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	<title>Internacional Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Internacional Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Mirassol vence e mantém Vasco e Internacional na zona de rebaixamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2026 17:26:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro jogo deste domingo (6) pelo Campeonato Brasileiro garantiu que, ao menos nesta 26ª rodada, não haverá mudanças na zona de rebaixamento, que engloba as quatro últimas posições (o Z-4). Melhor para o Mirassol, que venceu o Coritiba por 2 a 1 no Couto Pereira. Pior para Vasco e Internacional, que torciam por um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro jogo deste domingo (6) pelo Campeonato Brasileiro garantiu que, ao menos nesta 26ª rodada, não haverá mudanças na zona de rebaixamento, que engloba as quatro últimas posições (o Z-4). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Mirassol-vence-e-mantem-Vasco-e-Internacional-na-zona-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Melhor para o Mirassol, que venceu o Coritiba por 2 a 1 no Couto Pereira. Pior para Vasco e Internacional, que torciam por um revés do time do interior para terem chance de ultrapassá-lo.</p>
<p>O triunfo levou o Leão Caipira aos 28 pontos, ainda na 16ª colocação, a primeira fora do Z-4. O Cruzmaltino, com 25 pontos, perdeu para o Fluminense no sábado (5) e torcia pela derrota dos paulistas por dois gols de diferença para, mesmo com o tropeço no clássico, ficar a frente pelo saldo.</p>
<p>O Inter ainda joga pela 26ª rodada. Mais tarde neste domingo, o Colorado recebe o Santos no Beira-Rio, em Porto Alegre, às 16h (horário de Brasília). Os gaúchos podem igualar a pontuação do Mirassol, mas seguirão atrás pelo número de vitórias, portanto, ainda na zona de rebaixamento. A equipe, no máximo, ultrapassa o Vasco caso pontue diante do Peixe.</p>
<h2>Virada à paulista</h2>
<p>Os gols em Curitiba saíram todos no segundo tempo. O Coxa saiu na frente aos 15 minutos, com Pedro Rocha desviando a finalização cruzada do também atacante Fabinho, tirando do alcance do goleiro Alex Muralha.</p>
<p>O Mirassol não demorou a igualar. Três minutos depois, o lateral Igor Formiga chutou da entrada da área pela direita e o atacante Gustavo Mosquito surpreendeu o goleiro Pedro Morisco ao aparecer no meio do caminho e completar para o gol.</p>
<p>Aos 29 minutos, o Coritiba balançou novamente as redes com o lateral Felipe Jonatan. O gol, porém, foi anulado com ajuda da tecnologia do impedimento semiautomático, que identificou a posição irregular do zagueiro Maicon na jogada.</p>
<p>A equipe paulista definiu o marcador aos 38 minutos, com Bruno Santos. O atacante recebeu de Igor Formiga pela direita, saiu da marcação do zagueiro Rodrigo Moledo e chutou no canto de Pedro Morisco.</p>
<p>Nos acréscimos, o Coritiba teve um pênalti marcado a favor, em cima de Rodrigo Moledo. Após rever a jogada no vídeo, o árbitro André Luiz Policarpo Bento viu que o defensor caiu na área ao tropeçar no lateral Bruno Melo &#8211; do próprio time &#8211; e cancelou a penalidade.</p>
<p>Alívio da torcida do Leão Caipira, que voltou a vencer fora de casa após mais de quatro meses. O Coxa, por sua vez, segue com 37 pontos, perdendo a chance de se aproximar de vez da zona de classificação à Libertadores (o G-5), que reúne as cinco melhores campanhas e que tem o Bahia na posição limite, em quinto, com 43 pontos.</p>
<h2>Tricolores em festa</h2>
<p>No sábado (5), o Fluminense derrotou o Vasco por 1 a 0 no Maracanã, no Rio de Janeiro, com gol do meia Lucho Acosta, aos 15 minutos do segundo tempo. O Tricolor, com 45 pontos, continua na quarta posição, 20 pontos a frente do rival.</p>
<p>O Gigante da Colina corre risco de terminar a rodada em penúltimo lugar. Isso ocorre se o Inter pontuar contra o Santos e o Remo vencer o Flamengo em outro jogo que inicia às 16h deste domingo, no Mangueirão, em Belém, com transmissão ao vivo da Rádio Nacional &#8211; o Leão Azul tem 23 pontos.</p>
<p>Outro tricolor a vencer ontem foi o São Paulo, que derrotou o Atlético-MG por 2 a 0 no Morumbis. O time da capital paulista foi a 33 pontos, três a menos que o Galo, que viu chegar ao fim uma invencibilidade de 14 partidas. O atacante Luciano e o lateral Iago, ambos na etapa final, fizeram os gols são-paulinos.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-09/mirassol-vence-e-mantem-vasco-e-internacional-na-zona-de-rebaixamento" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Data centers na África do Sul crescem sem legislação adequada</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/data-centers-na-africa-do-sul-crescem-sem-legislacao-adequada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 13:45:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
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		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Essa matéria foi realizada com o apoio do Pulitzer Center e é parte do etapa africana da “Mão Invisível das Big Techs”, um projeto transnacional liderado pela Agência Pública e pelo Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP). Todos os dias, Ncediwe Vanqa, de 66 anos, caminha de sua casa de 18 m² em Barcelona, uma ocupação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Essa matéria foi realizada com o apoio do Pulitzer Center e é parte do etapa africana da “Mão Invisível das Big Techs”, um projeto transnacional liderado pela Agência Pública e pelo Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP).</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Todos os dias, Ncediwe Vanqa, de 66 anos, caminha de sua casa de 18 m² em Barcelona, uma ocupação informal em Gugulethu, na Cidade do Cabo, até uma torneira comunitária. Vanqa chega a fazer esse percurso sete vezes por dia. Ela usa uma fossa comunitária e, em situações de emergência, um balde. Para economizar eletricidade, assa pão usando um aquecedor a parafina e aproveita o calor para aquecer sua casa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, do outro lado da estrada, a menos de dois quilômetros de distância, a Cidade do Cabo abriu as portas para uma infraestrutura que pode operar em uma escala completamente diferente. Em julho, o Tribunal de Planejamento da cidade aprovou um pedido apresentado pela King Air Industria, um parque industrial e logístico avaliado em dezenas de milhões de dólares, para dois data centers que, segundo documentos, ficarão a serviço da Equinix, uma multinacional norte-americana.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a Equinix, uma das maiores operadoras de data centers do mundo e importante fornecedora de infraestrutura para empresas como Amazon, Microsoft e Google, nega essa versão dos fatos.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>A expansão da empresa na Cidade do Cabo é o tema da nova reportagem do projeto transnacional “</em><em>A Mão Invisível das Big Techs</em><em>”, que investiga como as maiores empresas de tecnologia do mundo fazem lobby para influenciar leis e políticas públicas a fim de evitar a regulação em vários países.</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">A Equinix disse ao <em>The Continent</em> que “não apresentou nenhum pedido de planejamento de data center na Cidade do Cabo”. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas os registros oficiais do município mostram que a Equinix se reuniu com autoridades pelo menos três vezes para discutir seus planos. Dezenas de documentos também vinculam o pedido de uso do terreno ao projeto da Equinix para o local.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No centro da disputa está a quantidade de água e eletricidade que os data centers <em>hyperscale</em> da Equinix irão exigir. Data centers <em>hyperscale</em> são conhecidos pelo consumo exorbitante de água e/ou eletricidade para resfriar as máquinas.</p>
<p>		Em construção: do outro lado da estrada, data center da King Air Industries, na Cidade do Cabo, ficará a serviço da multinacional Equinix </p>
<p class="wp-block-paragraph">Em seu recurso contra a construção de um desses empreendimentos na Cidade do Cabo, o Legal Resources Centre (LRC), uma organização legal da sociedade civil, estimou que, caso fosse utilizado um sistema convencional de resfriamento por evaporação, os dois data centers poderiam consumir cerca de 4,4 bilhões de litros de água por ano. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Isso equivale a quase 11 milhões de litros por dia, aproximadamente o consumo diário de água de 68.500 moradores da Cidade do Cabo, com base na referência de consumo médio da cidade. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Para uma cidade que por pouco não chegou ao “Dia Zero” durante a seca de 2018, a demanda potencial é significativa. A data se referia a uma previsão de que registros de água das residências e do comércio da Cidade do Cabo poderiam ser fechados por causa do baixo nível dos reservatórios.  </p>
