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		<title>Luta de Luiz Gama contra racismo inspira ações, arte e pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 18:51:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No palco, o ator Déo Garcez, intérprete do advogado e jornalista Luiz Gama (1830 &#8211; 1882), olha para o público e pausadamente exprime: “A liberdade e a igualdade não são privilégios e sim direitos de qualquer pessoa”. Ele repete. Cada pessoa da plateia no Teatro dos Bancários, em Brasília, também. E as palavras ganham ainda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No palco, o ator Déo Garcez, intérprete do advogado e jornalista Luiz Gama (1830 &#8211; 1882), olha para o público e pausadamente exprime: “A liberdade e a igualdade não são privilégios e sim direitos de qualquer pessoa”. Ele repete. Cada pessoa da plateia no Teatro dos Bancários, em Brasília, também. E as palavras ganham ainda mais força.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Luta-de-Luiz-Gama-contra-racismo-inspira-acoes-arte-e.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Liberdade”, “igualdade”, “direitos”. As palavras viajam no tempo. Parecem simples no espetáculo <em>Luiz Gama: uma voz pela liberdade</em>. </p>
<p>Na última semana, em que a abolição oficial da escravatura completou 138 anos, em 13 de maio, uma encenação e um debate em Brasília trouxeram à tona como o legado do intelectual é vivo e ganha visibilidade em distintos caminhos.</p>
<p>A arte teatral, por exemplo, ajuda a promover conhecimento e transformação com novas reflexões contra o preconceito que sobrevive, em máscaras diversas, pelo país, conforme argumenta o ator, que também é autor do texto do espetáculo que encena há mais de uma década. </p>
<p>O ator diz que se identifica plenamente com o personagem que leva ao palco e que busca promover a fim de elevar o nível de conscientização. </p>
<p>“A arte tem esse papel de não somente entreter, divertir, mas de trazer questões importantíssimas para a gente discutir, para a gente tentar transformar”, afirma. </p>
<h2>Ideias transformam</h2>
<p>Para o sociólogo Jessé Souza, que esteve em Brasília para debater sobre o legado de Luiz Gama, a população deve compreender que a escravidão está entre nós antes de tudo nos símbolos e nas ideias. </p>
<p>“As ideias são o que é mais importante no mundo. O nosso comportamento é determinado por ideias”, diz.</p>
<p>Por isso, o ideário deixado pelo intelectual pode ser considerado arma de combate para todos os processo da escravidão moderna contra trabalhadores do nosso tempo. </p>
<p>“A escravidão continua, sob formas modernas, simulando que se trata de uma democracia. O racismo é a alma desse país”, considera.</p>
<p>Pesquisadores, como Jessé Souza, enfatizam que Gama atuou na área jurídica e na imprensa e é considerado patrono da abolição brasileira. Sua trajetória do passado e os desafios de conscientização com avanços legais impõem trazer sua história como caminho de luta. </p>
<p>As ideias podem então, como explica, ao mesmo tempo que erguem, ajudar a combater a  estrutura de racismo e evocam a necessidade de ações práticas na atualidade. A escravidão funda-se no caminho de desumanizar o outro, avalia o sociólogo. “O negro tem que lutar 24 horas contra a sua animalização”. </p>
<p>No primeiro censo demográfico, em 1872, foram identificadas cerca de 10 milhões de pessoas que viviam no Brasil à época. Pelo menos 15%, cerca de 1,5 milhão, eram de pessoas escravizadas. </p>
<p>Em relação ao período escravagista, pesquisadores entendem que a atuação de Luiz Gama pela liberdade das pessoas mostra que o protagonismo das pressões do século 19 fez parte de um processo desencadeado pela comunidade negra.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Luta-de-Luiz-Gama-contra-racismo-inspira-acoes-arte-e.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/05/2026 - Mesa de conversa sobre o advogado e jornalista Luiz Gama (1830 - 1882). Foto: Ana Bering/Iratus Audiovisual" title="Ana Bering/Iratus Audiovisual"/></p>
<p><h6 class="meta">Mesa de conversa sobre o advogado e jornalista Luiz Gama (1830 &#8211; 1882) com Déo Garcez (E), Jessé Souza (camisa laranja) e o pesquisador Artur Antônio dos Santos Araújo (D) &#8211; Foto: Ana Bering/Iratus Audiovisual</h6>
</p>
<h2>Unesco</h2>
<p>O 13 de maio foi gerado, então, pela força das vítimas e não por uma possível ação benevolente ou isolada de uma princesa branca, Isabel, filha de Dom Pedro II. </p>
