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	<title>HPV Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>HPV Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-entre-jovens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina. Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-entre-jovens/">Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-HPV-entre-jovens.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%. </p>
<p>A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.</p>
<p>Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:</p>
<p>&#8220;Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado&#8221;</p>
<p>Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. </p>
<p>Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. </p>
<p>De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo &#8220;efeito rebanho&#8221;:</p>
<p>&#8220;Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.&#8221;</p>
<p>Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa. </p>
<p>Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público. </p>
<p>&#8220;Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero&#8221;, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa. </p>
<h2>Vacinação eficaz</h2>
<p>Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. </p>
<p>A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses. </p>
<p>A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. </p>
<p>Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero. </p>
<p>O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-entre-jovens" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV ente jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:44:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina. Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-HPV-ente-jovens.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%. </p>
<p>A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.</p>
<p>Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:</p>
<p>&#8220;Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado&#8221;</p>
<p>Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. </p>
<p>Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. </p>
<p>De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo &#8220;efeito rebanho&#8221;:</p>
<p>&#8220;Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.&#8221;</p>
<p>Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa. </p>
<p>Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público. </p>
<p>&#8220;Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero&#8221;, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa. </p>
<h2>Vacinação eficaz</h2>
<p>Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. </p>
<p>A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses. </p>
<p>A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. </p>
<p>Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero. </p>
<p>O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-ente-jovens" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV é prorrogada</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/vacinacao-de-adolescentes-de-15-a-19-anos-contra-o-hpv-e-prorrogada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:41:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada seria encerrada este mês. Em ofício, a pasta reforçou a importância do resgate vacinal para a ampliação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada seria encerrada este mês.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Vacinacao-de-adolescentes-de-15-a-19-anos-contra-o.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em ofício, a pasta reforçou a importância do resgate vacinal para a ampliação do acesso de adolescentes ainda não imunizados e reafirmou a necessidade de estados e municípios intensificarem as ações voltadas para a vacinação desses jovens.</p>
<p>“O monitoramento dessa vacinação de resgate apresenta avanços, mas os dados ainda são insuficientes para alcançarmos os mais de 600 mil adolescentes contemplados, necessitando, portanto, o incremento de estratégias voltadas para ações extramuros, como nas escolas, universidades e outros locais”, destacou o ministério.</p>
<p>No documento, a pasta citou ainda a importância de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e mídias, com o objetivo de ampliar a divulgação para a sociedade sobre a segurança e efetividade da vacina.</p>
<p>Dados coletados até junho deste ano indicam que 287.647 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos foram imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino.</p>
<h2>Esquema vacinal</h2>
<p>A vacina contra o HPV faz parte da rotina do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.</p>
<p>Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses.</p>
<p>A mesma recomendação se aplica a usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.</p>
<h2>Análise</h2>
<p>O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembra que o HPV é o principal vírus causador de diversos tipos de câncer, sobretudo o de colo de útero, mas também está relacionado ao câncer anal, câncer de boca, de cabeça, de pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.</p>
<p>“São diversos tipos de câncer que partem do princípio de uma infecção prévia pelo vírus. Ele promove uma alteração na mucosa desses locais e indivíduos que não conseguem eliminá-lo após a exposição persistem com essa infecção por tempo prolongado, levando à uma diferenciação dessas células, causando, no futuro ou na persistência dessa infecção, esses tipos de câncer,” explicou Kfouri.</p>
<p>Segundo ele, o objetivo da imunização é evitar que mulheres e homens, ao se exporem ao HPV, se infectem e fiquem com o vírus de forma persistente. “A vacinação de adolescentes foi demonstrada, em diversos locais do mundo, a idade mais eficaz – não só no desempenho da vacina, mas também pelo momento.”</p>
<p>“Ao vacinar antes da exposição ao vírus, já que é um vírus de transmissão basicamente sexual, você evita e consegue obter o melhor desempenho da vacina., que é proteger contra todos os tipos contidos na dose”, completou.</p>
