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	<title>memória Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>memória Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Lei define 12 de março Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/lei-define-12-de-marco-dia-nacional-em-memoria-das-vitimas-da-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 20:59:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Seis anos após o início da pandemia de covid-19, que matou mais de 716 mil pessoas no Brasil, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 foi sancionada nesta segunda-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma cerimônia no Palácio do Planalto. O dia escolhido foi 12 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Seis anos após o início da pandemia de covid-19, que matou mais de 716 mil pessoas no Brasil, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 foi sancionada nesta segunda-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma cerimônia no Palácio do Planalto.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Lei-define-12-de-marco-Dia-Nacional-em-Memoria-das.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O dia escolhido foi 12 de março, data que remete ao falecimento da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, a primeira vítima da doença registrada no Brasil, em São Paulo. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.</p>
<p>A cerimônia no Planalto contou com a presença de representantes de associações de familiares de vítimas da covid-19, que cobram responsabilização também de profissionais que ajudaram a espalhar desinformação sobre vacinas e tratamento da doença, que causou a maior crise sanitária da história do país.</p>
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<p>Em seu discurso, Lula criticou a condução &#8220;desastrosa&#8221; da pandemia pelo então governo do ex-presidente Jair Bolsonaro – que atualmente está em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>O presidente destacou a conivência de diversos segmentos, incluindo entidades médicas. </p>
<p>&#8220;Temos que dizer em alto e bom som a quantidade de médicos que receitavam cloroquina e a quantidade de gente que dizia que a vacina fazia as pessoas virarem gays, virarem jacaré, que fazia todo o mal a crianças. Se a gente não der o nome, as pessoas não serão conhecidas.&#8221;</p>
<p>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, observou que a maioria dos brasileiros teve algum familiar vítima da covid-19 ou conhece pessoas ou familiares de pessoas que morreram vítimas da infecção, especialmente pela demora na chegada da vacina.</p>
<p>Segundo o ministro, a data é importante porque será sempre um momento de debate e reflexão sobre o enfrentamento a esse tipo de problema.</p>
<p>&#8220;O presidente sanciona esse projeto, sanção integral do projeto, para que fique marcado, e todo ano a gente possa falar sobre isso, não só no dia específico, mas ao longo de todo ano, a gente possa discutir o que é necessário para enfrentar futuras pandemias, sobretudo continuar cuidando das vítimas e dos seus familiares que estão afetados dessa pandemia&#8221;.</p>
<p>No mês passado, o Ministério da Saúde lançou o Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, para homenagear as mais de 700 mil vítimas da covid-19 no país.</p>
<p>O espaço está localizado no edifício do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), reaberto depois de quase quatro anos de obras de recuperação e investimento de cerca de R$ 15 milhões.</p>
<h2>Vacinação</h2>
<p>Desde a pandemia, o Brasil vem melhorando os indicadores de vacinação, que sofreram acentuada queda no governo anterior, segundo Padilha.</p>
<p>&#8220;Chegamos ao final de 2025 com a melhor cobertura vacinal dos últimos 9 anos, graças à parceria com os estados, com os municípios, com os conselhos, com os profissionais de saúde. As coberturas vacinais infantis, quando a gente assumiu em 2023, estava abaixo de 80%. Hoje, todas elas tão acima de 90%&#8221;, disse.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/lei-define-12-de-marco-dia-nacional-em-memoria-das-vitimas-da-covid-19" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/brasil-tera-dia-nacional-em-memoria-de-vitimas-do-transito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:29:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A partir deste ano, o terceiro domingo de novembro será lembrado como o Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito. A finalidade é conscientizar a população sobre medidas de segurança nas estradas e homenagear aqueles que sofreram algum tipo de acidente nas vias do país. Além de instituir a data, a Lei nº [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir deste ano, o terceiro domingo de novembro será lembrado como o Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito. A finalidade é conscientizar a população sobre medidas de segurança nas estradas e homenagear aqueles que sofreram algum tipo de acidente nas vias do país.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Brasil-tera-Dia-Nacional-em-Memoria-de-Vitimas-do-Transito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Além de instituir a data, a Lei nº 15.404/2026, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11), altera o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). </p>
