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	<title>indígenas Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>indígenas Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Ufam leva formação digital a jovens ribeirinhos e indígenas do Tupé</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ufam-leva-formacao-digital-a-jovens-ribeirinhos-e-indigenas-do-tupe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 21:39:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) deu início ao projeto “Ribeirinhos Cientistas”, que forma jovens ribeirinhos e indígenas em ciência e tecnologia na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, na zona rural de Manaus. Além disso, a iniciativa busca capacitar estudantes e professores da Comunidade São João do Tupé em competências digitais e científicas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) deu início ao projeto “Ribeirinhos Cientistas”, que forma jovens ribeirinhos e indígenas em ciência e tecnologia na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, na zona rural de Manaus.</p>
<p>Além disso, a iniciativa busca capacitar estudantes e professores da Comunidade São João do Tupé em competências digitais e científicas. O projeto ocorre entre abril e maio e atende adolescentes de 11 a 14 anos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Projeto une ciência, tecnologia e saberes tradicionais</h2>
<p>O “Ribeirinhos Cientistas” integra o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM) da Ufam. Além disso, conta com financiamento da Capes/Ministério da Educação e apoio da Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED).</p>
<p>Ao todo, 18 alunos ribeirinhos e indígenas participam das atividades na RDS do Tupé, que fica a cerca de 30 quilômetros de Manaus e só pode ser acessada por barco ou lancha.</p>
<p>A reserva possui 11.930 hectares protegidos e reúne seis comunidades: Livramento, Julião, Agrovila, Colônia Central, São João do Tupé e Tatu. Além disso, abriga povos indígenas como Tatuyo, Tuyuka e Dessana.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Jovens passam a ser protagonistas na produção de conhecimento</h2>
<p>Segundo a coordenadora do projeto, professora Dra. Thais Castro, a proposta estimula o protagonismo dos estudantes e valoriza o conhecimento local.</p>
<p>“O projeto destaca o papel dos jovens cidadãos em formação como futuros cientistas. O objetivo é que, ao final, os alunos tenham uma iniciação científica sólida, valorizem os conhecimentos tradicionais e percebam que também podem ser autores e cientistas. Nos encontros, trabalhamos conceitos básicos de ciência e matemática para estimular a curiosidade e o pensamento crítico. Os estudantes já produzem fotos e vídeos para redes sociais, mostrando que estão prontos para assumir o protagonismo em suas comunidades”, explica.</p>
<p>Além disso, o projeto incentiva os alunos a utilizarem redes sociais de forma crítica e criativa. Dessa forma, eles deixam de ser apenas consumidores de conteúdo e passam a registrar e interpretar a realidade da Amazônia.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Estudantes relatam desafios e experiências na comunidade</h2>
<p>Entre os participantes está Luna Blankenhorn, de 14 anos, estudante do 9º ano e pertencente à etnia Dessana. Ela destaca a importância do projeto para dar visibilidade à realidade local.</p>
<p>“Considero o projeto muito importante porque nos permite mostrar a realidade da nossa comunidade, como os grafismos indígenas e o ambiente onde estudamos, próximo ao rio e à natureza. Aqui, um dos maiores desafios é o transporte: muitos alunos dependem do barco escolar, mas às vezes ele não funciona, o que atrapalha bastante nossa rotina. Por isso, acredito que deveria haver mais cuidado com essa questão.”</p>
<p>Além disso, a secretária da Escola Municipal São João, Ila Oliveira, reforça os desafios enfrentados pela comunidade.</p>
<p>Ela destaca que problemas como transporte precário, falta de energia elétrica e dificuldades no acesso à saúde ainda fazem parte da rotina local. No entanto, iniciativas educacionais fortalecem o vínculo entre escola e moradores.</p>
<p>“Projetos como o ‘Ribeirinhos Cientistas’ são fundamentais para dar visibilidade às realidades locais e promover melhorias”, afirma.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Programação inclui produção científica e registros digitais</h2>
<p>As atividades seguem um cronograma definido. Em 16 de abril, os alunos elaboraram sínteses sobre as experiências e discutiram o uso de barcos de propulsão.</p>
<p>Em seguida, no dia 6 de maio, o grupo vai propor soluções e sugestões para os desafios observados. Já em 29 de maio, está prevista a construção e o lançamento de um barco com propulsão, com registro audiovisual feito pelos próprios estudantes.</p>
<p>Além disso, o projeto prevê a produção de um livro digital com os trabalhos, a criação de um site com registros fotográficos e a gravação de vídeos apresentados pelos alunos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Ciência valoriza saberes da floresta</h2>
<p>Para a professora Stephane Ladislau, o projeto reforça que os estudantes já produzem conhecimento científico a partir do cotidiano.</p>
<p>“Eles possuem conhecimento, e ciência é justamente isso: um conjunto de saberes. Conhecer sobre plantas, o rio ou os pássaros também é ciência. Eles já compartilharam um pouco sobre o céu do Tupé, que, para eles, é muito mais estrelado do que na zona urbana de Manaus, com direito a ‘estrelas cadentes’. Acredito que os alunos podem usar esse conhecimento para mostrar a realidade da comunidade, suas experiências e vivências. Muitas vezes eles pensam que isso não é importante, mas é. Conhecer a realidade deles é fundamental para todos nós. É uma troca”, detalha.</p>
