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	<title>mobilidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>mobilidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Frota de 1,3 milhão de veículos pressiona trânsito e desafia mobilidade em Manaus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 23:44:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O trânsito de Manaus está entre os mais desafiadores do Brasil, marcado por altos índices de acidentes e congestionamentos frequentes em avenidas como Djalma Batista, Torquato Tapajós, Constantino Nery e Autaz Mirim, o que impacta diretamente o dia a dia da população, com longos deslocamentos, atrasos constantes e uma crescente sensação de insegurança. O cenário é impulsionado pelo avanço acelerado da frota. Dados do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) indicam que, em 2025, a cidade ultrapassou a marca de 1.317.699 veículos registrados – cerca de 80% de toda a frota do Estado. Na prática, isso representa pouco mais de duas pessoas por veículo, um dos índices mais elevados já registrados na capital. Enquanto carros e motocicletas se multiplicam, a infraestrutura viária não acompanha o ritmo, agravando problemas históricos,...</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/frota-de-13-milhao-de-veiculos-pressiona-transito-e-desafia-mobilidade-em-manaus/">Frota de 1,3 milhão de veículos pressiona trânsito e desafia mobilidade em Manaus</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O trânsito de Manaus está entre os mais desafiadores do Brasil, marcado por altos índices de acidentes e congestionamentos frequentes em avenidas como Djalma Batista, Torquato Tapajós, Constantino Nery e Autaz Mirim, o que impacta diretamente o dia a dia da população, com longos deslocamentos, atrasos constantes e uma crescente sensação de insegurança.</p>
<p>O cenário é impulsionado pelo avanço acelerado da frota. Dados do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) indicam que, em 2025, a cidade ultrapassou a marca de 1.317.699 veículos registrados – cerca de 80% de toda a frota do Estado. Na prática, isso representa pouco mais de duas pessoas por veículo, um dos índices mais elevados já registrados na capital.</p>
<p>Enquanto carros e motocicletas se multiplicam, a infraestrutura viária não acompanha o ritmo, agravando problemas históricos, sobretudo nos horários de pico e em cruzamentos estratégicos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Rotina sob pressão</h2>
<p>Para quem depende das ruas para trabalhar, o impacto é imediato. O motorista de aplicativo Fabrício Bezerra, de 45 anos, afirma passar cerca de 12 horas por dia no trânsito para alcançar a meta de ganhos.</p>
<p>Segundo ele, o problema vai além do volume de veículos. “Há falta de respeito às normas e pouca educação no trânsito. Isso, somado aos buracos e à má conservação das vias, torna tudo mais perigoso e imprevisível”, relatou.</p>
<p>O congestionamento também afeta diretamente a renda: corridas curtas tornam-se mais caras devido ao tempo gasto, o que reduz a aceitação tanto por motoristas quanto por passageiros.</p>
<p>No transporte coletivo, a realidade não é mais favorável. A vendedora Sabrina Oliveira, de 24 anos, leva cerca de três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, utilizando a linha 450.</p>
<p>“Na volta é ainda pior, enfrento engarrafamentos na Torquato Tapajós, Max Teixeira e no Alvorada. Muitas vezes venho em pé por causa da lotação. Isso desanima um momento que deveria ser de alegria por voltar para casa”, contou.</p>
<p>Ela diz que precisa sair de casa com até três horas de antecedência para evitar atrasos. “Se o ônibus atrasa cinco minutos, já compromete tudo”, completou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Frota cresce mais que a cidade</h2>
<p>Foto: CMM</p>
<p>Nos últimos dez anos, a frota de veículos em Manaus cresceu 119%, enquanto a população aumentou cerca de 27%. Para o engenheiro e especialista em mobilidade urbana Manoel Paiva, o desequilíbrio evidencia falhas no modelo adotado.</p>
<p>“Há um crescimento desproporcional da frota em relação à capacidade viária. Hoje, 93% dos veículos são de transporte individual, mas atendem apenas cerca de 40% da população”, explicou.</p>
<p>Segundo ele, a maioria dos moradores depende do transporte coletivo, que representa uma parcela reduzida da frota, criando um sistema ineficiente e sobrecarregado.</p>
<p>“Temos muitos veículos para poucas vias, que ainda enfrentam problemas de drenagem, pavimentação e sinalização. O resultado são congestionamentos, insegurança, mais acidentes e prejuízos materiais”, destacou.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="706" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775951064_752_Frota-de-13-milhao-de-veiculos-pressiona-transito-e-desafia.jpeg?resize=800%2C706&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-454307" style="aspect-ratio:1.1331695549210987;width:840px;height:auto"/>Foto: Manoel Paiva</p>