<p class="wp-block-paragraph">A Equinix não respondeu às perguntas sobre os recursos necessários para o data center proposto. No entanto, em seus documentos, a King Air informou ao Tribunal de Planejamento da Cidade do Cabo que os números sobre os recursos seriam apresentados na etapa de planejamento da instalação. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Nos Estados Unidos, a expansão dos data centers vem enfrentando uma resistência cada vez maior das comunidades. Segundo a Data &amp; Society, um instituto independente de pesquisa e políticas públicas sem fins lucrativos dos EUA, o consumo global de energia dos data centers cresceu 12% em cinco anos e pode dobrar até 2030. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O uso de água também está aumentando. A organização afirma que o consumo da Meta, Apple, Microsoft e Google cresceu 60% desde 2020. À medida que os data centers se expandem nas comunidades, a Data &amp; Society argumenta que a escolha dos locais onde são construídos se tornou uma decisão cada vez mais política, com consequências para as economias locais, a saúde e o abastecimento de água e energia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo os documentos apresentados ao Tribunal Municipal de Planejamento, o sistema proposto poderia demandar cerca de 174 MVA. “Se operados continuamente perto desse nível” ao longo do ano, os data centers poderiam consumir aproximadamente 1,4 a 1,5 bilhão de kWh de eletricidade por ano, explicou a Dra. Chantelle van Staden, professora sênior do Departamento de Engenharia Elétrica e Eletrônica da Universidade de Stellenbosch. “Isso poderia equivaler ao consumo anual de eletricidade de 250 mil moradias da Cidade do Cabo”, afirmou Van Staden.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa falta de informações preocupou pelo menos um dos integrantes do tribunal quando o órgão analisou a aprovação do uso do terreno, em julho. “A maioria de nós não sabe o que é necessário em termos de demanda de água e eletricidade para uma instalação que nos pediram para aprovar, já que nenhum detalhe a esse respeito foi disponibilizado”, afirmou Wally Johnstone, integrante do painel do Tribunal Municipal de Planejamento, em reunião no dia 14 de julho de 2026. Johnstone foi o único dos cinco integrantes do painel a se opor à aprovação do uso do terreno para os data centers.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A prefeitura nega que o empreendimento tenha sido aprovado sem uma avaliação adequada e afirma que seu Departamento de Energia havia concluído que haveria fornecimento suficiente. Os documentos apresentados ao tribunal também revelaram que a Equinix já havia pago “encargos de rede compartilhada para 160 MVA” de capacidade, no valor de cerca de 2 milhões de dólares. A prefeitura afirmou que alguns detalhes técnicos seriam avaliados posteriormente.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="427" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1788615917_360_Data-centers-na-Africa-do-Sul-crescem-sem-legislacao-adequada.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1" alt="Moradores buscam água com baldes, no assentamento de Barcelona, a dois quilômetros do futuro data center da Equinix" class="wp-image-264174"  /></p>
<p>		Moradores buscam água com baldes, no assentamento de Barcelona, a dois quilômetros do futuro data center da Equinix</p>
<h2 class="wp-block-heading">Do outro lado da rede elétrica</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Semanas antes do tribunal aprovar o pedido da King Air, a Protetora Pública [cargo similar ao promotor público no Brasil] Kholeka Gcaleka  divulgou conclusões sobre a prestação de serviços municipais nas comunidades de Langa e Khayelitsha, próximas aos data centers propostos pela Equinix.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Khayelitsha e Langa são duas comunidades muito povoadas e predominantemente pobres, localizadas a menos de 10 quilômetros do local proposto para a instalação dos data centers. Em junho, após quatro anos de investigação, o Protetor Público, órgão similar ao Ministério Público, concluiu que a Cidade do Cabo não havia fornecido serviços básicos adequados aos moradores, incluindo água, saneamento e eletricidade. As falhas foram consideradas suficientemente graves para configurar “má administração” e “prejuízo”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A prefeitura informou à reportagem que restrições orçamentárias, acúmulo de déficits de infraestrutura e demandas concorrentes por prestação de serviços haviam impedido a solução de alguns desses problemas. A Protetora Pública reconheceu as pressões financeiras, mas concluiu que elas não eximiam a cidade de suas obrigações constitucionais, e que as falhas sistêmicas na prestação de serviços continuavam apesar de algumas melhorias.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para moradores e membros do movimento social por moradia Housing Assembly, como Vanqa, citada no início da reportagem, a questão é saber quem terá acesso aos recursos escassos. O LRC afirmou ao tribunal que sua objeção tem origem “em um contexto de restrições agudas e sobrepostas de recursos na Cidade do Cabo, onde os sistemas de terra, água e energia já estão sob pressão significativa”.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Data center <em>hyperscale</em> não é armazém</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul não é nova na área de data centers. O diretório Data Centre Map lista 64 unidades em operação no país e outras dez planejadas. Mas as instalações <em>hyperscale</em> trazem demandas de infraestrutura de outra ordem, com necessidades de eletricidade que podem chegar a centenas de megawatts. A regulamentação n ão acompanhou esse ritmo. </p>
<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul não tem uma política nacional específica para data centers, enquanto a Cidade do Cabo não possui uma categoria determinada de uso do solo para instalações <em>hyperscale</em>. “Os data centers geralmente são enquadrados no uso comercial/industrial”, disse a prefeitura ao <em>The Continent.</em> Por isso, estas unidades podem ser avaliadas segundo as regras existentes para instalações industriais ou armazéns.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Johnstone classificou a categoria como “totalmente inadequada” e acrescentou que é “simplista considerar um data center como um armazém que apenas guarda sistemas computacionais”. O LRC foi além, descrevendo a classificação como “claramente incorreta e potencialmente enganosa”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao comentar a legislação que classifica data centers como armazéns, Grant Oosterwyk, professor sênior de sistemas de informação da Universidade da Cidade do Cabo, que já trabalhou em um data center de pequena escala, afirmou que a abordagem atual cria um ponto cego artificial.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Isso permite que essas instalações evitem as avaliações básicas de impacto industrial que uma instalação dessa escala normalmente teria de enfrentar em um marco moderno de planejamento”, disse Oosterwyk.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Tratar uma instalação de 100 MW, com sistemas de resfriamento em escala industrial, geradores pesados a diesel e circulação contínua de veículos pesados como um simples armazém é um grande descompasso regulatório. A categoria não acompanhou o ritmo da infraestrutura que está sendo construída dentro dela.”</p>
<h2 class="wp-block-heading">O que a Cidade do Cabo não diz sobre seus projetos de data centers</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O empreendimento proposto pela Equinix também não é o único projeto <em>hyperscale</em> em estudo na Cidade do Cabo. Brett Herron, membro da Assembleia Legislativa da Província do Cabo Ocidental (onde está localizada a cidade), disse ao <em>The Continent</em> que a Cidade do Cabo está avaliando mais projetos do tipo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ele citou as instalações propostas pela Equinix na King Air, a expansão planejada de 60 MW da Teraco e o projeto anunciado Cosmas Data Cities, do Cavaleros Group, com capacidade de 360 MW. Herron calcula que a demanda potencial combinada desses projetos seja de aproximadamente 580 MW. