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	<title>Internacional Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Eleições EUA: Flávio pode assistir derrota de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 20:37:08 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Na terça-feira, 3 de novembro, até 200 milhões de eleitores registrados poderão ir às urnas nos Estados Unidos para votar em todos os 435 membros da Câmara dos Representantes, 33 senadores, 36 dos 50 governadores, além de integrantes de legislaturas estaduais e locais. As pesquisas indicam que Donald Trump e o Partido Republicano têm grandes chances de sofrer uma derrota acachapante, perdendo o controle da Câmara dos Representantes e, possivelmente, do Senado. O apoio ao presidente está em queda em todas as questões. Segundo a revista <em>The Economist</em>, apenas 34% dos entrevistados aprovam a presidência de Trump, enquanto 61% se opõem às suas políticas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Analistas políticos estão divididos sobre se ocorrerá uma “onda azul” (cor associada aos Democratas pelos veículos de imprensa desde as eleições de 2000) ou um verdadeiro tsunami eleitoral, ainda mais poderoso. De qualquer forma, a possível perda do controle democrata da Câmara — e, talvez, do Senado — deixará Trump vulnerável a investigações parlamentares voltadas a limitar seu poder excessivo e a retomar atribuições e responsabilidades que o Congresso, sob controle republicano, havia cedido ao Poder Executivo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Trump entra na última semana da temporada eleitoral deste ano em posição extremamente fragilizada. A insistente retórica do presidente dos EUA de que a economia vive seu melhor momento — e de que as dificuldades financeiras, em especial o acentuado aumento do custo de vida, não passam de uma farsa do Partido Democrata — não parece convencer os eleitores. Os preços da gasolina e do diesel permanecem altíssimos, e o custo dos alimentos e de itens de consumo básico exerce pressão real sobre o orçamento das famílias. Até mesmo muitos de seus apoiadores republicanos, que se opõem ao envolvimento dos EUA em “guerras sem fim”, estão perdendo a confiança nas promessas de Trump de que o fim do conflito com o Irã estaria próximo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Fora isso, Trump parece apostar todas as cartas em interferir com as eleições brasileiras ao recepcionar Flávio Bolsonaro — candidato derrotado e fugido do Brasil, que um dia antes havia dito que não deixaria o país.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O Futuro das Relações entre Brasil e Estados Unidos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Uma das grandes mudanças que podem acontecer nos EUA, caso os republicanos percam as eleições de novembro, são os contrapontos em relação à postura dos Estados Unidos com o Brasil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Trump, que recebe o candidato derrotado Flávio Bolsonaro, ainda não reconheceu oficialmente o resultado das eleições, e já discursou alegando fraude nas eleições brasileiras, sem provas, claro. Steve Bannon endossou o apelo de que o Brasil se tornou uma ditadura que merece sanções severas por parte dos Estados Unidos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Do outro lado, membros do Congresso dos EUA enviaram prontamente mensagens de felicitações ao presidente Lula. Publicações nas redes sociais refletiram as opiniões de democratas de todo o espectro político — desde figuras social-democratas conhecidas, como o deputado estadual de Nova York Zohran Mamdani, o senador por Vermont Bernie Sanders e a deputada federal por Nova York Alexandria Ocasio-Cortez, até membros mais moderados do Congresso.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A derrota de Flávio Bolsonaro representou uma perda contundente para Trump, que implementou uma série de medidas fiscais, políticas e (provavelmente) clandestinas para ajudar seu aliado brasileiro a vencer. Em uma região atualmente dominada por governos de direita, o Brasil — ao lado do México e do Uruguai — continuará na linha de frente da resistência às tentativas de Trump de impor uma dominação neocolonial sobre a América Latina e o Caribe. A vitória de virada de Lula elevou o Brasil à condição de referência internacional na luta contra a extrema direita.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Caso os republicanos percam as próximas eleições legislativas e para governos estaduais, isso significará que os democratas no Congresso, que defenderam a democracia brasileira em 2022 e 2026, poderão desempenhar um papel importante ao garantir que aqueles que minaram a democracia não utilizem os Estados Unidos tão livremente como plataforma para atacar o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Rejeição às políticas de imigração</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Na campanha presidencial de 2024, o discurso anti-imigrante e xenófobo de Trump — que incluiu alegações falsas de que refugiados haitianos estariam “comendo nossos gatos e cachorros” — foi um dos muitos fatores que levaram os republicanos à conquista da Casa Branca e ao controle do Congresso.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, uma pesquisa recente com 30 mil americanos em todos os cinquenta estados revelou que apenas 37% aprovam as políticas de imigração do presidente. Nessa amostra, 11% dos democratas apoiam as medidas da Casa Branca, enquanto entre os republicanos o apoio cai para 78%. Uma pesquisa de setembro, conduzida pela rede conservadora Fox, indicou que 53% dos eleitores registrados consideram que Trump “foi longe demais” nas operações em larga escala do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) para deter trabalhadores sem documentação — mão de obra que constitui a base dos setores de serviços e da agricultura.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As mortes, tanto de cidadãos quanto de imigrantes, causadas por agentes mascarados, provocaram indignação em todo o país, desencadeando protestos em massa contra o uso excessivo de força pelo governo na detenção de pessoas supostamente em situação irregular.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Temendo uma derrota eleitoral iminente na próxima semana, Trump insiste que seus oponentes venceram eleições especiais recentes porque o Partido Democrata permitiu que imigrantes não cidadãos participassem do processo eleitoral. O Departamento de Justiça afirma ter compilado listas de pessoas em diferentes estados que estão registradas ilegalmente para votar e exige uma intervenção federal para evitar fraudes eleitorais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Porém, autoridades locais responsáveis pela condução das eleições nos cinquenta estados constataram que um número extremamente reduzido de eleitores inelegíveis chegou a votar. Por exemplo, este ano, o governo dos EUA alegou que 16 mil não cidadãos estavam registrados para votar em Nevada, mas enviou apenas 185 nomes às autoridades eleitorais estaduais. Após revisarem os registros de eleitores do estado, verificaram que todos os 185 eram, na verdade, cidadãos americanos elegíveis.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O secretário de Estado da Geórgia, que supervisiona o processo eleitoral, informou que, nos últimos 30 anos, seu órgão identificou apenas 432 possíveis não cidadãos. Caso algum deles tenha votado, tratar-se-ia de um número infinitesimalmente pequeno, se comparado às centenas de milhões de votos computados nas últimas três décadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, Trump continua a propagar essa inverdade para semear, na mente de seus apoiadores, dúvidas sobre a legitimidade de qualquer eleição que ele — ou seus aliados — venha a perder.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Oposição a uma guerra sem fim contra o Irã</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, os cidadãos americanos tendem a se unir em torno do presidente nas fases iniciais de conflitos no exterior, à medida que o patriotismo cresce, acompanhado do apoio às tropas americanas enviadas ao combate. Durante a Guerra do Vietnã, foram necessários anos para que uma oposição de massa influenciasse a opinião pública. Da mesma forma, no início, a maioria dos americanos apoiou a invasão do Afeganistão — após os ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, em Nova York — bem como as duas guerras no Iraque. Com o tempo, o sentimento público mudou, passando a se opor a essas incursões militares.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse não é o caso em relação à guerra contra o Irã. A ausência de objetivos claramente definidos para o conflito, somada à disparada descontrolada dos preços dos combustíveis, fez com que a opinião pública se voltasse contra o conflito desde o início. Uma pesquisa da CNN, realizada em setembro, revelou que o apoio à guerra entre os eleitores republicanos caiu de 73% para 60%. Em todo o país, os agricultores — que, nos últimos anos, têm tido a tendência de votar no Partido Republicano — estão sofrendo com os preços elevados do diesel, que afetam o plantio, a colheita e o transporte de produtos agrícolas; isso, por sua vez, tem provocado um aumento significativo nos preços dos alimentos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">As tarifas de Trump abalam a economia dos EUA</h2>
