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	<title>Iphan Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Iphan Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Iphan tomba provisoriamente DOI-Codi no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/iphan-tomba-provisoriamente-doi-codi-no-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 15:53:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou o tombamento provisório do prédio onde funcionou, na ditadura militar, o Destacamento de Operações de Informações &#8211; Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro. O órgão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). A decisão do Iphan baseia-se em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou o tombamento provisório do prédio onde funcionou, na ditadura militar, o Destacamento de Operações de Informações &#8211; Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro. O órgão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Iphan-tomba-provisoriamente-DOI-Codi-no-Rio-de-Janeiro.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A decisão do Iphan baseia-se em requerimento detalhado apresentado em 2013 pelo MPF, em conjunto com a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, que comprova a relevância histórica do local como o principal centro de tortura e repressão política durante a ditadura militar.</p>
<p>Localizado nos fundos do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, o imóvel foi palco de sistemáticas violações aos direitos humanos entre as décadas de 1960 e 1980.  </p>
<p>No local, funciona até hoje o 1º Batalhão de Polícia do Exército (BPE). A partir de 1970, o batalhão abrigou também o DOI-Codi.</p>
<p>Segundo o MPF, a preservação da estrutura física é fundamental para a política de justiça de transição, servindo como um registro material que impede o apagamento da memória das vítimas. O pedido de tombamento ressalta que o local não é apenas um prédio militar, mas um símbolo do aparato repressivo do Estado brasileiro.</p>
<p>As investigações conduzidas pelo MPF revelaram que o prédio sofreu modificações arquitetônicas específicas para facilitar a prática de crimes. Portas de acesso exclusivo foram criadas para evitar que presos fossem registrados oficialmente, e as celas, como a notória “Maracanã”, foram projetadas para isolar e torturar detentos à margem da lei. </p>
<p>O documento do MPF destaca que o local funcionava como uma unidade de inteligência onde o sequestro e o assassinato eram métodos comuns de operação.</p>
<p>Ex-presos políticos descreveram o uso recorrente de choques elétricos, pau de arara, afogamentos e agressões físicas severas. As torturas muitas vezes resultavam em morte ou sequelas físicas e psicológicas permanentes para aqueles que sobreviveram ao cárcere ilegal.</p>
<p>A atuação do MPF também se apoiou em declarações de militares que atuaram na unidade, que admitiram, em depoimento, que as ordens para capturas e interrogatórios eram frequentemente verbais e desprovidas de qualquer mandado judicial, confirmando o caráter clandestino das operações. </p>
<p>Essas provas foram cruciais para que o Iphan reconhecesse o valor do bem para o patrimônio nacional, sob a óptica da preservação da verdade e da memória do período.</p>
<p>Para o MPF, o tombamento provisório garante que o imóvel não seja demolido, nem sofra alterações ou reformas que possam descaracterizar sua função original durante os anos de repressão.</p>
<p>O prédio, com o tombamento definitivo, integrará o patrimônio cultural nacional, servindo como uma advertência histórica contra a repetição dessas práticas próprias de regimes autoritários.</p>
<p>O MPF argumenta que espaços como o DOI-Codi da Tijuca devem ser transformados em locais de memória, para finalidades educativas e de reflexão pela consolidação de valores democráticos, conforme recomendação de órgãos internacionais de direitos humanos.</p>
<p>A preservação do local, com a possível organização de um espaço de memória, é vista como uma forma de reparação simbólica às vítimas e aos seus familiares, que há décadas buscam o reconhecimento oficial das atrocidades cometidas no local.</p>
<p>O acompanhamento do processo pelo MPF continuará até a inscrição definitiva no Livro do Tombo, assegurando que o patrimônio nacional reflita com fidelidade os episódios que moldaram a história contemporânea do Rio de Janeiro e do país, garantindo o direito à memória para as futuras gerações.</p>
