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	<title>Hepatites Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Hepatites Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/estudo-sobre-hepatites-virais-traca-panorama-da-doenca-em-onze-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 19:49:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores do Einstein Hospital Israelita analisaram 200 trabalhos científicos publicados entre 2013 e 2024, com dados de mais de 14,5 milhões de pessoas, e traçaram um panorama das hepatites virais no Brasil. A pesquisa faz parte do projeto Caracterização de Hepatites Virais em Populações Vulnerabilizadas, desenvolvido pelo Einstein no âmbito do Programa de Apoio ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores do Einstein Hospital Israelita analisaram 200 trabalhos científicos publicados entre 2013 e 2024, com dados de mais de 14,5 milhões de pessoas, e traçaram um panorama das hepatites virais no Brasil.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Estudo-sobre-hepatites-virais-traca-panorama-da-doenca-em-onze.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A pesquisa faz parte do projeto Caracterização de Hepatites Virais em Populações Vulnerabilizadas, desenvolvido pelo Einstein no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).</p>
<p>O objetivo é gerar conhecimento para fortalecer estratégias de prevenção e cuidado que possam contribuir para que o Brasil alcance a meta de eliminar as hepatites virais até 2030. O estudo foi publicado na revista científica internacional <em>PLOS ONE</em>.</p>
<p>Foram analisados dados referentes a todas as hepatites virais: A, B, C, D e E. </p>
<p>“Em geral, as pessoas pensam mais nas hepatites B e C, porque são, de fato, bem frequentes e, além de hepatites agudas, elas são, com frequência, hepatites crônicas”, disse nesta segunda-feira (3) à Agência Brasil o coordenador do estudo, João Renato Rebello Pinho, médico do Departamento de Patologia Clínica do Einstein.</p>
<h2>Hepatite A</h2>
<p>A hepatite A, por exemplo, é uma hepatite aguda, mas que pode ter casos graves. Trata-se de uma hepatite que pode ser evitada pela vacinação. Pinho ressaltou, entretanto, que a hepatite A voltou ao Brasil, principalmente transmitida por homens.</p>
<p>“É uma nova forma de contato que foi reconhecida, que é o contato oral/anal, ou seja, na hora de fazer sexo, pessoas acabam se contaminando com material anal e com o vírus. Isso fez com que essa doença voltasse a se manifestar na população brasileira em geral”.</p>
<p>Segundo o especialista, a doença começou nos grupos de homens que fazem sexo com outros homens, mas logo se espalhou para todas as populações não vacinadas.</p>
<p>&#8220;Então, em relação à hepatite A, é importante ressaltar a importância da vacinação, porque tem mulheres que fazem também sexo oral/anal. Elas também estão sujeitas a esse tipo de hepatite”.</p>
<p>Por outro lado, ele descartou que a doença seja transmitida de pessoa a pessoa pela pele, por exemplo. O contágio de pessoa a pessoa é mais difícil, precisa ser um contato íntimo. </p>
<p>&#8220;Na verdade, a forma mais comum de contaminação pelo vírus da hepatite A é por via alimentar, ou seja, por água contaminada ou alimentos contaminados”.</p>
<p>A nova forma que foi descrita nos últimos 10 anos quando esses vírus se espalharam pelo mundo ocorreu, principalmente, por conta desse comportamento sexual. Mas não passa de pessoa a pessoa, como o vírus da Covid-19, afirmou o médico. “Só passa se a pessoa for ao banheiro, sujar a mão e cumprimentar outra pessoa”.</p>
<p>No contato familiar intenso, contudo, Rebello Pinho admitiu que pode ocorrer contágio. Uma criança que pega hepatite A tem mais facilidade de passar para outras pessoas porque tem todos os cuidados higiênicos dos pais para elas. Não há, entretanto, risco de transmissão de hepatite por contato pessoal no ônibus, no trânsito, na rua. “Isso não vai acontecer. Precisa ser um contato muito íntimo mesmo”.</p>
<p>Por regiões, a hepatite A, de transmissão oral/fecal, ocorre muito na região amazônica e nas regiões Norte e Nordeste. “Ela ainda é frequente nessas regiões, exceto quando são homens maiores de 18 anos, que nós encontramos muitos casos de hepatite A na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, devido a esse fenômeno de comportamento sexual e à falta de vacinação que ainda não é gratuita para quem tem mais de 18 anos”.</p>
<h2>Hepatites B e C</h2>
