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	<title>favelas Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>favelas Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>MPRJ denuncia policiais por crimes durante operação em favelas do Rio</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mprj-denuncia-policiais-por-crimes-durante-operacao-em-favelas-do-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 18:42:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dez policiais militares foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ). Os agentes foram apontados por crimes como invasão de domicílio, descumprimento de missão e desobediência.  Os crimes teriam sido cometidos durante uma operação nas comunidades Nova Holanda e Parque União, no Conjunto [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mprj-denuncia-policiais-por-crimes-durante-operacao-em-favelas-do-rio/">MPRJ denuncia policiais por crimes durante operação em favelas do Rio</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dez policiais militares foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ). Os agentes foram apontados por crimes como invasão de domicílio, descumprimento de missão e desobediência. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/MPRJ-denuncia-policiais-por-crimes-durante-operacao-em-favelas-do.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os crimes teriam sido cometidos durante uma operação nas comunidades Nova Holanda e Parque União, no Conjunto de Favelas da Maré, em janeiro de 2025. As denúncias foram encaminhadas à Auditoria da Justiça Militar.</p>
<p>Conforme o MPRJ, as investigações começaram depois de contatos de testemunhas com o plantão da ADPF 635  &#8211; Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas, mantido pelo MPRJ. </p>
<p>Foram relatadas  ocorrências de policiais lotados no Batalhão de Operações Especiais (Bope), que atuavam em uma operação do Comando de Operações Especiais (COE). As denúncias indicaram que os agentes não tinham autorização judicial e estavam fora das hipóteses legais, ao entrarem em residências da comunidade, sem que os moradores estivessem em casa.</p>
<p>“O cabo Rodrigo da Rocha Pita, em diversas ocasiões, usou uma chave do tipo ‘mixa’ para abrir portas de imóveis e permitir o ingresso nos locais, inclusive acompanhado de outros policiais, entre eles o sargento Cláudio Santos da Silva”, informou o MPRJ, acrescentando que em algumas dessas ações, os agentes chegaram a surpreender moradores dentro das residências.</p>
<p>Segundo a denúncia, depois de invadirem os imóveis, os policiais utilizaram os espaços “para fins particulares, incompatíveis com a atividade policial”, como descansar em sofás e camas, utilizar os banheiros das residências e, inclusive, consumir bebida encontrada no interior de um dos imóveis.</p>
<p>“Em alguns casos, os agentes permaneceram por períodos prolongados dentro das casas, mesmo estando escalados para ações de incursão e estabilização”, completou.</p>
<h2>Câmeras corporais</h2>
<p>O MP informou ainda que houve irregularidades no uso das câmeras corporais dos policiais. </p>
<p>“Policiais como Rodrigo Rosa Araújo Costa e Diogo de Araújo Hernandes são acusados de obstruir deliberadamente os equipamentos, fazendo com que registrassem apenas imagens de ‘tela preta’”, afirmou, destacando que em outra situação, o cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento “teria direcionado a câmera de forma inadequada, impedindo a captação correta das ações realizadas durante a operação”.</p>
<p>O GAESP/MPRJ denunciou ainda os sargentos Douglas Nunes de Jesus, Carlos Alberto Britis Júnior, Bruno Martins Santiago; o tenente Felippe Martins; e o cabo Diego Ferreira Ramos Martins.</p>
<p>“As denúncias incluem ainda acusações de descumprimento de missão contra agentes que deixaram de executar as atividades para as quais estavam designados, permanecendo no interior de imóveis invadidos sem justificativa operacional”, concluiu em nota do MPRJ.</p>
<p>O Plantão da ADPF 635 é mantido pelo MPRJ como um canal específico para o recebimento de relatos sobre possíveis violações de direitos fundamentais durante operações policiais.</p>
<h2>Outro lado</h2>
<p>A Corregedoria-Geral da PM instaurou o procedimento “apuratório cabível” sobre possível participação dos policiais denunciados pelo MPRJ por diversos crimes. </p>
<p>Em resposta à Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, após o término das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça Militar.</p>