<p>A mudança inclui a previsão de apoio, por parte dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, às iniciativas da sociedade civil relacionadas ao tema.</p>
<p>De acordo com o texto, esse incentivo deverá ocorrer por meio de recursos já disponíveis nos orçamentos dos órgãos públicos, além da possibilidade de destinação de verbas específicas para projetos e eventos previamente programados.</p>
<p>A medida busca fortalecer a participação social em ações voltadas à redução de acidentes e à promoção de um trânsito mais seguro.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-05/brasil-tera-dia-nacional-em-memoria-de-vitimas-do-transito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:07:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível.  Mulheres ouvidas pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.</p>
<p>“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.</p>
<p>Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.</p>
<p>Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.</p>
<p>“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance <em>Um Defeito de Cor</em>, de Ana Maria Gonçalves.</p>
<p>Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em <em>Coração sem Medo,</em> de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).</p>
<p>Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.</p>
<p>Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.</p>
<p>“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.</p>
<p>O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.</p>
<p>“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.</p>
<p>Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_873_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<h2>Preconceito</h2>
<p>A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.</p>
<p>Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.</p>
<p>“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.</p>
<p>À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    </p>
<h2>Rede de apoio</h2>
<p>Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414841_296_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.</p>
<p>“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.</p>
<p>O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.</p>
<p>O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.</p>
<p>Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. </p>
<p>“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414842_746_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. </p>
<p>Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. </p>
<p>“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.</p>
<p>Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. </p>
<p>Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.</p>
<p>“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414843_547_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Ivanise na escadaria da Sé &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. </p>
<p>Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:</p>
<p>“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.</p>
<h2>Suporte</h2>
<p>Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. </p>
<p>A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. </p>
<p>“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.</p>
<p>“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.</p>
<p>Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro &#8211; acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.</p>
<p>Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.</p>
<p>“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. </p>
<h2>Choque de realidade</h2>
<p>Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414844_951_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.( Felipe filho de Lucineide) Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). </p>
<p>Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.</p>
<p>Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. </p>
<p>Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1778414844_373_Maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito&#13;&#10;Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. (  Lucineide na escadaria da Sé.). Foto: Arquivo pessoal" title="Arquivo pessoal"/></p>
<p><h6 class="meta">Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal &#8211; Arquivo pessoal</h6>
</p>
<p>Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém&#8221;.</p>
<p>A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.</p>
<p>“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.</p>
<p>Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.</p>
<p>Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.</p>