<p>Nas hepatites B e C, a principal forma de contato é sexual. Mas também o contato com sangue ou produtos sanguíneos, principalmente o uso de drogas endovenosas, pode transmitir as hepatites B e C.</p>
<p>Outra forma importante de transmissão é a de mãe para filho durante a gestação e o parto. Rebello Pinho salientou que o Brasil, inclusive, controla muito bem a hepatite B e já controlou a transmissão hepatite B e do HIV de mãe para filho. “É uma coisa muito rara de acontecer atualmente”.</p>
<p>Rebello Pinho Enfatizou a existência de vacina contra a hepatite B. Ao contrário da hepatite A, a hepatite B pode ser crônica. E tanto a B como a C se relacionam com cirrose e com câncer de fígado. “Daí a importância de tomar vacina para a hepatite B”.</p>
<p>Para a hepatite B, há tratamentos muito eficazes. Já para a hepatite C, embora as vias de transmissão sejam muito parecidas com as do tipo B, não existe vacina. Esse tipo de hepatite viral tem, por outro lado, tratamentos muito eficazes que curam mais de 95% dos pacientes.</p>
<p>“Ou seja, é uma doença que, antes, tinha tratamentos muito ruins, mas agora tem tratamento muito bom. O ideal, porém, é que a pessoa não pegue a hepatite C”.</p>
<p>Para isso, reforçou entre as medidas necessárias o sexo seguro e evitar contato com sangue, principalmente com o uso de drogas endovenosas proibidas.</p>
<p>O pesquisador lembrou que outra forma muito frequente de transmitir a hepatite C era uso de seringas compartilhadas de transfusão de sangue. Hoje, contudo, é muito raro conseguir transmitir a hepatite B e C por esses caminhos, indicou. Para prevenir a hepatite C, orientou que devem ser evitados esses comportamentos.</p>
<h2>Hepatite D</h2>
<p>De acordo com João Renato Rebello Pinho, a hepatite D, ou Delta, é negligenciada.“Porque ela acontece, em geral, com populações de um nível socioeconômico mais baixo, que acabam sendo negligenciadas pelos sistemas de saúde”.</p>
<p>No Brasil, ela é muito frequente na região amazônica, especialmente nas populações ribeirinhas, de difícil acesso, nas quais é difícil fazer o diagnóstico. O médico destacou que também a hepatite B é mais frequente no Brasil na região amazônica, embora ocorra em todo o Brasil.</p>
<p>“Apesar de ter uma vacina e tratamento eficazes, ela é uma doença muito espalhada na população brasileira, com várias fontes do vírus em diferentes lugares do Brasil e não só na região amazônica”.</p>
<p>Rebello Pinho explicou que as hepatites B e D são relacionadas. Na região amazônica, há populações que apresentam uma frequência importante de hepatite Delta. Ele esclarece, no entanto, que só pega a hepatite D, ou Delta, quem é portador do vírus de hepatite B.</p>
<p>“Ou a pessoa pega o vírus de hepatite B e Delta ao mesmo tempo, ou já tem o vírus de hepatite B e depois pega o vírus da hepatite D”.</p>
<p>Estudos genéticos dos vírus presentes no Brasil mostraram que a maior parte dos vírus é característica da região amazônica. Ou seja, têm um ciclo viral que está sendo mantido há muito tempo na região amazônica, “apesar de a gente saber que a vacina para hepatite B é eficaz para a prevenção também da hepatite Delta. Se a pessoa não pega hepatite B, ela não pega hepatite Delta”.</p>
<p>Nas populações ribeirinhas, distantes de grandes centros urbanos, muitas vezes vai haver pessoas que se infectam com a hepatite B e Delta ao mesmo tempo. Quando isso ocorre, a hepatite é mais grave, pode ser fulminante. “Pode ser hepatite aguda mais grave, uma hepatite crônica mais grave, relacionada com cirrose, com câncer de fígado. É um grande problema de saúde pública na região amazônica”.</p>
<p>Na avaliação do médico do Departamento de Patologia Clínica do Einstein, esse tipo de hepatite tem que ser vista dentro das chamadas doenças raras.</p>
<p>“As pessoas esquecem da hepatite Delta, porque ela só está presente em alguns grupos populacionais. Mas nesses grupos ela tem uma frequência grande e uma mortalidade também importante. Apesar de ser uma hepatite, é uma doença negligenciada, porque é mal diagnosticada”.</p>
<p>Os tratamentos são difíceis de serem realizados na região amazônica. “Ou seja, esse é um problema de saúde pública importante”, reiterou.</p>
<h2>Hepatite E</h2>
<p>A hepatite E não é muito conhecida. Foi descrita inicialmente na Índia, onde apresenta casos bem graves e epidemias muito extensas, devido a um genótipo que só é encontrado naquele país.</p>
