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	<title>Jairinho Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Jairinho Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Caso Henry Borel: Justiça condena Jairinho e concede perdão a Monique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 11:57:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio condenou, na madrugada desta quinta-feira (4), o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, ocorrida em 8 março de 2021. Monique Medeiros da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio condenou, na madrugada desta quinta-feira (4), o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, ocorrida em 8 março de 2021. Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, teve seu crime desclassificado para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Caso-Henry-Borel-Justica-condena-Jairinho-e-concede-perdao-a.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O julgamento, que durou 11 dias, é considerado o mais longo da história do Judiciário fluminense. A sessão iniciada no dia 25 de maio, terminou à 1h43 minutos de hoje, com a leitura da sentença pela juíza Elizabeth Machado Louro, que presidiu a sessão.</p>
<p>Ao descrever a sentença de Jairinho, a magistrada destacou a violência desproporcional e a rara e desmesurada covardia contra uma criança de apenas 4 anos, descrita como doce e bondosa. A juíza afirmou que o condenado possui uma &#8220;personalidade insidiosa, capaz de simular gentileza para esconder uma natureza truculenta e de extrema periculosidade”.</p>
<p>Jairinho foi condenado por homicídio qualificado (com agravantes por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa e com causa de aumento de pena por Henry ser menor de 14 anos), além de tortura e coação no curso do processo. Ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado e ainda condenado a pagar R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.</p>
<h2>Absolvição por homicídio</h2>
<p>Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a decisão marcada por um discurso forte da juíza sobre o papel da mulher na sociedade. O Conselho de Sentença decidiu desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo [quando não há a intenção de matar] e condená-la pelo crime de tortura por omissão.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Caso-Henry-Borel-Justica-condena-Jairinho-e-concede-perdao-a.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="A juíza Elizabeth Louro durante interrogatório do ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, no caso Henry Borel no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p>A juíza Elizabeth Louro durante interrogatório do ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, no caso Henry Borel no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro &#8211; Tomaz Silva/Agência Brasil</p>
<p>Ao aplicar o perdão judicial, a juíza Elizabeth Louro justificou que Monique já sofreu um castigo severo, o suficiente. A magistrada criticou a “reação desproporcional da sociedade, classificando-a como discriminatória e fruto de uma cultura que exige que a mulher seja uma mãe perfeita”.</p>
<p>A juíza citou o &#8220;massacre nas redes sociais&#8221; e as agressões sofridas por Monique no cárcere, afirmando que ela foi alvo de uma perseguição implacável contra sua honra.</p>
<p>Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e como já vinha cumprindo prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.</p>
<p>A sentença conclui um capítulo doloroso iniciado na madrugada do dia 8 de em março de 2021, quando Henry Borel morreu devido a uma laceração hepática causada por ação contundente no apartamento onde morava com o casal.</p>
<p>Enquanto Jairinho retorna ao sistema prisional para cumprir a pena, a Justiça considerou que o sofrimento de Monique pela perda do único filho e o inchamento público já excederam o limite da punibilidade para sua negligência.</p>
<h2>Nota</h2>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1780574224_896_Caso-Henry-Borel-Justica-condena-Jairinho-e-concede-perdao-a.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 – A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros e advogados de defesa durante Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p>Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 – A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros e advogados de defesa durante Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil &#8211; Tomaz Silva/Agência Brasil</p>
<p>Leniel Borel, pai de Henry, divulgou nota à imprensa na qual diz que irá recorrer da decisão em relação a Monique.</p>
<p>“Nós vamos continuar lutando para anular essa absolvição da Monique. Eu já falei com meu advogado, e vou pedir ao Ministério Público que recorra da decisão”.</p>
<p>O advogado de Leniel, Cristiano Medina da Rocha, que atuou como assistente de acusação, disse que o Conselho de Sentença reconheceu o mesmo crime para os dois réus.</p>