<p>No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.</p>
<p>Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/maes-de-desaparecidos-pedem-visibilidade-memoria-e-respeito" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Jornalista cria ursos de memória e emociona famílias em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/jornalista-cria-ursos-de-memoria-e-emociona-familias-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 22:21:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[ursos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Após uma imersão de seis anos na Inglaterra, a jornalista Tainá Santos Smith trouxe para Manaus o conceito dos Memory Bears (Ursos de Memória), mas com um toque profundamente autoral. Smith conta como decidiu transformar esses fragmentos de pano em algo palpável que, por meio da sua marca, a Urso de Retalhos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Após uma imersão de seis anos na Inglaterra, a jornalista Tainá Santos Smith trouxe para Manaus o conceito dos Memory Bears (Ursos de Memória), mas com um toque profundamente autoral. Smith conta como decidiu transformar esses fragmentos de pano em algo palpável que, por meio da sua marca, a Urso de Retalhos, traz um sentido que vai além da costura: a possibilidade de abraçar uma lembrança novamente.</p>
<p>A trajetória que a trouxe até aqui é tão sensível quanto o produto final. Tainá revelou que o projeto floresceu em solo britânico, impulsionado pela sua própria experiência com a maternidade. No Reino Unido, ela percebeu que transformar roupas de entes queridos em ursos era um movimento de cura e celebração, os chamados keepsakes. Ao retornar para o Brasil, percebeu que o Amazonas carecia dessa artesania minuciosa, que une técnica europeia e o calor do acolhimento brasileiro.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="576" height="1024" data-id="460994" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776723664_475_Jornalista-cria-ursos-de-memoria-e-emociona-familias-em-Manaus.jpeg?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-460994"  /></p>
<h2 class="wp-block-heading">Criação do Urso</h2>
<p>O trabalho é o oposto da produção em massa. Cada peça é um relicário que exige tempo e respeito. Para que um urso ganhe vida, são necessárias de 9 a 12 roupas de bebê ou até duas peças de adultos. A jornalista explicou que o processo é lento e cuidadoso: são três dias de dedicação exclusiva em cada unidade, com um prazo de entrega que chega a quatro semanas. Essa espera é o que garante que cada detalhe, desde uma gola de camisa até uma estampa específica, seja preservado para contar uma história única.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" data-id="460993" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776723664_588_Jornalista-cria-ursos-de-memoria-e-emociona-familias-em-Manaus.jpeg?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-460993"  /></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" data-id="460992" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1776723664_627_Jornalista-cria-ursos-de-memoria-e-emociona-familias-em-Manaus.jpeg?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-460992"  /></p>
<p>Embora o mês de maio, com a temporada do Dia das Mães, acenda um holofote sobre esse tipo de presente afetivo, a proposta da marca Tainá Smith – Urso de Retalhos é atemporal. O ateliê funciona sob agendamento, tratando cada pedido como uma missão de suporte emocional, seja para guardar a infância que passa rápido ou para acolher quem lida com o luto. Para quem deseja conhecer os bastidores dessa metamorfose têxtil, o trabalho da especialista está disponível nas redes sociais.</p>
<p>Leia mais:</p>
<p>Infâncias protegidas: o papel dos pais no cuidado emocional das crianças</p>
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		<title>Evento debate importância dos arquivos para preservar memória de 1964</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 23:26:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1976, um documento do diretório acadêmico da Escola de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio Janeiro (Unirio) denunciava que muitos estudantes eram vítimas de violações de direitos humanos no campus. Também informava que agentes da ditadura militar faziam plantão diário na porta dos fundos da escola. O texto lista todos os carros [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1976, um documento do diretório acadêmico da Escola de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio Janeiro (Unirio) denunciava que muitos estudantes eram vítimas de violações de direitos humanos no <em>campus</em>. Também informava que agentes da ditadura militar faziam plantão diário na porta dos fundos da escola. O texto lista todos os carros dos agentes, com detalhes das cores e placas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O material foi apresentado nesta terça-feira (31), no Arquivo Nacional, como exemplo da importância dos documentos históricos para produção de conhecimento, luta política e busca de desaparecidos.</p>