<p class="wp-block-paragraph">As políticas tarifárias erráticas da Casa Branca também desestabilizaram a economia. O conflito de Trump com o Canadá — um dos parceiros comerciais mais importantes dos Estados Unidos — gerou caos em estados que dependem do comércio entre os dois países, afetando, em particular, empresas e mercados localizados ao longo da fronteira. Trump descartou o acordo comercial negociado com o México e o Canadá durante seu primeiro mandato, provocando graves transtornos para empresas do setor manufatureiro que fornecem componentes para a produção de bens.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Alguns mercados de exportação de alimentos foram encerrados, e muitos importadores de produtos estrangeiros viram-se obrigados a aumentar os preços para arcar com as tarifas de importação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, Trump mente recorrentemente ao público ao afirmar que é o país exportador que paga as tarifas, quando, na realidade, é o importador ou o consumidor final que arca com esses custos adicionais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Disputas-chave no Senado para acompanhar</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Nas eleições presidenciais de 2024, especialistas observaram que homens negros, latinos e pessoas com menos de 30 anos migraram para o Partido Republicano. Com base nessa suposta tendência, legislaturas estaduais controladas pelos republicanos começaram a redesenhar os distritos eleitorais para favorecer seu partido, garantindo cerca de uma dúzia de distritos adicionais considerados “seguros” para seus candidatos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a estratégia saiu pela culatra. Pesquisas recentes indicam que esses três grupos demográficos, desiludidos com as políticas de Trump, abandonaram os republicanos e, provavelmente, ajudarão a eleger mais democratas para o Congresso, contribuindo para que o partido conquiste o controle da Câmara dos Representantes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto — e diante da provável derrota dos republicanos na Câmara —, as disputas pelo Senado tornaram-se o foco da campanha de Trump na reta final das eleições. Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam garantir a reeleição de senadores em estados com eleitorado dividido e, simultaneamente, conquistar vitórias em estados atualmente representados por republicanos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As disputas na Geórgia e na Carolina do Norte parecem estar claramente inclinadas a favor do Partido Democrata. Em Michigan, o candidato democrata Abdul El-Sayed — médico de saúde pública e muçulmano, filho de pais egípcios — também protagoniza uma disputa acirrada. Seu oponente republicano tem proferido insultos racistas e antimuçulmanos contra ele, além de acusações de que ele seria um “socialista radical”, na tentativa de desacreditar sua candidatura. El-Sayed, que lidera as pesquisas com 6% de vantagem — assim como quase todos os candidatos democratas —, manteve-se fiel ao seu discurso, denunciando o alto custo de vida e a guerra no Irã.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outra disputa importante para o Senado que merece atenção ocorre no Texas, onde o seminarista protestante progressista James Tallarico — capaz de debater com brilhantismo interpretações da Bíblia diante de oponentes republicanos conservadores — mantém uma leve vantagem. Há décadas, o estado não elege um democrata para o Senado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com eleitores ansiosos para votar contra Trump, os democratas também encontraram novas oportunidades de vencer eleições senatoriais em estados tradicionalmente conservadores: Alasca, Iowa, Kansas, Nebraska e Ohio. Em 2024, Trump venceu nesses estados por uma margem de dois dígitos. O foco dele nesses estados, que são redutos republicanos sólidos, revela o quanto o partido está na defensiva. New Hampshire e Maine são outros dois estados em que os candidatos democratas estão empatados com seus oponentes republicanos ou apresentam uma leve vantagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em suma, se os democratas tiverem sorte — ou se ocorrer uma “tsunami azul” —, Trump poderá enfrentar uma maioria hostil no Congresso no próximo ano.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>ONG internacional aponta falhas na investigação da Operação Contenção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 14:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um relatório divulgado nesta quarta-feira (28) pela organização não governamental internacional Human Rights Watch (HRW) apontou que houve falhas na investigação das mortes ocorridas durante a Operação Contenção, ocorrida há um ano, no Rio de Janeiro. Na ação, 122 pessoas morreram, sendo cinco policiais e 117 não policiais, nos complexos da Penha e do Alemão, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um relatório divulgado nesta quarta-feira (28) pela organização não governamental internacional Human Rights Watch (HRW) apontou que houve falhas na investigação das mortes ocorridas durante a Operação Contenção, ocorrida há um ano, no Rio de Janeiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ONG-internacional-aponta-falhas-na-investigacao-da-Operacao-Contencao.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Na ação, 122 pessoas morreram, sendo cinco policiais e 117 não policiais, nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense.</p>
<p>&gt;&gt; Clique aqui e acesse a íntegra do relatório</p>
<p>De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, até o momento apenas as investigações dos assassinatos dos cinco policiais (três militares e dois civis) foram concluídas.</p>
<p>Os inquéritos indiciaram 12 pessoas por envolvimento com as mortes, sendo nove apontadas diretamente como envolvidos nos homicídios e três suspeitas de ordenar os ataques às forças policiais.</p>
<p>As outras 117 pessoas morreram, segundo as autoridades de segurança pública do Rio de Janeiro, em confronto com a polícia. Essas mortes ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do estado (MPRJ), sem qualquer conclusão até o momento, mesmo com sinais de ilegalidades e excessos por parte das forças policiais.</p>
<p>Pelo menos duas delas chamaram a atenção do MPRJ e foram consideradas “atípicas”. Uma é uma morte por disparos a curta distância. A outra, a decapitação de Yago Ravel Rodrigues Rosario, que teve a cabeça separada do corpo, por um facão, depois de levar um tiro na região lombar.</p>
<p>A HRW analisou o procedimento investigatório criminal feito pelo MPRJ (quase 9 mil páginas), os 122 laudos de necropsia e 4,4 mil horas de imagens das câmeras corporais dos policiais, além de ter ouvido 41 pessoas, entre testemunhas, familiares das vítimas e pesquisadores, para produzir o relatório divulgado nesta quarta-feira.</p>
<h2>Investigação e perícia</h2>
<p>Uma das constatações da ONG internacional é que policiais não adotaram medidas investigatórias após as mortes. De acordo com a HRW, o Departamento Geral de Homicídios e Proteção Pessoal, responsável por investigar homicídios no estado, tomou conhecimento da operação em uma conversa informal uma semana antes e não tomou nenhuma providência em preparação para ela.</p>
<p>Além disso, no final da manhã equipes de perícia da Polícia Civil foram convocadas pelo Departamento e se reuniram na Cidade da Polícia, a poucos quilômetros dos dois conjuntos de favela onde ocorria a operação, mas nunca foram enviadas ao local, de acordo com a HRW.</p>
<p>No final do dia, vários corpos começaram a ser recolhidos por policiais, sem a presença de equipes de perícia da Polícia Civil, como constatou a HRW. Muitos deles foram levados para um local onde tampouco havia a presença da polícia técnica, para serem entregues à Defesa Civil que os levou, por fim, ao Instituto Médico Legal (IML).<br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ONG-internacional-aponta-falhas-na-investigacao-da-Operacao-Contencao.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil" title="Eusébio Gomes/TV Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Rio de Janeiro, 29/10/2025 &#8211; Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção &#8211; Eusébio Gomes/TV Brasil</h6>
</p>
<p>A perícia nem sequer foi enviada à Praça São Lucas, para onde moradores levaram dezenas de corpos, de acordo com a HRW. Ali os peritos poderiam ter feitos registros fotográficos e análises preliminares das vítimas, segundo o relatório.</p>
<p>Dentre as vítimas que foram recolhidas do local onde morreram estão 33 retiradas pela Polícia Militar e encaminhadas ao necrotério e 62 transportadas pelos próprios moradores dos complexos de favelas até a Praça São Lucas.</p>
<p>A HRW verificou ainda que, devido ao fato de muitos corpos terem ficados no chão expostos à temperatura ambiente por muitas horas já estavam em processo de decomposição, o que atrapalhou o trabalho de necropsia dos médicos legistas.</p>
<p>Outro problema, de acordo com a ONG internacional, foi o fato de nenhum local ter sido preservado para realizar perícia posterior. A polícia alegou que os agentes estavam no meio de um confronto armado, o que os impedia de resguardar esses locais para os peritos.</p>
<p>Mas a HRW constatou que não foram resguardadas para a perícia nem mesmo as áreas que poderiam ter sido preservadas mais facilmente, como o interior de residência, onde alguns foram mortos, ou as proximidades da estação de trem localizada fora dos conjuntos de favelas, onde dois suspeitos morreram.</p>
<p>Também houve pouca preocupação em preservar as 118 armas supostamente apreendidas durante a operação. </p>
