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	<title>Fiocruz Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Fiocruz Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Cientistas cassados pelo AI-5 viram pesquisadores eméritos da Fiocruz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 20:49:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concedeu, nesta quarta-feira (5), o título de pesquisador emérito a nove cientistas da instituição que tiveram seus direitos políticos cassados em 1970, durante a ditadura militar. O episódio ficou conhecido como o Massacre de Manguinhos. A homenagem ocorreu no Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, quando se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concedeu, nesta quarta-feira (5), o título de pesquisador emérito a nove cientistas da instituição que tiveram seus direitos políticos cassados em 1970, durante a ditadura militar. O episódio ficou conhecido como o Massacre de Manguinhos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Cientistas-cassados-pelo-AI-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-Fiocruz.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A homenagem ocorreu no Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, quando se comemora também o nascimento do médico e sanitarista Oswaldo Cruz, patrono da Fiocruz e seu segundo presidente.</p>
<p>O tributo foi nas escadarias do Castelo Mourisco, na sede da instituição, no Rio de Janeiro, onde os trabalhadores foram reincorporados, há 40 anos, na gestão de Sérgio Arouca.</p>
<p>Os nove homenageados são: Augusto Cid de Mello Perissé, Tito Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, Haity Moussatché, Fernando Braga Ubatuba, Moacyr Vaz de Andrade, Hugo de Souza Lopes, Masao Goto, Sebastião José de Oliveira e Domingos Arthur Machado Filho.</p>
<p>Foi realizada ainda a entrega simbólica do título a herdeiros de Herman Lent, que também foi cassado em 1970, mas já era pesquisador emérito da Fiocruz desde 2004.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Cientistas-cassados-pelo-AI-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-Fiocruz.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 05/08/2026 – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reúne familiares e outorga o título de pesquisador emérito aos cientistas cassados no episódio Massacre de Manguinhos, em 1970, na ditadura militar. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reúne familiares e outorga o título de pesquisador emérito aos cientistas cassados no episódio Massacre de Manguinhos, em 1970, na ditadura militar. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Ciência e democracia</h2>
<p>O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, lembrou que os pesquisadores foram afastados da fundação pelo Ato Institucional 5 (AI-5) e proibidos de exercer cargos em quaisquer outras instituições públicas pelo AI-10. O retorno deles à Fiocruz foi em 1986, já no processo de redemocratização. </p>
<p>“Nós reintegrarmos os cassados em um ato político muito forte, simbólico, sinalizando, naquela época acreditávamos nisso, que estávamos afastando os perigos de governos autocráticos”, disse Moreira à Agência Brasil. </p>
<p>O presidente da Fiocruz acredita ser um momento oportuno para preservar essa memória e reafirmar valores como a defesa da ciência e da democracia.</p>
<p>“Contra o negacionismo e as ‘fake news’ que ainda nos rondam até o dia de hoje, reafirmamos a ciência como base da democracia, para que o país possa desenvolver-se de forma mais justa e mais equânime”.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1785962995_3_Cientistas-cassados-pelo-AI-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-Fiocruz.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 05/08/2026 – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reúne familiares e outorga o título de pesquisador emérito aos cientistas cassados no episódio Massacre de Manguinhos, em 1970, na ditadura militar. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta"> A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reúne familiares e outorga o título de pesquisador emérito aos cientistas cassados no episódio Massacre de Manguinhos, em 1970, na ditadura militar. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Moreira destacou que os homenageados tiveram papel importante para a ciência brasileira, produzindo conhecimento sobre grandes desafios da saúde de sua época. Além disso, eram importantes formadores, como professores de pós-graduação.</p>
<p>“A Fiocruz foi se consolidando ao longo do tempo como uma instituição de ciência e tecnologia de excelência no campo da saúde por causa do trabalho que essa turma desenvolveu e vem desenvolvendo”.</p>
<p>Walter Oswaldo Cruz, filho do patrono da fundação e um dos membros fundadores da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), também recebeu o título de pesquisador emérito durante a cerimônia.</p>
<p>A programação incluiu ainda homenagem à chanceler da Universidade Santa Úrsula, madre Maria de Fátima. O apoio dela permitiu que cientistas cassados, como Herman Lent, Domingos Arthur Machado Filho e Hugo de Souza Lopes, continuassem a lecionar. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Cientistas-cassados-pelo-AI-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-Fiocruz.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro - 05/08/2026 - Cientistas cassados pela ditadura e objeto de homenagem póstuma hoje. Crédito: Divulgação/ Acervo Fiocruz" title="Divulgação/ Acervo Fiocruz"/></p>
<p><h6 class="meta">Cientistas cassados pela ditadura durante cerimônia de reintegração, em 1986. Divulgação/ Acervo Fiocruz</h6>
</p>
<h2>Conheça os cientistas homenageados</h2>
<p>Augusto Périssé (1917–2008)</p>
<p>Nascido em Barbacena (MG), em 1917, Augusto Périssé formou-se em farmácia (1938) pela Universidade do Brasil e obteve o título de Doutor em Ciências (Química) pela Universidade de São Paulo (USP). Sua trajetória no Instituto Oswaldo Cruz começou em 1943, através de concurso. Foi tecnologista, pesquisador e mentor e organizador do Laboratório de Química Orgânica.</p>
<p>O AI-5 também o impediu de assumir a cátedra na USP, em Ribeirão Preto, apesar de ter sido aprovado em concurso. Suas pesquisas pioneiras sobre o veneno de diplópodes brasileiros, cujo objetivo era o desenvolvimento de anestésicos inovadores, foram interrompidas pelo regime militar.</p>
<p>Os diplópodes são animais artrópodes de solo, geralmente pequenos, alongados e escuros, popularmente conhecidos por piolhos-de-cobra, embuás, gongolos, maria-café, entre outros nomes.</p>
<p>No exílio, Périssé foi convidado para assumir o cargo de diretor de Pesquisa e Professor do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (INSERM), em Paris, mas recusou o cargo porque exigia a naturalização francesa e ele não aceitava abdicar da cidadania brasileira. </p>
<p>Foi professor catedrático na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, onde se dedicou ao desenvolvimento científico da África, retornando ao Brasil em 1979 para cuidar da saúde da esposa, Vera de Andrade Périssé.</p>
<p>Foi reintegrado formalmente à Fiocruz em 1986, para a qual já prestava consultoria desde 1981. Produziu revisões fundamentais sobre a Bioquímica da Hanseníase e retomou seus estudos sobre diplópodes. Afastou-se por motivos de saúde em 1994, falecendo em 2008.</p>
<p>Domingos Arthur Machado Filho (1914–1990)</p>
<p>Domingos Arthur Machado Filho foi um cientista multidisciplinar, graduando-se em três áreas: veterinária, pela Escola Nacional de Veterinária, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); história natural, pela Universidade do Distrito Federal (UDF); e medicina, pela Escola de Medicina e Cirurgia do Instituto Hahnemanniano (atual Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio).</p>
<p>Nascido no Rio de Janeiro em 1914, sua carreira no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) começou precocemente, em agosto de 1935, quando ingressou como estagiário voluntário na Divisão de Zoologia Médica.</p>