<p>O médico destacou ainda que a estratégia de imunizar meninos e meninas amplia o poder de proteção por meio da redução da transmissão do vírus e que países que adotaram a ação obtiveram reduções expressivas em verrugas genitais, cânceres de vagina e vulva e, principalmente, no câncer de colo de útero.</p>
<p>“É uma vacina extremamente segura e altamente eficaz. Uma das mais eficazes que nós já desenvolvemos no mundo. Ao ponto da Organização Mundial da Saúde falar hoje em eliminar o câncer de colo de útero”, concluiu Kfouri.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/vacinacao-de-adolescentes-de-15-19-anos-contra-o-hpv-e-prorrogada" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Vacina contra HPV segue disponível para crianças e grupos prioritários em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/vacina-contra-hpv-segue-disponivel-para-criancas-e-grupos-prioritarios-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 20:46:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – A vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) segue disponível em Manaus para meninos e meninas de 9 a 14 anos, adolescentes de 15 a 19 anos não vacinados anteriormente e grupos prioritários, conforme orientação do Ministério da Saúde. A informação é da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/vacina-contra-hpv-segue-disponivel-para-criancas-e-grupos-prioritarios-em-manaus/">Vacina contra HPV segue disponível para crianças e grupos prioritários em Manaus</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Manaus (AM) – A vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) segue disponível em Manaus para meninos e meninas de 9 a 14 anos, adolescentes de 15 a 19 anos não vacinados anteriormente e grupos prioritários, conforme orientação do Ministério da Saúde.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A informação é da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que também reforça a necessidade de manter o esquema vacinal atualizado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além do público infantil e adolescente, a vacina é indicada para grupos prioritários, como pessoas imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, pacientes com papilomatose respiratória recorrente e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).</p>
<h2 class="wp-block-heading">Vacinação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O imunizante está disponível em 174 salas de vacina espalhadas pela capital. Os endereços e horários de funcionamento podem ser consultados no site da Semsa ou no portal oficial da Prefeitura de Manaus.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Esclarecimento</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A secretaria esclarece que não há campanha de vacinação voltada para outros públicos, como homens e mulheres a partir dos 20 anos, contrariando informações que circulam em redes sociais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Prefeitura alerta a população para que verifique a veracidade de conteúdos compartilhados e siga apenas as orientações oficiais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes e procurar a unidade de saúde mais próxima para atualização das doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">LEIA MAIS:</p>
<p class="wp-block-paragraph">STF determina transferência de ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Papudinha</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/vacina-contra-hpv-segue-disponivel-para-criancas-e-grupos-prioritarios-em-manaus/">Vacina contra HPV segue disponível para crianças e grupos prioritários em Manaus</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<item>
		<title>Acre luta para reverter desinformação e ampliar vacinação contra o HPV</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o-hpv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de avanços nos últimos anos, o Brasil ainda batalha para atingir as metas de vacinação contra o HPV, e esse desafio é ainda maior em um estado: o Acre.  No ano passado, enquanto a média de cobertura no país foi de 86% entre as meninas e 74,5% entre os meninos, no estado da região [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de avanços nos últimos anos, o Brasil ainda batalha para atingir as metas de vacinação contra o HPV, e esse desafio é ainda maior em um estado: o Acre. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>No ano passado, enquanto a média de cobertura no país foi de 86% entre as meninas e 74,5% entre os meninos, no estado da região Norte, os índices ficaram em 59% e 50%, os menores entre todas as unidades federativas. </p>
<p>Uma das principais explicações para isso é um incidente ocorrido em 2017, quando 74 adolescentes acreanos apresentaram sintomas, que iam de dores de cabeça até desmaios e convulsões, após receberem o imunizante. </p>
<p>Uma extensa investigação comprovou que os componentes da vacina não causaram os problemas, mas o caso repercutiu nacionalmente e foi objeto de uma campanha de desinformação. </p>
<p>A atual coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações no Acre, Renata Quiles, já integrava a equipe de gestão na época e viu todo o desenrolar da história em primeira mão: </p>
<p>&#8220;Até 2017, nós tínhamos 14 casos notificados de possíveis efeitos adversos dos mais variados, desde uma cefaleia, uma dor local, até um desmaio, todos investigados em tempo oportuno. Nós saímos de 14 para 127 casos notificados em 6 meses por um comportamento da massa, estimulada pelo que se veiculava na imprensa e pelo medo natural da população&#8221;, lembra ela. </p>
<p>Uma grande força-tarefa passou a investigar o ocorrido, tanto verificando os lotes das vacinas aplicadas à procura de algum problema, quanto examinando os adolescentes em busca de um diagnóstico. </p>
<p>Doze jovens com sintomas mais graves foram levados para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde passaram semanas fazendo uma bateria de exames, incluindo alguns bem avançados, como videoencefalograma.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Acre - 29/05/2026 - Renata Quiles, Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Acre. Foto: Luan Martins / Sesacre" title="Luan Martins / Sesacre"/></p>