<p>“Os jurados votaram de forma idêntica e a juíza [Elizabeth Louro], criando uma situação, fez a votação novamente. Isso que nos deixa indignados”, afirmou Cristiano, acrescentando que vai recorrer da absolvição da mãe de Henry.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-06/justica-condena-jairinho-e-concede-perdao-juducial-monique" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique entra no sétimo dia</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/caso-henry-borel-julgamento-de-jairinho-e-monique-entra-no-setimo-dia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 16:10:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entrou no sétimo dia neste domingo (31). No banco dos réus estão o ex-vereador Jairo Souza Santos e a professora Monique Medeiros, acusados do crime. Eles são o padrasto e mãe do menino, respectivamente. O Tribunal do Júri começou a ouvir as testemunhas de defesa dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entrou no sétimo dia neste domingo (31). No banco dos réus estão o ex-vereador Jairo Souza Santos e a professora Monique Medeiros, acusados do crime. Eles são o padrasto e mãe do menino, respectivamente. O Tribunal do Júri começou a ouvir as testemunhas de defesa dos réus no sábado (30) e continua neste domingo. A sessão deve se estender por toda a semana.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Caso-Henry-Borel-julgamento-de-Jairinho-e-Monique-entra-no.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, o júri, ontem, ouviu o engenheiro Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique e principal testemunha de defesa dela. Durante mais de 8 horas, ele respondeu a perguntas da juíza, das defesas e da acusação, representada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O homem fez uma descrição afetuosa da irmã, oito anos mais velha, e do convívio familiar.</p>
<p>Segundo Bryan, Monique era uma mãe zelosa, que sempre trabalhou e esteve ao lado do ex-marido Leniel Borel, pai de Henry, &#8220;nos altos e baixos&#8221; da vida. Ele também falou sobre o relacionamento da irmã com Jairo. Disse que os dois se conheceram pela internet, que o homem era gentil e nenhum familiar desconfiou de que ele poderia ser autor de agressões que levaram o pequeno à morte, conforme a denúncia. Monique é acusada de tortura e de participação no homicídio.</p>
<p>Bryan também relatou que o padrasto de Henry, após a divulgação dos laudos relacionando as lesões no menino a agressões, tentou persuadir Monique a mentir sobre os fatos que antecederam a morte do garoto. Uma prima, segundo ele, alertou para a possibilidade de Monique estar sendo manipulada, o que fez a família buscar uma defesa separada da de Jairo.</p>
<p>No julgamento, o irmão afirmou ainda que o filho era prioridade para a ré e que ela jamais permitiria qualquer agressão a ele.</p>
<p>No sábado, também foram ouvidos um colega de trabalho de Monique, em uma escola, e uma funcionária da brinquedoteca do condomínio onde ocorreu o crime. A mulher disse que a ré frequentava o espaço com a criança e era atenciosa.</p>
<p>Na sexta (29), os jurados já tinham ouvido as testemunhas de acusação. O último a depor foi o pai de Henry, Leniel Borel, que terminou de falar às 4h15 da madrugada de sábado.</p>
<p>Segundo o advogado Cristiano Medeiros, assistente da acusação, ligada ao pai do menino, o depoimento de Bryan não altera o conjunto de provas do processo. &#8220;Ele não presenciou os fatos e tudo o que afirma saber foi contado por Monique, após sua prisão, quando ela já tinha evidente interesse em construir uma versão defensiva&#8221;, comentou, em nota enviada à imprensa na manhã deste domingo.</p>
<p>Na avaliação do assistente, as declarações não têm força. No processo, lembra, documentos comprovam que Henry foi lesionado enquanto estava sob os cuidados da mãe e do padrasto.</p>
<p>A defesa de Jairo argumenta que a laceração hepática, que provocou a hemorragia e morte de Henry, conforme o laudo pericial, teria sido provocada pelas sucessivas manobras de ressuscitação no menino, no hospital. O  médico-legista Luiz Carlos Leal Preste discordou da tese, no julgamento.</p>
<p>Em depoimento, outro legista, Luiz Airton Saveedra de Paiva afirmou que foram três traumatismos em locais diferentes da cabeça. &#8220;Ações essas que resultaram no descolamento do couro cabeludo da vítima. No tórax, há sinais de contusão nos pulmões e de hemorragia retroaórtica e no abdômen, hemorragia peritoneal, o que foi a causa do óbito”, apontou.</p>
<p>Saveedra afirmou que Henry estava sem vida quando chegou ao hospital.</p>
<p>No depoimento, o delegado do caso Henrique Damasceno, confirmou que Jairo fez pressão para que a unidade de saúde atestasse a morte da criança, sem a necessidade de encaminhar o corpo para o Instituto Médico Legal (IML), onde seria periciado.</p>
<h2>O caso</h2>
<p>Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Dr. Jairinho espancou até a morte o menino Henry, enquanto a mãe, Monique Medeiros, se omitiu da responsabilidade, o que levou ao homicídio. De acordo com o Ministério Público, em outras três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairo tinha submetido o menino a sofrimento físico e mental com emprego de violência.</p>