<p>“É um documento muito interessante, porque é difícil, em arquivos, a gente ver um texto que fale com tanta clareza sobre esse tipo de violação e traga tantos detalhes. Normalmente, os documentos agem em função do Estado”, diz a diretora do Arquivo Central da Unirio, Isabela Costa.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – Isabela Costa, do Arquivo Central da Unirio, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Isabela Costa, diretora do Arquivo Central da Unirio, na  participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>O Arquivo Nacional recebe até quarta (1º) pesquisadores, arquivistas e representantes de movimentos de memória na Semana Ditadura, Arquivos e Memória. Há 62 anos, entre os dias 31 de março e 2 de abril, o golpe militar tirava João Goulart da Presidência e iniciava um período de 21 anos de ditadura.</p>
<p>A diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima, reforçou a importância da proteção e conservação dos documentos históricos para manter viva a memória dos anos de autoritarismo do país.</p>
<p>“Os documentos preservados pelo Arquivo Nacional e disponibilizados para acesso público contribuem para pesquisa histórica, para o direito à memória e à verdade, com fortalecimento da cultura de direitos humanos&#8221;, disse Mônica.</p>
<p>&#8220;Eles permitem que a sociedade brasileira conheça melhor a sua própria história e reafirme valores democráticos que devem orientar o presente e o futuro”, completou a diretora.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774999606_371_Evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – A diretora-geral do Arquivo Nacional, Monica Lima, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A historiadora e fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, Cecília Coimbra, lembrou o papel dos movimentos sociais e das famílias dos desaparecidos na busca por documentos e informações públicas. Ela foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e chegou a ser presa e torturada durante a ditadura.</p>
<p>A partir da década 1980, esses grupos, de forma pioneira, começaram a ter acesso e a consultar arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), órgão de polícia secreta do Estado.</p>
<p>“Conseguimos encontrar depoimentos de pessoas desaparecidas que estavam no Dops. Percebemos que outros haviam sido destruídos, mas nenhum poder é total. Alguns materiais escaparam e a gente encontrou muita coisa interessante. Com esses arquivos, conseguimos ajudar companheiros em outros estados a fazer dossiês de mortos e desaparecidos políticos”, contou Cecília.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774999607_549_Evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – Cecília Coimbra, fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória no Arquivo Nacional. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Cecília Coimbra, fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais, durante a Semana Ditadura, Arquivos e Memória, no Arquivo Nacional &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>“Mas essa luta continua. Nenhum arquivo foi aberto, a não ser o do Dops. Faltam os dos centros de informação do Exército, da Aeronáutica, da Marinha, do DOI-Codi, da Polícia Militar, dos Bombeiros. Porque todos participaram da repressão”, complementou.</p>
<p>O evento também teve a participação de Maria Fabiana Almeida, irmã do desaparecido político Alejandro Almeida e filha de uma das fundadoras do movimento Madres de Plaza de Mayo, da Argentina. No último dia 24 de março, o golpe militar de 1976 no país vizinho completou 50 anos.</p>
<p>O irmão de Maria Fabiana tinha 20 anos quando desapareceu. Ele ia jantar com a família, quando decidiu sair na rua para comprar cigarros e nunca mais foi visto. Passou a ser um dos 30 mil desaparecidos durante a ditadura argentina.</p>
<p>“É muito trágico e muito terrível toda essa experiência das mães. No início, pensavam que filhos e filhas estavam em prisões, hospitais, delegacias, mas não imaginavam que nunca mais iriam voltar a vê-los”, disse Maria Fabiana.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774999608_122_Evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – A argentina Maria Fabiana Almeida, do grupo Madres de Plaza de Mayo, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória no Arquivo Nacional. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A argentina Maria Fabiana Almeida, do grupo Madres de Plaza de Mayo, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória no Arquivo Nacional &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A ativista reforça que acontecimentos do presente reforçam a importância de que a sociedade não esqueça as violações de direitos humanos e mantenha o espírito de luta de movimentos como as das Madres Plaza de Mayo.</p>