<p><h6 class="meta">Renata Quiles, Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Acre. Foto: Luan Martins / Sesacre</h6>
</p>
<h2>Estresse vacinal</h2>
<p>Os especialistas da USP concluíram que dois irmãos tinham epilepsia de origem genética e o restante estava sofrendo de uma resposta física involuntária ao estresse, chamada de crise psicogênica não epilética, ou CNEP.</p>
<p>Ou seja, não foi a vacina que causou os sintomas, mas o estresse relacionado ao ato de vacinar, combinado a outras questões pessoais e familiares.</p>
<p>Em uma nota conjunta, as Sociedades Brasileiras de Pediatria e de Imunizações explicam que a CNEP é uma das manifestações das reações de estresse vacinal documentadas desde 1992 em diversos países e relacionadas a diferentes imunizantes. </p>
<p>Mas reforçam que não há nenhuma relação biológica com o material das vacinas. Ainda de acordo com as entidades, não se trata de uma simulação ou exagero, mas de uma condição real que pode até se tornar crônica. Mas elas alertam: </p>
<p>&#8220;Cada vez mais é descrita na literatura médica a influência negativa das redes sociais como meio de propagação de conteúdos, que agem como modelagem ou fatores de gatilho para o surgimento de novos casos. Estes canais também são o meio mais comum pelo qual o movimento antivacina influencia a população com informações falsas sobre as reações psicogênicas, atribuindo a elas caráter &#8216;sequelar&#8217; causado pelo imunobiológico&#8221;</p>
<p>De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mayra Moura, de fato, o movimento antivacina se aproveitou do episódio ocorrido no Acre, espalhando o medo para o restante do país. </p>
<p>Muitos pais já resistiam à vacina por acreditar que ela poderia estimular a &#8220;sexualidade precoce&#8221;, só porque a principal via de transmissão do HPV é a sexual. Foi uma combinação explosiva. </p>
<p>&#8220;A vacinação estava a todo o vapor, dando super certo e para usar um termo que os jovens usam, depois disso, a vacina de HPV &#8220;flopou&#8221;. </p>
<p>Essas questões fizeram com que a vacinação na escola acabasse, e a gente sabe que a melhor estratégia para a vacinação de adolescente é na escola, porque o adolescente não vai ao serviço de saúde&#8221;, lamenta Mayra. </p>
<p>O efeito foi ainda mais devastador no Acre, de acordo com Renata Quiles. Em 2018 e 2019, menos de 10% dos adolescentes do estado compareceram aos postos para se vacinar. </p>
<p>&#8220;O caso teve muita repercussão, mas eu não tive a mesma abertura para trazer à luz o que foi concluído, mostrar o resultado da investigação da USP que confirmou que nada estava relacionado com a vacina&#8221;, lamenta a coordenadora.</p>
<h2>Eventos adversos</h2>
<p>Renata e Mayra destacam que eventos adversos são comuns e esperados para qualquer medicamento, incluindo vacinas. O que determina se esses produtos serão disponibilizados para a população é a gravidade dos episódios, e se os riscos são inferiores aos benefícios.</p>
<p>Isso já é estabelecido na fase de testes, mas continua sendo avaliado depois que a população passa a utilizar o medicamento em larga escala. </p>
<p>No caso da vacina contra o HPV, essa é uma conta indiscutível, de acordo com a gerente médica de vacinas da farmacêutica MSD, Aline Okuma:</p>
<p>&#8220;A taxa de evento adverso é baixa e a efetividade é extremamente alta, de 90% ou mais. E a gente já tem estudos em alguns países mostrando que a incidência do câncer por HPV tem caído depois da introdução da vacina. A gente vê o sucesso&#8221;. </p>
<p>A MSD produz a vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde em parceria com o Instituto Butantan.</p>
<p>&#8220;Nós já temos 20 anos de estudos e de acompanhamento dessa vacina, monitorando todos os riscos e todos os benefícios também. O câncer por HPV é uma doença que pode aparecer de uma forma muito silenciosa, você pode não detectar. A prevenção é essencial&#8221;, complementa Aline. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio Branco (AC), 07/05/2026 – Conjunto de vacinas apresentadas durante treinamento incluindo Vacina Varivax (catapora), vacina Febre Amarela, vacina Influenza, vacina contra o HPV e vacina pentavalente no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Conjunto de vacinas apresentadas durante treinamento no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Mayra Moura explica que o Brasil tem um sistema de farmacovigilância que acompanha todos os eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização (Esavis) notificados pelos serviços de saúde. A grande maioria são sintomas leves, já descritos nas bulas das vacinas, como dor no local da aplicação e febre.</p>
<p>&#8220;Os eventos graves passam por uma investigação coordenada pelo Ministério da Saúde, em que o município e o estado participam, pra tentar entender, com exames, histórico de saúde, vendo medicamentos concomitantes que aquela pessoa usou. Depois que todas as informações possíveis são levantadas, é feita uma análise de causalidade, para definir se há uma relação de causa entre a vacina e aquele evento&#8221;. </p>
<p>Na maioria das vezes, essa causalidade não é comprovada e se conclui que a relação é apenas &#8220;temporal&#8221;, ou seja, como a pessoa manifestou os sintomas após tomar alguma vacina, ela deduz que eles foram provocados pelo imunizante.</p>
<p>Mas se trata de uma coincidência. Os sintomas tiveram outra causa e provavelmente também aconteceriam se a pessoa não tivesse se vacinado. </p>
<p>&#8220;Esse protocolo de farmacovigilância sempre existiu na imunização, como a gente continua até hoje investigando e acompanhando, qualquer caso relacionado temporalmente com a vacina HPV. O nosso objetivo, tanto do Ministério quanto das secretarias de Saúde, e dos laboratórios produtores, é oferecer um produto seguro e de qualidade para a população&#8221;, reforça Renata Quiles. </p>
<h2>Recuperação</h2>