<p>A nota diz ainda que a Corregedoria-Geral da Corporação instaurou o procedimento, “assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado”.</p>
<p>“Ao agir dessa forma, o comando da Corporação reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, colocando-se à disposição do Ministério Público para colaborar integralmente com as investigações em andamento”, pontuou, ressaltando que “não compactua com quaisquer desvios de conduta por parte de seus integrantes, adotando medidas rigorosas sempre que os fatos são comprovados”.</p>
<h2>Denúncias</h2>
<p>As denúncias podem ser feitas por e-mail no endereço gaesp.plantao@mprj.mp.br ou pelo telefone 21 &#8211; 2215-7003, que também está disponível no WhatsApp Business.</p>
<p>Na página da ADPF 635, no site do MPRJ é possível obter informações sobre os canais disponíveis, que recebem imagens, áudios, vídeos, geolocalização e documentos relacionados a possíveis ilegalidades.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-04/mprj-denuncia-policiais-por-crimes-durante-operacao-em-favelas-do-rio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 22:11:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo do Instituto Desiderata revela que 60,7% das famílias que vivem em favelas brasileiras enfrentam algum grau de insegurança alimentar. Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma contradição crescente: a presença simultânea da fome e do excesso de peso entre crianças, fenômeno conhecido como dupla carga da má nutrição. A pesquisa Ambientes alimentares em favelas: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo do Instituto Desiderata revela que 60,7% das famílias que vivem em favelas brasileiras enfrentam algum grau de insegurança alimentar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776118311_45_Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma contradição crescente: a presença simultânea da fome e do excesso de peso entre crianças, fenômeno conhecido como dupla carga da má nutrição.</p>
<p>A pesquisa <em>Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras</em> ouviu 900 domicílios em três territórios: Complexo da Maré e Caramujo, no Rio de Janeiro, e Coque, em Pernambuco. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 34,7% apresentam excesso de peso sendo mais de 21% com sobrepeso e 12,95% com obesidade.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/04/2026 - A pesquisa “Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”. Foto: Instituto Desiderata/Divulgação" title="Instituto Desiderata/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Pesquisa mostra que insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas- Instituto Desiderata/Divulgação</h6>
</p>
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<h2>Entraves</h2>
<p>Os dados indicam que a alimentação nesses territórios é fortemente condicionada por fatores estruturais. O preço dos alimentos aparece como a principal barreira: cerca de 43% dos entrevistados afirmam que itens in natura, mesmo disponíveis, não são economicamente acessíveis.</p>
<p>Em contrapartida, alimentos ultraprocessados são mais presentes e consumidos com frequência.</p>
<p>Outro entrave relevante é o acesso físico. Segundo o levantamento, 33% dos moradores levam mais de 30 minutos para chegar ao principal local de compra de alimentos, sendo que 58% fazem esse trajeto a pé.</p>
<p>A dependência de comércios locais e supermercados reforça a configuração de territórios classificados por especialistas como “pântanos alimentares”, com abundância de produtos não saudáveis e “desertos alimentares”, com escassez de opções nutritivas.</p>
<p>A gerente da área de obesidade do instituto, Andrea Rangel, destaca que o território tem papel determinante nas escolhas alimentares e que ambientes saudáveis geram escolhas saudáveis.</p>
<p>“O direito à alimentação passa, necessariamente, pela real possibilidade de escolher. É fundamental que a promoção de alimentos frescos e nutritivos nas comunidades seja o centro de políticas públicas consistentes. Só alcançaremos a equidade na saúde alimentar quando o CEP de uma pessoa não for um impeditivo para isso”, afirmou.</p>
<p>A pesquisa também aponta desigualdades no acesso à alimentação escolar. No bairro do Coque, em Pernambuco, 91,67% das crianças estão matriculadas em creches ou escolas públicas, mas apenas 16,33% almoçam na escola.</p>
<p>“Esse foi um dado que nos chamou muita atenção e levantou um sinal de alerta para entender o porquê dessa recusa tão grande em relação à alimentação escolar”, explicou Andrea Rangel. “A gente passou a investigar a qualidade das refeições e possíveis queixas junto ao Conselho de Alimentação Escolar.”</p>
