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	<title>famílias Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>famílias Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Residencial Maués completa um ano e transforma vida de 72 famílias</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/residencial-maues-completa-um-ano-e-transforma-vida-de-72-familias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:32:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Parque Residencial Maués, construído pelo Governo do Amazonas por meio do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), completou um ano de funcionamento. O empreendimento beneficiou 72 famílias que viviam em áreas de risco de alagação nas comunidades da Sharp, na zona leste, e Manaus 2000, na zona sul da capital. Desde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Parque Residencial Maués, construído pelo Governo do Amazonas por meio do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), completou um ano de funcionamento. O empreendimento beneficiou 72 famílias que viviam em áreas de risco de alagação nas comunidades da Sharp, na zona leste, e Manaus 2000, na zona sul da capital.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Desde a entrega das unidades habitacionais, os moradores passaram a viver em um ambiente seguro, com infraestrutura adequada e acesso a serviços essenciais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Moradores celebram nova realidade</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A cacica da etnia Kokama, Irlane Lima, de 48 anos, conta que a mudança trouxe mais tranquilidade para sua família.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, a antiga residência sofria com alagações frequentes e a presença de ratos, baratas e outros animais peçonhentos. Hoje, vivendo em um apartamento no residencial, afirma que conquistou mais segurança e qualidade de vida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outra beneficiada é a dona de casa Eliza Soares, de 33 anos. Ela, o marido Ricardo Oliveira, de 42 anos, e os dois filhos deixaram para trás os constantes alagamentos da Comunidade da Sharp.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“É uma verdadeira transformação de vida. Agora estamos vivendo uma nova história com muitos momentos felizes”, afirmou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Prosamin+ já reassentou mais de 3 mil famílias</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), o Prosamin+ já reassentou mais de 3 mil famílias desde 2019.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O programa atende moradores de áreas de risco localizadas ao longo do Igarapé do Quarenta e oferece diferentes soluções habitacionais, incluindo apartamentos, indenizações e alternativas de moradia conforme o perfil de cada família.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao longo desse período, cerca de 15 mil pessoas passaram a viver em locais mais seguros e com melhores condições urbanas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Habitação garante dignidade e qualidade de vida</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O engenheiro civil Marcellus Campêlo, que esteve à frente da Sedurb e da UGPE durante a execução do projeto, destacou a importância dos investimentos em habitação social.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, a entrega de moradias seguras representa mais dignidade, qualidade de vida e perspectivas de futuro para as famílias beneficiadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Campêlo ressaltou ainda que os empreendimentos do Prosamin+ contam com infraestrutura completa, incluindo abastecimento de água tratada, rede de esgoto, pavimentação e coleta regular de lixo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Residencial Maués oferece estrutura moderna</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Residencial Maués possui 72 apartamentos com área de 50,33 metros quadrados. Cada unidade conta com dois quartos, sala de estar, cozinha, banheiro, varanda e uma vaga de estacionamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O empreendimento foi planejado para oferecer conforto e acessibilidade, além de estar localizado próximo a escolas, unidades de saúde, transporte público e áreas comerciais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Apartamentos contam com diferenciais</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais diferenciais das unidades entregues pelo Prosamin+ estão os apartamentos mais amplos, a existência de imóveis adaptados para Pessoas com Deficiência (PcDs), varandas privativas e vagas de garagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro avanço destacado pelo programa é a entrega da titularidade do imóvel no momento em que as famílias recebem as chaves. A medida garante segurança jurídica e estabilidade patrimonial aos beneficiários.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com um ano de funcionamento, o Residencial Maués se consolida como um dos empreendimentos habitacionais que contribuíram para retirar famílias de áreas vulneráveis e ampliar a qualidade de vida de moradores de Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Concurso do Ipaam divulga resultado final para candidatos PcD no Amazonas</p>
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		<title>Sanear Amazônia avança e leva tecnologias sociais a 3 mil famílias</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/sanear-amazonia-avanca-e-leva-tecnologias-sociais-a-3-mil-familias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 20:51:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 20 e 22 de maio, o município de Curralinho, no arquipélago do Marajó (PA), recebeu a Oficina de Formação em Tecnologias Sociais de Acesso à Água e Inclusão Produtiva. O encontro reuniu entidades executoras, equipes técnicas e parceiros do Programa Sanear Amazônia com Inclusão Produtiva. A atividade foi realizada pelo Memorial Chico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 20 e 22 de maio, o município de Curralinho, no arquipélago do Marajó (PA), recebeu a Oficina de Formação em Tecnologias Sociais de Acesso à Água e Inclusão Produtiva. O encontro reuniu entidades executoras, equipes técnicas e parceiros do Programa Sanear Amazônia com Inclusão Produtiva.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A atividade foi realizada pelo Memorial Chico Mendes, com apoio do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Além disso, a oficina marcou o alinhamento da nova etapa do programa após a formalização de contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do Fundo Amazônia.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Programa amplia acesso à água e inclusão produtiva</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Sanear Amazônia prevê a ampliação de tecnologias sociais de acesso à água e saneamento em comunidades tradicionais da Amazônia Legal. Ao mesmo tempo, o programa integra ações de inclusão produtiva voltadas à segurança alimentar, geração de renda e fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o presidente do Memorial Chico Mendes, Adevaldo Dias, a iniciativa deve alcançar mais de 3.600 famílias.