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	<title>Mães Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Mães Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Lei institui no Rio de Janeiro o Marco Legal Mães na Ciência</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/lei-institui-no-rio-de-janeiro-o-marco-legal-maes-na-ciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 21:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro conta, a partir desta segunda-feira (8), com novo instrumento de promoção da equidade de gênero na produção científica. A Lei 11.213, que trata do assunto, foi sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já publicada no Diário Oficial do estado, que institui o Marco Legal Mães na Ciência. A legislação estabelece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro conta, a partir desta segunda-feira (8), com novo instrumento de promoção da equidade de gênero na produção científica. A Lei 11.213, que trata do assunto, foi sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já publicada no <em>Diário Oficial do estado,</em> que institui o Marco Legal Mães na Ciência.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Lei-institui-no-Rio-de-Janeiro-o-Marco-Legal-Maes.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A legislação estabelece diretrizes para garantir apoio a mães e adotantes na graduação e na pós-graduação, assegurando condições mais justas para a permanência e para a progressão acadêmica.</p>
<p>A lei veda a adoção de critérios discriminatórios contra candidatas por motivo de gestação, parto, nascimento de filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção em todos os processos seletivos e de renovação de bolsas de pesquisa, ensino e extensão.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a lei proíbe a formulação de perguntas sobre planejamento familiar em entrevistas, avaliações ou documentos de inscrição, salvo quando a candidata manifestar a intenção de tratar do tema.</p>
<p>As universidades públicas estaduais, bem como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), devem adotar mecanismos de equidade e reconhecimento no âmbito do Marco Legal Mães na Ciência.</p>
<p>A legislação vai observar autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira das instituições de ensino superior e os objetivos do Programa Estadual de Incentivo ao Protagonismo das Mulheres na Ciência.</p>
<p>A lei reconhece o trabalho de cuidado, especialmente da maternidade e da adoção, na avaliação de mérito acadêmico, produtividade científica e análise curricular, para fins de pontuação em processos seletivos de bolsas e editais de monitoria, iniciação científica, extensão, mestrado, doutorado e pós-doutorado.</p>
<h2>Fortalecimento</h2>
<p>Segundo o governo fluminense, por meio de sua assessoria de imprensa, a Faperj já mantém ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina na ciência.</p>
<p>O Marco Legal Mães na Ciência vem reforçar, entre outras ações da Faperj, o Programa de Apoio às Cientistas Mães, destinado a pesquisadoras vinculadas a instituições de pesquisa do estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>A iniciativa oferece auxílio de até R$ 120 mil por projeto para apoiar a retomada e a continuidade da produção científica por pesquisadoras que tiveram filhos nos últimos anos e também mães de crianças com deficiência.</p>
<p>Foram adotadas também pela Fundação medidas que consideram o período de licença-maternidade na avaliação de currículos acadêmicos, a concessão de licença-maternidade para bolsistas e a possibilidade de inclusão de despesas relacionadas ao cuidado infantil em determinados editais de fomento.</p>
<p>De acordo com a presidente da Faperj, Caroline Alves, “quando apoiamos uma mãe cientista, não estamos investindo apenas em uma pesquisadora. Estamos investindo em uma família, em uma geração futura e no fortalecimento de toda a ciência”. Admitiu que, durante longo tempo, as mulheres precisaram escolher entre a maternidade e a carreira acadêmica.</p>
<p>“Hoje, nosso compromisso é garantir que nenhuma mulher precise abrir mão de um sonho para realizar o outro”, afirmou Caroline.</p>
<h2>Mais incentivo</h2>
<p>Segundo a Faperj, o incentivo à participação feminina na ciência ocorre ainda por meio do Programa de Apoio à Jovem Cientista Mulher Dra. Tatiana Sampaio.</p>
<p>Esse programa é dirigido a pesquisadoras com até 12 anos de doutoramento e objetiva ampliar a presença de mulheres em posições de liderança científica. Em 2026, o edital recebeu investimento de R$ 10 milhões.</p>
<p>Além do fomento financeiro, a Faperj promove ações de valorização e visibilidade das pesquisadoras fluminenses, como o evento Mulheres na Ciência, que reúne pesquisadoras, gestoras e instituições para debater desafios e políticas públicas voltadas à equidade de gênero, e o Prêmio Mulheres na Ciência, que reconhece trajetórias de destaque em diversas áreas do conhecimento.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-06/lei-institui-no-rio-de-janeiro-o-marco-legal-maes-na-ciencia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Projeto no Jorge Teixeira apoia mães solo em vulnerabilidade</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/projeto-no-jorge-teixeira-apoia-maes-solo-em-vulnerabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 19:38:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O pré-candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo participou, neste sábado (23/05), de uma reunião do Projeto Mulheres que Inspiram Mulheres, no bairro Jorge Teixeira 3, zona leste de Manaus. A iniciativa atende principalmente mães solo em situação de vulnerabilidade social, com ações de cidadania, capacitação profissional e geração de renda. Segundo vice-presidente estadual do União [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O pré-candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo participou, neste sábado (23/05), de uma reunião do Projeto Mulheres que Inspiram Mulheres, no bairro Jorge Teixeira 3, zona leste de Manaus. A iniciativa atende principalmente mães solo em situação de vulnerabilidade social, com ações de cidadania, capacitação profissional e geração de renda.