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Com base em informações disponíveis publicamente, ele estima que, se todos os projetos fossem construídos com as capacidades anunciadas, eles seriam equivalentes a cerca de 35% da atual demanda máxima de eletricidade da Cidade do Cabo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O vice-prefeito Eddie Andrews afirmou que a Cidade do Cabo aprovou cinco data centers e tem outros dois em análise. Mas a prefeitura não informou quais empresas estão por trás desses projetos, usando a Lei de Proteção de Informações Pessoais (POPIA) como justificativa. A prefeitura não explicou quais dispositivos da lei a impediam de divulgar informações sobre a carga de energia ou por que a demanda de cada projeto não poderia ser divulgada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além dessas informações, Lance Greyling, diretor de Desenvolvimento Econômico e Investimentos da cidade, confirmou que se reuniu com a Equinix três vezes entre julho de 2025 e junho de 2026, todas a pedido da empresa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No primeiro encontro, em julho de 2025, Greyling disse que a Equinix lhe comunicou “sua intenção de investir em data centers na Cidade do Cabo”. Quatro meses depois, Greyling e outras autoridades municipais e representantes da província do Cabo Ocidental se reuniram com a empresa depois que ela havia comprado o terreno para a King Air Industria. Segundo Greyling, a Equinix discutiu “suas intenções para o empreendimento proposto”. Em uma terceira reunião, em junho, a empresa apresentou uma atualização do seu planejamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Já me reuni com a Equinix a pedido da empresa, mas em nenhum momento tive discussões sobre aprovações previstas em lei”, disse Greyling. No entanto, nenhuma ata foi registrada. Ele disse que seu papel é dialogar com potenciais investidores e promover a Cidade do Cabo como um local de crescimento econômico, desde que eles cumpram os requisitos legais necessários.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na África do Sul, reuniões entre autoridades públicas e investidores privados não são divulgadas ou regulamentadas de forma sistemática. Não há evidências de que a Equinix tenha influenciado o processo de aprovação previsto em lei, mas a empresa se reuniu repetidas vezes com o Escritório de Promoção de Investimentos da Cidade do Cabo à medida que seus planos para os data centers avançavam. Como não foram registradas atas, não há registro público do que foi discutido.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O <em>The Continent</em> entrevistou dois vereadores que disseram que as implicações da expansão dos data centers não haviam sido amplamente debatidas no conselho municipal. Khalid Sayed, líder do partido ANC na província do Cabo Ocidental, disse ao <em>The Continent</em> que os data centers, incluindo suas demandas por água e eletricidade, quase não foram discutidos nos fóruns políticos. Segundo ele, isso pode refletir tanto uma falta de compreensão sobre o tema quanto uma falha de fiscalização.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Não é só a Cidade do Cabo</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A Cidade do Cabo não é a única no país a lidar com a questão. A Prefeitura da metrópole eThekwini, que abriga a cidade de Durban, reconheceu que seu plano urbanístico não possui uma definição específica para data centers <em>hyperscale</em> ou de inteligência artificial e afirmou que ainda está avaliando como regulamentar as demandas de infraestrutura dessas instalações.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, em abril, a prefeitura afirmou que seu conselho municipal havia autorizado um acordo com o Korean South Power Consortium para estudar a implantação de um data center de IA em um terreno municipal na região sul de Durban, a terceira cidade mais populosa do país. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Documentos do conselho estimam que o empreendimento poderia custar entre US$ 3 bilhões e US$ 10 bilhões e afirmam que a prefeitura forneceria o terreno e a infraestrutura para o projeto. A prefeitura disse que as necessidades de água e eletricidade do empreendimento ainda não foram determinadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O diretor de Marketing e Comunicação de eThekwini, Mandla Nsele, afirmou que as questões sobre as demandas dos data centers “são objeto de discussões internas”, o que significa que a prefeitura não pode fornecer dados detalhados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Um dos vereadores contrários ao empreendimento, Andre Beetge, disse que um relatório do conselho minicipal sobre o projeto não “aborda adequadamente a trajetória da demanda de energia associada aos data centers de IA, que deverá aumentar bastante nos próximos anos”.</p>
<p>      <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Data-centers-na-Africa-do-Sul-crescem-sem-legislacao-adequada.png?w=740&#038;ssl=1" alt="Big Tech"/></p>
<p>A Mão Invisível das Big Techs é uma investigação transnacional e colaborativa liderada pela Agência Pública e o Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), em conjunto com Crikey (Austrália), Cuestión Pública (Colômbia), Daily Maverick (África do Sul), El Diario AR (Argentina), El Surti (Paraguai), Factum (El Salvador), ICL (Brasil), Investigative Journalism Foundation – IJF (Canadá), LaBot (Chile), LightHouse Reports (Internacional), N+Focus (México), Núcleo (Brasil), Primicias (Equador), Tech Policy Press (EUA) e Tempo (Indonésia). O projeto tem o apoio da Repórteres Sem Fronteiras e da equipe jurídica El Veinte, e identidade visual da La Fábrica Memética.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>Donald Trump está acuado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 22:27:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como um rato acuado, Donald Trump tem lutado desesperadamente pela sua própria sobrevivência. O presidente não tem medido esforços na alegação sem provas de que qualquer derrota eleitoral nas eleições de novembro, nos EUA, será resultado de uma fraude. Ao mesmo tempo em que ela emprega todos os meios necessários para influenciar o resultado das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Como um rato acuado, Donald Trump tem lutado desesperadamente pela sua própria sobrevivência. O presidente não tem medido esforços na alegação sem provas de que qualquer derrota eleitoral nas eleições de novembro, nos EUA, será resultado de uma fraude. Ao mesmo tempo em que ela emprega todos os meios necessários para influenciar o resultado das eleições legislativas nos EUA – o que poderia levar à transferência do controle da Câmara dos Representantes e, talvez, até do Senado, para os Democratas -, Trump deve intensificar as tentativas da Casa Branca de interferir nas eleições brasileiras. A sensação de estar encurralado e a possibilidade de enfrentar um terceiro processo de impeachment provavelmente desencadeará um ataque feroz contra seus oponentes, tanto no cenário interno quanto no internacional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Embora Trump tenha feito campanha agressiva nos últimos dois meses para que o Congresso dos EUA aprovasse a “Lei para Salvar a América” (<em>Save America</em> <em>Act</em>) — concebida para restringir a participação de eleitores propensos a apoiar candidatos democratas —, um pequeno grupo de senadores republicanos reticentes sinalizou que o presidente não dispõe dos votos necessários para aprovar a legislação, apesar da ira que despejou sobre membros de seu próprio partido.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na semana passada, ele enfrentou oposição adicional de senadores republicanos que havia derrotado nas primárias do partido (o processo interno de seleção do candidato para disputar as eleições de novembro contra os democratas). Após perderem para os candidatos apoiados por Trump, os senadores republicanos Bill Cassidy (do Estado da Louisiana) e John Cornyn (do Texas) — que deixarão a câmara alta do Legislativo no final do ano — agora estão desafiando timidamente o presidente, assim como Thom Tillis (da Carolina do Norte), que desistiu de concorrer a um novo mandato porque Trump declarou que se oporia à sua candidatura.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Capataz de Trump gera rachas entre os Republicanos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A fonte mais visível de dissidência entre os republicanos é a tentativa fracassada do presidente de nomear Todd Blanche como novo Procurador-Geral. Blanche atua como Procurador-Geral interino desde que Trump demitiu sua antecessora, Pam Bondi, devido às falhas dela em alcançar alguns de seus principais objetivos — especificamente, o uso da poderosa máquina governamental para perseguir (e processar) democratas considerados inimigos do presidente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Anteriormente, Blanche servia como segundo a cargo sob a gestão de Bondi. No último ano e meio, ele dedicou seu tempo à implementação das políticas mais polêmicas do Departamento de Justiça, desde a violenta campanha de deportação em massa de imigrantes até uma entrevista de dois dias com Ghislaine Maxwell, colaboradora de Jeffrey Epstein no tráfico de jovens e adolescentes para fins de exploração sexual. Concebida para limpar o nome de Trump de qualquer irregularidade, a declaração de Maxwell — que afirmava desconhecer qualquer envolvimento do atual presidente com menores de idade — visava convencer os apoiadores de Trump de que não havia nada nos 3 milhões de documentos retidos que pudesse incriminá-lo. Como recompensa por afirmar que Trump nada sabia sobre as transgressões de Epstein e jamais se envolvera em atividades sexuais ilícitas, uma semana após a entrevista com Blanche, o governo transferiu Maxwell para uma prisão de segurança mínima, onde ela tem desfrutado de considerável liberdade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, para um pequeno grupo de republicanos, a gota d’água foi o fato de Todd Blanche ter firmado um acordo extremamente vantajoso com a família Trump, depois que o presidente processou o Departamento de Justiça, pedindo 10 bilhões de dólares, porque um funcionário contratado havia divulgado suas declarações de imposto de renda. Nesse caso bizarro, Trump, na prática, processou a si mesmo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, o Departamento de Justiça assinou um acordo com seu chefe nominal, Trump, no qual o governo criaria um fundo de 1,7 bilhão de dólares para conceder indenizações financeiras aos envolvidos na violenta invasão do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021. Trump não apenas perdoou os insurgentes no dia de sua posse, como agora quer recompensá-los por suas ações rebeldes. O acordo também prevê a isenção de toda a família Trump de qualquer auditoria fiscal sobre suas finanças pessoais ou empresariais, o que poderia poupá-los do pagamento de 100 milhões de dólares em multas e impostos em atraso.