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	<title>Luta Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Luta Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Acre luta para reverter desinformação e ampliar vacinação contra o HPV</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o-hpv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de avanços nos últimos anos, o Brasil ainda batalha para atingir as metas de vacinação contra o HPV, e esse desafio é ainda maior em um estado: o Acre.  No ano passado, enquanto a média de cobertura no país foi de 86% entre as meninas e 74,5% entre os meninos, no estado da região [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de avanços nos últimos anos, o Brasil ainda batalha para atingir as metas de vacinação contra o HPV, e esse desafio é ainda maior em um estado: o Acre. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>No ano passado, enquanto a média de cobertura no país foi de 86% entre as meninas e 74,5% entre os meninos, no estado da região Norte, os índices ficaram em 59% e 50%, os menores entre todas as unidades federativas. </p>
<p>Uma das principais explicações para isso é um incidente ocorrido em 2017, quando 74 adolescentes acreanos apresentaram sintomas, que iam de dores de cabeça até desmaios e convulsões, após receberem o imunizante. </p>
<p>Uma extensa investigação comprovou que os componentes da vacina não causaram os problemas, mas o caso repercutiu nacionalmente e foi objeto de uma campanha de desinformação. </p>
<p>A atual coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações no Acre, Renata Quiles, já integrava a equipe de gestão na época e viu todo o desenrolar da história em primeira mão: </p>
<p>&#8220;Até 2017, nós tínhamos 14 casos notificados de possíveis efeitos adversos dos mais variados, desde uma cefaleia, uma dor local, até um desmaio, todos investigados em tempo oportuno. Nós saímos de 14 para 127 casos notificados em 6 meses por um comportamento da massa, estimulada pelo que se veiculava na imprensa e pelo medo natural da população&#8221;, lembra ela. </p>
<p>Uma grande força-tarefa passou a investigar o ocorrido, tanto verificando os lotes das vacinas aplicadas à procura de algum problema, quanto examinando os adolescentes em busca de um diagnóstico. </p>
<p>Doze jovens com sintomas mais graves foram levados para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde passaram semanas fazendo uma bateria de exames, incluindo alguns bem avançados, como videoencefalograma.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Acre - 29/05/2026 - Renata Quiles, Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Acre. Foto: Luan Martins / Sesacre" title="Luan Martins / Sesacre"/></p>
<p><h6 class="meta">Renata Quiles, Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Acre. Foto: Luan Martins / Sesacre</h6>
</p>
<h2>Estresse vacinal</h2>
<p>Os especialistas da USP concluíram que dois irmãos tinham epilepsia de origem genética e o restante estava sofrendo de uma resposta física involuntária ao estresse, chamada de crise psicogênica não epilética, ou CNEP.</p>
<p>Ou seja, não foi a vacina que causou os sintomas, mas o estresse relacionado ao ato de vacinar, combinado a outras questões pessoais e familiares.</p>
<p>Em uma nota conjunta, as Sociedades Brasileiras de Pediatria e de Imunizações explicam que a CNEP é uma das manifestações das reações de estresse vacinal documentadas desde 1992 em diversos países e relacionadas a diferentes imunizantes. </p>
<p>Mas reforçam que não há nenhuma relação biológica com o material das vacinas. Ainda de acordo com as entidades, não se trata de uma simulação ou exagero, mas de uma condição real que pode até se tornar crônica. Mas elas alertam: </p>
<p>&#8220;Cada vez mais é descrita na literatura médica a influência negativa das redes sociais como meio de propagação de conteúdos, que agem como modelagem ou fatores de gatilho para o surgimento de novos casos. Estes canais também são o meio mais comum pelo qual o movimento antivacina influencia a população com informações falsas sobre as reações psicogênicas, atribuindo a elas caráter &#8216;sequelar&#8217; causado pelo imunobiológico&#8221;</p>
<p>De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mayra Moura, de fato, o movimento antivacina se aproveitou do episódio ocorrido no Acre, espalhando o medo para o restante do país. </p>
<p>Muitos pais já resistiam à vacina por acreditar que ela poderia estimular a &#8220;sexualidade precoce&#8221;, só porque a principal via de transmissão do HPV é a sexual. Foi uma combinação explosiva. </p>
<p>&#8220;A vacinação estava a todo o vapor, dando super certo e para usar um termo que os jovens usam, depois disso, a vacina de HPV &#8220;flopou&#8221;. </p>
<p>Essas questões fizeram com que a vacinação na escola acabasse, e a gente sabe que a melhor estratégia para a vacinação de adolescente é na escola, porque o adolescente não vai ao serviço de saúde&#8221;, lamenta Mayra. </p>
<p>O efeito foi ainda mais devastador no Acre, de acordo com Renata Quiles. Em 2018 e 2019, menos de 10% dos adolescentes do estado compareceram aos postos para se vacinar. </p>
<p>&#8220;O caso teve muita repercussão, mas eu não tive a mesma abertura para trazer à luz o que foi concluído, mostrar o resultado da investigação da USP que confirmou que nada estava relacionado com a vacina&#8221;, lamenta a coordenadora.</p>
<h2>Eventos adversos</h2>
<p>Renata e Mayra destacam que eventos adversos são comuns e esperados para qualquer medicamento, incluindo vacinas. O que determina se esses produtos serão disponibilizados para a população é a gravidade dos episódios, e se os riscos são inferiores aos benefícios.</p>
<p>Isso já é estabelecido na fase de testes, mas continua sendo avaliado depois que a população passa a utilizar o medicamento em larga escala. </p>
<p>No caso da vacina contra o HPV, essa é uma conta indiscutível, de acordo com a gerente médica de vacinas da farmacêutica MSD, Aline Okuma:</p>
<p>&#8220;A taxa de evento adverso é baixa e a efetividade é extremamente alta, de 90% ou mais. E a gente já tem estudos em alguns países mostrando que a incidência do câncer por HPV tem caído depois da introdução da vacina. A gente vê o sucesso&#8221;. </p>
<p>A MSD produz a vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde em parceria com o Instituto Butantan.</p>
<p>&#8220;Nós já temos 20 anos de estudos e de acompanhamento dessa vacina, monitorando todos os riscos e todos os benefícios também. O câncer por HPV é uma doença que pode aparecer de uma forma muito silenciosa, você pode não detectar. A prevenção é essencial&#8221;, complementa Aline. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio Branco (AC), 07/05/2026 – Conjunto de vacinas apresentadas durante treinamento incluindo Vacina Varivax (catapora), vacina Febre Amarela, vacina Influenza, vacina contra o HPV e vacina pentavalente no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Conjunto de vacinas apresentadas durante treinamento no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Mayra Moura explica que o Brasil tem um sistema de farmacovigilância que acompanha todos os eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização (Esavis) notificados pelos serviços de saúde. A grande maioria são sintomas leves, já descritos nas bulas das vacinas, como dor no local da aplicação e febre.</p>
<p>&#8220;Os eventos graves passam por uma investigação coordenada pelo Ministério da Saúde, em que o município e o estado participam, pra tentar entender, com exames, histórico de saúde, vendo medicamentos concomitantes que aquela pessoa usou. Depois que todas as informações possíveis são levantadas, é feita uma análise de causalidade, para definir se há uma relação de causa entre a vacina e aquele evento&#8221;. </p>
<p>Na maioria das vezes, essa causalidade não é comprovada e se conclui que a relação é apenas &#8220;temporal&#8221;, ou seja, como a pessoa manifestou os sintomas após tomar alguma vacina, ela deduz que eles foram provocados pelo imunizante.</p>
<p>Mas se trata de uma coincidência. Os sintomas tiveram outra causa e provavelmente também aconteceriam se a pessoa não tivesse se vacinado. </p>
<p>&#8220;Esse protocolo de farmacovigilância sempre existiu na imunização, como a gente continua até hoje investigando e acompanhando, qualquer caso relacionado temporalmente com a vacina HPV. O nosso objetivo, tanto do Ministério quanto das secretarias de Saúde, e dos laboratórios produtores, é oferecer um produto seguro e de qualidade para a população&#8221;, reforça Renata Quiles. </p>
<h2>Recuperação</h2>
<p>Ainda que o episódio de 2017 tenha enfraquecido a confiança da população na vacina, Renata também diz que ele se tornou uma comprovação da sua segurança, já que tanto o imunizante quanto os eventos adversos foram &#8220;incansavelmente investigados&#8221;.</p>
<p>&#8220;Toda essa situação poderia ter sido traumática pra mim, mas só me deu ainda mais segurança para confiar nessa vacina e continuar dizendo o quanto ela é importante para nossos jovens, porque por meio dela nós conseguiremos salvar muitas vidas&#8221;.</p>
<p>Graças ao trabalho constante e &#8220;de formiguinha&#8221; dos profissionais envolvidos com a política de vacinação, as coberturas voltaram a crescer no estado, mas &#8220;a lembrança do passado&#8221; persiste principalmente na capital Rio Branco, onde ocorreu a maioria dos episódios, segundo Renata. </p>