<p>Foi bolsista, professor e pesquisador titular, culminando na chefia da Seção de Helmintologia, tema no qual se tornou uma autoridade internacional, com foco especial no estudo dos acantocéfalos (vermes parasitas de probóscide espinhosa).</p>
<p>A ditadura militar interrompeu a ascensão do pesquisador em 1970. Mais do que a aposentadoria compulsória, a aplicação dos atos de exceção impôs-lhe um silenciamento intelectual severo, banindo-o do ensino e da pesquisa em qualquer instituição financiada pelo Estado. Durante o exílio institucional, exerceu sua vocação docente na Faculdade de Medicina de Valença (1968–1981) e na Faculdade de Medicina de Nova Iguaçu (1981–1988).</p>
<p>Embora tenha sido reintegrado ao quadro de pesquisadores da Fiocruz, em 1986, o estado de saúde fragilizado pelos anos de perseguição impediu seu retorno pleno às atividades laboratoriais.</p>
<p>Domingos Arthur Machado Filho faleceu em agosto de 1990. Em sua homenagem, a prefeitura do Rio de Janeiro deu seu nome ao Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) situado na Rua Leopoldo Bulhões, em Manguinhos.</p>
<p>Fernando Braga Ubatuba (1917–2003)</p>
<p>Natural de Pelotas (RS), graduou-se em medicina pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1942, ano em que também ingressou no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) como químico-analista.</p>
<p>Doutor em Bioquímica pela Escola Nacional de Veterinária, onde atuou como professor catedrático, criou um núcleo de pesquisas em ciências fisiológicas que se tornou referência nacional. </p>
<p>Membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), foi orientador de cientistas que viriam a ser grandes lideranças nacionais, como Jorge Guimarães, ex-presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e Eloi Garcia (ex-presidente da Fiocruz).</p>
<p>Em 1968, foi preso na UFRRJ e mantido incomunicável por 14 dias no paiol de pólvora do Exército, em Paracambi, sendo posteriormente forçado a ministrar suas aulas sob escolta armada. </p>
<p>O expurgo conjunto de Ubatuba, Haity Moussatché e Tito Cavalcanti desestruturou por completo a Divisão de Fisiologia e Farmacodinâmica do IOC.</p>
<p>Atendendo a convite do governo da Venezuela, em 1970, instalou uma Unidade de Investigações em Ciências Fisiológicas na Universidad Experimental de la Región Centro-Occidental (UCO), em Barquisimeto. Ali realizou um antigo sonho científico, que foi a caracterização das saponinas esteroidais do sisal. O extrato do sisal servia de matéria-prima rica em intermediários para a síntese de hormônios esteroidais.</p>
<p>Com o encerramento de seu contrato na UCO, no final de 1971, Ubatuba foi contemplado com uma bolsa na Inglaterra e indicou para substituí-lo na chefia da unidade em Barquisimeto seu colega de cassação, Haity Moussatché, que consolidou o projeto.</p>
<p>Ubatuba integrou a equipe de elite do célebre farmacologista John Vane, participando diretamente das linhas de pesquisa sobre os peróxidos e hidroperóxidos do ácido araquidônico, o mecanismo de ação da aspirina e a descoberta e caracterização da prostaciclina (PGI2), uma nova prostaglandina produzida no endotélio vascular.</p>
<p>O esforço científico coletivo culminou na concessão do Prêmio Nobel de Medicina a John Vane, em 1982, e inscreveu o nome de Fernando Ubatuba na história das maiores conquistas da farmacologia mundial.</p>
<p>Com a abertura política e a Lei da Anistia, Ubatuba retornou ao Brasil em 1980, para reformular o Departamento de Farmacologia Médica da Universidade de Brasília (UnB). Em 1986, optou por permanecer na UnB, embora tenha sido formalmente reintegrado aos quadros da Fiocruz. O cientista faleceu em 2003.</p>
<p>Haity Moussatché (1910–1998)</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1785962996_703_Cientistas-cassados-pelo-AI-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-Fiocruz.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Haity Moussatché discursando na Cerimônia de reintegração dos pesquisadores cassados à Fiocruz." title="SAH_DAD_COC_FIOCRUZ"/></p>
<p><h6 class="meta">Haity Moussatché discursando na Cerimônia de reintegração dos pesquisadores cassados à Fiocruz. SAH_DAD_COC_FIOCRUZ</h6>
</p>
<p>Nascido na Turquia e naturalizado brasileiro, Haity Moussatché graduou-se em medicina pela atual UFRJ. </p>
<p>Parte de sua formação inicial ocorreu no laboratório dos irmãos Álvaro e Miguel Ozório de Almeida, o principal centro de excelência em fisiologia e farmacologia do país na época. O local chegou a ser visitado por Albert Einstein, Marie Curie e Irène Joliot-Curie.</p>
<p>Em 1934, após consolidar sua nacionalidade brasileira, Moussatché ingressou no Laboratório de Fisiologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Foi Moussatché que introduziu em Manguinhos o rigor da fisiologia experimental e da farmacodinâmica moderna.</p>
<p>Com produção de mais de 200 artigos científicos ao longo de seis décadas, sua obra tornou-se referência global em áreas fundamentais da saúde pública e da ciência básica.</p>
<p>Chefiou seções vitais no IOC entre as décadas de 1950 e 1960, realizando estudos pioneiros sobre a reação anafilática e a reatividade de músculos lisos e estriados.</p>
<p>Ao lado de Maurício Rocha e Silva, integrou o grupo fundador da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A convite de Darcy Ribeiro, fez parte do grupo de trabalho responsável pelo planejamento da Universidade de Brasília (UnB). </p>
<p>Durante o exílio na Venezuela, trabalhou na Universidad Centro-Occidental Lisandro Alvarado, dando continuidade à pesquisa de Fernando Braga Ubatuba.</p>
<p>Com a redemocratização, em 1985, Moussatché retornou ao Brasil e reorganizou o Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica da Fiocruz, áreas que haviam sido virtualmente desmanteladas após o expurgo. </p>
<p>Hugo de Souza Lopes (1909-1991)</p>
<p>Hugo de Souza Lopes ingressou em Manguinhos em 1931, ainda estudante, como estagiário voluntário de Lauro Travassos. Ali, ao lado de nomes como Herman Lent, ajudou a consolidar um modelo de pesquisa baseado na observação rigorosa e na paixão pela diversidade biológica. </p>
<p>Médico veterinário de formação, permaneceu como voluntário não remunerado em Manguinhos por mais de uma década (1938-1949), movido somente pelo compromisso com a ciência.</p>
<p>Com mais de 200 publicações, foi professor conferencista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, 1-A na época) e tornou-se a maior autoridade mundial na família Sarcophagidae, que são moscas conhecidas como moscas da carne. </p>
<p>Realizou mais de 1 mil criações de moscas em laboratório, descrevendo inúmeros gêneros e  espécies novas. Destacou-se também na malacologia (estudo dos moluscos) e na botânica, mantendo coleções vivas que serviam de base para seus orientandos.</p>
<p>Em 1970, quando ocupava a chefia da Seção de Entomologia, Hugo de Souza Lopes foi cassado pelo AI-5 e viu-se impedido de entrar nos laboratórios que ajudou a construir.</p>
<p>Apesar de tudo, foi para o Museu Nacional e para a Universidade Santa Úrsula, onde continuou a formar gerações de biólogos. Faleceu em 1991.</p>
<p>Masao Goto (1919–1986)</p>
<p>Nascido no Rio de Janeiro em 1919, Masao Goto formou-se em medicina pela Universidade do Brasil (atual UFRJ). Ingressou oficialmente em Manguinhos em 1944, por meio de concurso público, tornando-se pesquisador, professor e, posteriormente, chefe da Seção de Micologia.</p>
<p>Especialista de renome internacional, Goto dedicou décadas ao estudo das micoses sistêmicas e superficiais, como a paracoccidioidomicose e a pitiríase, sendo o principal colaborador do eminente cientista Antônio Eugênio de Arêa-Leão. </p>
<p>No Hospital Evandro Chagas, teve atuação clínica em alergia e imunologia, unindo a pesquisa de bancada ao atendimento médico direto à população.</p>