<p>Além disso, a professora Letícia Gabriela integra tecnologia e educação científica nas atividades do projeto.</p>
<p>Ela destaca que os estudantes utilizam recursos digitais para registrar o ambiente e transformar o conhecimento local em aprendizado interativo.</p>
<p>“Levamos os alunos para a área externa da escola, onde exploraram curiosidades locais, como o rio e grafismos indígenas. A partir das fotografias que tiraram, planejamos criar quizzes que serão apresentados em uma mostra cultural para a comunidade e também enviados para o público externo em Manaus. Por exemplo, um grafismo da tribo Tuyuka pode parecer apenas um desenho, mas, na explicação dos alunos, ele representa a folha do tucumã. Transformar esse conhecimento em quizzes torna o aprendizado divertido e significativo.”</p>
<p>Leia mais:</p>
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		<title>Projeto fortalece defesa de populações indígenas e tradicionais do Amazonas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/projeto-fortalece-defesa-de-populacoes-indigenas-e-tradicionais-do-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 17:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No mês dos povos indígenas, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) reforça seu compromisso com populações originárias e tradicionais por meio do projeto “Mãe Terra”. A iniciativa, desenvolvida pelo Núcleo de Moradia e Atendimento Fundiário (Numaf), busca garantir direitos territoriais em Manaus e na Região Metropolitana. Além disso, o projeto atua de forma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No mês dos povos indígenas, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) reforça seu compromisso com populações originárias e tradicionais por meio do projeto “Mãe Terra”. A iniciativa, desenvolvida pelo Núcleo de Moradia e Atendimento Fundiário (Numaf), busca garantir direitos territoriais em Manaus e na Região Metropolitana.</p>
<p>Além disso, o projeto atua de forma abrangente. Dessa forma, a instituição assegura não apenas a regularização fundiária, mas também amplia o acesso à saúde e ao registro civil.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Regularização fundiária garante permanência</h2>
<p>Nesse contexto, a atuação do “Mãe Terra” na comunidade Sateré-Mawé do Tarumã, na zona oeste da capital, mostra resultados concretos. Após mediar o conflito, a Defensoria Pública firmou um acordo que garantiu às famílias um novo local de moradia em área próxima à anterior, antes ocupada irregularmente.</p>
<p>A cacica Suzana Lima explica que a comunidade surgiu há 52 anos, quando os avós do marido se estabeleceram no local. No entanto, em 2025, a Justiça determinou uma reintegração de posse, o que deixaria seis famílias sem moradia.</p>
<p>Diante desse cenário, a Defensoria Pública articulou uma solução: a empresa proprietária do terreno adquiriu um novo lote (que mede 50×100) para a comunidade. Assim, os indígenas mantiveram o vínculo com a região onde vivem.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Continuidade de serviços essenciais</h2>
<p>Com a mudança, realizada em março deste ano, as crianças continuaram na mesma escola. Além disso, um dos moradores manteve a rotina de tratamento em um hospital próximo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a comunidade Sateré-Mawé acessou uma série de serviços jurídicos por meio do projeto “Mãe Terra”, incluindo consultas com médicos especialistas.</p>
<p>“Com a ajuda da Defensoria, nós corrigimos erros nas certidões e incluímos o nome da nossa etnia no registro civil. Também conseguimos atendimento médico e consultas para as crianças autistas e pessoas com deficiência”, listou a cacica.</p>
<p>“Nós, povos originários, sempre existimos, mas agora, graças à Defensoria, fomos vistos, assistidos e ajudados. O meu sentimento é de gratidão, porque a Defensoria nos ajudou em muitos aspectos”, declarou a líder indígena.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atuação institucional e dívida histórica</h2>
<p>Para acompanhar o acordo e prestar assistência jurídica, o defensor público geral do Amazonas, Rafael Barbosa, e o defensor Thiago Rosas, coordenador do Numaf, visitaram a comunidade.</p>
<p>“O trabalho da Defensoria por meio do projeto ‘Mãe Terra’ deu garantia fundiária a essas famílias, assegurando a elas um espaço digno para criarem seus filhos e cuidarem dos seus idosos, para poderem fincar raízes sem medo de serem perturbados por qualquer disputa fundiária”, ressaltou Barbosa.</p>
<p>Por sua vez, Thiago Rosas destacou a dívida histórica do Estado brasileiro com essas populações.</p>
<p>“Durante muitos anos, eles foram perseguidos pela colonização portuguesa e não tiveram mais acesso às terras dos seus ancestrais”, observou.</p>
<p>“Quando a Defensoria Pública consegue atuar dessa forma, assegurando o acesso à segurança jurídica da terra, nós estamos dando uma resposta da Constituição Federal a esses povos, que há muito tempo desejam ter o direito à territorialidade”, acrescentou Rosas.</p>
<p>Atualmente, a comunidade Sateré-Mawé do Tarumã reúne 37 pessoas, entre elas 17 crianças e adolescentes e cinco idosos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Núcleo especializado amplia atendimento</h2>
<p>Desde 2024, a Defensoria Pública do Amazonas mantém o Núcleo Especializado na Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (NUDCIT).</p>
<p>Além disso, o núcleo reúne quatro Defensorias Especializadas e atua em regiões estratégicas. Entre elas estão Alto Rio Negro (São Gabriel da Cachoeira), Baixo Amazonas (Maués), Purus (Lábrea) e Alto Solimões (Tabatinga).</p>
<p>Leia mais:</p>