<p>&#8220;O tempo passa e as coisas esfriam. As pessoas viram que a vacina continuou sendo administrada e ninguém mais apresentou nada daquilo. Hoje nós conseguimos conversar e convencer. No passado nem conversar nós conseguiríamos. A população acreana não é hesitante, ela gosta de se vacinar. Ela só se tornou seletiva&#8221;</p>
<p>Um dos focos do trabalho de recuperação das coberturas é a formação dos profissionais de saúde, já que muitos também passaram a acreditar que a vacina oferecia riscos para a população. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1780399687_166_Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio Branco (AC), 07/05/2026 – A enfermeira e fundadora da CapacitaImune, Evelin Plácido durante o curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A enfermeira e fundadora da CapacitaImune, Evelin Plácido durante o curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>No começo de maio, foi a vez de trabalhadores que atuam em aldeias indígenas e outras comunidades isoladas receberem uma capacitação que também abordou o tema dos efeitos adversos. </p>
<p>A enfermeira Evelin Plácido, CEO da empresa CapacitaImune e responsável pela capacitação, enfatiza que os profissionais também precisam ser treinados com técnicas de comunicação para que eles consigam transmitir as informações para a população. </p>
<p>&#8220;Eu fui percebendo ao longo do tempo que não adianta você ser um profissional excelente, conhecer tudo de vacina, entender sobre técnicas de aplicação, logística, ter o melhor equipamento, se você não souber se comunicar com as pessoas. Especialmente porque a gente tem vivido um momento de alta na hesitação por causa da desinformação&#8221;.</p>
<p>Algumas estratégias inovadoras também têm ajudado. Em Porto Walter, cidade de 11 mil habitantes, na fronteira com o Peru, a cobertura em 2025 chegou a 72% entre as meninas e 68% entre os meninos. </p>
<p>O coordenador de Imunizações do município Anderson Cleiton Baraúna lançou mão de um argumento bastante persuasivo: </p>
<p>&#8220;A gente se dirigiu às escolas para orientar os jovens sobre a vacina e também convidamos eles para a primeira edição do Cinema da Imunização. Quando eles se vacinavam nas unidades, recebiam um ingresso para ver os filmes, com pipoca e refrigerante. E para aqueles que não puderam ir nas unidades, a gente colocou uma equipe de prontidão na porta do cinema, que vacinava na hora e eles já entravam para assistir o filme&#8221; </p>
<p>Anderson também defende que essas intervenções podem fazer frente à desinformação das redes: </p>
<p>&#8220;Para muitas pessoas, o que tem no YouTube, no TikTok ou no Kwai contra as vacinas, é como se fosse lei. É bastante complicado a gente entrar na mente das pessoas e convencer elas do contrário. Mas a gente está trabalhando e tá conseguindo reverter o jogo. Com a orientação nas escolas e o cinema, nós vacinamos mais de 200 adolescentes. Foi um sucesso&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1780399687_402_Acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio Branco (AC), 08/05/2026 – O coordenador de imunizações no município de Porto Valter (AC), Anderson Cleiton Machado Barbosa no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">O coordenador de imunizações no município de Porto Valter (AC), Anderson Cleiton Machado Barbosa no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Prevenção do câncer</h2>
<p>Exemplos como o de Porto Walter e o aumento lento das coberturas no Acre e no Brasil mostram que os malefícios da desinformação podem ser reversíveis, &#8220;mas são necessárias múltiplas estratégias combinadas durante um longo período de tempo para conseguir alguma melhora&#8221;, adverte a diretora da Sbim, Mayra Moura.</p>
<p>Entretanto, vacinar todos os jovens contra o HPV é uma necessidade urgente. Estudo recente mostra que os cânceres causados pelo HPV matam cerca de 7,5 mil brasileiros por ano.</p>
<p>Só o câncer de colo de útero, o mais proeminente deles, deve ter 19 mil novas ocorrências por ano, entre 2026 e 2028. O Acre é o quinto estado com a maior taxa de incidência.</p>
<p>A vacina contra o HPV oferecida pelo SUS protege contra quatro tipos do vírus, incluindo o 16 e o 18, que são os de maior risco. Como 99% dos casos de câncer de colo do útero surgem após a infecção por HPV, a Organização Mundial da Saúde considera que a doença pode ser eliminada com altas coberturas vacinais e rastreamento para descobrir as infecções já existentes antes que elas evoluam para a doença. </p>
<p>A vacinação também pode reduzir drasticamente os novos casos dos outros tipos de câncer associados ao HPV. No SUS, ela está disponível para todas as meninas e meninos, entre 9 e 14 anos e também para pessoas imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pacientes que já tiveram lesões pré-cancerosas de alto grau.</p>
<p>O Ministério da Saúde também instituiu o resgate vacinal para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada. Mais de 217 mil jovens já foram imunizados.</p>
<p><em>*Equipe viajou ao estado a convite da farmacêutica MSD.</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/acre-luta-para-reverter-desinformacao-e-ampliar-vacinacao-contra-o-hpv" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Davi Brito comenta derrota para Bambam e rebate críticas após luta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 18:33:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após a derrota para Kleber Bambam no Fight Music Show 8, Davi Brito usou as redes sociais neste domingo (31) para comentar o resultado da luta e responder às críticas que surgiram após o combate. O campeão do BBB 24 reapareceu nos stories do Instagram e afirmou estar bem, apesar da repercussão negativa em torno [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Após a derrota para Kleber Bambam no Fight Music Show 8, Davi Brito usou as redes sociais neste domingo (31) para comentar o resultado da luta e responder às críticas que surgiram após o combate.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O campeão do BBB 24 reapareceu nos stories do Instagram e afirmou estar bem, apesar da repercussão negativa em torno da disputa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Está tudo bem, muita gente falando comigo. Me dediquei e dei meu melhor”, disse. “Fiz o que poucos fariam. Perdi mesmo, fazer o que? Vou morrer, vou me matar? Não.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ex-BBB diz estar em paz após o combate</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao falar sobre o resultado, Davi destacou que encarou o desafio com dedicação e que aceita a derrota com tranquilidade. Segundo ele, perder faz parte do esporte e não há motivo para lamentações prolongadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Perdi, beleza. Era para ter ganhado, mas vou ficar me lamentando a vida inteira? A vida é assim, perde e ganha. Perdi, tentei, me esforcei e trabalhei. Boxe é como qualquer outro esporte. Um ganha e outro perde.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">No fim da luta, o influenciador precisou receber atendimento após passar mal. Mesmo assim, afirmou estar com a consciência tranquila e satisfeito com seu desempenho no ringue.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Davi rebate comentários negativos</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante o desabafo, Davi também criticou os comentários negativos que recebeu após a derrota. Para ele, as críticas não afetam sua confiança nem influenciam sua forma de enxergar o resultado da luta.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Críticas negativas vêm de pessoas que não constroem nada na vida. Isso não vale de nada, nem entra na minha mente.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Fight Music Show reúne celebridades e atletas</p>
<p class="wp-block-paragraph">A luta entre Davi Brito e Kleber Bambam aconteceu na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, durante o Fight Music Show 8. O evento mistura combates de boxe, apresentações musicais e participações de personalidades do entretenimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outra atração da noite foi o confronto entre Whindersson Nunes e Acelino “Popó” Freitas. O tetracampeão mundial de boxe levou a melhor no duelo contra o influenciador digital.</p>
<p class="wp-block-paragraph">(*) Com informações da CNN Brasil </p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais: </p>
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		<title>Luta antimanicomial: UFJF e UFMG se desculpam por cadáveres em aulas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/luta-antimanicomial-ufjf-e-ufmg-se-desculpam-por-cadaveres-em-aulas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 21:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[antimanicomial]]></category>
		<category><![CDATA[aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Luta-antimanicomial-UFJF-e-UFMG-se-desculpam-por-cadaveres-em.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A UFJF inicia a mensagem assumindo sua conivência &#8220;em dos momentos mais sensíveis da história da saúde pública do país&#8221;. O texto destaca que a segregação social feita em nome de uma suposta segurança coletiva resultou não apenas no isolamento dessas pessoas, mas em vários tipos de violências. Todo aquele que não se enquadrasse no padrão era submetido &#8220;a condições mínimas de sobrevivência e a práticas punitivas&#8221;.</p>