<p>Em 1970, em parceria com Moacyr Vaz de Andrade e Arêa-Leão, liderava uma das linhas de pesquisa mais promissoras da área no país: o estudo de metabólitos fúngicos com potencial ação analgésica para pacientes com câncer, cuja investigação já se encontrava em fase de testes clínicos, conduzidos no Hospital Mário Kroff e no Instituto do Câncer.</p>
<p>A cassação política do grupo resultou na perda de todos os avanços científicos acumulados ao longo de anos.</p>
<p>No exílio institucional, dedicou-se exclusivamente à clínica particular. Embora tenha sido oficialmente reintegrado em 1986, o destino impediu seu retorno físico aos laboratórios de Manguinhos: Masao Goto faleceu precocemente em decorrência de problemas cardíacos logo após a conquista da anistia, sem chegar a reassumir o seu cargo na instituição que ajudou a construir.</p>
<p>Moacyr Vaz de Andrade (1920–2001)</p>
<p>Nascido no Rio de Janeiro em 1920, Moacyr Vaz de Andrade se graduou em química pela Faculdade Nacional de Filosofia e obteve o título de doutor em 1951. Foi aluno do Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), aprovado em concurso público para químico analista e contratado em 1943.</p>
<p>No IOC, atuou como pesquisador e professor na Seção de Micologia, especializando-se em química e terapêutica de fungos. Sua reconhecida competência técnica e institucional levou-o a representar o Instituto na Comissão de Biofarmácia do Serviço Nacional de Fiscalização de Medicina e Farmácia do Ministério da Saúde.</p>
<p>Teve o trabalho promissor com Masao Goto e Antônio Eugênio de Arêa-Leão interrompido em 1970, pelo &#8220;Massacre de Manguinhos&#8221;. Cassado pelo AI-5 e impedido de exercer funções públicas pelo AI-10, todo o projeto foi descontinuado e os avanços acumulados ao longo de anos foram completamente perdidos.</p>
<p>Após a cassação, enfrentou um doloroso período de dois anos e meio de desemprego forçado. A partir de 1973, transferiu sua expertise para a iniciativa privada, onde chefiou o controle de qualidade de produtos farmacêuticos, alimentícios e dietéticos.</p>
<p>Com a conquista da anistia, em 1986, foi reintegrado ao quadro de pesquisadores da Fiocruz, retornando ao Departamento de Micologia, onde trabalhou até 1997, quando se afastou por questões de saúde. Faleceu em 2001.</p>
<p>Sebastião José de Oliveira (1918–2005)</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1785962996_968_Cientistas-cassados-pelo-AI-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-Fiocruz.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Cerimônia de reintegração dos pesquisadores cassados à Fiocruz. Da esquerda para direita: Hugo de Souza Lopes, Sebastião José de Oliveira, Fernando Braga Ubatuba e Massao Goto." title="SAH_DAD_COC_FIOCRUZ"/></p>
<p><h6 class="meta">Cerimônia de reintegração dos pesquisadores cassados à Fiocruz. Da esquerda para direita: Hugo de Souza Lopes, Sebastião José de Oliveira, Fernando Braga Ubatuba e Massao Goto. SAH_DAD_COC_FIOCRUZ</h6>
</p>
<p>Nascido no Rio de Janeiro, em 1918, Sebastião José de Oliveira, pesquisador negro de Cascadura, formou-se em medicina veterinária em 1941, pela Escola Nacional de Veterinária (atual UFRRJ). Sob a orientação de Hugo de Souza Lopes e Lauro Travassos, ingressou no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), em 1939, como estagiário voluntário.</p>
<p>Em 1944, iniciou as pesquisas que constituiriam o núcleo de estudos sobre os Chironomidae no IOC, dípteros que o fascinavam desde a infância, como moscas, mosquitos, varejeiras, pernilongos, borrachudos e mutucas. </p>
<p>Sebastião foi um pilar nas históricas expedições científicas lideradas por Lauro Travassos, participando ativamente da coleta de milhares de exemplares que hoje compõem a prestigiada Coleção Entomológica do IOC.</p>
<p>Sua produção científica soma 123 trabalhos publicados, incluindo a descrição de quatro gêneros novos (Lopescladius, Brasixenos, Corytibacladius e Laurotanypus) e 70 espécies. O amplo reconhecimento internacional de sua obra foi selado pelo gênero Oliveriella e por outras dez espécies que receberam o epíteto oliveirai, em sua homenagem.</p>
<p>Na década de 1960, o pesquisador alemão Ernst Josef Fittkau, após realizar expedições de coleta na Amazônia pelo convênio entre o Max Planck Institut e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), convidou Sebastião José de Oliveira para, juntos e com o amparo de uma bolsa de pesquisa, estudarem o material coletado.</p>
<p>Essa colaboração, contudo, foi interrompida pelo Massacre de Manguinhos. </p>
<p>Somente 30 anos após o convite original, uma pesquisadora brasileira, Maria Conceição Messias, ex-aluna de Sebastião, pôde estudar esse material durante a preparação de sua tese de doutorado. O trabalho foi realizado sob a orientação conjunta de Fittkau e Oliveira, constituindo a primeira tese sobre taxonomia de Chironomidae defendida no Brasil.</p>
<p>Impedido de trabalhar no setor público, o pesquisador prestou consultorias e serviços à iniciativa privada até ser reintegrado à Fiocruz, em 1986. No seu retorno, assumiu a docência e a curadoria da Coleção Entomológica. </p>
<p>Sua contribuição ao Estado do Rio de Janeiro expandiu-se também para a gestão pública, na qual atuou como Subsecretário Adjunto de Ciência e Tecnologia entre 1992 e 1993.</p>
<p>Sebastião José de Oliveira faleceu em 16 de abril de 2005, deixando a afirmação da identidade negra na ciência brasileira.</p>
<p>Tito Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti (1905-1990)</p>
<p>Natural de Taquaritinga (SP), Tito Arcoverde doutorou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP). Sua carreira docente teve início na própria USP, onde foi assistente e chefe de laboratório. </p>
<p>Em 1939, após aprovação em concurso para a Faculdade de Odontologia da Universidade do Brasil, ingressou no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), em Manguinhos. Na instituição, exerceu liderança científica, atuando como pesquisador, professor e chefe da Divisão de Fisiologia e Farmacodinâmica.</p>
<p>A competência de Tito Arcoverde Cavalcanti levou-o a ocupar cargos de alta relevância no cenário científico nacional. Cedido pelo IOC, colocou-se à disposição do CNPq, onde foi diretor do Setor de Pesquisas Biológicas, de 1955 a 1963, e membro do Conselho Deliberativo, de 1963 a 1966.</p>
<p>Tito também colaborou com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Em 1959, retornou a Manguinhos, onde exerceu o cargo de diretor do Instituto Oswaldo Cruz entre 1960 e 1961 (cargo equivalente ao de presidente da Fiocruz).</p>
<p>Sua produção científica teve forte impacto social, com foco em nutrição e saúde ocupacional. Destacam-se seus estudos pioneiros sobre o valor energético dos alimentos brasileiros; problemas alimentares em regiões específicas como a Amazônia, Maranhão e Piauí; saúde do trabalhador, com ênfase em pesquisas no setor de indústrias gráficas; estudos sobre águas minerais, que lhe renderam o prêmio da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo.</p>
<p>Em 1986, após 16 anos de afastamento forçado, Tito Arcoverde foi reintegrado à Fiocruz. Já em idade avançada, retomou o trabalho ao lado de Haity Moussatché, dedicando-se à reorganização do Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica da instituição. Sua vida e obra permanecem como símbolos da resistência científica brasileira e da luta pela autonomia das instituições de pesquisa. Faleceu em 1990.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/cientistas-cassados-pelo-ai-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-fiocruz" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cientistas-cassados-pelo-ai-5-viram-pesquisadores-emeritos-da-fiocruz/">Cientistas cassados pelo AI-5 viram pesquisadores eméritos da Fiocruz</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Fiocruz e farmacêutica assinam acordo sobre novo antirretroviral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 16:03:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um memorando de entendimento entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica privada MSD permitirá a produção, no Brasil, de um novo medicamento contra o vírus HIV. O documento foi assinado nesta terça-feira (28), durante a 26ª Conferência Internacional da Aids, no Rio de Janeiro. O Alimatravir (MK-8527) é um medicamento do tipo Profilaxia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um memorando de entendimento entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica privada MSD permitirá a produção, no Brasil, de um novo medicamento contra o vírus HIV. O documento foi assinado nesta terça-feira (28), durante a 26ª Conferência Internacional da Aids, no Rio de Janeiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fiocruz-e-farmaceutica-assinam-acordo-sobre-novo-antirretroviral.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O Alimatravir (MK-8527) é um medicamento do tipo Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ou seja, ele deverá ser administrado antes de a pessoa entrar em contato com o HIV para começar a agir antes da infecção das células pelo vírus causador da Aids.</p>
