, a maior comunidade da região, onde vivem cerca de 2,3 mil pessoas.</p>
<p>Uma das pessoas que aguardavam atendimento é a agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis, de 52 anos, moradora da comunidade Gleba Rio Preto. À Agência Brasil ela contou que para chegar ao local de atendimento levou mais de duas horas e meia navegando pelo rio em uma rabeta (tipo de embarcação pequena). Mas, antes, até chegar à beira do rio, levou mais de duas horas, percorrendo a cavalo uma estrada de cerca de 12 quilômetros (km).</p>
<p>“Para a gente vir no posto para fazer exame de malária, um exame comum, a gente tem que vir até Calama. É essa a dificuldade, sair de lá para ser atendida e, quando vem um barco desse, com todo tipo de exame e de consulta, a gente tem que aproveitar. Até porque nem sempre a gente fica sabendo. Como é longe, a gente tem essa dificuldade e, às vezes, quando a gente chega, o barco já foi embora”, relatou.</p>
<p>Para conseguir chegar à comunidade de Calama, Vânia contou com a ajuda de uma vizinha, a mesma que fez o aviso da chegada do barco.</p>
<p>“Ela soube e eu falei assim: avisa o dia certinho que a gente vai. Eu vim para a casa dela um dia antes e de lá a gente saiu, porque é muito longe. Se eu fosse sair de casa, eu teria que sair meia-noite para chegar aqui umas 7h, e era capaz de nem ter mais vagas”, continuou.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780253621_91_Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Porto Velho - 31/05/2026 -  A agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis  faz exames oftalmológicos disponibilizados pela expedição Ciência, Saúde e Cidadania.Foto: Nubia Abe&#13;&#10;" title="Nubia Abe"/></p>
<p>A agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis faz exames oftalmológicos disponibilizados pela expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania &#8211; Foto: Nubia Abe</p>
<p>No dia anterior, a agricultora familiar já havia feito o mesmo trajeto para se consultar.</p>
<p>“Ontem eu vim ser atendida por odontologia e o clínico geral, passei também no dentista, por aqui tudo, passei nas belezas também”, disse, se referindo ao atendimento em estética, um dos serviços prestados à população. “Passei também ou também no oftalmologista. Eu sofro da vista desde jovem e como eu mexo com animal, eu andando de cavalo, meu óculos caíam e quebraram”, completou.</p>
<p>Nesta edição, os exames de vista foram os mais procurados, a partir de demandas prévias da população e dada a falta de oftalmologistas para atender as comunidades ribeirinhas. Mais de 200 atendimentos oftalmológicos foram realizados ao longo da ação. Além disso, uma parceria com uma ótica de Porto Velho resultou na doação de 300 óculos de grau.</p>
<p>“Eu consegui e vão sair os óculos que vou receber no dia 12 [de junho]”, comemorou Vânia.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780253621_234_Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Porto Velho - 31/05/2026 - A dona de casa Edna Miranda de Sousa e a neta Bianca Sousa de Castro foram atendidas por equipes da expedição Ciência, Saúde e Cidadania. Foto: Nubia Abe&#13;&#10;" title="Nubia Abe"/></p>
<p>A dona de casa Edna Miranda de Sousa e a neta Bianca Sousa de Castro foram atendidas por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania &#8211; Foto: Nubia Abe</p>
<p>Quem também buscou atendimento foi a dona de casa Edna Miranda de Sousa, de 52 anos, que levou a neta Bianca Sousa de Castro, de 5 anos. Moradora da comunidade São Francisco, nas proximidades de Calama, ela contou que na comunidade onde vive não tem posto de saúde, apenas uma escola de ensino fundamental.</p>
<p>“Eu queria saber se ela está com anemia ou alguma coisa, fazer um acompanhamento médico. A Bianca também reclama de pequenas manchas no corpo e pequenas verrugas nas pálpebras”, relatou. “Dói o olho e coça, coça bem muito, bem muito”, resumiu a menina.</p>
<p>O atendimento prestado para Edna e Bianca mostra como foi o esquema programado para atender a população ribeirinha. O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, disse que a operação foi montada para atender a demanda espontânea das comunidades.</p>
<p>Segundo Oliveira, quem chegava lá passava primeiramente por uma triagem para identificar o tipo de atendimento. Nessa etapa, já eram aferidos o peso, altura, índice de massa corporal (IMC), pressão arterial e outras necessidades do paciente. Na sequência, a pessoa era direcionada para o atendimento indicado.</p>