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		<title>Fenapred leva serviços essenciais a indígenas em Itacoatiara</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/fenapred-leva-servicos-essenciais-a-indigenas-em-itacoatiara/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 21:46:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, ao Suicídio e às Drogas (Fenapred) e a Comissão de Esporte, Lazer e Relações Internacionais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizaram quase 700 atendimentos a indígenas de diferentes etnias nesta sexta-feira (24). Além disso, a ação integrou a 12ª edição do projeto Fenapred + Cidadania [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, ao Suicídio e às Drogas (Fenapred) e a Comissão de Esporte, Lazer e Relações Internacionais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizaram quase 700 atendimentos a indígenas de diferentes etnias nesta sexta-feira (24).</p>
<p>Além disso, a ação integrou a 12ª edição do projeto Fenapred + Cidadania Aleam, realizada na Associação Cultural dos Povos Indígenas Mura da Aldeia Makira, no Rio Urubu (ASCPIMAMURU), na zona rural de Itacoatiara.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Ação amplia acesso a serviços básicos</h2>
<p>O presidente da Fenapred e da Comissão de Esporte da Aleam, deputado estadual João Luiz, destacou a importância da iniciativa para comunidades em áreas remotas.</p>
<p>“Estou no parlamento para olhar por todos os povos que moram no Amazonas. Os indígenas vivem em lugares distantes e não têm acesso a muitos serviços essenciais, como a retirada de certidão de nascimento e a emissão de carteira de identidade, além de serviços de saúde. Minha missão é ajudar as pessoas que são invisíveis aos olhos de muitos e levar dignidade a elas por meio de ações sociais da Fenapred”, afirmou o parlamentar.</p>
<p>Além disso, o cacique da etnia Mura, Sérgio Medeiros, relatou as dificuldades enfrentadas pela população para acessar serviços básicos.</p>
<p>“Para chegar a Itacoatiara ou a Rio Preto da Eva é difícil. Temos de percorrer longas distâncias para pegar barco ou ônibus, o que torna a vida ainda mais complicada para quem mora na comunidade indígena. Batemos de porta em porta pedindo que alguém olhasse pelo nosso povo e levasse serviços como os ofertados nesta ação social, até que o deputado João Luiz olhou por nós. Somos excluídos do restante da população do nosso estado, e isso precisa mudar”, desabafou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Diversos serviços foram disponibilizados</h2>
<p>Durante a ação, os indígenas tiveram acesso a uma ampla rede de serviços públicos e sociais. Assim, equipes da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) ofereceram linha de crédito, enquanto a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) realizou atendimentos de justiça itinerante.</p>
<p>Além disso, foram feitos serviços como ação de alimentos, divórcio, guarda, investigação de paternidade, reconhecimento de união estável, interdição e emissão de segunda via de certidões.</p>
<p>Também foram oferecidos exames de vista, aferição de pressão ocular, orientação jurídica e psicológica, além de emissão de documentos como certidão de nascimento, CPF, IPTU e título de eleitor.</p>
<p>O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) participou com emissão do Cartão do Produtor Primário e Cadastro Ambiental Rural.</p>
<p>Da mesma forma, a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) emitiu carteiras de identidade, enquanto o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) realizou emissão de certidões e orientações jurídicas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Serviços também incluem inclusão social e esporte</h2>
<p>Foto: Divulgação</p>
<p>Além dos atendimentos documentais e jurídicos, a ação também ofereceu serviços da Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência (SEPCD), com emissão de carteiras e orientação jurídica.</p>
<p>Enquanto isso, o Sine auxiliou na emissão da Carteira de Trabalho Digital, acesso ao seguro-desemprego e inserção no mercado de trabalho. Já a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) emitiu a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).</p>
<p>Paralelamente, a Comissão de Esporte da Aleam promoveu atividades recreativas com crianças e adultos, incluindo vôlei, futebol e zumba.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mutirão apoia revitalização da BR-319</h2>
<p>Durante a programação, os indígenas também participaram de um mutirão de assinaturas em apoio à revitalização da BR-319. A iniciativa partiu da Frente Parlamentar de Cidades Inteligentes e Sustentáveis da Aleam.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Fenapred atua em políticas de prevenção</h2>
<p>A Fenapred, criada em 2023, atua na formulação de políticas públicas voltadas à prevenção da depressão, do suicídio e do uso de drogas. Além disso, a frente também promove ações de saúde mental e cidadania no Amazonas.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="493" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777067162_266_Fenapred-leva-servicos-essenciais-a-indigenas-em-Itacoatiara.jpeg?resize=740%2C493&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-461904"  />Foto: Divulgação</p>
<p>Leia mais: </p>
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		<item>
		<title>Violência contra mulheres indígenas cresce 411% no Norte</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/violencia-contra-mulheres-indigenas-cresce-411-no-norte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 17:31:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma década, a violência contra mulheres indígenas mais que triplicou no Brasil. Na região Norte, o aumento foi de 411% entre 2014 e 2023. Diante desse cenário de vulnerabilidade e violação de direitos, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) intensificou a atuação na capital e no interior. O objetivo é ampliar o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma década, a violência contra mulheres indígenas mais que triplicou no Brasil. Na região Norte, o aumento foi de 411% entre 2014 e 2023. Diante desse cenário de vulnerabilidade e violação de direitos, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) intensificou a atuação na capital e no interior. O objetivo é ampliar o acesso à justiça e garantir a proteção de mulheres e meninas indígenas em situação de violência.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Novas leis reforçam proteção</h2>
