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	<title>Luta Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Luta Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Outubro Rosa: paciente da Hapvida transforma luta contra o câncer de mama em apoio a outras mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 11:36:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O recebimento de um diagnóstico de câncer de mama costuma trazer medo e incertezas. Foi o que vivenciou a advogada Priscilla Almeida ao receber a confirmação de um carcinoma mamário. No entanto, segundo ela, o acolhimento inicial da equipe médica da Hapvida, em Manaus, ajudou a estabelecer um plano terapêutico e a fortalecer sua saúde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O recebimento de um diagnóstico de câncer de mama costuma trazer medo e incertezas. Foi o que vivenciou a advogada Priscilla Almeida ao receber a confirmação de um carcinoma mamário. No entanto, segundo ela, o acolhimento inicial da equipe médica da Hapvida, em Manaus, ajudou a estabelecer um plano terapêutico e a fortalecer sua saúde mental.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante o tratamento, Priscilla também encontrou na alimentação e na prática de exercícios físicos aliados para enfrentar a doença. Além disso, preservar a autoestima foi importante ao longo de cada etapa. Nesse contexto, com o uso da touca de crioterapia capilar, disponibilizada pela rede Hapvida, ela buscou reduzir a queda dos cabelos durante o tratamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A preservação da minha autoimagem foi decisiva para o fortalecimento da minha autoestima diante de todo o tratamento. Ter a oportunidade de usar a crioterapia capilar para diminuir a queda dos cabelos elevou minha certeza de estar no caminho certo. Escolhi ser protagonista da minha história para vibrar cura, saúde e vida”, relata Priscilla Almeida.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Outubro Rosa: estimativas para o Amazonas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Amazonas deve registrar 600 novos casos de câncer de mama e 620 de câncer do colo do útero em 2026. Já em Manaus, a estimativa é de 410 diagnósticos de câncer de mama e 430 de câncer do colo do útero no mesmo período.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, o Outubro Rosa reforça a importância da conscientização, do acesso aos exames e do diagnóstico precoce. Além disso, a campanha incentiva o autocuidado e destaca o papel das redes de apoio durante o tratamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a experiência de Priscilla também se transformou em uma iniciativa coletiva. Motivada pela união entre informação e acolhimento, a advogada fundou o Movimento Peito Amigo para compartilhar informações sobre qualidade de vida, acolhimento e direitos com outras mulheres.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Cuidado multidisciplinar durante o tratamento</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A oncologista Maria Auxiliadora Rabelo, da Hapvida, destaca a importância de manter o acompanhamento médico e seguir as orientações da equipe responsável pelo tratamento. Segundo a especialista, o cuidado multidisciplinar permite acompanhar as necessidades de cada paciente ao longo da jornada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A vitória contra o câncer de mama é fruto da parceria contínua entre a força da paciente e o olhar atento de toda a equipe multidisciplinar. No Outubro Rosa, reforçamos que o diagnóstico precoce possibilita tratamentos menos agressivos e garante até 95% de chances de cura quando a doença é identificada no início”, afirma a especialista.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além do acompanhamento médico, a oncologista ressalta a importância de seguir o cronograma das sessões, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas conforme a orientação profissional. Ao mesmo tempo, ela recomenda respeitar os limites do corpo, sem recorrer a dietas radicais ou a esforços desnecessários durante o tratamento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Como ter acesso ao atendimento</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Na Hapvida, o atendimento começa pela atenção primária. Para isso, as beneficiárias podem agendar consultas com ginecologistas ou clínicos gerais para avaliação das mamas. Caso haja necessidade de investigação especializada, a equipe encaminha a paciente para a mastologia e para o atendimento oncológico.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sobre a Hapvida</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida se apresenta como um dos principais ecossistemas de saúde da América Latina. Segundo a empresa, são mais de 75 mil colaboradores e quase 16 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos nas cinco regiões do Brasil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para atender esse público, a companhia mantém mais de 800 unidades em todo o país, entre hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e unidades de coleta laboratorial. Além disso, a estrutura inclui serviços voltados à prevenção e ao acompanhamento de condições crônicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Amazonas deve registrar 1.220 novos casos de câncer de mama e do colo do útero em 2026, diz Inca</p>
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		<item>
		<title>Aumentam agressões políticas em mês de luta contra violência à mulher</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/aumentam-agressoes-politicas-em-mes-de-luta-contra-violencia-a-mulher/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2026 13:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tanto organizações sociais quanto fontes governamentais registraram aumento no número de casos de agressões políticas de gênero neste mês em que é lembrado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que esses ataques aumentaram 11 vezes entre 2022 e 2026, de 15 para 177 processos. A data, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tanto organizações sociais quanto fontes governamentais registraram aumento no número de casos de agressões políticas de gênero neste mês em que é lembrado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que esses ataques aumentaram 11 vezes entre 2022 e 2026, de 15 para 177 processos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aumentam-agressoes-politicas-em-mes-de-luta-contra-violencia-a.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A data, comemorada neste sábado (10), foi instituída para marcar o ato histórico, em 1980, quando mulheres se reuniram nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo para contestar o aumento dos crimes de gênero em todo o país. </p>
<p>Em meio ao atual contexto eleitoral brasileiro, levantamento divulgado pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global mostra que houve 134 casos de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições, no último domingo (4), o que representou um caso a cada nove horas. Ao todo, 70 tiveram mulheres como vítimas (52,2%). </p>
<p>Dos 102 episódios dirigidos apenas a pessoas candidatas, 60 tiveram mulheres como vítimas (58,8%). Embora representem cerca de um terço das candidaturas, as mulheres foram alvos em mais da metade dos episódios de violência.</p>
<p>Dados da Central de Atendimento à Mulher, o Disque 180, mostram que o número de denúncias de violência política registradas contra elas alcançou a marca de 1.564 denúncias, entre janeiro e agosto de 2026.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aumentam-agressoes-politicas-em-mes-de-luta-contra-violencia-a.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2025 – XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, mobilização contra o racismo, por justiça e bem viver. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p>Mulheres pretas e pardas são as principais vítimas. &#8211; Fernando Frazão/Agência Brasil</p>
<p>Mulheres pretas e pardas são as principais vítimas. Das 1.564 denúncias registradas, mais de 53% (842) são de violência política sofridas por elas, seguidas por 590 (37,72%) denúncias de violências sofridas por mulheres brancas. As demais 132 (8,44%) foram denúncias com impacto em mulheres de outras raças.</p>