<p>O remédio ainda está sendo desenvolvido pela farmacêutica e precisa ser aprovado no estudo clínico de fase 3, que avalia a eficácia do medicamento em um grupo grande de voluntários e que está em andamento. Além disso, seu uso no país ainda precisará ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p>
<p>“A vantagem é que a Fiocruz já participa ativamente [dos estudos] com esse memorando. Isso faz com que a gente tenha acesso mais rápido aos dados, possa apresentar mais rapidamente para a Anvisa e a Anvisa possa acompanhar, antecipadamente, os estudos clínicos. Isso pode fazer com que a gente tenha o registro mais rápido no Brasil”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.</p>
<p>O HIV é um retrovírus que tem o RNA (ácido ribonucleico) como material genético e que carrega consigo uma enzima chamada transcriptase reversa. Depois que o vírus entra no linfócito T, uma célula do sistema imunológico humano, a transcriptase transforma o RNA em DNA (ácido desoxirribonucleico). E, com a ajuda de outra enzima, a integrase, o material genético do HIV se insere no genoma do infectado.</p>
<p>A partir daí, o HIV usa o próprio mecanismo da célula humana para se replicar, a fim de que ele possa se espalhar pelo organismo.</p>
<p>O que o Alimatravir faz – assim como outros medicamentos da classe NRTTI (inibidores da translocação da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo) –, é impedir a ação da transcriptase reversa, bloqueando essa cadeia de replicação viral. </p>
<p>“De uma mandeira bem simples, ele impede que o vírus se replique”, afirma a diretora médica da MSD no Brasil, Márcia Abadi.</p>
<p>O SUS já oferece como profilaxia pré-exposição o uso combinado dos antirretrovirais orais Tenofovir e Entricitabina diariamente (PrEP diário) ou em doses antes e depois do ato sexual (PrEP sob demanda).</p>
<p>Além disso, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avaliará a inclusão no SUS de um PrEP injetável, administrado a cada dois meses, o Cabotegravir. </p>
<p>“[O Alimatravir] é um medicamento inovador, na medida em que é de uso oral, um tablete pequeno, com periodicidade mensal. A inovação vem no sentido de trazer mais comodidade para a pessoa que vai se prevenir contra a infecção pelo vírus HIV”, explica o diretor de Relações Institucionais da MSD no Brasil, Rodrigo Cruz.</p>
<p>Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se o Alimatravir “tiver um bom resultado nos seus estudos clínicos finais e conseguir garantir o seu registro, vamos trabalhar para que, para ser incluído no SUS [Sistema Único de Saúde], haja transferência de tecnologia para a Fiocruz, para a Fiocruz produzir aqui no Brasil para o SUS e poder produzir também para toda a América Latina”.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/fiocruz-e-farmaceutica-assinam-acordo-sobre-novo-antirretroviral" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Incidência de VSR em crianças de até 2 anos está em queda, diz Fiocruz</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/incidencia-de-vsr-em-criancas-de-ate-2-anos-esta-em-queda-diz-fiocruz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 20:40:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), que atingem principalmente crianças de até 2 anos, estão diminuindo em grande parte do país, segundo o Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O vírus é uma das principais causas de bronquiolite nas crianças pequenas.  Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), que atingem principalmente crianças de até 2 anos, estão diminuindo em grande parte do país, segundo o Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O vírus é uma das principais causas de bronquiolite nas crianças pequenas. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Incidencia-de-VSR-em-criancas-de-ate-2-anos-esta.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das hospitalizações por VSR em boa parte do país. Apesar disso, a incidência ainda se mantêm em níveis altos em alguns estados.</p>
<p>Cinco das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.</p>
<p>Entre jovens, adultos e idosos, a queda é explicada principalmente pela redução das hospitalizações por influenza A. Em crianças de 5 a 14 anos, ela decorre sobretudo da diminuição dos casos graves por rinovírus.</p>
<p>De acordo com o InfoGripe, é importante manter medidas de higiene respiratória, como lavar as mãos, cobrir o nariz e a boca com o braço ou um lenço de papel ao tossir ou espirrar e fazer isolamento em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado. Mas, se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando máscara. E, o mais importante, manter a vacinação em dia.</p>
<h2>Incidência e mortalidade</h2>
<p>O estudo da Fiocruz revela que a incidência e a mortalidade semanal médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças de até 2 anos, a mortalidade é maior na população com 65 anos ou mais.</p>
<p>Enquanto a SRAG nas crianças pequenas está associada principalmente ao VSR, a mortalidade maior entre os idosos tem como principal causa o vírus influenza A, para o qual há vacina disponível no Sistema Único de Saúde.</p>
<h2>Dados epidemiológicos</h2>
<p>Em 2026, já foram notificados 115.203 casos de SRAG, sendo 60.200 (52,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) negativos e, pelo menos, 8.218 (7,1%) aguardando resultado laboratorial.</p>
<p>Entre os casos positivos registrados no ano, observou-se que 20,8% são de influenza A, 4,5% de influenza B, 40,2% de vírus sincicial respiratório, 30,2% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/incidencia-de-vsr-em-criancas-de-ate-2-anos-esta-em-queda-diz-fiocruz" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Fiocruz aponta queda da Síndrome Respiratória Aguda Grave no país</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fiocruz-aponta-queda-da-sindrome-respiratoria-aguda-grave-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 21:29:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda, mas nove capitais ainda registram crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9).  A Influenza B mantém aumento em estados da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda, mas nove capitais ainda registram crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fiocruz-aponta-queda-da-Sindrome-Respiratoria-Aguda-Grave-no-pais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A Influenza B mantém aumento em estados da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas e a mortalidade permanece concentrada entre idosos.</p>
<p>De acordo com o boletim, os casos graves por Influenza B seguem em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. </p>
<p>O Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de interrupção do avanço ou início de queda.</p>
<p>Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. </p>
<p>As capitais são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.</p>
<p>Outras 11 capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas. </p>