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante a audiência no Senado, na semana passada, para confirmar a indicação de Blanche, o Procurador-Geral interino declarou que o fundo não estava mais operacional. Democratas, bem como os republicanos Cassidy e Tillis, insistiram que ele formalizasse sua promessa por escrito. No primeiro momento, Blanche recusou-se a fazê-lo. Isso levou os dois republicanos a adiar o voto favorável à recomendação de Blanche ao plenário do Senado para a confirmação final.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Observadores políticos notaram que a hesitação de Blanche em fornecer uma garantia por escrito decorria da relutância de Trump em desistir de distribuir recompensas financeiras aos seus apoiadores leais, de quem poderia precisar no futuro. Quando ficou claro que os republicanos do Comitê Judiciário não tinham votos suficientes para aprovar a indicação e encaminhá-la ao plenário do Senado, Trump suspendeu o processo de nomeação de Blanche. No entanto, após negociações com os dois senadores, Blanche concordou em revogar a ordem referente ao fundo, declarando que ela não tem mais “força ou efeito”. Isso abriu caminho para que o Comitê Judiciário desse prosseguimento à indicação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Isso, no entanto, não significa que Trump desistirá da ideia de recompensar seus leais insurretos. O presidente revelou suas verdadeiras intenções, prometendo buscar outra forma de repassar recursos do governo federal para recompensar seus insurgentes leais — que se tornaram, em grande parte, uma milícia privada de Trump, pronta para atender a um chamado à ação, inclusive nas próximas eleições.</p>
<p><img fetchpriority="high" data-recalc-dims="1" decoding="async" width="640" height="427" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Donald-Trump-esta-acuado.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-260968"  /></p>
<h2 class="wp-block-heading">Trump insiste em mentiras repetidas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da dissidência entre os políticos que Trump afastou de seus cargos, a base de apoio principal de Trump permanece intacta. Há, no entanto, uma certa queda em seus índices de aprovação entre os republicanos. Enquanto há um mês 81% dos republicanos propensos a votar apoiavam o presidente, esse percentual caiu para 78% nas pesquisas mais recentes. Grande parte da insatisfação conservadora com Trump está ligada ao alto custo de vida e à guerra no Irã.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os eleitores independentes, a situação de Trump é ainda pior, uma vez que estão se inclinando cada vez mais à esquerda. Uma pesquisa recente indica que 76% dos eleitores independentes estão insatisfeitos com a forma como o presidente está conduzindo a economia e seus esforços de guerra no Oriente Médio.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ironicamente, em vez de apresentar medidas governamentais de grande repercussão para fortalecer a economia e encerrar a guerra com o Irã, Trump insiste em focar-se em outras questões. Além disso, como é de seu costume, ele nega qualquer responsabilidade por eventuais falhas de seu governo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Isso ficou cristalino nesta semana, quando a comentarista de extrema-direita da Fox News, Jeanine Pirro — atualmente Procuradora-Geral dos EUA para o Distrito de Colúmbia —, desistiu do caso contra um atleta olímpico, três vezes participante dos Jogos, acusado de vandalismo contra propriedade governamental por supostamente danificar o espelho d’água do National Mall, em Washington. Ao perceber que não dispunha de provas para sustentar as acusações contra David Hearn — que poderiam ter resultado em uma pena de 10 anos de prisão —, Pirro retirou todas as acusações.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, Trump continua insistindo que vândalos danificaram seu projeto de 15 milhões de dólares para mudar a cor do fundo do espelho d’água para o “azul da bandeira americana”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Aqueles que acompanham de perto o presidente observam que sua saúde mental e física parece estar se deteriorando rapidamente. Jornalistas relatam tornozelos inchados, manchas arroxeadas nas mãos e no pescoço — disfarçadas com maquiagem —, fala arrastada e frases confusas, como a referência à “República Islâmica do Japão”. Mas Trump é um mentiroso tão patológico que, mesmo quando todas as evidências provam que ele está errado, permanece irredutível e insiste na veracidade de suas mentiras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa atitude de avestruz — de enfiar a cabeça na areia — pode ser uma das razões pelas quais Trump parece caminhar para um desastre em 3 de novembro, nove dias após o segundo turno das eleições no Brasil.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>Messi, Maradona e a paixão argentina pelo futebol</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/messi-maradona-e-a-paixao-argentina-pelo-futebol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 08:20:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou na esquina de Cabildo e Juramento. Para onde olho, vejo manadas de argentinos ocupando as ruas. É mais uma celebração que se espalha pelo país nesta Copa do Mundo. Eufóricos, fantasiados, com o rosto pintado, eles cantam ao som dos bombos. Alguns, sem camisa, em pleno inverno. Outros sobem nos ombros de amigos, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p class="has-drop-cap">Estou na esquina de Cabildo e Juramento. Para onde olho, vejo manadas de argentinos ocupando as ruas. É mais uma celebração que se espalha pelo país nesta Copa do Mundo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Eufóricos, fantasiados, com o rosto pintado, eles cantam ao som dos bombos. Alguns, sem camisa, em pleno inverno. Outros sobem nos ombros de amigos, em marquises, paradas de ônibus e semáforos. Ao menor sinal, a multidão salta, se abraça, agita camisas celestes e brancas, bebe cerveja e vinho direto da garrafa. Não há partido político, time de futebol, classe social ou desavenças. Nesta loucura momesca, ninguém é de ninguém. Todo mundo é de todo mundo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">— Estou mesmo em Buenos Aires? — me pergunto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">É difícil explicar para quem está de fora por que os argentinos comemoram cada vitória como se fosse a final da Copa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">— As pessoas de fora não entenderiam — me diz um pai que levou a família para a rua. — Isso é ser argentino. É ter coragem para jogar até o fim e defender as nossas cores. É o Diego que devolveu o orgulho da nossa camiseta e de ser argentino.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De fora, eles parecem apenas loucos. De dentro, é impossível não se emocionar. Aos poucos, eu também me vejo entregue a essa maré celeste e branca que acredita que a maestria de Lio Messi levará à vitória, nem que seja no último minuto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Pelas Malvinas, pelo Diego, pela última do Lio, Argentina, quero ver-te bicampeã… Não me arrependo deste amor, mesmo que doa o coração”, canta a multidão. A música, repetida nos estádios, nas ruas, nos rádios e nas redes, virou um hino.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os hinos são dramáticos, como quase tudo neste país. Parecem mais um tango do que um samba. Dá a impressão de que o mundo acaba amanhã — ou será na quarta-feira de cinzas?</p>
<p class="wp-block-paragraph">Empurra-empurra. Cheiro de suor e cerveja. Chuva. Fogos de artifício. É o carnaval que a Argentina nunca teve, mas que esta seleção inventou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Hoje a Inglaterra caiu. Bastou isso para que ninguém quisesse voltar para casa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Um grupo de jovens de dezoito, vinte anos, pula abraçado. Um casal que mal se conhece troca um beijo rápido e desaparece na multidão. Mais adiante, como um estandarte de bloco, um rapaz sem camisa ergue um quadro que tirou da parede de casa. É uma fotografia de Maradona levantando a Copa de 1986. Em segundos, centenas de pessoas começam a segui-lo, cantando em uníssono.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Não é um déjà-vu das ladeiras de Olinda?</p>
