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	<title>Maré Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>Maré Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Professora alerta para endividamento com taxa de água e esgoto na Maré</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/professora-alerta-para-endividamento-com-taxa-de-agua-e-esgoto-na-mare/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 12:36:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A falta de transparência nas cobranças da concessionária Águas do Rio, na Maré, é uma prática de mercado identificada em outras regiões atendidas pela empresa, como Japeri, um dos municípios mais pobres do estado do Rio de Janeiro. A constatação é da professora Ana Lucia de Britto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A falta de transparência nas cobranças da concessionária Águas do Rio, na Maré, é uma prática de mercado identificada em outras regiões atendidas pela empresa, como Japeri, um dos municípios mais pobres do estado do Rio de Janeiro. A constatação é da professora Ana Lucia de Britto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Professora-alerta-para-endividamento-com-taxa-de-agua-e-esgoto.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Na avaliação da professora da UFRJ, o problema ocorre porque a concessionária atua “orientada por uma lógica de ampliação de receitas”, uma vez que cobranças pelo abastecimento e coleta de esgoto são insuficientes para remunerar os acionistas.</p>
<p>“Essas empresas têm uma série de mecanismos para formação de caixa que vão além da prestação de um serviço de água e esgoto”, frisa Ana Lucia. Ela cita taxas para o corte do abastecimento, religação e a cobrança de juros em casos de inadimplência.</p>
<p>“São vários custos altíssimos e penduricalhos que elevam o valor da conta&#8221;, explica.</p>
<p>Em março, moradores da Maré receberam as primeiras contas de água, que sucederam o anúncio de investimentos de R$ 120 milhões na comunidade. Os valores foram considerados altos, e moradores recorreram às associações. Em Rubens Vaz, uma das 16 comunidades da Maré, as cobranças chegaram a R$ 1.153.</p>
<p>“Onde era para vir [uma conta de] R$ 5, veio [de] R$ 260, R$ 280, teve conta de quatro moradores aqui de R$ 1.153, em março, sendo que eles [a concessionária] falaram que iam cobrar só em abril”, relata o presidente da associação local, Vilmar Gomes Crisóstomo, conhecido como Maga.</p>
<p>“Eu estou preocupado”, diz ele. A tarifa de R$ 5 foi uma promessa da concessionária para os moradores da Maré, por pelo menos um ano.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Professora-alerta-para-endividamento-com-taxa-de-agua-e-esgoto.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 01/04/2026 - Cartaz da Águas do Rio avisa das obras de infraestrutura na comunidade de Nova Holanda. Saneamento básico em localidades do Complexo da Maré. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Cartaz da Águas do Rio avisa das obras de infraestrutura no Complexo da Maré &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Maga também relata que, na Maré, faturas chegaram sem o nome do responsável pelo domicílio. “Teve gente que recebeu conta alta sem nome, sem CPF, sem endereço da rua… Está escrito: [morador] não cadastrado, mas chegou lá para alguém pagar”, afirma.</p>
<p>“Mas como que vou pagar algo que não está no meu nome?”, pergunta Vilmar. Ele orientou os mareenses a não pagarem cobranças sem a identificação pelo nome e CPF.</p>
<p>A concessionária informou que identificou problemas no sistema e cancelou as cobranças.</p>
<p>Ao contrário de outras localidades atendidas, na Maré também não haverá cobrança pela instalação de hidrômetros nem pela ligação do esgoto à rede, principal intervenção da empresa na comunidade.</p>
<p>Diferentemente de Japeri, o cadastro na tarifa social será automático para os moradores e dará direito à tarifa residencial de R$ 5, segundo a concessionária. Residências com comércio serão avaliadas separadamente.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775997386_398_Professora-alerta-para-endividamento-com-taxa-de-agua-e-esgoto.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 01/04/2026 - Funcionários da Águas do Rio trabalham na infraestrutura de tratamento do esgoto na comunidade Nova Holanda. Saneamento básico em localidades do Complexo da Maré. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Concessionária Águas do Rio anunciou investimentos de R$ 120 milhões para ampliar a rede de esgoto na Maré &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Apesar de as cobranças terem sido canceladas, Maga, da associação de moradores, vê com preocupação a chegada da Águas do Rio. Ele avalia que, mesmo na tarifa social, os valores são altos, e prevê inadimplência.</p>