<p>No início deste mês, um pacote de leis voltado à proteção das mulheres foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As medidas estabelecem penas mais rígidas para agressores e criam o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas.</p>
<p>Além disso, em todo o estado, a Defensoria atua por meio do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) e do Núcleo de Defesa dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais (Nudcit). As equipes trabalham na prevenção e no combate à violência, sobretudo em regiões isoladas do Amazonas.</p>
<p>“Em março, lançamos, em parceria com o Coletivo de Mulheres Indígenas Javari Vale da Arte, uma cartilha sobre direitos da mulher indígena, abordando violência obstétrica, de gênero e informando sobre direitos sociais e previdenciários. Reforçamos também os equipamentos públicos que podem oferecer ajuda em caso de violação desses direitos, entre eles, a Defensoria Pública”, destaca a defensora pública e coordenadora do Nudcit, Daniele Fernandes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atuação no interior e desafios de acesso</h2>
<p>Foto: Divulgação</p>
<p>Além do lançamento da cartilha, em Atalaia do Norte (distante 1.138 quilômetros de Manaus), a Defensoria acompanha denúncias que chegam ao Nudem, coordenado pela defensora pública Caroline Braz.</p>
<p>De acordo com a titular do núcleo, as violências mais recorrentes são psicológicas, sexuais e físicas. No entanto, o impacto é maior entre mulheres indígenas. Isso ocorre porque, devido às particularidades geográficas, muitas vivem em locais de difícil acesso, o que aumenta a vulnerabilidade e dificulta a denúncia.</p>
<p>“É muito importante que essa problemática tenha visibilidade para que as políticas públicas de proteção sejam fortalecidas não só aqui no Amazonas, mas em todo o Brasil. Muitas dessas violências sofridas por mulheres indígenas ocorrem em regiões isoladas, o que dificulta a investigação e as devidas punições”, pontua a defensora pública.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Dados revelam crescimento e subnotificação</h2>
<p>De acordo com levantamento do coletivo Gênero e Número, com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), entre 2014 e 2023 os registros de violência contra mulheres indígenas cresceram 411% na região Norte.</p>
<p>Durante o Acampamento Terra Livre (ATL), realizado no início de abril em Brasília, lideranças indígenas denunciaram casos de violência e lançaram o documento “Território seguro para mulheres indígenas”. O texto destaca a falta de acolhimento nas denúncias e cobra o fortalecimento de políticas públicas.</p>
<p>Além disso, a subnotificação segue como um dos principais desafios no país. As barreiras geográficas e linguísticas dificultam o registro formal dos casos, o que compromete a dimensão real do problema.</p>
<p>Atualmente, o Projeto de Lei (PL) 4.381/23 tramita no Senado. A proposta estabelece medidas para o atendimento de mulheres indígenas vítimas de violência doméstica por órgãos de Justiça e Segurança Pública.</p>
<p>Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aponta que as mortes violentas de mulheres e meninas indígenas cresceram 500% nas últimas duas décadas. O levantamento indica que a faixa etária de 15 a 29 anos concentra 40,4% dos homicídios, evidenciando maior vulnerabilidade entre jovens.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Como e onde buscar ajuda</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="740" height="494" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776706319_674_Violencia-contra-mulheres-indigenas-cresce-411-no-Norte.jpeg?resize=740%2C494&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-460805"  />Foto: Divulgação</p>
<p>No Amazonas, mulheres vítimas de violência podem procurar delegacias na capital e no interior. O registro do Boletim de Ocorrência (B.O.) é essencial para formalizar a denúncia e acionar a rede de proteção.</p>
<p>O Nudem também oferece atendimento, mesmo sem registro prévio. Nesses casos, a equipe orienta sobre os procedimentos legais e acompanha a situação.</p>
<p>O núcleo funciona na Avenida André Araújo, nº 7, bairro Adrianópolis, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. O agendamento pode ser feito pelo site da Defensoria ou pelo WhatsApp (92) 98559-1599.</p>
<p>Além disso, o Governo Federal disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180. O canal oferece informações, registra denúncias e encaminha casos aos órgãos competentes. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar.</p>
<p>Leia mais:</p>
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		<title>Estudo do Ipea aponta poucos indígenas liderando grupos de pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 20:52:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil tem 252 indígenas entre os líderes de pesquisa. O número equivale a 0,38% desse universo de cientistas. A proporção é menor que a representação no conjunto da população brasileira, onde as casas decimais estão invertidas: 0,83% dos 203 milhões de brasileiros recenseados pelo IBGE em 2022. Os líderes de pesquisa são pessoas fundamentais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil tem 252 indígenas entre os líderes de pesquisa. O número equivale a 0,38% desse universo de cientistas. A proporção é menor que a representação no conjunto da população brasileira, onde as casas decimais estão invertidas: 0,83% dos 203 milhões de brasileiros recenseados pelo IBGE em 2022.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Estudo-do-Ipea-aponta-poucos-indigenas-liderando-grupos-de-pesquisa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os líderes de pesquisa são pessoas fundamentais na produção do conhecimento e na definição quanto ao que merece atenção dos nossos cientistas, acadêmicos e intelectuais. Eles definem quais são as linhas de investigação, e quem ingressa nos grupos – inclusive jovens talentos a quem orienta.</p>