<p>Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima; três torturas praticadas contra criança; fraude processual; coação no curso do processo, entre outros crimes. Monique responde por sete crimes, entre eles homicídio por omissão qualificado e omissão.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/caso-henry-borel-julgamento-de-jairinho-e-monique-entra-no-setimo-dia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/caso-henry-borel-julgamento-de-jairinho-e-monique-entra-no-setimo-dia/">Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique entra no sétimo dia</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Jovem conta que recebia socos e era afundada na piscina por Jairinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 20:01:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estudante de turismo Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, atualmente com 18 anos, relatou nesta quinta-feira (28), no quarto dia de julgamento do caso Henry Borel, ter sido agredida pelo réu, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.  Kaylane é filha de Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada de Jairinho, que é acusado de ter matado o menino [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estudante de turismo Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, atualmente com 18 anos, relatou nesta quinta-feira (28), no quarto dia de julgamento do caso Henry Borel, ter sido agredida pelo réu, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779998468_22_Jovem-conta-que-recebia-socos-e-era-afundada-na-piscina.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Kaylane é filha de Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada de Jairinho, que é acusado de ter matado o menino Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021. O depoimento da jovem foi nesta manhã, no 2º Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.</p>
<p>A estudante relatou que teve contato como Jairinho aos 3 anos, quando a mãe começou a se relacionar com o então vereador. O relacionamento durou até ela ter cerca de 7 anos. Kaylane narrou que os episódios de agressão aconteceram do meio para o fim desse período.</p>
<p>“Era tudo junto, ele pegava a minha cabeça, ficava batendo na quinta, depois torcia o meu braço, me dava moca [socos na cabeça], ia repetindo e depois eu ia embora para casa”, contou a testemunha, que chegou a chorar durante momentos do depoimento.</p>
<p>A pedido de Kaylane, o testemunho foi sem a presença de Jairinho no plenário do júri. Monique Medeiros, mãe do menino Henry e também ré pela morte do filho, presenciou o depoimento.</p>
<p>A estudante esclareceu que não chegou a morar na casa do vereador, mas que passava tempo com o casal e também sozinha com ele.</p>
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<h2>&#8220;Afundamento&#8221;</h2>
<p>Kaylane disse que costumava ir com os dois para um lugar que ela acredita que se tratava de um motel. A estudante nega que houvesse algum tipo de abuso sexual contra ela, mas contou que passava por episódios de afundamento em uma piscina que havia perto da garagem do local.</p>
<p>“Na piscina, ele me afogava com o pé na minha barriga até eu encostar no chão. Ele me soltava, eu subia, respirava um pouco, e ele me afundava com o pé”, relembrou.</p>
<p>Kaylane contou que não ficava com marcas de agressões. Ela garantiu que sabia que não eram brincadeiras e relatou que era orientada por Jairinho a não contar para a mãe sobre a violência.</p>
<p>“Para ela não ficar triste”, disse. Segundo ela, em uma ocasião em que machucou o braço direito, ele a pediu para que atribuísse às aulas de jiu-jitsu, que ela fazia.</p>
<h2>“Disse que eu atrapalhava”</h2>
<p>A estudante confirmou que ouvia do réu que ela atrapalhava a vida da mãe e do casal.</p>
<p>“Ele falava que, se eu não existisse, se fossem só ele e a minha mãe, iria ser muito melhor, que eu atrapalhava. Se eu não existisse, ela poderia viajar. Seria melhor se eu não estivesse ali”, relatou.</p>
<p>A acusação é semelhante ao que diz a investigação da polícia sobre o menino Henry, que teria perguntado à Monique Medeiros se ele a atrapalhava.</p>
<p>A jovem disse que antes do fim do relacionamento da mãe desenvolveu sentimento de medo de Jairinho. “Sempre que via o carro dele chegando, eu corria e vomitava”.</p>
<p>A estudante disse que só contou sobre a violência para a mãe e a avó cerca de um ano depois do fim do relacionamento, após assistir a um programa de TV com um caso semelhante. “Eu chorei muito”.</p>
<p>No depoimento de cerca de uma hora, Kaylane de Oliveira Duarte Pereira afirmou que, por anos, evitava se lembrar da história para não reviver os sofrimentos.</p>
<h2>Sentimento de culpa</h2>
<p>Ao tomar conhecimento da repercussão do caso Henry, ela disse que teve um “gatilho” que a fez relembrar episódios e chegou a se sentir culpada”.</p>
<p>“Se eu tivesse revelado antes, não chegaria onde chegou”. Ela explicou que esse sentimento fez com que tivesse incentivado a mãe dela a procurar Leniel Borel, pai de Henry, para colaborar, de alguma forma com o caso.</p>
<p>Na visão dela, é uma forma de evitar que a história se repita com outras pessoas. “Ele [Jairinho] conhecer outra pessoa com outro filho e fazer as mesmas coisas”.</p>
<h2>Depoimento da mãe</h2>
<p>Natasha Machado, mãe de Kaylane, disse que se separou do pai da criança seis meses após o nascimento e que Jairinho foi o primeiro relacionamento após a separação.</p>