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“As tecnologias sociais permitem levar às comunidades extrativistas da Amazônia água segura, saneamento, com banheiros e destinação dos resíduos e a inclusão produtiva. Mais de 3.600 famílias, cerca de 20 mil extrativistas, serão beneficiados nessa nova fase do Sanear. As executoras reunidas nestes dias estão contratadas pelo Memorial e habilitadas para atuar em cinco estados da Amazônia, levando esse importante trabalho”, declarou Adevaldo Dias.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Oficinas fortalecem integração entre equipes executoras</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Durante a programação, representantes das organizações executoras participaram de atividades de alinhamento institucional, debates metodológicos e troca de experiências. Além disso, as equipes realizaram vivências práticas sobre a implementação das tecnologias sociais nos territórios amazônicos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para Michele Monteiro, da Sociedade, Meio Ambiente, Educação, Cidadania e Direitos Humanos (SOMECDH), o encontro fortalece a execução do programa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Para a nossa instituição, a oficina foi significativa. É importante alinhar as expectativas dos parceiros, o que vamos ver e trocar experiências nos ajuda a ter uma visualização melhor dos territórios em que vamos atuar”, explicou Michele Monteiro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Projeto reforça desenvolvimento sustentável na Amazônia</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Além das discussões técnicas, a oficina abordou instrumentos operacionais e de monitoramento. Dessa forma, o programa busca fortalecer a integração entre organizações executoras, equipes técnicas e comunidades atendidas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Vitória Régia também destacou a importância da troca de experiências. Segundo o presidente da entidade, Alex Keuffer, o trabalho deve ampliar o impacto local.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O Instituto vai atuar aqui na região de Curralinho, levando tecnologias sociais agregadas com a inclusão produtiva e essa troca de experiências e saberes vai nos permitir realizar um trabalho mais acessível e de mais qualidade nas comunidades”, explicou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Rede de instituições executa ações do programa</h2>
<p class="wp-block-paragraph">As ações do Sanear Amazônia serão executadas por organizações selecionadas por meio de edital de chamada pública. Assim, o programa fortalece uma rede de atuação territorial voltada ao acesso à água, dignidade e desenvolvimento sustentável.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as instituições executoras estão: Instituto de Desenvolvimento Humano, Social e Ambiental (Desenvolver), Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha de São Salvador (ATAISS), Associação de Mulheres do Baixo Cajari (AMBAC), Instituto Vitória Régia (IVR), Associação Nossa Amazônia (ANAMA), Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Sociedade, Meio Ambiente, Educação, Cidadania e Direitos Humanos (SOMECDH), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Associação dos Moradores Agroextrativistas da Gleba Joana Peres II – Rio Pacajá (AMAGJOPP), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Ágata e Associação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (ABRADESA).</p>
<h2 class="wp-block-heading">Como funciona o Sanear Amazônia</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O programa tem como objetivo garantir acesso à água potável em comunidades extrativistas da Amazônia. Para isso, utiliza tecnologias sociais como o Sistema de Acesso à Água Pluvial Multiuso Comunitário e o Sistema de Acesso à Água Pluvial Multiuso Autônomo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O processo de implantação ocorre em etapas. Primeiro, o programa realiza mobilização, seleção e cadastramento das famílias. Em seguida, promove capacitações em saneamento, saúde ambiental e construção das estruturas físicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por fim, ocorre a instalação dos sistemas, que incluem caixa d’água elevada, banheiros, fossas e redes de distribuição de água.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Memorial Chico Mendes</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Memorial Chico Mendes, fundado em 1996 pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), atua na preservação do legado do ambientalista Chico Mendes. Além disso, desenvolve projetos sociais e ambientais voltados ao fortalecimento das comunidades extrativistas e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais: </p>
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		<title>Explosão no Jaguaré: famílias aguardam definições sobre atendimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 23:19:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Duas pessoas morreram e ao menos outras duas se feriram na explosão do último dia 11. Governo e judiciário responsabilizam concessionárias Sabesp e Comgas pelo desastre. Passada uma semana da explosão que afetou cerca de 150 imóveis no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, deixando dois mortos, as famílias afetadas aguardam definição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Duas pessoas morreram e ao menos outras duas se feriram na explosão do último dia 11. Governo e judiciário responsabilizam concessionárias Sabesp e Comgas pelo desastre.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Explosao-no-Jaguare-familias-aguardam-definicoes-sobre-atendimento.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Passada uma semana da explosão que afetou cerca de 150 imóveis no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, deixando dois mortos, as famílias afetadas aguardam definição das condições que terão para reconstruir suas vidas. O Ministério Público (MP) esteve ontem (18) na comunidade atingida e colheu depoimentos das famílias, que servirão de referência para definir medidas de urgência no atendimento.</p>
<p>Também ocorreu ontem, na sede do Ministério Público (MP), reunião com representantes do governo e empresas que traçou um quadro da dimensão do impacto: 744 pessoas receberam um auxílio emergencial e pelo menos 51 moradias estão inabitáveis, mas não há uma definição clara sobre quando as vidas dos atingidos voltarão ao normal. </p>
<p>Segundo o MP o relato dos representantes das concessionárias &#8211; COMGAS e SABESP &#8211; e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) tem como prioridade essa semana o retorno das crianças abrigadas em hotéis para a escola.</p>