<p>No final de setembro, organizações da sociedade civil entregaram ao TSE documento com diversas denúncias de agressões contra mulheres candidatas nas eleições de 2026. Os casos incluem violência física e verbal, além de ataques e ameaças de morte e estupro.</p>
<h2>Caso concreto</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1791639341_780_Aumentam-agressoes-politicas-em-mes-de-luta-contra-violencia-a.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="05/10/2026 - Ana Elisa Santos Silva, 21 anos, do PT, foi eleita a deputada federal mais jovem por Minas Gerais . Foto: anaelisast/ Instagram" title="anaelisast/ Instagram"/></p>
<p>Ana Elisa Santos Silva, 21 anos, do PT, foi eleita a deputada federal mais jovem por Minas. &#8211; anaelisast/ Instagram</p>
<p>As ameaças de morte e de violência sexual denunciadas, esta semana, pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ilustram o cenário de violência política pelo qual passa o Brasil durante o pleito de 2026. Ela denunciou à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual que recebeu no período da campanha.</p>
<p>Segundo a parlamentar, as mensagens incluem ataques machistas, racistas e ameaças de estupro. Além disso, ela conta que dados pessoais como o endereço residencial, número de telefone e documentos foram expostos. Por esse motivo, o partido contratou segurança armada para protegê-la.</p>
<p>Ana Elisa recebeu 524.219 votos nas eleições para deputada federal em 2026, o que lhe garantiu o posto de 2ª mais votada em Minas Gerais para o cargo, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL).</p>
<p>Ela se tornou também a mulher mais votada na história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.</p>
<h2>Ministério da Mulher</h2>
<p>A secretária Nacional de Articulação Intersetorial e Interfederativa e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, conecta a violência política contra as mulheres a um fenômeno mais amplo, caracterizado pela exacerbação da misoginia (ódio contra as mulheres e meninas), da violência doméstica e do feminicídio na sociedade patriarcal.</p>
<p>“É assustador porque as violências políticas são, no fundo, questões estruturais, sejam elas no limite da ameaça à vida, sejam essas violências cotidianas e veladas que tentam desestimular a participação da mulher na política.”</p>
<h2>Outros casos</h2>
<p>A Agência Brasil relembra casos em que a ameaça às mulheres ultrapassou o desestímulo à carreira política e chegou ao risco real e iminente à vida e aos corpos das mulheres que ocupam espaços de poder.</p>
<ul>
<li>O assassinato a tiros da vereadora Marielle Franco (Psol-SP) mulher negra e LGBTQIA+, em março de 2018, em via pública do Rio de Janeiro.</li>
<li>A deputada estadual de São Paulo Isa Penna (Psol-SP), apalpada na região do seio pelo também deputado Fernando Cury, durante sessão na Assembleia Legislativa paulista (Alesp), em dezembro de 2020. O ex-deputado foi condenado por importunação sexual.</li>
<li>A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), em 2014, ouviu do então deputado federal Jair Bolsonaro, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, que a parlamentar não mereceria ser estuprada por ser “muito feia” e que não fazia seu “tipo”. </li>
<li>A retirada da escolta armada da deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ), em julho deste ano, mesmo sob ameaça de milicianos.</li>
<li>As interrupções sistemáticas das falas denunciadas pelas senadoras Simone Tebet (PSB-MS) e Soraya Thronicke (PSB-MS) e rótulo de “nervosas” dado durante as sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito] da covid-19, em 2021, no Senado Federal.</li>
</ul>
<h2>Orientações e denúncias</h2>
<p>Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência deste crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial. Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: atendimento gratuito, humanizado e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras;</li>
<li>Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público;</li>
<li>Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal;</li>
<li>Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);</li>
<li>Polícia Federal, por meio do canal Comunica PF e nas delegacias de Polícia nos estados;</li>
<li>Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU), para assistência e orientação jurídica.</li>
<li>Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do telefone 190.</li>
</ul>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/aumentam-agressoes-politicas-em-mes-de-luta-contra-violencia-mulher" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Morre Zélia Amador de Deus, referência da luta antirracista no Pará&#124; Agência Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 00:13:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A professora emérita Zélia Amador de Deus, de 74 anos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), morreu, nesta terça-feira (8), em Belém (PA). A pesquisadora em ciências sociais e ativista foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e atuou na defesa dos direitos das comunidades quilombolas.  No último [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A professora emérita Zélia Amador de Deus, de 74 anos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), morreu, nesta terça-feira (8), em Belém (PA).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Morre-Zelia-Amador-de-Deus-referencia-da-luta-antirracista-no.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A pesquisadora em ciências sociais e ativista foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e atuou na defesa dos direitos das comunidades quilombolas. </p>
<p>No último dia 18 de agosto, ela foi homenageada na universidade com o plantio de um baobá. Segundo divulgou a universidade na ocasião, a professora foi fundamental para a construção de uma instituição mais plural, inclusiva e comprometida com a igualdade racial. Ela é reconhecida como uma das principais referências do movimento negro na Amazônia.</p>
<p>No evento, a professora estava emocionada. “Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós”, afirmou. A escolha do baobá tem relação com a importância simbólica da árvore para diferentes povos africanos.</p>
<h2>Ampliação de acessos </h2>
<p>Zélia Amador de Deus atuou contra o racismo e defendeu a ampliação do acesso e da permanência de grupos historicamente excluídos do ensino superior.</p>
<p>“Zélia é uma referência, um símbolo, uma entidade. Mas nunca deixou de cultivar as relações humanas, a amizade e o cuidado com as pessoas”, disse, no evento, o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva.</p>
<p>A pesquisadora foi vice-reitora entre 1993 e 1997 e recebeu, em 2019, o título de professora emérita de Antropologia e Ciências Sociais, entre outros saberes ancestrais e acadêmicos.</p>
<h2>&#8220;Norteou o olhar&#8221;</h2>
<p>Ao receber a notícia da morte de Zélia, a historiadora Janira Sodré, fundadora do Instituto Pretas e secretária executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), disse que a professora foi “insurgente” e que “nos ensinou a nortear o olhar sobre o país” ao colocar protagonismo às mulheres da Amazônia Negra. </p>
<p>“Será sempre bem lembrada por sua tenacidade e alegria&#8221;, afirmou a historiadora. </p>
<p>O professor Jonas Pinheiro, pesquisador da área de educação, também destacou o legado da professora. Ele acrescenta que ela foi decisiva na luta pelas cotas raciais, pelo processo seletivo especial quilombola e por uma respeito aos saberes tradicionais.  </p>
<p>&#8220;Zélia Amador de Deus abriu caminhos para que nós, quilombolas, negros, indígenas e povos tradicionais, pudéssemos ocupar e permanecer na UFPA”, afirmou.</p>
<p>A cantora e compositora Gaby Amarantos também se pronunciou sobre a perda da cientista. “Obrigada por tudo professora, seus ensinamentos ficam conosco pra sempre!”, destacou. </p>
<h2>Nasceu no Marajó</h2>