<p>&#8220;A partir desse contexto, a chamada &#8216;loucura&#8217; passou a ser associada à ideia de incapacidade e periculosidade, vinculada a uma identidade social deteriorada e desumanizada. Esse processo contribuiu para a consolidação de estigmas e práticas discriminatórias&#8221;, diz a nota, enumerando como alguns dos quesitos para hierarquizar as pessoas, no período, gênero, classe social, orientação sexual e raça.</p>
<p>Conforme lembra a instituição, o desprezo por essas pessoas tomou conta do país todo e faz parte da história brasileira, &#8220;de modo incontornável&#8221;. A universidade menciona, ainda, o Hospital Colônia de Barbacena (foto), por sua marcante contribuição nesse cenário de marginalização e invisibilização dos pacientes.</p>
<p>&#8220;Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no local ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, conforme relatado no livro <em>Holocausto Brasileiro</em>, da jornalista Daniela Arbex. A obra também registra que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde, para uso em aulas de anatomia&#8221;, pontua.</p>
<p>Desse total de corpos, o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, indicam os registros, recebeu, entre os anos de 1962 e 1971, 169 deles, para serem estudados em aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a instituição comprometeu-se a lançar e manter iniciativas como ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental e buscar apoio para a criação de um memorial. Também planeja organizar pesquisas documentais sobre conexões entre a instituição e o Hospital de Barbacena.</p>
<p>&#8220;Desde 2010, o Departamento de Anatomia do ICB iniciou a implementação do Programa de Doação Voluntária de Corpos – Sempre Vivo. Desde então, todos os corpos recebidos pela instituição são provenientes exclusivamente de doações voluntárias, além de ações de conscientização e sensibilização à sociedade e a todos alunos ingressantes dos cursos da saúde sobre a importância da doação voluntária de corpos em conformidade com as normas vigentes e com o respeito à dignidade humana previsto em lei&#8221;, ressalta o comunicado.</p>
<p>Com teor parecido, a UFMG, também pelos vínculos sombrios com o Hospital Colônia de Barbacena, formalizou pedido de desculpas. A universidade disse que o reconhecimento público de sua responsabilidade pelas atrocidades cometidas é acompanhado de ações de memória em conjunto com grupos da luta antimanicomial, restauração do livro histórico de registro de cadáveres e inclusão do tema em disciplinas de anatomia da Faculdade de Medicina.</p>
<p>&#8220;Ao falecerem, muitas dessas pessoas foram enterradas como indigentes ou tiveram seus corpos destinados a uma das 17 instituições de ensino médico para viabilizar aulas de anatomia&#8221;, assinala no informe.</p>
<p>&#8220;Desde 1999, a UFMG conta com um programa de doação de corpos para estudo de anatomia, que funciona de forma voluntária e consentida e é uma prática legal e ética, alinhada a padrões internacionais.&#8221;</p>
<h2>Loucura e cultura</h2>
<p>Há hoje uma imensidade de obras sobre o tema. Uma das mais famosas é o conto <em>O Alienista</em>, do escritor Machado de Assis, um dos principais autores negros do Brasil. No <em>site</em> do Museu Imagens do Inconsciente, localizado no Rio de Janeiro, é possível conhecer mais sobre o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, que revolucionou os tratamentos para transtornos mentais ao aliar cuidados humanizados e arte.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/luta-antimanicomial-ufjf-e-ufmg-se-desculpam-por-cadaveres-em-aulas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Tratamento humanizado ainda é desafio na luta antimanicomial no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 23:49:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado nesta segunda-feira (18), especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que, embora o país tenha obtido avanços no cuidado de pessoas com transtornos mentais, ainda é preciso vencer barreiras para alcançar tratamentos verdadeiramente humanizados.  Em abril, a Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial, completou 25 anos. Entre os desafios apontados por especialistas [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais/">Tratamento humanizado ainda é desafio na luta antimanicomial no país</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado nesta segunda-feira (18), especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que, embora o país tenha obtido avanços no cuidado de pessoas com transtornos mentais, ainda é preciso vencer barreiras para alcançar tratamentos verdadeiramente humanizados. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em abril, a Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial, completou 25 anos. Entre os desafios apontados por especialistas estão a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e de mais interlocução do governo federal com movimentos sociais e organizações atuantes na causa, assim como a ausência de um espaço de encaminhamento a pacientes com quadros como ansiedade e depressão.</p>
<p>A data foi instituída em 1987 – dois anos após a ditadura civil-militar-empresarial –, durante encontro de trabalhadores da saúde mental, realizado em Bauru (SP), considerado um marco na luta antimanicomial brasileira.</p>
<p>O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é uma das entidades que têm atuado em defesa da continuidade plena da reforma psiquiátrica, que pressupõe a troca de estruturas manicomiais pelo aprimoramento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).</p>
<p>A Raps abrange os centros de Atenção Psicossocial (Caps), onde pacientes têm acesso a medicamentos psicotrópicos e podem se envolver com artes e encontros em grupo ou em família, as unidades de Acolhimento (UAs), os serviços residenciais terapêuticos (SRTs), o Programa de Volta para Casa (PVC), estes dois últimos espaços para acolher pacientes que encerraram internações longas e não têm família ou saíram de hospitais psiquiátricos e de custódia. Também integram a rede as unidades de Pronto Atendimento (UPAs).</p>
<p>Já as comunidades terapêuticas, voltadas a pessoas com problemas com drogas psicoativas e uso abusivo de álcool, reproduzem as práticas dos manicômios, conforme apontam a presidenta da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Ana Paula Guljor, e outras autoridades da área. Não fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (Suas) nem do Sistema Único de Saúde (SUS) e ficam em um limbo legal, consequentemente, sem propósito bem definido na prática. Ana Paula ressalta que, apesar disso, recebem verba pública difícil de se rastrear, e, com frequência, têm sido denunciadas por violar direitos básicos dos pacientes atendidos.</p>
<p>&#8220;A RDC 29 [Recomendação 29/2011, do Ministério da Saúde] é muito genérica&#8221;, afirma a presidenta, ao mencionar dispositivo que trata dos requisitos básicos de segurança sanitária que servem como parâmetro às comunidades terapêuticas.</p>
<p>Em nota, a Abrasme argumenta que a maioria das comunidades terapêuticas tem caráter filantrópico e, por isso, o investimento público aplicado a elas consiste na &#8220;privatização dos serviços, distorção da finalidade pública e do marco regulatório do país&#8221;. Na esfera do cuidado, acrescenta, são fundamentais ações de redução de danos e reinserção social, não priorizadas por essas comunidades.</p>
<p>Recentemente, cinco conselhos nacionais assumiram posição semelhante: o de Saúde; o de Assistência Social; o dos Direitos Humanos; o dos Direitos da Criança e do Adolescente; e o de Política sobre Drogas, além do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.</p>
<p>Ana Paula Guljor afirma, ainda, que, embora sejam importantes, relatórios que documentam violações de direitos cometidos nas dependências das comunidades terapêuticas não dão conta de monitorá-las totalmente, tamanha a quantidade de ilegalidades. Um deles é elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF). O Conselho Federal de Enfermagem (Coren) é mais uma entidade que se opõe a elas.</p>
<p>O governo diz que, há três anos, pesquisadores e auditores, inclusive da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), têm conferido maior transparência ao que ocorre nas comunidades, e ao modo como o dinheiro da população está sendo utilizado. Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde informou que estava em estudo a revisão das diretrizes e normas de financiamento da Raps.</p>
<p>O punitivismo identificado na política de segurança, que enaltece ao aprisionamento de pessoas que cometem crimes de toda natureza, também dá forma às políticas de saúde mental e drogas.</p>
<p>&#8220;Em São Paulo, se propõe a instalação de câmeras nas antessalas, nos halls das instituições que atendem pessoas usuárias de drogas, você restringe o acesso&#8221;, reflete Ana Paula Guljor.</p>
<p>Representante da Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo, Moacyr Bertolino tem como lembrança de iniciativa bem-sucedida o Programa De Braços Abertos, capaz de tirar da vulnerabilidade usuários de drogas da área conhecida como Cracolândia. Foi lançado em 2014, pelo então prefeito da capital paulista, Fernando Haddad.</p>
<p>Os beneficiários tinham direito a morar em hotéis, a R$ 15 por dia, três refeições e curso de capacitação. Eles também conseguiam trabalhar a alguns metros de onde viviam, o que facilitava a melhora de seu estado médico e psicológico na tríade &#8220;trabalho, teto e tratamento&#8221;, recomendada por especialistas de todo o mundo.</p>