<p>Já no Caramujo, também no estado do Rio, o estudo identificou dificuldades no abastecimento alimentar. “Cerca de 60% dos respondentes levam mais de 30 minutos para chegar aos locais de compra. Esse dado alerta para a fragilidade do acesso físico aos alimentos e reforça a necessidade de ações que garantam disponibilidade e qualidade alimentar nesses territórios”, disse Rangel.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776110200_675_Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/04/2026 - A pesquisa “Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”. Foto: Instituto Desiderata/Divulgação" title="Instituto Desiderata/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Principais dados da pesquisa <em>Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras</em> &#8211; Instituto Desiderata/Divulgação</h6>
</p>
<p>O perfil das famílias entrevistadas reforça a vulnerabilidade social: 89% dos responsáveis pela alimentação são mulheres, majoritariamente negras, e os domicílios têm, em média, quatro pessoas.</p>
<p>Apesar das dificuldades, a escola aparece como um espaço estratégico de proteção alimentar. Entre as crianças pesquisadas, 89,81% estão matriculadas, e mais da metade (53%) faz refeições no ambiente escolar.</p>
<p>A aceitação da merenda também é significativa, com 64,47% relatando boa adesão. No entanto, fatores como operações policiais e interrupções no funcionamento das escolas afetam diretamente o acesso à alimentação, comprometendo uma rede essencial de proteção social.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/estudo-alerta-para-falta-de-acesso-a-alimentacao-saudavel-em-favelas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas-2/">Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 19:56:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo do Instituto Desiderata revela que 60,7% das famílias que vivem em favelas brasileiras enfrentam algum grau de insegurança alimentar. Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma contradição crescente: a presença simultânea da fome e do excesso de peso entre crianças, fenômeno conhecido como dupla carga da má nutrição. A pesquisa Ambientes alimentares em favelas: [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas/">Insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo do Instituto Desiderata revela que 60,7% das famílias que vivem em favelas brasileiras enfrentam algum grau de insegurança alimentar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma contradição crescente: a presença simultânea da fome e do excesso de peso entre crianças, fenômeno conhecido como dupla carga da má nutrição.</p>
<p>A pesquisa <em>Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras</em> ouviu 900 domicílios em três territórios: Complexo da Maré e Caramujo, no Rio de Janeiro, e Coque, em Pernambuco. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 34,7% apresentam excesso de peso sendo mais de 21% com sobrepeso e 12,95% com obesidade.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/04/2026 - A pesquisa “Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”. Foto: Instituto Desiderata/Divulgação" title="Instituto Desiderata/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Pesquisa mostra que insegurança alimentar atinge mais de 60% das famílias em favelas- Instituto Desiderata/Divulgação</h6>
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<h2>Entraves</h2>
<p>Os dados indicam que a alimentação nesses territórios é fortemente condicionada por fatores estruturais. O preço dos alimentos aparece como a principal barreira: cerca de 43% dos entrevistados afirmam que itens in natura, mesmo disponíveis, não são economicamente acessíveis.</p>
<p>Em contrapartida, alimentos ultraprocessados são mais presentes e consumidos com frequência.</p>
<p>Outro entrave relevante é o acesso físico. Segundo o levantamento, 33% dos moradores levam mais de 30 minutos para chegar ao principal local de compra de alimentos, sendo que 58% fazem esse trajeto a pé.</p>
<p>A dependência de comércios locais e supermercados reforça a configuração de territórios classificados por especialistas como “pântanos alimentares”, com abundância de produtos não saudáveis e “desertos alimentares”, com escassez de opções nutritivas.</p>
<p>A gerente da área de obesidade do instituto, Andrea Rangel, destaca que o território tem papel determinante nas escolhas alimentares e que ambientes saudáveis geram escolhas saudáveis.</p>