<p>No dia 11 de janeiro de 2025, um ato com ex-presos políticos homenageou o ex-deputado Rubens Paiva e outros 52 mortos ou desaparecidos por ação direta dos agentes do DOI-Codi.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/iphan-tomba-provisoriamente-doi-codi-no-rio-de-janeiro" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Quilombo em Mato Grosso do Sul será o primeiro tombado pelo Iphan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 19:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comunidade Remanescente de Quilombo Eva Maria de Jesus, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, será o primeiro quilombo tombado do país. O reconhecimento marcará a estreia do Livro do Tombo de Documentos e Sítios Detentores de Reminiscências Históricas de Antigos Quilombos, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A declaração oficial [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comunidade Remanescente de Quilombo Eva Maria de Jesus, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, será o primeiro quilombo tombado do país.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Quilombo-em-Mato-Grosso-do-Sul-sera-o-primeiro-tombado.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O reconhecimento marcará a estreia do Livro do Tombo de Documentos e Sítios Detentores de Reminiscências Históricas de Antigos Quilombos, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).</p>
<p>A declaração oficial acontecerá nesta terça-feira (10), durante a 112ª Reunião do Conselho Consultivo do órgão. O presidente do Iphan, Leandro Grass, adiantou que &#8220;muitos outros territórios quilombolas receberão, com justiça, esse mesmo reconhecimento&#8221;.</p>
<p>“A declaração de tombamento representa um importante gesto de reparação histórica às comunidades quilombolas. O trabalho conduzido pelo Iphan para o tombamento constitucional dos quilombos é construído com a participação direta das comunidades, que são as verdadeiras protagonistas”, disse.</p>
<p>A arquiteta Rayssa Almeida Silva mora na comunidade Tia Eva, como o quilombo é popularmente conhecido. Ela participou do processo de tombamento com os técnicos do Iphan e entende a medida como legado para o futuro e homenagem aos ancestrais.</p>
<p>“Primeiro, buscamos realizar o sonho dos mais velhos. A outra luta é para despertar o interesse dos mais jovens. Muitas pessoas moram aqui em Campo Grande e não sabem da história. Esse reconhecimento ajuda a mostrar o exemplo que Tia Eva foi de não desistir das batalhas da vida”, disse Rayssa.</p>
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<h2>Histórico</h2>
<p>O quilombo foi criado pela benzedeira e alforriada Eva Maria de Jesus, a “Tia Eva” (1848–1929). A comunidade se consolidou como um marco importante da resistência negra no Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Para o superintendente do Iphan em Mato Grosso do Sul, João Henrique dos Santos, a declaração de tombamento valoriza a trajetória da líder comunitária e religiosa que dá nome ao território.</p>
<p>“Há um protagonismo de uma mulher negra, recém alforriada, que chega no sertão brasileiro, como era conhecida a região sul do então Mato Grosso e, nesse território, ela constitui uma comunidade fantástica. Era uma comunidade rural, que agora se insere no contexto urbano”, diz o superintendente.</p>
<p>Nilton dos Santos Silva, tataraneto de Tia Eva, espera que outras pessoas possam se interessar pela história da comunidade.</p>
<p>“Tudo que eu aprendi e o que sou vem de gerações passadas. Espero agora, com o tombamento, o reconhecimento da história, onde tudo começou, e também que venham mais coisas para a comunidade, como reformas e visitantes”, diz Nilton.</p>
<h2>Declaração de tombamento</h2>
<p>O processo de tombamento começou nos primeiros meses de 2024, a partir do diálogo dos técnicos do Iphan com moradores do quilombo. O trabalho foi orientado pela Portaria Iphan nº 135, de 20 de novembro de 2023, que regulamentou esse procedimento para documentos e sítios que contenham memórias históricas dos antigos quilombos.</p>
<p>Por meio da portaria, foi criado um Livro do Tombo específico para os quilombos e uma série de princípios, como a autodeterminação e a consulta prévia, livre e informada das comunidades quilombolas.</p>
<p>A norma destaca o protagonismo da população afro-brasileira na luta pela liberdade (por meio dos fenômenos do quilombismo e aquilombamento), valoriza princípios antirracistas nas ações patrimoniais e reconhece a resistência quilombola contra a escravização e a discriminação histórica.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/quilombo-em-mato-grosso-do-sul-sera-o-primeiro-tombado-pelo-iphan" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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