<p>De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o líder tem que criar, coordenar e manter atualizado o seu grupo de pesquisa no chamado “Diretório de Grupos de Pesquisa”, vinculado à Plataforma Lattes &#8211; que cataloga e certifica toda produção científica no Brasil.</p>
<p>A sub-representação dos indígenas à frente de cientistas foi mensurada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e está descrita no artigo<em> “A liderança indígena nos grupos de pesquisa no Brasil: um panorama por grandes áreas do conhecimento de 2000 a 2023”</em>, publicado no boletim Radar.</p>
<h2>Crescimento com predomínio masculino</h2>
<p>No período analisado, houve crescimento da participação dos indígenas: de 46 líderes indígenas em 2000 para os citados 252 em 2023 &#8211; de 0,25% para 0,38% em termos percentuais.</p>
<p>Segundo o Ipea, os dados ainda mostram predomínio masculino entre as lideranças indígenas científicas em quase todas áreas de conhecimento à exceção das chamadas ciências da vida &#8211; saúde, biotecnologia, biomedicina, biologia e ciências agrárias.</p>
<p>O levantamento sobre as lideranças científicas indígenas foi feito pelo técnico de planejamento e pesquisa Igor Tupy e pelo analista em ciência e tecnologia Tulio Chiarini.</p>
<p>Após chegar aos dados, os dois pesquisadores pretendem “conversar diretamente com um conjunto desses pesquisadores para compreender suas trajetórias, os desafios que enfrentam, como constroem sua legitimidade científica e se trazem outras cosmovisões que complementam ou mesmo contradizem processos científicos”, informa Chiarini em nota do Ipea.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/estudo-do-ipea-aponta-poucos-indigenas-liderando-grupos-de-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>No Dia dos Povos Indígenas, organizações cobram demarcações e proteção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 15:49:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Organizações indígenas se manifestaram neste domingo (19), data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, pedindo a demarcação de suas terras. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) destacou que a demarcação é uma reparação histórica e que territórios são imprescindíveis para a vida do indígena. “Seguimos resistindo porque nossos territórios continuam sob [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Organizações indígenas se manifestaram neste domingo (19), data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, pedindo a demarcação de suas terras. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) destacou que a demarcação é uma reparação histórica e que territórios são imprescindíveis para a vida do indígena.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/No-Dia-dos-Povos-Indigenas-organizacoes-cobram-demarcacoes-e-protecao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Seguimos resistindo porque nossos territórios continuam sob ataque e nossos corpos continuam sendo alvo. Precisamos dos nossos territórios demarcados e protegidos. Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro. Território é onde plantamos, onde rezamos, onde enterramos nossos ancestrais e onde nossos filhos vão crescer”, disse a organização nas redes sociais.</p>
<p>A Apib ainda ressaltou a violência à qual os povos indígenas são submetidos e a exploração ilegal de territórios.</p>
<p>“Precisamos que parem de violentar nossos corpos e territórios. Garimpo ilegal, madeireiro, invasão, assédio, feminicídio: nada disso é tradição. Violência não é cultura. Demarcar é reparar. Não há soberania nem democracia sem território demarcado”.</p>
<p>A Apib é organizadora do Acampamento Terra Livre, em Brasília, considerado a maior e mais importante mobilização indígena no país. O evento ocorreu no início de abril e reuniu representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas.</p>
<p>A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) pediu também a proteção e a demarcação dos territórios indígenas. A organização destacou que a destruição dessas áreas causa impacto diretamente no equilíbrio da Amazônia Brasileira, evidenciado nas secas extremas, queimadas e degradação ambiental.</p>
<p>“Os territórios indígenas estão sob ataque permanente, com o garimpo ilegal, desmatamento, grilagem e grandes empreendimentos que avançam sobre a Amazônia, invadindo terras que deveriam estar protegidas. E isso não é um conflito isolado, mas sim um projeto contínuo de exploração sobre os nossos territórios”, disse a entidade nas redes sociais.</p>
<p>A Anistia Internacional também se manifestou no Dia dos Povos Indígenas e pediu urgência na devolução de terras e demarcação. “Só será possível falar em celebração quando os direitos de todos os povos originários no Brasil e no mundo forem plenamente garantidos”.</p>
<p>“Demarcar terras, proteger comunidades e respeitar modos de vida que mantêm vivas culturas, saberes e tecnologias ancestrais não é apenas uma reparação histórica. É garantir futuro. Quando esses direitos são violados, não se perde apenas o passado, perde-se também a possibilidade de amanhã”.</p>