<p>“O direito à alimentação passa, necessariamente, pela real possibilidade de escolher. É fundamental que a promoção de alimentos frescos e nutritivos nas comunidades seja o centro de políticas públicas consistentes. Só alcançaremos a equidade na saúde alimentar quando o CEP de uma pessoa não for um impeditivo para isso”, afirmou.</p>
<p>A pesquisa também aponta desigualdades no acesso à alimentação escolar. No bairro do Coque, em Pernambuco, 91,67% das crianças estão matriculadas em creches ou escolas públicas, mas apenas 16,33% almoçam na escola.</p>
<p>“Esse foi um dado que nos chamou muita atenção e levantou um sinal de alerta para entender o porquê dessa recusa tão grande em relação à alimentação escolar”, explicou Andrea Rangel. “A gente passou a investigar a qualidade das refeições e possíveis queixas junto ao Conselho de Alimentação Escolar.”</p>
<p>Já no Caramujo, também no estado do Rio, o estudo identificou dificuldades no abastecimento alimentar. “Cerca de 60% dos respondentes levam mais de 30 minutos para chegar aos locais de compra. Esse dado alerta para a fragilidade do acesso físico aos alimentos e reforça a necessidade de ações que garantam disponibilidade e qualidade alimentar nesses territórios”, disse Rangel.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776110200_675_Inseguranca-alimentar-atinge-mais-de-60-das-familias-em-favelas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/04/2026 - A pesquisa “Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras”. Foto: Instituto Desiderata/Divulgação" title="Instituto Desiderata/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Principais dados da pesquisa <em>Ambientes alimentares em favelas: percepção sobre o acesso aos alimentos de moradores de favelas brasileiras</em> &#8211; Instituto Desiderata/Divulgação</h6>
</p>
<p>O perfil das famílias entrevistadas reforça a vulnerabilidade social: 89% dos responsáveis pela alimentação são mulheres, majoritariamente negras, e os domicílios têm, em média, quatro pessoas.</p>
<p>Apesar das dificuldades, a escola aparece como um espaço estratégico de proteção alimentar. Entre as crianças pesquisadas, 89,81% estão matriculadas, e mais da metade (53%) faz refeições no ambiente escolar.</p>
<p>A aceitação da merenda também é significativa, com 64,47% relatando boa adesão. No entanto, fatores como operações policiais e interrupções no funcionamento das escolas afetam diretamente o acesso à alimentação, comprometendo uma rede essencial de proteção social.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/inseguranca-alimentar-atine-mais-de-60-das-familias-em-favelas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Manaus lidera crescimento de favelas e desafia planejamento urbano</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 17:56:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[desafia]]></category>
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		<category><![CDATA[Urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O crescimento acelerado de Manaus nas últimas décadas trouxe consigo uma série de desafios urbanos que hoje se refletem em problemas estruturais como déficit habitacional, mobilidade precária, ocupações em áreas de risco e pressão sobre o meio ambiente. Dados recentes indicam que a expansão da capital amazonense ocorreu em ritmo superior à capacidade de planejamento [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano/">Manaus lidera crescimento de favelas e desafia planejamento urbano</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento acelerado de Manaus nas últimas décadas trouxe consigo uma série de desafios urbanos que hoje se refletem em problemas estruturais como déficit habitacional, mobilidade precária, ocupações em áreas de risco e pressão sobre o meio ambiente. Dados recentes indicam que a expansão da capital amazonense ocorreu em ritmo superior à capacidade de planejamento da cidade.</p>
<p>Levantamento divulgado em 2026 pelo MapBiomas aponta que Manaus é a cidade brasileira onde as áreas de favelas mais cresceram em extensão territorial desde 1985. No período, essas áreas aumentaram 2,6 vezes, mantendo a capital na liderança nacional nesse indicador. Atualmente, a Região Metropolitana de Manaus reúne a segunda maior área urbanizada em favelas do país, com cerca de 11,4 mil hectares, atrás apenas de São Paulo.</p>
<p>Os dados dialogam com o crescimento populacional registrado pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em pouco mais de uma década, a população da capital passou de 1.802.014 habitantes, em 2010, para 2.063.547 em 2022 – um aumento de 14,5%, o maior entre as capitais brasileiras no período. O acréscimo de mais de 261 mil moradores destaca o papel da cidade como principal polo urbano da Amazônia.</p>