<p>A história da luta de Zélia foi de luta. Ela foi filha de mãe solteira, de 15 anos de idade, e nasceu em uma fazenda de gado de Soure, na Ilha do Marajó, em 1951.</p>
<p>A família se mudou para periferia de Belém. A mãe trabalhava como empregada doméstica. O avô, vaqueiro no Marajó, tornou-se operário da construção civil. A avó lavava roupa para fora.  </p>
<p>“A menina Zélia estudou em escolas públicas e sofreu racismo por causa da cor da pele e do cabelo crespo”, destacou a UFPA quando agraciou Zélia com o título de professora emérita.</p>
<p>Zélia dizia que aprendeu com a avó não baixar a cabeça e impor sua presença em qualquer lugar que estivesse.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-09/morre-zelia-amador-de-deus-referencia-na-luta-contra-o-racismo-na-amazonia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais alerta para prevenção</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dia-mundial-de-luta-contra-as-hepatites-virais-alerta-para-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 11:47:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça (28), é o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, destinada a promover a conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. O mês foi instituído no Brasil em 2019, pela Lei nº 13.802/2019. As hepatites virais causam uma inflamação aguda ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça (28), é o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, destinada a promover a conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. O mês foi instituído no Brasil em 2019, pela Lei nº 13.802/2019.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dia-Mundial-de-Luta-contra-as-Hepatites-Virais-alerta-para.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As hepatites virais causam uma inflamação aguda ou crônica do fígado. Elas são classificadas pelo tipo de vírus: A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, as hepatites mais encontradas são as causadas pelos vírus A, B e C.</p>
<p>A doença, na maioria das vezes, avança sem demonstrar sintomas por longos períodos. Em muitos pacientes, os sintomas são confundidos com problemas comuns do dia a dia, como fadiga, mal-estar geral e perda de apetite.</p>
<p>O doutor em Hepatologia pela Universidade de São Paulo (USP), diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), Adriano Moraes, detalha que, somente em fases mais avançadas, podem surgir sinais como pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor abdominal e coceira.</p>
<p>“O fígado sofre em silêncio. A maioria das hepatites e doenças hepáticas não causa dor nem sintomas no início. O fígado tem uma grande reserva funcional e isso explica porque ele pode sofrer inflamação por muitos anos sem produzir sintomas evidentes”, explicou o hepatologista.</p>
<p>As hepatites virais podem se tornar crônicas e causar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. No caso da hepatite B, o risco de câncer ocorre predominantemente em pacientes com cirrose.</p>
<p>“Esses pacientes tendem a ter maior mortalidade devido à descompensação da doença, além de boa parte desses pacientes vir a necessitar de um transplante de fígado”, detalha Adriano Moraes.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dia-Mundial-de-Luta-contra-as-Hepatites-Virais-alerta-para.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="27/07/2026 - Dr. Adriano Moraes é hepatologista, doutor em Hepatologia pela Universidade de São Paulo; diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), coordenador do programa de Residência em clínica médica do Hospital Santa Lúcia Sul , de Brasília-DF .  O mês de julho marca a campanha “Julho Amarelo”, destinada a promover conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais.&#13;&#10;A hepatite é uma inflamação que agride o fígado, e pode ser causada principalmente por vírus, pelo uso de alguns medicamentos, álcool em excesso e outras drogas. Foto:  Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)/Divulgação" title="Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Adriano Moraes, diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) Foto: Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Prevenção</h2>
<p>O alerta anual do Julho Amarelo é para realização do diagnóstico e do tratamento precoces das hepatites virais, reduzindo a inflamação e os riscos de cirrose e câncer de fígado. Os pacientes não-tratados podem evoluir em 30% a 40% para cronicidade e suas complicações ao longo da vida, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia.</p>
<p>A SBH afirma à Agência Brasil que apoia e incentiva a campanha de conscientização de forma descentralizada em todo o território nacional e estimula seus médicos associados a realizarem ações diretamente em seus municípios. Além disso, a sociedade médica diz que atua como uma fonte de informação e orientação de saúde para o público geral.</p>
<p>As principais recomendações da sociedade científica são prevenção por meio da vacinação; testagem e cuidados comportamentais e de higiene.</p>
<p>A imunização varia de acordo com o tipo do vírus. A vacinação contra hepatite B é recomendada para todas as pessoas, especialmente profissionais de saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pessoas que convivem com o HIV, renais crônicos e imunodeprimidos, de uma forma geral.</p>
<p>Já a vacina da hepatite A está indicada em crianças, homens que fazem sexo com homens e viajantes para áreas endêmicas.</p>
<p>O médico Adriano Moraes enfatiza que é preciso evitar o compartilhamento de itens pessoais e perfurocortantes e fazer uso contínuo de preservativos, especialmente para proteção sexual contra hepatite B.</p>
<p>“Deve-se orientar uso de preservativos na prevenção da hepatite B e nunca compartilhar agulhas, seringas, alicates de unha, lâminas de barbear e escovas de dentes.”</p>
<p>Outra medida considerada fundamental pela entidade é a testagem para a detecção precoce das infecções virais. “Toda pessoa deve ser testada pelo menos uma vez para as hepatites B e C, especialmente, as pessoas acima dos 40 anos”, explica o especialista.</p>
<p>Além disso, o hepatologista defende a testagem rápida para as hepatites B e C para públicos prioritários. </p>
<p>“Pessoas que já utilizaram drogas injetáveis ou inaladas, pessoas que convivem com o HIV, homens que fazem sexo com homens, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pacientes privados de liberdade, gestantes, parceiros sexuais de pessoas com hepatite B ou C, pessoas em hemodiálise, profissionais expostos a sangue, pessoas com tatuagens e piercing e pessoas com alterações persistentes em enzimas hepáticas, por exemplo”, listou.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dia-Mundial-de-Luta-contra-as-Hepatites-Virais-alerta-para.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 17/10/2025 O Dia D nacional de multivacinação, mobilização voltada à atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos, no Riacho Fundo II, cidade satéite de Brasília.   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Seringa de vacinação &#8211; hepatites A e B podem ser prevenidas com imunização. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Gestantes</h2>
<p>Como as hepatites B e C podem ser transmitidas da gestante para o filho durante a gravidez ou no momento do parto, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aponta o diagnóstico precoce, por meio de exames de sangue incluídos na rotina do pré-natal, representa uma das principais estratégias para prevenir complicações.</p>
<p>O presidente da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo, o ginecologista Regis Kreitchmann, esclarece que identificar precocemente a presença do vírus permite adotar medidas capazes de proteger tanto a gestante quanto o recém-nascido.</p>
<p>&#8220;São exames simples, rápidos e acessíveis. Quanto mais cedo a infecção for identificada, maiores são as possibilidades de proteger a mãe e evitar a transmissão para o bebê&#8221;, ressalta o médico.</p>
<p>“O grande problema da transmissão vertical é que o bebê contaminado tem uma chance muito maior de desenvolver hepatite crônica, o que pode comprometer sua saúde no futuro. Por isso, prevenir essa transmissão é uma prioridade da assistência pré-natal&#8221;, afirmou o Dr. Regis Kreitchmann.</p>