<p>“As armas deveriam ser mantidas em sacos lacrados e enviadas para análise pericial de impressões digitais e balística. Em vez disso, a polícia apresentou as armas sem embalagem em uma coletiva de imprensa. Reportagens de televisão mostraram policiais e até mesmo repórteres manuseando armas e outros equipamentos apreendidos sem luvas”, diz o relatório.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1793198680_939_ONG-internacional-aponta-falhas-na-investigacao-da-Operacao-Contencao.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Julya Almeida mostra vídeo com imagens de cartuchos encontrados no quintal da sua casa durante protesto de moradores contra execuçoes na comunidade da Vila da Penha, Operação Contenção.&#13;&#10;Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Julya Almeida mostra vídeo com imagens de cartuchos encontrados no quintal da sua casa na comunidade da Vila da Penha, após a Operação Contenção &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Câmeras corporais</h2>
<p>Além disso, há fortes indícios de que os policiais também tentaram dificultar as consequentes investigações que poderiam ser abertas ao fim da operação.</p>
<p>O relatório constatou, por exemplo, que alguns policiais podem ter adotado a prática comum na polícia carioca de retirar pessoas já mortas dos locais onde o crime ocorreu para dificultar a perícia. Pelo menos 16 pessoas foram transportadas pela polícia para hospitais, onde já chegaram mortas.</p>
<p>Em quatro casos, a polícia reconheceu que elas já estavam mortas quando foram levadas para o hospital, já que, segundo a HRW, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) alegaram que quando encontraram essas pessoas nas ruas das favelas, elas já estavam mortas.</p>
<p>Além disso, o relatório constatou, assim como o MPRJ, que vários dos agentes envolvidos na operação manipularam suas câmeras corporais (equipamentos que ficam acoplados às fardas dos agentes).</p>
<p>A investigação da HRW mostrou, por exemplo, que nenhuma das 117 mortes de não policiais foram gravadas pelos equipamentos dos agentes.</p>
<p>Há indícios de que policiais tenham ocultado propositalmente suas câmeras ou tirado elas de suas fardas em momentos específicos. </p>
<p>Há imagens mostrando claramente policiais colocando a mão na frente da lente ou colocando o equipamento em algum local, com a lente virada para outra direção.</p>
<p>Algumas câmeras nem sequer foram levadas pelos policiais na incursão a pé, já que foram deixadas dentro das viaturas.</p>
<p>Essas interferências na gravação, segundo a HRW, ocorreram em momentos chave da operação, como prisões, tiroteios ou dentro de residências.</p>
<p>Muitos equipamentos tiveram suas baterias esgotadas antes do fim da operação e desligaram antes do momento em que mais mortes ocorreram.</p>
<p>A ONG internacional constatou que o tempo médio de gravação das câmeras de 305 policiais da linha de frente analisadas foi de 6 horas e 38 minutos, bem abaixo das 12 horas de autonomia esperada para o equipamento.</p>
<p>Protocolo da Polícia Militar é claro no sentido de especificar a necessidade de levar baterias extras quando a operação for maior que 12 horas. De acordo com a HRW, isso não foi feito.</p>
<p>A partir de meio-dia do dia da operação, as gravações começaram a sofrer mais interferências. Em 55% dos casos nas 305 câmeras de policiais da linha de frente analisadas, as filmagens são interrompidas ou apresentam lacuna significativa de material gravado a partir desse horário.</p>
<p>Outra questão é que apenas 23% dos 2,5 mil policiais que participaram da ação usavam câmeras corporais.</p>
<h2>Indícios de execução</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1793198680_89_ONG-internacional-aponta-falhas-na-investigacao-da-Operacao-Contencao.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Moradores protestam contra execuçoes na comunidade da Vila da PenhaOperação Contenção.&#13;&#10;Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Rio de Janeiro, 29/10/2025 &#8211; Moradores protestam contra execuções na comunidade da Vila da Penha durante a Operação Contenção &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>O relatório constatou que 60% dos mortos foram alvejados com quatro ou mais tiros. Entre os cinco policiais mortos, apenas um deles foi alvejado com dois tiros, os outros quatro morreram com apenas um ferimento.</p>
<p>Entre os 117 não policiais, apenas 19 foram mortos com um tiro. Doze morreram com dois tiros e 13 com três. Setenta e três morreram com quatro tiros ou mais.</p>
<p>Houve sete casos, em que o número de perfurações por arma de fogo no corpo superou dez. Um dos mortos recebeu 13 tiros.</p>
<p>Em 71% dos casos, as vítimas apresentavam perfurações de entrada de projétil em dois lados do corpo (seja frente, costas, lateral direita ou esquerda). Em 34% dos casos, havia ferimentos em três lados do corpo (frente, costas e pelo menos uma das laterais).</p>
<p>Dos 117 mortos, 12% apresentavam ferimentos apenas na parte traseira do corpo, ou seja, foram alvejados quando estavam de costas. Oitenta e cinco deles tinham pelo menos um ferimento na parte de trás do corpo. Um deles recebeu 11 tiros nas costas.</p>
<p>Cinquenta foram alvejados na cabeça (seja na parte dianteira ou traseira), entre eles a vítima mais jovem, um adolescente 14 anos. Ele foi alvejado com três tiros pela frente e três pelas costas.</p>
<p>Um homem, que morreu com dez tiros, recebeu pelo menos seis a queima-roupa, a menos de 60 centímetros de distância entre o atirador e a vítima. </p>
<p>De acordo com a HRW, em muitos casos não foi possível determinar a distância do tiro por causa do estado dos corpos e porque muitos estavam despidos, supostamente pelos próprios policiais.</p>
<p>Outra morte que chamou a atenção da HRW foi a de Ronaldo Julião da Silva, de 46 anos, que, segundo moradores da comunidade, não era membro da facção e estaria desarmado quando foi morto. O laudo da necropsia mostrou que foi atingido nas costas, na axila esquerda, na mão esquerda e duas vezes no rosto. </p>
<p>Há depoimentos de parentes de vítimas que indicam que pessoas estavam se entregando e, mesmo assim, sendo mortas por policiais.</p>
<p>Há o caso de uma mãe que recebeu uma mensagem do filho dizendo que queria se entregar mas que temia ser morto pelos policiais, o que já teria acontecido com colegas seus. O jovem depois apareceu morto.</p>
<p>A Agência Brasil entrou em contato com as polícias Civil e Militar para falar sobre a operação Contenção.</p>
<p>A Polícia Militar disse que não concederia nenhuma entrevista sobre o assunto. A Polícia Civil não respondeu ao pedido da reportagem. O espaço segue aberto para incluir posicionamento das corporações.</p>
<p>A Secretaria de Segurança Pública enviou uma nota em que diz que as investigações sobre as 117 mortes seguem em andamento pela Delegacia de Homicídios da Capital.</p>
<p>“Nos últimos 12 meses, foram colhidos 242 depoimentos e produzidos e analisados 553 laudos periciais. As diligências prosseguem, incluindo a realização de outros 105 exames. O trabalho é acompanhado pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”, diz a nota.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/ong-internacional-aponta-falhas-na-investigacao-da-operacao-contencao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ong-internacional-aponta-falhas-na-investigacao-da-operacao-contencao/">ONG internacional aponta falhas na investigação da Operação Contenção</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Flávio Bolsonaro: bolsonaristas fogem e se espalham por países</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/flavio-bolsonaro-bolsonaristas-fogem-e-se-espalham-por-paises/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 23:49:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Flávio Bolsonaro (PL) pode ser o mais novo integrante da lista de bolsonaristas que deixaram o Brasil. Caso confirmada a chegada aos Estados Unidos, o candidato derrotado nas eleições de 2026 se somará a parentes, influenciadores e ex-membros do governo de Jair Bolsonaro, que deixaram o país por condenações ou investigações. Sempre sob o argumento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Flávio Bolsonaro (PL) pode ser o mais novo integrante da lista de bolsonaristas que deixaram o Brasil. Caso confirmada a chegada aos Estados Unidos, o candidato derrotado nas eleições de 2026 se somará a parentes, influenciadores e ex-membros do governo de Jair Bolsonaro, que deixaram o país por condenações ou investigações. Sempre sob o argumento de perseguição política. </p>
<p class="wp-block-paragraph">A denúncia partiu do veículo argentino Infobae, que publicou hoje, 27 de outubro, que Flávio estaria na cidade de Puerto Iguazú, que faz fronteira com o Brasil, pronto para tomar um voo rumo aos EUA. Ainda não se sabe como o senador teria saído do Brasil para o país vizinho. Em 26 de outubro, dia seguinte à derrota nas urnas, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio entregasse o passaporte à Justiça.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Um dos fundamentos da decisão de Moraes foi uma entrevista do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, dada dois dias antes do segundo turno, afirmando que o então candidato deveria deixar o país se perdesse o pleito. Também nesta terça, o blogueiro Paulo Figueiredo disse em sua live que, na noite de domingo, após confirmada a derrota, havia aconselhado o senador a ir para os EUA.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Flávio Bolsonaro é investigado em duas frentes pelo Supremo Tribunal Federal, mas, terminado seu mandato como senador, em 31 de janeiro de 2027, perderá o foro privilegiado. Sob relatoria do ministro André Mendonça, ele é investigado pela suspeita de evasão de divisas e de lavagem de dinheiro por conta do financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A investigação mira repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção do longa. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Em outra frente, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, Flávio é investigado pela suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma casa de apostas. A Polícia Federal (PF) quebrou o sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, e encontrou e-mails que apontariam que o senador foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo a PF, há indícios de “vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”, a primeira a obter autorização estadual da Loterj, no Rio de Janeiro, para explorar bets no estado.</p>