<p>O aumento da frota e as falhas estruturais também se manifestam nos índices de violência no trânsito. Dados do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) apontam que, entre janeiro e o início de março de 2026, 44 pessoas já morreram em acidentes na capital, alta de 37,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Em 2024, o Brasil registrou mais de 37 mil mortes no trânsito, média de cerca de 100 por dia. Em Manaus, foram 309 vítimas no mesmo ano, o maior número anual dos últimos 26 anos.</p>
<p>Apesar da implantação da fiscalização eletrônica, como o sistema conhecido como “corujinhas”, a redução de mortes em 2025 foi de apenas 20%. Atropelamentos e colisões seguem entre as ocorrências mais letais.</p>
<p>Para Manoel Paiva, os números indicam falhas em múltiplas frentes. “É preciso ampliar a fiscalização, investir em educação no trânsito e melhorar a engenharia viária. Não existe solução isolada para um problema dessa magnitude”, afirmou.</p>
<p>Ele também avalia que medidas como o rodízio de veículos implementado em cidade como São Paulo, não seriam eficazes na capital. “O rodízio beneficia beneficia quem tem maior número de veículos individuais, mas não traz nenhum benefício ao morador da periferia, aos excluídos, as pessoas de baixa renda, aos deficientes, aos idosos e às pessoas de baixa mobilidade”, concluiu</p>
<h2 class="wp-block-heading">Intervenções e alternativas</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Frota-de-13-milhao-de-veiculos-pressiona-transito-e-desafia.jpg?resize=1000%2C667&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-454323"  />Foto: Seminf</p>
<p>Nos últimos anos, o poder público tem apostado em obras estruturantes para melhorar a fluidez. Entre elas, os complexos viários Rei Pelé, José Fernandes e Márcio de Souza, que reorganizaram o tráfego em áreas críticas.</p>
<p>Intervenções pontuais, como semáforos inteligentes e ajustes na geometria de cruzamentos, também têm contribuído para reduzir o tempo de espera em alguns trechos.</p>
<p>Outros projetos estão em andamento, como o complexo viário Passarão, na Zona Oeste, o alargamento de avenidas como a André Araújo e a interligação da Max Teixeira com a avenida do Futuro.</p>
<p>Como melhorias, especialistas defendem que a solução passa por priorizar o transporte coletivo e diversificar os modais. Entre as medidas apontadas estão a criação de faixas exclusivas para ônibus, ampliação de terminais de integração e investimentos em tecnologia de monitoramento e campanha educativa para motoristas e pedestres.</p>
<p>Outras propostas incluem a criação de infraestrutura adequada para motociclistas e ciclistas, com áreas de espera, ciclovias e ciclofaixas seguras.</p>
<p>Entre buzinas, atrasos e longas filas, o trânsito de Manaus tornou-se uma questão de qualidade de vida e um dos maiores desafios para o futuro da cidade.</p>
<p>Leia mais</p>
<p>Jaraqui é reconhecido como patrimônio cultural do Amazonas</p>
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		<title>Novas regras para mobilidade no Rio dependem de mais infraestrutura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 13:18:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As novas regras para a circulação de equipamentos elétricos de micromobilidade como ciclomotores (duas ou três rodas e a velocidade máxima de 50 quilômetros por hora) e autopropelidos (podem ter uma ou mais rodas e a velocidade máxima de 32 quilômetros por hora) na cidade do Rio vêm promovendo debate entre especialistas de engenharia viária, planejamento urbano e usuários. A medida veio uma semana após o atropelamento e morte de mãe e filho que estavam em uma bicicleta elétrica por um ônibus na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. As regras já estão em vigor, com exceção da exigência de emplacamento, que terá prazo até 31 de dezembro deste ano. Passa a ser obrigatório o uso de capacete para todos os usuários. Além disso, é proibido transportar na...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As novas regras para a circulação de equipamentos elétricos de micromobilidade como ciclomotores (duas ou três rodas e a velocidade máxima de 50 quilômetros por hora) e autopropelidos (podem ter uma ou mais rodas e a velocidade máxima de 32 quilômetros por hora) na cidade do Rio vêm promovendo debate entre especialistas de engenharia viária, planejamento urbano e usuários.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novas-regras-para-mobilidade-no-Rio-dependem-de-mais-infraestrutura.gif?w=1400&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A medida veio uma semana após o atropelamento e morte de mãe e filho que estavam em uma bicicleta elétrica por um ônibus na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro.</p>