<p>“Dividimos o fluxo essencial pensando nos atendimentos que estamos trazendo, tanto atendimento médico, enfermagem, oftalmológico, biomédico, nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, educação física e a área jurídica também”, disse. “Mas, se hoje a prioridade dele [paciente] é a consulta médica, então primeiro ele passa na consulta médica e depois é encaminhado para o oftalmo”, disse.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780253621_691_Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Porto Velho - 31/05/2026 -O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, conversa com o venezuelano Luiz Antônio Prado, durante  atendimento na expedição Ciência, Saúde e Cidadania. Foto: Nubia Abe&#13;&#10;" title="Nubia Abe"/></p>
<p>O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, conversa com o venezuelano Luiz Antônio Prado, durante atendimento na expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania &#8211;  Foto: Nubia Abe</p>
<p>Para prestar todo esse atendimento, a Afya disponibilizou uma série de equipamentos, a exemplo de cadeiras odontológicas, instrumentos para diagnosticar a saúde ocular e equipamentos para exames laboratoriais, com coleta de material e resultado de alguns exames saindo quase que imediatamente. Todo o equipamento transportado no barco da expedição.</p>
<p>Quem gostou foi o pequeno Azafi Pitangui, que recebeu atendimento odontológico, para retirada de cárie e limpeza dental. Morador de Calama, ele ficou empolgado com os atendimentos.</p>
<p>“Gostei do dentista, mas não chorei, não! Ele só colocou a massinha três vezes e depois não saiu, não”, relatou o pequeno, que disse ainda querer ser médico. “Porque é muito legal ajudar as outras pessoas, é bom e faz bem.”</p>
<h2>Distância é desafio</h2>
<p>Para o estudante de odontologia Jonatas Ponce, a participação na expedição foi uma oportunidade de aprendizado e de contato com uma realidade desafiadora. Auxiliando as crianças a fazerem escovação dental de maneira correta, Jonatas se disse espantado com o cenário de dificuldade de acesso a itens comuns, como escovas de dente, creme dental, medicações e água tratada e fluoretada.</p>
<p>&#8220;A logística é muito complicada. Para o atendimento, eu mesmo trouxe apenas uma pequena mochila com roupa, o resto foi tudo material, instrumental, medicamento, porque a gente sabe que as pessoas às vezes não têm acesso a coisas consideradas básicas, como uma farmácia, onde você compra lá uma dipirona, ibuprofeno, etc. E aqui é difícil, o acesso para eles é muito restrito, depende do meio fluvial.”</p>
<p>A distância é um grande desafio para o atendimento das comunidades ribeirinhas de Porto Velho e da Amazônia, de maneira geral. Com uma área territorial de 34.090,952 quilômetros quadrados, Porto Velho é a maior capital em extensão territorial do país, sendo maior que os estados do Alagoas e Sergipe, e até maior que países inteiros, como a Bélgica.</p>
<p>Em linha reta, a distância entre a sede administrativa do município e Calama, a principal comunidade ribeirinha, supera os 200 km e cruza a floresta. A principal forma de deslocamento é a fluvial, com trajetos que podem levar de nove a 15 horas, dependendo do sentido – subindo ou descendo o Rio Madeira.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780253621_882_Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Porto Velho - 31/05/2026 - " title="Nubia Abe"/></p>
<p>Moradores de Calama, distrito de Porto Velho (RO), e regiões próximas são atendidos por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania &#8211; Foto: Nubia Abe</p>
<p>Uma alternativa é cruzar a divisa com o Amazonas se dirigindo Humaitá, em uma viagem que pode cerca de duas horas e meia. De lá, pegar uma embarcação para subir o Rio Madeira. A viagem leva cerca de uma hora e 20 minutos a bordo do tipo mais rápido de embarcação, conhecido como voadeira.</p>
<p>No caminho, a embarcação passa por pequenas comunidades em que ribeirinhos vivem praticamente isolados e cujo meio de transporte para resolver todas as tarefas do dia a dia é o barco.</p>
<p>Grandes balsas também cruzam com os pequenos barcos. Elas levam caminhões com soja e outros produtos do agronegócio. Também transportam outros tipos de mercadoria. Durante o trajeto, também é possível observar dragas pertencentes ao garimpo ilegal, que passam impunemente.</p>
<p>Diante desse cenário, é fácil entender por que o deslocamento é um grande gargalo para essas populações. É o caso do venezuelano Luiz Antônio Prado, de 32 anos, que mora há nove anos em Glebas, uma comunidade próxima de Calama. À Agência Brasil, ele relatou a rotina de dificuldades para a população ter acesso à saúde.</p>