<p>O governo estadual informou, no último domingo, que 293 imóveis foram vistoriados por técnicos e engenheiros e que as reformas foram iniciadas em 123 imóveis que sofreram avarias leves. As reformas são custeadas pelas concessionárias. Defesa Civil e as empresas tinham previsão de concluir a lista de imóveis interditados até essa segunda-feira, o que ainda não foi confirmado pelos órgãos.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-05/explosao-no-jaguare-familias-aguardam-definicoes-sobre-atendimento" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Explosão em SP: 86 imóveis são liberados para retorno das famílias</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/explosao-em-sp-86-imoveis-sao-liberados-para-retorno-das-familias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:48:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dos 105 imóveis vistoriados no bairro do Jaguaré, na capital paulista, 86 foram liberados para o retorno das famílias. Cinco imóveis foram completamente interditados e outros 14 tiveram interdição cautelar. O balanço inclui as vistorias realizadas até o fim da noite desta terça-feira (12) pelos os técnicos da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dos 105 imóveis vistoriados no bairro do Jaguaré, na capital paulista, 86 foram liberados para o retorno das famílias. Cinco imóveis foram completamente interditados e outros 14 tiveram interdição cautelar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Explosao-em-SP-86-imoveis-sao-liberados-para-retorno-das.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O balanço inclui as vistorias realizadas até o fim da noite desta terça-feira (12) pelos os técnicos da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), após a explosão que atingiu parte da tubulação de gás da Comgás.</p>
<p>Sabesp e Comgás acompanharam as visitas para as avaliações de danos e ressarcimento das famílias a eventuais prejuízos. O trabalho integrado para a vistoria e avaliação de imóveis nas demais ruas afetadas pela explosão recomeça na manhã desta quarta-feira (13).</p>
<p>As casas vistoriadas foram catalogadas em quatro níveis, de acordo com o risco: no Verde, o imóvel está liberado e as famílias podem retornar imediatamente, que foi o caso das 86 residências liberadas.</p>
<p>O Amarelo significa que as famílias podem retirar seus pertences; no Laranja, terão que ser acompanhados pela Defesa Civil para fazer a retirada de roupas e pertences (14 residências), e no Vermelho, a residência ficará totalmente interditada em função do alto risco de desabamento (5 residências).</p>
<h2>Histórico</h2>
<p>Residências da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, foram atingidas por uma explosão por volta das 16h de segunda-feira (11). Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás em suas casas cerca de três horas antes da explosão, que matou um homem de 49 anos e levou à interdição inicial de 46 casas. Outras três pessoas ficaram feridas.</p>
<p>Desde o acidente, equipes da Defesa Civil de São Paulo e das concessionárias realizam vistorias. De acordo com a Sabesp e Comgás, até a tarde de ontem), 194 pessoas tinham sido cadastradas para receber auxílio emergencial imediato, ampliado para R$ 5 mil. As famílias também estão sendo acolhidas em hotéis.</p>
<p>De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, das três pessoas feridas na explosão, uma recebeu atendimento no Hospital Universitário da USP. A segunda vítima segue no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em quadro estável. O terceiro paciente está em estado grave no Hospital Regional de Osasco.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-05/explosao-em-sp-86-imoveis-sao-liberados-para-retorno-das-familias" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Famílias atingidas por explosão receberão auxílio inicial de R$ 2 mil</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/familias-atingidas-por-explosao-receberao-auxilio-inicial-de-r-2-mil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 15:11:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As empresas Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), envolvidas na explosão que aconteceu na tarde de segunda-feira (11), no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, informam que vão pagar o valor de R$ 2 mil para as famílias atingidas pelo acidente. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), envolvidas na explosão que aconteceu na tarde de segunda-feira (11), no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, informam que vão pagar o valor de R$ 2 mil para as famílias atingidas pelo acidente.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Familias-atingidas-por-explosao-receberao-auxilio-inicial-de-R-2.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Segundo as empresas, trata-se de um “valor emergencial, para ajuda de custo enquanto fazem o levantamento de todos os prejuízos”.</p>
<p>De acordo com nota conjunta, os moradores afetados pela explosão estão recebendo assistência médica e psicológica. As famílias diretamente afetadas foram alojadas em hotéis.</p>
<p>A prefeitura de São Paulo informa que agentes estão no local da explosão, auxiliando a Sabesp e a Comgás no cadastramento das vítimas e prestando auxílio pontual quando necessário.</p>
<h2>Morte</h2>
<p>A explosão na rua Doutor Benedito de Moraes Leme, no Jaguaré, aconteceu por volta das 16h10 desta segunda-feira. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) fazia uma obra no local.</p>
<p>Segundo informações da Defesa Civil, a explosão foi causada por um problema na tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP). Pelo menos dez casas foram atingidas, um homem morreu e três pessoas ficaram feridas.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-05/familias-atingidas-por-explosao-receberao-auxilio-inicial-de-r-2-mil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Estudo revela que 53% das famílias raramente leem para criança</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/estudo-revela-que-53-das-familias-raramente-leem-para-crianca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 23:39:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo internacional desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado nesta terça-feira (5) aponta que 53% das famílias brasileiras nunca ou raramente leem livros para suas crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola de três estados: Ceará, Pará e São Paulo. Nestas localidades, apenas 14% dos responsáveis fazem a leitura compartilhada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo internacional desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado nesta terça-feira (5) aponta que 53% das famílias brasileiras nunca ou raramente leem livros para suas crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola de três estados: Ceará, Pará e São Paulo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Estudo-revela-que-53-das-familias-raramente-leem-para-crianca.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Nestas localidades, apenas 14% dos responsáveis fazem a leitura compartilhada entre três e sete vezes por semana. Enquanto que a média internacional para essa atividade é de 54%.</p>
<p>Os dados são da publicação <em>Aprendizagem, bem-estar e desigualdades na primeira infância em 3 estados brasileiros: Evidências do International Early Learning and Child Well-being Study </em>(IELS)..</p>