<p>Bertolino diz que, atualmente, os governantes não só deixam de cobrir custos da Raps, favorecendo a precarização de seus equipamentos, como colaboram para o crescimento de manicômios. Segundo ele, é um setor que acaba lucrando com a exploração do sofrimento alheio.</p>
<p>Para ele, um dos principais problemas das comunidades terapêuticas é o convencimento de que fórmulas mágicas de cura existem, discurso que não se sustenta na realidade, uma vez que cada paciente deve ter seu tratamento individualizado. Na própria Cracolândia, provou-se ineficaz a abordagem com foco na internação, pois muitos usuários consultados em levantamento declararam vê-la como uma medida transitória, não como uma solução.</p>
<p>Durante o governo Dilma Rousseff, avalia ele, foram &#8220;incontestáveis&#8221; as conquistas, seguidas de retrocesso no governo seguinte.  “Quando há conservadorismo e um retorno ao passado, os primeiros a sofrer são os mais vulneráveis, a população em situação de rua, os usuários de drogas, álcool&#8221;, diz</p>
<p>&#8220;O hospital psiquiátrico é o espaço central de um poder médico e psiquiátrico que historicamente foi construído em uma concepção de que a culpa pelo sofrimento é da pessoa. Às vezes, a pessoa está sofrendo justamente por ser alvo de diversas violências. E o que [os hospitais psiquiátricos e outros equipamentos similares] ofertam de cuidado é o isolamento&#8221;, sintetiza Bertolino.</p>
<h2>Passado sombrio</h2>
<p>O Rio de Janeiro abrigou a primeira instituição à qual se encaminhavam pessoas consideradas &#8220;fora do normal&#8221;, de quem a corte imperial queria se ver livre. O Hospício Pedro II passou a funcionar em 1852, vinculado à Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, local que até então exercia essa função. A substituição coincidiu com a criação, em 1829, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro e sua transformação, em 1835, em Academia Imperial de Medicina e inspeções da Comissão de Salubridade à Santa Casa.</p>
<p>Nessas visitas, a equipe constatou que os &#8220;loucos&#8221; viviam em condições degradantes e deviam ser submetidos a tratamentos em que a medicina fosse o centro. Começava aí o discurso a favor da medicalização de pacientes com transtornos mentais como principal recurso para sua melhora e o fortalecimento da classe médica como autoridade central no debate. </p>
<p>O &#8220;Palácio dos Loucos&#8221; comportava, inicialmente, até 140 pacientes e contou com o apoio não somente de políticos, mas de filantropos e intelectuais. Com uma reforma, poderia receber 400 pacientes e mudou um pouco de perfil apenas na virada do século 20, quando chegou à direção o médico baiano Juliano Moreira, um dos primeiros adeptos das ideias do pai da psicanálise, o austríaco Sigmund Freud. Sua implementação permitiu a eliminação das camisas de força e das grades de ferro das janelas.</p>
<p>No mesmo ano da abertura do &#8220;Palácio&#8221;, surgia, na famosa Rua São João, na capital paulista, o Hospital Provisório de Alienados, bem menor, com estrutura para nove pacientes. Inspirado pelo Congresso Internacional de Alienistas, realizado em 1889, em Paris, o médico Juliano Moreira, um dos primeiros psiquiatras brasileiros, designado para comandar o hospício paulista dois anos depois, encantou-se com a proposta de construir colônias agrícolas nos manicômios.</p>
<p>Assim, em 1898, era fundada, em Franco da Rocha (SP), a Colônia Agrícola de Alienados do Juquery, concebida para tratar 300 pacientes e que, em 30 anos, contava 2 mil, distribuídos em cinco pavilhões femininos, quatro masculinos e um para crianças, e com uma lista de espera de vagas. No século 19, houve uma multiplicação de hospícios: Hospício de Alienados de Olinda, em Pernambuco; Hospício Provisório de Alienados de Belém; Asilo de Alienados São João de Deus, em Salvador; Hospício de Alienados São Pedro, em Porto Alegre.</p>
<p>Estima-se que, ao todo, 120 mil pessoas tenham sido enclausuradas no Hospital Psiquiátrico do Juqueri, incluindo presos políticos da ditadura instaurada com o golpe de 1964. A Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté ficou igualmente conhecida, por ser considerado o berço do Primeiro Comando da Capital (PCC). A instituição foi constituída em 1911, e a facção, em 1993.</p>
<p>Outro local inserido no mapeamento da história da saúde mental no Brasil é o Hospital Colônia de Barbacena, no interior mineiro. Seu fechamento foi anunciado no mês passado, o que motivou o planejamento da remoção de 14 pacientes remanescentes, todos sem família. Na ocasião, o governo do estado confirmou a manutenção do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena e do Museu da Loucura, de preservação da memória das vítimas do antigo hospital.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/tratamento-humanizado-ainda-e-desafio-na-luta-antimanicomial-no-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Luta de Luiz Gama contra racismo inspira ações, arte e pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 18:51:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No palco, o ator Déo Garcez, intérprete do advogado e jornalista Luiz Gama (1830 &#8211; 1882), olha para o público e pausadamente exprime: “A liberdade e a igualdade não são privilégios e sim direitos de qualquer pessoa”. Ele repete. Cada pessoa da plateia no Teatro dos Bancários, em Brasília, também. E as palavras ganham ainda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No palco, o ator Déo Garcez, intérprete do advogado e jornalista Luiz Gama (1830 &#8211; 1882), olha para o público e pausadamente exprime: “A liberdade e a igualdade não são privilégios e sim direitos de qualquer pessoa”. Ele repete. Cada pessoa da plateia no Teatro dos Bancários, em Brasília, também. E as palavras ganham ainda mais força.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Luta-de-Luiz-Gama-contra-racismo-inspira-acoes-arte-e.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Liberdade”, “igualdade”, “direitos”. As palavras viajam no tempo. Parecem simples no espetáculo <em>Luiz Gama: uma voz pela liberdade</em>. </p>
<p>Na última semana, em que a abolição oficial da escravatura completou 138 anos, em 13 de maio, uma encenação e um debate em Brasília trouxeram à tona como o legado do intelectual é vivo e ganha visibilidade em distintos caminhos.</p>
<p>A arte teatral, por exemplo, ajuda a promover conhecimento e transformação com novas reflexões contra o preconceito que sobrevive, em máscaras diversas, pelo país, conforme argumenta o ator, que também é autor do texto do espetáculo que encena há mais de uma década. </p>
<p>O ator diz que se identifica plenamente com o personagem que leva ao palco e que busca promover a fim de elevar o nível de conscientização. </p>
<p>“A arte tem esse papel de não somente entreter, divertir, mas de trazer questões importantíssimas para a gente discutir, para a gente tentar transformar”, afirma. </p>
<h2>Ideias transformam</h2>
<p>Para o sociólogo Jessé Souza, que esteve em Brasília para debater sobre o legado de Luiz Gama, a população deve compreender que a escravidão está entre nós antes de tudo nos símbolos e nas ideias. </p>
<p>“As ideias são o que é mais importante no mundo. O nosso comportamento é determinado por ideias”, diz.</p>
<p>Por isso, o ideário deixado pelo intelectual pode ser considerado arma de combate para todos os processo da escravidão moderna contra trabalhadores do nosso tempo. </p>
<p>“A escravidão continua, sob formas modernas, simulando que se trata de uma democracia. O racismo é a alma desse país”, considera.</p>
<p>Pesquisadores, como Jessé Souza, enfatizam que Gama atuou na área jurídica e na imprensa e é considerado patrono da abolição brasileira. Sua trajetória do passado e os desafios de conscientização com avanços legais impõem trazer sua história como caminho de luta. </p>
<p>As ideias podem então, como explica, ao mesmo tempo que erguem, ajudar a combater a  estrutura de racismo e evocam a necessidade de ações práticas na atualidade. A escravidão funda-se no caminho de desumanizar o outro, avalia o sociólogo. “O negro tem que lutar 24 horas contra a sua animalização”. </p>
<p>No primeiro censo demográfico, em 1872, foram identificadas cerca de 10 milhões de pessoas que viviam no Brasil à época. Pelo menos 15%, cerca de 1,5 milhão, eram de pessoas escravizadas. </p>
<p>Em relação ao período escravagista, pesquisadores entendem que a atuação de Luiz Gama pela liberdade das pessoas mostra que o protagonismo das pressões do século 19 fez parte de um processo desencadeado pela comunidade negra.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Luta-de-Luiz-Gama-contra-racismo-inspira-acoes-arte-e.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 13/05/2026 - Mesa de conversa sobre o advogado e jornalista Luiz Gama (1830 - 1882). Foto: Ana Bering/Iratus Audiovisual" title="Ana Bering/Iratus Audiovisual"/></p>
<p><h6 class="meta">Mesa de conversa sobre o advogado e jornalista Luiz Gama (1830 &#8211; 1882) com Déo Garcez (E), Jessé Souza (camisa laranja) e o pesquisador Artur Antônio dos Santos Araújo (D) &#8211; Foto: Ana Bering/Iratus Audiovisual</h6>
</p>
<h2>Unesco</h2>
<p>O 13 de maio foi gerado, então, pela força das vítimas e não por uma possível ação benevolente ou isolada de uma princesa branca, Isabel, filha de Dom Pedro II. </p>
<p>O legado de Luiz Gama já é identificado, nesse momento, por exemplo, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que está em trâmite final para reconhecer oficialmente a relevância dos manuscritos históricos do abolicionista pelo Patrimônio Documental da Humanidade.</p>