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo vice-presidente estadual do União Brasil Amazonas, Campêlo destacou a importância do projeto no apoio e valorização das mulheres. Além disso, defendeu a ampliação da oferta de moradia e de políticas que incentivem a autonomia financeira das mães solo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Projeto atende cerca de 100 mulheres no Jorge Teixeira</h2>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a coordenadora do projeto, Zilmara Amorim, a iniciativa atua há mais de cinco anos no Jorge Teixeira 3 e atende cerca de 100 mulheres em situação de vulnerabilidade social.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Nós encaminhamos para cursos de capacitação, ações de cidadania, emissão de documentos e até de orientações sobre os seus direitos. Nosso trabalho principal são as oficinas de sabão, que reutilizam o óleo de cozinha para fazer produtos que geram renda para essas mulheres e também incentivam a preservação do meio ambiente”, afirmou a coordenadora.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Capacitação profissional e geração de renda fortalecem famílias</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Campêlo relembrou ações desenvolvidas durante o período em que esteve à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), entre 2019 e março deste ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, programas como o Prosamin+ e o Amazonas Meu Lar priorizaram políticas voltadas às mulheres, especialmente mães solo. Além da moradia, os projetos ofereceram capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Campêlo, as mulheres representam cerca de 70% do público atendido pelos programas sociais. Outro ponto destacado por ele foi a entrega das unidades habitacionais no nome das mulheres, medida que busca ampliar a autonomia e a proteção social das famílias.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Os programas valorizam as mulheres, principalmente as mães. Porque, quando a gente protege as mães, a gente protege a família e protege a nossa sociedade. A família é a base de um mundo melhor e as mães possuem um papel de muita relevância na educação dos filhos. Por isso que é muito importante cuidar das famílias e das mães. E vocês estão de parabéns”, afirmou.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia Mais:</p>
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		<title>Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 12:58:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica.  O chamado &#8220;efeito tesoura&#8221;, que nomeia esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O chamado &#8220;efeito tesoura&#8221;, que nomeia esse corte progressivo das mulheres conforme a carreira avança, é um fenômeno bastante conhecido, mas o impacto ainda maior sobre as mães só começou a ser debatido há poucos anos, de acordo com a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fernanda Staniscuaski. </p>
<p>Fernanda já era docente e pesquisadora quando decidiu se tornar mãe e precisou pisar no freio em plena ascensão profissional. Mas o que seria uma desaceleração momentânea acabou se prolongando por mais tempo do que ela esperava e depois se revelou a entrada para um ciclo difícil de romper. </p>
<p>&#8220;Quanto menos a mulher produz, menos ela vai ter oportunidade para ganhar financiamento, para conseguir bolsas para orientandos e obviamente isso vai fazer com que ela produza menos ainda. Existe essa pausa por causa da maternidade e ela tem que ser reconhecida. Mas a gente precisa das condições de retorno.&#8221;</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Fernanda Staniscuaski. Foto: Gustavo Diehl/UFRGS" title="Gustavo Diehl/UFRGS"/></p>
<p><h6 class="meta">Fernanda Staniscuaski fundou, em 2016, o movimento <em>Parents in Science </em>para debater a parentalidade entre pesquisadores Foto: Gustavo Diehl/UFRGS</h6>
</p>
<p>Ao dividir suas angústias com amigas que também são cientistas e mães, ela se deu conta de que vivia uma realidade comum. Então fundou, em 2016, ao lado de outras seis mães e um pai, o movimento <em>Parents in Science </em>para debater a parentalidade entre pesquisadores. Este ano, a iniciativa completa uma década com mais de 90 cientistas associados, a maioria mulheres. </p>
<p>Uma das principais frentes do <em>Parents in Science </em>tenta preencher uma lacuna de dados sobre esse universo, já que o Brasil não tem uma contagem oficial sobre o número de pesquisadores e docentes que têm filhos, o que impede que o impacto na carreira seja devidamente medido. </p>
<p>Mas os números que comprovam o &#8220;efeito tesoura&#8221; já são um indicativo de como o cuidado com os filhos onera de maneira diferente homens e mulheres. Fernanda destaca que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os padrões desiguais da sociedade também são reproduzidos entre acadêmicos. </p>
<p>&#8220;As mães carregam o ônus do cuidado. Existe uma mudança cultural em andamento, com uma participação maior dos pais, mas a gente está longe de ser uma sociedade onde o cuidado é totalmente dividido, não só entre mães e pais, mas como algo coletivo&#8221;, complementa a fundadora do Parents in Science. </p>
<h2>Números</h2>
<p>O documento mais recente publicado pelo grupo traz uma análise sobre a entrada e permanência na docência de pós-graduação. Para dar aulas nesses cursos, os pesquisadores precisam passar por um processo de credenciamento que avalia questões como a produtividade, refletida em artigos publicados, participações em congressos, orientações de estudantes etc. </p>
<p>Esse currículo é reavaliado periodicamente e o docente pode ser recredenciado ou deixar o programa. O levantamento com dados de cerca de mil docentes revela algumas diferenças significativas entre pais e mães, especialmente nos casos de descredenciamento. </p>