<p>“Aqui as pessoas não têm R$ 1 para comprar um pão de manhã para filhos e netos, não têm R$ 60 para a conta”, diz o presidente da associação de moradores.</p>
<p>Para ele, com o início das cobranças, moradores vão acabar “com o nome negativado”.</p>
<p>A solução do presidente da associação é o subsídio pelo Estado, com parte de uma agenda de justiça climática ─ conceito usado para explicar o impacto desproporcional do aquecimento global, como calor extremo, chuvas e alagamentos em comunidades negras, pobres e periféricas, mas as que menos contribuíram para o problema.</p>
<p> </p>
<p>Galeria de fotos &#8211; Saneamento básico no Complexo da Maré</p>
<h2>Japeri</h2>
<p>Denúncias de cobranças abusivas de água e esgoto em Japeri levaram a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro a requerer um estudo da situação ao Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da UFRJ, da professora Ana Lucia de Britto. Há anos, a instituição pesquisa o saneamento no estado.</p>
<p>A pesquisa Reflexo da Privatização no Acesso à Água em Japeri constatou que pessoas inscritas no Cadastro Único, como idosos e analfabetos, não eram atendidas pela tarifa social mesmo tendo direito, o que gerava cobranças acima da possibilidade de pagamento. O levantamento encontrou pessoas com “dívidas impagáveis para a sua situação socioeconômica” e que mesmo assim tiveram a água cortada.</p>
<p>Na tarifa social, na qual os moradores de Japeri deveriam ter sido incluídos, a cobrança mensal pela água e esgoto deveria ser de R$ 28,18 cada. O valor cobre 15 mil litros de água, considerados suficientes para uma família de quatro pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, em Japeri, como pode ter ocorrido na Maré, o cadastro na tarifa não foi imediato e houve cobranças sem transparência.</p>
<p>Como resultado, em Japeri, a pesquisa da UFRJ identificou “agravamento do endividamento da população” que já era pobre.</p>
<p>“É uma questão de inacessibilidade econômica, de não ter dinheiro para outras coisas, de ficar com o nome sujo e sem água”, diz Ana Lucia de Britto.</p>
<p>No último sábado (11), em Japeri, moradores que há seis meses enfrentam falta de água foram atendidos por equipes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e do Procon-RJ. A ação incluiu a atualização de cadastros e o cancelamento de dívidas pela Águas do Rio.</p>
<p>&#8220;O consumidor não pode ser cobrado por um serviço que não foi entregue&#8221;, explicou o Procon, em nota. Segundo o órgão estadual, a medida permitiu a regularização &#8220;sem o peso de débitos acumulados indevidamente durante o período de desabastecimento&#8221;.</p>
<h2>Outro lado</h2>
<p>À Agência Brasil, a Águas do Rio informou que é uma empresa estruturada para atender a um cenário marcado pela falta de saneamento no estado do Rio de Janeiro e aplica a tarifa social para 2 milhões de consumidores.</p>
<p>Em Japeri, a partir de novos investimentos, mais de 6 mil pessoas passaram a ter acesso regular ao abastecimento de água segura, afirma a concessionária, em substituição ao cenário anterior, &#8220;de ligações improvisadas&#8221;, que colocavam a saúde em risco.</p>
<p>Em obras na rede de esgoto, na localidade, a empresa investe R$ 140 milhões, e constrói uma nova estação de tratamento. &#8220;A unidade atenderá Japeri, Queimados e parte de Nova Iguaçu, o que levará saúde a 270 mil pessoas e ainda contribuirá para a proteção da Bacia do Guandu&#8221;, destaca a Águas do Rio em nota.</p>
<p>Em relação as cobranças na Maré, a companhia reforça que dados incorretos ou incompletos, além da alteração do tipo de imóvel, impactaram nas cobranças. A empresa pede que os moradores procurem atendimento nessas situações.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/professora-alerta-para-endividamento-com-taxa-de-agua-e-esgoto-na-mare" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Saneamento básico na Maré requer ações integradas, defende ONG</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/saneamento-basico-na-mare-requer-acoes-integradas-defende-ong/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 12:22:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A solução definitiva para o saneamento básico no Complexo da Maré passa por soluções integradas, de esgotamento sanitário, abastecimento de água, drenagem e coleta de lixo. A avaliação é do coordenador da organização social Redes da Maré Maurício Dutra, que também defende a transparência e participação da comunidade nas obras. “Qualquer projeto de saneamento precisa considerar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A solução definitiva para o saneamento básico no Complexo da Maré passa por soluções integradas, de esgotamento sanitário, abastecimento de água, drenagem e coleta de lixo. A avaliação é do coordenador da organização social Redes da Maré Maurício Dutra, que também defende a transparência e participação da comunidade nas obras.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Saneamento-basico-na-Mare-requer-acoes-integradas-defende-ONG.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Qualquer projeto de saneamento precisa considerar o crescimento populacional, as características urbanas da região, os impactos de chuvas intensas, que, frequentemente, provocam alagamento e mistura de água pluvial e esgoto”, afirma Dutra.</p>