<p>Ainda que o episódio de 2017 tenha enfraquecido a confiança da população na vacina, Renata também diz que ele se tornou uma comprovação da sua segurança, já que tanto o imunizante quanto os eventos adversos foram &#8220;incansavelmente investigados&#8221;.</p>
<p>&#8220;Toda essa situação poderia ter sido traumática pra mim, mas só me deu ainda mais segurança para confiar nessa vacina e continuar dizendo o quanto ela é importante para nossos jovens, porque por meio dela nós conseguiremos salvar muitas vidas&#8221;.</p>
<p>Graças ao trabalho constante e &#8220;de formiguinha&#8221; dos profissionais envolvidos com a política de vacinação, as coberturas voltaram a crescer no estado, mas &#8220;a lembrança do passado&#8221; persiste principalmente na capital Rio Branco, onde ocorreu a maioria dos episódios, segundo Renata. </p>
<p>&#8220;O tempo passa e as coisas esfriam. As pessoas viram que a vacina continuou sendo administrada e ninguém mais apresentou nada daquilo. Hoje nós conseguimos conversar e convencer. No passado nem conversar nós conseguiríamos. A população acreana não é hesitante, ela gosta de se vacinar. Ela só se tornou seletiva&#8221;</p>
<p>Um dos focos do trabalho de recuperação das coberturas é a formação dos profissionais de saúde, já que muitos também passaram a acreditar que a vacina oferecia riscos para a população. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1780399687_166_Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio Branco (AC), 07/05/2026 – A enfermeira e fundadora da CapacitaImune, Evelin Plácido durante o curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A enfermeira e fundadora da CapacitaImune, Evelin Plácido durante o curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>No começo de maio, foi a vez de trabalhadores que atuam em aldeias indígenas e outras comunidades isoladas receberem uma capacitação que também abordou o tema dos efeitos adversos. </p>
<p>A enfermeira Evelin Plácido, CEO da empresa CapacitaImune e responsável pela capacitação, enfatiza que os profissionais também precisam ser treinados com técnicas de comunicação para que eles consigam transmitir as informações para a população. </p>
<p>&#8220;Eu fui percebendo ao longo do tempo que não adianta você ser um profissional excelente, conhecer tudo de vacina, entender sobre técnicas de aplicação, logística, ter o melhor equipamento, se você não souber se comunicar com as pessoas. Especialmente porque a gente tem vivido um momento de alta na hesitação por causa da desinformação&#8221;.</p>
<p>Algumas estratégias inovadoras também têm ajudado. Em Porto Walter, cidade de 11 mil habitantes, na fronteira com o Peru, a cobertura em 2025 chegou a 72% entre as meninas e 68% entre os meninos. </p>
<p>O coordenador de Imunizações do município Anderson Cleiton Baraúna lançou mão de um argumento bastante persuasivo: </p>
<p>&#8220;A gente se dirigiu às escolas para orientar os jovens sobre a vacina e também convidamos eles para a primeira edição do Cinema da Imunização. Quando eles se vacinavam nas unidades, recebiam um ingresso para ver os filmes, com pipoca e refrigerante. E para aqueles que não puderam ir nas unidades, a gente colocou uma equipe de prontidão na porta do cinema, que vacinava na hora e eles já entravam para assistir o filme&#8221; </p>
<p>Anderson também defende que essas intervenções podem fazer frente à desinformação das redes: </p>
<p>&#8220;Para muitas pessoas, o que tem no YouTube, no TikTok ou no Kwai contra as vacinas, é como se fosse lei. É bastante complicado a gente entrar na mente das pessoas e convencer elas do contrário. Mas a gente está trabalhando e tá conseguindo reverter o jogo. Com a orientação nas escolas e o cinema, nós vacinamos mais de 200 adolescentes. Foi um sucesso&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1780399687_402_Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio Branco (AC), 08/05/2026 – O coordenador de imunizações no município de Porto Valter (AC), Anderson Cleiton Machado Barbosa no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">O coordenador de imunizações no município de Porto Valter (AC), Anderson Cleiton Machado Barbosa no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Prevenção do câncer</h2>
<p>Exemplos como o de Porto Walter e o aumento lento das coberturas no Acre e no Brasil mostram que os malefícios da desinformação podem ser reversíveis, &#8220;mas são necessárias múltiplas estratégias combinadas durante um longo período de tempo para conseguir alguma melhora&#8221;, adverte a diretora da Sbim, Mayra Moura.</p>
<p>Entretanto, vacinar todos os jovens contra o HPV é uma necessidade urgente. Estudo recente mostra que os cânceres causados pelo HPV matam cerca de 7,5 mil brasileiros por ano.</p>
<p>Só o câncer de colo de útero, o mais proeminente deles, deve ter 19 mil novas ocorrências por ano, entre 2026 e 2028. O Acre é o quinto estado com a maior taxa de incidência.</p>
<p>A vacina contra o HPV oferecida pelo SUS protege contra quatro tipos do vírus, incluindo o 16 e o 18, que são os de maior risco. Como 99% dos casos de câncer de colo do útero surgem após a infecção por HPV, a Organização Mundial da Saúde considera que a doença pode ser eliminada com altas coberturas vacinais e rastreamento para descobrir as infecções já existentes antes que elas evoluam para a doença. </p>
<p>A vacinação também pode reduzir drasticamente os novos casos dos outros tipos de câncer associados ao HPV. No SUS, ela está disponível para todas as meninas e meninos, entre 9 e 14 anos e também para pessoas imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pacientes que já tiveram lesões pré-cancerosas de alto grau.</p>
<p>O Ministério da Saúde também instituiu o resgate vacinal para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada. Mais de 217 mil jovens já foram imunizados.</p>