<p>Ela confirmou que não identificava marcas de lesões na filha. Segundo a mãe, desde que tomou conhecimento das agressões sofridas pela filha, não teve mais contato com Jairinho.</p>
<p>Natasha disse que decidiu, em conjunto como a filha, procurar Leniel Borel para relatar os episódios e confirmou que o advogado que representa a família dela no processo contra Jairinho foi indicado pelo pai de Henry.</p>
<p>Ela confirmou que desconfiava de que era dopada por Jairinho. Em uma das ocasiões, simulou ter tomado o comprimido e, de madrugada, flagrou Jairinho erguendo a menina da cama. Ao questioná-lo, ele alegou que a menina que tinha acordado.</p>
<p>Natasha contou que não sofreu violência física durante o tempo de relacionamento, mas que identificou violência psicológica após o término.</p>
<p>&#8220;Por exemplo, quando apareceu uma foto minha íntima na rua. Ele apareceu dizendo que ninguém mais iria me assumir, que era melhor eu voltar&#8221;. Ela acredita que foi ele quem espalhou a imagem.</p>
<h2>Agressão contra mãe e filho</h2>
<p>Outra testemunha a depor nesta quinta-feira foi uma mulher, que assim como Natasha, denunciou em outro processo agressões cometidas por Jairinho.</p>
<p>Ela conta que estava em um apartamento com a filha de 6 anos; um filho de 2 para 3 anos; e o vereador. Segundo ela, Jairinho a dopou, estuprou e largou no quarto.</p>
<p>A testemunha relatou que, apenas em 2021, quando o caso Henry ganhou repercussão, a criança relatou que também sofreu violência por parte de Jairinho.</p>
<p>“Ele botou papel e pano na boca dele para que não gritasse. Pisou na barriga dele e ficou rindo”. O menino contou ainda que foi levado para o carro, e que Jairinho colocou um saco na cabeça dele e ficou rodando pelo estacionamento.</p>
<p>A ex-namorada descobriu que havia sido dopada porque a criança disse que tentou alertá-la para as agressões.</p>
<p>“Ele disse ‘tentei te sacudir, mas você não respondia’”.</p>
<p>A mãe, que chorou em momentos do depoimento, contou ainda que, antes mesmo desse episódio, o menino sofreu fratura no fêmur. O garoto foi para uma festa acompanhado apenas do vereador. “Ele disse que cuidaria da criança como se fosse filho dele”.</p>
<p>Segundo a testemunha, Jairo criou a versão de que o menino tinha se machucado ao descer do carro.</p>
<p>Ao fazer raio-x, a mãe descobriu que havia fratura grave, e a criança precisou ficar meses engessada.</p>
<h2>Mais violência</h2>
<p>O casal ficou cerca de seis anos juntos, “entre idas e vindas”. A ex-namorada citou ainda casos de violência contra ela, como um chute que levou e causou a fratura de um dedo do pé, soco no rosto e tentativa de enforcá-la, depois de uma discussão.</p>
<p>“Quando eu falei que ele iria me matar, ele parou e disse para irmos dormir”. Em outra briga, ele a arrastou pelo chão e deu mordidas na cabeça dela.</p>
<p>“No dia seguinte, ele tratou como se nada tivesse acontecido”, lembrou. Tinha medo dele”.</p>
<p>Jairinho não acompanhou o depoimento presencialmente, a pedido da testemunha.</p>
<h2>Volta de advogado</h2>
<p>O júri contou nesta quinta-feira com a presença de Fabiano Lopes, defensor de Jairinho, que estava ausente por ter sofrido um infarto no último sábado (23). A falta dele no início do julgamento chegou a ser usada pelo réu para tentar adiar o júri.</p>
<p>Na entrada do tribunal, o advogado disse aos jornalistas que precisava estar presente, pois seriam ouvidas testemunhas que fazem parte de outros processos de agressão contra Jairinho.</p>
<p>O dia de depoimentos estava marcado para começar às 9h desta quinta-feira (28), mas só foi iniciado por volta das 10h30, porque um dos jurados passou mal e precisou de atendimento médico.</p>
<h2>Interrupção</h2>
<p>No meio da tarde, a juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o Tribunal do Júri, ordenou a saída do plenário de uma advogada identificada como Selma Blum, afirmando que ela tentava enxergar anotações dos jurados, procedimento ilegal nesse tipo de julgamento.</p>
<p>Ela acompanhava a audiência apesar de não participar formalmente de nenhuma banca de defesa – prática comum em júris. Selma negou o ato. A sessão precisou ser interrompida por alguns minutos.</p>
<h2>O caso</h2>
<p>De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil, a morte de Henry foi causada por agressões cometidas por Jairinho, então vereador no quinto mandato. Monique colaborou por ter sido omissa e sabia de casos anteriores de agressão.</p>
<p>De início, Jairinho e Monique tinham o mesmo advogado. Mas, atualmente, cada um tem uma equipe de defesa. Ao todo, foram arroladas 27 testemunhas de acusação e de defesa. A decisão do júri será tomada por sete jurados. A expectativa inicial era de que o julgamento durasse cerca de cinco dias.</p>
<p>Dr. Jairinho é acusado dos seguintes crimes: homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima; três torturas praticadas contra criança; fraude processual; coação no curso do processo.</p>
<p>Monique responde por sete crimes, entre eles homicídio, coação no curso do processo, tortura e fraude processual.</p>