<p>No Brasil, como na Europa, essa é uma hepatite causada por um genótipo diferente, encontrado em animais. Isso significa que essa hepatite é uma zoonose, quer dizer, é uma doença transmitida para o homem a partir de outros animais, especialmente o porco. Já existem trabalhos demonstrando a existência de alguns porcos infectados com hepatite E no Brasil.</p>
<p>Rebello Pinho assegurou que não só a hepatite E, mas todos os outros tipos de hepatites virais vão se beneficiar muito da noção de saúde única. Isso significa que é necessário melhorar a saúde não só dos seres humanos, como dos animais. “Para pensar em hepatite E, teria que se pensar também em porcos, porque alguns porcos do Brasil têm essa doença”.</p>
<p>O trabalho realizado pelos pesquisadores revelou que o Sul do Brasil pode ter um pouco mais de hepatite E, por concentrar maior criação de suínos. </p>
<p>Por outro lado, a hepatite E não é tão grave como as demais. É uma doença aguda mas que, muitas vezes, pode até passar despercebida. Trata-se de uma doença que ainda precisa ser melhor estudada no Brasil.</p>
<h2>Prevalência</h2>
<p>Nos 200 estudos incluídos, a hepatite B foi a mais estudada, seguida pela hepatite C. A soroprevalência da hepatite A na população geral variou entre 33,3% e 67,8%. Em populações vulneráveis, a maior soroprevalência foi entre as populações encarceradas (88,1%), seguidas por imigrantes (87,4%) e indivíduos transgêneros (75,6%).</p>
<p>A Hepatite B apresentou prevalência variando de 0% a 7,5% na população geral, com as maiores taxas em uma região endêmica amazônica. A soroprevalência de hepatite C variou de 0,04% a 2,2% na população geral, com taxas mais altas entre pessoas que usam drogas (36,9%).</p>
<p>A hepatite D foi predominantemente relatada na região amazônica, com prevalência variando de 0% a 23,9%. Para hepatite E, a prevalência na população geral variou de 0,9 a 59,4%, com o valor mais alto na Região Sul.</p>
<h2>Planejamento</h2>
<p>O material analisado pelo grupo liderado pelo Einstein Hospital Israelita poderá apoiar gestores, profissionais de saúde e pesquisadores no planejamento de iniciativas alinhadas aos esforços nacionais para eliminação dessas doenças até 2030.</p>
<h2>Proadi-SUS</h2>
<p>O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) foi criado em 2009. O objetivo é apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, além de gestão e assistência especializadas, demandados pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>Atualmente, o programa reúne sete hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: A.C. Camargo Cancer Center, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hcor, Einstein Hospital Israelita, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.</p>
<p>Os recursos do Proadi-SUS advêm da imunidade fiscal dos hospitais participantes. </p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/estudo-sobre-hepatites-virais-traca-panorama-da-doenca-em-onze-anos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais alerta para prevenção</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dia-mundial-de-luta-contra-as-hepatites-virais-alerta-para-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 11:47:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça (28), é o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, destinada a promover a conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. O mês foi instituído no Brasil em 2019, pela Lei nº 13.802/2019. As hepatites virais causam uma inflamação aguda ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça (28), é o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, destinada a promover a conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. O mês foi instituído no Brasil em 2019, pela Lei nº 13.802/2019.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dia-Mundial-de-Luta-contra-as-Hepatites-Virais-alerta-para.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As hepatites virais causam uma inflamação aguda ou crônica do fígado. Elas são classificadas pelo tipo de vírus: A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, as hepatites mais encontradas são as causadas pelos vírus A, B e C.</p>
<p>A doença, na maioria das vezes, avança sem demonstrar sintomas por longos períodos. Em muitos pacientes, os sintomas são confundidos com problemas comuns do dia a dia, como fadiga, mal-estar geral e perda de apetite.</p>
<p>O doutor em Hepatologia pela Universidade de São Paulo (USP), diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), Adriano Moraes, detalha que, somente em fases mais avançadas, podem surgir sinais como pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor abdominal e coceira.</p>