<p>Ele é coordenador do Eixo Direitos Urbanos e Socioambientais da Redes e morador da Nova Holanda, uma das 16 favelas que compõem o Complexo da Maré.</p>
<p>Nas contas da organização que atua na comunidade desde a década de 1980, cerca de 200 mil moradores sofrem com saneamento precário. Oriunda de ocupações e palafitas às margens da Baía de Guanabara, a Maré cresceu sem infraestrutura urbana, reflexo de “um histórico de desigualdade na urbanização da cidade”, avalia Maurício Dutra.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Saneamento-basico-na-Mare-requer-acoes-integradas-defende-ONG.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 01/04/2026 - Lixão à beira da Baía de Guanabara, na comunidade Salsa e Merengue. Saneamento básico em localidades do Complexo da Maré. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Lixão à beira da Baía de Guanabara, na comunidade Novo Pinheiro, antes conhecida como Salsa e Merengue &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>“A expansão desses serviços [de saneamento, na cidade] nunca foi homogênea&#8221;, destaca o coordenador. Segundo ele, foram priorizadas &#8220;áreas de interesse econômico e político, especialmente as regiões mais ricas”, fruto de escolhas políticas.</p>
<p>Além disso, de acordo com o coordenador, menos de 1% do esgoto produzido na Maré é efetivamente tratado em estações próximas, enquanto parte significativa é despejada em canais e valões da região e que desaguam na Baía de Guanabara.</p>
<p>Recentemente, a concessionária Águas do Rio anunciou R$ 120 milhões em investimentos na Maré. A intenção é modernizar o abastecimento, intensificar a ligação de residências à rede de esgoto e instalar uma nova tubulação que captará os rejeitos para tratamento.</p>
<p>“O tronco coletor [a tubulação] atende uma das frentes dessa visão macro do saneamento, do esgotamento”, diz Dutra, que cobra a prefeitura do Rio. “Mantemos a mobilização intensa para ter resolvidas a questão dos alagamentos e a gestão dos resíduos sólidos”, reforça. Segundo a Redes, a Maré produz 2% do lixo da cidade do Rio.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775996555_113_Saneamento-basico-na-Mare-requer-acoes-integradas-defende-ONG.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 01/04/2026 - Lixão à beira da Baía de Guanabara, na comunidade Salsa e Merengue. Saneamento básico em localidades do Complexo da Maré. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Descarte inadequado de lixo à beira da Baía de Guanabara, na comunidade Novo Pinheiro, antiga Salsa e Merengue &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>O descarte inadequado de lixo também preocupa a Águas do Rio, por risco de contaminação e entupimento do esgoto. “Não adianta a gente fazer a rede de esgoto e o lixo, quando chover, ir para dentro das redes”, analisa o presidente da concessionária, Anselmo Leal.</p>
<p>O gestor concorda que o problema é social e deve ser resolvido de forma integrada com o Poder Público. Ele acredita que mais investimentos públicos virão.</p>
<p>“Observamos que, quando a gente entra e consegue regularizar a questão do saneamento, as autoridades acabam se inspirando e gerando um ambiente próspero”, afirma o presidente da concessionária.</p>
<h2>Lixão da antiga Salsa e Merengue</h2>
<p>Na Maré, melhorias na coleta de lixo devem chegar com o PAC Periferia Viva, realização do governo federal, em fase de licitação, com a prefeitura. A iniciativa prevê a instalação de cinco ecopontos com caixas compactadoras para dar conta do descarte de lixo 24 horas. Um dos pontos será em Novo Pinheiro, comunidade conhecida antes por Salsa e Merengue.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775996555_304_Saneamento-basico-na-Mare-requer-acoes-integradas-defende-ONG.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 01/04/2026 - Crianças jogam lixo no lixão à beira da Baía de Guanabara, na comunidade Salsa e Merengue. Saneamento básico em localidades do Complexo da Maré. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Crianças descartam lixo à beira da Baía de Guanabara, na comunidade Novo Pinheiro, antiga Salsa e Merengue &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Ali, em substituição a um depósito irregular de lixo, às margens da Baía da Guanabara, o PAC prevê uma área urbanizada, com equipamentos de lazer e parquinho infantil.</p>