<p class="wp-block-paragraph">Não é. Mas poderia ser.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ali entendo que Maradona nunca foi apenas um jogador. Para muitos argentinos, a vitória sobre a Inglaterra em 1986 o transformou em um herói nacional. Virou religião, memória coletiva, um jeito de ser argentino.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A vitória de hoje reacende uma chama que nunca se apagou. Desde a Guerra das Malvinas, jogar contra a Inglaterra nunca foi apenas um jogo. O futebol virou o campo onde ainda é possível vencer. Desta vez, o orgulho argentino entrou em campo calçando as chuteiras de Messi.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Penso que muitos ao meu redor nem eram nascidos quando a guerra aconteceu. Mas isso parece não importar. Os argentinos cultivam a memória dos seus heróis como poucos povos que conheço. Carregam o passado no peito para celebrar o presente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto volto para casa, ainda escuto os bombos ecoando pelas ruas. E percebo que ninguém comemorava apenas uma vitória. Celebrava-se uma memória, uma dor que se transformou em uma explosão de alegria, um país inteiro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Talvez seja isso que eu mais admire na Argentina. Quando decide comemorar, ela se transforma em um único corpo. Como em Olinda, desconhecidos se abraçam, cantam juntos, dividem cerveja, chuva e suor. Durante algumas horas, ninguém pergunta quem você é. Basta vestir o celeste e o branco — ou apenas deixar-se levar pela festa — para também fazer parte dela.</p>
<p class="wp-block-paragraph">E, naquela noite, mais uma vez, senti que metade de mim também comemorava como argentina.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>EUA preparam terreno para não reconhecer eleições brasileiras</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/eua-preparam-terreno-para-nao-reconhecer-eleicoes-brasileiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 21:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a newsletter Xeque na Democracia, enviada toda segunda-feira, 12h. Para receber as próximas edições, inscreva-se aqui. A notícia não é boa e deve ser tratada com a maior seriedade – inclusive pelas autoridades competentes, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a newsletter Xeque na Democracia, enviada toda segunda-feira, 12h. Para receber as próximas edições, </em><em>inscreva-se aqui.</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">A notícia não é boa e deve ser tratada com a maior seriedade – inclusive pelas autoridades competentes, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O governo de Donald Trump está preparando uma armação para questionar a integridade das urnas brasileiras, de maneira coordenada com Eduardo e Flávio Bolsonaro, e Paulo Figueiredo. </p>
<p class="wp-block-paragraph">A estratégia tem dois objetivos: criar desconfiança aqui no Brasil quanto aos resultados, causando ruído diante da possível derrota de Flávio para Lula; e criar uma base documental e narrativa para embasar uma recusa dos EUA em reconhecer o resultado eleitoral.     </p>
<p class="wp-block-paragraph">No sábado, o jornal Washington Post denunciou que os EUA planejavam enviar dois oficiais indicados por Trump para Brasília para questionar a integridade das urnas, encontrando-se com políticos que questionam a integridade eleitoral e escrevendo um relatório apontando problemas, que não precisaria conter nem um fio de verdade. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os enviados por Trump estaria Samuel Samson, de 27 anos, subsecretário-adjunto de Estado para o Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, designado este ano, que tem liderado uma guerra contra a Europa pelo que os trumpistas vêem como “censura política” e “lawfare” à extrema direita no bloco. No final de maio, Samson liderou uma comitiva que foi a Londres se encontrar com manifestantes anti-aborto e grupos “anti-cultura do cancelamento”.    </p>
<p class="wp-block-paragraph">O plano era virem aqui para criar um fato político. Uma <em>fake news</em> criada desde o Departamento de Estado. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Os pedidos de visto foram negados pelo Itamaraty. Mas três eventos nos últimos dias demonstram que a campanha contra as eleições não vai acabar, e está sendo coordenada pelo governo Trump junto ao verdadeiro QG da campanha de Flávio Bolsonaro, que tem sede no Texas e é liderado por Eduardo e Paulo Figueiredo. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 16 de julho, Trump foi à TV americana para atacar as urnas eletrônicas nos EUA. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O que ele disse? “Os americanos foram descaradamente enganados sobre a segurança da nossa infraestrutura eleitoral, incluindo a segurança das máquinas de votação eletrônica.”  </p>
<p class="wp-block-paragraph">Acusou a China de ter acessado dados de eleitores. Em um discurso de 20 minutos, ele afirmou que relatórios de inteligência suprimidos do público, supostamente, alertariam sobre “vulnerabilidades chocantes de nossa infraestrutura eleitoral”. Na democracia mais antiga do continente, chegou a questionar a habilidade dos EUA de terem “eleições livres e justas”. O objetivo claro era já preparar um golpe contra as eleições de meio de mandato que acontecem em novembro, quando ele pode perder o controle da Câmara e do Senado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas o pronunciamento foi concatenado a uma renovada campanha golpista de Flávio e Eduardo Bolsonaro, lançada a seguir. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Cinco dias depois, Flavio reuniu-se com diplomatas em um evento em Brasília e colocou em dúvida a integridade das urnas eletrônicas, conclamando-os a enviarem observadores eleitorais. Disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. O TSE já afirmou repetidas vezes que não usa urnas da empresa ou que ela tenha acesso aos seus dados. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Com a reunião, Flávio repetiu 4 anos depois a reunião de Bolsonaro com diplomatas em 2022, que o tornou inelegível. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Então, quatro dias depois da fala do irmão, Eduardo Bolsonaro fez uma live escandalosa junto com Fernando Cerimedo – sim, o marqueteiro argentino que publicou um vídeo com um suposto “dossiê” afirmando ter havido fraude nas eleições de 2022. O dossiê foi escrito por Mauro Cid e fazia parte do plano de golpe de Estado, segundo a PF. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Cerimedo foi assessor de Milei e o apresentou a Eduardo, tendo pago uma viagem do 03 à Argentina entre o primeiro e o segundo turno de 2022, como a Pública revelou.  </p>
<p class="wp-block-paragraph">Na live, ambos repetiram todas as mentiras da live golpista de 2022, como a entrada de votos fraudados depois das 5 da tarde, e uma suposta diferença nos logs entre urnas novas e urnas mais antigas, e que somente o Brasil teria urnas eletrônicas. Tudo já desmentido pelo TSE. </p>
<p class="wp-block-paragraph">A narrativa central criada desde o governo Trump é que, depois do fim da USAID, a extrema direita tem ganhado todas as eleições no continente. Se a esquerda ganha, é porque houve fraude. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Sobre as eleições de 2022, ambos disseram que, juntos, eles “encontraram a fraude”. </p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Eduardo</em><em>: Olha aqui… Não é necessário fraudar 100% das urnas, correto, Cerimedo? Se você fraudar apenas uma porcentagem delas, já dá para fazer a fraude acontecer e aquela pessoa que você deseja, seja a vencedora. Correto?</em></p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Cerimedo:</em><em> Correto. Você necessita de 5% ou 10% das máquinas para trocar o resultado, nada mais. Lembre-se: a fraude estava nas máquinas, mas, no centro de processamento, você pode alterar o log. Então, pode disfarçar o que aconteceu. Mas eles não contavam que nós íamos…</em></p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Eduardo</em><em>: …Encontrar a fraude.</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante a live, Eduardo apresentou slides feitos pela “Revista Timeline”, pertencente ao blogueiro Allan dos Santos. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Ele atacou diretamente o TSE. Afirmou que “em regimes autoritários, quem controla as eleições, controla também os auditores. A centralização tecnológica é precisamente o vetor da fraude, não a sua blindagem”. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Seguiu: “O sistema eleitoral digital global carrega uma vulnerabilidade intrínseca, a capacidade silenciosa de comprometer e fraudar centenas de milhões de registros sob demanda da autoridade central. Então, meus caros, isso aqui, como é que você soluciona isso? Se você tiver um voto no papel, você soluciona isso.” </p>