<p>O legado de Luiz Gama já é identificado, nesse momento, por exemplo, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que está em trâmite final para reconhecer oficialmente a relevância dos manuscritos históricos do abolicionista pelo Patrimônio Documental da Humanidade.</p>
<p>O acervo <em>Presença negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade</em>, tem 232 documentos do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Os manuscritos incluem cartas de emancipação, registros de africanos ilegalmente traficados e documentos judiciais em que ele pedia a libertação de escravizados. </p>
<p>O intelectual conseguiu, com base na legislação décadas antes da abolição, como a Lei Feijó, de 1831, e depois a do Ventre Livre, de 1871, libertar mais de 500 pessoas escravizadas irregularmente. </p>
<p>Luiz Gama destacava, assim, décadas antes da abolição, que seria necessário reagir. “A escravidão é um sistema injustificável. O escravizado que mata o senhor, seja em que circunstância for, mata sempre em legítima defesa”, defende Luiz Gama, em frases levadas ao palco por Déo Garcez. </p>
<h2>Armas de combate </h2>
<p>Gama defendia a República como único regime capaz de garantir a liberdade, a igualdade e a fraternidade entre os homens. </p>
<p>O espetáculo recorda, por exemplo, um episódio na cidade de Santos, em São Paulo, em que um senhor de engenho deixou no testamento que, após a sua morte, todos os 217 escravizados fossem libertos. Ao morrer, a família dele não cumpriu esse desejo. Baseado na lei, Gama conseguiu libertar os 130 daqueles escravizados que permaneciam vivos.</p>
<p>Entre os recados que a peça revisita, Gama posicionava que os jornais seriam armas poderosas de protesto e denúncia dos crimes contra a justiça. </p>
<p>“Na imprensa, eu posso detalhar os erros propositados cometidos por advogados e magistrados para que o povo possa perceber o modo extravagante, esquisito, pelo qual se administra a justiça no Brasil”, dizia.</p>
<p>A respeito do seu papel como advogado, o espetáculo lembra que ele atuava de graça pela causa dos explorados.”Eu sou detestado pelos figurões da terra, que ameaçaram de morte. Mas eu sempre tive o povo a cuidar de mim, a vigiar a minha casa”.</p>
<h2>Sistema sofisticado </h2>
<p>O pesquisador Artur Antônio dos Santos Araújo, doutorando em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), diz que o papel revolucionário de Luiz Gama foi mostrar que a escravidão teve um regime jurídico tão inescrupuloso quanto sofisticado. </p>
<p>“As leis e a Constituição mantiveram a escravidão durante 400 anos. E o que é mais revolucionário na atuação de Luiz Gama é que ele usou o próprio sistema jurídico para usar como instrumento de libertação”, diz o pesquisador. </p>
<p>Em vista da luta histórica de Luiz Gama, o pesquisador vê injustiça e conveniência  para o Estado tratar o 13 de maio como se fosse algo grandioso. </p>
<p>“Foi conquistado com muita luta coletiva e política dos negros, com denúncia e resistência”, afirma. </p>
<p>Para ele, o exemplo de Luiz Gama insta a comunidade negra a nunca perder a consciência do seu pertencimento racial, de se identificar com uma pessoa negra. </p>
<p>“A elite não tolera igualdade e equidade. Topou a abolição meramente jurídica. Mas nós saímos sem direitos, sem reparação, sem educação, sem trabalho digno”, explica. </p>
<h2>Consciência </h2>
<p>Garcez manifesta que a história do personagem histórico dignifica a sua própria existência. “Enquanto cidadão, enquanto homem preto, enquanto artista. Me considero consciente do papel da arte”. Para ele, não é possível desassociar a branquitude do sistema escravocrata. </p>
<p>“Como o Luiz Gama, através de mim, acredito que todos nós que temos uma mínima consciência individual ou coletiva, em suas diferentes profissões, a gente tem que lutar e se indignar com qualquer tipo de injustiça”, defende. </p>
<p>Ele considera que, independentemente da cor da pele do brasileiro, ninguém pode dizer que não tem herança africana, já que a população está ligada a elementos culturais próprios, como a  música, os gestos, a língua e a gastronomia. </p>
<p>“A reflexão que o Luiz Gama traz é que se faz necessário lutar no cotidiano contra qualquer injustiça”, avalia.</p>
<p>Contar a história de Luiz Gama reverte-se para o ator em um processo de conscientização. </p>