<p>		O senador Flávio Bolsonaro afirmou em seu Instagram ter sido intimado pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (26), a entregar seus passaportes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Bolsonaristas nos EUA de Trump</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Eduardo Bolsonaro mora no Texas (EUA) desde março de 2025. Ele foi condenado pelo STF em junho de 2026 por sua atuação para obter sanções americanas contra autoridades brasileiras. O ex-deputado teve a prisão decretada em outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Eduardo tem passaporte italiano e também conseguiu o <em>green card</em>, documento que garante a residência permanente nos EUA. Desde que fugiu do Brasil, ele fez diversas viagens ao Oriente Médio e chegou a abrir uma empresa no Bahrein, conforme a Pública revelou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Seu braço direito nos EUA, Paulo Figueiredo, mora na Flórida há dez anos. Ele é investigado no Inquérito das <em>fake news</em> e foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. Seu caso nunca foi julgado porque o neto do ex-ditador João Figueiredo nunca foi intimado, mas ele é considerado foragido.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="502" height="401" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Flavio-Bolsonaro-bolsonaristas-fogem-e-se-espalham-por-paises.png?resize=502%2C401&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-269516"  /></p>
<p>		Eduardo, Allan dos Santos e Alexandre Ramagem juntos, em 2026, em encontro nos EUA</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro foragido que vive na Flórida é o blogueiro Allan dos Santos. Ele teve mandado de prisão preventiva decretado pelo STF em outubro de 2021 e reforçado em 2024, bem como o bloqueio de suas contas bancárias e perfis digitais no Brasil. O criador do extinto “Terça Livre” também é investigado no Inquérito das <em>fake news</em> e das milícias digitais por disseminação de conteúdo falso e ataques a autoridades.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ainda na Flórida mora Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal pelo PL. Ele foi alvo de pedido de extradição após ser condenado pelo STF a 16 anos de prisão pela trama golpista.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A fuga, em setembro de 2025, contou com a ajuda de Rodrigo Cataratas, condenado por liderar o garimpo ilegal na Terra Yanomami, conforme revelou a Pública. O empresário do garimpo também está foragido por ter ajudado na fuga de Ramagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em abril de 2026, Ramagem chegou a ser detido pelo serviço de imigração dos EUA (ICE), mas foi liberado dois dias depois. Hoje, ele é um imigrante ilegal no país, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) e está sujeito a detenção e deportação, como a Pública também mostrou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Bolsonaristas na Argentina, Itália e Espanha</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Na Itália, a ex-deputada federal Carla Zambelli chegou a ser presa em junho de 2025. Em maio de 2026, ela foi solta pela Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça do país. Ela havia sido condenada pelo STF a dez anos de prisão por contratar um hacker para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ainda na Europa, mas na Espanha, mora o blogueiro Oswaldo Eustáquio, considerado foragido da Justiça brasileira desde 2023. Em outubro de 2026, ele se tornou réu por associação criminosa no âmbito do inquérito que investiga a tentativa de golpe de 8 de janeiro. Em junho de 2025, o governo espanhol rejeitou o pedido de extradição do governo brasileiro por considerar que houve motivação política.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio, é primo de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro. Ele é investigado no inquérito do golpe de Estado em 2023 e teve a prisão decretada em 2025. Ele mora na cidade de Puerto Iguazú, do lado argentino da tríplice fronteira, por onde Flávio Bolsonaro teria passado para tomar um voo para os EUA. A Pública mostrou que Leo é um dos investigados por desinformação e tentativa de golpe que seguem ativos nas redes em 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também na Argentina, estão cinco brasileiros condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 foram extraditados em dezembro de 2025: Joelton Gusmão de Oliveira, Joel Borges Correa, Rodrigo de Freitas Moro, Wellington Firmino e Ana Paula de Souza, segundo apuração da BBC Brasil.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>Imprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/imprensa-internacional-repercute-fuga-de-flavio-bolsonaro-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 22:08:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Páginas na internet de jornais de diversos países repercutiram nesta terça-feira (27) a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. O embarque escondido de Flávio para os Estados Unidos, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, foi noticiado pela agência Reuters. Um dos primeiros veículos a noticiar a fuga foi o Infobae, da Argentina, que disse haver uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Páginas na internet de jornais de diversos países repercutiram nesta terça-feira (27) a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. O embarque escondido de Flávio para os Estados Unidos, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, foi noticiado pela agência Reuters.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imprensa-internacional-repercute-fuga-de-Flavio-Bolsonaro-do-Brasil.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Um dos primeiros veículos a noticiar a fuga foi o <em>Infobae</em>, da Argentina, que disse haver uma suspeita de que o senador teria embarcado com a família em um jato particular, em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. A versão, porém, não foi confirmada pelo governo da Argentina.  </p>
<p>O <em>La Nación</em>, também da Argentina, destaca que fontes próximas ao senador afirmaram que os Estados Unidos estariam diretamente envolvidos na fuga.</p>
<p>O periódico diz ainda que, sob o governo de Donald Trump, o país norte-americano tem se tornado o refúgio do clã Bolsonaro e lembra que Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, também está nos EUA.</p>
<p>O jornal <em>New York Times</em> destacou que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil depois de perder as eleições e após a Justiça determinar a apreensão de seu passaporte.</p>
<p>O espanhol <em>El País</em> lembrou que o senador se recusou a aceitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva logo após a apuração. O jornal relembra que, em 2022, Jair Bolsonaro também não reconheceu a derrota e que viajou aos Estados Unidos antes da posse de Lula, mas acabou voltando ao Brasil.</p>
<p>O inglês <em>The Guardian</em> afirma que Flávio Bolsonaro estaria a caminho dos Estados Unidos e que sua fuga pode selar o destino da extrema-direita brasileira.</p>
<p>O jornal cita que, além de Flávio, seu irmão Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos, foragido da Justiça brasileira, por tentar interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. E que o ex-presidente está preso, acusado de golpe de Estado.</p>
<h2>Paradeiro segue incerto</h2>
<p>A fuga de Flávio Bolsonaro começou a ser noticiada pela manhã, por jornais argentinos. O coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho, chegou a negar a informação.</p>
<p>Depois, Marinho disse que não tinha notícias de Flávio Bolsonaro desde às 8h e que o senador teria dito que “queria dar um tempo”.</p>
<p>Nas redes sociais, o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, compartilhou que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.<br /> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/imprensa-internacional-repercute-fuga-de-flavio-bolsonaro-do-brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Imprensa internacional destaca vitória histórica de Lula</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/imprensa-internacional-destaca-vitoria-historica-de-lula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 01:37:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[destaca]]></category>
		<category><![CDATA[histórica]]></category>
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		<category><![CDATA[Vitória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vitória histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato, estampou a página digital de alguns dos principais jornais do planeta. Na página do jornal americano The New York Times na internet, a manchete no fim da noite destacava a vitória do Lula e a rejeição do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vitória histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato, estampou a página digital de alguns dos principais jornais do planeta.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imprensa-internacional-destaca-vitoria-historica-de-Lula.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Na página do jornal americano <em>The New York Times </em>na internet, a manchete no fim da noite destacava a vitória do Lula e a rejeição do filho de seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro.  </p>