<p>“Temos vivido na Argentina com esse presidente Javier Milei, um negador absoluto de todas as temáticas de direitos humanos e de todas as conquistas das mulheres, das leis de diversidade e de liberdade de gênero”, disse Maria.</p>
<p>“Porém, seguimos nos inspirando na memória e na luta destas mães, que são um símbolo mundial de força das mulheres em plena ditadura. Não podemos nos esquecer do passado, nem ter medo de falar a verdade, porque aqueles tempo podem voltar. Precisamos ter paciência. A justiça vai chegar”, completou.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>MPF abre inquérito para que prédio do DOI-Codi vire centro de memória</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mpf-abre-inquerito-para-que-predio-do-doi-codi-vire-centro-de-memoria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 22:23:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a finalidade de garantir a preservação do direito à memória, à verdade e à reparação das violações do período da ditadura militar, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito civil para transformar o antigo Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro, em um centro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a finalidade de garantir a preservação do direito à memória, à verdade e à reparação das violações do período da ditadura militar, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito civil para transformar o antigo Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro, em um centro de memória e direitos humanos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/MPF-abre-inquerito-para-que-predio-do-DOI-Codi-vire-centro.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>No local, funciona até hoje o 1º Batalhão de Polícia do Exército (BPE). A partir de 1970, o batalhão abrigou também o DOI-Codi, um centro de tortura e repressão na época do regime militar. O prédio fica na Rua Barão de Mesquita, 451, na Tijuca, bairro da zona norte da cidade.</p>
<p>Como medida inicial, o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo solicitou que o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e a Polícia do Exército se manifestem sobreo tema no prazo de 30 dias</p>
<p>A abertura do inquérito ocorre após representação do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) apontar o descumprimento de recomendações da Comissão Nacional da Verdade (CNV), especialmente a que prevê a transformação de estruturas de repressão da ditadura em espaços públicos de memória.</p>
<p>O DOI-Codi foi um dos principais órgãos de repressão durante a ditadura militar, responsável por práticas de tortura, desaparecimento forçado e assassinatos de opositores do regime.</p>
<p>No despacho, o procurador explica que o direito à memória é um direito fundamental e um dever do Estado, essencial para evitar a repetição de violações e consolidar a democracia. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/mpf-abre-inquerito-para-que-predio-do-doi-codi-vire-centro-de-memoria" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Horta comunitária reúne memória, cuidado e cidadania em favela do Rio</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/horta-comunitaria-reune-memoria-cuidado-e-cidadania-em-favela-do-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 13:12:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faz um ano que a rotina de Vera Lúcia Silva de Souza, de 74 anos, começa cedo. Ela molha as plantas de casa e encara a pé a descida íngreme desde o alto do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro. Na parte baixa da comunidade, fica a horta comunitária onde trabalha para complementar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um ano que a rotina de Vera Lúcia Silva de Souza, de 74 anos, começa cedo. Ela molha as plantas de casa e encara a pé a descida íngreme desde o alto do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro. Na parte baixa da comunidade, fica a horta comunitária onde trabalha para complementar a renda.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Horta-comunitaria-reune-memoria-cuidado-e-cidadania-em-favela-do.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Vera é integrante do Coletivo de Erveiras e Erveiros do Salgueiro. Desde 2019, o grupo se reúne para catalogar espécies e saberes e manter vivas plantas que são conhecidas dos moradores, mas não de todo mundo no asfalto.</p>
<p>A área de plantio é uma das 84 hortas mantidas pelas comunidades com o apoio da Prefeitura do Rio, por meio do programa Hortas Cariocas, criado há cerca de 20 anos. Em 2025, de acordo com a Secretaria de Ambiente Clima, a produção dessas hortas foi de 74 toneladas. No Salgueiro, a colheita foi de 700 kg.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Horta-comunitaria-reune-memoria-cuidado-e-cidadania-em-favela-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/03/2026 - Horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Hortas agroecológicas e ancestrais no Morro do Salgueiro, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
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<h2>Memória </h2>