<p>Entre as hepatites que podem acometer a gestação, apenas a hepatite B possui vacina.</p>
<h2>Principais desafios</h2>
<p>A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) cita alguns dos principais gargalos no acesso ao tratamento:</p>
<ul>
<li>a baixa cobertura vacinal: mesmo com a vacina contra a hepatite B disponível gratuitamente no SUS, a adesão da população continua abaixo do ideal;</li>
<li>a taxa baixa de diagnóstico;</li>
<li>o acesso limitado a exames;</li>
<li>a demora no encaminhamento de pacientes diagnosticados para um médico especialista;</li>
<li>a distância dos centros de referência no tratamento das hepatites virais;</li>
<li>as desigualdades regionais entre estados e municípios;</li>
<li>o abandono de atendimento, pela dificuldade de manter o acompanhamento contínuo de pacientes já diagnosticados, com destaque para a população privada de liberdade e usuários de drogas ilícitas.</li>
</ul>
<h2>Incidência e óbitos no Brasil</h2>
<p>Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025 do Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 826.292 casos entre 2000 e 2024.</p>
<p>Destes, a hepatite C respondeu por 41,5% das notificações nacionais, 342.328 casos; seguida pela hepatite B (36,6%, ou 302.351 casos) e pela hepatite A (21,2%, 174.977 ocorrências).</p>
<p>Os demais registros do boletim são: 4.722 casos (0,6%) de hepatite D e 1.914 (0,1%) causados pelo vírus E.</p>
<p>No período descrito, a Região Nordeste concentrou a maior proporção das infecções pelo vírus A (29,2%). Na Região Sudeste, foram verificadas as maiores proporções dos vírus B e C, com 34,0% e 57,7%, respectivamente; enquanto na Região Sul foram 30,9% e 27,0%. Por sua vez, a Região Norte acumula 72,4% do total de casos de hepatite D (ou Delta).</p>
<p>No período de 2000 a 2024, foram identificados no Brasil, pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 49.999 óbitos por causas básicas e 45.959 óbitos por causas associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D.</p>
<p>Desses óbitos, 1,5% foram relacionados à hepatite viral A; 22,0%, à hepatite B; 75,3%, à hepatite C; e 0,9%, à hepatite D.</p>
<h2>Sobre as hepatites A, B, C e E</h2>
<p>Cada tipo de hepatite tem suas próprias formas de transmissão, sintomas e tratamentos.</p>
<p>As hepatites A e E, geralmente, são transmitidas por meio de alimentos ou água contaminados, via conhecida como fecal/oral, e mais raramente pela via sanguínea. Ressalta-se, entretanto, o aumento do número de casos de hepatites A por meio de práticas sexuais que viabilizam o contato fecal oral.</p>
<p>Por sua vez, as infecções dos tipos B, C e D são transmitidas pelo contato com fluidos corporais infectados, como sangue, incluindo relações sexuais desprotegidas e, também da mãe para o filho, durante a gestação.</p>
<p>Para mais informações, o Ministério da Saúde disponibiliza o <em>Guia para Eliminação das Hepatites Virais</em>, documento com diretrizes e estratégias que visam à erradicação das hepatites virais no Brasil até 2030.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/dia-de-luta-contra-hepatites-virais-alerta-para-conscientizacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Luta contra o racismo marca a 12ª Marcha das Mulheres Negras no Rio</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-marcha-das-mulheres-negras-no-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 14:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A luta contra o racismo, pela democracia e pela reparação histórica volta a ocupar a orla de Copacabana na 12ª Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, marcada para o próximo 26 de julho, com concentração a partir das 10h, no posto 2, em Copacabana. Com o tema &#8220;Em defesa da democracia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A luta contra o racismo, pela democracia e pela reparação histórica volta a ocupar a orla de Copacabana na 12ª Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, marcada para o próximo 26 de julho, com concentração a partir das 10h, no posto 2, em Copacabana. Com o tema &#8220;Em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e bem viver&#8221;, a mobilização integra a programação do Julho das Pretas e reúne mulheres negras de diferentes municípios fluminenses em um dos maiores atos políticos do movimento negro no estado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-Marcha-das-Mulheres.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Antes da caminhada, a organização promove, no próximo domingo (19), a tradicional Oficina de Pirulitos, no Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), no Centro do Rio. O encontro é dedicado à confecção dos cartazes que serão levados durante a marcha, mas também funciona como um espaço de formação política, integração e fortalecimento das participantes. A programação inclui ainda um churrasco colaborativo, construído de forma coletiva pelas próprias mulheres.</p>
<p>Segundo a  coordenadora da 12ª Marcha das Mulheres Negras-RJ, Clatia Vieira, a oficina simboliza a forma como todo o movimento é organizado.</p>
<p>&#8220;A construção dos pirulitos também é um ato político. É nesse momento que as mulheres se encontram, debatem as pautas da marcha e fortalecem essa rede de solidariedade. Quem pode leva sua contribuição para o churrasco, quem não pode participa da mesma forma. A gente pensa para que nenhuma mulher fique de fora.&#8221;</p>
<p>Embora esteja em sua 12ª edição, a história da Marcha das Mulheres Negras começou a ser construída ainda em 2011, quando organizações de mulheres negras de todo o país lançaram a proposta de realizar uma grande marcha nacional. Depois de quatro anos de articulação, a iniciativa ganhou as ruas de Brasília, em 2015, reunindo cerca de 100 mil mulheres.</p>
<p>No mesmo ano, o Rio de Janeiro realizou sua primeira marcha estadual, que passou a acontecer anualmente como parte da mobilização permanente do Fórum Estadual de Mulheres Negras. Desde então, o movimento não parou de crescer. Mesmo durante a pandemia de covid-19, quando duas edições ocorreram de forma virtual, a articulação foi mantida.</p>
<p>&#8220;Estamos na 12ª marcha. Tivemos duas edições <em>online</em> por causa da pandemia, mas estamos há dez anos ocupando as ruas desde 2015. A marcha nunca deixou de existir porque o racismo também nunca deixou de existir&#8221;, afirma Clatia Vieira.</p>
<p>A coordenadora lembra que, no ano passado, além da organização da marcha estadual, o movimento também participou da construção da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras, realizada em Brasília, ampliando ainda mais a articulação entre os estados. Ao longo dos últimos anos, a marcha consolidou uma ampla rede de mobilização em todo o território fluminense.</p>
<p>Segundo Rose Cipriano, integrante da coordenação, mulheres de dezenas de municípios organizam caravanas para participar da caminhada.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-Marcha-das-Mulheres.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 16/06/2026 - Rose Cirpiano, liderança negra, fala durante encontro com lideranças do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro que tera como tema " em="" defesa="" da="" democracia="" contra="" o="" racismo="" pela="" repara="" e="" bem-viver="" este="" ano="" na="" edi="" foto:="" t="" r="" brasil="" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Rose Cirpiano, liderança negra, fala durante encontro com lideranças do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>&#8220;Nós estamos mobilizando mulheres de São Francisco de Itabapoana, Cantagalo, Niterói, Baixada Fluminense e de diversas regiões do estado. A expectativa é reunir entre 10 e 15 mil mulheres em Copacabana.&#8221;</p>
<p>Mais do que participar de um ato público, a proposta é que essas mulheres retornem aos seus municípios fortalecidas para criar <em>fóruns</em> locais, ampliar o diálogo sobre racismo e pressionar o poder público por políticas voltadas à população negra.</p>