<p>“É verdade, tia, que vai ter um parquinho infantil aqui?’, pergunta o menino Pedro Dantas*, de 6 anos, à reportagem da Agência Brasil, enquanto leva uma sacolinha de lixo de casa para o descarte. Com ele, em meio ao lixo, moscas e mau cheiro, o irmão de 4 anos anda de bicicleta.</p>
<p>Segundo a prefeitura, as obras do novo Parque Linear estão em fase de contratação.</p>
<p><em>*Nome fictício para preservar a identidade da criança.</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/saneamento-basico-na-mare-requer-acoes-integradas-defende-ong" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>RJ: Operação na Maré apreende recorde de 48 toneladas de drogas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/rj-operacao-na-mare-apreende-recorde-de-48-toneladas-de-drogas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 15:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital, resultou na apreensão de com cerca de 48 toneladas de drogas. Os entorpecentes estavam armazenados em um bunker do tráfico na comunidade Nova Holanda. De acordo com o governo do estado, essa seria a maior apreensão de drogas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital, resultou na apreensão de com cerca de 48 toneladas de drogas. Os entorpecentes estavam armazenados em um bunker do tráfico na comunidade Nova Holanda. De acordo com o governo do estado, essa seria a maior apreensão de drogas da história do Brasil.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/RJ-Operacao-na-Mare-apreende-recorde-de-48-toneladas-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A ação teve início ontem e foi concluída na madrugada desta quarta-feira (8). Os policiais chegaram às drogas com o auxílio de cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC). Os agentes também apreenderam cinco fuzis e quatro pistolas, além de recuperarem 26 veículos roubados. Um suspeito foi preso. </p>
<p>Na avaliação do comandante-geral da corporação, coronel Sylvio Guerra, a apreensão recorde é resultado de uma &#8220;ação cirúrgica&#8221; da Polícia Militar. Ele destacou ainda a capacidade técnica e operacional empregadas na ação.</p>
<p>“Através do planejamento, inteligência e da atuação especializada do Batalhão de Ações com Cães e de todas as unidades envolvidas na operação, atingimos um resultado expressivo para o enfraquecimento das organizações criminosas e, principalmente, sem efeitos colaterais”, disse, por meio de nota.</p>
<p>De acordo com a PM, As 48 toneladas de drogas estão avaliadas em torno de R$ 50 milhões. Por isso, Guerra avalia a operação como &#8220;um duro golpe&#8221; no tráfico. </p>
<p>A operação foi realizada nas comunidades Nova Holanda e Parque União, com a participação de cerca de 250 policiais militares de batalhões ligados ao Comando de Operações Especiais (COE).</p>
<h2>Recorde</h2>
<p>De acordo com a Secretaria de Estado da Polícia Militar, a maior apreensão de drogas do país tinha sido em 2021. Naquela ocasião, a Polícia Militar Rodoviária (PMR) encontrou 36,5 toneladas que estavam escondidas em uma carreta de soja no estado de Mato Grosso do Sul. </p>
<p>A secretaria informou que, a partir de informações de inteligência, os policiais localizaram nas primeiras horas da operação um contêiner utilizado por traficantes para o armazenamento de drogas. No local, foram apreendidos frascos e cerca de 200 litros de lança-perfume, além de materiais usados na produção da substância.</p>
<p>Os agentes continuaram a operação com varredura nas comunidades, quando equipes do Batalhão de Ações com Cães identificaram uma construção suspeita. Lá, localizaram um &#8220;bunker do tráfico&#8221; com mais de 24 mil tabletes de maconha, cada um com aproximadamente dois quilos. O material foi retirado da comunidade em caminhões de cargas. </p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/rj-operacao-na-mare-apreende-recorde-de-48-toneladas-de-drogas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>PM apreende três toneladas de drogas, fuzis e pistolas na Maré</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pm-apreende-tres-toneladas-de-drogas-fuzis-e-pistolas-na-mare/</link>
		