<p>Vera Lúcia explica que acorda cedo porque é melhor mexer na terra pela manhã, quando a temperatura está mais amena e a água não queima as plantas.</p>
<p>&#8220;Molhamos primeiro e limpamos para replantar. Por causa do verão, muita coisa fracassou. Aqui pega muito Sol&#8221;, conta.</p>
<p>Faz um tempo que Vera decidiu buscar nas memórias de infância incentivo para colocar as mãos na terra outra vez. As lembranças são da época em que os remédios eram feitos em casa, pela mãe e pela avó, com quem ela conheceu ervas e aprendeu receitas passadas de geração em geração.</p>
<p>&#8220;Eu nasci lá no alto do morro&#8221;, conta Vera, apontando em direção a uma área que fica ainda mais alto do que sua casa, mas onde não existem mais moradias. &#8220;Eu vim para cá [onde mora] com 14 anos. Aqui, minha mãe e minha avó me ensinaram a plantar, a fazer um chá, um xarope, um tempero. Eu me lembro bem&#8221;, afirma.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774789948_388_Horta-comunitaria-reune-memoria-cuidado-e-cidadania-em-favela-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/03/2026 - Vera Lúcia Silva de Souza, conhecida como tia Vera, em sua casa no alto do morro do Salgueiro. Hortas agroecológicas e ancestrais no Morro do Salgueiro, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Vera Lúcia Silva de Souza, conhecida como tia Vera, em sua casa no alto do Morro do Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
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<p>Localizada nas franjas do Parque Nacional da Tijuca, a casa de Vera é rodeada de árvores, uma realidade atípica entre as favelas cariocas, que costumam marcar temperaturas mais quentes que a média da cidade.</p>
<p>Com um quintal fresco, não é só na horta comunitária que ela cultiva memórias. &#8220;Está sentindo esse cheiro? São as minhas plantas. Tem saião, alfavaca, assa-peixe, ora-pro-nóbis, do grande, que dá uma flor rosa, bem bonita&#8221;, apresenta a erveira.</p>
<p>Os canteiros transformaram a casa de Vera em uma referência no morro. &#8220;Tem muita muda aqui. Umas, a gente planta no mato, outras, quando me pedem, eu doo um mucadinho [pouquinho]&#8221;, revela. &#8220;Meu boldo, por exemplo, já está quase acabando. As casas aqui são apertadinhas, nem todo mundo em espaço&#8221;.</p>
<h2>Diversidade de opções</h2>
<p>Em um vídeo sobre a horta comunitária, Marcelo Rocha, que é integrante do mesmo coletivo, compara a pequena quantidade de opções nas prateleiras com a diversidade que as populações consumiam quando cultivavam em seus quintais:</p>
<p>&#8220;É comum ir ao supermercado e encontrar apenas alface, cheiro verde e rúcula. Mas temos uma infinidade de plantas comestíveis conhecidas da minha avó, da minha bisavó, como ora-pro-nóbis, caruru, alemirão, taioba serralha&#8221;, citou.</p>
<p>Sem placa ou aviso na entrada, a horta do Salgueiro só é conhecida pelos moradores. Ali, as ervas são cultivadas, assim como outros alimentos, que depois também são doados para a Escola Municipal Bombeiro Geraldo Dias.</p>
<p>Membro do coletivo, Walace Gonçalves de Oliveira, de 66 anos, conhecido por Tio Dadá, acrescenta que até mesmo profissionais de saúde indicam as ervas e alimentos da horta comunitária a seus pacientes. </p>
<p>&#8220;Tem gente que precisa especificamente de uma verdura ou legume. Aí, o pessoal do postinho manda vir buscar aqui conosco&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774789948_954_Horta-comunitaria-reune-memoria-cuidado-e-cidadania-em-favela-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/03/2026 - Tio Dadá e Tia Vera, cuidadores da horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Hortas agroecológicas e ancestrais no Morro do Salgueiro, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Tio Dadá e Tia Vera, cuidadores da horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Da remoção ao plantio</h2>
<p>O espaço usado pelo coletivo para a horta surgiu após uma desapropriação. Estabelecida em encostas íngremes, uma vila inteira de casas foi removida por causa do risco de deslizamento.</p>
<p>De chapéu e enxada em punho, Tio Dadá lembra que a comunidade transformou a área, cheia de lixo, em uma horta produtiva:</p>
<p>&#8220;A gente tem aqui berinjela, alface, chicória, cenoura. Temos bastante coisa. Tem também limão e tem uma laranja que quase ninguém conhece, vermelha por dentro, a laranja sanguínea, muito boa&#8221;, conta ele, que tem suas preferências: &#8220;Ora-pro-nóbis é muito bom no franguinho, na carne assada. Eu não uso no chá, não gosto&#8221;, destaca.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774789948_453_Horta-comunitaria-reune-memoria-cuidado-e-cidadania-em-favela-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/03/2026 - Pé de limão no alto do morro do Salgueiro. Hortas agroecológicas e ancestrais no Morro do Salgueiro, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Pé de limão no Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Alimento e cidadania</h2>
