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	<title>igarapés Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>igarapés Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Destinação correta do lixo reduz poluição dos igarapés de Manaus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:17:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A destinação adequada do lixo segue como um dos principais desafios para reduzir a poluição dos igarapés de Manaus. Embora estruturas de contenção instaladas nos cursos d’água, como as ecobarreiras, impeçam que parte dos resíduos alcance o rio Negro, elas atuam apenas na etapa final do problema, depois que o descarte irregular já ocorreu em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A destinação adequada do lixo segue como um dos principais desafios para reduzir a poluição dos igarapés de Manaus. Embora estruturas de contenção instaladas nos cursos d’água, como as ecobarreiras, impeçam que parte dos resíduos alcance o rio Negro, elas atuam apenas na etapa final do problema, depois que o descarte irregular já ocorreu em ruas, calçadas, terrenos e na rede de drenagem urbana.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) estabelece como prioridade a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem e o tratamento dos resíduos, deixando a destinação final ambientalmente adequada como última etapa da gestão. Dessa forma, a legislação reforça que as políticas públicas devem priorizar ações capazes de impedir que o lixo chegue aos igarapés, em vez de atuar apenas na retirada dos resíduos dos cursos d’água.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Especialista defende prevenção e reciclagem</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do engenheiro civil e especialista em saneamento básico Marcellus Campêlo, conter o lixo é uma medida necessária, mas não resolve a origem do problema. Segundo ele, a solução passa por impedir que os resíduos cheguem aos igarapés e fortalecer ações de reutilização e reciclagem, permitindo que materiais como plástico, vidro, papel e metal retornem à cadeia produtiva.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Quando o lixo chega às estruturas de contenção, a falha já aconteceu. O material foi descartado irregularmente e percorreu toda a rede de drenagem até alcançar os igarapés. A solução começa muito antes disso, com o descarte correto, a coleta adequada e o reaproveitamento dos materiais recicláveis, para que sejam transformados em novos produtos, em vez de acabarem nos cursos d’água”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as medidas apontadas para reduzir a poluição estão o fortalecimento da educação ambiental, a ampliação da coleta seletiva, o combate aos pontos de descarte irregular e a valorização econômica dos materiais recicláveis. Com isso, resíduos que hoje são descartados podem ser reaproveitados pela indústria, reduzindo o volume de lixo levado pelas chuvas até a rede de drenagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O poder público precisa criar condições para que os materiais recicláveis tenham valor. Quando isso acontece, o que hoje é descartado passa a interessar para cooperativas, empresas e catadores. É um caminho que reduz o volume de resíduos abandonados no meio ambiente e fortalece toda a cadeia da reciclagem”, diz Marcellus Campêlo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mercado da reciclagem reduz descarte</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O mercado das latas de alumínio é um dos principais exemplos de reaproveitamento de resíduos no Brasil. Em razão do valor comercial do material, essas embalagens raramente permanecem descartadas nas ruas ou chegam aos cursos d’água.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para Marcellus Campêlo, o mesmo modelo pode ser aplicado a outros materiais recicláveis.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Quanto maior o aproveitamento dos materiais recicláveis, menor será a quantidade de lixo que precisará ser retirada dos igarapés”, observa.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Programa transforma plástico em moradias</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, iniciativas voltadas ao reaproveitamento de resíduos também avançam no Amazonas. O programa Amazonas EcoLar transforma resíduos plásticos em blocos utilizados na construção de habitações populares.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O projeto piloto prevê a utilização de plásticos reciclados, como garrafas PET, na construção de 16 unidades habitacionais no bairro Petrópolis, na zona sul de Manaus. As obras de infraestrutura serão executadas pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), enquanto a montagem das casas ficará sob responsabilidade da Defesa Civil.