<p><em>*Reportagem ampliada às 16h32 com novos depoimentos.</em></p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Caso-Henry-Borrel-advogado-que-sofreu-infarto-volta-ao-juri.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - &#13;&#10;Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são acusados pela morte de Henry Borel. Foto: PCRJ/Divulgação" title="PCRJ/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">FOTO DE ARQUIVO &#8211; Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são acusados pela morte de Henry Borel. Foto: PCRJ/Divulgação</h6>
</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/testemunhas-acusam-jairinho-de-agredir-outros-filhos-de-namoradas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Jovem conta que recebia socos e era afundada na piscina por Jairinho</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/jovem-conta-que-recebia-socos-e-era-afundada-na-piscina-por-jairinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 17:22:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A estudante de turismo Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, atualmente com 18 anos, relatou nesta quinta-feira (28), no quarto dia de julgamento do caso Henry Borel, ter sido agredida pelo réu, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.  Kaylane é filha de Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada de Jairinho, que é acusado de ter matado o menino [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A estudante de turismo Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, atualmente com 18 anos, relatou nesta quinta-feira (28), no quarto dia de julgamento do caso Henry Borel, ter sido agredida pelo réu, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Jovem-conta-que-recebia-socos-e-era-afundada-na-piscina.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Kaylane é filha de Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada de Jairinho, que é acusado de ter matado o menino Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021. O depoimento da jovem foi nesta manhã, no 2º Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.</p>
<p>A estudante relatou que teve contato como Jairinho aos 3 anos, quando a mãe começou a se relacionar com o então vereador. O relacionamento durou até ela ter cerca de 7 anos. Kaylane narrou que os episódios de agressão aconteceram do meio para o fim desse período.</p>
<p>“Era tudo junto, ele pegava a minha cabeça, ficava batendo na quinta, depois torcia o meu braço, me dava moca [socos na cabeça], ia repetindo e depois eu ia embora para casa”, contou a testemunha, que chegou a chorar durante momentos do depoimento.</p>
<p>A pedido de Kaylane, o testemunho foi sem a presença de Jairinho no plenário do júri. Monique Medeiros, mãe do menino Henry e também ré pela morte do filho, presenciou o depoimento.</p>
<p>A estudante esclareceu que não chegou a morar na casa do vereador, mas que passava tempo com o casal e também sozinha com ele.</p>
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<h2>&#8220;Afundamento&#8221;</h2>
<p>Kaylane disse que costumava ir com os dois para um lugar que ela acredita que se tratava de um motel. A estudante nega que houvesse algum tipo de abuso sexual contra ela, mas contou que passava por episódios de afundamento em uma piscina que havia perto da garagem do local.</p>
<p>“Na piscina, ele me afogava com o pé na minha barriga até eu encostar no chão. Ele me soltava, eu subia, respirava um pouco, e ele me afundava com o pé”, relembrou.</p>
<p>Kaylane contou que não ficava com marcas de agressões. Ela garantiu que sabia que não eram brincadeiras e relatou que era orientada por Jairinho a não contar para a mãe sobre a violência.</p>
<p>“Para ela não ficar triste”, disse. Segundo ela, em uma ocasião em que machucou o braço direito, ele a pediu para que atribuísse às aulas de jiu-jitsu, que ela fazia.</p>
<h2>“Disse que eu atrapalhava”</h2>
<p>A estudante confirmou que ouvia do réu que ela atrapalhava a vida da mãe e do casal.</p>
<p>“Ele falava que, se eu não existisse, se fossem só ele e a minha mãe, iria ser muito melhor, que eu atrapalhava. Se eu não existisse, ela poderia viajar. Seria melhor se eu não estivesse ali”, relatou.</p>
<p>A acusação é semelhante ao que diz a investigação da polícia sobre o menino Henry, que teria perguntado à Monique Medeiros se ele a atrapalhava.</p>
<p>A jovem disse que antes do fim do relacionamento da mãe desenvolveu sentimento de medo de Jairinho. “Sempre que via o carro dele chegando, eu corria e vomitava”.</p>
<p>A estudante disse que só contou sobre a violência para a mãe e a avó cerca de um ano depois do fim do relacionamento, após assistir a um programa de TV com um caso semelhante. “Eu chorei muito”.</p>
<p>No depoimento de cerca de uma hora, Kaylane de Oliveira Duarte Pereira afirmou que, por anos, evitava se lembrar da história para não reviver os sofrimentos.</p>
<h2>Sentimento de culpa</h2>
<p>Ao tomar conhecimento da repercussão do caso Henry, ela disse que teve um “gatilho” que a fez relembrar episódios e chegou a se sentir culpada”.</p>
<p>“Se eu tivesse revelado antes, não chegaria onde chegou”. Ela explicou que esse sentimento fez com que tivesse incentivado a mãe dela a procurar Leniel Borel, pai de Henry, para colaborar, de alguma forma com o caso.</p>