<p>O acervo <em>Presença negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade</em>, tem 232 documentos do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Os manuscritos incluem cartas de emancipação, registros de africanos ilegalmente traficados e documentos judiciais em que ele pedia a libertação de escravizados. </p>
<p>O intelectual conseguiu, com base na legislação décadas antes da abolição, como a Lei Feijó, de 1831, e depois a do Ventre Livre, de 1871, libertar mais de 500 pessoas escravizadas irregularmente. </p>
<p>Luiz Gama destacava, assim, décadas antes da abolição, que seria necessário reagir. “A escravidão é um sistema injustificável. O escravizado que mata o senhor, seja em que circunstância for, mata sempre em legítima defesa”, defende Luiz Gama, em frases levadas ao palco por Déo Garcez. </p>
<h2>Armas de combate </h2>
<p>Gama defendia a República como único regime capaz de garantir a liberdade, a igualdade e a fraternidade entre os homens. </p>
<p>O espetáculo recorda, por exemplo, um episódio na cidade de Santos, em São Paulo, em que um senhor de engenho deixou no testamento que, após a sua morte, todos os 217 escravizados fossem libertos. Ao morrer, a família dele não cumpriu esse desejo. Baseado na lei, Gama conseguiu libertar os 130 daqueles escravizados que permaneciam vivos.</p>
<p>Entre os recados que a peça revisita, Gama posicionava que os jornais seriam armas poderosas de protesto e denúncia dos crimes contra a justiça. </p>
<p>“Na imprensa, eu posso detalhar os erros propositados cometidos por advogados e magistrados para que o povo possa perceber o modo extravagante, esquisito, pelo qual se administra a justiça no Brasil”, dizia.</p>
<p>A respeito do seu papel como advogado, o espetáculo lembra que ele atuava de graça pela causa dos explorados.”Eu sou detestado pelos figurões da terra, que ameaçaram de morte. Mas eu sempre tive o povo a cuidar de mim, a vigiar a minha casa”.</p>
<h2>Sistema sofisticado </h2>
<p>O pesquisador Artur Antônio dos Santos Araújo, doutorando em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), diz que o papel revolucionário de Luiz Gama foi mostrar que a escravidão teve um regime jurídico tão inescrupuloso quanto sofisticado. </p>
<p>“As leis e a Constituição mantiveram a escravidão durante 400 anos. E o que é mais revolucionário na atuação de Luiz Gama é que ele usou o próprio sistema jurídico para usar como instrumento de libertação”, diz o pesquisador. </p>
<p>Em vista da luta histórica de Luiz Gama, o pesquisador vê injustiça e conveniência  para o Estado tratar o 13 de maio como se fosse algo grandioso. </p>
<p>“Foi conquistado com muita luta coletiva e política dos negros, com denúncia e resistência”, afirma. </p>
<p>Para ele, o exemplo de Luiz Gama insta a comunidade negra a nunca perder a consciência do seu pertencimento racial, de se identificar com uma pessoa negra. </p>
<p>“A elite não tolera igualdade e equidade. Topou a abolição meramente jurídica. Mas nós saímos sem direitos, sem reparação, sem educação, sem trabalho digno”, explica. </p>
<h2>Consciência </h2>
<p>Garcez manifesta que a história do personagem histórico dignifica a sua própria existência. “Enquanto cidadão, enquanto homem preto, enquanto artista. Me considero consciente do papel da arte”. Para ele, não é possível desassociar a branquitude do sistema escravocrata. </p>
<p>“Como o Luiz Gama, através de mim, acredito que todos nós que temos uma mínima consciência individual ou coletiva, em suas diferentes profissões, a gente tem que lutar e se indignar com qualquer tipo de injustiça”, defende. </p>
<p>Ele considera que, independentemente da cor da pele do brasileiro, ninguém pode dizer que não tem herança africana, já que a população está ligada a elementos culturais próprios, como a  música, os gestos, a língua e a gastronomia. </p>
<p>“A reflexão que o Luiz Gama traz é que se faz necessário lutar no cotidiano contra qualquer injustiça”, avalia.</p>
<p>Contar a história de Luiz Gama reverte-se para o ator em um processo de conscientização. </p>
<p>“Quando eu comecei a fazer teatro lá em São Luís, no Maranhão, não se falava sobre essa questão racial. A gente sempre passou por situações de preconceito, mas não tinha essa consciência, não tinha uma educação antirracista”, avalia Garcez.</p>
<p>Ele hoje entende que a família sofria racismo e não sabia. “Quando eu comecei a fazer teatro, fui me libertando. Uma consciência de luta antirracista através dos trabalhos que eu venho desenvolvendo”. </p>
<p>Luiz Gama via brechas de luta mesmo em um sistema jurídico responsável por açoitar a população negra. “Hoje a nossa luta é tentar reverter toda essa desigualdade, a naturalização da barbárie, da desumanização com nossos corpos”, diz. </p>
<p>Ele ficou ainda impressionado como Luiz Gama foi ensinado às escondidas. “O conhecimento o libertou, o conscientizou, assim como conscientiza a qualquer um de nós, e nos livra dos apagamentos intencionais ao longo da história”, diz o ator Déo Garcez.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/luta-de-luiz-gama-contra-racismo-inspira-acoes-arte-e-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/luta-de-luiz-gama-contra-racismo-inspira-acoes-arte-e-pesquisa/">Luta de Luiz Gama contra racismo inspira ações, arte e pesquisa</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Dolores Fonzi concorre a prêmio de cinema com luta pelo aborto legal</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dolores-fonzi-concorre-a-premio-de-cinema-com-luta-pelo-aborto-legal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 15:21:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma jovem de 20 anos, pobre, chega ao hospital público da cidade onde vive, no interior da Argentina, com fortes dores abdominais. Após sofrer um aborto espontâneo, é acusada de homicídio, é encarcerada injustamente por cerca de dois anos, até que uma grande mobilização de mulheres exige a revisão judicial do processo e a libertação da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma jovem de 20 anos, pobre, chega ao hospital público da cidade onde vive, no interior da Argentina, com fortes dores abdominais. Após sofrer um aborto espontâneo, é acusada de homicídio, é encarcerada injustamente por cerca de dois anos, até que uma grande mobilização de mulheres exige a revisão judicial do processo e a libertação da moça.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dolores-Fonzi-concorre-a-premio-de-cinema-com-luta-pelo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O caso real que se tornou símbolo da luta pelo aborto legal na Argentina é tema do filme <em>Belén</em>, concorrente de <em>O Agente Secreto</em>, de Kleber Mendonça, ao troféu de Melhor Filme no Prêmio Platino Xcaret. A premiação é considerada o Oscar do cinema ibero-americano e será anunciada neste sábado (9), no México.</p>
<p>Passados dez anos da libertação da jovem apelidada de Belén para preservar sua identidade, o longa-metragem sobre a história reacende discussões sobre direitos sexuais e reprodutivos no país vizinho.</p>
<p>Desde a chegada do ultradireitista Javier Milei à presidência, barreiras têm sido impostas às mulheres que buscam esse direito, denunciou Dolores Fonzi, em entrevista à Agência Brasil nesta sexta-feira (8), em Cancún, no México.</p>
<p>Apesar de a lei estar em vigor, ela explica que restrições orçamentárias tornam a prática inacessível para muitas mulheres.</p>
<p>“Um aborto medicamentoso custa quase 20% de um salário mínimo e estão sendo cobrados. As mulheres pobres ainda não têm acesso”, disse a diretora.</p>
<p>Em 2016, ela protestou com um cartaz no Platino, por Belén. “Estão criando obstáculos para dificultar o acesso ao aborto legal”, criticou.</p>
<p>Sem financiamento estatal, mesmo em hospitais públicos, as mulheres têm que pagar essa soma pelos remédios.</p>
<p>“Mas a lei não foi revogada, nem estão tentando fazê-la”, acrescentou Fonzi. </p>
<p>Pela atualidade da discussão, o longa-metragem tem rodado escolas, centros comunitários, universidades e prisões, contou a produtora Letícia Cristi.</p>
<p>&#8220;Cada vez mais, as solicitações [de exibição] são feitas para idades mais jovens, até mesmo para escolas primárias, o que é fantástico, e sempre apoiaremos&#8221;, completou. Na quinta-feira (8), Cristi e Fonzi receberam o Prêmio Platino de Cinema e Educação em Valores, reconhecimento a obras de impacto social.</p>
<p><em>Belén </em>é um filme que começa denunciando negligência e negação de direitos a mulheres pobres que caiam em um limbo jurídico ao sofrerem emergências obstétricas, critica o Judiciário, até chegar a um ato de solidariedade. A partir daí, passa a retratar a campanha do movimento feminista pela revisão judicial do caso.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dolores-Fonzi-concorre-a-premio-de-cinema-com-luta-pelo.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília- DF – 09/05/2026 – Entrega do Prêmio Platino Xcaret. Foto: Divulgação/ Prêmio Platino Xcaret" title="Divulgação/ Prêmio Platino Xcaret"/></p>
<p><h5 class="meta">Brasília- DF – 09/05/2026 – Mulheres protestaram pela revisão judicial do processo e a libertação da Belén, na Argentina. Foto: Divulgação/ Prêmio Platino Xcaret</h5>
</p>
<p>“Através do filme, demonstramos que existe um sistema judiciário completamente falido”, acrescentou Cristi.</p>
<p>“Um processo repleto de falácias e questionamentos, no qual ninguém acabou sendo responsabilizado, mas sim o próprio sistema e seus vieses”, completou.</p>