<p>Para o professor Marcos Castro, especialista em geografia urbana da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o crescimento da cidade ocorreu de forma intensa, especialmente a partir das décadas de 1970 e 1980, sem que houvesse políticas públicas estruturadas capazes de acompanhar essa expansão.</p>
<p>Segundo ele, bairros como Cidade Nova e São José Operário funcionaram como vetores de expansão urbana, estimulando a ocupação de novas áreas.</p>
<p>“A Cidade Nova foi um projeto mais estruturado do Estado, enquanto o São José surgiu como um loteamento popular. A partir desses dois eixos, surgiram diversos bairros, muitos deles por meio de ocupações irregulares”, explicou.</p>
<p>Esse processo, de acordo com o professor, ocorreu porque a oferta de moradia não acompanhou o crescimento populacional.</p>
<p>“Chegava muita gente e não havia uma política habitacional adequada. Essas pessoas passaram a ocupar áreas de forma espontânea, sem planejamento urbanístico. Hoje, cerca de metade da cidade é resultado dessas ocupações”, afirmou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Ocupações irregulares e áreas de risco</h2>
<p>Foto: Defesa Civil</p>
<p>A expansão urbana sem planejamento também ampliou o número de moradores em áreas vulneráveis. Mapeamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que mais de 112 mil pessoas vivem em setores classificados como de risco alto ou muito alto em Manaus, sujeitos a deslizamentos, erosões, enxurradas e inundações.</p>
<p>As zonas Norte e Leste concentram a maior parte dessas áreas. Bairros como Jorge Teixeira, Cidade Nova, Gilberto Mestrinho, Alvorada, Mauazinho e Nova Cidade somam mais de 13 mil domicílios em áreas consideradas críticas.</p>
<p>O professor Marcos Castro destaca ainda que os impactos desse processo não são apenas urbanísticos, mas também ambientais.</p>
<p>“O crescimento desordenado teve um custo ambiental muito grande. Igarapés foram poluídos, houve retirada abrupta da cobertura vegetal e loteamento de áreas onde o planejamento é precário ou não existe”, disse.</p>
<p>Para o especialista, é importante frisar que a responsabilidade não deve ser atribuída à população mais vulnerável.</p>
<p>“Não se pode culpar o pobre. O problema é a ausência de uma política estrutural de moradia e a desigualdade social, que impede essas pessoas de acessar o mercado formal de habitação”, pontuou.</p>
<p>O número de ocupações irregulares, popularmente chamadas de “invasões”, também continua crescendo na capital. Levantamento do Fórum Amazonense de Reforma Urbana, em parceria com o núcleo estadual da Campanha Despejo Zero e a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), aponta que o número desses assentamentos passou de 40 em 2022 para ao menos 68 em 2024.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="603" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano.jpeg?resize=740%2C603&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-453109"/>Foto: Maxwell Oliveira / Implurb</p>
<p>Ao mesmo tempo em que as ocupações se multiplicam, o custo da moradia na capital também tem aumentado. De acordo com o Índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado residencial em Manaus chegou a R$ 7.189 em 2025, acima dos R$ 6,5 mil registrados em 2024. Apesar do aumento, o valor ainda permanece abaixo da média nacional, que atingiu R$ 9.611 por metro quadrado no mesmo período.</p>
<p>O levantamento aponta ainda que comprar um imóvel residencial no Brasil ficou mais caro em 2025. A alta foi uma das maiores dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas do avanço registrado em 2024, quando os preços subiram 7,73%.</p>
<p>Como alternativas para reduzir o déficit habitacional em Manaus e no interior do Amazonas, as três esferas do Poder Executivo têm apostado em programas de habitação popular e regularização fundiária.</p>
<p>Em nível local, o Executivo Municipal atua em iniciativas como o Minha Casa, Minha Vida, em parceria com o governo federal, e no programa Manaus Minha Terra, que prevê a entrega de moradias populares e lotes urbanizados no novo bairro Nova Manaus – antiga ocupação Monte Horebe, na zona Norte.</p>
<p>As inscrições são feitas pelo Sistema Municipal de Habitação (Simhab), e os lotes podem ser pagos por meio de parcelas sociais voltadas para famílias de baixa renda.</p>