<p>A escolha de Copacabana para sediar a marcha também carrega um significado político. Rose Cipriano explica que o bairro representa um espaço historicamente marcado por desigualdades raciais e sociais.</p>
<p>&#8220;Muitas mulheres negras trabalham em Copacabana como empregadas domésticas e assistem à marcha das janelas dos prédios onde trabalham. Marchar ali é disputar esse território e mostrar que ele também pertence à população negra.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1784384491_501_Luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-Marcha-das-Mulheres.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 16/06/2026 - Clatia Vieira, liderança negra, fala durante encontro com lideranças do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro que tera como tema " em="" defesa="" da="" democracia="" contra="" o="" racismo="" pela="" repara="" e="" bem-viver="" este="" ano="" na="" edi="" foto:="" t="" r="" brasil="" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Clatia Vieira fala durante encontro com lideranças do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras RJ, Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Clatia Vieira reforça que ocupar a Zona Sul é uma forma de denunciar o racismo estrutural presente na organização da cidade: &#8220;É nessa Copacabana opressora que a gente precisa dizer o que acontece com as mulheres negras. É um território de disputa e de denúncia.&#8221;</p>
<h2>Marcha é um ato contra o racismo</h2>
<p>Ao longo de sua trajetória, a Marcha das Mulheres Negras tornou-se um dos principais espaços de articulação política do movimento negro feminino no estado. Para Clatia Vieira, a mobilização nasceu para enfrentar o racismo estrutural e denunciar as desigualdades vividas diariamente pelas mulheres negras.</p>
<p>&#8220;A Marcha é, antes de tudo, um ato político de denúncia ao racismo. A gente denuncia como as mulheres negras vivem, como são submetidas às desigualdades e como o racismo estrutural coloca essas mulheres em situação de ausência de políticas públicas. Quando falamos de reparação, estamos falando de dividir poder, garantir que as mulheres negras ocupem os espaços de decisão e sejam ouvidas&#8221;.</p>
<p>E ainda &#8220;também estamos falando da defesa da democracia, do enfrentamento ao racismo, do fim da escala 6&#215;1, da defesa da PEC da Reparação, da luta contra a redução da maioridade penal, do direito à saúde, à educação, ao trabalho digno e à vida. São pautas construídas pelas próprias mulheres negras e que expressam a realidade de quem sente diariamente os efeitos do racismo.&#8221;</p>
<p>Ela destaca que a marcha também se diferencia por ser construída horizontalmente. &#8220;A Marcha das Mulheres Negras não tem dona. Ela é pensada por mulheres negras, para mulheres negras e com mulheres negras. Todas têm direito à fala. Quando chegamos à marcha, ninguém vai apenas bater palma. Cada mulher leva sua voz, sua experiência e sua luta.&#8221;</p>
<p>Embora seja um ato político, a marcha também incorpora manifestações culturais que fazem parte da história da população negra. Durante a concentração e ao longo do percurso, haverá apresentações de jongo &#8211; também chamado de caxambu &#8211; dança e ritmo afro-brasileiro, samba, feira de artesãs, atividades para crianças e manifestações ligadas às religiões de matriz africana.</p>
<p>Segundo Clatia , esses elementos representam a ancestralidade que sustenta o movimento. &#8220;Ato de gente preta é ato de aquilombamento. Tem jongo, tem samba, tem ancestralidade, tem cultura. A nossa história vem da África e essa memória faz parte da nossa resistência.&#8221;</p>
<p>A coordenadora também chama atenção para a importância da imprensa na divulgação das pautas do movimento. Para ela, ampliar a visibilidade da marcha significa enfrentar a invisibilidade histórica das mulheres negras.</p>
<p>&#8220;É muito importante contar com os meios de comunicação. A gente liga a televisão e quase nunca vê as nossas histórias ou as nossas pautas. A marcha não é apenas um encontro. Ela denuncia o racismo, fortalece a organização das mulheres negras e mostra que seguimos lutando por respeito, igualdade e pelo direito de viver com dignidade.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/luta-contra-o-racismo-marca-12a-marcha-das-mulheres-negras-no-rio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Linha do tempo com marcos da luta LGBT no Brasil</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/linha-do-tempo-com-marcos-da-luta-lgbt-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2026 14:22:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ter o direito de existir e ter orgulho de ser quem se é. Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho é uma data para reconhecer uma luta que vem de muito tempo e juntar forças pela conquista de direitos. A celebração nesse dia faz referência a uma revolta ocorrida em 1969, na cidade de Nova [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ter o direito de existir e ter orgulho de ser quem se é. Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho é uma data para reconhecer uma luta que vem de muito tempo e juntar forças pela conquista de direitos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Linha-do-tempo-com-marcos-da-luta-LGBT-no-Brasil.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A celebração nesse dia faz referência a uma revolta ocorrida em 1969, na cidade de Nova York. Na ocasião, frequentadores do Stonewall Inn, um dos bares gays populares de Manhattan, reagiram a uma operação policial violenta, prática habitual do período. A resistência virou um marco do movimento LGBTQIA+ por direitos nos Estados Unidos (EUA) e passou a ser comemorada em muitos outros países, incluindo o Brasil.</p>
<p>A luta, no entanto, não se restringe a essa data. Apenas no Brasil, pode-se citar marcos como a criação do Grupo Somos e dos jornais Lampião da Esquina e ChanacomChana, em 1978; o levante de lésbicas do Ferro’s Bar, em 1983, e a retirada da homossexualidade do rol de doenças, concretizada em 1985.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Linha-do-tempo-com-marcos-da-luta-LGBT-no-Brasil.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Dia do orgulho LGBT. Ciro Henrique dos Santos. Foto: @domarrrrrrr/Instagram" title="@domarrrrrrr/Instagram"/></p>
<p><h6 class="meta">Brasília (DF), 26/06/2026 &#8211; Coordenador do Observatório Brasileiro LGBTI+, Ciro Henrique Santos. Foto: Arquivo/@domarrrrrrr/Instagram</h6>
</p>
<p>Para o coordenador do Observatório Brasileiro LGBTI+, Ciro Henrique Santos, a data representa uma vitória.</p>
<p>“Chegamos até aqui, né? Mesmo dentro de um sistema em que a nossa vida é impossível, em que a todo momento eles querem negar a nossa existência, a gente continua resistindo”, diz.</p>
<p>Segundo relatório divulgado este ano pelo Observatório, apenas entre janeiro e março de 2026, o país registrou 50 mortes por LGBTfobia.</p>
<p>“Muito se fala dos torturados e mortos da ditadura, mas a gente também precisa pensar e lutar pelos torturados e mortos da nossa democracia. A população LGBT continua sendo violentada por ser quem se é dentro de um Estado Democrático de Direito”, diz Santos.</p>
<p>“Ao mesmo tempo que a todo momento eles querem nos matar, a gente propõe a mudança e a transformação através da vida, através da alegria, através de movimento. E eu acho que é isso que esse dia 28 traz para a gente”.</p>
<h2>Foco no Legislativo</h2>
<p>Em ano eleitoral, a presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Rafaelly Wiest, reforça a necessidade de um voto consciente em pessoas que defendam os direitos LGBTs. Isso vale para cargos executivos, como a Presidência da República e governos estaduais, mas sobretudo para Câmara Federal, Senado e Assembleias Legislativas, que escolherão novos membros neste ano.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1782656535_52_Linha-do-tempo-com-marcos-da-luta-LGBT-no-Brasil.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 26/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Dia do orgulho LGBT. Rafaelly Wiest presidente Aliança Nacional LGBTI+. Foto: Rafaelly Wiest/Arquivo Pessoal" title="Rafaelly Wiest/Arquivo Pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Rafaelly Wiest é presidente da Aliança Nacional LGBTI+ . Foto: Arquivo Pessoal</h6>