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Trajetória na área de saneamento</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A defesa de políticas voltadas à gestão adequada dos resíduos sólidos acompanha a trajetória profissional de Marcellus Campêlo há mais de 30 anos. Em 1992, quando era estudante de Engenharia Civil da então Universidade de Tecnologia da Amazônia (UTAM), ele desenvolveu o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado “Análise da Destinação Final (Aterro Controlado) do Lixo de Manaus”, tema que, na época, ainda tinha pouca visibilidade nos debates sobre saneamento e planejamento urbano da capital.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi citado pelo jornal <em>A Crítica</em> e marcou o início de sua atuação na área de saneamento básico e infraestrutura urbana.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), onde permaneceu por mais de sete anos, coordenou projetos nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura urbana.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em março deste ano, deixou os cargos para colocar o nome à disposição do União Brasil como pré-candidato a deputado estadual. Atualmente, é segundo vice-presidente estadual da legenda e membro titular do diretório da Federação União Progressista.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia Mais:</p>
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		<title>Renaturalização de igarapés é alternativa contra alagamentos em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/renaturalizacao-de-igarapes-e-alternativa-contra-alagamentos-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 00:09:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estima-se que cerca de mil igarapés recortam Manaus, formando um sistema hidrográfico que alimenta grandes bacias urbanas como as do Mindu e do Quarenta, hoje em alto estágio de contaminação, e os igarapés Puraquequara e Tarumã-Açu, que delimitam os setores Leste e Oeste da cidade, segundo dados da Associação Comercial do Amazonas (ACA). A relação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estima-se que cerca de mil igarapés recortam Manaus, formando um sistema hidrográfico que alimenta grandes bacias urbanas como as do Mindu e do Quarenta, hoje em alto estágio de contaminação, e os igarapés Puraquequara e Tarumã-Açu, que delimitam os setores Leste e Oeste da cidade, segundo dados da Associação Comercial do Amazonas (ACA).</p>
<p>A relação entre Manaus e seus rios começou a se romper ainda no final do século XIX. Entre 1892 e 1900, sob o governo de Eduardo Ribeiro e inspirada nas reformas urbanas de Paris, a cidade passou a aterrar igarapés em nome da modernização. O Igarapé do Espírito Santo, que corria pelas margens do Teatro Amazonas, desapareceu sob o que hoje é a Avenida Eduardo Ribeiro. Por trás das obras, além da estética europeia, havia uma justificativa sanitária: os igarapés eram vistos como criadouros de mosquitos e vetores de doenças.</p>
<p>A urbanização acelerada do século XX aprofundou o processo, com a implantação da Zona Franca, a partir de 1967, Manaus saltou de cerca de 250 mil para mais de 2 milhões de habitantes em poucas décadas. Conjuntos habitacionais foram erguidos desconsiderando os trechos de rio presentes nas áreas, e populações de baixa renda foram progressivamente empurradas para os fundos de vale, justamente onde os igarapés correm e as enchentes chegam primeiro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Quando o rio vira risco</h2>
<p>Foto: Divulgação</p>
<p>Alda Bentes mora em um beco sem saída próximo ao igarapé do Núcleo 11, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Quando chove, não precisa olhar pela janela para saber o que vai encontrar. “Morar perto de um igarapé se tornou morar em uma área de risco, em uma área que não é bem vista, não é bem localizada, fora o mau cheiro. Hoje você sabe que está passando próximo a um igarapé pelo cheiro. Ele já é reconhecido em vários pontos da cidade”, diz ela.</p>
<p>O que Alda descreve tem explicação técnica e histórica. Para o professor de geografia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Thiago Neto, a degradação dos igarapés seguiu uma sequência precisa ao longo do tempo: primeiro a retirada da cobertura florestal, depois o aterramento das várzeas e, por fim, a retificação dos cursos d’água. Cada etapa aumentou a exposição da cidade às chuvas e empurrou os mais vulneráveis para as áreas de maior risco.</p>
<p>“Parcelas socialmente vulneráveis da população passaram a ocupar os fundos de vale, onde se localizam os igarapés, ficando mais expostas às dinâmicas de inundação. Assim, os igarapés tornam-se áreas de risco, resultado direto das transformações urbanas ocorridas ao longo dos últimos 60 a 80 anos”, explicou Thiago Neto.</p>