<p>A Anistia ressaltou que os povos indígenas protegem cerca de 80% da biodiversidade global, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). “A resposta para a crise do presente já existe e ela vem de quem sempre esteve aqui. Defender os direitos dos povos indígenas é defender os direitos humanos”.</p>
<p>A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) defendeu a valorização e reconhecimento dessas populações. “Os povos indígenas estão presentes em diversos espaços, assim como na Funai, seja diante das ações da política indigenista, seja na gestão da Fundação”.</p>
<p>“Com essa gestão indígena, avançamos na demarcação e na proteção dos territórios indígenas, além do fortalecimento dos direitos e na autonomia da gestão das terras indígenas”, acrescentou, nas redes sociais.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/no-dia-dos-povos-indigenas-organizacoes-cobram-demarcacoes-e-protecao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/itaipu-compra-mais-uma-area-para-assentar-indigenas-no-parana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 19:36:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná. O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Itaipu-compra-mais-uma-area-para-assentar-indigenas-no-Parana.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.</p>
<p>A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses.</p>
<p>&#8220;A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu. </p>
<p>Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o &#8220;mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani&#8221;.</p>
<p>A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).</p>
<p>O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.</p>
<p>O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões.</p>
<p>&#8220;Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população&#8221;, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.</p>
<p>No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.  </p>
<p>Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.</p>
<h2>Balanço do acordo</h2>
<p>Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.</p>
<p>Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.</p>
<p>A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/itaipu-compra-mais-uma-area-para-assentar-indigenas-no-parana" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Afya realiza ação de saúde mental com indígenas em Itacoatiara</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/afya-realiza-acao-de-saude-mental-com-indigenas-em-itacoatiara/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 19:43:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estudantes e professores da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara realizam, no próximo sábado (18), uma ação de saúde mental voltada ao povo indígena Mura, na comunidade Jaçanã. A comunidade fica a cerca de 50 quilômetros da sede do município. Além disso, a atividade integra um projeto de extensão da instituição e ocorre em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudantes e professores da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara realizam, no próximo sábado (18), uma ação de saúde mental voltada ao povo indígena Mura, na comunidade Jaçanã. A comunidade fica a cerca de 50 quilômetros da sede do município. Além disso, a atividade integra um projeto de extensão da instituição e ocorre em alusão ao Dia dos Povos Originários (19).</p>
<p>A ação também integra as iniciativas de Extensão e Responsabilidade Social da Afya. A instituição atua junto a populações indígenas com foco na promoção da saúde e do bem-estar em comunidades originárias desde 2025. Além disso, a atividade ocorre por meio do projeto de extensão “Saúde na Rede”, do curso de Medicina.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Participação de estudantes e atividades de campo</h2>
<p>Participam da ação 12 estudantes de Medicina de diferentes períodos. Também integram a equipe membros da Liga Acadêmica de Cardiologia (Lacard) e acadêmicos convidados. Durante a programação, as equipes realizam levantamento epidemiológico com foco em saúde mental. Além disso, elas fazem coleta de dados antropométricos, aferição de pressão arterial e testes de glicemia.</p>
<p>Também estão previstas palestras e rodas de conversa com os moradores. Além disso, as equipes identificam pacientes em situação de risco. Nesses casos, elas oferecem orientações sobre tratamento. Em seguida, realizam encaminhamento para acompanhamento em saúde.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Escuta sensível e valorização cultural</h2>
<p>“Além de promover o cuidado em saúde mental, o projeto busca fortalecer o diálogo intercultural, valorizar os saberes tradicionais e ampliar o acesso a serviços de saúde em territórios com maior vulnerabilidade social”, explica a diretora da Afya Itacoatiara, Soraia Tatikawa.</p>
<p>De acordo com o professor Alessandro Pará Pinheiro, docente do curso de Medicina da Afya Itacoatiara, coordenador do projeto Saúde na Rede e diretor científico da Lacard, a ação integra um conjunto de iniciativas voltadas à promoção da saúde em diferentes comunidades.</p>
<p>“O projeto contribui para a melhoria da qualidade de vida da população. Para isso, ele realiza levantamentos epidemiológicos, orientações em saúde e intervenções diretas. Além disso, considera as necessidades específicas de cada território”, explica.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Formação médica e experiência prática</h2>
<p>A coordenadora do curso de Medicina, a médica Bruna Borges, destaca a metodologia adotada. Ela prioriza a escuta sensível e o respeito às práticas culturais. Além disso, valoriza a participação das lideranças indígenas no planejamento das atividades. Dessa forma, as ações se adaptam à realidade da comunidade.</p>