<p class="wp-block-paragraph">A live aconteceu depois de Eduardo ter garantido o Green Card americano e estar seguramente longe da Justiça do Brasil, onde já foi condenado a 4 anos e 3 meses pelo crime de coação no curso do processo. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Com ele, a narrativa do golpe segue vivíssima e é parte central da campanha do candidato do PL. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Se engana quem acha que, com a negativa do visto aos delegados do Departamento de Estado, os ataques contra nossas eleições irão parar. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Donald Trump já demonstrou cabalmente que se importa com todas as eleições deste continente e vai intervir tanto quanto possível, como fez na Argentina, em Honduras e na Colômbia. </p>
<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, não vai ser diferente. A visita dos enviados é apenas um dos muitos esforços que visarão abrir as portas para que os EUA rejeitem o resultado democrático das urnas e pressionem outros governos da reunião a fazerem o mesmo – alguém tem alguma dúvida do que fará a Argentina de Milei?</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>Curso da Pública analisa extrema direita e eleições em 2026</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/curso-da-publica-analisa-extrema-direita-e-eleicoes-em-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 13:38:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano de 2026 será decisivo para a democracia brasileira. Enquanto o país se prepara para eleger presidente, governadores, senadores e deputados, uma ampla reconfiguração geopolítica e ideológica ganha força na América Latina e promete influenciar diretamente o cenário político nacional. Por isso, a Agência Pública promove, nos dias 25 e 27 de agosto, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">O ano de 2026 será decisivo para a democracia brasileira. Enquanto o país se prepara para eleger presidente, governadores, senadores e deputados, uma ampla reconfiguração geopolítica e ideológica ganha força na América Latina e promete influenciar diretamente o cenário político nacional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a Agência Pública promove, nos dias 25 e 27 de agosto, o curso Extrema Direita e Eleições no Brasil formato online e ao vivo. Ministrado pelo cientista político Guilherme Casarões, doutor e mestre em Ciência Política, o curso oferece uma análise aprofundada sobre o avanço da extrema direita no mundo e na América Latina e seus reflexos na política brasileira às vésperas das eleições de 2026. Serão duas aulas, com gravação disponível por 30 dias e emissão de certificado digital.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Impulsionada pelo apoio cada vez mais explícito do governo de Donald Trump, a extrema direita latino-americana vive uma sequência inédita de vitórias eleitorais. O caso mais recente foi o da Colômbia, com a eleição do outsider Abelardo de la Espriella, conhecido como “El Tigre”. Antes dele, candidatos ultraconservadores chegaram ao poder no Peru, Chile, Equador e Paraguai.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse movimento se soma às lideranças de Javier Milei, na Argentina, e Nayib Bukele, em El Salvador, frequentemente apontados como referências para a radicalização do discurso político no Brasil. Se antes as eleições nos países vizinhos passavam quase despercebidas pelo noticiário brasileiro, hoje elas são acompanhadas de perto. De Washington a Buenos Aires, representantes da extrema direita já sinalizam que pretendem influenciar a disputa presidencial brasileira de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Como essas conexões são construídas? Quais interesses estão em jogo? E quais os possíveis impactos para a democracia brasileira?</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essas são algumas das questões que orientam o curso Extrema Direita e Eleições no Brasil, promovido pela Agência Pública, a maior agência de jornalismo investigativo independente do Brasil. A iniciativa também íntegra a estratégia da Pública de ampliar a produção de conhecimento e aproximar o público do jornalismo investigativo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na primeira aula, Casarões apresentará um panorama da ascensão da extrema direita global desde o primeiro governo Trump, examinando o fortalecimento dessas forças políticas na América Latina e os mecanismos de influência dos Estados Unidos na região. Também serão discutidas as articulações entre diferentes correntes da direita internacional e seus impactos sobre a política brasileira ao longo da última década.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Já a segunda aula será dedicada às eleições de 2026. O professor analisará as estratégias da extrema direita para a disputa presidencial, os possíveis cenários de segundo turno e o que estará em jogo não apenas na corrida ao Palácio do Planalto, mas também nas eleições para o Congresso Nacional e os governos estaduais. A aula também abordará os riscos concretos à democracia brasileira, incluindo ameaças ao processo eleitoral e às instituições, além de refletir sobre os diferentes cenários possíveis para o período pós-eleitoral.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Se você quer entender, com profundidade e senso crítico, as forças que estão moldando um dos ciclos eleitorais mais importantes da história recente do país, o curso representa uma oportunidade de formação e análise qualificada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As inscrições podem ser realizadas mediante um PIX de R$ 250 para contato@apublica.org e o preenchimento do formulário de inscrição disponível aqui.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Serviço</h2>
<ul class="wp-block-list">
<li>Curso: Extrema Direita e Eleições no Brasil;</li>
<li>Datas: 25 e 27 de agosto, terça e quinta-feira;</li>
<li>Horário: das 19h às 21h;</li>
<li>Formato: Online/Ao vivo;</li>
<li>Valor: R$ 250 para o pix contato@apublica.org;</li>
<li>Inscrições em apoie.apublica.org/curso</li>
</ul>
<h2 class="wp-block-heading">Informações para a imprensa:</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Agência Pública: Marina Dias | marinadias@apublica.org</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sobre a Agência Pública</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A Agência Pública foi fundada em 2011 por jornalistas mulheres e tem como missão produzir reportagens de fôlego pautadas pelo interesse público, sobre as grandes questões do país do ponto de vista da população – visando o fortalecimento do direito à informação, à qualificação do debate democrático e à promoção dos direitos humanos. Em 2022, nossas reportagens foram reproduzidas por cerca de 700 veículos, sob a licença Creative Commons. A Agência Pública é considerada a agência de notícias mais premiada do Brasil, tendo conquistado 90 prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Vladimir Herzog, Prêmio República e Prêmio Gabo. https://apublica.org</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>PF mira tráfico internacional e lavagem de capitais de até R$ 1 bilhão</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pf-mira-trafico-internacional-e-lavagem-de-capitais-de-ate-r-1-bilhao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 21:56:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (23) uma operação para desarticular uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais em escala bilionária. Policiais federais e estaduais cumpriram nove dos 13 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal, além de 44 mandados de busca e apreensão, em quatro estados da federação: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (23) uma operação para desarticular uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais em escala bilionária.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/PF-mira-trafico-internacional-e-lavagem-de-capitais-de-ate.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Policiais federais e estaduais cumpriram nove dos 13 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal, além de 44 mandados de busca e apreensão, em quatro estados da federação: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.</p>
<p>A Justiça também determinou o cumprimento de outras medidas cautelares, além do sequestro de ativos e bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas até o limite de R$ 1 bilhão.</p>
<p>A Operação Commodity foi desenvolvida no contexto da Missão Redentor II e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nos estados de São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG).</p>
<h2>Confronto</h2>
<p>Durante o cumprimento de um mandado de prisão, contra um dos investigados, na cidade de Igaratá (SP), no Vale do Paraíba paulista, o alvo que teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) resistiu à prisão e reagiu atirando contra os policiais.</p>