<p>Entre os pais, 43,7% deixaram o programa onde atuavam por iniciativa própria, enquanto 37,5% foram descredenciados por perda de produtividade. Já entre as mães, a ordem se inverte: apenas 24,6% saíram a pedido, enquanto 66,1% foram descredenciadas por não apresentarem mais a produção mínima exigida. </p>
<p>O levantamento também aponta maior dificuldade das mães para se reinserir no sistema depois do descredenciamento. Considerando apenas as pessoas que saíram por perda de produtividade, 38% das mães não conseguiram retornar, contra 25% dos pais. Já entre os docentes que saíram a pedido, 25% das mães não retornaram, o que aconteceu com apenas 7,1% dos pais. </p>
<p>&#8220;Existe uma questão de gênero que é bem clara, mas há também uma influência muito grande de raça. As mulheres pretas, pardas e indígenas continuam sendo o grupo mais sub-representado. Então, a gente precisa cruzar as diferentes barreiras que existem, como a questão das mães de filhos com deficiência, que também ocupam menos espaços&#8221;, destaca Fernanda. </p>
<h2>Acesso e permanência</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779022709_893_Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Cris Derner. Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal" title="Cris Derner/Arquivo Pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">A assistente social Cristiane Derne enfrentou dificuldades na graduação Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal</h6>
</p>
<p>Os percalços não aparecem apenas em pontos avançados da carreira acadêmica. A assistente social Cristiane Derne, que atualmente faz mestrado em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio), já era mãe quando entrou na graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. </p>
<p>&#8220;Eu morava em Magé, na Baixada Fluminense, e tinha que ir pro Rio todo dia depois do trabalho. Chegava em casa meia-noite e muitas vezes eu pensei: ‘esse não é um lugar para mim’. Tem a cobrança de horas complementares, estágio, projeto de extensão&#8230; às vezes o filho adoece e a gente precisa faltar, às vezes não tem com quem deixar. Eu me deparei com muitas meninas que acabaram desistindo&#8221;, ela lembra. </p>
<p>A UFRJ concede um auxílio-educação de R$ 385 para as mães estudantes, mas apenas até que a criança complete seis anos, o que não contemplava Cristiane. Quem mais ajudou a assistente social a seguir com seus objetivos foi o coletivo de mães da UFRJ, tanto dividindo informações sobre direitos e benefícios, quanto oferecendo acolhimento emocional. </p>
<p>Essa experiência acabou se tornando objeto de estudo para Cristiane. &#8220;No trabalho de conclusão de curso, eu fiz um levantamento das políticas que a UFRJ oferecia e como a presença ou a ausência delas impactava as mulheres do coletivo. Agora no mestrado eu estou estudando esses coletivos em nível nacional&#8221;, ela explica. </p>
<h2>Atlas </h2>
<p>Uma iniciativa semelhante foi feita pelo Núcleo Virtual de Pesquisa em Gênero e Maternidade, que publicou na semana passada o Atlas da Permanência Materna, com um compilado das políticas de permanência oferecidas pelas universidades federais. O levantamento identificou que a principal medida existente é a assistência financeira, concedida por 63 das 69 instituições, com valor médio de cerca de R$ 370 por mês. </p>
<p>O Atlas mostrou ainda que a oferta de benefícios cai drasticamente na pós-graduação e apenas 13 instituições estendem o auxílio às alunas de mestrado e doutorado. Além disso, apenas oito universidades têm cuidotecas, espaços onde as crianças podem ficar enquanto as mães estudam. Em março deste ano, o Ministério da Educação lançou um edital no valor de R$ 20 milhões para a implantação de cuidotecas em outras unidades. </p>
<p>&#8220;Na prática, a insuficiência financeira devolve o ônus logístico do cuidado para a esfera privada, culminando em um esgotamento físico e mental que frequentemente empurra a estudante para a evasão antes da consolidação do seu rito de passagem para a vida intelectual&#8221;, criticam as autoras do Atlas, Kamila Abreu e Ivana Moura. </p>
<h2>Diversidade</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano, Lizie Calmon posa para foto em sua casa, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano Lizie Calmon faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A professora de geografia Liziê Calmon, doutoranda no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, e mãe de uma menina de 10 anos, muitas vezes se perguntou se deveria e conseguiria continuar com a carreira acadêmica.</p>
<p>&#8220;A gente acumula o trabalho remunerado, o não remunerado, o trabalho da pesquisa e às vezes acaba ficando um pouco para trás porque não consegue ter a mesma produtividade acadêmica, publicar artigo ou ir a congressos&#8230;&#8221;, explica.</p>
<p>Mas ela percebeu que tinha algo especial a oferecer para a ciência brasileira. “A experiência da maternidade traz para a gente um olhar mais apurado para algumas realidades que nem sempre estão sendo olhadas por outras pessoas.&#8221;</p>
<p>Na sua pesquisa de doutorado, por exemplo, ela estuda como mulheres moradoras da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, que precisam se deslocar até bairros nobres distantes para trabalhar como empregadas domésticas, vivenciam a cidade.</p>
<p>“A ideia é entender o que elas percebem e, partindo disso, elaborar políticas públicas que realmente atendam a certas demandas”, Lizie complementa. </p>
<p>A professora e doutoranda também faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah, que articulou com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a lei que institui o Marco Legal Mães na Ciência. A matéria foi aprovada nesta quinta-feira (14) e segue para sanção do governo estadual. </p>
<p>A principal novidade é que o trabalho de cuidado deverá contar como pontuação em processos seletivos de bolsas e editais. &#8220;Ao invés de olhar como um problema, isso vai ser visto como um ponto positivo, porque as habilidades que a gente desenvolve quando tem que cuidar de alguém não tem nenhuma outra experiência que se equipare&#8221;, defende Lizie. </p>