<p>Segundo a prefeitura, as hortas urbanas têm reduzido índices de ocupação irregular de terrenos ociosos e elevado os níveis de inclusão social, além de propiciar aos moradores da comunidade alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos.</p>
<p>A secretária da pasta de Ambiente e Clima da cidade do Rio de Janeiro, Tainá de Paula, afirma que o suporte técnico da secretaria é contínuo. &#8220;Temos uma entrega ininterrupta de sementes, que ficam sempre disponíveis para retirada&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774789948_58_Horta-comunitaria-reune-memoria-cuidado-e-cidadania-em-favela-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/03/2026 - Borboleta e insetos em árvore da horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Hortas agroecológicas e ancestrais no Morro do Salgueiro, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p>Borboleta e insetos em árvore da horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/horta-comunitaria-reune-memoria-cuidado-e-cidadania-em-favela-do-rio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Santos terá centro de memória às vítimas de violência do Estado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 23:05:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Centro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há cerca de 20 anos, os Crimes de Maio provocaram 564 mortes durante confrontos entre agentes do Estado e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Só na Baixada Santista foram 115 mortes, entre elas, a do gari Edson Rogério Silva dos Santos, filho de Débora Maria da Silva, fundadora do movimento Mães de Maio. Há [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há cerca de 20 anos, os Crimes de Maio provocaram 564 mortes durante confrontos entre agentes do Estado e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Só na Baixada Santista foram 115 mortes, entre elas, a do gari Edson Rogério Silva dos Santos, filho de Débora Maria da Silva, fundadora do movimento Mães de Maio.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Santos-tera-centro-de-memoria-as-vitimas-de-violencia-do.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Há indícios de execução, praticada por policiais, na maioria dos assassinatos.</p>
<p>Também foi na Baixada Santista que 84 pessoas morreram em decorrência das operações policiais Escudo e Verão, realizadas entre os anos de 2023 e 2024.</p>
<p>Por concentrar episódios emblemáticos de letalidade policiais e chacinas no estado de São Paulo, a Baixada Santista foi escolhida para abrigar o Centro de Memória das Vítimas de Violência do Estado e também o Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) Mães por Direitos.</p>
<p>Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a iniciativa é inédita no país voltada à memória, à verdade, à reparação, à prevenção e ao acolhimento de familiares que foram atingidos pela violência de Estado. O evento, realizado nesta quarta-feira (4) com anúncio oficial de criação dos dois centros, teve a participação da ministra Macaé Evaristo.</p>
<p>“Centros de Memória são importantes, primeiro porque trazem a verdade para o conjunto da população; segundo, porque preservam e recuperam a dignidade das vítimas e de suas famílias. E, em terceiro, porque é um elemento fundamental na garantia da justiça de transição“, disse a ministra, nas redes sociais.</p>
<p>De acordo com a ministra, os centros também são importantes para fortalecer a responsabilização dos perpetradores de violências.</p>
<h2>Centros</h2>
<p>O Centro de Memória, explicou o ministério, será responsável por articular memória, produção de conhecimento e prestar atendimento psicossocial e jurídico a familiares de vítima da letalidade estatal, com foco na Baixada Santista.</p>
<p>Já o CAIS Mães de Direitos, que vai funcionar no mesmo espaço, será um dispositivo de “porta aberta”, promovendo acolhimento qualificado, articulação intersetorial e acesso a direitos fundamentais para as mães e familiares em contextos de violência.</p>
<p>Os centros são fruto de uma parceria entre o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, além do movimento Mães de Maio e da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, instituições que vão ficar responsáveis pela implementação e pela gestão do espaço.</p>
<p>“Esta é uma homenagem a nossos filhos, que não se pode apagar. Um memorial dos nossos filhos”, ressaltou Débora Maria da Silva, do movimento Mães de Maio.</p>
<p>De acordo com as duas instituições, os centros vão promover uma programação diversificada, como exposição, acervo de memória, atividades culturais e educacionais.</p>
<p>Também vão contar com uma equipe multidisciplinar de profissionais para apoio e acolhimento de famílias vítimas de violência de Estado, em campos como saúde e área jurídica.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/santos-tera-centro-de-memoria-vitimas-de-violencia-do-estado" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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