<p><em>*Equipe viajou ao estado a convite da farmacêutica MSD.</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o-hpv" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/hpv-leva-a-75-mil-mortes-anuais-por-cancer-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 20:14:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação. Os dados fazem parte de um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/HPV-leva-a-75-mil-mortes-anuais-por-cancer-no.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista científica <em>Human Vaccines &amp; Immunotherapeutics</em>, que analisou dados oficiais do Ministério da Saúde. O objetivo foi identificar as tendências de hospitalização e mortalidade, por isso a análise englobou o período de 2011 a 2019, anterior à pandemia de covid-19, que impactou diversos indicadores de saúde.</p>
<p>De acordo com a líder do estudo, a diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, um dos destaques é o alerta a respeito dos diversos tipos de câncer que o HPV pode causar. Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram todas as ocorrências e estimaram quantas foram causadas pelo vírus, considerando as proporções consolidadas pela literatura médica.</p>
<p>O câncer de colo do útero permanece como a maior preocupação, correspondendo a 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes ocorridas no período analisado. Mas isso significa que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outro local, somando mais de 50 mil hospitalizações.</p>
<p>&#8220;O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina,  vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço&#8221;, complementa a diretora executiva.</p>
<p>O câncer anal foi o tipo que apresentou maior aumento nas ocorrências, de 3,1% nas hospitalizações e de 10,9% na mortalidade. Homens que fazem sexo com homens e pessoas imunosuprimidas são especialmente vulneráveis.</p>
<p>Cintia também chama a atenção para o fato dos cânceres de cabeça e pescoço acometerem quatro vezes mais homens do que mulheres.</p>
<p>&#8220;Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação&#8221;, alerta a médica.</p>
<p>O estudo também mostra uma tendência preocupante com relação ao câncer do colo do útero. De 2011 a 2016, as hospitalizações caíram 4,7%, mas, de 2016 a 2019, o movimento foi o inverso, com crescimento de 3,9%. A mortalidade apresentou o mesmo padrão, com queda de 0,7% no primeiro período e alta de 1,5% no segundo.</p>
<p>Outro dado preocupante vem da análise etária. Enquanto todos os outros tipos começam a ter maior incidência a partir dos 40 ou 50 anos, no caso do câncer de colo do útero, as hospitalizações já são expressivas a partir dos 30. A a média de idade das pacientes é de 47 anos, pelo menos dez a menos do que nos outros tipos de câncer. A idade média das pessoas que morreram pela doença também é menor: 56 anos.</p>
<p>&#8220;Hoje o câncer do colo do útero é o câncer que mais mata mulheres em idade reprodutiva e é o que tem maior nível de incidência [nessa faixa etária]. A gente sabe que apenas 40% das mulheres fazem o papanicolau de maneira periódica como é recomendado. Então, elas são diagnosticadas quando já têm um tumor invasivo&#8221;, reforça Cintia.</p>
<p>O papanicolau ou exame preventivo é o procedimento ginecológico que deve ser feito periodicamente para detectar a presença do HPV ou de lesões precursoras no colo uterino, possibilitando que a paciente seja acompanhada com mais cautela ou receba o tratamento, em caso de lesões, evitando que elas evoluam para câncer.</p>
<p>No ano passado, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes para esse exame de rastreamento. Agora, todas as mulheres e outras pessoas com útero, entre 25 e 64 anos, devem fazer o teste DNA-HPV oncogênico, que detecta não somente a presença do vírus, como também identifica de que tipo ele é, já que apenas alguns tem potencial cancerígeno. </p>
<p>Em caso negativo, o exame só precisa ser repetido depois de cinco anos. Em caso positivo, a paciente deve ser encaminhada para outros exames, para confirmar ou descartar lesões ou o câncer já instalado, e realizar o tratamento. As autoridades de saúde acreditam que, com rastreamento organizado, tratamento oportuno e vacinações com alta cobertura, o câncer de colo do útero pode ser eliminado em 20 anos. </p>
<p>Cintia Parellada reforça que apesar dos desfechos agressivos, este é um tipo de câncer que oferece grande oportunidade de prevenção. &#8220;Depois que uma pessoa se infecta, ela demora dois anos para ter a lesão precursora. E da lesão precursora até o câncer, esse caminho pode ser de dez anos.&#8221;</p>
<p>Por outro lado, isso também demonstra a importância da vacinação precoce. &#8220;Uma pessoa que começou a atividade sexual com 15 anos, quando ela chega nos 30, já pode ter o câncer do colo do útero&#8221;, alerta.</p>
<p>A vacina contra o HPV foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014, e estudos já mostram que ela ajudou a reduzir a incidência de câncer e das lesões precursoras. No entanto, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta que mais de 19 mil novos casos serão diagnosticados por ano no país, durante o período 2026-2028, um aumento de 14% em comparação ao triênio anterior.</p>
<p>A vacina é recomendada a todas as crianças e adolescentes, de 9 a 14 anos, porque sua eficácia é maior se for tomada antes do início da vida sexual. O Ministério da Saúde está com uma campanha vigente de resgate vacinal para todos os jovens de até 19 anos que não foram vacinados na idade correta.</p>