<p>O coordenador do levantamento e pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE/UFRJ), Tiago Bartholo, diz que a situação é crítica inclusive nas camadas mais ricas da sociedade, onde o índice de leitura frequente não atinge sequer 25%.</p>
<p>O pesquisador entende que o ponto central é que a importância da leitura compartilhada ainda não está clara para a população como parte importante do processo de alfabetização de uma criança. Além disso, a falta deste vínculo traz impactos negativos ao desenvolvimento infantil.</p>
<p> &#8220;Essa informação ainda não está devidamente disseminada. São momentos muito importantes para o bem-estar e para o desenvolvimento das crianças.&#8221;</p>
<p>O resultado indica oportunidades para ampliar políticas intersetoriais e programas de apoio à parentalidade e para fortalecer a relação entre os parentes e as escolas de educação infantil.</p>
<p>“Nossa perspectiva é sempre pensar em família e escolas de forma conjunta, potencializando o bem-estar e o desenvolvimento das crianças”, diz Tiago Bartholo.</p>
<h2>Radiografia do estudo</h2>
<p>O estudo internacional coletou dados somente nestes três estados brasileiros &#8211; Ceará, Pará e São Paulo &#8211; devido a questões orçamentárias.</p>
<p>O levantamento está organizado em três grandes áreas do desenvolvimento de crianças de 5 anos, nas quais foram avaliados dez domínios. As áreas são:</p>
<ol>
<li>Aprendizagens fundamentais (conhecimentos básicos em linguagem e raciocínio matemático)</li>
<li>Funções executivas (processos de autorregulação que permitem o controle da atenção, de impulsos e a adaptação a demandas e regras, e avaliação da memória de trabalho, flexibilidade mental)</li>
<li>Habilidades socioemocionais relacionadas à compreensão de si e dos outros, à construção de relações sociais, como empatia, confiança e comportamento pró-social</li>
</ol>
<p>Ao todo, foi registrada a participação de 2.598 crianças, distribuídas em 210 escolas, sendo 80% delas públicas e 20% privadas das três unidades da federação.</p>
<p>A metodologia do estudo IELS-2025 coletou individualmente dados das crianças, por meio de atividades interativas e lúdicas, organizadas em jogos e histórias adequadas à faixa etária.</p>
<p>O estudo também trouxe a percepção das famílias e dos professores sobre o sobre as aprendizagens, o desenvolvimento e o comportamento das crianças. As informações são coletadas por meio de questionários específicos para cada um dos públicos.</p>
<p>Os resultados inéditos – projetados em larga escala – podem servir como apoio para o Brasil criar políticas públicas efetivas para a primeira infância e, ainda, ajustar as estratégias nas áreas da saúde, educação e proteção social.</p>
<p>Habilidades iniciais: literacia e numeracia</p>
<p>No IELS, a denominação de literacia emergente corresponde ao desenvolvimento de habilidades iniciais de linguagem (oral e de vocabulário) antes mesmo do processo formal de alfabetização.</p>
<p>Sobre este aspecto de domínio das aprendizagens fundamentais, o estudo registra que a pontuação em literacia foi a mais alta dentro da amostra brasileira e apresentou uma pontuação média de 502 pontos, ficando ligeiramente acima da média internacional, 500 pontos.</p>
<p>Neste domínio, houve pouca variação de resultados entre níveis socioeconômicos diferentes, e se concentraram em torno de um nível médio mais elevado.</p>
<p>Outra coordenadora da pesquisa do mesmo laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mariane Koslinski, explica que uma das hipóteses para esse resultado positivo está no desenvolvimento de políticas públicas mais recentes.</p>
<p>“Na literacia emergente, o Brasil foi bem porque teve várias políticas que apoiaram a alfabetização, a formação de professores e isso contribuiu, muito provavelmente, para esse resultado”, estima a pesquisadora.</p>
<p>O estudo aborda também o domínio da numeracia emergente, conceito que envolve as primeiras noções de matemática desenvolvidas pelas crianças, incluindo habilidades como contagem básica, comparação de quantidades, reconhecimento e compreensão de relações espaciais e de tempo.</p>
<p>Neste ponto, diferentemente das habilidades de linguagem, o desempenho do Brasil em habilidades matemáticas iniciais (numeracia emergente) alcançou de 456 e ficou 44 pontos abaixo da média internacional de 500 pontos.</p>
<p>Além disso, os resultados foram muito distintos entre as crianças da análise. Os resultados evidenciam desigualdades já presentes ao final da pré-escola e diferenças relevantes em numeracia.</p>
<p>Enquanto 80% das crianças de nível socioeconômico alto dominam o reconhecimento de numerais, esse índice cai para 68% entre as de grupos de baixo índice de desenvolvimento socioeconômico.</p>
<h2>Recorte racial e de gênero</h2>
<p>No estudo da OCDE, o Brasil foi o único país que fez o recorte racial dos resultados e analisou seu impacto na aprendizagem e no bem-estar das crianças.</p>
<p>Os resultados evidenciam as desigualdades que se acumulam e estão relacionadas ao gênero, raça e nível socioeconômico.</p>
<p>Meninos, pretos, pardos e indígenas e de menor nível socioeconômico enfrentam maiores dificuldades nas aprendizagens desde o fim da educação infantil.</p>
<p>Crianças pretas, de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família e de nível socioeconômico mais baixo são as que tiveram menor pontuação em quase todas as dimensões pesquisadas, em especial no domínio da memória de trabalho e noções de matemática.</p>
<p>As desigualdades no Brasil ficam mais nítidas na comparação entre crianças brancas e pretas. Crianças brancas apresentam uma vantagem de 17 pontos no domínio da linguagem e uma diferença ainda mais alarmante de 40 pontos em numeracia.</p>
<h2>Telas e aprendizado</h2>
<p>O uso de tecnologias digitais está amplamente disseminado entre as crianças pequenas nos estados pesquisados no Brasil, concluiu pela primeira vez o estudo IELS-2025.</p>
<p>Apesar do levantamento não detalhar o número de horas diárias de exposição às telas, os pais ou responsáveis pelas crianças responderam que 50,4% das crianças usam dispositivos digitais todos os dias, como computador, notebook, tablet ou celular, com exceção de televisão.</p>
<p>O percentual do Brasil – pela primeira vez divulgado – é superior ao observado na média dos países participantes do IELS, onde 46% das famílias reportaram a frequência diária no uso de telas de dispositivos digitais.</p>
<p>No Brasil, apenas 11,4% das crianças participantes do estudo nunca ou quase nunca usam “telas”.</p>
<p>Os dados do estudo reforçam a importância do uso mediado e equilibrado.</p>
<p>O pesquisador da UFRJ, Tiago Bartholo, descreve que crianças que fazem um uso diário de telas apresentam um desenvolvimento e um aprendizado médio menor em relação à compreensão de leitura, escrita e noções de matemática.</p>
<p>“Uma coisa é uma criança fazer um uso diário de 30 minutos, uma coisa muito diferente fazer um uso diário de três a quatro horas. E a gente sabe que esse tipo de comportamento existe.”</p>
<p>Outro aspecto destacado pelo estudo internacional sobre o uso de dispositivos digitais indica a baixa frequência no desenvolvimento de atividades educativas, no Brasil.</p>