<h2>Editais</h2>
<p>O Rio de Janeiro já foi pioneiro em outra iniciativa para estimular a produção acadêmica de mães cientistas. Em 2024, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou em parceria com o movimento <em>Parents in Science </em>e o Instituto Serrapilheira o primeiro edital de financiamento voltado especificamente para mães. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779022710_796_Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF), 15/05/2026 -  Letícia de Oliveira, MÃES NA CIÊNCIA&#13;&#10;Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal" title="Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Letícia de Oliveira diz que Faperj tem interesse que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A presidente da Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão da Faperj, Leticia de Oliveira, destaca que o edital conseguiu apoiar a produção de 134 mães cientistas. </p>
<p>Segundo ela, em março do ano que vem o edital deve ter uma nova edição. Além disso, a  Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco está prestes a lançar uma seleção semelhante, inspirada na experiência fluminense. </p>
<p>De acordo com Letícia, o edital exclusivo é uma ação &#8220;compensatória&#8221; necessária, considerando que essas pesquisadoras acabam sendo prejudicadas em seleções comuns. </p>
<p>&#8220;O que está sendo chamado de mérito? A produtividade, trocando em miúdos, é a quantidade de artigos publicados, de orientações de mestrado e doutorado&#8230; Mas as pessoas não partem do mesmo ponto. Quando a mulher tem um filho, é esperada uma queda, até porque ela fica de licença-maternidade e isso não tem a ver com qualidade dela como pesquisadora&#8221;, diz. </p>
<p>A Fundação implementou outra medida para tentar contornar a perda momentânea de produtividade nos editais gerais: se a candidata se tornou mãe nos cinco anos anteriores à inscrição, seu currículo será avaliado de forma estendida, englobando trabalhos publicados ao longo de sete anos, dois a mais do que os outros candidatos. </p>
<p>Letícia de Oliveira ressalta que é do interesse da Faperj que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas.</p>
<p>&#8220;Se fosse só uma questão de justiça já seria suficiente, mas é muito mais do que isso. Vários trabalhos mostram que uma ciência diversa, feita por pessoas diversas, gera uma melhor ciência, porque você expande as perguntas e aumenta a capacidade de interpretação dos resultados. Então é também por excelência.&#8221;</p>
<h2>Ações nacionais</h2>
<p>&#8220;A inclusão é fundamental, se não por outros motivos, para que haja uma ciência melhor. Eu não tenho dúvida que o nosso parlamentos seria melhor do que ele é hoje, se tivesse uma presença feminina maior. E a ciência brasileira será melhor, porque a gente está trabalhando para isso&#8221;, diz a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior &#8211; Capes, Denise Pires de Carvalho.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779022710_82_Iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 05/02/2026 - A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, durante entrevista à Agência Brasil  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil" title="Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, considera que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A mais recente medida lançada pela Capes é o programa Aurora, que publicou seu primeiro edital nesta terça-feira (12). Serão concedidas até 300 bolsas para que professoras de pós-graduação gestantes ou mães, possam agregar um pesquisador de pós-doutorado a suas equipes.  </p>
<p>O objetivo é que esse profissional atue como um assistente, dando continuidade às pesquisas e assumindo orientações durante a licença maternidade, por exemplo.</p>
<p>&#8220;É uma forma de não parar a produção acadêmica dessa mulher durante a chegada do filho. Mas beneficia também os orientandos&#8221;, diz a presidente da Capes.</p>
<p>Denise reforça que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães. &#8220;Quando nós analisamos quem pede recursos financeiros para as agências de fomento, as mulheres pedem menos e ganham menos do que os homens&#8221;, ela complementa. </p>
<p>A presidente da Capes lembra que, no passado, muitas mulheres que pretendiam seguir a carreira científica evitavam ter filhos para poder se dedicar exclusivamente ao trabalho e conseguir vencer o preconceito. Por isso, para Denise, as iniciativas compensatórias são importantes não só para mitigar os efeitos da maternidade, mas também para combater o chamado &#8220;viés implícito&#8221;</p>
<p>&#8220;Para mim, é bastante explícito: quando escolhem um homem em igualdade de condições, ou até em condição inferior, por acharem que uma cientista mulher vai ter desempenho pior por ser mulher. O que não acontece efetivamente, né? O que acontece é o silenciamento, a falta de reconhecimento&#8230;&#8221;, explica Denise Pires de Carvalho. </p>
<p>Houve avanços também na legislação. Em julho de 2024, foi sancionada a lei que prorroga por seis meses a data de conclusão dos cursos de graduação e pós-graduação em caso de gestação de risco, parto, adoção ou guarda judicial de criança. Caso essa estudante seja bolsista, o prazo de concessão será estendido. </p>