<p>Nessa situação estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís.</p>
<p>Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre ocorre principalmente entre crianças menores de 2 ou 4 anos de idade. Em Rio Branco, o crescimento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. </p>
<p>Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram aumento de casos entre idosos.</p>
<p>A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella ressalta que, embora o cenário nacional seja de redução dos casos, a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país. </p>
<p>&#8220;A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas&#8221;, orienta.</p>
<p>Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, 55,9% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 23,3% por rinovírus, 12,7% por Influenza A, 8,4% por Influenza B e 2,2% por Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19.</p>
<p>Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A respondeu por 33,1% dos casos, seguida do rinovírus (26,3%), do vírus sincicial respiratório (21,7%), da Influenza B (15,4%) e da covid-19 (6,9%).</p>
<p>Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 (51,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 37.770 (34,5%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.195 (7,5%) ainda aguardam confirmação laboratorial.</p>
<p>O boletim mostra ainda que, no cenário nacional, os casos de SRAG apresentam início ou manutenção da queda entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Na faixa etária de 50 a 64 anos, observa-se um leve aumento das ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos o cenário é de estabilização.</p>
<p>A Fiocruz destaca que a incidência semanal da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório. </p>
<p>A mortalidade permanece maior entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa. </p>
<p>Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/fiocruz-aponta-queda-da-sindrome-respiratoria-aguda-grave-no-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fiocruz-aponta-queda-da-sindrome-respiratoria-aguda-grave-no-pais/">Fiocruz aponta queda da Síndrome Respiratória Aguda Grave no país</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Fiocruz instala estação para monitorar qualidade do ar em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fiocruz-instala-estacao-para-monitorar-qualidade-do-ar-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:31:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Fiocruz Amazônia passou a contar com uma estação de referência para monitoramento da qualidade do ar em Manaus. O equipamento foi instalado nesta quarta-feira (2) no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e integra a Plataforma FioAres, iniciativa que busca fortalecer o acompanhamento da poluição atmosférica na Amazônia. A estação realizará medições contínuas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Fiocruz Amazônia passou a contar com uma estação de referência para monitoramento da qualidade do ar em Manaus. O equipamento foi instalado nesta quarta-feira (2) no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e integra a Plataforma FioAres, iniciativa que busca fortalecer o acompanhamento da poluição atmosférica na Amazônia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A estação realizará medições contínuas e de alta precisão de material particulado fino (PM2,5), considerado um dos principais poluentes prejudiciais à saúde. Os dados produzidos serão utilizados em pesquisas científicas, vigilância em saúde ambiental e na formulação de políticas públicas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Rede de monitoramento abrange cinco cidades da Amazônia</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A estação instalada em Manaus faz parte de uma rede composta por cinco unidades de referência que serão implantadas em municípios estratégicos da Amazônia: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Manaus (AM), Santarém (PA) e Belém (PA).</p>
<p class="wp-block-paragraph">A operacionalização da Plataforma FioAres reúne pesquisadores de diversas unidades da Fiocruz e instituições parceiras. A coordenação nacional é conduzida pela pesquisadora Beatriz Oliveira, da Fiocruz Piauí.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em Manaus, o monitoramento será coordenado por pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia — Fernanda Fonseca, Polari Batista e Paula Morelli — em parceria com Rodrigo Souza, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).</p>
<h2 class="wp-block-heading">Equipamento amplia estudos sobre poluição e queimadas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Fernanda Fonseca, coordenadora do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia da Fiocruz Amazônia, a estação permitirá ampliar o monitoramento ambiental e validar informações obtidas por sensores de baixo custo, imagens de satélite e modelos atmosféricos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Além de ampliar a capacidade de monitoramento da qualidade do ar, a estação contribuirá para a validação de sensores de baixo custo, dados de satélite e modelos atmosféricos, ampliando a cobertura do monitoramento ambiental e fortalecendo a geração de informações confiáveis sobre os impactos da poluição atmosférica, especialmente das queimadas, na saúde da população amazônica”, explica Fernanda Fonseca.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora destaca que a nova estrutura fortalece a Amazônia como referência em estudos sobre clima, meio ambiente e saúde.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Os dados gerados contribuirão para ampliar o conhecimento sobre os padrões de poluição atmosférica na Amazônia e subsidiar ações de vigilância em saúde, prevenção de riscos e proteção da saúde da população.”</p>
<h2 class="wp-block-heading">Dados serão públicos e atualizados em tempo real</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O equipamento possui cerca de 2,15 metros de altura, pesa aproximadamente 39 quilos e realiza medições horárias da concentração de partículas PM2,5, além de registrar temperatura e umidade. As informações são enviadas automaticamente para armazenamento em nuvem e integrarão uma plataforma unificada com acesso público.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Monitoramento ajudará a avaliar impactos das queimadas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Para a vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michelle Rocha El Kadri, o monitoramento permitirá avaliar com maior precisão os efeitos das queimadas e da expansão urbana sobre a qualidade do ar.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Vivemos numa região que enfrenta longos períodos de estiagem com ocorrência de queimadas intensas e um processo desordenado de expansão urbana. A partir de agora poderemos medir, de fato, qual o impacto dessas atividades na qualidade do ar que respiramos”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador Polari Batista ressalta que a estação também será importante para calibrar sistemas já existentes, como o projeto Selva, desenvolvido pela UEA em parceria com a Prefeitura de Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Esses dados em superfície serão utilizados para calibrar modelos regionais e globais, que até então não tinham referências em solo, e monitorar, relacionar e estudar diversas consequências na saúde envolvendo doenças respiratórias, uma vez que estas partículas finas entram livremente no organismo e se alojam nos alvéolos pulmonares. Ou seja, a ‘ameaça invisível’ agora está sendo monitorada”.