<p>Outro programa é o Casa Manauara, que oferece subsídio de até 90% para reformas em residências de famílias em situação de vulnerabilidade social. Já o Manaus Legal, programa de regularização fundiária, é considerado o maior da região Norte e tem como objetivo garantir títulos definitivos de propriedade registrados em cartório, proporcionando segurança jurídica aos moradores. A meta é entregar milhares de registros até 2027.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Desigualdade urbana</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="711" height="400" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773511015_105_Manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano.jpg?resize=711%2C400&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-453110" style="aspect-ratio:1.7775998124853505;width:839px;height:auto"  />Foto: Reprodução</p>
<p>Para o sociólogo e professor da Ufam Luiz Antônio Nascimento, as diferenças entre as regiões da cidade evidenciam a desigualdade urbana.</p>
<p>“Em bairros como Parque das Laranjeiras ou Ponta Negra, a infraestrutura é completa. Mas basta se deslocar para áreas populares que encontramos ausência de equipamentos públicos, ruas precárias e serviços insuficientes”, afirmou.</p>
<p>Segundo ele, as políticas públicas precisam priorizar as regiões mais vulneráveis.</p>
<p>“O Estado precisa oferecer mais para quem tem menos. Moradia, segurança, infraestrutura e serviços públicos devem ser direcionados prioritariamente à população que não tem acesso a esses direitos”, defendeu.</p>
<p>A mobilidade urbana também reflete os efeitos do crescimento acelerado da capital. De acordo com o Censo 2022, Manaus apresenta um dos maiores tempos médios de deslocamento para o trabalho no país.</p>
<p>Cerca de 32% dos trabalhadores levam entre 30 minutos e uma hora para chegar ao emprego, enquanto outros 20% gastam entre uma e duas horas no trajeto diário.</p>
<p>Segundo o engenheiro e especialista em mobilidade urbana Manoel Paiva, o modelo de transporte da cidade é um dos principais fatores para esse cenário.</p>
<p>“A nossa mobilidade é limitada, individual e excludente. O sistema viário é ocupado majoritariamente por veículos particulares, enquanto o transporte coletivo não oferece confiabilidade, conforto ou pontualidade suficientes”, explicou.</p>
<p>Atualmente, cerca de 93% das vias são ocupadas por automóveis e motocicletas, que transportam aproximadamente 40% das pessoas, enquanto 55% da população depende do transporte coletivo.</p>
<p>Para o especialista, o modelo atual gera insatisfação generalizada.</p>
<p>“A perda de tempo nos deslocamentos é desproporcional às distâncias envolvidas. O custo desse tempo perdido é enorme e o problema se agrava a cada dia. Manaus possui muitos problemas de transporte, e a origem deles é a falta de coragem para modernizar o sistema. Seguimos com um modelo pensado para um mundo muito diferente do contemporâneo. Assim, é natural que todos estejam insatisfeitos. Não existem pessoas alegres com o sistema de transporte de Manaus”, concluiu.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="740" height="419" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1773511015_972_Manaus-lidera-crescimento-de-favelas-e-desafia-planejamento-urbano.jpg?resize=740%2C419&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-453118"/>Foto: CMM</p>
<p>Entre as soluções apontadas pelo especialista estão a implantação de corredores exclusivos de ônibus, ampliação da integração modal e investimentos em transporte de massa. Um dos projetos em discussão é a implantação de um sistema BRT elétrico, com cerca de 47,9 quilômetros de extensão, previsto para atender Manaus e parte da região metropolitana.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Geoansiedade </h2>
<p>Os impactos da urbanização desordenada são sentidos diariamente por moradores que vivem próximos a áreas de risco.</p>
<p>A costureira Maria Bentes, de 44 anos, mora desde 2014 no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, em uma casa localizada próxima ao igarapé do Núcleo 11. O imóvel foi adquirido pela família como realização do sonho da casa própria, mas acabou trazendo preocupações inesperadas.</p>
<p>“Quando compramos a casa achamos que seria ótimo. Mas um dia caiu uma chuva muito forte e a casa alagou. Ela fica perto do igarapé, em um beco sem saída, sem escoamento adequado e sem rede de esgoto”, contou.</p>
<p>Desde então, a família passou a viver em alerta durante períodos chuvosos. “Toda vez que chove forte a gente teme que aconteça de novo. Tivemos prejuízos com móveis e objetos da casa. Depois disso fizemos algumas adaptações, como aumentar o muro da varanda e colocar barreiras na entrada, para tentar evitar que a água entre novamente”, relatou.</p>