<p>&#8220;O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conteve um movimento de direita liderado por Flávio Bolsonaro, cujo pai foi condenado por tentativa de golpe após a eleição de 2022&#8221;, diz o periódico.</p>
<p>O britânico <em>The Guardian</em> destacou a virada inédita de Lula, que perdeu o primeiro turno e conquistou o quarto mandato presidencial, além da derrota política da extrema direita bolsonarista.</p>
<p>O jornal <em>El País</em>, com sede na Espanha, enfatizou a virada de Lula, citando a diferença de 4 milhões de votos de vantagem do presidente à frente de Flávio, e pontuando que o petista se consolida como uma resistência a Trump.</p>
<p>Na mesma linha, a agência de notícias <em>Associated Press</em> (AP) enfatiza a vitória de Lula como um revés para Trump e para a expansão da influência norte-americana sobre a América Latina, além de destacar o quarto mandato presidencial.</p>
<p>O alemão <em>Der Spiegel</em> também estampou em sua versão digital a escolha do povo brasileiro pela continuidade de Lula, aos 80 anos, na presidência brasileira.</p>
<p>Na Argentina, o Clarín destacou que Lula deu a volta na eleição, superando Flávio Bolsonaro por mais de três pontos percentuais.</p>
<p>A rede árabe <em>Al Jazeera, </em>do Qatar<em>,</em> noticiou que o presidente Lula superou por pequena margem seu rival, o senador Flávio Bolsonaro, e conquistou um quarto mandato inédito, citando o órgão eleitoral oficial do Brasil.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/imprensa-internacional-destaca-vitoria-historica-de-lula" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Eduardo Bolsonaro abriu empresa no Bahrein com passaporte italiano</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/eduardo-bolsonaro-abriu-empresa-no-bahrein-com-passaporte-italiano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 21:27:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Clique Notícias Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 30 de janeiro deste ano, Eduardo Bolsonaro postou uma foto com o Príncipe Herdeiro e Primeiro-Ministro do Reino do Bahrein, Sheik Salman bin Hamad Al Khalifa, ao lado do seu irmão, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Ambos apareciam vestidos nos trajes tradicionais do país. “No mundo árabe, a candora é o equivalente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Em 30 de janeiro deste ano, Eduardo Bolsonaro postou uma foto com o Príncipe Herdeiro e Primeiro-Ministro do Reino do Bahrein, Sheik Salman bin Hamad Al Khalifa, ao lado do seu irmão, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Ambos apareciam vestidos nos trajes tradicionais do país. “No mundo árabe, a <em>candora</em> é o equivalente ao terno e gravata. Vestir a roupa tradicional é mais do que estilo, é respeito. Diplomacia se faz com gestos. E gestos constroem confiança, proximidade e resultados reais para Bahrein e Brasil”, escreveu Eduardo, que tem pretensões de assumir o Ministério de Relações Exteriores se seu irmão vencer as eleições no próximo domingo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Eduardo participava da comitiva oficial do candidato ao lado de Paulo Figueiredo e dos deputados federais Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE). A viagem incluiu uma visita ao palácio e um festival de corridas de cavalos promovido pela monarquia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas o que Eduardo não mencionou no post do Instagram é que ele mantinha uma relação bem mais firme com o país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Uma investigação da Agência Pública constatou que ele manteve uma empresa no Bahrein para realizar atividades de consultoria em gestão. Aberta em 19 de setembro de 2024, a The Next Level LLC funcionou oficialmente por pouco mais de um ano e teve suas atividades encerradas em setembro do ano passado por não ter renovado o registro de companhia limitada. O capital inicial era de cerca de R$ 130 mil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Um detalhe chama a atenção: o irmão do candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) registrou a empresa como cidadão italiano. Tanto Eduardo quanto seu irmão Carlos possuem passaporte italiano, fruto dos antepassados dos Bolsonaro na cidade de Anguillara Veneta, no norte do país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A informação pode ampliar controvérsias em torno do lobby de Eduardo para gerir o Itamaraty e liderar a diplomacia brasileira. E abre dúvidas se ele não teria aberto empresas em outros países como cidadão italiano e não brasileiro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Eduardo Nantes Bolsonaro, cujo nome, em árabe, aparece no Portal de Registro Comercial (SIJILAT) no Bahrein como ورانوسلوب ستنان ودراودإ, não respondeu aos questionamentos da Agência Pública sobre qual era a finalidade da empresa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas ela foi aberta exatamente no mesmo período em que ele e o irmão Flávio buscavam fundos para viabilizar a realização do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, que recebeu aporte de US$ 13 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro. Foi em dezembro de 2024 que Flávio conheceu Daniel Vorcaro em uma reunião online, e nos meses seguintes, até meados de 2025, Fabiano Zettel passou a coordenar o repasse dos valores em parcelas de cerca de US$ 2 milhões. Foi um período de grande mobilização para buscar apoio para o projeto familiar.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em maio deste ano, o deputado federal Mário Frias Filho (PL-SP), produtor do filme e detentor dos direitos sobre a história de vida de Bolsonaro – como revelou a Pública – acompanhou Eduardo em uma nova viagem até o Bahrein. Realizada entre 12 e 18 de maio, segundo Mário Fias, a visita ocorreu a convite do Conselho de Desenvolvimento Econômico do país (EDB, na sigla em inglês).</p>
<p class="has-central-palette-1-background-color has-background wp-block-paragraph">Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo levantamento da jornalista Juliana Dal Piva na sua coluna no ICL Notícias, Eduardo Bolsonaro esteve ao menos nove vezes no Bahrein desde 2019. Quatro destas viagens ocorreram durante o governo de Jair Bolsonaro. Depois disso, outras três coincidiram com momentos de pressão judicial do STF contra o ex-deputado federal.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A mais recente ocorreu em 8 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Ele voltou a visitar o palácio e a se encontrar com o Sheikh Salman bin Hamad Al Khalifa, além do ministro de economia e finanças, para discutir cooperação econômica e comercial. </p>
<p class="wp-block-paragraph">As fotos foram feitas no mesmo dia em que o ministro do STF Alexandre de Moraes decretou sua prisão pelo crime de coação no curso do processo, devido ao lobby realizado junto ao governo Trump por retaliações contra o Brasil. Alexandre mandou ainda cancelar os passaportes de Eduardo. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O ex-deputado, foragido da justiça brasileira, usou seu passaporte italiano para entrar no país e postou vídeos xingando o ministro do STF e passeando pelo aeroporto do Bahrein e dos EUA livremente.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>Protestos na França: estudantes tomam as ruas no mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 00:06:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 500 mil pessoas foram às ruas em protestos na França nos últimos dias, em atos que começaram pedindo reformas no sistema educacional e evoluíram para reivindicações sociais mais amplas, que já influenciam outros países da Europa. Os protestos começaram em setembro, quando estudantes bloquearam o acesso a uma escola na região de Paris [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 500 mil pessoas foram às ruas em protestos na França nos últimos dias, em atos que começaram pedindo reformas no sistema educacional e evoluíram para reivindicações sociais mais amplas, que já influenciam outros países da Europa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os protestos começaram em setembro, quando estudantes bloquearam o acesso a uma escola na região de Paris para exigir mais recursos para a educação. Rapidamente, alunos de outras escolas aderiram, e as manifestações se espalharam pelo país, reivindicando mais professores, mais recursos e a melhora da estrutura dos prédios. A demanda escalou, e se transformou na manifestação de uma insatisfação generalizada com o alto custo de vida, a queda na qualidade dos serviços públicos e com o governo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo tem falado em atos de violência, depredação de patrimônio e incêndios. As autoridades francesas detiveram mais de 6,8 mil pessoas – mais de 5 mil menores de idade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As manifestações inspiraram levantes na Itália, Albânia e Portugal.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na Grécia, os estudantes reclamam do custo de vida e do aumento de mensalidades e taxas. Na Espanha, professores exigem melhores salários. Na Albânia, estudantes protestam contra as condições nas universidades, os custos do ensino superior e a falta de apoio financeiro. Em Portugal, a demanda é também por custos mais baixos de taxas nas universidades. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Na Argentina, milhares de estudantes e professores foram às ruas na última quinta-feira, 15 de outubro, em protesto contra o governo de Javier Milei.