<p>“A atuação também tem papel formativo. Os estudantes participam diretamente das atividades. Assim, eles vivenciam, na prática, os desafios do cuidado em saúde em contextos diversos. Isso ocorre especialmente em comunidades com acesso limitado a serviços especializados”, afirma.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Integração entre ciência e saberes tradicionais</h2>
<p>A proposta busca integrar o conhecimento científico aos saberes tradicionais. Além disso, promove o cuidado emocional e fortalece práticas coletivas de saúde e bem-estar entre os povos originários.</p>
<p>A Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara oferece cursos na área da saúde. Além disso, atua na formação de profissionais comprometidos com as realidades da região amazônica. Assim, a participação dos estudantes em ações como essa contribui para o desenvolvimento de competências clínicas e humanísticas. Isso é essencial para uma atuação sensível às diversidades culturais e sociais.</p>
<p>Leia mais: </p>
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		<title>Programa de saúde do governo já atendeu mais de 24 mil indígenas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/programa-de-saude-do-governo-ja-atendeu-mais-de-24-mil-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 18:56:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, já atendeu mais de 24 mil indígenas em regiões isoladas do país.  Os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas ofertaram serviços de pré-natal, capacitação para atuar na área de saneamento, além de teleconsultas. Os trabalhos do Proadi-SUS contam com a parceria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, já atendeu mais de 24 mil indígenas em regiões isoladas do país. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Programa-de-saude-do-governo-ja-atendeu-mais-de-24.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas ofertaram serviços de pré-natal, capacitação para atuar na área de saneamento, além de teleconsultas.</p>
<p>Os trabalhos do Proadi-SUS contam com a parceria de instituições hospitalares privadas, que disponibilizam plataformas eletrônicas que conectam médicos das Unidades Básicas de Saúde a centros menores, em regiões indígenas remotas.</p>
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<h2>Avanços</h2>
<p>A atuação do Proadi-SUS tem tido avanços significativos em estados do Norte e Nordeste. Em Alagoas e Maranhão, 22 comunidades indígenas já foram alcançadas, somando 256 teleconsultas e 178 pacientes atendidos. </p>
<p>Esses atendimentos ocorreram por meio de parceria do programa com a Beneficência Portuguesa, de São Paulo.</p>
<p>Na Paraíba e no Piauí, a rede Hcor fez 822 teleconsultas, com um percentual médio de resolução de mais de 90% dos casos, evitando 747 encaminhamentos para outros níveis de atenção.</p>
<p>Na Região Norte, o projeto TeleAMEs, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita, implantou três pontos de telessaúde em unidades indígenas no estado de Rondônia, que já atenderam 315 indígenas das etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga.</p>
<p>A melhoria no atendimento médico também aparece em indicadores voltados à saúde materno-infantil. Na área Xavante, em Mato Grosso, o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), também executado pelo Einstein, aumentou a cobertura de rastreamento do câncer para 76%, enquanto o acompanhamento de gestantes ultrapassou 96%.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/programa-de-saude-do-governo-ja-atendeu-mais-de-24-mil-indigenas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 23:12:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[entre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Brasil, quase todas as grávidas (99,4%) fazem pelo menos uma consulta de pré-natal, mas o acesso a esse atendimento, fundamental para a saúde da mãe e do bebê, diminui, ao longo da gestação, para as mulheres indígenas, com menos escolaridade e do Norte do país. É o que revela um estudo divulgado nesta segunda-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, quase todas as grávidas (99,4%) fazem pelo menos uma consulta de pré-natal, mas o acesso a esse atendimento, fundamental para a saúde da mãe e do bebê, diminui, ao longo da gestação, para as mulheres indígenas, com menos escolaridade e do Norte do país. É o que revela um estudo divulgado nesta segunda-feira (13), e elaborado por pesquisadores do Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel), em parceria com a Umane, organização sem fins lucrativos que tem por objetivo assegurar a qualidade e universalidade do sistema público de saúde.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Pre-natal-integral-e-menor-entre-indigenas-e-mulheres-com-pouco.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em média, considerados todos os perfis de gestantes, a cobertura entre a primeira e a sétima consulta cai de 99,4% para 78,1%. O ideal é que o acompanhamento tenha início assim que elas confirmarem a gestação ou mesmo desconfiarem que estejam grávidas, preferencialmente até a 12ª semana de gestação.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, as grávidas com menor escolaridade são as que menos completam o pacote de consultas do pré-natal. De um lado, estão gestantes com maior nível de educação formal (86,5%) e, na outra ponta, com o percentual caindo para quase a metade, as que ficaram mais tempo fora da escola (44,2%). </p>
<p>Também se destacam, como exemplo dos abismos sociais, as indígenas com baixa escolaridade, que acumulam dois fatores como obstáculos à garantia à saúde: o total de anos de estudo formal e a origem étnico-racial. Ao todo, 19% delas conseguiram seguir a quantidade recomendada de idas ao médico para o pré-natal, proporção bastante inferior aos 88,7% de brancas com 12 anos ou mais de escolaridade, parcela mais privilegiada.</p>