<p>Na visão dela, é uma forma de evitar que a história se repita com outras pessoas. “Ele [Jairinho] conhecer outra pessoa com outro filho e fazer as mesmas coisas”.</p>
<h2>Depoimento da mãe</h2>
<p>Natasha Machado, mãe de Kaylane, disse que se separou do pai da criança seis meses após o nascimento e que Jairinho foi o primeiro relacionamento após a separação.</p>
<p>Ela confirmou que não identificava marcas de lesões na filha. Segundo a mãe, desde que tomou conhecimento das agressões sofridas pela filha, não teve mais contato com Jairinho.</p>
<p>Natasha disse que decidiu, em conjunto como a filha, procurar Leniel Borel para relatar os episódios e confirmou que o advogado que representa a família dela no processo contra Jairinho foi indicado pelo pai de Henry.</p>
<p>Ela confirmou que desconfiava de que era dopada por Jairinho. Em uma das ocasiões, simulou ter tomado o comprimido e, de madrugada, flagrou Jairinho erguendo a menina da cama. Ao questioná-lo, ele alegou que a menina que tinha acordado.</p>
<p>Natasha contou que não sofreu violência física durante o tempo de relacionamento, mas que identificou violência psicológica após o término.</p>
<p>&#8220;Por exemplo, quando apareceu uma foto minha íntima na rua. Ele apareceu dizendo que ninguém mais iria me assumir, que era melhor eu voltar&#8221;. Ela acredita que foi ele quem espalhou a imagem.</p>
<h2>Volta de advogado</h2>
<p>O júri contou nesta quinta-feira com a presença de Fabiano Lopes, defensor de Jairinho, que estava ausente por ter sofrido um infarto no último sábado (23). A falta dele no início do julgamento chegou a ser usada pelo réu para tentar adiar o júri.</p>
<p>Na entrada do tribunal, o advogado disse aos jornalistas que precisava estar presente, pois seriam ouvidas testemunhas que fazem parte de outros processos de agressão contra Jairinho.</p>
<p>Além de Natasha e Kaylane, outra ex-namorada é esperada para depor, Débora Mello Saraiva. O filho dela teria sofrido fratura no fêmur em uma agressão de Jairinho.</p>
<p>O dia de depoimentos estava marcado para começar às 9h desta quinta-feira (28), mas só foi iniciado por volta das 10h30, porque um dos jurados passou mal e precisou de atendimento médico.</p>
<h2>O caso</h2>
<p>De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil, a morte de Henry foi causada por agressões cometidas por Jairinho, então vereador no quinto mandato. Monique colaborou por ter sido omissa e sabia de casos anteriores de agressão.</p>
<p>De início, Jairinho e Monique tinham o mesmo advogado. Mas, atualmente, cada um tem uma equipe de defesa. Ao todo, foram arroladas 27 testemunhas de acusação e de defesa. A decisão do júri será tomada por sete jurados. A expectativa inicial era de que o julgamento durasse cerca de cinco dias.</p>
<p>Dr. Jairinho é acusado dos seguintes crimes: homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima; três torturas praticadas contra criança; fraude processual; coação no curso do processo.</p>
<p>Monique responde por sete crimes, entre eles homicídio, coação no curso do processo, tortura e fraude processual.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Caso-Henry-Borrel-advogado-que-sofreu-infarto-volta-ao-juri.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - &#13;&#10;Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são acusados pela morte de Henry Borel. Foto: PCRJ/Divulgação" title="PCRJ/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">FOTO DE ARQUIVO &#8211; Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são acusados pela morte de Henry Borel. Foto: PCRJ/Divulgação</h6>
</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/jovem-conta-que-recebia-socos-e-era-afundada-na-piscina-por-jairinho" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Jairinho desiste de novo adiamento, e julgamento do caso Henry começa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/jairinho-desiste-de-novo-adiamento-e-julgamento-do-caso-henry-comeca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 17:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adiamento]]></category>
		<category><![CDATA[Caso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma reviravolta marcou a retomada do julgamento do assassinato do menino Henry Borel Medeiros pelo Tribunal do Júri no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (25). O réu Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto do garoto de 4 anos, chegou a pedir a destituição dos advogados, o que levaria a novo adiamento do julgamento.  Jairinho e Monique Medeiros, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/jairinho-desiste-de-novo-adiamento-e-julgamento-do-caso-henry-comeca/">Jairinho desiste de novo adiamento, e julgamento do caso Henry começa</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma reviravolta marcou a retomada do julgamento do assassinato do menino Henry Borel Medeiros pelo Tribunal do Júri no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (25). O réu Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto do garoto de 4 anos, chegou a pedir a destituição dos advogados, o que levaria a novo adiamento do julgamento. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Jairinho-desiste-de-novo-adiamento-e-julgamento-do-caso-Henry.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Jairinho e Monique Medeiros, mãe do menino, são acusados pela morte do menino, em 2021, após uma série de agressões. À época, Dr. Jairinho era vereador no Rio de Janeiro no quinto mandato.  </p>