<p>As regras já estão em vigor, com exceção da exigência de emplacamento, que terá prazo até 31 de dezembro deste ano.</p>
<p>Passa a ser obrigatório o uso de capacete para todos os usuários. Além disso, é proibido transportar na garupa mais de uma pessoa que também deverá utilizar equipamento de segurança. Outro ponto é a exigência de registro, licenciamento e emplacamento para ciclomotores — incluindo equipamentos autopropelidos com assento, que passam a ser equiparados a essa categoria.</p>
<p>O condutor precisará estar devidamente habilitado com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) enquadrada na categoria A. Ciclomotores e autopropelidos, a partir de agora, não podem circular nas ciclovias da cidade, que passam a ser restritas a bicicletas, patinetes e bicicletas elétricas, com velocidade limitada de 25km/h.</p>
<p>Nas vias com BRS, sistema de faixas exclusivas para ônibus no Rio de Janeiro (Bus Rapid Service), está proibida a circulação de bicicletas elétricas, ciclomotores e patinetes elétricas.</p>
<p>Para o professor do curso de Engenharia Civil e do Programa de Engenharia Urbana da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Victor Hugo Souza de Abreu, as novas regras implementadas pela Prefeitura do Rio representam um avanço relevante no esforço de organizar a circulação dos novos modos de micromobilidade, atuando de forma complementar à Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº 996/2023.</p>
<p>“De maneira geral, a iniciativa é positiva. A exigência de emplacamento e habilitação para veículos autopropelidos — definidos pelo novo decreto como aqueles dotados de sistema próprio de propulsão, que dispensam esforço físico contínuo, de uso individual, dimensões reduzidas e sem pedal — quando conduzidos na posição sentada e, portanto, equiparados aos ciclomotores, contribui para o aumento da segurança viária, o ordenamento do espaço urbano e a responsabilização dos condutores”, avalia o professor.</p>
<p>Segundo o pesquisador, nesse contexto, o emplacamento favorece a identificação e a fiscalização, enquanto a exigência de habilitação assegura um nível mínimo de conhecimento das normas de trânsito, elemento essencial para a convivência segura entre os diferentes modos de transporte.</p>
<p>Ele acrescenta que, no entanto, há desafios relevantes. “Parte significativa dos usuários utiliza esses veículos como alternativa acessível de mobilidade, e a exigência de habilitação pode se tornar uma barreira de acesso. Além disso, o poder público ainda precisa estruturar adequadamente os processos de registro, fiscalização e comunicação com a população. Portanto, é uma medida viável, mas que exige implementação gradual e bem planejada”.</p>
<p>Victor Hugo avalia que quanto aos impactos na circulação viária, as medidas têm potencial tanto de melhorar quanto de gerar novos conflitos. “A retirada de autopropelidos na posição sentada das ciclovias e ciclofaixas, por exemplo, é tecnicamente coerente, pois esses veículos tendem a operar com maior velocidade e massa, aumentando o risco para ciclistas e pedestres. Por outro lado, se não houver infraestrutura adequada nas vias, essa mudança pode deslocar o problema para o tráfego geral, aumentando a exposição ao risco”.</p>
<p>O pesquisador destaca que a definição de limites de velocidade das vias (até 40 km/h e até 60 km/h) também é uma diretriz correta do ponto de vista normativo, pois busca compatibilizar o desempenho dos veículos com o ambiente viário. “Entretanto, a efetividade dessa medida depende diretamente das condições reais de operação — como sinalização, fiscalização e, principalmente, infraestrutura adequada. Sem isso, há o risco de que a norma tenha baixo impacto prático”, afirma.</p>
<h2>O que pode ser melhorado</h2>
<p>• Investimento em infraestrutura segregada para micromobilidade motorizada;</p>
<p>• Campanhas de educação no trânsito voltadas a todos os usuários;</p>
<p>• Fiscalização efetiva e contínua;</p>
<p>• Regulamentação mais diferenciada, considerando potência e velocidade dos veículos; • Integração dessas medidas ao planejamento urbano e de transportes.</p>
<p>Para o especialista, é fundamental fortalecer o chamado tripé da engenharia de tráfego — internacionalmente conhecido como “3 E’s of Traffic Engineering” — baseado na atuação integrada em Engineering (Engenharia), Education (Educação) e Enforcement (Fiscalização). “Esses pilares são essenciais para garantir a efetividade das medidas, promover mudanças de comportamento e assegurar condições seguras de circulação para todos os usuários do sistema viário”, disse Victor Hugo.</p>
<h2>Território nacional</h2>