<p>Segundo a produtora, esta é uma história que retrata “a luta coletiva, a importância de compreender o outro, de olhá-lo e de agir, que é um pouco do que o movimento feminista fez no episódio”. Na época, organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, se juntaram às argentinas.</p>
<p>Na América Latina e Caribe, segundo estimativas de estudo da Revista <em>Lancet Global Health</em>, frequentemente utilizadas como referência pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de aborto foi de 39 por 1.000 mulheres de 15 a 49 anos no período 2015–2019.</p>
<p>O documento aponta que países com leis mais restritivas registravam mais abortos relacionados a gestações não planejadas.</p>
<p><em>*A repórter viajou a convite dos Prêmios Platino Xcaret</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/dolores-fonzi-concorre-premio-de-cinema-com-luta-pelo-aborto-legal" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Homem dispara fuzil de PM durante luta corporal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 14:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um suspeito dispara o fuzil de um policial militar durante uma luta corporal no município de Tanguá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O caso está sendo apurado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). As imagens registram um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um suspeito dispara o fuzil de um policial militar durante uma luta corporal no município de Tanguá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O caso está sendo apurado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).</p>
<p>As imagens registram um agente tentando imobilizar o homem no meio da rua durante uma abordagem policial. Enquanto os dois entram em luta corporal, o fuzil do policial permanece pendurado em seu corpo. Em determinado momento, o suspeito consegue acionar o gatilho da arma e efetua diversos disparos.</p>
<p>Duas mulheres que acompanhavam a cena e faziam a gravação se assustam com os tiros e tentam se proteger. Apesar da tensão, o suspeito acabou sendo dominado e preso pelos policiais logo após os disparos.</p>
<p>Segundo a PMERJ, agentes do 35º BPM (Itaboraí) realizavam patrulhamento no bairro de Pinhão, em Tanguá, quando localizaram um grupo de homens em atitude suspeita. Ao perceber a presença da polícia, os indivíduos fugiram em direção ao Conjunto Residencial Vila das Hortênsias.</p>
<p>Durante o cerco policial, um dos suspeitos saiu de um beco e surpreendeu o agente, iniciando a luta corporal que terminou com os disparos do fuzil.</p>
<p>A ocorrência foi registrada na 70ª Delegacia de Polícia. De acordo com a corporação, o homem preso possui cinco anotações criminais, incluindo tráfico de drogas, homicídio e furto.</p>
<p>A Polícia Militar informou que o caso segue sob investigação.</p>
<p><em>*Com informações do Extra</em></p>
<p>Leia mais:</p>
<p>PF prende jovem com anabolizantes e remédios para emagrecer em aeroporto</p>
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		<title>Família e escola devem liderar luta antimachismo, dizem especialistas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 12:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[antimachismo]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[devem]]></category>
		<category><![CDATA[dizem]]></category>
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		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2025, a cada 24 horas, ao menos 12 mulheres foram agredidas, em média, no Brasil, o que representa 4.558 vítimas de violência no ano, segundo pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança. O dado se refere a casos registrados em nove estados monitorados pela rede: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2025, a cada 24 horas, ao menos 12 mulheres foram agredidas, em média, no Brasil, o que representa 4.558 vítimas de violência no ano, segundo pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança. O dado se refere a casos registrados em nove estados monitorados pela rede: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O machismo estrutural faz com que esses casos se repitam, na avaliação de especialistas entrevistados pela Rádio Nacional. Por isso, eles defendem que é urgente a inclusão dos homens na construção de soluções que aumentem o engajamento masculino na luta contra a violência e mudem essa realidade.</p>
<p>Levantamento feito pela ONU Mulheres e pelo Instituto Papo de Homem mostra que 81% dos homens e 95% das mulheres avaliam que o Brasil é um país machista.</p>
<h2>Ouça na Radioagência Nacional</h2>
<p> </p>
<p>O psicólogo Flávio Urra, que trabalha na reeducação com foco na ressocialização de autores de violência, considera que, diferentemente dos homens, as mulheres mudaram o mundo legitimando uma série de pautas. No entanto, diz ele, “os homens continuam com a mesma cabeça de 30 anos atrás, de 50 anos atrás, querendo aquele modelo de família, aquele modelo de mulher que não existe mais.”</p>
<p>Existem exceções, como o engenheiro Carlos Augusto Carvalho, de 55 anos. Em conversas com outros homens, ele aprendeu que combater o machismo é uma luta diária. “Eu acho que o machismo é essa coisa que está enraizada e que a gente tem que diariamente combater. Realmente levantar uma bandeira forte para eliminar isso do nosso caminho.”</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 09/10/2023 - Alexandre Coimbra Amaral é o convidado do programa na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) - `DR com Demori´.&#13;&#10;Foto: Joédson Alves/Agência Brasil" title="Joédson Alves/Agência Brasil"/></p>
<p>Para o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, a questão de gênero deve ser obrigatória na grade escolar &#8211; Foto: Joédson Alves/Arquivo/Agência Brasil</p>
<h2>Família e masculinidades</h2>
<p>O psicólogo e terapeuta familiar Alexandre Coimbra Amaral avalia que as dinâmicas familiares influenciam a visão de mundo de crianças e adolescentes e têm um componente cultural. Ele compara a família a um país, com seus códigos. Quando o indivíduo nasce nesse país, aprende o certo, o errado, como se come e se veste, o que se pode ou não falar e como crianças e idosos devem ser tratados.</p>
<p>Amaral entende que existem várias formas de ser homem. No entanto, quando a cultura familiar assume que ser homem é seguir o padrão tradicional, sem outros modelos de masculinidade, entrega para a criança e para o adolescente uma maneira de pensar que pode favorecer a violência.</p>
<p>“Essa biografia mais enrijecida ensina que homens têm que deter o poder, precisam dominar, precisam submeter e, quando as pessoas não são regidas por esse binômio, dominação e obediência, a violência precisa aparecer como uma espécie de cala boca.”</p>
<p>Para o psicólogo, o diálogo na família deve ser aberto não com a justificativa do homem de que foi essa a maneira como ele foi criado, mas que ele saiba questionar a criação que teve.</p>
<p>”Que ele possa se perguntar quais foram os prejuízos que eu tive na condição de homem por eu ter aprendido a ser homem dessa forma, com meu pai, com meu avô, com meu tio, com meu bisavô, vendo todos esses homens. Quais foram as coisas que eles perderam na vida?”</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Orientador familiar Peu Fonseca. Foto: Gustavo Minas/Divulgação" title="Gustavo Minas/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Orientador familiar Peu Fonseca defende a construção de uma nova identidade, pensada por homens e mulheres, que não leve à violência &#8211; Foto: Gustavo Minas/Divulgação</h6>
</p>
<p>Na opinião do educador parental Peu Fonseca, é preciso haver uma identidade nova, coletiva e social, pensada por homens e mulheres, que não leve à violência.</p>
<p>“É preciso que essa identidade se afaste do que nos trouxe aqui até hoje, porque o que nos trouxe aqui até hoje está matando mulheres. A gente não tem como admitir isso mais. Chega! É preciso ensinar os nossos meninos a gostar, e não odiar meninas. E não se sentirem ameaçados. O fato de as meninas ocuparem espaços que antes eram nossos não diz sobre as meninas quererem nos dominar. Diz sobre a gente não querer aprender coisas novas.”</p>
<p>Peu Fonseca é pai de João, Irene, Teresa e Joaquim. Para ele, o grande desafio dos pais e responsáveis é entender que o papel de cuidar não é sobre controlar quem serão essas crianças. Mas acolher, dialogar, orientar. “Indicar caminho, corrigir rotas, ser margem e, em outros momentos, ser fluxo, ser água corrente, para que elas se lancem mais ao mundo.”</p>
<p>O consultor de empresas Felipe Requião trabalha com o engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra as mulheres. Para ele, a família, além da  escola e das redes sociais, deve ser protagonista na formação da masculinidade – seja ela sadia, madura, benéfica ou tóxica.</p>
<p>Requião acredita que a família contribui quando não reforça estereótipos do tipo “homem não chora”, “não faz trabalho doméstico” e “não cozinha”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_867_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Jornalista e pesquisador em masculinidades Ismael dos Anjos. Foto: Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal" title="Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Pesquisador em masculinidades, Ismael dos Anjos diz que meninos devem ser estimulados a ter cuidado consigo e com o outro &#8211; Foto: Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal</p>
<p>O jornalista e pesquisador em masculinidades Ismael dos Anjos diz que, diferentemente das avós e mães, as meninas de hoje já aprendem que o lugar delas é onde quiserem. Agora é a vez de os meninos buscarem uma nova realidade em que cuidem de si e do outro.</p>