<p>“O fígado sofre em silêncio. A maioria das hepatites e doenças hepáticas não causa dor nem sintomas no início. O fígado tem uma grande reserva funcional e isso explica porque ele pode sofrer inflamação por muitos anos sem produzir sintomas evidentes”, explicou o hepatologista.</p>
<p>As hepatites virais podem se tornar crônicas e causar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. No caso da hepatite B, o risco de câncer ocorre predominantemente em pacientes com cirrose.</p>
<p>“Esses pacientes tendem a ter maior mortalidade devido à descompensação da doença, além de boa parte desses pacientes vir a necessitar de um transplante de fígado”, detalha Adriano Moraes.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dia-Mundial-de-Luta-contra-as-Hepatites-Virais-alerta-para.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="27/07/2026 - Dr. Adriano Moraes é hepatologista, doutor em Hepatologia pela Universidade de São Paulo; diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), coordenador do programa de Residência em clínica médica do Hospital Santa Lúcia Sul , de Brasília-DF .  O mês de julho marca a campanha “Julho Amarelo”, destinada a promover conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais.&#13;&#10;A hepatite é uma inflamação que agride o fígado, e pode ser causada principalmente por vírus, pelo uso de alguns medicamentos, álcool em excesso e outras drogas. Foto:  Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)/Divulgação" title="Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Adriano Moraes, diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) Foto: Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Prevenção</h2>
<p>O alerta anual do Julho Amarelo é para realização do diagnóstico e do tratamento precoces das hepatites virais, reduzindo a inflamação e os riscos de cirrose e câncer de fígado. Os pacientes não-tratados podem evoluir em 30% a 40% para cronicidade e suas complicações ao longo da vida, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia.</p>
<p>A SBH afirma à Agência Brasil que apoia e incentiva a campanha de conscientização de forma descentralizada em todo o território nacional e estimula seus médicos associados a realizarem ações diretamente em seus municípios. Além disso, a sociedade médica diz que atua como uma fonte de informação e orientação de saúde para o público geral.</p>
<p>As principais recomendações da sociedade científica são prevenção por meio da vacinação; testagem e cuidados comportamentais e de higiene.</p>
<p>A imunização varia de acordo com o tipo do vírus. A vacinação contra hepatite B é recomendada para todas as pessoas, especialmente profissionais de saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pessoas que convivem com o HIV, renais crônicos e imunodeprimidos, de uma forma geral.</p>
<p>Já a vacina da hepatite A está indicada em crianças, homens que fazem sexo com homens e viajantes para áreas endêmicas.</p>
<p>O médico Adriano Moraes enfatiza que é preciso evitar o compartilhamento de itens pessoais e perfurocortantes e fazer uso contínuo de preservativos, especialmente para proteção sexual contra hepatite B.</p>
<p>“Deve-se orientar uso de preservativos na prevenção da hepatite B e nunca compartilhar agulhas, seringas, alicates de unha, lâminas de barbear e escovas de dentes.”</p>
<p>Outra medida considerada fundamental pela entidade é a testagem para a detecção precoce das infecções virais. “Toda pessoa deve ser testada pelo menos uma vez para as hepatites B e C, especialmente, as pessoas acima dos 40 anos”, explica o especialista.</p>
<p>Além disso, o hepatologista defende a testagem rápida para as hepatites B e C para públicos prioritários. </p>
<p>“Pessoas que já utilizaram drogas injetáveis ou inaladas, pessoas que convivem com o HIV, homens que fazem sexo com homens, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pacientes privados de liberdade, gestantes, parceiros sexuais de pessoas com hepatite B ou C, pessoas em hemodiálise, profissionais expostos a sangue, pessoas com tatuagens e piercing e pessoas com alterações persistentes em enzimas hepáticas, por exemplo”, listou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dia-Mundial-de-Luta-contra-as-Hepatites-Virais-alerta-para.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 17/10/2025 O Dia D nacional de multivacinação, mobilização voltada à atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos, no Riacho Fundo II, cidade satéite de Brasília.   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Seringa de vacinação &#8211; hepatites A e B podem ser prevenidas com imunização. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Gestantes</h2>