</p>
<p>Segundo ela, existe uma lacuna nos legislativos do país em relação aos direitos LGBTs. Prova disso é que a maior parte dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, intersexo e mais foi garantida por decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p>“A gente tem ainda um legislativo muito parado para nossas causas. Ele não legisla em favor da nossa comunidade, muito menos pacifica decisões importantes da Suprema Corte” diz.</p>
<p>Direitos como o casamento civil entre pessoas do mesmo gênero e a criminalização da LGBTfobia, ou seja, as atitudes de preconceito e ódio contra pessoas LGBTQIA+, foram garantidos por decisões do Supremo.</p>
<p>“A gente não vai voltar atrás, a gente não quer perder direitos e não vai aceitar nenhum retrocesso”, enfatiza Wiest.</p>
<p>“Não é tolerável, não é admissível que a gente ainda sofra por LGBTfobia, sofra por discriminação, não consiga utilizar banheiro, espaço público, não consiga estar dentro de escola, direitos fundamentais que estão garantidos na Constituição Federal”.</p>
<h2>Veja os principais marcos de lutas por direitos LGBTs no Brasil:</h2>
<p> </p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" alt="timeline" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Linha-do-tempo-com-marcos-da-luta-LGBT-no-Brasil.jpg?w=740&#038;ssl=1" style="max-width: none !important; height: calc(100vh - 211px);"/></p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/dia-do-orgulho-lgbtqia-conheca-marcos-da-luta-por-direitos-no-brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Jovem entra em luta com policial, tenta roubar arma e é baleado durante prisão em Iranduba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 16:24:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um jovem de 20 anos, ainda sem identificação formal, foi preso em flagrante por tráfico de drogas e resistência à prisão na noite de segunda-feira (22), no bairro Novo Amanhecer, em Iranduba, no Amazonas. Conforme a Polícia Militar, durante a ocorrência, ele foi atingido por um disparo após tentar tomar a arma de um policial [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um jovem de 20 anos, ainda sem identificação formal, foi preso em flagrante por tráfico de drogas e resistência à prisão na noite de segunda-feira (22), no bairro Novo Amanhecer, em Iranduba, no Amazonas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Conforme a Polícia Militar, durante a ocorrência, ele foi atingido por um disparo após tentar tomar a arma de um policial durante uma luta corporal.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Suspeito tentou fugir</h2>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar (8ª CIPM), a ação ocorreu por volta das 18h, durante patrulhamento na Rua Uirapuru, área que frequentemente recebe denúncias de comércio de entorpecentes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os agentes relataram que o suspeito carregava uma bolsa preta e tentou fugir ao perceber a aproximação da viatura. Ainda segundo a Polícia Militar, ao ser alcançado, o jovem reagiu à abordagem e entrou em confronto físico com um dos policiais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, durante a contenção, ele tentou retirar a arma do coldre de um sargento e empurrou o agente em direção a um igarapé, o que agravou a ocorrência.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Diante do confronto, o policial efetuou um disparo, que atingiu o suspeito na região do quadril. Além disso, a corporação informou que a ação teve como objetivo interromper a agressão e evitar o possível desarmamento do agente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Após o disparo, os policiais prestaram socorro imediato e encaminharam o homem ao Hospital Hilda Freire, em Iranduba. Em seguida, ele foi transferido para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, em Manaus.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Entorpecentes</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Na ação, os policiais apreenderam entorpecentes, uma balança de precisão, um aparelho celular e R$ 41 em dinheiro, encontrados dentro da bolsa que o suspeito carregava.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O material foi encaminhado ao 31º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde a ocorrência foi registrada. Após atendimento médico, o jovem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e resistência à prisão. Por fim, o caso segue sob investigação da Polícia Civil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais: VÍDEO: Vereador é baleado durante live e assessor morre em ataque a tiros.</p>
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		<title>Luta abolicionista de Luiz Gama pode virar Patrimônio da Humanidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 15:42:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[abolicionista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Documentos, manuscritos e textos publicados na imprensa pelo abolicionista Luiz Gama foram submetidos à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para obter o reconhecimento como Patrimônio Documental da Humanidade.  A candidatura ao edital 2026-2027 do Programa Memória do Mundo foi oficializada em 26 de novembro de 2025 pelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Documentos, manuscritos e textos publicados na imprensa pelo abolicionista Luiz Gama foram submetidos à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para obter o reconhecimento como Patrimônio Documental da Humanidade. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Luta-abolicionista-de-Luiz-Gama-pode-virar-Patrimonio-da-Humanidade.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A candidatura ao edital 2026-2027 do Programa Memória do Mundo foi oficializada em 26 de novembro de 2025 pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Arquivo Nacional. O resultado deverá ser revelado no final de 2027, durante a Conferência Geral da Unesco.</p>
<p>Figura histórica inscrita no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, Luiz Gama libertou mais de 500 pessoas escravizadas com sua atuação jurídica em defesa da população negra brasileira.</p>
<p>Nascido livre e vendido pelo pai como escravo, Gama aprendeu a ler e escrever aos 17 anos, mas foi impedido pelo preconceito racial de se formar em Direito. Mesmo assim, ele assistiu às aulas do curso como ouvinte e se tornou rábula, pessoa com direito de atuar nos tribunais. A partir daí, se destacou na defesa da libertação de negros escravizados e na concessão de registros de identidade para ex-escravizados.</p>
<h2>Defensor da liberdade</h2>
<p>Pesquisadora e professora da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), Lígia Fonseca Ferreira disse, em entrevista à Agência Brasil, que Luiz Gama também se destaca entre os abolicionistas por ter vivenciado a escravização.</p>
<p>“Tudo que escreveu e a maneira como, depois, se voltou para a libertação de indivíduos tem um olhar particular, quase de caso a caso, entendendo aqueles com quem tratou”, acrescentou.</p>
<p>Lígia Ferreira é pesquisadora da trajetória de Luiz Gama e autora dos livros <em>Com a palavra, Luiz Gama</em> e <em>Lições de resistência: Artigos de Luiz Gama na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro</em>, que reúnem textos, cartas e poemas do abolicionista.</p>
<p>Por ser negro, Gama foi impedido de frequentar o curso da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, no qual tinha tentado ingressar em 1850. Segundo a professora, ele começou a atuar em meados dos anos 1860, após receber autorização para advogar em primeira instância.</p>
<p>Em reconhecimento ao trabalho que desenvolveu, Luiz Gama foi homenageado, em 2015, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com um título póstumo de advogado e carteirinha com registro profissional da instituição.</p>