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>*Com informações da assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mortes no trânsito caem 33% em Manaus no mês de junho</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fiocruz-instala-estacao-para-monitorar-qualidade-do-ar-em-manaus/">Fiocruz instala estação para monitorar qualidade do ar em Manaus</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Cientistas da Fiocruz podem produzir vacina completa contra a malária</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cientistas-da-fiocruz-podem-produzir-vacina-completa-contra-a-malaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:22:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deram passo importante para obter uma vacina mais completa contra a malária. Os pesquisadores identificaram um conjunto inédito de fragmentos de proteínas do parasita Plasmodium que podem viabilizar o desenvolvimento de um imunizante capaz de proteger contra diferentes espécies e atuar em várias fases da doença. A descoberta foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deram passo importante para obter uma vacina mais completa contra a malária. Os pesquisadores identificaram um conjunto inédito de fragmentos de proteínas do parasita <em>Plasmodium</em> que podem viabilizar o desenvolvimento de um imunizante capaz de proteger contra diferentes espécies e atuar em várias fases da doença. A descoberta foi publicada nessa quarta-feira (1º) na revista  Nature.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Cientistas-da-Fiocruz-podem-produzir-vacina-completa-contra-a-malaria.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O estudo adotou abordagem inovadora para entender como o sistema imunológico reconhece o parasita causador da malária. Em vez de focar apenas na produção de anticorpos, estratégia mais comum nas vacinas atuais, a equipe investigou o papel dos linfócitos T CD8+, células de defesa capazes de identificar e destruir diretamente as células infectadas.</p>
<p>“Há mais de 50 anos se busca desenvolver uma vacina contra a malária e, só recentemente, tivemos aprovados imunizantes com eficácia limitada, voltados principalmente para o P. falciparum e para crianças. Um dos principais desafios sempre foi encontrar bons alvos vacinais”, explica a pesquisadora Caroline Junqueira, da Fiocruz Minas, coordenadora do estudo.</p>
<p>Segundo ela, o diferencial da pesquisa foi justamente mostrar que as células T CD8+ também desempenham papel central no combate ao parasita e identificar quais as proteínas dele que são reconhecidas pelo sistema imune.</p>
<p>A investigação foi feita em etapas. Primeiro, os cientistas identificaram os peptídeos, pequenos fragmentos de proteínas do parasita exibidos na superfície das células infectadas e reconhecidos pelos linfócitos T CD8+. No total, foram identificados 453 peptídeos derivados de 166 proteínas do parasita.</p>
<p>Em seguida, o grupo mapeou a origem desses fragmentos e observou que a maioria vinha de proteínas chamadas housekeeping, responsáveis por funções básicas e indispensáveis à sobrevivência do parasita.</p>
<p>“Essas proteínas são necessárias em todos os estágios do ciclo de vida do parasita e altamente conservadas entre diferentes espécies. Isso as torna alvos muito interessantes para uma vacina universal”, explica a pesquisadora. Na prática, significa que uma vacina baseada nesses alvos teria mais chances de funcionar de forma ampla, atingindo o parasita em diferentes momentos da infecção e em suas diversas variantes.</p>
<h2>Resposta imune</h2>
<p>Na etapa seguinte, a equipe testou se esses peptídeos realmente eram combatidos pelo sistema imune. Os resultados mostraram que células de pacientes infectados, tanto por P. vivax quanto por P. falciparum, reagiram aos antígenos identificados.</p>
<p>Além disso, a resposta foi observada em outras três espécies de Plasmodium, incluindo aquelas que infectam primatas e camundongos. “Confirmamos a resposta imunológica em cinco espécies diferentes e em múltiplos hospedeiros, incluindo humanos naturalmente infectados, humanos submetidos à infecção experimental e modelos animais, tanto em camundongos quanto em primatas”, afirmou Caroline.</p>
<p>Os testes foram realizados tanto em amostras humanas quanto em modelos experimentais. Em primatas e camundongos, os antígenos também induziram resposta de células T, inclusive em órgãos-chave como o fígado, onde ocorre a etapa inicial da infecção, e no sangue. Em modelos animais, alguns desses alvos chegaram a demonstrar efeito protetor, reduzindo a carga do parasita.</p>
<p>“Não é só reconhecimento: vimos indícios de proteção, o que é fundamental para o desenvolvimento de uma vacina”, afirma a pesquisadora.</p>
<h2>Diferencial</h2>
<p>Atualmente, as vacinas disponíveis contra a malária têm eficácia parcial e são direcionadas principalmente ao P. falciparum, atuando na fase inicial da infecção. Além disso, sua proteção tende a diminuir com o tempo.</p>
<p>O novo estudo aponta caminho diferente: uma vacina capaz de atuar em múltiplos estágios do parasita, tanto no fígado quanto no sangue, e eficaz contra diferentes espécies.</p>
<p>“Hoje, as vacinas não cobrem completamente todas as fases da infecção. Nosso trabalho mostra que esses antígenos estão presentes em vários momentos, o que atende a uma demanda importante da Organização Mundial da Saúde”, explicou Caroline.</p>
<p>Apesar do avanço ainda há um longo caminho até o desenvolvimento de um imunizante. Os achados precisam passar por novas etapas de validação e testes clínicos.</p>
<p>“Nosso objetivo foi mostrar que existem caminhos diferentes e promissores. Agora, outros grupos podem explorar esses alvos e avançar no desenvolvimento de uma vacina realmente eficaz contra a malária”, concluiu a pesquisadora.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/cientistas-da-fiocruz-podem-produzir-vacina-completa-contra-malaria" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Fiocruz prorroga até 20 de julho inscrições para Olimpíada de Saúde</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fiocruz-prorroga-ate-20-de-julho-inscricoes-para-olimpiada-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:21:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prorrogou até o dia 20 de julho o prazo de inscrições da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). O objetivo é dar aos professores de todo o país mais tempo para que inscrevam trabalhos que articulem saúde, meio ambiente, educação e ciência. As inscrições podem ser feitas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prorrogou até o dia 20 de julho o prazo de inscrições da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). O objetivo é dar aos professores de todo o país mais tempo para que inscrevam trabalhos que articulem saúde, meio ambiente, educação e ciência. As inscrições podem ser feitas no <em>site</em> olimpiada.fiocruz.br.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Fiocruz-prorroga-ate-20-de-julho-inscricoes-para-Olimpiada-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A participação é gratuita. São aceitos trabalhos de estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Técnico Concomitante, de escolas públicas e privadas, nas modalidades de produção audiovisual, produção de texto e projeto de ciências.</p>
<p>De acordo com a coordenadora nacional da Obsma, Cristina Araripe, também coordenadora de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz, a prorrogação das inscrições reforça o compromisso da instituição com a divulgação científica e o estímulo à ciência.</p>
<h2>Valorização</h2>
<p>“Queremos, cada vez mais, valorizar o trabalho dos professores e, assim, dar a oportunidade para que mais estudantes vivam a experiência científica e compartilhem suas ideias com as escolas e a comunidade”, disse Cristina.</p>
<p>A Fiocruz espera aumento significativo na apresentação de projetos, já que vários professores estavam finalizando as atividades do 1º semestre.</p>
<p>Podem ser inscritos trabalhos feitos no ano de 2025 até 30 de junho de 2026. A seleção é feita por etapas. Na primeira fase, que se estenderá até agosto deste ano, serão selecionados 42 projetos como Destaques Regionais, que concorrerão à etapa nacional. No final de novembro, serão indicados seis projetos como Destaques Nacionais, que receberão troféu e certificado de participação.</p>