<p>O motivo para a desautorização da equipe de defesa nesta segunda-feira era o fato de o defensor Fabiano Tadeu Lopes, que liderava a equipe, ter sofrido um infarto no último sábado (23) e estar hospitalizado, com apenas 30% da capacidade cardíaca.  </p>
<p>Apesar de contar com oito advogados constituídos, Jairinho sustentou que Fabiano Lopes era o mais habilitado para o defender no processo, por conhecer outras acusações contra o réu.  </p>
<p>Dessa forma, Jairinho manifestou à juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o Tribunal do Júri, a destituição do restante da equipe.  </p>
<p>A juíza entendeu que o movimento era mais uma tentativa de protelar o julgamento, mas caminhava para atender ao pedido do réu, que passou a ficar, até o momento, sem advogado constituído. </p>
<h2>Bangu 1 </h2>
<p>No entanto, acolhendo sugestão do promotor da acusação Fábio Vieira dos Santos, a magistrada determinou a transferência de Jairinho do presídio de Bangu 8 para Bangu 1. As duas unidades prisionais ficam no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.  </p>
<p>A diferença entre elas é que a Bangu 8 é menos rígida, onde costumam ficar custodiadas pessoas com nível superior. Já Bangu 1 é considerada mais rigorosa, de segurança máxima, onde ficam líderes de quadrilhas, comumente sob regime de isolamento.  </p>
<p>Durante a leitura da decisão que estava sendo tomada, a juíza apontou que o próprio réu reconhecia que Bangu 1 oferecia “mais conforto e facilidade”. Sobre Bangu 8, a magistrada destacou que é “mais apropriada ao efetivo cumprimento da pena”.  </p>
<p>A decisão adiava também o julgamento de Monique Medeiros, mãe de Henry. </p>
<p>A magistrada frisou que o movimento jurídico de Jairinho se somava a outras medidas “protelatórias”. </p>
<p>“Há que se destacar que, nos últimos dois meses desde o adiamento, multiplicaram-se requerimentos inoportunos, nitidamente protelatórios. Além de dois <em>habeas corpus</em> com argumentos semelhantes, pedindo a suspensão da sessão marcada para esta data, antes da trágica ocorrência com o doutor Fabiano.” </p>
<h2>Retomada </h2>
<p>Durante a leitura da decisão, Jairinho pediu interrupção para consultar advogados. O julgamento foi interrompido por alguns minutos. No retorno, Jairinho informou que estava instituindo novamente os advogados, entre eles, o próprio filho, Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, recém-formado, que também estava na banca anterior.  </p>
<p>Dessa forma, o julgamento foi reiniciado com a escolha dos jurados. Foram habilitados cinco homens e duas mulheres para participar do corpo de júri.  </p>
<p>A juíza Elizabeth Machado Louro leu a denúncia do Ministério Público aos presentes e interrompeu o julgamento para almoço.  </p>
<p>De um total de 27 testemunhas arroladas, estão previstos quatro depoimentos de testemunhas de acusação para esta segunda-feira: dois delegados, um perito e um médico legista.  </p>
<p>De acordo com o promotor Fábio Vieira dos Santos e a própria defesa de Jairinho, o julgamento deve durar de cinco a sete dias.  </p>
<h2>O caso </h2>
<p>Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Dr. Jairinho espancou até a morte o menino Henry, enquanto a mãe, Monique Medeiros, foi omissa, o que levou à morte da criança.</p>
<p>De acordo com o Ministério Público, em outras três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairo tinha submetido o menino a sofrimento físico e mental com emprego de violência. </p>
<p>Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e pelas três torturas praticadas contra criança.</p>
<p>Monique responde por homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. </p>
<h2>Abandono em março </h2>
<p>O júri desta semana é o retorno de um adiamento. Em 23 de março, a defesa de Jairinho pediu adiamento por falta de acesso às provas e, após o indeferimento do pedido pela juíza Elizabeth Machado Louro, os advogados de defesa abandonaram o plenário.</p>
<h2>Partes </h2>
<p>Na chegada ao Tribunal de Justiça, o pai da criança, Leniel Borel de Almeida Junior, que também atua como assistente da acusação, antecipou que a estratégia da família da vítima é mostrar a teia de influência utilizada por Dr. Jairinho para esconder evidências do assassinato do menino.  </p>
<p> “Vamos mostrar quem são Jair e Monique, a rede que o Jair procurou para que o hospital não mandasse [o corpo] para o [Instituto Médico Legal] IML. Estou falando de um vereador com cinco mandatos, com um pai quatro vezes deputado estadual, ele ligou para o governador do estado do Rio naquele dia, para o presidente da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, ligou para delegados que foram presos”, disse.  </p>
<p>Leniel, atualmente vereador no Rio de Janeiro, também criticou o fato de o então casal ter conseguido apagar dados de computador e telefone celular.  </p>