<p>“Quando eu comecei a fazer teatro lá em São Luís, no Maranhão, não se falava sobre essa questão racial. A gente sempre passou por situações de preconceito, mas não tinha essa consciência, não tinha uma educação antirracista”, avalia Garcez.</p>
<p>Ele hoje entende que a família sofria racismo e não sabia. “Quando eu comecei a fazer teatro, fui me libertando. Uma consciência de luta antirracista através dos trabalhos que eu venho desenvolvendo”. </p>
<p>Luiz Gama via brechas de luta mesmo em um sistema jurídico responsável por açoitar a população negra. “Hoje a nossa luta é tentar reverter toda essa desigualdade, a naturalização da barbárie, da desumanização com nossos corpos”, diz. </p>
<p>Ele ficou ainda impressionado como Luiz Gama foi ensinado às escondidas. “O conhecimento o libertou, o conscientizou, assim como conscientiza a qualquer um de nós, e nos livra dos apagamentos intencionais ao longo da história”, diz o ator Déo Garcez.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/luta-de-luiz-gama-contra-racismo-inspira-acoes-arte-e-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Boi Caprichoso inspira presentes afetivos no Dia das Mães em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cotidiano/boi-caprichoso-inspira-presentes-afetivos-no-dia-das-maes-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 19:38:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O azul e branco do Boi Caprichoso, símbolo do Festival Folclórico de Parintins, ganhou espaço nas vitrines de presentes para o Dia das Mães em Manaus. No Manaus Plaza Shopping, consumidores têm buscado opções que unem afeto, identidade cultural e tradição do boi-bumbá. A loja Canto do Boi, localizada no piso térreo do shopping, reúne [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O azul e branco do Boi Caprichoso, símbolo do Festival Folclórico de Parintins, ganhou espaço nas vitrines de presentes para o Dia das Mães em Manaus. No Manaus Plaza Shopping, consumidores têm buscado opções que unem afeto, identidade cultural e tradição do boi-bumbá.</p>
<p>A loja Canto do Boi, localizada no piso térreo do shopping, reúne produtos oficiais do Boi Caprichoso. Dessa forma, o espaço tem atraído famílias que desejam transformar o presente em uma homenagem carregada de significado regional.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Tradição do boi-bumbá atravessa gerações</h2>
<p>O amor pelo Festival de Parintins se mantém vivo ao longo das gerações e fortalece vínculos dentro das famílias amazonenses. Nesse contexto, a relação com o Boi Caprichoso vai além da torcida e se transforma em tradição cultural.</p>
<p>Além disso, muitas famílias aproveitam o Dia das Mães para presentear com itens que representam orgulho, memória afetiva e pertencimento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Produtos unem estilo e identidade cultural</h2>
<p>Entre os itens mais procurados estão as novas camisas temáticas, que vêm acompanhadas de brincos personalizados. As peças formam combinações completas para eventos, ensaios e também para o uso no dia a dia.</p>
<p>O espaço também oferece acessórios delicados, peças exclusivas e coleções que reforçam a identidade azulada do bumbá.</p>
<p>Além disso, futuras mães têm buscado bodies infantis personalizados como forma de apresentar a tradição do festival aos filhos desde os primeiros meses de vida.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Varejo registra aumento nas vendas para a data</h2>
<p>A variedade de produtos inclui desde acessórios discretos até peças estampadas com símbolos tradicionais do boi-bumbá. Assim, o movimento na loja acompanha o crescimento das vendas no período do Dia das Mães, uma das datas mais importantes do varejo.</p>
<p>Durante a campanha promocional do shopping, clientes que realizarem compras nas lojas participantes ainda concorrem a um caminhão de prêmios avaliado em R$ 10 mil.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Cultura como forma de presente</h2>
<p>De acordo com Adriano Aguiar, a criatividade local se destaca na forma como a cultura se transforma em presente com significado.</p>
<p>“Quando alguém escolhe um presente ligado ao boi-bumbá, está levando junto uma parte da nossa identidade cultural. Isso torna a experiência muito mais afetiva e próxima da realidade das famílias daqui”, afirma Adriano.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Serviço e informações</h2>