<p>Um professor e um estudante de cada um dos projetos indicados na etapa regional serão convidados para participar da cerimônia final de premiação, que ocorrerá no campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Todas as despesas de viagem serão pagas pela instituição e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).</p>
<p>A Olimpíada tem a premiação especial “Menina Hoje, Cientista Amanhã”, concedida a equipes femininas, formadas por professoras e alunas, para valorizar o protagonismo feminino, incentivando o interesse pela ciência, tecnologia e inovação desde a educação básica.</p>
<p>Na edição anterior, o prêmio foi concedido ao projeto &#8220;A necessidade de mais Terezas Batistas&#8221;, da Escola Estadual José Ribeiro Silva, em Baldim (MG), que abordou a importância da vacinação e o combate à desinformação sobre vacinas.</p>
<h2>Obsma</h2>
<p>Criada em 2001 pela Fiocruz, a Obsma busca incentivar a produção de projetos escolares voltados às áreas de saúde, meio ambiente e ciência, fortalecendo a participação estudantil e a integração entre educação e pesquisa. A Olimpíada é bienal. </p>
<p>Nas 12 primeiras edições, a Obsma teve a participação de 3,6 mil escolas, distribuídas em 3,2 mil municípios, envolvendo 28,5 mil professores. Mais de 10 mil trabalhos foram inscritos e cerca de 510 mil estudantes participaram das atividades científicas. Ao todo, 356 trabalhos foram premiados nas três categorias.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/fiocruz-prorroga-ate-20-de-julho-inscricoes-para-olimpiada-de-saude" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Fiocruz inaugura Galeria a Céu Aberto com fotos de João Roberto Ripper</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fiocruz-inaugura-galeria-a-ceu-aberto-com-fotos-de-joao-roberto-ripper/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 19:24:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com 50 anos de carreira, um dos mais importantes fotógrafos humanistas do Brasil, João Roberto Ripper, inaugurou nesta segunda-feira (15) a exposição gratuita Humanidades, com 20 fotos ligadas aos direitos humanos. A mostra em sua homenagem marca a abertura da Galeria a Céu Aberto, localizada no gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos, no campus da Fundação Oswaldo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com 50 anos de carreira, um dos mais importantes fotógrafos humanistas do Brasil, João Roberto Ripper, inaugurou nesta segunda-feira (15) a exposição gratuita <em>Humanidades,</em> com 20 fotos ligadas aos direitos humanos. A mostra em sua homenagem marca a abertura da Galeria a Céu Aberto, localizada no gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos, no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Fiocruz-inaugura-Galeria-a-Ceu-Aberto-com-fotos-de-Joao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As fotografias perpassam diversos momentos da carreira de Ripper, com foco nas populações mais vulneráveis. Aos 76 anos, Ripper diz que a nova galeria abre espaço para a discussão de humanidades e dos direitos humanos.</p>
<p>“Abre espaço também para que outros fotógrafos usem esse espaço. É importante criar espaços onde esses trabalhos possam se multiplicar. A Fiocruz vai disponibilizar esse material para as organizações de direitos humanos”, disse Ripper.</p>
<p>O fotógrafo e curador da exposição, Dante Gastaldoni, explica que escolheu 20 fotos que tentam ser um mergulho na obra de Ripper, mas com o recorte do bem-querer.</p>
<p>&#8220;‘É uma fotografia fruto da relação de afeto entre fotógrafo e fotografados. A gente se apegou ao afeto que transborda da obra do Ripper. É uma ode ao amor, ao afeto, à solidariedade expressa em fotografias”, afirmou Dante.</p>
<p>O pesquisador em saúde pública, professor do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz) e um dos coordenadores da nova galeria, Rodrigo Murtinho, conta que teve a ideia do novo espaço em 2018, em uma viagem a Montevidéu, no Uruguai. No país vizinho, ele viu uma exposição de fotos sobre refugiados em uma galeria de céu aberto no Parque Rodó.</p>
<p>&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</p>
<p>“Não tinha ninguém melhor do que o próprio Ripper para inaugurar essa galeria. São mais de 50 anos dedicados aos direitos humanos de forma ampla. Aqui, na Fiocruz a gente trabalha com o conceito ampliado de saúde, que é sinônimo de cidadania e que dialoga direto com os direitos humanos”, disse Murtinho.</p>
<p>Esses e outros registros fazem parte do Acervo João Roberto Ripper, no Fiocruz Imagens. Integrando as iniciativas de Acesso Aberto da Fiocruz, o projeto foi desenvolvido para a conservação e divulgação do trabalho do fotodocumentarista e reúne mais de 180 mil fotogramas em película de Ripper que estão sendo digitalizados e catalogados.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/fiocruz-inaugura-galeria-ceu-aberto-com-fotos-de-joao-roberto-ripper" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Rio: belga testa positivo para malária, mas Fiocruz não descarta ebola</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/rio-belga-testa-positivo-para-malaria-mas-fiocruz-nao-descarta-ebola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 17:24:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), investiga desde sábado (30) o caso de um viajante belga que veio de Uganda, na África, para o Rio de Janeiro com sintomas virais. O resultado do exame de sangue do paciente não foi concluído, mas as primeiras amostras biológicas deram positivo somente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), investiga desde sábado (30) o caso de um viajante belga que veio de Uganda, na África, para o Rio de Janeiro com sintomas virais. O resultado do exame de sangue do paciente não foi concluído, mas as primeiras amostras biológicas deram positivo somente para malária.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Rio-belga-testa-positivo-para-malaria-mas-Fiocruz-nao-descarta.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Assim que o homem chegou ao Instituto Evandro Chagas com tosse, calafrios e diarreia, a Fiocruz acionou o protocolo para atendimento especializado. O paciente ficará isolado até o diagnóstico conclusivo, considerando que Uganda, o país de origem dele, tem registros de casos de ebola. &#8220;A medida é de precaução, considerando o histórico de viagem do paciente&#8221;, informou a Fiocruz, em nota à imprensa neste domingo (31).</p>
<p>Os primeiros diagnósticos baseados em amostras de saliva e urina, no próprio sábado, confirmaram a malária. Nelas, as análises deram negativo para o ebola. O teste diagnóstico referente à amostra de sangue segue em análise. A Fiocruz não informou quando o resultado deve ficar pronto.</p>
<p>Além do paciente, estão sendo monitoradas pessoas que tiveram contato com ele, com apoio das secretarias municipal e estadual de Saúde, que acompanham o caso. Mesmo assim, a Fiocruz reitera que o vírus não é transmitido por via respiratória, como a gripe, mas somente por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos e/ou animais infectados.</p>
<p>No momento, há um surto de ebola em países da África Central, com o epicentro no Congo e casos registrados em Uganda. O vírus provoca febre hemorrágica e apresenta alta letalidade.</p>