<p>O receio constante também afeta a tranquilidade da família. “Ficamos apreensivos porque sabemos que podemos perder tudo de novo. Só quem já passou por isso sabe o medo que dá quando começa uma chuva forte”, disse.</p>
<p>Segundo o professor Marcos Castro, situações como a vivida por Maria refletem um fenômeno cada vez mais comum nas grandes cidades: a chamada geoansiedade.</p>
<p>“Essa população tem medo da chuva, até mesmo de uma nuvem escura no horizonte. São pessoas que não dormem à noite com receio de que a casa desabe ou de perder o pouco que têm”, explicou.</p>
<p>De acordo com ele, o problema também está relacionado à infraestrutura urbana da capital.</p>
<p>“Manaus não possui um sistema de drenagem capaz de suportar grandes volumes de chuva. Em muitos casos, com dez minutos de precipitação o sistema já está saturado e as ruas ficam inundadas. Então temos uma parcela da população que vive esse medo diário, essa geoansiedade ligada à geografia de onde vivem, que é injusta e desigual”, concluiu.</p>
<p>Os desafios urbanos de Manaus exigem políticas públicas estruturais e planejamento de longo prazo. Entre as prioridades estão a ampliação da habitação popular, a regularização fundiária, investimentos em saneamento básico, melhorias na drenagem urbana e a modernização do sistema de mobilidade.</p>
<p>Sem essas medidas, avaliam os pesquisadores, o crescimento da capital amazonense tende a continuar ampliando as desigualdades e pressionando ainda mais a infraestrutura da cidade.</p>
<p>Leia mais</p>
<p>Vendas do comércio no Amazonas crescem 4,8% e Estado tem 3º maior alta do país</p>
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		<title>Mais de 20 criminosos do Amazonas estão escondidos em favelas do Rio de Janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 14:56:01 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um levantamento da <strong>Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil do Rio</strong> aponta que <strong>21 criminosos foragidos do Amazonas</strong> estão abrigados em grandes complexos de favelas cariocas. A informação é do <strong><a href="https://extra.globo.com/rio/casos-de-policia/noticia/2025/10/rio-ja-tem-152-traficantes-forasteiros-de-diferentes-estados-abrigados-em-grandes-complexos-a-maioria-e-do-para.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Extra</a></strong>, que teve acesso com exclusividade aos dados para a série de reportagens especiais <strong><a href="https://extra.globo.com/rio/casos-de-policia/noticia/2025/10/rio-ja-tem-152-traficantes-forasteiros-de-diferentes-estados-abrigados-em-grandes-complexos-a-maioria-e-do-para.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Conexões do Crime</a></strong>. Ao todo, foram identificados <strong>152 traficantes de diferentes estados</strong>, com destaque para o Pará (78) e a Bahia (18).</p>
<div>
<p>O estudo revela que o número real de foragidos pode ser ainda maior, considerando criminosos ainda não identificados formalmente. Outros estados com presença de traficantes nos complexos incluem Acre (7), Alagoas (8), Amapá (5), Ceará (10), Mato Grosso do Sul (2), Paraná (2) e Rio Grande do Norte (1). Estados como Espírito Santo, Minas Gerais e Paraíba já tiveram criminosos detectados no Rio, mas sem identificação formal.</p>
<p>Segundo a série <strong>Conexões do Crime</strong>, lançada pelo <strong>Extra</strong>, a migração de criminosos de outros estados fortalece o <strong>Comando Vermelho (CV)</strong> no Rio. Penitenciárias federais e advogados criminosos facilitam a comunicação e proteção entre traficantes, permitindo que líderes escondidos nos complexos cariocas controlem territórios à distância.</p>
<p>A presença de traficantes do Amazonas e de outros estados cria um modelo de “ganha-ganha”: os foragidos conquistam proteção, status e conhecimento, enquanto o CV expande suas franquias em todo o país, incluindo rotas de armas e drogas. Especialistas apontam que a estratégia aumenta o alcance da facção, colocando-a em concorrência direta com o <strong>Primeiro Comando da Capital (PCC)</strong>.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cidades/video-mulher-e-feita-refem-e-obrigada-a-filmar-rendicao-de-criminosos-no-rj/">VÍDEO: Mulher é feita refém e obrigada a filmar rendição de criminosos no RJ</a></li>
</ul>
<p><!-- CONTENT END 1 --></p>
</div>
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