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 11:47:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro apreendeu cerca de três toneladas de drogas em comunidades do Complexo da Maré, na zona norte da capital. A ação foi realizada nessa terça-feira (7) por equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC).  Além das drogas, localizadas na comunidade de Nova Holanda, as equipes apreenderam em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro apreendeu cerca de três toneladas de drogas em comunidades do Complexo da Maré, na zona norte da capital. A ação foi realizada nessa terça-feira (7) por equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC). <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/PM-apreende-tres-toneladas-de-drogas-fuzis-e-pistolas-na.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Além das drogas, localizadas na comunidade de Nova Holanda, as equipes apreenderam em diferentes locais cinco fuzis, quatro pistolas e recuperaram 26 veículos, sendo nove carros e 17 motocicletas. Um suspeito foi detido e encaminhado à 21ª delegacia policial (Bonsucesso), para onde todo o material foi encaminhado.</p>
<p>Planejada com base em informações de inteligência da corporação, a ação mobilizou, ao todo, 250 policiais do BAC, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Choque, Batalhão Tático de Motociclistas, Grupamento Aeromóvel (GAM) e 22º Batalhão da PM, instalado na Maré, que realizaram as ações nas comunidades Parque União e Nova Holanda. O trabalho contou também com o emprego de quatro viaturas blindadas, além de duas aeronaves.</p>
<p>As três toneladas de maconha e a maior parte das armas foram localizadas com o auxílio de cães farejadores. Os militares encontraram, em um bunker, grande quantidade de material entorpecente, além de quatro fuzis e quatro pistolas.</p>
<p>A operação teve como principal objetivo coibir a atuação de grupos criminosos, reprimir roubos de veículos e de cargas, além de garantir maior sensação de segurança à população local.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/pm-apreende-tres-toneladas-de-drogas-fuzis-e-pistolas-na-mare" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Operações policiais na Maré deixaram 160 mortos em dez anos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/operacoes-policiais-na-mare-deixaram-160-mortos-em-dez-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:59:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O projeto De Olho na Maré identificou que entre 2016 e 2025 ocorreram 231 operações policiais no conjunto de 15 favelas do complexo, que resultaram em 160 mortes e 1.538 ações de violência e violação de direitos dos moradores do bairro, além de ameaças, tortura e cárcere privado. Os dados fazem parte da 9ª edição do Boletim Direito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto De Olho na Maré identificou que entre 2016 e 2025 ocorreram 231 operações policiais no conjunto de 15 favelas do complexo, que resultaram em 160 mortes e 1.538 ações de violência e violação de direitos dos moradores do bairro, além de ameaças, tortura e cárcere privado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Operacoes-policiais-na-Mare-deixaram-160-mortos-em-dez-anos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dados fazem parte da 9ª edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré 2025, que apresenta a série histórica de monitoramento independente da segurança pública, com informações locais produzidas pelo Eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, da Redes da Maré referentes ao período. O boletim apresenta ainda os impactos da violência armada em direitos básicos dos moradores da comunidade, como educação e saúde, que conforme a Redes da Maré são “desrespeitados repetidamente”.</p>
<h2>Educação e saúde</h2>
<p>O levantamento mostra ainda que as operações policiais causaram o fechamento de 163 dias de unidades escolares públicas, “o que equivale à perda de cerca de um ano letivo na trajetória educacional de crianças e adolescentes da Maré”.</p>
<p>Na área de saúde, durante o fechamento por 14 dias de unidades de atendimento, somente no ano passado, 7.866 acompanhamentos deixaram de ser feitos. Conforme o levantamento, em 2025 houve 16 operações policiais na Maré, com 12 mortes.</p>
<p>A coordenadora do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, Tainá Alvarenga, afirmou que os dados monitorados entre 2016 e 2025 contribuem para acionar mecanismos de instituições como o Ministério Público Federal e organizações internacionais como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a fim de definir ações a serem implementadas.</p>
<p>Em agosto de 2024, o MPF no Rio de Janeiro questionou o Ministério da Educação sobre diretrizes nacionais para o enfrentamento dos impactos das operações policiais sobre a educação, inclusive a compensação de dias letivos perdidos. Como resposta, em janeiro de 2025, o Conselho Nacional de Educação instituiu o Fórum pelos 200 dias letivos e a Comissão Permanente de Acompanhamento da Obrigatoriedade de Cumprimento dos 200 Dias Letivos, da qual a Redes da Maré faz parte.</p>