<p>Ele defende que, para um futuro mais igualitário, brincadeiras como polícia e ladrão e pega-pega, por exemplo, sejam substituídas por atividades lúdicas em que os meninos sejam estimulados a ter cuidado consigo, com o outro e também com o ambiente ao redor. “Se existe professor e aluna, mamãe e filhinha, por que a gente não ensina professor e aluno, papai e filhinho para os nossos meninos?”</p>
<p>Ismael dos Anjos acredita que “mudar a chavinha” para entender que o cuidado não deve ser algo compulsório apenas para as meninas, mas também seja algo estimulado entre os meninos desde cedo, provocará “uma mudança cultural e uma mudança desejável para uma sociedade de homens que, caso ascendam a posições de influência, de liderança, saibam a responsabilidade que carregam consigo nesses papéis.”</p>
<h2>Escola no letramento de gênero</h2>
<p>Sete em cada dez professores já presenciaram situações indesejadas de sexualização e silenciamento contra meninas, segundo um estudo da organização não governamental (ONG) Serenas. A ONG trabalha na prevenção de violências contra meninas e mulheres.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_0_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello. Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal" title="Valeska Zanello/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello avalia que as instituições de ensino têm papel fundamental na promoção do letramento de gênero &#8211; Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal</p>
<p>A psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello, referência em gênero e saúde mental, avalia que as instituições de ensino têm papel fundamental na promoção do letramento de gênero. Ela pontua que a tendência é reproduzir os valores aprendidos, como um ciclo de violência familiar. Por isso, vê na escola, na obrigatoriedade do ensino gratuito, público para todas as crianças e jovens, a chance de mudar essa realidade.</p>
<p>“Em muitas famílias a gente vai ter uma genealogia, uma repetição dessa violência por muitas gerações. Então, se minha bisavó apanhava, minha avó apanhava, minha mãe apanhava, o que eu como menina aprendo? É um direito desse homem quando se sente aborrecido, não obedecido, recorrer à violência. É importante então que isso seja problematizado.”</p>
<p>A coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, do Ministério da Educação (MEC), Thaís Luz, concorda que a escola deve ser um espaço de enfrentamento e não de risco.</p>
<p>Ela ressalta que essa luta exige a articulação da escola com as famílias, a comunidade, a rede de proteção, de assistência social, de saúde e o sistema de Justiça. Thaís Luz afirma que a educação básica é importante para a transformação da sociedade e também para desconstrução de padrões culturais machistas.</p>
<p>“Quando nós trabalhamos intencionalmente temas como respeito, equidade, empatia, resolução pacífica de conflitos, nós estamos contribuindo diretamente para a prevenção da violência, incluindo a violência contra meninas e mulheres.”</p>
<p>Para a coordenadora-geral, historicamente, não é um desafio simples. Esses são temas ausentes da formação inicial dos professores, se tornando um desafio estrutural, mas que não deve ser visto como limitador. Para mudar essa realidade, o programa Escola que Protege, do MEC, se soma a outras ações de capacitação nas redes de ensino no enfrentamento à violência.</p>
<p>Ela destaca o curso Escolas ON Violências OFF, em parceria com a ONG Serenas, e também cursos sobre cidadania, democracia e direitos humanos desde a escola, com o Instituto Auschwitz.</p>
<p>“Tudo isso com o objetivo de garantir que os profissionais tenham o repertório necessário, se sintam seguros e sensíveis para lidar com essas situações do cotidiano da escola.”</p>
<p>Thaís Luz defende que, na implementação das mudanças, é fundamental que gestores e entes federativos estejam comprometidos. Para ela, a escola é a parte mais importante dessa transformação, e os profissionais de educação são os protagonistas desse processo, por isso precisam ter apoio institucional.</p>
<p>“Então, é muito importante também reconhecer a responsabilidade dos entes federativos em garantir as condições para que essa agenda se concretize, oferecendo suporte, formação e a estrutura adequada para suas redes, para suas escolas.”</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_994_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. Especialista em gênero e direito e professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Janaína Penalva. Foto: Janaína Penalva/Arquivo pessoal" title="Janaína Penalva/Arquivo pessoal"/></p>
<p>Professora da Faculdade de Direito da UnB, Janaína Penalva diz que ensino emancipatório é muito poderoso na prevenção de várias formas de violência &#8211; Foto: Janaína Penalva/Arquivo pessoal</p>
<p>Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Janaína Penalva também acredita que a transformação social começa pela escola, com a formação de professores e professoras capazes de identificar os estereótipos de gênero presentes na sociedade e nos próprios livros produzidos para a educação.</p>
<p>Para Janaína, um ensino emancipatório é muito poderoso na prevenção de várias formas de violência, incluindo os casos de agressão a mulheres.</p>
<p>Recentemente, o governo lançou um pacote com ações que vão do ensino básico à educação superior e que inclui no currículo conteúdos relativos ao combate à violência contra meninas e mulheres.</p>
<p>O psicólogo Alexandre Coimbra Amaral concorda que a questão de gênero deve ser obrigatória na grade escolar. Ele critica a tentativa de movimentos conservadores de impedir esse avanço afirmando se tratar de ideologia de gênero.</p>
<p>“Essa expressão ideologia de gênero nem existe no campo científico. E, portanto, não existe uma construção de uma ideologia, o que existe é a possibilidade de se conversar abertamente. Toda a história da psicologia mostra o seguinte: onde a palavra não pode existir, há adoecimento psíquico.”</p>
<p>Para o psicólogo, não deve ser feita uma “patologização” do menino que comete uma ação inadequada, nem haver uma conduta punitivista como suspensão ou castigo, mas é necessário promover um diálogo que envolva também as meninas. “Aproveitar aquilo ali como ação educativa. Abrir uma roda de conversa e falar assim: ‘o que a gente pode aprender disso aqui? Quem já se sentiu no lugar dele e no lugar dela?’”</p>
<p>Amaral lembra que a própria criança que age de forma agressiva com outra pode ter sido a vítima em circunstâncias anteriores.</p>
<h2>Machismo: redes sociais</h2>
<p>Estudos revelam o crescimento de discursos misóginos e machistas nas redes sociais. Passaram a ser comuns, entre outros, os termos machosfera, para se referir a fóruns e grupos na internet que defendem a masculinidade tóxica, o ódio às mulheres e a oposição aos direitos femininos, ou <em>redpills</em>, como são chamados os homens que teriam “despertado” para uma suposta realidade em que as mulheres são exploradoras e manipuladoras.</p>
<p>Um levantamento atualizado este ano, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostra que 90% dos canais do YouTube identificados em 2024 com conteúdo misógino continuam ativos na plataforma. Mais de 130 perfis seguem disponíveis e publicando vídeos.</p>
<p>“As redes sociais estão claramente, neste momento, assumindo que promovem mais o tipo de masculinidade tóxica, perversa e violenta”, diz o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral. Para ele, não existe neutralidade uma vez que as redes são regidas pelas <em>big techs</em>.</p>
<p>Amaral avalia que a preferência tem sido pelo conteúdo que repete a mensagem masculina mais violenta, que tem mais alcance e engajamento. Ele alerta que as redes sociais são perigosas por serem uma espécie de TV em que os programas mais vistos, com mais audiência, não são os que o público escolhe, mas os que elas escolhem repetir várias vezes.</p>
<p>O psicólogo defende a construção de um diálogo fora e dentro das redes que questione “o malefício desse conteúdo para os meninos e os adolescentes, para a formação dos homens e para a construção de uma sociedade que não seja regida pela barbárie”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1777119729_89_Familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 24/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Combate ao machismo estrutural. O consultor de empresas Felipe Requião atua há sete anos como facilitador de grupos de homens. Foto: Felipe Requião/Arquivo pessoal" title="Felipe Requião/Arquivo pessoal"/></p>
<p>O consultor Felipe Requião trabalha com o engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra as mulheres &#8211; Foto: Felipe Requião/Arquivo pessoal</p>
<p>O consultor Felipe Requião concorda que as redes sociais amplificam conteúdos misóginos, com comunidades de validação. Para ele, a internet acaba tendo um papel de educar mais os meninos, na comparação com a formação oferecida por adultos.</p>
<p>“Às vezes, eu dou o celular na mão de um jovem, de um menino, achando que eu estou ocupando o espaço dele, ocupando o tempo dele, fazendo com que ele tenha acesso à tecnologia. Mas, na verdade, eu estou dando uma forma de educação por algo, por alguém com quem eu não concordo, que eu não conheço e que eu não tenho controle sobre o que está sendo falado. O desafio é ocupar esse espaço com alternativas reais, verdadeiras, de pertencimento masculino saudável.”</p>