<p>Também antes do começo do julgamento, o advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, reforçou a versão de que a causa da morte do menino foi um acidente.  </p>
<p>“Tem um laudo, e o laudo não demonstra aquilo que a acusação em cinco anos tem espalhado pelas redes sociais, pela imprensa. Não é aquilo”, declarou a jornalistas na entrada do julgamento.  </p>
<p>O advogado reclamou ainda de que a defesa não teve acesso a todas as provas que fazem parte do julgamento.  </p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-05/jairinho-desiste-de-novo-adiamento-e-julgamento-do-caso-henry-comeca" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/jairinho-desiste-de-novo-adiamento-e-julgamento-do-caso-henry-comeca/">Jairinho desiste de novo adiamento, e julgamento do caso Henry começa</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Defesa de Jairinho abandona júri e caso Henry Borel é adiado</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/defesa-de-jairinho-abandona-juri-e-caso-henry-borel-e-adiado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 17:17:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[abandona]]></category>
		<category><![CDATA[adiado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira (23), a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, (o Dr. Jairinho), padrasto de Henry Borel, pediu adiamento do júri por falta de acesso às provas e após o indeferimento do pedido pela juíza Elizabeth Machado Louro do 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, os advogados de defesa abandonaram o plenário. Com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira (23), a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, (o Dr. Jairinho), padrasto de Henry Borel, pediu adiamento do júri por falta de acesso às provas e após o indeferimento do pedido pela juíza Elizabeth Machado Louro do 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, os advogados de defesa abandonaram o plenário. Com essa atitude, o julgamento foi adiado para 25 de maio.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Defesa-de-Jairinho-abandona-juri-e-caso-Henry-Borel-e.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A juíza também determinou a soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, por excesso de prazo. A defesa de Monique era contrária ao adiamento do processo.</p>
<h2>Julgamento</h2>
<p>Hoje começaria o julgamento dos réus, Monique Medeiros (mãe) e Jairo Souza Santos Júnior, padrasto de Henry Borel, acusados da morte da criança, aos 4 anos, na madrugada de 8 de março de 2021. </p>
<p>Um dos advogados que compõem a defesa de Jairinho, Rodrigo Faucz, disse que não é possível seguir o julgamento com a omissão de documentos, provas e dados entregues à defesa.</p>
<p>“A defesa solicitou essas provas no dia 12 de agosto de 2025. A juíza mandou nos entregar. Recebemos apenas informações parciais. Querem colocar a opinião pública, mais uma vez, contrária. Isso é um absurdo”, disse o advogado.</p>
<p>Ao chegar ao Fórum de Justiça, o pai de Henry, Leniel Borel, disse que já são cinco anos de luto e de luta esperando por esse dia. Ele lembrou que tem mais tempo da morte do filho do que o tempo de convivência que ele teve com a criança.</p>
<p>“A condenação é o mínimo par aqueles dois monstros. Três pessoas entraram vivas no apartamento. Depois dois adultos e uma criança saíram mortos. O que aconteceu com o meu filho naquele apartamento? Eu acho que eles não vão falar o que ocorreu”, disse Leniel.</p>
<p>Henry morreu no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros e o padastro, Dr. Jaririnho, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio.</p>
<p>O menino ainda chegou a ser levado a um hospital particular na Barra da Tijuca, onde o casal alegou que a criança teria sofrido um acidente doméstico.</p>
<p>No entanto, o laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.</p>
<p>As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas pelo padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões.</p>
<p>Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Jairinho responde por homicídio qualificado e Monique por homicídio por omissão de socorro.</p>
<p>A denúncia aponta que no dia do crime, Jairo Santos Júnior, com vontade livre e de forma consciente, mediante ação contundente exercida contra a vítima, causou-lhe lesões corporais que foram a causa única de sua morte, tendo a mãe, Monique Medeiros, garantidora legal da vítima, se omitido de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para o crime de homicídio de seu filho.</p>
<p>De acordo com o MPRJ, em outras três ocasiões, no mês de fevereiro de 2021, Jairinho submeteu Henry Borel a sofrimento físico e mental com emprego de violência.</p>
<p>Para o advogado assistente de acusação, Cristiano Medina da Rocha, as provas são irrefutáveis. “Não há dúvida alguma de que Jairo torturou de forma cruel o Henry Borel. Esse crime aconteceu pelo fato de Monique Medeiros ter abdicado do seu dever sagrado de proteger o seu filho”, disse.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-03/defesa-de-jairinho-abandona-juri-e-caso-henry-borel-e-adiado" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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