<p>Já em abril de 2025, entrou em vigor a lei que proíbe a discriminação baseada na maternidade contra estudantes e pesquisadoras em processos de seleção ou renovação de bolsas. A legislação proíbe, inclusive, perguntas sobre o assunto nas entrevistas, além de ampliar em dois anos o período de avaliação de produtividade em casos de licença-maternidade.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/iniciativas-tentam-facilitar-acesso-e-permanencia-de-maes-na-ciencia/">Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Mães e pais na pós-graduação vão ter prorrogação de período de bolsas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/maes-e-pais-na-pos-graduacao-vao-ter-prorrogacao-de-periodo-de-bolsas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 20:45:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova legislação do Ministério da Educação vai permitir que bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado tenham ampliação da licença em casos de parto, adoção, guarda judicial e parentalidade atípica. Segundo a nova regra, as bolsas com duração mínima de 12 meses serão prorrogadas por 180 dias para bolsistas mães e por 30 dias para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova legislação do Ministério da Educação vai permitir que bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado tenham ampliação da licença em casos de parto, adoção, guarda judicial e parentalidade atípica.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-e-pais-na-pos-graduacao-vao-ter-prorrogacao-de-periodo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Segundo a nova regra, as bolsas com duração mínima de 12 meses serão prorrogadas por 180 dias para bolsistas mães e por 30 dias para pais. Em casos de adoção ou guarda judicial, o afastamento será prorrogado por 180 dias. </p>
<p>A portaria Nº 209 de 2026, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), prevê medidas de proteção para situações de gravidez de risco e internação prolongada. </p>
<h2>Equidade</h2>
<p>Em nota divulgada pelo MEC, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, avaliou que a regra representa marco para a equidade na ciência brasileira. </p>
<p>“Estamos assegurando que pesquisadoras e pesquisadores tenham a tranquilidade necessária para cuidar de suas famílias sem o risco de perder o fomento às suas pesquisas”, considerou.</p>
<p>Nos casos de parentalidade atípica, quando houver nascimento ou adoção de criança ou adolescente com deficiência, o período de prorrogação será concedido em dobro. </p>
<h2>Cuidados especiais</h2>
<p>O texto permite ainda o início da prorrogação antes do parto em casos de gravidez de risco ou quando a atividade de pesquisa representar ameaça à saúde da gestante ou do feto.</p>
<p>No caso de internações pós-parto que durem mais de duas semanas, o prazo de afastamento começará a ser contado a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido, o que ocorrer por último.</p>
<p>A regulamentação contempla ainda casos de natimorto ou perda gestacional após a 23ª semana, garantindo às bolsistas mães o direito à prorrogação de 180 dias e, aos bolsistas pais, de 30 dias.</p>
<p>A prorrogação pode ser solicitada pelo bolsista ou por procuração na instituição de ensino. O pedido de prorrogação deverá ser apresentado ao programa de pós-graduação em até 30 dias.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/maes-e-pais-na-pos-graduacao-vao-ter-prorrogacao-de-periodo-de-bolsas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Vídeo mostra sapo e cobra dentro de túmulo em cemitério no Dia das Mães em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/video-mostra-sapo-e-cobra-dentro-de-tumulo-em-cemiterio-no-dia-das-maes-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cemitério]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um sapo e uma cobra dentro de um túmulo no Cemitério Parque Tarumã, na zona Oeste de Manaus, no Dia das Mães (10/05). Os dois animais foram retirados pelo Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM), que realizou o resgate de forma técnica para garantir a segurança do público [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um sapo e uma cobra dentro de um túmulo no Cemitério Parque Tarumã, na zona Oeste de Manaus, no Dia das Mães (10/05). </p>
<p>Os dois animais foram retirados pelo Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM), que realizou o resgate de forma técnica para garantir a segurança do público e a preservação dos espécimes, que não ficaram feridos.</p>
<p>A equipe do Portal Em Tempo solicitou mais informações ao CBMAM sobre o resgate dos animais, mas até a publicação desta matéria não houve resposta.</p>
<p>Veja vídeo: </p>
<p lang="pt" dir="ltr">Vídeo mostra sapo e cobra dentro de túmulo em cemitério de Manaus pic.twitter.com/1931SDfNuI</p>
<p>— Portal Em Tempo (@portalemtempo) May 11, 2026 </p>
<p>Leia mais</p>
<p>VÍDEO: Homem é devorado por piranhas após se afogar em rio do Amazonas</p>
<p>VÍDEO: Incêndio destrói flutuante no Tarumã-Açu</p>
<p>                    <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<title>Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:07:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[desaparecidos]]></category>
		<category><![CDATA[Mães]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
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		<category><![CDATA[visibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível.  Mulheres ouvidas pela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.</p>
<p>“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.</p>
<p>Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.</p>
<p>Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.</p>
<p>“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance <em>Um Defeito de Cor</em>, de Ana Maria Gonçalves.</p>
<p>Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em <em>Coração sem Medo,</em> de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).</p>
<p>Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.</p>
<p>Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.</p>
<p>“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.</p>
<p>O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.</p>
<p>“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.</p>
<p>Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_873_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<h2>Preconceito</h2>
<p>A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.</p>
<p>Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.</p>
<p>“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.</p>
<p>À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    </p>
<h2>Rede de apoio</h2>
<p>Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_296_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.</p>
<p>“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.</p>