<p>Para a psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello, a internet tem um lado negativo e um positivo. Como exemplo de mau uso, as redes sociais amplificam a violência digital com o cometimento de novos tipos de crimes. “A gente vai ter o uso da IA [inteligência artificial], por exemplo, para divulgar fotos montadas de mulheres nuas, então, um novo tipo de nude, mas que nunca existiu, mas o fato de nunca ter existido não impede que afete a honra, as relações sociais das meninas e mulheres.”</p>
<p>No entanto, as novas tecnologias podem se tornar poderosas aliadas quando amplificam o letramento de gênero, a compreensão, a desconstrução e a crítica das normas sociais e estereótipos impostos a homens e mulheres.</p>
<p>As redes sociais, no seu bom uso, combatem a violência digital, com conteúdo educativos, além de possibilitar uma rede apoio e o alcance das denúncias. As campanhas de mobilização podem ser citadas como exemplo. Uma das estratégias é o uso de <em>hashtags</em>. Criado pela ONU Mulheres, o movimento #ElesPorElas (HeForShe) busca engajar homens e meninos na promoção da igualdade de gênero e no empoderamento feminino. Movimentos como o #Metoo, contra o assédio sexual, e o #MexeuComUmaMexeuComTodas evidenciam a importância de dar voz aos movimentos de mulheres.</p>
<p><em>*Colaborou Luciene Cruz</em></p>
<h2>+ Ouça também:</h2>
<p>Escola, espaço de enfrentamento ao machismo e não de risco às meninas</p>
<p>Crescem discursos misóginos e machistas nas redes sociais</p>
<p>Legislação contra violência de gênero avança, mas crimes seguem altos</p>
<p>Iniciativas engajam homens no combate à violência contra a mulher</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/familia-e-escola-devem-liderar-luta-antimachismo-dizem-especialistas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>‘Março Amarelo’: obesidade impacta luta contra endometriose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 21:42:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A endometriose, principal causa de dor pélvica crônica em mulheres em idade reprodutiva, é tema da campanha “Março Amarelo”, que busca ampliar a conscientização sobre a doença. Caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, a condição afeta mais de sete milhões de brasileiras, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A endometriose, principal causa de dor pélvica crônica em mulheres em idade reprodutiva, é tema da campanha “Março Amarelo”, que busca ampliar a conscientização sobre a doença.</p>
<p>Caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, a condição afeta mais de sete milhões de brasileiras, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, pode ser influenciada por outro fator relevante: a obesidade.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Relação entre inflamação e hormônios agrava sintomas</h3>
<p>A médica ginecologista e obstetra Aline Frota explica que o excesso de gordura corporal aumenta processos inflamatórios no organismo. Dessa forma, há impacto direto na intensidade dos sintomas da endometriose.</p>
<p>“Há uma forte conexão entre as duas condições. Isso porque a endometriose é uma doença inflamatória crônica, que ainda por cima é altamente dependente de estrogênio, enquanto a obesidade é um processo inflamatório que induz elevações nos níveis desse hormônio. E qual o problema disso? O ambiente se torna ainda mais propício para o crescimento das lesões endometrióticas”, observa a especialista.</p>
<p>Além disso, o tecido semelhante ao endométrio, presente em outras regiões do corpo, responde aos hormônios do ciclo menstrual. Como resultado, pode provocar cólicas intensas, cansaço extremo e infertilidade.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Excesso de gordura pode dificultar o tratamento</h3>
<p>Segundo a especialista, o acúmulo de gordura corporal contribui para o aumento da inflamação sistêmica. Por isso, os sintomas tendem a se intensificar.</p>
<p>“Isso não quer dizer que toda mulher com obesidade vai desenvolver a condição ginecológica. Contudo, vários estudos deixam evidentes que o acúmulo de gordura corporal agrava os sintomas e dificulta o tratamento. Nesse cenário, cuidar do peso corporal é parte fundamental do controle da endometriose”, pontua.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Diagnóstico pode levar anos</h3>
<p>A médica destaca que campanhas como o “Março Amarelo” ajudam a ampliar o acesso à informação. Muitas vezes, a doença é confundida com outros problemas ginecológicos.</p>
<p>Segundo ela, o diagnóstico pode levar de sete a dez anos para ser confirmado. Portanto, a conscientização é essencial para reduzir esse tempo.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Tratamento exige abordagem multidisciplinar</h3>
<p>Aline Frota afirma que o tratamento da endometriose deve considerar diferentes aspectos da saúde da paciente.</p>
<p>“Precisamos estar atentos ao corpo como um todo, observando desde o estado hormonal aos hábitos das pacientes. Se a doença não estiver em estágio avançado, quando somente a cirurgia é recomendada, o tratamento envolve medicamentos, suplementos, alimentação anti-inflamatória, fisioterapia pélvica, psicoterapia e o famoso exercício físico”, afirma.</p>
<p>Além disso, ela ressalta que apenas o uso de anticoncepcionais não resolve todos os casos.</p>
<p>“Vai ter que praticar atividades físicas, tomar medicações específicas, beber água na quantidade correta, ter um sono regulado. É fundamental procurar sempre um ginecologista atualizado, que entenda a condição e ofereça um tratamento individualizado”, conclui.</p>
<p><em>*Com informações da assessoria</em></p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Alessandra Campelo defende criminalização da misoginia como avanço na proteção às mulheres</p>
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		<title>TV Brasil: documentários mostram luta feminina e violência doméstica</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/tv-brasil-documentarios-mostram-luta-feminina-e-violencia-domestica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:55:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[documentários]]></category>
		<category><![CDATA[doméstica]]></category>
		<category><![CDATA[Feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[mostram]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em continuidade à programação especial dedicada ao Mês da Mulher, a TV Brasil e o Canal Educação, emissora governamental, exibem simultaneamente o documentário Quando elas se movimentam, às 21h, neste sábado (14).  Em seguida, apenas na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), será transmitido a obra Escola de Homens, às 22h30, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em continuidade à programação especial dedicada ao Mês da Mulher, a TV Brasil e o Canal Educação, emissora governamental, exibem simultaneamente o documentário <em>Quando elas se movimentam</em>, às 21h, neste sábado (14). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/TV-Brasil-documentarios-mostram-luta-feminina-e-violencia-domestica.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em seguida, apenas na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), será transmitido a obra <em>Escola de Homens</em>, às 22h30, que trata sobre o tema da violência doméstica.</p>
<p>Produção da TV Senado, dirigida por Susanna Lira, Quando elas se movimentam retrata histórias de luta e conquista de direitos da população brasileira, a partir da perspectiva de três mulheres de diferentes regiões do país. Cada uma das personagens (Antônia, Angélica e Luana) traz à tona um retrato íntimo e poderoso de resistência, coragem e transformação social.</p>
<p>A TV Brasil também exibe o documentário <em>Escola de Homens</em>, que acompanha oito encontros realizados no Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, com um grupo de homens que respondem a processos por violência doméstica e familiar contra a mulher.</p>
<p>Além de compartilhar suas histórias, nas reuniões eles debatem temas como papéis de gênero, responsabilização e relações abusivas. A direção é de Sara Stopazzolli.</p>
<h2>Feminicídio Nunca Mais</h2>
<p>Os veículos públicos e governamentais da EBC apresentam, ao longo de todo o mês de março, conteúdos com foco na valorização das mulheres e na ampliação do debate sobre direitos, representatividade e paridade de oportunidades.</p>
<p>Entre os destaques da programação especial dedicada ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a TV Brasil veicula, durante os intervalos dos jogos de futebol, a campanha de conscientização e prevenção da violência contra mulheres e meninas intitulada “Feminicídio Nunca Mais”.</p>
<p>A iniciativa é coliderada pela NO MORE Foundation, organização global dedicada ao enfrentamento da violência doméstica e sexual, em parceria estratégica com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e o Consórcio Cristo Sustentável.</p>
<h2>Ao vivo e on demand</h2>
<p>Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.</p>
<p>Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.</p>
<h2>Serviço</h2>
<p><em>Quando elas se movimentam</em> &#8211; Sábado, 14/03, às 21h, na TV Brasil e Canal Educação;<br /><em>Escola de Homens</em>, Sábado, 14/03, às 22h30, na TV Brasil</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-03/tv-brasil-documentarios-mostram-luta-feminina-e-violencia-domestica" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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