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa onda de protestos também tem sua contrapartida no Brasil. “Estamos na rua contra a extrema direita e, sobretudo, contra o que ela representa de retrocesso no nosso país” me disse em entrevista no último Pauta Pública o vice-presidente da União Nacional dos Estudantes, Gutemberg Rodrigues, sobre os atos e assembleias que têm sido organizados de forma espontânea por todo o país desde o dia 5 de outubro, sobretudo em apoio à reeleição de Lula, e que têm levado milhares de pessoas às ruas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">É sempre muito bonito ver os estudantes ocuparem os espaços públicos, e o Brasil tem momentos históricos importantes nesse sentido – seja na época da ditadura militar, com a Passeata dos Cem Mil em 1968, o movimento pelo Passe Livre em 2013, ou quando os secundaristas ocuparam as escolas de São Paulo em 2015.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Neste momento, em que tanto está em jogo no futuro do país dependendo do resultado das eleições que acontecem em poucos dias, e que ouvimos apenas que a juventude tem se radicalizado à direita, que há uma apatia na GenZ, que o elo de rebeldia com a esquerda se desfez e que não há mais pensamento crítico ou pautas coletivas, esse levante jovem no mundo é um alívio para nossos corações cansados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Que esse levante dos estudantes, no Brasil e pelo mundo, nos sirva de inspiração  e nos dê energia nestes poucos dias que faltam para o segundo turno, em que nossas cabeças estão cheias, nossos corações estão pesados e parece que a energia vai acabar a qualquer momento. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas que nos inspire também para além destas eleições, porque a luta não acaba com a apuração de votos, seja qual for o resultado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Tem aquela frase bonita que o artista mexicano Enrique Cedillo criou para o Partido Comunista Mexicano e que eu gosto de lembrar sempre: “Que a injustiça não te entristeça, que te radicalize”.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>‘Manaus pede socorro’: prefeito faz apelo internacional contra fumaça de queimadas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-pede-socorro-prefeito-faz-apelo-internacional-contra-fumaca-de-queimadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2026 18:53:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O prefeito de Manaus, Renato Junior, pediu ajuda de autoridades estaduais, nacionais e internacionais diante da fumaça que encobre a capital amazonense. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais neste sábado (17), ele afirmou que a cidade está sendo sufocada pelos efeitos das queimadas e cobrou providências para proteger a saúde da população. “Manaus está sendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O prefeito de Manaus, Renato Junior, pediu ajuda de autoridades estaduais, nacionais e internacionais diante da fumaça que encobre a capital amazonense. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais neste sábado (17), ele afirmou que a cidade está sendo sufocada pelos efeitos das queimadas e cobrou providências para proteger a saúde da população.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Manaus está sendo sufocada e o mais revoltante é que a nossa cidade não está promovendo as queimadas, mas está pagando um preço altíssimo por elas e isso é inaceitável”, declarou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A gravidade da situação aparece nos dados da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec). Segundo a Prefeitura de Manaus, a qualidade do ar amanheceu classificada como péssima neste sábado. Às 6h30, a concentração média de partículas finas PM2,5 chegou a 401,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³), conforme a leitura de 14 sensores da plataforma PurpleAir.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A zona Norte registrou a maior concentração, com 450 µg/m³. Em seguida, aparecem as zonas Centro-Sul, com 416 µg/m³; Sul, com 396 µg/m³; Leste, com 391 µg/m³; e Centro-Oeste, com 331 µg/m³. De acordo com a Sepdec, o cenário está associado a um novo aumento dos focos de calor no Amazonas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Diante das condições, as atividades ao ar livre promovidas pela Prefeitura de Manaus foram suspensas até domingo (18). A Defesa Civil também orientou a população a manter a hidratação, evitar exercícios físicos ao ar livre e utilizar máscaras PFF2 quando houver exposição à fumaça. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias devem redobrar os cuidados.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Prefeito cita ações municipais</h2>
<p><video height="1280" style="aspect-ratio: 720 / 1280;" width="720" controls="" src="https://emtempo.com.br/wp-content/uploads/2026/10/SaveClip.App_AQMFT3sRSE6rHEEFMYZ-Bgxax8XdFjDnbAsWLkQfonzREQo7A8iJP8MCCWqngdOb4D3cytVKukkM_98uXkvFlKAxi9SuljerfLEZEpI.mp4"/></p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante o pronunciamento, Renato Junior afirmou que a prefeitura tem adotado medidas para reduzir os impactos ambientais e cuidar das áreas verdes da capital. Entre as ações citadas estão o plantio de mais de 40 mil árvores neste ano, a irrigação noturna de praças e árvores e o reforço das campanhas de conscientização nas áreas urbana e rural.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Estamos fazendo a nossa parte, mas volto a repetir, Manaus não está em chamas, as chamas vêm de outros municípios e até outros estados”, afirmou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O prefeito também pediu que a população evite a exposição à fumaça e destacou que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão disponíveis para atender pessoas que apresentem sintomas relacionados à poluição do ar.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A exposição à fumaça pode provocar tosse, falta de ar e irritação nos olhos, segundo a Defesa Civil municipal. A orientação é acompanhar os alertas oficiais e procurar atendimento de saúde em caso de sintomas ou agravamento do quadro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Governador convoca comitê de urgência</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O apelo do prefeito ocorre em meio à mobilização do governo estadual contra os incêndios florestais. O governador Roberto Cidade anunciou a convocação urgente do Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para definir novas medidas de combate ao fogo, fiscalização e proteção da população.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governador, desde que assumiu o cargo, há cinco meses, o Estado reforçou a estrutura de resposta às queimadas. Entre as medidas citadas estão a ampliação de bases permanentes do Corpo de Bombeiros de 11 para 25 municípios, a mobilização de mais de mil bombeiros e a contratação de 153 brigadistas florestais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo também informou que proibiu o uso do fogo em todo o Amazonas por 120 dias e lançou a operação Amazonas Mais Verde. Apesar das ações, Roberto Cidade reconheceu que a situação continua grave e defendeu a intensificação das medidas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Mas a situação continua grave. E precisamos agir com ainda mais intensidade”, declarou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governador também mencionou o apoio do governo federal, com reforço de brigadistas e aeronaves para as operações de combate aos incêndios.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao final do pronunciamento, Renato Junior voltou a cobrar providências e afirmou que a população não deve continuar sofrendo os efeitos das queimadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos continuar pagando com a saúde da nossa gente por queimadas que não provocamos. Chega! Precisamos de providências, precisamos de ajuda. Manaus pede socorro”, concluiu.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Governador convoca comitê de urgência contra queimadas após 10 dias de fumaça sufocando Manaus</p>
<p class="wp-block-paragraph">Manaus registra pior qualidade do ar do mundo com fumaça de queimadas</p>
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		<title>NatCon: Em Israel, conferência da extrema direita exalta Flávio Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 20:19:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos dias 06, 07 e 08 de outubro, a cidade de Jerusalém sediou a “National Conservatism Conference”, ou “NatCon” (algo como Conferência sobre Conservadorismo Nacional), evento que reúne algumas vezes ao ano políticos conservadores nacionalistas de extrema direita da Europa, Estados Unidos, Israel, Reino Unido e, algumas vezes, da América Latina. Mas digamos que nossa [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Nos dias 06, 07 e 08 de outubro, a cidade de Jerusalém sediou a “National Conservatism Conference”, ou “NatCon” (algo como Conferência sobre Conservadorismo Nacional), evento que reúne algumas vezes ao ano políticos conservadores nacionalistas de extrema direita da Europa, Estados Unidos, Israel, Reino Unido e, algumas vezes, da América Latina.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas digamos que nossa região não é tão importante para eles, a não ser quando se fala contra a imigração de “países pobres” – nestes casos, os discursos nos colocam como quintal dos Estados Unidos, ou interessam a alianças que podem servir às suas causas. Sei disso porque já participei de outra NatCon em Bruxelas em 2024 e tenho me infiltrado nesses eventos transnacionais da extrema direita europeia desde 2022.