<p>Além disso, também devem receber a vacina: pessoas imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pacientes que já tiveram lesões pré-cancerosas de alto grau. Para outros públicos, a vacina está disponível em serviços privados de saúde.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/hpv-leva-a-75-mil-mortes-anuais-por-cancer-no-brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/hpv-leva-a-75-mil-mortes-anuais-por-cancer-no-brasil/">HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Pesquisa alerta para adolescentes ainda desprotegidos contra o HPV</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pesquisa-alerta-para-adolescentes-ainda-desprotegidos-contra-o-hpv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 14:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde oferece um método seguro para a prevenção de vários tipos de câncer: a vacina contra o HPV. Mas, para alcançar a sua máxima eficiência, essa precaução precisa ser tomada no final da infância ou início da adolescência, o que não acontece para boa parte do público-alvo.  A Pesquisa Nacional de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde oferece um método seguro para a prevenção de vários tipos de câncer: a vacina contra o HPV. Mas, para alcançar a sua máxima eficiência, essa precaução precisa ser tomada no final da infância ou início da adolescência, o que não acontece para boa parte do público-alvo. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisa-alerta-para-adolescentes-ainda-desprotegidos-contra-o-HPV.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (25), mostra que apenas 54,9% dos estudantes, com idades entre 13 e 17 anos, tinham certeza de que foram vacinados contra o HPV, sigla para papilomavírus humano.</p>
<p>Esse vírus é responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero e por boa parte dos tumores de ânus, pênis, boca e garganta.</p>
<h2>Proteção gratuita</h2>
<p>A vacina que previne contra o HPV está disponível em todas as unidades de saúde do Brasil, e deve ser tomada por meninas e meninos, entre 9 e 14 anos.</p>
<p>Essa faixa etária foi definida porque o vírus é transmitido principalmente por via sexual, e a vacina é mais eficaz se for tomada antes da primeira relação. </p>
<p>Apesar disso, 10,4% dos estudantes entrevistados pelo IBGE ainda não estavam vacinados e 34,6% não sabiam se tinham recebido a vacina ou não. </p>
<p>Isso representa quase 1,3 milhão de adolescentes desprotegidos, e outros 4,2 milhões potencialmente vulneráveis à infecção. </p>
<p>A mesma pesquisa identificou que 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos já tinham vida sexual ativa, e que a idade média de iniciação sexual foi de 13,3 anos para os meninos e de 14,3 anos para as meninas.</p>
<p>Os dados foram coletados pelo IBGE em 2024 e mostram ainda que a porcentagem de estudantes que se vacinaram caiu 8 pontos percentuais na comparação com a edição anterior da pesquisa, de 2019.</p>
<p>Apesar de uma proporção maior de meninas ter se vacinado ─ 59,5%, contra 50,3% dos meninos ─ a queda da cobertura vacinal entre elas foi ainda mais expressiva, de 16,6 pontos. </p>
<h2>Falta de informação</h2>
<p>Considerando apenas os estudantes que não se vacinaram, metade deles alegou não saber que precisava tomar a vacina. Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Isabela Balallai, isso prova como a falta de informação tem sido preponderante. </p>
<p>&#8220;Todo mundo acha que a hesitação vacinal se resume às <em>fake news,</em> mas não é isso. A desinformação é só uma das coisas que causam a hesitação vacinal. As outras são a falta de acesso, a baixa percepção do risco da doença e a falta de informação. E isso é um problema máximo no Brasil. Muitas pessoas não sabem quando têm que se vacinar e quais as vacinas disponíveis&#8221;.</p>
<p>Outros motivos foram apontados, mas em proporção bem menor:</p>
<ul>
<li>7,3% dos estudantes disseram que o pai, a mãe ou o responsável não quiseram que eles fossem vacinados;</li>
<li>7,2% não se vacinaram porque não sabiam qual a função da vacina;</li>
<li>7% alegaram dificuldade de chegar ao local de vacinação. </li>
</ul>
<p>A pesquisa também apontou algumas diferenças entre alunos de rede pública e privada. Entre os primeiros, 11% não se vacinaram, contra 6,9% do segundo grupo.</p>
<p>Por outro lado, a resistência dos pais contra a vacina foi a razão da hesitação de 15,8% dos alunos da rede privada, e de apenas 6,3% entre os da rede pública. </p>
<p>Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, a escola pode cumprir um papel primordial: </p>
<p>&#8220;Quando você pega os principais fatores de hesitação vacinal, a escola resolve todos eles. Resolve a desinformação, educando o adolescente. Resolve a falta de informação, quando eles são informados que vai ter a vacinação. Resolve o acesso, porque é muito difícil levar um adolescente ao posto de saúde, mas vacinar na escola é muito mais simples. E resolve a conscientização dos pais&#8221;.</p>
<h2>Bom exemplo</h2>
<p>Na casa da jornalista e escritora Joana Darc Souza, a única menina não vacinada é a filha mais nova, que ainda tem 6 anos. As outras duas, com 9 e 12 anos, estão imunizadas. </p>
<p>&#8220;Eu nunca tive dúvida em relação à eficácia e sempre defendi que vacina salva vidas. Isso é uma coisa que eu aprendi em casa, quando ainda era criança, e hoje eu replico com as minhas filhas&#8221;, ela conta. </p>
<p>As três filhas de Joana estudam em escolas da rede municipal do Rio de Janeiro e, de acordo com ela, de vez em quando, os alunos são convocados para se vacinarem.</p>
<p>&#8220;Elas acabam não participando, mas só porque aqui em casa a gente sempre está atento às vacinas&#8221;.</p>
<p>Quem ajuda a família nesse controle é outra profissional essencial para a sucesso das políticas de vacinação: a pediatra. &#8220;Ela é bastante cuidadosa e sempre verifica a caderneta das meninas&#8221;, elogia a mãe. </p>
<h2>Resgate vacinal</h2>
<p>De acordo com o Ministério da Saúde, dados preliminares das vacinas aplicadas em 2025 mostram uma cobertura maior do que a verificada na pesquisa, de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos. Desde 2024, a vacina contra o HPV é aplicada em dose única. </p>
<p>No ano passado, a pasta lançou também uma estratégia de resgate vacinal, para imunizar os adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada.</p>
<p>Até agora, 217 mil jovens foram imunizados, mas a campanha segue até junho de 2026 e prevê ações de vacinação nas escolas. </p>