<p>Mais informações podem ser obtidas no perfil oficial do shopping no Instagram: @manausplaza.</p>
<p>Leia mais:</p>
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		<title>Imersão na Fiocruz inspira meninas a seguir carreira científica</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/imersao-na-fiocruz-inspira-meninas-a-seguir-carreira-cientifica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 19:48:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda criança, a estudante Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, hoje com 17 anos, recebeu um ultimato da mãe: &#8220;Eu tinha a mania de ficar misturando as coisas em casa pra ver o que ia acontecer. Aí, a minha mãe me chamava de cientista maluca. Ela falou: &#8216;Quando você crescer, eu vou te forçar a fazer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>                    Ainda criança, a estudante Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, hoje com 17 anos, recebeu um ultimato da mãe:<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Imersao-na-Fiocruz-inspira-meninas-a-seguir-carreira-cientifica.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>&#8220;Eu tinha a mania de ficar misturando as coisas em casa pra ver o que ia acontecer. Aí, a minha mãe me chamava de cientista maluca. Ela falou: &#8216;Quando você crescer, eu vou te forçar a fazer um curso de química&#8217;. E ela forçou mesmo&#8221;, lembra, aos risos.</p>
<p>Prestes a concluir o ensino médio com técnico em Química, no Instituto Federal do Rio de Janeiro, no campus de Duque de Caxias, ela realmente vislumbra se tornar uma cientista, e não há nenhuma maluquice nisso.</p>
<p>Raíssa é a expressão de um movimento celebrado em todo o mundo neste dia 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciências.&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</p>
<p>Criada em 2015 pela Organização das Nações Unidas, a data tem o objetivo de chamar a atenção para a desigualdade de gênero nas chamadas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (<em>Stem</em>, na sigla em inglês), historicamente dominadas por homens.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Imersao-na-Fiocruz-inspira-meninas-a-seguir-carreira-cientifica.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/02/2026 - Alunas do ensino médio participam de programa em que a Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<h6 class="meta"> Da esquerda para a direita, Sulamita do Nascimento Morais, Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, Beatriz Antônio da Silva e Duane de Souza Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
<h2>Dentro da Fiocruz</h2>
<p>Isso deu início a um movimento seguido por diversas instituições científicas, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que, desde 2020, oferece uma imersão de verão para estudantes de ensino médio.</p>
<p>Raíssa participou pela primeira vez em 2025, e gostou tanto que repetiu a dose este ano, e ainda levou uma amiga. Beatriz Antônio da Silva, também tem 17 anos e estuda no mesmo instituto federal</p>
<p>Assim como Raíssa, começou a se interessar pela carreira científica após o convite de uma professora de física, que desenvolve um projeto no instituto para estimular a entrada de meninas negras na área.</p>
<p>&#8220;Ela é uma boa contadora de histórias. E ela sempre falava como foi difícil, porque ela era uma das únicas mulheres na sala da faculdade, e foi negligenciada e sempre sofreu muito preconceito. Então, ela quer abrir portas para a gente&#8221;, conta Beatriz.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1770839298_426_Imersao-na-Fiocruz-inspira-meninas-a-seguir-carreira-cientifica.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/02/2026 - Beatris Duqueviz, coordenadora adjunta do Programa Meninas e Mulheres na Ciência (PMMC). Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p>Beatris Duqueviz, coordenadora-adjunta do Programa Meninas e Mulheres na Ciência (PMMC). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
<p>Esse esforço de cientistas mulheres para abrir o caminho para outras não é novidade para Beatriz Duqueviz, analista de gestão em saúde pública, que integra a coordenação do Programa Mulheres e Meninas na Ciência da instituição.</p>
<p>&#8220;A Fiocruz é uma instituição centenária, e só se pensou nesse programa na gestão da Nísia Trindade (ex-presidente da Fundação e ex-ministra da Saúde, primeira mulher em ambos os cargos). Então, a importância de mulheres ocuparem esse espaço é pela diversidade, mas também pela sensibilidade e pela luta.&#8221;</p>