<p>“[Para] quem que mora na beira do rio e tem uma emergência fica difícil. Tem que colocar na voadeira. E nem sempre tem um ‘motorista’”, disse. &#8220;Para eu sair daqui para a cidade é muito difícil.&#8221;<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780253622_277_Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Porto Velho - 31/05/2026 - " title="Nubia Abe"/></p>
<p> O venezuelano Luiz Antônio Prado e a filha Gorete Maria Prado foram atendidos por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania &#8211; Foto: Nubia Abe</p>
<p>Em muitas ocasiões, o destino da população é procurar o município amazonense de Humaitá, mais próximo da comunidade que o centro de Porto Velho. Sentindo uma espécie de taquicardia, Luiz Antônio se consultou para saber qual o seu problema.  </p>
<p>Ele estava acompanhado da filha, Gorete Maria Prado, de 15 anos, que é diabética e que recebeu acompanhamento para controlar a doença.</p>
<p>“Minha glicose estava acima de 600 e eu cheguei e já e me colocaram rapidinho no atendimento, começaram a me tratar”, contou a adolescente, que prometeu seguir as orientações médicas para controlar o diabetes.</p>
<p>Além das consultas, avaliações e exames na proximidade da UPA, as equipes da expedição realizaram ainda atendimentos domiciliares para a população com dificuldade de locomoção, como no caso do ex-seringueiro Manoel Dourado da Silva, de 88 anos. O ribeirinho sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e tem dificuldade de mover o lado direito do corpo. Com os pés inchados e pressão alta, o idoso também tem problemas de audição e desenvolveu diabetes.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780253622_343_Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Porto Velho - 31/05/2026 - " title="Nubia Abe"/></p>
<p>O ex-seringueiro Manoel Dourado da Silva é atendido por equipes da expedição Ciência, Saúde e Cidadani &#8211; Foto: Nubia Abe</p>
<p>Atendido pela equipe de saúde da expedição, comandada pelo médico e professor da Afya São Lucas Gabriel Aurélio de Paiva, Manoel teve a pressão aferida e recebeu medicação para pressão e diabetes. As instruções foram passadas para a filha dele, Maria Aires, com quem ele mora.</p>
<p>“É muito bom quando as pessoas vêm, porque aqui é difícil ter um acompanhamento médico, porque ele não pode mais caminhar e daqui até lá [local do atendimento] é uma distância. As pessoas querem levar de moto, mas ele não consegue, porque  tem uma perna que não mexe direito”, disse Maria, que foi fazer uma consulta para controlar o diabetes.</p>
<p>O professor confirmou que os atendimentos mostraram que existe uma grande parcela da população que sofre com pressão alta e diabetes.</p>
<p>“O básico que a gente tem mais visto é a famosa diabetes, pressão alta também tem demais, é meio descompensado. Pode ser uma falha de comunicação entre  médicos e pacientes, já que muitas das vezes eles têm a receita mas não tomam medicamento, muitas vezes por questão de tradição. Eles acham que apenas tomar um chá vai resolver o problema e só tomam a medicação quando estão passando muito mal. Daí que a gente tem que ficar reforçando a questão do cuidado”, disse.<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1780253622_992_Expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-Rondonia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Porto Velho - 31/05/2026 -  Médico e professor da Afya São Lucas Gabriel Aurélio de Paiva comanda equipe de saúde da expedição Ciência, Saúde e Cidadania. Foto: Nubia Abe" title="Nubia Abe"/></p>
<p>O médico e professor Gabriel Aurélio de Paiva (de pé à esquerda) comanda a equipe de saúde da expedição Ciência, Saúde e Cidadania &#8211; Foto: Nubia Abe</p>
<p>O professor contou à Agência Brasil que antes da expedição juntou um grupo de estudantes para pensar e planejar a atuação da equipe. Segundo ele, iniciativas como essa são uma grande oportunidade para os estudantes &#8220;saírem da bolha&#8221; e encontrarem o “mundo real”.</p>
<p>“Para os alunos é uma experiência, enfim, do mundo real. É um mundo real, porque lá no ambulatório eles ficam numa bolha muito grande. Eu orientei eles, disse que a gente faria um atendimento básico, fazer acompanhamento junto com o ACS [agente comunitário de saúde]. E, toda vez que tem essa oportunidade, eu sempre trago eles, para eles verem que tem outra realidade além daquela que eles vivem todo dia”, afirmou.</p>
<p><em>*O repórter viajou a convite da faculdade Afya</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/expedicao-leva-atendimento-em-saude-a-ribeirinhos-de-rondonia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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