<p>Além disso, todas as unidades de saúde também continuam a aplicar o imunizante nesse público. Quem não tiver o comprovante de vacinação, pode verificar se já recebeu a vacina no aplicativo Meu SUS Digital. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/pesquisa-alerta-para-adolescentes-ainda-desprotegidos-contra-o-hpv" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Vacinação contra HPV avança, mas mortes ainda preocupam</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/vacinacao-contra-hpv-avanca-mas-mortes-ainda-preocupam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 21:48:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) avança na América Latina, mas a região ainda registra mortes por câncer de colo do útero, uma doença considerada altamente prevenível. O alerta consta de estudo publicado em fevereiro na revista científica The Lancet, que analisou dados de 35 países e territórios da América Latina e do Caribe. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) avança na América Latina, mas a região ainda registra mortes por câncer de colo do útero, uma doença considerada altamente prevenível. O alerta consta de estudo publicado em fevereiro na revista científica The Lancet, que analisou dados de 35 países e territórios da América Latina e do Caribe.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Vacinacao-contra-HPV-avanca-mas-mortes-ainda-preocupam.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O HPV é o vírus responsável pela infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, afetando pele e mucosas. Apesar da disponibilidade de vacinas, a cobertura ainda é desigual entre os países. Na América Latina, varia de 45% a 97%; no Caribe, de 2% a 82%. Os índices estão abaixo da meta global da Organização Mundial da Saúde, que prevê 90% das meninas vacinadas até os 15 anos.</p>
<p>No Brasil, a cobertura em 2024 chegou a 82,83% entre meninas e 67,26% entre meninos de 9 a 14 anos. Em 2025, o Ministério da Saúde intensificou a vacinação, adotando dose única e ampliando o público para jovens de 15 a 19 anos não vacinados.</p>
<p>Em 26 de março é celebrado o Dia de Conscientização do Câncer de Colo do Útero.</p>
<h2>Rastreamento</h2>
<p>Segundo a consultora médica da Fundação do Câncer, Flavia Miranda Corrêa, a América Latina apresenta melhores resultados que o Caribe tanto em vacinação quanto em rastreamento. Ainda assim, o principal problema é o modelo adotado na maioria dos países: o rastreamento oportunístico.</p>
<p>Nesse modelo, o exame é feito apenas quando a mulher procura o serviço de saúde por outro motivo ou solicita o procedimento. “A gente sabe que esse modelo de rastreamento oportunístico é muito menos eficiente do que um rastreamento organizado, que tem todos os critérios a serem seguidos e é um rastreamento de base populacional”, explicou a médica em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>Especialistas avaliam que esse formato contribui para diagnósticos tardios e maior mortalidade. Já o rastreamento organizado prevê identificação da população-alvo — mulheres de 25 a 64 anos —, convocação ativa e busca de quem não comparece, além de sistemas integrados para acompanhamento dos casos.</p>
<p>“Não adianta rastrear sem garantir diagnóstico e tratamento”, destacou a médica.</p>
<p>Flavia Corrêa reforçou que a maior deficiência está no modelo de rastreamento que continua oportunístico na maioria desses 35 países e, também porque, não sendo um rastreamento organizado, não há garantias de que todos os procedimentos vão estar disponíveis.</p>
<h2>Prevenção</h2>
<p>Na América Latina, somente a Venezuela ainda não introduziu a vacinação contra o HPV. No Brasil, o imunizante foi incluído no Calendário Nacional de Vacinação em 2014 e a distribuição é inteiramente gratuita.</p>
<p>“A gente está se aproximando da meta global de 90% de meninas vacinadas até os 15 anos, que é o que a OMS propõe para eliminação do câncer do colo de útero, e acredito que a gente chegará lá”.</p>
<p>Flavia ressaltou a importância de que também os meninos se vacinem, para que eles se protejam dos tipos de câncer causados pelo HPV que incluem os cânceres de ânus, pênis, garganta e pescoço, além de verrugas genitais.</p>
<h2>Teste DNA-HPV</h2>
<p>Em janeiro, a Fundação do Câncer lançou a atualização do Guia Prático de Prevenção do Câncer do Colo do Útero, orientando a substituição gradual do exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV.</p>
<p>Ainda assim, a citologia permanece como principal método na maioria dos países analisados. O teste molecular foi implementado em nações como Argentina, Brasil, Chile e México, além de alguns países do Caribe.</p>
<p>No Brasil, há avanços na adoção do novo exame e na estrutura de atendimento, com encaminhamento da atenção primária para níveis secundário e terciário. </p>
<p>A mulher vai fazer o rastreamento na atenção primária e, em caso de diagnóstico positivo, será encaminhada para a atenção secundária para fazer a investigação diagnóstica. Uma vez esta sendo concluída, a paciente vai para o nível terciário.</p>
<p>Flávia Miranda Corrêa  destaca que, como cada um desses níveis tem sistemas diferentes de informação, eles precisam dialogar, ou interagir, para que a mulher não fique perdida nessa linha de cuidado. “Se a gente não tiver a interoperabilidade desses sistemas, a gente pode perder a navegação da mulher e ela não concluir o tratamento, o que é o maior problema no Brasil”.</p>
<h2>Prevenção e sintomas</h2>
<p>A especialista explica que lesões precursoras do câncer de colo do útero podem levar de 10 a 20 anos para evoluir, o que amplia a janela de diagnóstico precoce. Quando identificado nessa fase, o tratamento tem alta taxa de sucesso.</p>
<p>Entre os sintomas da doença estão sangramentos fora do período menstrual, após relações sexuais ou na pós-menopausa, além de corrimento persistente. Em estágios mais avançados, podem surgir alterações urinárias ou intestinais.</p>
<h2>Estratégia global</h2>
<p>O diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, defende a transição para programas organizados de rastreamento, com convite ativo e acompanhamento das pacientes. Esse modelo contribuiu para a redução da doença em países como Austrália, Canadá, Escócia e Dinamarca.</p>
<p>De acordo com o estudo da <em>The Lancet</em>, a integração entre vacinação, rastreamento e tratamento é essencial para atingir a meta global: 90% das meninas vacinadas, 70% das mulheres rastreadas e 90% dos casos tratados.</p>