<p>As mães indígenas são mais excluídas do que as pretas e pardas, que compõem a população negra. Apenas 51,5% das mulheres de povos originários chegam a finalizar o acompanhamento, contra 84,3% das mulheres brancas, 75,7% das pretas e 75,3% das pardas. Em quase metade dos casos (46,2 pontos percentuais), o acompanhamento das indígenas é abandonado, índice três vezes maior do que o registrado entre mulheres brancas (15,3 pontos percentuais).</p>
<p>Outro contingente desfavorecido é o de gestantes da Região Norte, onde 63,3% têm seu direito ao pré-natal plenamente respeitado. Em seguida vêm o Nordeste (76,1%) e o Centro-Oeste (77%). As regiões com melhores taxas são o Sudeste (81,5%) e o Sul (85%).</p>
<p>Os pesquisadores aconselham, ainda, políticas específicas para as gestantes adolescentes com menos de 20 anos, já que o serviço de pré-natal é integralmente alcançado por apenas 67,7% delas, patamar bem abaixo dos 82,6% observados entre mulheres acima de 35 anos.</p>
<p>O levantamento se baseia em mais de 2,5 milhões de nascimentos registrados no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), em 2023, pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>A especialista Luiza Eunice, pesquisadora responsável pelo estudo no ICEH/UFPel, recorda que é recente o parâmetro de sete consultas no país. O governo federal elevou o número de consultas indicado em 2024, ano em que lançou a Rede Alyne, estratégia para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027 – entre as gestantes negras, a meta é reduzir os casos pela metade.</p>
<p>Nutricionista e doutora em saúde pública, Eunice defende medidas de combate ao racismo estrutural e à discriminação na oferta do cuidado, bem como programas voltados a adolescentes, que visem debater sem tabu a relevância da educação sexual e acabar com o estigma da gravidez nessa fase da vida, para que possam tomar conta de sua saúde e da do bebê. Para ela, as mulheres com menos escolaridade devem ser outro público-alvo, pois é necessário mostrar a elas por que o pré-natal deve ser uma prioridade.</p>
<p>Eunice pondera, ainda, que o avanço depende de fatores como a disponibilização de transporte público que leve as gestantes às unidades de saúde e o vínculo delas com os profissionais da área.</p>
<p>&#8220;É esse apoio, esse vínculo, essa captação ativa dessa gestante que vai melhorar a navegação dela para ela retornar às consultas&#8221;, disse a pesquisadora.</p>
<p>O reforço em ações pensadas para quem está sob maior vulnerabilidade, ponto colocado por Eunice, é algo que pode trazer resultados também na perspectiva da gerente de Investimento e Impacto Social da Umane, Evelyn Santos. Ela avalia que, embora tenha havido aprimoramentos na atenção primária, suprir certas demandas exige mais empenho do Poder Público.</p>
<p>&#8220;Independentemente de onde moram, de cor de pele, de escolaridade, nós temos que ser capazes de fornecer o mesmo pré-natal, adequado, a todas as mulheres e não esperar que a pessoa tenha escolaridade mais elevada para buscar mais ativamente seu pré-natal e o sistema ser mais proativo com essas populações. É isso que faz toda a diferença: ver toda a população e essas vulnerabilidades como um chamado para a ação&#8221;, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.</p>
<h2>Como funciona o pré-natal</h2>
<p>O pré-natal serve para se detectar, o mais cedo possível, doenças e condições de saúde, permitindo a médicos especialistas o devido tratamento ou reversão dos sintomas e reduzindo riscos durante o parto. É essencial tanto para a gestante como para o bebê, e o ideal é que o pai da criança também compareça às consultas, para que receba orientações e adote uma postura de cuidado. </p>
<p>Como salienta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o pré-natal tem ainda outras funções. Entre elas, fornecer instruções sobre amamentação, uma vez que o aleitamento materno deve ser mantido como única fonte de alimento do bebê até os 6 meses de idade. A SBP recomenda que, a partir dos 6 meses, deve-se iniciar a alimentação complementar saudável, e que o leite materno seja mantido como principal fonte de nutrição da criança até os 2 anos ou mais.</p>
<p>O leite da mãe possui todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança, sendo mais saudável do que as chamadas &#8220;fórmulas&#8221; industrializadas, compradas em mercados e farmácias, pois protege o organismo contra infecções, fortalece seu sistema imunológico e traz outras vantagens, como um vínculo afetivo maior entre mãe e filho. No caso da mãe, o que se observa é a diminuição da probabilidade de desenvolver câncer e ajuda na recuperação pós-parto. </p>
<p>A frequência das consultas varia conforme o tempo de gravidez. A paciente deve realizá-las uma vez por mês até a 28ª semana (sétimo  mês); a cada 15 dias, da 28ª até a 36ª semana (sétimo ao nono mês); e semanalmente, no final da gestação.</p>
<p>A lista de exames pedidos pelo pediatra, no pré-natal, pode incluir, como informa a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) hemograma, tipagem sanguínea e fator RH, glicemia em jejum, testes rápidos para sífilis e/ou VDRL, teste rápido para HIV – Anti HIV, toxoplasmose IgM e IgG, sorologia para hepatite B (HbsAg), teste de urina I/urocultura.</p>
<p>Também podem ser solicitados uma ecografia obstétrica com função de verificar a idade gestacional (não é obrigatório) ou de acordo com a necessidade clínica, citopatológico de colo do útero, se necessário, exame de secreção vaginal e parasitológico de fezes.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/pre-natal-integral-e-menor-entre-indigenas-e-mulheres-com-pouco-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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