<p>Tainá revelou que pesquisas da Rede da Maré mostraram o impacto da violência armada na saúde mental. No ano passado, em parceria com o Unicef, ficou comprovada a influência nos indicadores da cobertura vacinal de crianças de zero a seis anos, apesar de a maioria das famílias da região ser favorável à vacinação.</p>
<p>“Noventa por cento da população da Maré têm a carteirinha da vacina, então está democratizada a importância da imunização. Em dia de operação, a cobertura cai. Dependendo do período de aulas que a criança perde, isso não vai ser reposto”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>Para a diretora da Redes da Maré e pesquisadora em segurança pública, Eliana Sousa Silva, os dados referentes à década de monitoramento indicam que “existe um padrão de violência que se repete ao longo dos anos e que produz impactos profundos no cotidiano da vida das populações de favelas”.</p>
<p>“Além das mortes e das violações diretas que ocorrem, há um ciclo e a naturalização sobre a interrupção de serviços públicos relacionados aos direitos mais básicos que deveriam ser garantidos, mas que não acontecem quando se trata de moradores de favelas”, completou.</p>
<p>De acordo com o projeto De Olho na Maré, também em 2025 o dia a dia dos moradores sofreu interferências, provocadas por ações de grupos armados na região.</p>
<p>“Foram 11 mortes, além de registros de violência física, psicológica e verbal, ameaças, deslocamentos forçados, invasões de escolas e 141 registros de tiros”, diz o levantamento.</p>
<p>O monitoramento contínuo da violência armada na Maré, feito em dez anos, é um marco no trabalho do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça. Representa, de acordo com o relatório, feito singular ao acompanhar os confrontos e operações policiais no território, com uma equipe local e metodologia própria de uma favela. “E assim produzir evidências sobre a negligência do Estado na garantia do direito de populações empobrecidas à segurança pública”.</p>
<p>No entendimento da coordenadora do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, Tainá Alvarenga, um dado que impactou muito no período desses dez anos, foi o grande número de operações policiais com baixo número de perícias no local. Das 160 mortes registradas, somente 16 tiveram o serviço realizado e apenas uma teve denúncia formal. “O Estado não conseguiu garantir a perícia de local, a preservação da cena de crime e muito menos a denúncia desses casos”, afirmou.</p>
<p>O discurso oficial, observou, é de que áreas como o conjunto de favelas da Maré,são instáveis, ainda que esteja ocorrendo uma operação policial com grande número de policiais no território.</p>
<p>“O que a gente vem observando como padrão é a não preservação da cena do crime por esses agentes de segurança presentes nas operações policiais, a não entrada das instituições responsáveis pela perícia de local, com o discurso de que esses territórios são instáveis, não estão estabilizados, na verdade”, afirmou.</p>
<p>Outro dado impactante apontado por Tainá é que apesar de ter um número menor de operações em 2025, na comparação com outros anos, o indicador de letalidade foi maior.</p>
<p>Enquanto no ano passado ocorreram 16 operações, em 2024 foram 42. Embora à primeira vista, os números possam parecer uma inflexão das intervenções policiais, a leitura não se sustenta.</p>
<p>“Mesmo com menos operações, 12 pessoas foram mortas, elevando a letalidade proporcional em 58% em relação a 2024, quando houve mais operações, porém, com menor letalidade relativa”, argumentou a Redes da Maré.</p>
<p>Para a organização, isso significa que cada operação policial realizada em 2025 teve maior probabilidade de terminar em morte. “Não houve redução do risco para os moradores, houve concentração da violência. O que se observa é um padrão já conhecido na Maré: operações menos frequentes, mas mais agressivas, com uso intensivo de armamento pesado, incursões prolongadas e lógica de enfrentamento direto em áreas densamente povoadas”.</p>
<p>Esse panorama, segundo a Redes da Maré, se relaciona com o quadro estadual, porque informações do Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2025, indicam o registro de 797 mortes causadas por intervenção policial, representando elevação de 13% na comparação com 2024. “No mesmo período, também cresceu o número de policiais mortos, indicando que a intensificação da letalidade não produziu maior proteção nem para a população civil, nem para os próprios agentes de segurança”.</p>
<h2>Helicópteros</h2>