<p>O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.</p>
<p>O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.</p>
<p>Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. </p>
<p>“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414842_746_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. </p>
<p>Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. </p>
<p>“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.</p>
<p>Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. </p>
<p>Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.</p>
<p>“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414843_547_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise na escadaria da Sé &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. </p>
<p>Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:</p>
<p>“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.</p>
<h2>Suporte</h2>
<p>Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. </p>
<p>A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. </p>
<p>“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.</p>
<p>“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.</p>
<p>Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro &#8211; acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.</p>
<p>Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.</p>
<p>“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. </p>
<h2>Choque de realidade</h2>
<p>Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414844_951_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.( Felipe filho de Lucineide) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). </p>
<p>Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.</p>
<p>Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. </p>
<p>Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414844_373_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. (  Lucineide na escadaria da Sé.). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém&#8221;.</p>
<p>A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.</p>
<p>“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.</p>
<p>Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.</p>
<p>Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.</p>
<p>No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.</p>
<p>Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Dia das Mães: liderança feminina impulsiona transformação na tecnologia</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/dia-das-maes-lideranca-feminina-impulsiona-transformacao-na-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 20:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O setor de tecnologia no Brasil segue em expansão e impulsiona novas carreiras. Segundo estudo da Fecomercio/SP, as profissões ligadas à tecnologia cresceram até 740% entre 2012 e 2022. Ao mesmo tempo, a presença feminina na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aumentou 7,7% nos últimos três anos. No Amazonas, esse movimento também avança dentro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor de tecnologia no Brasil segue em expansão e impulsiona novas carreiras. Segundo estudo da Fecomercio/SP, as profissões ligadas à tecnologia cresceram até 740% entre 2012 e 2022. Ao mesmo tempo, a presença feminina na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aumentou 7,7% nos últimos três anos.</p>
<p>No Amazonas, esse movimento também avança dentro das empresas. Cada vez mais, mulheres assumem posições estratégicas em desenvolvimento, projetos e inovação, especialmente em áreas ligadas à tecnologia.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mulheres lideram projetos e inovação no setor</h2>
<p>Na Info Store, empresa amazonense referência em tecnologia, mulheres ocupam funções de liderança em gestão de projetos, sistemas e melhoria contínua. Além disso, elas conciliam a rotina profissional com a maternidade e os desafios da carreira.</p>
<p>Entre esses nomes está a engenheira de produção e dados Jaqueline Bentes, 40 anos, que atua como gestora de projetos e sistemas na área de Tecnologia da Informação.</p>
<p>Somente em 2025, a equipe liderada por ela entregou 112 projetos ligados à tecnologia e inovação, com impacto direto na produtividade e na geração de receita da empresa.</p>
<p>“Fui a única mulher da minha turma a me formar em engenharia de produção e isso já chama a atenção. Hoje, atuo na gestão de projetos e sistemas e a gente vem conquistando espaço e credibilidade dentro da empresa”, afirma.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Maternidade influencia trajetória profissional</h2>
<p>Jaqueline Bentes conta que a maternidade chegou cedo, enquanto conciliava faculdade, trabalho e os desafios da carreira. Mãe de Hugo Henrique, hoje com 16 anos, ela relembra que precisou adaptar a rotina em diferentes momentos.</p>
<p>“Casei cedo, engravidei jovem e foi bastante desafiador. A maternidade traz maturidade e muda a forma como você vê o mundo. O nascimento do meu filho me fez pensar em legado, em como eu poderia melhorar o mundo para ele”, destaca.</p>
<p>Segundo ela, essa experiência também transformou sua forma de liderar equipes.</p>
<p>“A maternidade me faz ser mais empática, pensar em como está o colaborador, como está a família dele”, diz.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Carreira em tecnologia e superação de desafios</h2>
<p>Há quatro anos na Info Store, a analista de Melhoria Contínua Lessandra Brito, 37, também construiu sua trajetória entre a maternidade e os desafios do setor de tecnologia.</p>
<p>Ela conta que teve o primeiro contato com a área aos 18 anos, em um curso de desenvolvimento web. Depois disso, conciliou trabalho no Distrito Industrial com uma rotina intensa de estudos.</p>
<p>“Na época, administração era o caminho mais incentivado para mulheres, mas eu sentia que ainda não tinha encontrado minha vocação. Quando comecei a ter contato com tecnologia, me apaixonei pela área”, relembra.</p>