<p>Na troca de tiros, o homem foi atingido e recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu e morreu na mansão que ocupava. Nenhum policial ficou ferido na ação.</p>
<h2>Tráfico internacional</h2>
<p>As investigações revelaram que o grupo criminoso estruturou uma rede logística com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia, focada na exportação marítima de cocaína para o continente europeu.</p>
<p>As ações também apontaram que, desde 2021, a organização enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa, bem como mantinha vínculos operacionais com as duas das maiores facções criminosas em atuação no Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).</p>
<p>Para ocultar o entorpecente em contêineres e burlar a fiscalização alfandegária, os criminosos utilizavam como método a camuflagem da droga em sacos de café, cimento e argamassa, além da adulteração química de substâncias. Um exemplo seria a cocaína diluída em garrafas de refrigerante.</p>
<p>Em setembro de 2025, foi apreendida no Porto do Rio de Janeiro cerca de meia tonelada de cocaína escondida em sacas de café. O carregamento seguiria para a Eslovênia, pequeno país da Europa central, que faz fronteira com a Áustria, Hungria, Croácia e Itália.</p>
<h2>Lavagem de dinheiro</h2>
<p>O grupo criminoso movimentou valores bilionários por meio de uma macroestrutura financeira de ocultação patrimonial. O esquema operava sob diferentes tipologias de lavagem de dinheiro, que incluíam empresas “noteiras&#8221;, criadas para emitir notas fiscais falsas e de fachada; “cripto-doleiros&#8221;; bens de luxo e imóveis de alto padrão.</p>
<p>Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-07/pf-mira-trafico-internacional-e-lavagem-de-capitais-de-ate-r-1-bilhao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Discurso de Flávio Bolsonaro nos EUA foi só pra bolsonarista ver</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/discurso-de-flavio-bolsonaro-nos-eua-foi-so-pra-bolsonarista-ver/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:04:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a Newsletter da Pública, enviada sempre às sextas-feiras, 8h. Para receber as próximas edições, inscreva-se aqui. Se você quer ouvir um depoimento independente de uma pessoa bem informada em relação às audiências sobre o tarifaço nos Estados Unidos, sugiro que veja a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a Newsletter da Pública, enviada sempre às sextas-feiras, 8h. Para receber as próximas edições, </em><em>inscreva-se aqui</em><em>.</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Se você quer ouvir um depoimento independente de uma pessoa bem informada em relação às audiências sobre o tarifaço nos Estados Unidos, sugiro que veja a entrevista do canal Meio com o economista e professor da FGV, Gustavo Pessoa, que participou das audiências públicas no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Pessoa estuda risco sistêmico e sua exposição na audiência foi sobre o pix, como <em>case</em> de sucesso e infraestrutura vital para o sistema financeiro brasileiro, concentrando 60% das transações bancárias no país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O economista falou no primeiro dia de audiências para uma mesa diretora composta por representantes do USTR, do Departamento da Agricultura, do Departamento Comercial, do Departamento de Estado e do Tesouro, composição que variava de acordo com o tema discutido em blocos. Segundo ele, todas as audiências a que assistiu foram eminentemente técnicas, com exceção daquela em que Flávio Bolsonaro compareceu na companhia do irmão Eduardo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Ali você percebia um tom mais político, os assessores [do Flávio] não paravam de filmar e tirar fotos, tanto que eles foram repreendidos pelo presidente da sessão, porque isso é estritamente proibido ali. E o discurso dele foi político, colocando a culpa no Lula, falando que o filho do Lula estava envolvido no escândalo do INSS, falando que o Pix foi implementado no governo Bolsonaro. Então, com exceção do discurso do Flávio, tudo estava seguindo de uma forma bem técnica”, relatou o economista ao Meio.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pelo relato do economista fica evidente que Flávio Bolsonaro estava fazendo pedidos eleitorais ao foro errado e se expressando de maneira confusa – a única pergunta que lhe foi dirigida foi feita pelo representante do USTR, que, segundo o professor, teve dificuldade de entender o discurso de Flávio e pediu que ele falasse um pouco mais sobre como o tarifaço estava favorecendo o governo Lula. </p>
<p class="wp-block-paragraph">“A resposta dele foi difícil de entender, ele foi pego de surpresa ali, não teve tempo de se preparar, então o inglês dele dava umas certas travadas, mas ele quis dizer que esse governo de esquerda estava entregando o Brasil à China por isso pedia uma oportunidade para que as tarifas não fossem aplicadas, senão o Lula iria ganhar e empurrar o Brasil para a China”, contou Pessoa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O curioso é que antes da viagem de Flávio, ele teria sido aconselhado a não repetir o tom eleitoral que havia dado à carta enviada anteriormente ao USTR, para furar a bolha junto aos eleitores indecisos, que seriam suscetíveis ao argumento de que ele estava defendendo o país e não os seus próprios interesses como candidato. Uma reação tardia ao efeito causado pelo último tarifaço, que beneficiou o presidente Lula, exatamente por sua postura em defesa da soberania nacional e dos canais diplomáticos para negociações.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Flávio passou vergonha tropeçando na língua e se dirigindo a pessoas erradas sem sequer cumprir a missão de trazer bom material publicitário. Se alguns setores empresariais brasileiros podem ter se beneficiado do apoio de pares americanos que serão impactados com as tarifas sobre produtos que compram do Brasil como foi exposto em algumas audiências técnicas, tudo indica que a fala de Flávio terá zero resultado prático, apenas reforçando sua imagem de submissão aos Estados Unidos, com um pedido quase explícito de interferência nas eleições brasileiras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao tarifaço, como todos sabem, depende exclusivamente da vontade de Donald Trump – a própria abertura da investigação sobre o Brasil pelo USTR foi política – no momento bastante ocupado em nova ofensiva contra o Irã.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Trump é um aliado ainda mais volúvel do que o amor de Flávio pelo Brasil. Uma coisa é se gabar de ter convencido Trump de qualificar as facções brasileiras como terroristas, um pedido que só ajuda o presidente dos Estados Unidos a fazer o que pretendia. Outra coisa são decisões sobre o tarifaço, praticamente o único expediente, além da guerra, utilizado por Trump nas relações com o resto do mundo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo brasileiro acertou em não participar dessa farsa, mantendo-se firme nas negociações oficiais e diplomáticas com os Estados Unidos. Aliás, Flávio poderia aprender outra coisa com o Lula, a falar português em eventos internacionais, ou levar um tradutor – não tem nada mais humilhante do que fingir falar um idioma publicamente por pura subserviência.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>Na guerra tarifária, Trump apela até para desmatamento</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/na-guerra-tarifaria-trump-apela-ate-para-desmatamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:14:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>EP 68 Na guerra tarifária, Trump apela até para desmatamento 9 de julho de 2026 · Flávio Bolsonaro, Donald Trump e a preocupação com as florestas brasileiras Depois de enviar uma carta ao governo americano pedindo o adiamento da decisão sobre tarifas para depois das eleições, nesta semana Flávio Bolsonaro foi aos Estados Unidos para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<h2 class="h4 fw-bold">
									EP 68<br />
											Na guerra tarifária, Trump apela até para desmatamento							</h2>
<p class="podcast-summary">
<p>					9 de julho de 2026<br />
					·</p>
<p>				Flávio Bolsonaro, Donald Trump e a preocupação com as florestas brasileiras</p>
<p class="wp-block-paragraph">Depois de enviar uma carta ao governo americano pedindo o adiamento da decisão sobre tarifas para depois das eleições, nesta semana Flávio Bolsonaro foi aos Estados Unidos para insistir que o tarifaço pode beneficiar seu adversário nas eleições, o presidente Lula. Na carta enviada ao Escritório Comercial dos Estados Unidos, no entanto, Flávio se alinha a Trump em um aspecto, no mínimo, surpreendente: a preocupação com o desmatamento ilegal no Brasil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre outros pontos, o relatório do Escritório Comercial dos Estados Unidos alega que o desmatamento ilegal beneficiaria o agro brasileiro, permitindo uma produção mais barata. O argumento é contestado pelo governo Lula e pelo setor, e causa espanto a preocupação do governo Trump, conhecido pelo desmonte de políticas ambientais e climáticas, com as florestas brasileiras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Bom dia, fim do mundo da semana, destrincha o relatório do Escritório Comercial e a carta enviada por Flávio, que em alguns trechos parecem ainda mais insólitos do que o roteiro de “Dark Horse”. Ouça agora.</p>