<p>Cerca de 62% das crianças raramente ou nunca realizam atividades educativas em computadores, tablets ou celulares, enquanto apenas 19% os usam entre três a sete vezes por semana com este foco educativo.</p>
<h2>Crianças saem menos de casa</h2>
<p>A realização de atividades ao ar livre – como caminhadas, brincadeiras livres e outras opções de lazer – é frequente para apenas 37% das famílias, abaixo da média de 46% nos países participantes do IELS.</p>
<p>Já 29% afirmam nunca realizar esse tipo de atividade ou fazê-la menos de uma vez por semana.</p>
<p>No entanto, o estudo destaca que o acesso das crianças a atividades fora de casa, como brincadeiras ao ar livre, visitas a bibliotecas, cursos, oficinas e aulas de música, dança ou esportes, “são experiências importantes para a exploração do ambiente e para o desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional, além de contribuírem para a criatividade, a resolução de problemas e a socialização”.</p>
<p>A explicação observada no IELS pode refletir barreiras como “custo, tempo, disponibilidade local de equipamentos culturais, esportivos ou de áreas verdes e hábitos familiares.”</p>
<p>Por isso, o pesquisador da UFRJ, Tiago Bartholo, defende que a prática de atividades físicas seja oferecida primeiramente no espaço da escola e deve ser considerada importante para o desenvolvimento infantil.</p>
<p>“A prática regular de atividade física está associada com melhores indicadores de saúde física e mental e está associada com mais cognição e tem impacto brutal na memória de trabalho.”</p>
<p>No Brasil, as famílias relatam menor frequência de outras atividades e interações que estimulam o desenvolvimento das crianças, como cantar, recitar poemas ou rimas infantis, desenhar ou pintar com criança, brincar com a imaginação ou de faz de conta e contar uma história que não esteja no livro.</p>
<h2>Ouvir a criança</h2>
<p>Mais da metade das famílias (56%) relata que conversa com as crianças sobre como elas se sentem entre três e sete dias por semana. </p>
<p>Porém, esse bate-papo entre crianças e adultos brasileiros sobre emoções ocorrem com menor frequência do que na média internacional, que chega a 76%.</p>
<p>O estudo explica que, ao longo da primeira infância, conversar sobre sentimentos, compartilhar materiais ou resolver pequenos conflitos “são oportunidades importantes para que as crianças aprendam a compreender as emoções e a construir relações sociais positivas. são relevantes porque fortalecem vínculos afetivos.”</p>
<p>Os domínios relacionados à empatia apresentaram as pontuações mais elevadas em relação à média internacional, com 501 pontos em atribuição de emoções e 491 pontos em identificação de emoções.</p>
<h2>Funções executivas</h2>
<p>As funções executivas avaliadas no estudo são as habilidades cognitivas das crianças da educação infantil que lhes permitem planejar, focar a atenção, lembrar instruções e lidar com múltiplas tarefas ao mesmo tempo.</p>
<p>A memória de trabalho (capacidade de armazenar e manipular informações) destaca-se como a mais afetada pelo nível socioeconômico, com diferença de 39 pontos entre crianças de nível alto e baixo, considerada uma diferença alta.</p>
<p>As médias brasileiras nos três domínios (memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade mental) estão abaixo da média internacional, com diferenças classificadas como moderadas a grandes e estatisticamente significativas.</p>
<h2>OCDE</h2>
<p>Atualmente, o Estudo Internacional das Aprendizagens e Bem-estar na Primeira Infância está no segundo ciclo e inclui o Brasil, Azerbaijão, Bélgica, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Holanda e Malta e Inglaterra.</p>
<p>O Brasil foi o único país da América Latina a participar da pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.</p>
<p>No Brasil, o levantamento foi realizado com o apoio de um consórcio de instituições liderado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/estudo-revela-que-53-das-familias-raramente-leem-para-crianca" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Incêndio que destruiu casas em Manaus e afetou 58 famílias teria sido causado por botijão de gás</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/incendio-que-destruiu-casas-em-manaus-e-afetou-58-familias-teria-sido-causado-por-botijao-de-gas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 22:11:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Cerca de 58 famílias foram afetadas pelo incêndio de grandes proporções que atingiu o beco Santa Cruz, no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus, na manhã deste domingo (3). Ao todo, aproximadamente 199 pessoas foram impactadas pelas chamas, que destruíram cerca de 30 residências. Segundo a Defesa Civil de Manaus, uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Cerca de 58 famílias foram afetadas pelo incêndio de grandes proporções que atingiu o beco Santa Cruz, no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus, na manhã deste domingo (3). Ao todo, aproximadamente 199 pessoas foram impactadas pelas chamas, que destruíram cerca de 30 residências.</p>
<p>Segundo a Defesa Civil de Manaus, uma pessoa sofreu ferimentos leves, recebeu atendimento médico e já teve alta.</p>
<p>O incêndio teria sido provocado pela explosão de um botijão de gás, conforme relato do morador da casa onde o fogo começou. O combate às chamas contou com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Defesa Civil do Estado.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Famílias receberão auxílio e atendimento emergencial</h2>
<p>Desde as primeiras horas do dia, a Prefeitura de Manaus mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania, da Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários e do Fundo Manaus Solidária para atender as vítimas.</p>
<p>As famílias cadastradas estão sendo encaminhadas para o programa Aluguel Social e também recebem itens de primeira necessidade, como colchões, cestas básicas e kits de higiene.</p>
<p>O prefeito Renato Junior acompanhou a ocorrência e destacou o compromisso da gestão municipal com os atingidos.</p>
<p>“Nossas equipes estão no local garantindo suporte e resposta rápida. Todas as famílias serão assistidas neste momento difícil”, afirmou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Prefeitura intensifica apoio e acompanhamento social</h2>
<p>De acordo com o secretário da Semasc, Wanderson Costa, o atendimento começou imediatamente após o incêndio.</p>
<p>“Já iniciamos o cadastro das famílias para garantir acesso ao aluguel social e à assistência emergencial. A orientação é que ninguém fique desamparado”, disse.</p>
<p>A Defesa Civil segue realizando o isolamento das áreas de risco e a avaliação técnica das estruturas atingidas, enquanto as equipes municipais mantêm o monitoramento da área.</p>
<p>Segundo o secretário executivo da Defesa Civil, coronel Lima Júnior, a resposta rápida evitou uma tragédia maior. “Conseguimos agir rapidamente e, felizmente, não houve vítimas fatais. Agora seguimos com a avaliação e o apoio às famílias”, destacou.</p>
<p>O presidente do Fundo Manaus Solidária, Raphael Pina de Oliveira, reforçou que o trabalho é integrado para atender todas as necessidades das vítimas.</p>