<p>Lessandra destaca que enfrentou barreiras no início da carreira, especialmente pela falta de experiência e pela predominância masculina no setor. A mudança ocorreu em 2016, quando conquistou uma vaga técnica voltada exclusivamente para mulheres.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Tecnologia, processos e impacto na empresa</h2>
<p>Na Info Store, ela atua em projetos de melhoria contínua, automação e otimização de processos entre filiais. Como resultado, o trabalho contribui para reduzir falhas manuais, aumentar a produtividade e melhorar o controle operacional.</p>
<p>Mãe de Lara Luísa, de 1 ano, Lessandra afirma que a maternidade também fortaleceu suas competências profissionais.</p>
<p>“A maternidade me ensinou organização, resiliência, empatia e gestão do tempo. Passei a tomar decisões com mais equilíbrio e entender que liderança também envolve cuidado, escuta e sensibilidade”, afirma.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Liderança feminina e futuro da tecnologia</h2>
<p>Para ela, o setor ainda precisa evoluir na construção de ambientes mais humanos, especialmente para mulheres e mães que buscam crescimento profissional.</p>
<p>“Acredito que as mulheres têm muito a contribuir para a tecnologia. Quando existe apoio, confiança e valorização das pessoas, o crescimento profissional acontece de forma natural”, comenta.</p>
<p>Assim, a presença feminina na tecnologia reforça não apenas a diversidade no setor, mas também novas formas de liderança, inovação e gestão no ambiente corporativo.</p>
<p>Leia mais:</p>
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		<title>Boi Caprichoso inspira presentes afetivos no Dia das Mães em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/cotidiano/boi-caprichoso-inspira-presentes-afetivos-no-dia-das-maes-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 19:38:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O azul e branco do Boi Caprichoso, símbolo do Festival Folclórico de Parintins, ganhou espaço nas vitrines de presentes para o Dia das Mães em Manaus. No Manaus Plaza Shopping, consumidores têm buscado opções que unem afeto, identidade cultural e tradição do boi-bumbá. A loja Canto do Boi, localizada no piso térreo do shopping, reúne [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O azul e branco do Boi Caprichoso, símbolo do Festival Folclórico de Parintins, ganhou espaço nas vitrines de presentes para o Dia das Mães em Manaus. No Manaus Plaza Shopping, consumidores têm buscado opções que unem afeto, identidade cultural e tradição do boi-bumbá.</p>
<p>A loja Canto do Boi, localizada no piso térreo do shopping, reúne produtos oficiais do Boi Caprichoso. Dessa forma, o espaço tem atraído famílias que desejam transformar o presente em uma homenagem carregada de significado regional.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Tradição do boi-bumbá atravessa gerações</h2>
<p>O amor pelo Festival de Parintins se mantém vivo ao longo das gerações e fortalece vínculos dentro das famílias amazonenses. Nesse contexto, a relação com o Boi Caprichoso vai além da torcida e se transforma em tradição cultural.</p>
<p>Além disso, muitas famílias aproveitam o Dia das Mães para presentear com itens que representam orgulho, memória afetiva e pertencimento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Produtos unem estilo e identidade cultural</h2>
<p>Entre os itens mais procurados estão as novas camisas temáticas, que vêm acompanhadas de brincos personalizados. As peças formam combinações completas para eventos, ensaios e também para o uso no dia a dia.</p>
<p>O espaço também oferece acessórios delicados, peças exclusivas e coleções que reforçam a identidade azulada do bumbá.</p>
<p>Além disso, futuras mães têm buscado bodies infantis personalizados como forma de apresentar a tradição do festival aos filhos desde os primeiros meses de vida.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Varejo registra aumento nas vendas para a data</h2>
<p>A variedade de produtos inclui desde acessórios discretos até peças estampadas com símbolos tradicionais do boi-bumbá. Assim, o movimento na loja acompanha o crescimento das vendas no período do Dia das Mães, uma das datas mais importantes do varejo.</p>
<p>Durante a campanha promocional do shopping, clientes que realizarem compras nas lojas participantes ainda concorrem a um caminhão de prêmios avaliado em R$ 10 mil.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Cultura como forma de presente</h2>
<p>De acordo com Adriano Aguiar, a criatividade local se destaca na forma como a cultura se transforma em presente com significado.</p>
<p>“Quando alguém escolhe um presente ligado ao boi-bumbá, está levando junto uma parte da nossa identidade cultural. Isso torna a experiência muito mais afetiva e próxima da realidade das famílias daqui”, afirma Adriano.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Serviço e informações</h2>
<p>Mais informações podem ser obtidas no perfil oficial do shopping no Instagram: @manausplaza.</p>
<p>Leia mais:</p>
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		<title>Políticas públicas ampliam apoio a mães em vulnerabilidade</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/politicas-publicas-ampliam-apoio-a-maes-em-vulnerabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 18:20:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Capacitação profissional, incentivo ao empreendedorismo e prioridade no acesso à moradia estão entre as políticas públicas defendidas para mães solo e chefes de família em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O segundo vice-presidente estadual do União Brasil, Marcellus Campêlo, afirma que o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10/05), deve ir além da comemoração e estimular [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Capacitação profissional, incentivo ao empreendedorismo e prioridade no acesso à moradia estão entre as políticas públicas defendidas para mães solo e chefes de família em situação de vulnerabilidade socioeconômica.</p>