<p>A Fiocruz é referência para tratar casos suspeitos de ebola com atendimento médico e testagem diagnóstica no Brasil e informa que o risco de transmissão no país é baixo.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/rio-belga-testa-positivo-para-malaria-mas-fiocruz-nao-descarta-ebola" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Fiocruz apresenta pesquisa abrangente sobre a saúde dos idosos no país</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fiocruz-apresenta-pesquisa-abrangente-sobre-a-saude-dos-idosos-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 23:22:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou nesta terça-feira (26), os resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil). Esta é considerada uma das mais abrangentes pesquisas nacionais sobre envelhecimento no país. A iniciativa inédita disponibilizará, em uma plataforma online, cerca de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou nesta terça-feira (26), os resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil). Esta é considerada uma das mais abrangentes pesquisas nacionais sobre envelhecimento no país. A iniciativa inédita disponibilizará, em uma plataforma <em>online</em>, cerca de 100 indicadores relacionados à saúde da população com 60 anos ou mais, abrangendo diferentes aspectos, como condições de vida, funcionalidade, ambiente social e acesso a políticas públicas, entre outros.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Fiocruz-apresenta-pesquisa-abrangente-sobre-a-saude-dos-idosos-no.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Entre os resultados há indicadores que revelam que fatores urbanos, sociais e estruturais têm papel decisivo na qualidade de vida da população idosa, mostrando que envelhecer no Brasil envolve desafios muito além da ausência de doenças. Um dos aspectos diz respeito à percepção do ambiente urbano: 42,7% dos idosos que vivem em áreas urbanas relatam medo de cair por causa de defeitos em calçadas, passeios ou vias públicas próximas de suas casas. O percentual expõe um problema estrutural que afeta diretamente mobilidade, autonomia e participação social.</p>
<p>Entre as mulheres idosas, esse índice chega a 50,5%, enquanto entre os homens é 31,9%. A preocupação também aumenta com a idade: atinge 35,2% das pessoas entre 60 e 69 anos, sobe para 47,1% entre 70 e 79 anos e alcança 63,1% entre aqueles com 80 anos ou mais. </p>
<p>“Os dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à adaptação das cidades para uma população cada vez mais envelhecida, incluindo acessibilidade, segurança viária, mobilidade e planejamento urbano inclusivo”, avalia a coordenadora do Elsi-Brasil, pesquisadora Maria Fernanda Lima-Costa.</p>
<p>A insegurança é outro ponto destacado na pesquisa. O estudo mostra que 12,1% dos idosos brasileiros consideram a vizinhança onde vivem muito insegura em relação à violência e criminalidade. Em números absolutos, isso representa aproximadamente 3,8 milhões de pessoas idosas vivendo em contextos marcados pelo medo e pela vulnerabilidade social. A percepção aparece de forma relativamente homogênea entre homens e mulheres e entre diferentes faixas etárias, indicando que a violência urbana é um problema transversal e disseminado, com impacto direto sobre a qualidade de vida, a saúde mental e a circulação social dessa população.</p>
<h2>Hipertensos</h2>
<p>A hipertensão arterial sistêmica segue como uma das condições mais relevantes da saúde dos idosos. A pesquisa, que incluiu aferição domiciliar da pressão arterial com metodologia padronizada, identificou que 34,4% dos idosos apresentam níveis compatíveis com hipertensão, ou seja, pressão a 14 por 9 ou acima disso. Registro corresponde a cerca de 11 milhões de brasileiros idosos que necessitam de avaliação clínica, diagnóstico e tratamento para prevenir desfechos graves, como infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e demência vascular.</p>
<p>A prevalência da hipertensão aumenta progressivamente com a idade: 31,9% entre 60 e 69 anos, chegando a 40,1% entre pessoas com 80 anos ou mais. Diferentemente de outros indicadores, não houve diferenças significativas entre homens e mulheres, o que reforça o caráter generalizado da condição. Como a hipertensão frequentemente é assintomática, os pesquisadores destacam a importância do rastreamento regular e do fortalecimento da atenção primária para evitar subdiagnóstico e complicações.</p>
<h2>Mobilidade</h2>
<p>A perda da capacidade funcional aparece como outro eixo central do estudo. Os resultados apontam que, 20,4% dos idosos brasileiros apresentam dificuldade para realizar ao menos uma atividade básica da vida diária, como se vestir, tomar banho, comer, usar o banheiro ou levantar da cama.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, este fato significa que cerca de 6,5 milhões de pessoas vivem com algum grau de limitação funcional, condição que impacta não apenas sua autonomia, mas também suas famílias, cuidadores e os sistemas de saúde e assistência social.</p>
<p>Maria Fernanda disse ainda que “a diferença do resultado conforme o gênero novamente se destaca: 23,1% das mulheres apresentam limitação funcional, contra 17% dos homens. A progressão por idade é ainda mais contundente: a prevalência passa de 13,9%, entre pessoas de 60 a 69 anos, para 44,2% entre idosos com 80 anos ou mais”, explicou.</p>
<h2>Falta de apoio</h2>
<p>Os dados também revelam fragilidades importantes na rede de apoio. Entre os idosos que apresentam dificuldades para realizar uma ou mais atividades da vida diária, apenas 37,9% recebem ajuda. Essa proporção aumenta gradualmente com a idade (de 24,1% para 38,1% e 55,4% entre aqueles com 60 a 69, 70 a79 e 80 anos ou mais, respectivamente).  </p>
<p>Falta também treinamento para aqueles que prestam cuidados: somente 5,8% dos cuidadores relataram ter recebido algum tipo de treinamento, evidenciando a ausência de políticas estruturadas para formação e suporte a cuidadores familiares ou informais. Esse cenário aponta para a necessidade urgente de políticas integradas de cuidado de longa duração, apoio domiciliar e qualificação daqueles que prestam cuidados. </p>
<p>Os resultados reafirmam ainda o papel central do Sistema Único de Saúde (SUS) como principal base de cuidado para a população idosa brasileira. Cerca de dois terços das pessoas com 60 anos ou mais têm o SUS como única fonte de atenção à saúde.  A cobertura é semelhante entre homens e mulheres e sofre apenas discreta redução nas faixas etárias mais elevadas. </p>
<p>A Estratégia Saúde da Família (ESF), uma das principais políticas de atenção primária do SUS, também se destaca: 69,2% dos idosos brasileiros estão vinculados a essa iniciativa, o que representa cerca de 22,2 milhões de pessoas. </p>
<p>“Os dados reforçam evidências de que o SUS e a ESF constituem estruturas essenciais para a promoção do envelhecimento saudável, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais e econômicas”, afirma a coordenadora do Elsi-Brasil.</p>
<h2>Painel</h2>
<p>O painel de indicadores sobre envelhecimento, disponível na plataforma do Eisi-Brasil e lançado junto com a apresentação dos resultados da terceira onda da pesquisa, permitirá acesso público e ampliado a informações sobre múltiplas dimensões do envelhecimento no país. A ferramenta foi criada para apoiar pesquisadores, gestores públicos, profissionais de saúde e sociedade civil no monitoramento contínuo das condições de vida e necessidades da população idosa brasileira. </p>
<p>Alinhado à proposta da Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030), instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), o painel adota uma visão ampliada sobre envelhecimento, que vai além da ausência de doenças e incorpora dimensões como autonomia, capacidade funcional, segurança e condições ambientais como pilares essenciais para o bem-estar nas idades mais avançadas. Segundo os pesquisadores, a plataforma representa um instrumento decisivo para enfrentar, com rapidez e integração, os desafios impostos pelo envelhecimento da população brasileira.</p>
<p>A primeira pesquisa sobre a saúde dos idosos foi realizada em 2015-2016, a segunda em 2019-2021 e a terceira em 2023-2024. Com metodologia harmonizada internacionalmente, o Elsi-Brasil integra o grupo das principais pesquisas globais sobre envelhecimento e posiciona o Brasil como referência estratégica na produção de conhecimento científico sobre o tema.</p>
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<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/fiocruz-apresenta-pesquisa-abrangente-sobre-saude-dos-idosos-no-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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