<p>Beatriz Duqueviz explica que o programa da fundação atua em três frentes: reconhecimento e valorização das cientistas mulheres; pesquisas sobre gênero; e estímulo ao interesse pela ciência entre meninas</p>
<p>Segundo Beatriz, elas são desestimuladas desde o início da infância e, quando crescem, principalmente as meninas mais pobres, acabam tendo que dividir a atenção dos estudos com os trabalhos domésticos. </p>
<h2>Três dias de imersão</h2>
<p>Na imersão de verão deste ano, 150 alunas de diversos locais da Região Metropolitana do Rio de Janeiro foram selecionadas para passar três dias conhecendo os trabalhos e em contato com pesquisadoras de 13 unidades da Fundação.</p>
<p>Duane de Souza, de 17 anos, que mora em Bangu, na Zona Oeste da capital, ficou sabendo da seleção pública para o programa após ver um post nas redes sociais.</p>
<p>&#8220;Eu já sei que quero fazer biologia. Mas a biologia abre portas para diversas coisas, então eu pensei que aqui eu poderia ter uma luz de que área seguir. E realmente eu tive uma luz. Antes, eu achava que fazer pesquisa era uma coisa muito complicada, mas aqui eu percebi que não é exatamente assim&#8221;, conta ela, que estuda no Instituto Federal do Rio de Janeiro, no Campus Maracanã, na Zona Norte,</p>
<p>Beatriz Duqueviz explica que a programação é pensada para apresentar a ciência real às estudantes, muito diferente dos estereótipos:</p>
<p>&#8220;Você não precisa nascer um gênio para ser cientista. O que você precisa é ter curiosidade e disciplina para buscar respostas. A gente quer que essas meninas tenham uma compreensão ampliada da ciência, para estimular que elas busquem carreiras científicas&#8221;.</p>
<p>Por isso, as estudantes percorrem laboratórios com microscópios e provetas, usualmente entendidos como o local de trabalho de um cientista, mas também têm a oportunidade de conhecer espaços como o Laboratório de Conservação Preventiva, que se dedica à recuperação e preservação do patrimônio histórico da Fiocruz, ou a Revista Cadernos de Saúde Pública, uma das publicações científicas da fundação.</p>
<p>A co-editora chefe da revista Luciana Dias de Lima acredita que isso é essencial para que as estudantes compreendam as muitas dimensões do trabalho científico que, muitas vezes, é resultado do esforço coletivo e multidisciplinar. Na revista, atualmente, três pesquisadoras chefiam a publicação como co-editoras chefes.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1770839298_258_Imersao-na-Fiocruz-inspira-meninas-a-seguir-carreira-cientifica.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/02/2026 - Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<h6 class="meta">Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil </h6>
<p>&#8220;Alcançar postos mais altos na carreira ainda é um desafio. Principalmente porque nós, mulheres, enfrentamos a necessidade de atuar em outras áreas. A gente sempre tem que compartilhar o horário de trabalho, com várias outras atribuições, como cuidado com a família. Fora os estereótipos de qual é o &#8216;nosso lugar'&#8221;.</p>
<p>Felizmente, Sulamita do Nascimento Morais já sabe, aos 17 anos, que o seu lugar é onde ela quiser. Moradora e estudante de uma escola estadual no Méier, na Zona Norte da capital, ela também é bolsista de iniciação científica em uma universidade e já participou de diversas atividades de estímulo à ciência para meninas.</p>
<p>&#8220;Hoje, eu sei que eu quero estudar ciência da computação, mas antes eu nem sabia sobre tecnologia&#8230; Até porque, infelizmente, na nossa sociedade, ainda tem esse tabu de que tecnologia é mais coisa de menino. Então, através desses projetos e da imersão, eu pude ver que dá, sim, pra você seguir esses trabalhos, se impor e ter voz sendo mulher&#8221;.</p>
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<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1770839298_243_Imersao-na-Fiocruz-inspira-meninas-a-seguir-carreira-cientifica.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/02/2026 - Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<h6 class="meta">Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-02/imersao-na-fiocruz-inspira-meninas-seguir-carreira-cientifica" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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