<p>O segundo vice-presidente estadual do União Brasil, Marcellus Campêlo, afirma que o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10/05), deve ir além da comemoração e estimular o debate sobre avanços sociais voltados a esse público.</p>
<p>“As mães solo e chefes de família enfrentam, diariamente, o desafio de garantir sustento, cuidado e educação para seus filhos. Por isso, é essencial fortalecer políticas públicas que ofereçam apoio a elas na qualificação profissional, geração de renda e proteção social, garantindo mais dignidade, igualdade de oportunidades e um futuro mais justo para milhares de famílias”, ressalta Marcellus Campêlo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Apoio à autonomia feminina</h2>
<p>Quando esteve à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo coordenou iniciativas como o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) e o Amazonas Meu Lar, que desenvolvem ações voltadas ao fortalecimento social e econômico de mulheres.</p>
<p>Ele deixou os cargos em março deste ano para colocar o nome à disposição do partido como pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.</p>
<p>O Prosamin+ desenvolve ações voltadas principalmente às mulheres chefes de família, por meio da Política de Gênero, que incentiva autonomia financeira, qualificação profissional, empreendedorismo feminino e combate à violência.</p>
<p>“A Política de Gênero do Prosamin+ busca viabilizar oportunidades de renda e incentivo ao empreendedorismo às mulheres atendidas pelo programa. São ofertados cursos de qualificação profissional, treinamentos e apoio à atividade econômica, como o Bazar das Mulheres Empreendedoras, onde elas comercializam artesanato, alimentação, itens de beleza, papelaria, entre outros, que garantem renda para o sustento das famílias”, destacou Marcellus Campêlo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Moradia e proteção social</h2>
<p>Além da entrega de moradias, o programa prioriza o registro das unidades habitacionais no nome das mulheres. Segundo Marcellus Campêlo, a medida amplia a segurança jurídica, fortalece a proteção familiar e incentiva a autonomia feminina.</p>
<p>Já o Amazonas Meu Lar, considerado o maior programa habitacional do estado, garante prioridade na pontuação para mães solo, mulheres com filhos pequenos ou adolescentes e mães de crianças com necessidades especiais.</p>
<p>“É uma medida fundamental para promover justiça social, dignidade e proteção às famílias em situação de maior vulnerabilidade”, pontuou Marcellus Campêlo.</p>
<p><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p>Leia Mais:</p>
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		<title>Veja dicas de compras seguras para o Dia das Mães em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/veja-dicas-de-compras-seguras-para-o-dia-das-maes-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:53:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a chegada do Dia das Mães, celebrado no domingo (10/05), o comércio ganha ritmo acelerado e, junto com ele, crescem também os riscos de compras impulsivas, golpes e frustrações. Pensando nisso, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM), preparou um guia prático para ajudar o consumidor a escolher o presente ideal sem cair em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a chegada do Dia das Mães, celebrado no domingo (10/05), o comércio ganha ritmo acelerado e, junto com ele, crescem também os riscos de compras impulsivas, golpes e frustrações. Pensando nisso, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM), preparou um guia prático para ajudar o consumidor a escolher o presente ideal sem cair em ciladas.</p>
<p>Conforme o diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, a recomendação inicial é simples: pesquisar, comparar preços e avaliar a qualidade dos produtos. “Antes de qualquer coisa o consumidor deve conferir as condições de pagamento porque isso pode destacar a diferença entre um bom negócio e um prejuízo disfarçado de promoção”, destaca. Ele ressalta ainda que o consumidor deve desconfiar de promoções com descontos exagerados.</p>
<p>Dicas para acertar no presente e fugir de problemas</p>
<p>Compras pela internet – Redobre a atenção. Verifique se o site é seguro, consulte o CNPJ da loja e evite clicar em links recebidos por mensagens ou redes sociais.</p>
<p>Prazo de entrega e frete – Antes de fechar a compra, confira a data de entrega e o valor do frete, que deve constar na Nota Fiscal.</p>
<p>Planejamento e segurança – Nada de agir no impulso. Pesquise a reputação do vendedor, evite pagamentos via PIX para desconhecidos e guarde comprovantes, prints e conversas. Segurança também se compra e não custa nada.</p>
<p>Troca e garantia – Fique atento às políticas de troca. Produtos com defeito têm garantia, e o fornecedor deve cumprir o prazo prometido. Se não cumprir, o consumidor tem direito de exigir solução ou reembolso.</p>
<p>Além das dicas, o Procon Amazonas reforça a importância de conhecer os direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), especialmente em compras de vestuário, eletrodomésticos e itens com entrega agendada.</p>
<p>Conheça seus direitos</p>
<p>Vício ou defeito – 30 dias para produtos perecíveis e 90 dias para não perecíveis para o consumidor reclamar de mau funcionamento ou vício de qualidade.</p>
<p>Troca em loja física – Só é obrigatória se houver defeito ou se o estabelecimento garantir essa possibilidade na sua política de troca.</p>
<p>Entrega – O prazo deve ser cumprido, independentemente da demanda.</p>
<p>Arrependimento – Em compras online (site, Instagram, Facebook), por catálogo ou por telefone o consumidor tem até 7 dias para desistir, com direito à devolução do valor pago.</p>
<p>Denúncia – Em caso de problemas, o consumidor deve procurar o Procon Amazonas, na avenida André Araújo, nº 1500, de segunda a sexta-feira, no período das 8h às 14h.</p>
<p>Leia mais</p>
<p>VÍDEO: Homem é preso suspeito de matar mecânico por dívida de R$ 7 mil em Manaus</p>
<p>Bebê brasileira é abençoada pelo papa Leão XIV; veja vídeo</p>
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