<p class="wp-block-paragraph">E MAIS:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na Trombeta constatamos que, de onde nada se espera, é de onde nada vem.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<item>
		<title>planos na Europa passam por teste radical</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/planos-na-europa-passam-por-teste-radical/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 07:05:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A França se prepara para ondas de calor impulsionadas pelas mudanças climáticas há mais de duas décadas. Em 2003, mais de 14.800 pessoas morreram quando as temperaturas ficaram acima de 35 graus durante duas semanas no verão. As mortes levaram formuladores de políticas públicas franceses a criar um dos programas de resiliência ao calor mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A França se prepara para ondas de calor impulsionadas pelas mudanças climáticas há mais de duas décadas. Em 2003, mais de 14.800 pessoas morreram quando as temperaturas ficaram acima de 35 graus durante duas semanas no verão. As mortes levaram formuladores de políticas públicas franceses a criar um dos programas de resiliência ao calor mais abrangentes do mundo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No ano seguinte, o governo francês apresentou um plano nacional de calor que incluía um sistema de alerta de quatro níveis. Quando as temperaturas sobem e atingem o nível máximo da escala, as autoridades estabelecem um centro de crise para coordenar uma resposta nacional. Autoridades locais são obrigadas a implementar seus planos de calor, que incluem acesso a espaços refrigerados e à água, além de monitoramento de moradores mais vulneráveis ao calor. As agências meteorológica e de saúde da França acompanham conjuntamente as previsões do tempo e os riscos à saúde, alertando os moradores quando surgem condições perigosas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nos anos seguintes, a França adotou medidas adicionais para se adaptar a verões mais quentes: cidades plantaram árvores para reduzir o efeito de ilha de calor, construíram passagens e ciclovias sombreadas e transformaram espaços públicos em centros de resfriamento que podem ser usados por moradores sem ar-condicionado nos dias mais quentes (apenas cerca de 25% das residências francesas possuem ar-condicionado). Em Paris, formuladores de políticas públicas fizeram simulações, ensaiando um futuro com temperaturas de 50 graus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essas estratégias agora estão sendo submetidas a um de seus maiores testes. No final de junho, cidades em toda a Europa registraram temperaturas extremas e muitas quebraram recordes históricos de calor. Mais de doze países, incluindo a França, emitiram alertas de calor na penúltima semana de junho, orientando a população a permanecer em ambientes fechados nas horas mais quentes do dia, manter as casas frescas fechando persianas e cortinas e evitar atividades físicas intensas. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Foi a segunda onda de calor no continente em apenas dois meses. Ambas começaram antes mesmo do início oficial do verão. Em Paris, as temperaturas ultrapassaram os 39 graus, e a média de temperatura em toda a França atingiu, na última semana de junho, o nível mais alto já registrado.  </p>
<p class="wp-block-paragraph">Mais de 40 pessoas que buscavam alívio das altas temperaturas morreram afogadas enquanto nadavam na França, muitas delas adolescentes. Autoridades espanholas também alertaram para mortes relacionadas ao calor: uma agência local de monitoramento estimou que mais de 200 mortes na penúltima semana de junho possam ser atribuídas às altas temperaturas. Idosos, crianças e pessoas em situação de rua estão entre as populações mais vulneráveis.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores descobriram que, à medida que as mudanças climáticas impulsionam o aquecimento global, as cidades terão de lidar cada vez mais com verões mais longos e temperaturas mais elevadas. A Europa, o continente que mais aquece no mundo, está em muitos aspectos na linha de frente desse desafio. Durante grande parte de 2024, as temperaturas ficaram 1,5 grau acima das médias pré-industriais. Mantida a trajetória atual, as temperaturas na Europa podem aumentar 3,1 graus até o fim do século.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“As cidades em todo o mundo, mesmo aquelas que fazem o melhor que podem, ainda estão se preparando para o calor de hoje”, afirmou Ladd Keith, professor de Planejamento e diretor da Iniciativa de Resiliência ao Calor da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos (EUA). “Elas não estão fazendo um trabalho realmente eficaz de se planejar de forma agressiva para o calor que vamos enfrentar amanhã.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante anos, o calor extremo recebeu muito menos atenção e recursos do que desastres como furacões e incêndios florestais. Mas, à medida que as ondas de calor se tornaram mais intensas — com consequências cada vez mais mortais —, formuladores de políticas públicas passaram a tratá-las com maior urgência. As primeiras gerações de planos de calor focavam principalmente na proteção da saúde pública e na resposta emergencial. Já os planos mais recentes adotaram uma abordagem mais ampla, incluindo iniciativas de arborização urbana e redução do calor residual gerado por veículos e aparelhos de ar-condicionado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As cidades tendem a ser entre 3 e 5,5 graus mais quentes do que as áreas ao redor, tanto por causa do calor produzido por carros e indústrias pesadas, quanto pelo calor retido pelo asfalto e outros materiais sintéticos. Os centros urbanos vêm enfrentando esse fenômeno, conhecido como ilhas de calor, com o plantio de árvores, criação de parques e de outros investimentos em infraestrutura verde. Esses esforços exigem que diferentes setores do pode público, como incluindo urbanistas, autoridades de saúde e equipes de resposta a desastres, trabalhem em conjunto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Algumas cidades chegaram até mesmo a contratar os chamados “chefes de calor” (“chief heat officers”) para assumir a responsabilidade pela gestão do problema, ou então atribuíram explicitamente às suas equipes de resiliência climática a tarefa de liderar os esforços de adaptação. Em 2021, o condado de Miami-Dade, na Flórida (EUA), contratou a primeira autoridade do mundo dedicada exclusivamente a essa função. Segundo Keith, que estuda como governos vêm respondendo ao aumento das temperaturas, existem cerca de 15 cargos semelhantes em outros países, como Grécia e Austrália.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Keith afirmou que o estado do Arizona, em particular, está à frente na resposta ao calor extremo. Cerca de mil pessoas morreram por doenças relacionadas ao calor em 2023, mais do que em qualquer outro estado dos EUA. Mas, nos anos seguintes, esses números diminuíram, mesmo com ondas de calor ainda mais severas. Entre as medidas adotadas, o governador passou a decretar oficialmente emergências por calor durante episódios extremos. O estado também nomeou uma autoridade responsável pelo calor (“chief heat officer”) e um coordenador estadual de centros de resfriamento. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Cidades como Tucson, uma das maiores do estado, também adotaram seus próprios planos de ação. Nos meses mais amenos, autoridades se reúnem para discutir as lições aprendidas no verão anterior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Muitos esforços construídos ao longo da última década convergiram naquele ano de crise. Estamos enfrentando o calor do verão de uma forma muito mais coordenada do que antes”, disse Keith.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essas iniciativas tendem a se tornar ainda mais importantes à medida que regiões historicamente de clima temperado, como partes da Europa, enfrentam ondas de calor mais intensas e frequentes. Climatologistas preveem que o verão de 2027 provavelmente será o mais quente da história, em parte devido a um “super El Niño”, o fenômeno de aquecimento das águas do Oceano Pacífico que exerce enorme influência sobre os padrões climáticos globais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Isso está totalmente alinhado com o que esperamos das mudanças climáticas. Quaisquer lições que aprendermos com este evento específico precisam ser rapidamente incorporadas e colocadas em prática”, conclui Keith. </p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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