<p>Outro número que chama a atenção é o relacionado ao uso repetido de helicópteros como plataforma de tiro, como ocorreu em 2025. Das 16 operações policiais realizadas na Maré ao longo do ano, em oito houve a utilização de helicópteros e quatro foram utilizados como plataforma de tiros. “O trabalho de campo da equipe da Redes da Maré registrou ao menos 308 marcas de tiros espalhadas pelas ruas após as operações”.</p>
<p>Tainá destacou um dado que considera alarmante: que em apenas uma operação se consegue identificar mais de 200 tiros disparados pelos helicópteros em área no entorno de escolas e clínicas da família. “O que a gente vem acompanhando, nesses últimos anos também, é que as operações que se utilizam desse aparato bélico, que deveria ser para o uso da inteligência das forças de segurança, acaba impactando a dinâmica da vida dos moradores. Quando tem operações com helicópteros, a gente também identifica aumento da letalidade”, comentou.</p>
<h2>Políticas públicas</h2>
<p>De acordo com a coordenadora, a experiência com o trabalho mostra que as informações podem ser úteis para a definição de políticas públicas. “A diferença de ter um trabalho de base comunitária, territorializado colhendo, quase em tempo real, informações, provas e evidências dessas dinâmicas de operação, se a gente tivesse um estado que reconhecesse essa potência da população da Maré e da nossa experiência, poderia incidir mesmo para mitigar o padrão de violações que acontece há décadas”, defendeu</p>
<p>Mesmo com os fatores negativos, que decorrem dessas situações repetidas há anos no estado do Rio de Janeiro, a coordenadora vê expectativa no horizonte.</p>
<p>“A gente vê que é algo que se repete, mas apesar da frustração e da indignação, tem também a esperança de que a mobilização, a geração cidadã de dados, a produção de conhecimento, sobretudo que venha desses territórios, dessas populações, da sociedade civil, sejam grande mote de enfrentamento do que a gente vê ocorrendo há décadas no estado do Rio”, disse em entrevista à Agência Brasil.</p>
<h2>Lançamento</h2>
<p>Tainá Alvarenga disse que após o lançamento do boletim na próxima terça-feira (24), durante o 3º Congresso Internacional Falando sobre Segurança Pública na Maré, na Areninha Cultural Herbert Vianna, no bairro, o documento será encaminhado a diversos órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.</p>
<p>O encontro vai reunir, durante três dias, especialistas e ativistas internacionais em segurança pública no Rio de Janeiro, em oito mesas de debate e grupos de trabalho.</p>
<h2>Redes da Maré</h2>
<p>A Redes da Maré é uma organização da sociedade civil que surgiu a partir da mobilização comunitária nos anos 80. Formalizada em 2007, “tem como missão tecer as redes necessárias para efetivar os direitos da população do conjunto de 15 favelas da Maré, onde residem em torno de 140 mil pessoas. Em seus projetos sociais, beneficia diretamente mais de 7 mil moradores, além de familiares e vizinhos”.</p>
<h2>Resposta</h2>
<p>Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou à Agência Brasil que a instituição desconhece a metodologia utilizada na pesquisa e a possibilidade de rastreabilidade dos dados. Acrescentou que “atua com base em critérios técnicos, inteligência e planejamento operacional, com foco no cumprimento de mandados judiciais, na repressão qualificada ao crime organizado e na preservação de vidas. Todas as ações são pautadas pelos princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade”.</p>
<p>A secretaria disse ainda que todos os casos “são rigorosamente investigados, com a realização de diversas diligências ao longo do inquérito”. Sobre a perícia técnica, afirmou que ela “integra esse conjunto de medidas e representa mais uma etapa dentro de um processo investigativo amplo, estruturado e criterioso, que visa o completo esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos”.</p>
<p>Para a instituição quem escolhe o confronto é sempre o criminoso e, com isso, coloca em risco a integridade dos policiais envolvidos na ocorrência e também a vida de moradores, trabalhadores e outras pessoas que circulam nas áreas afetadas.</p>
<p>“Não por acaso, narcotraficantes instalam verdadeiros <em>bunkers</em> em áreas sensíveis, como proximidades de escolas e unidades de saúde, expondo diretamente moradores, trabalhadores e demais pessoas que circulam na região”.</p>
<p>“O compromisso da Polícia Civil é com a atuação técnica, baseada em inteligência, com foco na proteção da sociedade, na responsabilização de criminosos e na redução consistente dos índices de violência”, concluiu.</p>
<p>A Polícia Militar não respondeu ao questionamento da Agência Brasil sobre os efeitos das operações na comunidade.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/operacoes-policiais-na-mare-deixaram-160-mortes-em-dez-anos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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