<p>Além disso, a prefeitura disponibilizou a escola municipal São Dimas como ponto de apoio. No entanto, a maioria das famílias optou por se abrigar na casa de parentes e amigos.</p>
<p>A Prefeitura de Manaus informou que continuará acompanhando a situação e prestando assistência às famílias afetadas até a normalização do cenário.</p>
<p>Leia mais: </p>
<p>Famílias atingidas por incêndio em Manaus receberão auxílio aluguel</p>
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		<title>Famílias atingidas por incêndio em Manaus receberão auxílio aluguel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 17:29:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Famílias atingidas pelo incêndio de grandes proporções no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus, neste domingo (3), serão incluídas no programa para receber auxílio aluguel da Prefeitura de Manaus. A ação é coordenada pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Famílias atingidas pelo incêndio de grandes proporções no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus, neste domingo (3), serão incluídas no programa para receber auxílio aluguel da Prefeitura de Manaus.</p>
<p>A ação é coordenada pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, em conjunto com a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania, que atuam no local.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Famílias serão incluídas em programa de assistência</h2>
<p>Segundo a prefeitura, as equipes seguem no Beco Santa Cruz realizando o levantamento dos danos e prestando apoio às vítimas. As famílias afetadas serão incluídas no programa Auxílio Aluguel, além de receberem ajuda humanitária emergencial.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Incêndio afetou dezenas de residências</h2>
<p>De acordo com informações preliminares, o incêndio pode ter sido causado pela explosão de um botijão de gás. Mais de 30 residências foram atingidas e uma pessoa sofreu queimaduras leves, sendo encaminhada para atendimento médico.</p>
<p>As chamas já foram controladas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, enquanto as equipes municipais continuam no local prestando suporte às famílias.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Prefeitura reforça apoio às vítimas</h2>
<p>A Prefeitura de Manaus informou que segue acompanhando a situação e reforçou o compromisso de oferecer assistência às famílias afetadas.</p>
<p>As ações incluem monitoramento da área, suporte social e medidas para garantir moradia temporária às pessoas atingidas pelo incêndio.</p>
<p>Leia mais:</p>
<p>VÍDEO: Mais de 30 casas são atingidas por incêndio no São Jorge; veja detalhes</p>
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		<item>
		<title>Periferia Viva vai construir ou reformar banheiros para 9 mil famílias</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/periferia-viva-vai-construir-ou-reformar-banheiros-para-9-mil-familias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 18:52:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério das Cidades divulgará em maio a lista de famílias selecionadas para o programa de construção e reforma de banheiros em moradias precárias. Segundo o ministro, Vladimir Lima, mais de 4 milhões de pessoas vivem em moradias sem esse tipo de infraestrutura básica. “A gente está em 2026 e ainda tem famílias que não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério das Cidades divulgará em maio a lista de famílias selecionadas para o programa de construção e reforma de banheiros em moradias precárias. Segundo o ministro, Vladimir Lima, mais de 4 milhões de pessoas vivem em moradias sem esse tipo de infraestrutura básica.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Periferia-Viva-vai-construir-ou-reformar-banheiros-para-9-mil.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“A gente está em 2026 e ainda tem famílias que não têm banheiro ou que precisam compartilhar o mesmo banheiro com várias pessoas”, disse Lima nesta quarta-feira (29) durante o programa <em>Bom Dia, Ministro</em>, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).</p>
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<h2>9 mil famílias</h2>
<p>A primeira etapa do programa Periferia Viva – Reformas deve atender mais de 9 mil famílias, com recursos do Orçamento Geral da União.</p>
<p>Os imóveis selecionados receberão a construção de um banheiro novo ou a reforma da instalação existente, além de melhorias complementares na moradia.</p>
<p>“Já que a gente vai levar o banheiro, a gente aproveita e reforma a casa também”, explicou o ministro.</p>
<p>Segundo o ministério, a taxa de juros será de 0,99% para todas as faixas de renda, conforme já foi anunciado no Palácio do Planalto. Antes, a taxa poderia chegar a 1,95%.</p>
<p>O prazo de pagamento também vai ser ampliado para até 72 meses, e o valor do financiamento poderá chegar a R$ 50 mil.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/periferia-viva-vai-construir-ou-reformar-banheiros-para-9-mil-familias" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Maioria de empresários que apoiou ditadura vem de famílias escravistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 21:10:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos dois de cada três empresários documentados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) como apoiadores da ditadura militar têm origem em famílias escravistas.  O capítulo Civis que Colaboraram com a Ditadura do relatório final da CNV lista as empresas que financiaram a ditadura de diferentes formas. Dos 62 empresários citados no documento e que a reportagem conseguiu refazer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos dois de cada três empresários documentados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) como apoiadores da ditadura militar têm origem em famílias escravistas. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Maioria-de-empresarios-que-apoiou-ditadura-vem-de-familias-escravistas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O capítulo <em>Civis que Colaboraram com a Ditadura</em> do relatório final da CNV lista as empresas que financiaram a ditadura de diferentes formas. Dos 62 empresários citados no documento e que a reportagem conseguiu refazer a árvore genealógica, pelo menos 40 são de famílias de senhores de escravos. </p>
<p>O levantamento inédito foi feito para o episódio <em>Como Nossos Pais</em>, da segunda temporada do podcast <em>Perdas e Danos</em>, que investiga o apoio dado pelas empresas à ditadura militar. </p>
</p>
<p> </p>
<p>“O que nós observamos é que a classe dominante tradicional no Brasil tem um núcleo duro desde o período colonial em todas as regiões”, explica o coordenador do Núcleo de Estudos Paranaenses e referência na pesquisa da genealogia do poder, Ricardo Oliveira.</p>
<p>“Quando a gente volta algumas gerações, às vezes um avô ou bisavô, de quem nasceu em 1950, você já está no senhoriato escravista das suas regiões”, relata.</p>
<p>Só entraram na conta os empresários dos quais a reportagem conseguiu confirmar os antepassados, checando certidões de nascimento, atestados de óbito, livros de batismo e outros documentos disponíveis no Family Search, site de genealogia, mantido pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. </p>