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A NatCon é financiada pela Fundação estadunidense Edmund Burke, que tem entre seus principais doadores a Heritage Foundation. A Heritage Foundation, por sua vez, é uma das principais geradoras de diretrizes políticas para a atual administração Trump. Seu presidente, Kevin Roberts, descreve explicitamente a missão moderna da Heritage Foundation como a de “institucionalizar o Trumpismo” em uma entrevista para o New York Times. Roberts foi um dos palestrantes da conferência em Jerusalém. E a Heritage está de olho no Brasil: em março deste ano, Paulo Figueiredo e Alexandre Ramagem participaram de um evento da fundação em Miami, como revelou a Pública.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Eu estava lá nesta edição da NatCon, que reuniu políticos israelenses de extrema-direita, figuras europeias que enfrentaram medidas disciplinares por suposto antissemitismo e figuras nacionalistas cristãs e de extrema-direita dos Estados Unidos, como bem definiu o jornal britânico The Guardian. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O foco principal estava no apoio às políticas e medidas de Benjamin Netanyahu contra os palestinos, a defesa do Estado de Israel, da conquista de territórios na Cisjordânia e na celebração e endosso de ações dos colonos israelenses que agem como uma milícia na região, cometendo todo tipo de barbaridades, como contei um pouco na minha última coluna. Também foram defendidas ações “anti-terrorismo” e anti-imigração na Europa e Estados Unidos e o combate ao que foi chamado de “red green alliance” (aliança verde e vermelha), que é como a extrema direita tem se referido à parte da esquerda progressista que protesta contra o genocídio do povo palestino. Uma das principais referências dessa aliança seria, na visão destes radicais, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Alguns palestrantes também atacaram ferrenhamente a comunidade LGBTQIA+, sobretudo as pessoas trans, e falaram da importância de criar grandes famílias, ter muitos filhos, mas sem se misturar com pessoas de diferentes culturas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Um dos discursos mais violentos veio de Sebastian Gorka, subchefe de gabinete do presidente e diretor sênior de contraterrorismo no Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, que participou ao vivo e online da Casa Branca. Gorka é um dos aliados de Eduardo Bolsonaro nos EUA, a quem foi apresentado por Steve Bannon.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ele defendeu que existe hoje uma nova religião: “a religião da esquerda”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Seja ela preenchida por ambientalistas adoradores de Gaia como Greta Thunberg, seja pelo altar do DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão, em inglês)”, disse. Seu discurso misturou a Irmandade Muçulmana com marxismo, se estendeu para ligações entre o Hamas, e a “mã do Irã”. “A Aliança Vermelho-Verde é real. Os islamistas trabalhando com os marxistas é real”. E finalizou parafraseando Trump: “Se você planeja machucar americanos ou matar inocentes, nós vamos encontrar você e nós vamos matar você”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Foi neste clima de Conferência que o nome de Flávio Bolsonaro foi citado e aplaudido pelos presentes – cerca de 300 pessoas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O europarlamentar Harald Vilimsky, que lidera a delegação do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ) no Parlamento Europeu e atua como vice-presidente do grupo “Patriotas pela Europa”, foi quem levantou a bola:</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Quero que a Europa fique ombro a ombro com Israel, com aqueles que, em termos de fé, são nossos irmãos mais velhos. Quero a parte conservadora dos Estados Unidos em nosso campo, não os Republicanos apenas no nome, mas os verdadeiros conservadores. Isso é algo que realmente poderia ser um divisor de águas no desenvolvimento internacional. Quero a Argentina com o presidente Javier Milei em nossas fileiras. Quero o Chile com o Presidente José Antonio Kast ao nosso lado. Quero Flávio Bolsonaro no Brasil.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Foi quando a plateia explodiu em aplausos. Ele completou: “Brasil, Japão e tantos outros países apenas para se juntar a uma ideia, algo como ‘patriotas globais’. Um grupo forte, uma rede poderosa, uma força enorme pelo conservadorismo”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O evento foi tratado como estratégico pelo governo de Netanyahu. Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, autoproclamado “fascista homofóbico” e extremista sancionado internacionalmente, esteve presente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também marcou presença o rabino Shmuel Eliyahu, que em 2023 pediu o lançamento de uma bomba atômica sobre Gaza e que já havia sido intimado a responder a um processo disciplinar por incitação racista contra os palestinos. Da Europa, estiveram presentes o ex-chefe da agência de inteligência interna da Alemanha Hans-Georg Maaßen, para quem Angela Merkel “abrir as portas” do país para imigração em massa e Balázs Orbán, deputado do Parlamento húngaro e ex-diretor político do primeiro-ministro Viktor Orbán.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa foi uma das conferências mais violentas que já cobri. Os afetos movimentados nesses três dias foram o ódio, o ressentimento, o nacionalismo extremo, a xenofobia, o orgulho da crueldade. E são essas pessoas, que movem esses afetos, que querem estar “ombro a ombro”, “nas mesmas fileiras” com Flávio Bolsonaro. E você? De que lado quer o presidente do Brasil?</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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		<title>Como Flávio Bolsonaro pode copiar Trump para governar o Brasil</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/como-flavio-bolsonaro-pode-copiar-trump-para-governar-o-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 19:22:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto apoiadores do presidente Lula se mobilizam para reverter os resultados do primeiro turno da disputa presidencial e garantir um quarto mandato liderado pelo Partido dos Trabalhadores, acho importante considerar que tipo de presidência o Brasil teria caso Flávio Bolsonaro fosse eleito em 25 de outubro. Obviamente, todo cenário político nacional é único. Um eventual [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto apoiadores do presidente Lula se mobilizam para reverter os resultados do primeiro turno da disputa presidencial e garantir um quarto mandato liderado pelo Partido dos Trabalhadores, acho importante considerar que tipo de presidência o Brasil teria caso Flávio Bolsonaro fosse eleito em 25 de outubro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Obviamente, todo cenário político nacional é único. Um eventual futuro governo Bolsonaro poderia ser bem diferente da forma como Donald Trump tem governado desde que retornou à presidência em 2025. No entanto, dada a afinidade declarada da família Bolsonaro com o clã Trump — bem como com suas políticas e práticas —, vale a pena considerar em que medida um novo presidente, governando com uma forte base de extrema-direita no Congresso, poderia adotar elementos da cartilha política de Trump, caso suba a rampa em 1º de janeiro de 2027.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Observadores políticos vêm notando uma defasagem de dois anos entre os eventos políticos recentes nos Estados Unidos e no Brasil. Trump assumiu o poder em 2016; Jair foi eleito dois anos depois. Biden derrotou Trump em 2020; Lula venceu as eleições de 2022. Apoiadores de Trump invadiram o Capitólio em 2021; o exército de defensores de Bolsonaro invadiu Brasília dois anos depois, em 2023. Trump retornou ao poder em 2025; o Brasil poderá enfrentar uma nova presidência de Bolsonaro em 2027. Embora processos históricos distintos raramente apresentem uma relação de causa e efeito tão nítida, parece que os dois campos de extrema-direita mantêm um diálogo constante sobre a melhor forma de conquistar e consolidar o poder.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Trump rapidamente celebrou a vitória de Bolsonaro por uma margem de 1,9% em 4 de outubro, embora, na mensagem publicada nas redes sociais, tenha confundido o Brasil com a Índia: “125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial da Índia. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, no MESMO DIA!” Ele também aproveitou a ocasião para fazer comentários bombásticos sobre uma de suas principais obsessões: “Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e em inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados — com números muito menores — frequentemente levam semanas para serem fraudados… digo, calculados. A votação na América é CORRUPTA!!!”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto Jair Bolsonaro baseou parte de sua campanha eleitoral de 2022 em críticas à confiabilidade do sistema brasileiro de votação eletrônica, o campo da direita manteve-se em silêncio sobre o processo de votação desta vez. Parece haver fraude eleitoral quando se perde, mas não quando se ganha. Ironicamente, Trump elogiou as eleições brasileiras por utilizarem procedimentos de votação que o próprio presidente dos EUA classificou como fraudulentos em seu próprio país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Se os apoiadores de Lula reverterem o resultado do primeiro turno e vencerem por uma margem estreita no segundo turno, tanto Bolsonaro quanto Trump contestarão o resultado. A Casa Branca poderia insistir que o segundo turno das eleições brasileiras foi fraudulento e que Bolsonaro foi legitimamente eleito presidente, o que provocaria uma crise nacional e internacional sobre a legitimidade do novo governo de Lula.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Já se Flávio Bolsonaro derrotar o presidente Lula, provavelmente seguirá o exemplo de Trump, revertendo quase todas as políticas e programas do governo atual. A exemplo da ordem executiva de Trump emitida em 20 de janeiro de 2025 — seu primeiro dia no cargo —, concedendo perdão aos apoiadores que invadiram o Capitólio dos EUA na tentativa de anular os resultados da eleição presidencial americana de 2022, Flávio prometeu um perdão presidencial para seu pai (condenado por organizar uma insurreição contra o novo governo Lula) e para aqueles que invadiram a Praça dos Três Poderes em apoio ao plano de Bolsonaro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Embora um perdão presidencial possa extinguir a pena de prisão restante de Jair Bolsonaro, ele não anularia a condenação do Supremo Tribunal Federal nem restauraria seus direitos políticos. Portanto, os aliados políticos de Bolsonaro poderiam buscar uma anistia legislativa que restaure plenamente a elegibilidade de Jair Bolsonaro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Flávio pode governar pela vingança, assim como Trump </h2>