<p>Com essa cobertura, a Organização Mundial da Saúde projeta que a incidência do câncer de colo do útero pode cair a níveis residuais nas próximas décadas.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/vacinacao-contra-hpv-avanca-mas-mortes-ainda-preocupam" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Vacinação de meninos contra o HPV chega a 74% no estado de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 20:29:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A cobertura vacinal de meninos de 9 a 14 anos contra o HPV (papilomavírus humano) subiu para 74,78% no estado de São Paulo em 2025. Em 2022, a taxa era de 47,35%, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde. Entre as meninas na mesma faixa etária, a cobertura também apresentou crescimento. O número [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cobertura vacinal de meninos de 9 a 14 anos contra o HPV (papilomavírus humano) subiu para 74,78% no estado de São Paulo em 2025. Em 2022, a taxa era de 47,35%, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Vacinacao-de-meninos-contra-o-HPV-chega-a-74-no.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Entre as meninas na mesma faixa etária, a cobertura também apresentou crescimento. O número passou de 81,85%, em 2022, para 86,76% em 2025. Apesar desses aumentos da cobertura vacinal, os índices para ambos os sexos ainda estão abaixo da meta de 90% proposta pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).</p>
<p>Segundo o Governo de SP, a ampliação da cobertura é atribuída às estratégias adotadas pela Secretaria da Saúde, que fez busca ativa de jovens, mobilizou unidades básicas, realizou ações em parceria com municípios e campanhas de orientação sobre a importância da imunização nesta faixa etária. </p>
<h2>Vacina</h2>
<p>O vírus do HPV é responsável por diversos tipos de câncer, como o de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe. A transmissão acontece através do contato direto com regiões da pele, mucosas infectadas e atividade sexual.</p>
<p>A vacinação contra o vírus é realizada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado. A aplicação é feita em dose única para crianças e adolescentes.</p>
<p>A diretora da Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES, Maria Lígia Nerger, alerta pais e responsáveis para estarem atentos ao calendário vacinal das crianças.</p>
<p>“O público-alvo da vacinação são meninas e meninos de 9 a 14 anos, e a aplicação deve ocorrer o mais cedo possível, preferencialmente aos 9 anos, antes da exposição ao vírus. Nessa faixa etária, o sistema imunológico apresenta melhor resposta à vacina, garantindo maior proteção,” informa a diretora.</p>
<p>Também devem ser vacinadas: pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como as que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, e pacientes oncológicos (imunossuprimidos), além de vítimas de abuso sexual e portadores de papilomatose respiratória recorrente (PRR).</p>
<p> </p>
<p><em>*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/vacinacao-de-meninos-contra-o-hpv-chega-74-no-estado-de-sao-paulo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Cobertura vacinal contra HPV atinge 95,81% na capital paulista</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cobertura-vacinal-contra-hpv-atinge-9581-na-capital-paulista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 19:48:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Capital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cobertura vacinal contra o Papilomavírus Humano (HPV) atingiu 95,81% de alcance entre adolescentes de nove a 14 anos na capital paulista em 2025, Em 2024, a cobertura atingiu 91,19% do público, segundo a prefeitura de São Paulo. Nos anos anteriores, foram registrados 57,6% (2023), 53,97% (2022) e 57,67% (2021).  A vacinação contra o HPV previne diversos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cobertura-vacinal-contra-hpv-atinge-9581-na-capital-paulista/">Cobertura vacinal contra HPV atinge 95,81% na capital paulista</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cobertura vacinal contra o Papilomavírus Humano (HPV) atingiu 95,81% de alcance entre adolescentes de nove a 14 anos na capital paulista em 2025, <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Cobertura-vacinal-contra-HPV-atinge-9581-na-capital-paulista.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em 2024, a cobertura atingiu 91,19% do público, segundo a prefeitura de São Paulo. Nos anos anteriores, foram registrados 57,6% (2023), 53,97% (2022) e 57,67% (2021). </p>
<p>A vacinação contra o HPV previne diversos tipos de câncer como os de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe, além de verrugas genitais, contribuindo para a proteção individual e coletiva.</p>
<p>O imunizante é indicado em dose única para meninos e meninas de nove a 14 anos de idade, para adolescentes de 15 a 19 anos que não foram vacinados na idade recomendada (temporariamente, até o primeiro semestre de 2026). </p>
<p>Também é indicado para: </p>
<ul>
<li>Pessoas entre nove e 45 anos de idade vítimas de violência sexual, </li>
<li>Pessoas vivendo com HIV/Aids, </li>
<li>Pessoas em uso de drogas imunossupressoras, </li>
<li>Transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea, </li>
<li>Pacientes oncológicos,</li>
<li>Pessoas a partir de dois anos de idade com papilomatose respiratória recorrente (PRR) e</li>
<li>Pessoas entre 15 e 45 anos que fazem uso de profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV.</li>
</ul>
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<p>Para vacinar, os pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde mais próxima, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, no mesmo horário, nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas.</p>
<p>A unidade mais próxima pode ser localizada por meio da plataforma Busca Saúde.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-02/cobertura-vacinal-contra-hpv-atinge-9581-na-capital-paulista" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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