<p>Sobrenomes famosos como o da família Guinle de Paula Machado, que já foi dona do Porto de Santos; Batista Figueiredo, que além do último ditador militar, também tinha entre os herdeiros o vice-presidente da Bolsa de Mercadorias de São Paulo.</p>
<p>Ainda estão na lista a Família Beltrão, de Pernambuco  que tem entre os herdeiros Hélio Beltrão, executivo do Grupo Ultra e ministro do Planejamento do ditador Costa e Silva; e a família Vidigal, dona do Banco Mercantil e da Cobrasma, a Companhia Brasileira de Material Ferroviário. </p>
<h2>Lógica da extração</h2>
<p>Para o professor de filosofia política da Unifesp e coordenador do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF) Edson Teles, a lógica da extração marca o modelo econômico da ditadura:</p>
<p>“Extrair é o verbo fundamental do modelo econômico da ditadura. Extrair como ação fundamental e, por muitas vezes, quase que exclusiva.”  </p>
<p>Teles traça o paralelo entre o modelo e a tradição escravista onde não só se extrai da terra, do minério, da água, da matéria-prima, mas dos próprios trabalhadores.</p>
<p>&#8220;Usar o corpo do trabalhador sem considerar os seus direitos, a sua dignidade humana, que é o trabalho análogo à escravidão, a violação de direitos diretamente, ou mesmo as violências mais graves. Isso também é parte de um processo de extração”, conclui.</p>
<p>Edson liderou o grupo de pesquisadores responsáveis pelo mais amplo estudo feito até agora no país sobre as relações entre a ditadura militar e as empresas nacionais e multinacionais. Para ele, a união entre o poder econômico e o regime de opressão tinha um alvo: os trabalhadores. </p>
<p>“A relação mais íntima entre empresas e ditadura se deu justamente no ataque à organização dos trabalhadores. Logo que se deu o golpe, no mês de abril de 1964, 20 mil pessoas foram presas em um mês. É muita coisa. A grande maioria, trabalhadores sindicalizados”, lembra.</p>
<p>Segundo o professor Marco Antônio Rocha, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dois anos depois do golpe, o poder de compra do salário mínimo cai pela metade. </p>
<p>“O que o governo fez foi modificar a política de indexação do salário mínimo frente à inflação. Com uma inflação já bem elevada, o salário mínimo ficou defasado de forma muito rápida. Em um a dois anos, perdeu cerca de 50% do poder de compra”, explica.</p>
<p>Já a desigualdade aumentou. Segundo o IBGE, em 1960, 5% dos brasileiros mais ricos concentravam 28% da renda do país. Em 1972, respondiam por quase 40%.</p>
<h2>Imobilidade</h2>
<p>A permanência das mesmas famílias por séculos nas altas esferas do poder é o retrato de um país em que o elevador social está quebrado.</p>
<p>Segundo o OCDE, o fórum formado por 38 países, conhecido como clube dos ricos, no Brasil, uma pessoa que nasce pobre precisa de nove gerações para chegar na classe média. Algo como 300 anos. Brasil, Colômbia e África do Sul se destacam na imobilidade social. </p>
<p>“Para entender o Brasil, para entender a nossa grande desigualdade social, para entender a violência simbólica, social, política e real, a gente precisa entender essas famílias”, avalia Ricardo Oliveira </p>
<h2>Família Bueno Vidigal</h2>
<p>Foi para entender melhor o mecanismo da manutenção das desigualdades que a reportagem do Perdas e danos investigou a família Bueno Vidigal.</p>
<p>A escolha atendeu a três critérios: uma família que durante a ditadura militar teve grande influência política e econômica; atuava em vários setores da economia &#8211; indústria, serviços e sistema financeiro; e que marcou presença em várias frentes de apoio ao regime, desde o golpe até o financiamento da tortura. </p>
<p>No começo do século XX, o patriarca Gastão Vidigal foi um dos fundadores da Cobrasma, que se destacava na produção de trilhos e trens. Ele também fundou o Banco Mercantil, que já foi o maior banco privado do país. </p>
<p>A Cobrasma foi herdada pelo filho e, depois, pelo neto de Gastão Vidigal: Luís Eulálio Bueno Vidigal e Luís Eulálio Bueno Vidigal Filho. Já o Banco Mercantil era presidido pelo filho de Gastão, Gastão Eduardo de Bueno Vidigal, até ele morrer em 2001 e o banco ser vendido para o Bradesco.</p>
<h2>Greve de 1968 </h2>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Maioria-de-empresarios-que-apoiou-ditadura-vem-de-familias-escravistas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP) - FOTO DE ARQUIVO - Empresários que apoiaram a ditadura. Grevistas são rendidos e presos na desocupação da Cobrasma pelo Exército, Osasco 1968. Foto: Acervo/Memorial da Democracia" title="Acervo/Memorial da Democracia"/></p>
<p><h6 class="meta">Grevistas são rendidos e presos na desocupação da Cobrasma pelo Exército, Osasco 1968. &#8211; Acervo/Memorial da Democracia</h6>
</p>
<p> </p>
<p>A historiadora e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Cláudia Moraes de Souza encontrou registros da Cobrasma no Ministério do Trabalho que mostram condições de trabalho que se aproximavam de situações análogas à escravidão, &#8220;uma grandiosíssima companhia e as condições de trabalho sempre foram vergonhosas&#8221;.</p>
<p>“Não havia sanitários suficientes para o número de trabalhadores, não havia refeitório, o trabalhador, na hora do almoço, saía para a calçada e almoçava com a marmita no chão. Não havia material de segurança, água filtrada ou pelo menos água, para se beber durante o expediente. Então, questões mínimas, ligadas à higiene e à segurança do trabalhador”, relata a professora.</p>
<p>Foi nesse cenário de precariedade que a Cobrasma virou epicentro de um dos maiores levantes operários do país, em plena ditadura militar. A greve de Osasco de 1968: </p>
<p>“É na greve que a gente enxerga claramente, os empresários chamando Exército brasileiro para atuar como repressor dentro da fábrica,” ressalta Cláudia.  </p>
<p>Cerca de 400 trabalhadores foram presos na greve que é considerada um dos estopins  para Ato Institucional 5, AI-5, publicado cinco meses depois da paralisação. O AI-5 fechou o Congresso Nacional, cassou mandatos de parlamentares, censurou a imprensa, e proibiu a concessão de <em>habeas corpus</em>.</p>
<h2>Operação Bandeirantes</h2>
<p>A Operação Bandeirantes &#8211; Oban &#8211; foi criada meses depois do AI-5, um dos principais aparatos de tortura da ditadura. Considerada o embrião dos DOI-CODIs, o sistema de repressão foi implantado a partir de 1970 em 10 capitais.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777324224_530_Maioria-de-empresarios-que-apoiou-ditadura-vem-de-familias-escravistas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP) - FOTO DE ARQUIVO - Empresários que apoiaram a ditadura. Vista das instalações da Operação Bandeirantes, no bairro do Paraíso, em São Paulo. Foto: Acervo/Memorial da Democracia" title="Acervo/Memorial da Democracia"/></p>
<p><h6 class="meta">Vista das instalações da Operação Bandeirantes, no bairro do Paraíso, em São Paulo &#8211; Acervo/Memorial da Democracia</h6>
</p>
<p> </p>
<p>Tanto a OBAN quanto os DOI-CODIs foram financiados por empresas nacionais e multinacionais. Entre os sócios das financiadoras estava o Banco Mercantil, de Gastão Eduardo de Bueno Vidigal. </p>