<p>De acordo com o professor da UFRJ, em âmbito nacional, o principal desafio é a convivência entre modos tão distintos — veículos motorizados, bicicletas, ciclomotores, patinetes e pedestres — em um mesmo espaço viário. Para ele, essa coexistência só é possível de forma segura quando há uma clara hierarquização do sistema viário, com definição adequada de espaços, velocidades e prioridades.</p>
<p>“O Brasil ainda enfrenta dificuldades nesse aspecto, especialmente pela falta de infraestrutura e pela cultura de priorização do automóvel. A tendência, no entanto, é que a micromobilidade ganhe cada vez mais espaço, exigindo regulamentações mais integradas, consistentes e alinhadas com os princípios da segurança viária e da mobilidade sustentável”, afirmou.</p>
<p>“Em síntese, a regulamentação do Rio é um passo necessário e tecnicamente justificável, mas seu sucesso dependerá da capacidade de implementação, fiscalização e, sobretudo, da criação de condições reais para uma convivência segura entre os diferentes modos de transporte”, completou Victor Hugo.</p>
<h2>Regulamentação necessária</h2>
<p>Na avaliação da professora Marina Baltar, do Programa de Engenharia de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ), há anos era necessário um regramento para esses tipos de transportes.</p>
<p>“Mas a cidade precisa se preparar para essa regulamentação, que é baseada em velocidades nas vias. É preciso questionar as velocidades que a gente tem hoje na cidade, ver se elas realmente fazem sentido. Quando a gente pensa em segurança viária, o pilar central é a redução da velocidade na cidade como um todo. Primeiro é necessário esse estudo das velocidades e instalar placas de sinalização. Quem usa bicicleta elétrica e ciclomotores precisa saber quais são as vias com até 40 km/h e até 60 km/h”, disse a professora.</p>
<p>Marina avalia que para se ter uma cidade mais atrativa para esses modos mais sustentáveis como a bicicleta é preciso planejamento e engajamento da comunidade. “Precisa planejar e expandir as ciclovias. A cidade teve expansão pequena de ciclovias concentradas na zona sul”.</p>
<p>Ela destaca que a proibição dos ciclomotores e bicicletas elétricas em vias com BRS vai atrapalhar muito porque é onde há pontos de interesse como o comércio. “Para esses pontos, a gente precisa ter um grupo de trabalho que realmente consiga definir, não apenas proibir a circulação das bicicletas em vias com BRS”, disse a professora.</p>
<h2>Novos meios de transporte</h2>
<p>O técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Erivelton Pires Guedes avalia, a princípio, como positiva a iniciativa de tentar normatizar e de alguma forma disciplinar o grande problema que é a micromobilidade urbana hoje.</p>
<p>“As tecnologias rapidamente evoluíram, principalmente no modo elétrico, e surgiram vários equipamentos diferentes que nós não estávamos acostumados. Além disso, surgiu um novo mundo com muitas motos e bicicletas para entregas, além de motos por aplicativos para passageiros. Esta grande diversidade de interesses gera grandes conflitos, difíceis de serem resolvidos”, pontuou o pesquisador.</p>
<p>Segundo o técnico do Ipea, por outro lado, o decreto traz divergências conceituais em relação aos veículos normatizados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). </p>
<p>&#8220;Isso possivelmente vai gerar insegurança jurídica e questionamentos. Este é um grande desafio, pois todos estes veículos possuem características muitas vezes próximas, que dificultam sua exata classificação. Isso confunde tanto os fornecedores quanto os cidadãos e todos têm muitas dúvidas a respeito do que pode e o que não pode”, afirmou Guedes.</p>
<p>Para ele, é importante que governos federal, estadual e municipal tratem o problema da segurança viária de forma integrada. “Os problemas são grandes e esta situação tratada neste decreto é apenas parte do grande problema. Estamos assistindo a um crescente aumento do número de mortes no trânsito, em especial com motocicletas”.</p>
<p>“Dentro das ações integradas podemos destacar a principal ação, disponível a todas as prefeituras: a redução e o controle da velocidade. Esta é uma ação que muitas vezes gera reações negativas, mas que precisa ser enfrentada”, disse o especialista.</p>
<p>“Reforçando: a segurança viária precisa ser vista como um todo. Ações isoladas não resolvem os problemas. A ação da prefeitura é oportuna mas ainda incipiente. É necessária uma coordenação nacional e um esforço em diversas frentes para que possamos reduzir (com foco em zero) os sinistros de trânsito”, ponderou o técnico do Ipea.</p>
<h2>Bicicleta elétrica</h2>