<p class="wp-block-paragraph">Logo no primeiro dia de sua presidência, Trump anunciou uma campanha de vingança contra seus oponentes políticos, por meio de ações judiciais retaliatórias e de outras medidas administrativas. Flávio pode repetir essa estratégia.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Alvo 1: Moraes</h3>
<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, sem dúvida, o primeiro alvo seria Alexandre de Moraes, que conduziu o julgamento e condenação de Jair Bolsonaro. Como o ministro — juntamente com outros membros do Supremo, incluindo dois indicados pelo pai de Flávio — está envolvido no escândalo do Banco Master, Flávio pode utilizar esse cenário para pressionar um movimento de impeachment contra Moraes. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O ministro já é um alvo declarado da família. O irmão de Flávio Bolsonaro, Eduardo — atualmente foragido da Justiça brasileira e vivendo nos Estados Unidos —, juntamente com Paulo Figueiredo, pressionou com sucesso a Casa Branca de Trump para que impusesse tarifas de 50% ao Brasil, condicionadas à retirada das acusações contra Jair Bolsonaro. Eles também convenceram o governo dos EUA a aplicar a Lei Magnitsky ao ministro da Suprema Corte, impondo-lhe sanções financeiras severas por supostas violações de direitos humanos, embora Jim McGovern — o congressista americano autor da legislação — tenha declarado nas redes sociais que a lei não se aplica a este caso.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Alvo 2: movimentos sociais</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Outro alvo da ofensiva direta de Trump tem sido as organizações da sociedade civil que criticam as políticas do presidente. Flávio pode repetir esse ataque aqui no Brasil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante o mandato de Jair Bolsonaro, o presidente já atacou movimentos sociais ambientalistas, que chamou de organizações terroristas. Devemos esperar que essa investida se intensifique significativamente caso Flávio chegue ao poder.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Alvo 3: Constituição</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Desde o seu retorno à Casa Branca, a estratégia política de Trump tem sido adotar medidas que parecem violar flagrantemente a Constituição dos EUA: tentativas de negar a cidadania a pessoas nascidas nos Estados Unidos, a imposição de tarifas de 50% em 2025 sem aprovação do Congresso e o congelamento de verbas autorizadas pelo Legislativo, entre outras medidas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Flávio Bolsonaro declarou que pretende alterar a Constituição e mencionou algumas possíveis medidas legislativas, embora mantenha seus planos gerais em termos vagos. Diante da tentativa de insurreição de 2023, que violou os princípios fundamentais da Constituição de 1988, resta saber se ele respeitará o Estado de Direito, especialmente tendo um grande bloco de apoio de extrema-direita no Congresso. </p>
<h3 class="wp-block-heading">Alvo 4: Imprensa</h3>
<p class="wp-block-paragraph">A liberdade de imprensa também pode sofrer ataques, visto que Trump baniu veículos de comunicação cuja cobertura de seu governo lhe desagradava. Até o momento, a grande mídia brasileira não parece muito preocupada com essa ameaça à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, e vários grandes conglomerados de mídia demonstraram preferir Flávio a Lula.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas se o primeiro for eleito e decidir perseguir quem faz reportagens desfavoráveis, quem o impedirá? Com a maioria no Congresso e uma Suprema Corte em desordem, não há mecanismos de controle do sistema capazes de impedir que o possível futuro presidente desfira um ataque frontal à liberdade de imprensa ou aos críticos mais contundentes da extrema-direita no país. </p>
<h3 class="wp-block-heading">Alvo 5: Programas sociais</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Quando Trump retornou ao poder nos Estados Unidos, trouxe consigo um plano detalhado, o Projeto 2025, concebido para reduzir o tamanho do governo federal e eliminar programas que os conservadores consideravam incompatíveis com sua agenda. Trump convocou Elon Musk para realizar o “trabalho sujo”, e o trilionário obteve grande êxito ao cortar drasticamente programas governamentais e os empregos das pessoas que garantiam o sucesso dessas iniciativas. O grupo político de Bolsonaro anunciou a intenção de cortar gastos públicos, mas apresentou poucos detalhes sobre seus planos. No entanto, dada a postura ideológica de que “menos Estado é melhor”, pode-se esperar cortes severos semelhantes no Brasil. </p>
<p class="wp-block-paragraph">Sem dúvida, um dos primeiros alvos serão as universidades públicas brasileiras. Os ataques de Trump a Columbia, Harvard e outras universidades de renome mundial — sob a alegação de que os administradores haviam falhado em conter o antissemitismo nos campi — serviram de pretexto para forçar essas instituições a eliminar todos os programas de diversidade, equidade e inclusão. Tais programas eram mecanismos importantes para garantir que o ensino superior de qualidade fosse verdadeiramente acessível a todos os segmentos sociais, e não apenas aos brancos de classe média.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Não há absolutamente nenhuma garantia de que um novo governo de extrema-direita em Brasília manteria os atuais programas de ação afirmativa, sob o argumento de que são discriminatórios, racistas e parte de uma conspiração de esquerda para controlar as mentes dos estudantes universitários. Nenhum programa estará imune a tentativas de desmantelamento. </p>
<h3 class="wp-block-heading">Alvo 6: Soberania</h3>
<p class="wp-block-paragraph">A soberania brasileira também estará em jogo. Em todo o mundo, observadores que acompanham os Estados Unidos consideram muitas das declarações de Trump meras fantasias delirantes de uma pessoa instável. Propor a anexação do Canadá e da Groenlândia, ou mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América e do Lago Ontário para Lago América, parecem iniciativas nacionalistas absurdas para agradar à sua base.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a ideia de Trump de invadir a Venezuela e a declaração de que organizações criminosas brasileiras são grupos terroristas — que o governo dos EUA teria o direito divino de destruir — refletem, na verdade, o desejo de consolidar a América Latina e o Caribe como um quintal neocolonial dos Estados Unidos. Um acordo sobre terras raras favorável aos EUA, mas com poucos benefícios para o Brasil, é claramente uma das primeiras prioridades na agenda de um presidente brasileiro que se considera 100% alinhado ao atual governo norte-americano. </p>
<h2 class="wp-block-heading">Mais alvos: Itamaraty, direitos LGBTQIAPN+ e meio ambiente</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A lista é interminável: expurgos no Itamaraty, processos administrativos contra funcionários públicos, ataques aos direitos LGBT+, a continuidade das privatizações de empresas estatais, o desmantelamento da proteção às terras indígenas e o fim da preservação ambiental. Com uma vitória eleitoral — por menor que seja —, Bolsonaro, assim como Trump, declarará ter recebido um mandato popular para implementar seu programa, ignorando a vontade da outra metade do país que não apoia seus planos para o futuro do Brasil. </p>
<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas mais recentes nos Estados Unidos indicam que os Democratas conquistarão o controle da Câmara dos Representantes e, possivelmente, até do Senado, formando uma frente para conter as piores intenções de Trump nos próximos dois anos. Enquanto o Congresso dos EUA se inclina à esquerda em repúdio às políticas do atual presidente, o Brasil pode enfrentar quatro anos piores que a gestão de Jair Bolsonaro. Embora uma rejeição generalizada a um possível novo governo Bolsonaro possa surgir após cerca de um ano de mandato, não há cenário plausível que preveja um freio semelhante ao que a extrema-direita pretende impor nos próximos quatro anos, caso os apoiadores de Lula não consigam reverter o resultado das urnas. </p>
<p class="wp-block-paragraph">O destino do país pode depender de algumas centenas de milhares de votos.</p>
<p><em>Com informações da <strong><a href="https://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Pública</a></strong></em></p>
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