<p>O jornalista Ivan Seixas tinha 16 anos quando foi preso e torturado com o pai, Joaquim Seixas, no DOI-CODI de São Paulo. Dentro do aparelho de tortura eles descobriram que outra forma de financiamento da repressão eram os prêmios oferecidos na caça a opositores do regime: </p>
<p>“Fizeram uma parceria com o empresariado para fazer uma caixinha de premiação. Cada um que era capturado tinha um valor a cabeça. O Capitão Carlos Lamarca, quando esteve na minha casa, a cabeça dele valia U$ 750 mil. Um ano depois, quando foi assassinado, valia um U$ 1,5 milhão.”</p>
<p>Ele conta que sua prisão também foi premiada. Na época, um carcereiro falou para o Ivan que recebeu U$ 300 pela prisão do adolescente. Para ele, esse sistema fortaleceu os militares linha-dura e prolongou a ditadura. </p>
<p>A família Bueno Vidigal também esteve à frente do Grupo Permanente de Mobilização Industrial (GPMI), que tinha a função de estudar meios de adaptar as indústrias para a produção de materiais militares. A Cobrasma é acusada de ter transformado carros da PM em blindados de guerra que seriam usados para conter manifestações de rua. </p>
<p>Em troca de todo o esses apoios, os empresários recebiam incentivos fiscais, contratos com o governo e empréstimos bilionários. No auge, a Cobrasma, chegou a faturar cerca de  U$470 milhões por ano.  </p>
<p>“Esse  benefício se dava através dos bancos estatais. O BNDE [atual BNDES], por exemplo, no mesmo momento em que uma polícia militar, uma força paramilitar e a empresa estão se alocando num território, por exemplo, dentro de uma reserva indígena, o BNDE está transportando para as contas da empresa um mega empréstimo com regras econômicas totalmente fora do mercado ou de qualquer outra prática que o próprio Estado fazia na sua normalidade”, explica Edson Teles. </p>
<h2>Herança escravocrata</h2>
<p>Gastão Vidigal nasceu em 1889, em São Paulo, herdeiro de uma família bem posicionada do Nordeste brasileiro e casado com Maria Amélia Pontes Bueno, herdeira de uma família muito tradicional de São Paulo, os Buenos. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777324224_193_Maioria-de-empresarios-que-apoiou-ditadura-vem-de-familias-escravistas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP) - FOTO DE ARQUIVO - Empresários que apoiaram a ditadura. Anúncio de interesse de compra de escravizado no Jornal o Liberal (SE), em 1853, publicado por Antônio Pedro Vidigal, bisavô de Gastão Eduardo de Bueno Vidigal e Luís Eulálio de Bueno Vidigal. Foto: Acervo/Memorial da Democracia" title="Acervo/Memorial da Democracia"/></p>
<p><h6 class="meta">Acervo/Memorial da Democracia</h6>
</p>
<p>Buscando os antepassados dos Vidigal, a reportagem do Perdas e Danos encontrou em jornais do século XIX de Sergipe registros que confirmam a prática escravista. Em 1853, em um anúncio classificado no jornal <em>União Liberal</em>, o avô de Gastão Vidigal, Antônio Pedro Vidigal, informa que tem interesse em comprar um escravo.</p>
<p>Em 1882, o jornal <em>O Libertador</em>, também de Sergipe, publicou a notícia de uma mulher que enfrentava dificuldades para comprar a liberdade da própria filha e do neto, que teoricamente já tinha até nascido livre. Na hora da compra, os avaliadores convocados pelo tribunal para definir o preço da mulher escravizada aumentaram o preço em 33%, com a justificativa de que seria uma transação que daria a alforria à filha e a ao neto da compradora. Um dos avaliadores encarregados do superfaturamento era um Vidigal. </p>
<p>O ramo materno da família, os Bueno, também é marcado pela exploração do trabalho escravo.</p>
<p>A esposa de Gastão Vidigal, Maria Amélia Bueno, é descendente de Amador Bueno da Ribeira, capitão-mor da Capitania de São Vicente, no século XVII. No final do século XIX, o avô da Maria Amélia, Augusto Xavier Bueno de Andrade fez um empréstimo jno Banco do Brasil e como garantia ofereceu uma fazenda de café em Campinas, com tudo o que tinha dentro, incluindo 75 pessoas escravizadas, segundo a pesquisa Escravos Hipotecados..</p>
<p>Hoje, o nome Gastão Vidigal batiza centenas de endereços pelo país afora: avenidas, ruas, travessas, becos, praças, um aeroporto e até uma cidade no interior de São Paulo. </p>
<p>Para José Marciano Monteiro, professor da Universidade  Federal de Campina Grande (PB), são demarcações feitas pelas elites que não são apenas nomes de ruas, mas lugares de memória que ajudam a manter as desigualdades</p>
<p>“As disputas políticas não se dão tão somente entre os vivos.  Elas também se dão entre os mortos, quando se disputam as memórias. Isso alimenta o capital simbólico. Imaginemos o que é você chegar em determinado lugar e dizer assim: esta avenida é em homenagem ao meu bisavô. Isto aciona toda uma rede de contatos, de prestígio, de status do ponto de vista do imaginário e, do ponto de vista da representação que é totalmente diferente do sujeito que vai disputar e ele não tem referências”, explica Marciano Monteiro. </p>
<p>Ele lembra que foram justamente essas referências que tentaram ser apagadas no sistema escravista: “No caso das pessoas que foram historicamente escravizadas, o que mais tentaram destruir foi exatamente a memória dos seus antepassados. Porque quando você destrói a memória, você não tem mais referência”.  </p>
<p> </p>
<h2>Outro lado</h2>
<p>A Cobrasma encerrou as operações em 1998. Já Gastão Eduardo de Bueno Vidigal, do Banco Mercantil, morreu em 2001, aos 82 anos, como um dos homens mais ricos do país. A família voltou às manchetes em 2019, quando um outro banco do clã, o Banco Paulista, criado em 1990 por Álvaro Augusto Vidigal, sobrinho de Gastão Vidigal, foi investigado pela Operação Lava Jato, acusado de lavar R$ 48 milhões para a Odebrecht. </p>
<p>A reportagem do <em>Perdas e Danos</em> entrou em contato com a assessoria de imprensa do Banco Paulista e perguntou se alguém da família aceitaria falar sobre a tradição escravista na origem da riqueza do clã e se, depois de 60 anos teriam interesse em fazer uma revisão sobre o apoio dado por integrantes da família à ditadura. Também foi perguntado sobre as acusações feitas pela Operação Lava Jato. A assessoria de imprensa do banco, esclareceu apenas que o presidente do Banco Paulista, Guti Vidigal, não é herdeiro direto do financiador da OBAN e nem tem relação com a Cobrasma.</p>
<p>A reportagem também entrou em contato com a direção da Cobrasma para fazer as mesmas perguntas a Luís Eulálio Vidigal. Também foi enviado questionamento sobre a ocupação da fábrica pelo Exército em 1968, o crescimento da empresa durante a ditadura e o encerramento das atividades fabris a partir da abertura democrática.</p>
<p>Não houve resposta pra nenhuma das questões. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/maioria-de-empresarios-que-apoiou-ditadura-vem-de-familias-escravistas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/maioria-de-empresarios-que-apoiou-ditadura-vem-de-familias-escravistas/">Maioria de empresários que apoiou ditadura vem de famílias escravistas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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