<p>Luiz Gama nasceu liberto, filho da africana Luiza Mahin, que foi trazida à força da região africana atualmente pertencente ao Benim. Aos 10 anos, no entanto, foi vendido em Salvador, como escravizado, pelo próprio pai, o fidalgo português branco Antônio Agostinho Carlos Pinto da Gama, em troca de dinheiro para saldar uma dívida. O menino foi levado para São Paulo, onde vivenciou a escravidão.</p>
<p>“Nos seus escritos jornalísticos em primeira pessoa, em que fala das origens, ele se refere aos escravizados não como os outros, ele diz meus irmãos de infortúnio. Ele fala em nós”, completou Lígia Fonseca Ferreira. </p>
<p>Só aos 18 anos, Gama conseguiu provar que tinha direito à liberdade e saiu do cativeiro.</p>
<h2>Patrimônio documental</h2>
<p>O título da candidatura apresentada à Unesco é <em>Presença Negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade (1830-1882)</em>. O material foi organizado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo (Apesp), responsável pelo acervo, que já foi inscrito no Programa Memória do Mundo pelo Comitê Regional para a América Latina e o Caribe (MoWLAC) da Unesco.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Luta-abolicionista-de-Luiz-Gama-pode-virar-Patrimonio-da-Humanidade.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro - 09/06/2026 - Presença do advogado abolicionista, jornalista, editor e servidor público Luiz Gama no acervo do Arquivo do Estado é considerada patrimônio da humanidade ao ganhar da Unesco o selo “Memória do Mundo”. Foto-Acervo do APESP" title="Acervo do APESP"/></p>
<p><h6 class="meta">Reconhecimento de Luiz Gama pelo Comitê Regional para a América Latina e o Caribe (MoWLAC) da Unesco  Acervo do APESP</h6>
</p>
<p>Conforme os critérios estabelecidos pela organização das Nações Unidas, o Brasil pôde inscrever na organização internacional uma segunda candidatura, <em>Coleção Documental: Passaportes de Pessoas Escravizadas, Libertas, Pessoas Livres e Africanos Repatriados (1821-1889)</em>, produzida pelo Arquivo Público do Estado da Bahia.</p>
<p>Entre os mais importantes documentos do acervo de Luiz Gama, estão as cartas de alforria guardadas no Arquivo Público do Estado de São Paulo. Segundo o pesquisador do Apesp Marcelo Quintanilha, o material foi produzido na época em que Gama era escrivão de uma delegacia de São Paulo.</p>
<p>De acordo com Quintanilha, a equipe do APESP envolvida na produção do dossiê de candidatura levou entre sete e oito meses para juntar os documentos. </p>
<p>O diretor do arquivo público paulista, Thiago Nicodemo, contou que, após o envio da candidatura, o Apesp conseguiu, por meio da inteligência artificial, dar rostos às pessoas que Gama libertou.</p>
<p>“É uma questão de reparação importante, mas também de alcance público importante”, pontuou. “É como se estivéssemos devolvendo para elas a sua condição de gente”.</p>
<h2>Criatividade na luta</h2>
<p>Mesmo liberto e alfabetizado, Gama teve dificuldade em encontrar emprego por ser negro e ex-escravizado no Brasil do Século 19. Ele acabou aceitando uma vaga no chamado corpo policial, primeiro como porteiro da delegacia e, depois, como escrivão e amanuense, função dada à pessoa que escreve os documentos à mão.</p>
<p>“Um escravo liberto e novo como ele, apesar de alfabetizado, não tinha emprego. Então, ele entrou para o corpo policial e ganhava bem pouco”, contou Marcelo Quintanilha.</p>
<p>Foi nesse cargo, considerado de confiança, que sua luta a favor do abolicionismo ganhou força. Com acesso aos passaportes de negros escravizados, Gama pôde constatar que muitos deles eram africanos trazidos ilegalmente para o Brasil. Na época, o tráfico de pessoas escravizadas já havia sido proibido.</p>
<p>“Quando vinha o dono dos escravizados pedir o passaporte [na delegacia], ele notava que o escravizado era muito novo e não falava nem português. Ele perguntava de onde [o escravizado] era e, então, [Gama entendia que] era um escravo ilegal, contrabandeado”, afirmou. </p>
<p>Nesses casos, Gama não entregava o passaporte e apreendia a pessoa escravizada, para que não permanecesse com quem se intitulava dono de forma ilegal.</p>
<p>“Como o delegado, o chefe dele, era permissivo, esses escravizados acabaram se tornando libertos. Aí, ele foi criando inimizades, pegando [escravizados] de gente poderosa”, explicou.</p>
<p>A partir desse trabalho, o abolicionista começou a fazer os registros dessas pessoas, e elas passaram a ter uma identidade no país. Essa atuação resultou em sua expulsão da polícia, em 1869. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1781451748_380_Luta-abolicionista-de-Luiz-Gama-pode-virar-Patrimonio-da-Humanidade.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro - 09/06/2026 - Presença do advogado abolicionista, jornalista, editor e servidor público Luiz Gama no acervo do Arquivo do Estado é considerada patrimônio da humanidade ao ganhar da Unesco o selo “Memória do Mundo”. Foto-Acervo do APESP" title="Acervo do APESP"/></p>
<p><h6 class="meta">Matrícula de emancipados com descrição assinada por Gama. &#8220;Eu Luiz Gonzaga Pinto da Gama, amanuense que o escrevi&#8221;- Acervo do APESP</h6>
</p>
<p>Segundo o pesquisador, tudo está documentado em um livro escrito por Luiz Gama, com a lista de 123 africanos livres. O livro é um dos documentos importantes que estão no dossiê da candidatura na Unesco e faz parte do acervo do Apesp.</p>
<p>“Foi feito à mão por ele. A gente nota que ele se esforçou muito na descrição, para contar a história desses escravos. É muito interessante o livro”, apontou.</p>
<p>Quintanilha destacou que, para incluir pessoas escravizadas que tinham sido contrabandeadas, Luiz Gama fez uma interpretação do que significava o conceito de cidadão.</p>
<p>“Ele era um jurista muito inteligente. Criava soluções naquela sociedade conservadora que, até então, ninguém tinha aventado”, concluiu.</p>
<h2>Questão Netto</h2>
<p>O advogado e pesquisador da história do abolicionista Bruno Rodrigues de Lima destacou outra luta de Luiz Gama que ficou conhecida como a Questão Netto, considerada por historiadores como a maior ação coletiva de libertação de escravizados das Américas.</p>
<p>O processo tratava da liberdade de pessoas que constavam como patrimônio do comendador português Manoel Joaquim Ferreira Netto, um dos homens mais ricos do Império. Ao fazer o testamento, o escravista determinou a libertação de 217 escravizados após a sua morte.</p>
<p>Ao saber disso, Gama procurou verificar se a ordem tinha sido cumprida e teve que enfrentar uma batalha com a família do comendador, que disputava os bens dele e não queria dar liberdade às pessoas escravizadas.</p>
<p>Bruno Lima analisou os documentos guardados no Arquivo Público do Estado de São Paulo que desvendaram a atuação de Gama para a libertação e identificação desses escravizados. </p>
<p>Esse trabalho contribuiu para embasar a candidatura que, em 2025, conquistou o registro do Comitê Regional para a América Latina e o Caribe (MoWLAC) da Unesco. Agora, a pesquisa também serve de base para a candidatura mundial.</p>
<p>O reconhecimento da Unesco aos documentos, segundo Lima, representa muito para o Brasil, porque será a primeira vez que uma obra abolicionista do país que mais teve pessoas escravizadas no mundo será incluída. </p>
<p>“Uma obra abolicionista é uma obra de afirmação da liberdade, da emancipação humana e da igualdade entre todos e todas em um país que mais afirmou o contrário disso. A desigualdade, a violência e a escravização, que, no limite, é a forma mais brutal de exploração do homem e da mulher”, observou.</p>
<p>Bruno é autor de <em>Luiz Gama contra o Império: a luta pelo direito no Brasil da Escravidão</em> e organizador dos 11 volumes das <em>Obras Completas de Luiz Gama</em>. Em 2024, ganhou o Prêmio Jabuti Acadêmico, categoria Direito, com o volume <em>Direito, 1870-1875</em>, um dos 11 que compõem <em>Obras Completas de Luiz Gama</em>.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1781451748_307_Luta-abolicionista-de-Luiz-Gama-pode-virar-Patrimonio-da-Humanidade.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Luiz Gama foi um intelectual negro no Brasil no século XIX." title="Biblioteca Pública do Paraná"/></p>