<p>O agravamento também tem um componente invisível: o esgoto. Manaus possui apenas cerca de 40% de cobertura de tratamento de esgoto, e o que é coletado é lançado sem tratamento na orla da cidade, de acordo com dados do Inpa. Todos os igarapés que cortam a área urbana estão contaminados, segundo pesquisadores do instituto. O último considerado limpo em área urbana, o igarapé da Água Branca, já enfrenta pressão crescente da urbanização ao redor.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O que a renaturalização propõe</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="494" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777162192_81_Renaturalizacao-de-igarapes-e-alternativa-contra-alagamentos-em-Manaus.jpg?resize=740%2C494&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-461574"  /></p>
<p>Diante desse cenário, a renaturalização de rios urbanos tem ganhado espaço como estratégia de adaptação climática. O conceito propõe restaurar características naturais de cursos d’água degradados, leitos menos canalizados, margens vegetadas, reconexão com áreas de inundação e já começa a ser debatido e testado em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Em Manaus, ainda é quase ausente da agenda pública.</p>
<p>A engenheira florestal Fabiana Rocha explicou por que o modelo atual de urbanização piora os alagamentos. “A canalização dos igarapés transforma sistemas naturais complexos em canais artificiais e estreitos, sujeitos ao assoreamento. A impermeabilização das superfícies impede a infiltração no solo, resultando em aumento significativo do escoamento superficial. A água corre para os igarapés já sobrecarregados, elevando rapidamente o nível e provocando transbordamentos”, afirmou.</p>
<p>A vegetação nas margens tem papel central nessa equação. Raízes estruturam o solo, evitam erosão e reduzem a velocidade com que a chuva atinge o terreno. Solos permeáveis, comuns em ambientes florestais, permitem que parte da água seja absorvida temporariamente, contribuindo para a recarga dos aquíferos e reduzindo os picos de vazão nos momentos de chuva intensa, segundo Fabiana. </p>
<p>Um estudo de pesquisadores da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) sobre renaturalização de rios urbanos na região metropolitana de São Paulo demonstrou que a técnica é viável mesmo em grandes cidades, desde que precedida de estudos locais e integrada ao planejamento urbano. </p>
<p>O conceito abrange desde a reabertura de leitos até a implantação de jardins de chuva, telhados verdes, valetas vegetadas e pequenas bacias de retenção, infraestruturas que retêm temporariamente a água e favorecem sua infiltração no solo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Natureza não basta sem política</h2>
<p>Mas especialistas são unânimes em um ponto: recuperar igarapés sem mudar a estrutura urbana em torno deles não resolve o problema. Para o professor Thiago Neto, a renaturalização em Manaus precisa ser pensada dentro de um contexto mais amplo, que começa por medidas que nenhuma obra de engenharia verde substitui.</p>
<p>“É fundamental garantir moradia digna à população, reduzindo a ocupação de áreas ambientalmente frágeis, como os fundos de vale. Além disso, é necessária a ampliação da capilaridade dos serviços de coleta de resíduos sólidos em muitas áreas, caminhões convencionais não conseguem acessar becos e vias estreitas, e parte dos resíduos são transportados pelas chuvas até os igarapés”, detalhou.</p>
<p>Fabiana Rocha reforçou a mesma ideia pelo ângulo técnico. “A recuperação de rios e igarapés, embora essencial, não resolve o problema isoladamente. Ela deve ser integrada a um conjunto mais amplo de transformações urbanas, planejamento do uso do solo, ampliação de infraestruturas verdes, melhoria dos sistemas de drenagem e políticas habitacionais para as áreas sujeitas a alagamentos”, diz a engenheira. </p>
<p>Para ela, o objetivo é construir “uma cidade que trabalhe com a água, e não contra ela.”</p>
<p>Esse reequilíbrio é urgente também porque o clima não vai esperar. Dois estudos recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a Amazônia já vive, no presente, cenários antes projetados para décadas à frente: estações secas que podem se estender de quatro para até seis meses, aumento de 9% nas áreas queimadas e 19% nos alertas de degradação florestal durante a seca extrema de 2023 e 2024. </p>
<p>A mesma região que afoga bairros na estação chuvosa resseca perigosamente nos meses de estiagem, dois extremos com a mesma raiz: um ambiente urbano que perdeu a capacidade de regular a água.</p>
<p>Diante disso, o professor Thiago Neto é direto sobre o que acontece se nada mudar. “A tendência é de agravamento dos problemas já existentes, sem intervenções estruturais, é provável a recorrência de episódios de alagamentos mais intensos, com perdas materiais e impactos diretos sobre grupos socialmente vulneráveis. Esses eventos não devem ser compreendidos como desastres naturais, mas como desastres sociais”, finalizou.</p>
<p>Leia mais: Grupo Chibatão confirma operação de píer flutuante em Itacoatiara e reforça compromisso com a solução logística para o Amazonas</p>
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