<p>Moradora de Copacabana, na zona sul do Rio, a produtora de eventos Ananda Ruschel Sayão, de 48 anos, adotou a bicicleta elétrica há 3 anos para o seu dia a dia. Ela usa bastante o equipamento para levar e buscar a filha de 7 anos ao colégio, para supermercado, além de outras tarefas cotidianas.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novas-regras-para-mobilidade-no-Rio-dependem-de-mais-infraestrutura.jpg?w=1400&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 07/04/2026 - A promotora de eventos Ananda Sayão mora em Copacabana e busca a filha Alice de bicicleta elétrica na Escola Municipal Pedro Ernesto, na Fonte da Saudade, Lagoa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil" title="Rovena Rosa/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">A promotora de eventos Ananda Sayão mora em Copacabana e busca a filha Alice de bicicleta elétrica na Escola Municipal Pedro Ernesto, na Fonte da Saudade, Lagoa. Foto:  Rovena Rosa/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>“Na pista eu fico insegura porque os carros e as motos principalmente ignoram as bicicletas. Tiram fino. A gente fica sem espaço. Não tenho ciclovias em todos os meus trajetos. Existem algumas ruas com ciclofaixas que estão quase apagadas, mas os carros não respeitam essas faixas pintadas no chão. Quando não tem ciclovia eu ando pela esquerda onde não está a pista de ônibus”, comenta Ananda.</p>
<p>Ela acredita que é preciso um projeto de planejamento urbano para mais ciclovias. E acrescenta que a convivência com os ciclomotores é sempre ruim. “Essas motinhas andam na calçada como se fosse bicicleta, têm velocidade maior e são maiores. Isso causa um estranhamento para quem está de bicicleta e para o pedestre. Como tem muito motoboy usando essas motinhas para entrega, eles andam como uns loucos. Isso acaba afetando as pessoas que andam direito. A gente tem que ter muito cuidado com eles, que andam na contramão, não respeitam os sinais”, observa a produtora de eventos.</p>
<p>Ananda completa que é a favor das novas regras para ciclomotores, autopropelidas e bicicletas elétricas. “Tem que ter regras, e mais ciclovias internas”.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/novas-regras-para-mobilidade-no-rio-dependem-de-mais-infraestrutura" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Fala de Lula escancara falhas na mobilidade em Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/fala-de-lula-escancara-falhas-na-mobilidade-em-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 14:28:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Clique Notícias Brasil (CNB) &#8211; Durante o lançamento do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais, na terça-feira (9/9) em Manaus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o trânsito da cidade. Irritado com o congestionamento enfrentado para chegar à Universidade do Estado do Amazonas (Ufam), comparou a situação com a mobilidade das grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. “Pegamos um trânsito desgraçado nessa avenida. Falam que São Paulo tem trânsito ruim, falam que o Rio de Janeiro tem trânsito ruim. Para chegar da base naval até aqui, caraca! Olha a quantidade de tempo que nós demoramos”, desabafou o presidente. Apesar da crítica, Lula agradeceu a recepção calorosa dos manauaras e afirmou ter ficado satisfeito com o acolhimento na cidade. Confira o...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/cliquenoticiasbrasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Clique Notícias Brasil (CNB)</a> &#8211; Durante o lançamento do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais, na terça-feira (9/9) em Manaus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o trânsito da cidade.</p>
<p>Irritado com o congestionamento enfrentado para chegar à Universidade do Estado do Amazonas (Ufam), comparou a situação com a mobilidade das grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro.</p>
<p>“Pegamos um trânsito desgraçado nessa avenida. Falam que São Paulo tem trânsito ruim, falam que o Rio de Janeiro tem trânsito ruim. Para chegar da base naval até aqui, caraca! Olha a quantidade de tempo que nós demoramos”, desabafou o presidente.</p>
<p>Apesar da crítica, Lula agradeceu a recepção calorosa dos manauaras e afirmou ter ficado satisfeito com o acolhimento na cidade.</p>
<p><strong>Confira o vídeo que circula nas redes sociais:</strong></p>
<figure class="wp-block-video"><video src="https://realtime1.com.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Video-2025-09-10-at-08.04.35.mp4" controls="controls" width="300" height="150"><strong><mark style="background-color: rgba(0, 0, 0, 0);" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Leia Mais:</mark></strong></p>
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<p></video></figure>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/uniao-progressista-deve-anunciar-saida-da-base-do-governo-lula-ainda-hoje/">União Progressista deve anunciar saída da base do governo Lula ainda hoje</a></li>
</ul>
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