<p><h6 class="meta">Luiz Gama foi um intelectual negro no Brasil no século XIX. &#8211; Biblioteca Pública do Paraná</h6>
</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/luta-abolicionista-de-luiz-gama-pode-virar-patrimonio-da-humanidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Davi Brito comenta derrota para Bambam e rebate críticas após luta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 18:33:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após a derrota para Kleber Bambam no Fight Music Show 8, Davi Brito usou as redes sociais neste domingo (31) para comentar o resultado da luta e responder às críticas que surgiram após o combate. O campeão do BBB 24 reapareceu nos stories do Instagram e afirmou estar bem, apesar da repercussão negativa em torno [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Após a derrota para Kleber Bambam no Fight Music Show 8, Davi Brito usou as redes sociais neste domingo (31) para comentar o resultado da luta e responder às críticas que surgiram após o combate.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O campeão do BBB 24 reapareceu nos stories do Instagram e afirmou estar bem, apesar da repercussão negativa em torno da disputa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Está tudo bem, muita gente falando comigo. Me dediquei e dei meu melhor”, disse. “Fiz o que poucos fariam. Perdi mesmo, fazer o que? Vou morrer, vou me matar? Não.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ex-BBB diz estar em paz após o combate</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao falar sobre o resultado, Davi destacou que encarou o desafio com dedicação e que aceita a derrota com tranquilidade. Segundo ele, perder faz parte do esporte e não há motivo para lamentações prolongadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Perdi, beleza. Era para ter ganhado, mas vou ficar me lamentando a vida inteira? A vida é assim, perde e ganha. Perdi, tentei, me esforcei e trabalhei. Boxe é como qualquer outro esporte. Um ganha e outro perde.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">No fim da luta, o influenciador precisou receber atendimento após passar mal. Mesmo assim, afirmou estar com a consciência tranquila e satisfeito com seu desempenho no ringue.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Davi rebate comentários negativos</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante o desabafo, Davi também criticou os comentários negativos que recebeu após a derrota. Para ele, as críticas não afetam sua confiança nem influenciam sua forma de enxergar o resultado da luta.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Críticas negativas vêm de pessoas que não constroem nada na vida. Isso não vale de nada, nem entra na minha mente.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Fight Music Show reúne celebridades e atletas</p>
<p class="wp-block-paragraph">A luta entre Davi Brito e Kleber Bambam aconteceu na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, durante o Fight Music Show 8. O evento mistura combates de boxe, apresentações musicais e participações de personalidades do entretenimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outra atração da noite foi o confronto entre Whindersson Nunes e Acelino “Popó” Freitas. O tetracampeão mundial de boxe levou a melhor no duelo contra o influenciador digital.</p>
<p class="wp-block-paragraph">(*) Com informações da CNN Brasil </p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais: </p>
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		<title>Luta antimanicomial: UFJF e UFMG se desculpam por cadáveres em aulas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 21:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[antimanicomial]]></category>
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		<category><![CDATA[cadáveres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Luta-antimanicomial-UFJF-e-UFMG-se-desculpam-por-cadaveres-em.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A UFJF inicia a mensagem assumindo sua conivência &#8220;em dos momentos mais sensíveis da história da saúde pública do país&#8221;. O texto destaca que a segregação social feita em nome de uma suposta segurança coletiva resultou não apenas no isolamento dessas pessoas, mas em vários tipos de violências. Todo aquele que não se enquadrasse no padrão era submetido &#8220;a condições mínimas de sobrevivência e a práticas punitivas&#8221;.</p>
<p>&#8220;A partir desse contexto, a chamada &#8216;loucura&#8217; passou a ser associada à ideia de incapacidade e periculosidade, vinculada a uma identidade social deteriorada e desumanizada. Esse processo contribuiu para a consolidação de estigmas e práticas discriminatórias&#8221;, diz a nota, enumerando como alguns dos quesitos para hierarquizar as pessoas, no período, gênero, classe social, orientação sexual e raça.</p>
<p>Conforme lembra a instituição, o desprezo por essas pessoas tomou conta do país todo e faz parte da história brasileira, &#8220;de modo incontornável&#8221;. A universidade menciona, ainda, o Hospital Colônia de Barbacena (foto), por sua marcante contribuição nesse cenário de marginalização e invisibilização dos pacientes.</p>
<p>&#8220;Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no local ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, conforme relatado no livro <em>Holocausto Brasileiro</em>, da jornalista Daniela Arbex. A obra também registra que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde, para uso em aulas de anatomia&#8221;, pontua.</p>
<p>Desse total de corpos, o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, indicam os registros, recebeu, entre os anos de 1962 e 1971, 169 deles, para serem estudados em aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a instituição comprometeu-se a lançar e manter iniciativas como ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental e buscar apoio para a criação de um memorial. Também planeja organizar pesquisas documentais sobre conexões entre a instituição e o Hospital de Barbacena.</p>
<p>&#8220;Desde 2010, o Departamento de Anatomia do ICB iniciou a implementação do Programa de Doação Voluntária de Corpos – Sempre Vivo. Desde então, todos os corpos recebidos pela instituição são provenientes exclusivamente de doações voluntárias, além de ações de conscientização e sensibilização à sociedade e a todos alunos ingressantes dos cursos da saúde sobre a importância da doação voluntária de corpos em conformidade com as normas vigentes e com o respeito à dignidade humana previsto em lei&#8221;, ressalta o comunicado.</p>
<p>Com teor parecido, a UFMG, também pelos vínculos sombrios com o Hospital Colônia de Barbacena, formalizou pedido de desculpas. A universidade disse que o reconhecimento público de sua responsabilidade pelas atrocidades cometidas é acompanhado de ações de memória em conjunto com grupos da luta antimanicomial, restauração do livro histórico de registro de cadáveres e inclusão do tema em disciplinas de anatomia da Faculdade de Medicina.</p>
<p>&#8220;Ao falecerem, muitas dessas pessoas foram enterradas como indigentes ou tiveram seus corpos destinados a uma das 17 instituições de ensino médico para viabilizar aulas de anatomia&#8221;, assinala no informe.</p>
<p>&#8220;Desde 1999, a UFMG conta com um programa de doação de corpos para estudo de anatomia, que funciona de forma voluntária e consentida e é uma prática legal e ética, alinhada a padrões internacionais.&#8221;</p>
<h2>Loucura e cultura</h2>
<p>Há hoje uma imensidade de obras sobre o tema. Uma das mais famosas é o conto <em>O Alienista</em>, do escritor Machado de Assis, um dos principais autores negros do Brasil. No <em>site</em> do Museu Imagens do Inconsciente, localizado no Rio de Janeiro, é possível conhecer mais sobre o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, que revolucionou os tratamentos para transtornos mentais ao aliar cuidados humanizados e arte.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/luta-antimanicomial-ufjf-e-ufmg-se-desculpam-por-cadaveres-em-aulas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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