<p>Como as hepatites B e C podem ser transmitidas da gestante para o filho durante a gravidez ou no momento do parto, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aponta o diagnóstico precoce, por meio de exames de sangue incluídos na rotina do pré-natal, representa uma das principais estratégias para prevenir complicações.</p>
<p>O presidente da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo, o ginecologista Regis Kreitchmann, esclarece que identificar precocemente a presença do vírus permite adotar medidas capazes de proteger tanto a gestante quanto o recém-nascido.</p>
<p>&#8220;São exames simples, rápidos e acessíveis. Quanto mais cedo a infecção for identificada, maiores são as possibilidades de proteger a mãe e evitar a transmissão para o bebê&#8221;, ressalta o médico.</p>
<p>“O grande problema da transmissão vertical é que o bebê contaminado tem uma chance muito maior de desenvolver hepatite crônica, o que pode comprometer sua saúde no futuro. Por isso, prevenir essa transmissão é uma prioridade da assistência pré-natal&#8221;, afirmou o Dr. Regis Kreitchmann.</p>
<p>Entre as hepatites que podem acometer a gestação, apenas a hepatite B possui vacina.</p>
<h2>Principais desafios</h2>
<p>A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) cita alguns dos principais gargalos no acesso ao tratamento:</p>
<ul>
<li>a baixa cobertura vacinal: mesmo com a vacina contra a hepatite B disponível gratuitamente no SUS, a adesão da população continua abaixo do ideal;</li>
<li>a taxa baixa de diagnóstico;</li>
<li>o acesso limitado a exames;</li>
<li>a demora no encaminhamento de pacientes diagnosticados para um médico especialista;</li>
<li>a distância dos centros de referência no tratamento das hepatites virais;</li>
<li>as desigualdades regionais entre estados e municípios;</li>
<li>o abandono de atendimento, pela dificuldade de manter o acompanhamento contínuo de pacientes já diagnosticados, com destaque para a população privada de liberdade e usuários de drogas ilícitas.</li>
</ul>
<h2>Incidência e óbitos no Brasil</h2>
<p>Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025 do Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 826.292 casos entre 2000 e 2024.</p>
<p>Destes, a hepatite C respondeu por 41,5% das notificações nacionais, 342.328 casos; seguida pela hepatite B (36,6%, ou 302.351 casos) e pela hepatite A (21,2%, 174.977 ocorrências).</p>
<p>Os demais registros do boletim são: 4.722 casos (0,6%) de hepatite D e 1.914 (0,1%) causados pelo vírus E.</p>
<p>No período descrito, a Região Nordeste concentrou a maior proporção das infecções pelo vírus A (29,2%). Na Região Sudeste, foram verificadas as maiores proporções dos vírus B e C, com 34,0% e 57,7%, respectivamente; enquanto na Região Sul foram 30,9% e 27,0%. Por sua vez, a Região Norte acumula 72,4% do total de casos de hepatite D (ou Delta).</p>
<p>No período de 2000 a 2024, foram identificados no Brasil, pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 49.999 óbitos por causas básicas e 45.959 óbitos por causas associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D.</p>
<p>Desses óbitos, 1,5% foram relacionados à hepatite viral A; 22,0%, à hepatite B; 75,3%, à hepatite C; e 0,9%, à hepatite D.</p>
<h2>Sobre as hepatites A, B, C e E</h2>
<p>Cada tipo de hepatite tem suas próprias formas de transmissão, sintomas e tratamentos.</p>
<p>As hepatites A e E, geralmente, são transmitidas por meio de alimentos ou água contaminados, via conhecida como fecal/oral, e mais raramente pela via sanguínea. Ressalta-se, entretanto, o aumento do número de casos de hepatites A por meio de práticas sexuais que viabilizam o contato fecal oral.</p>
<p>Por sua vez, as infecções dos tipos B, C e D são transmitidas pelo contato com fluidos corporais infectados, como sangue, incluindo relações sexuais desprotegidas e, também da mãe para o filho, durante a gestação.</p>
<p>Para mais informações, o Ministério da Saúde disponibiliza o <em>Guia para Eliminação das Hepatites Virais</em>, documento com diretrizes e estratégias que visam à erradicação das hepatites virais no Brasil até 2030.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/dia-de-luta-contra-hepatites-virais-alerta-para-conscientizacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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