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	<title>mortes Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>mortes Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/afogamentos-estao-entre-principais-causas-de-mortes-de-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 00:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Afogamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Afogamentos estão entre as principais causas de morte de crianças no Brasil, segundo alerta da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), que lança neste mês uma campanha para a prevenção desses acidentes. Por dia, quatro crianças morrem no país por esse tipo de acidente. Segundo a Sobrasa, entre as crianças de 1 a 4 anos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Afogamentos estão entre as principais causas de morte de crianças no Brasil, segundo alerta da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), que lança neste mês uma campanha para a prevenção desses acidentes. Por dia, quatro crianças morrem no país por esse tipo de acidente.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Afogamentos-estao-entre-principais-causas-de-mortes-de-criancas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Segundo a Sobrasa, entre as crianças de 1 a 4 anos de idade, o afogamento é a segunda causa de morte mais frequente. Entre as de 5 a 9 anos, cai para a terceira posição; e, dos 10 aos 24 anos, ocupa a quarta.</p>
<p>Presidente da Sobrasa, o coronel Fábio Braga, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, destaca que o período de férias escolares deve ser de atenção redobrada entre pais e responsáveis para a prevenção de afogamentos.</p>
<p>“Até 95% dos afogamentos poderiam ser evitados através de educação e informação”, destacou Braga.</p>
<p>De acordo com a Sobrasa, metade dos afogamentos envolvendo crianças acontece dentro do ambiente doméstico, em piscinas, vasos sanitários, máquinas de lavar, banheiras, caixas d’água e reservatórios. </p>
<p>Entre as medidas para a prevenção estão a supervisão permanente de um adulto, a instalação de barreiras de proteção em piscinas, o isolamento de reservatórios de água e a educação sobre segurança aquática desde a infância.</p>
<p>No Brasil, a cada 90 minutos, uma pessoa morre afogada, e quatro a cada dez vítimas têm menos de 29 anos. O total de casos em um ano chega a 5.742, e dois terços desses afogamentos ocorrem em rios, lagos e represas. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Afogamentos-estao-entre-principais-causas-de-mortes-de-criancas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="09/07/2026 -  Campanha visa reduzir o número de afogamentos, em especial de crianças no Brasil. Foto: Sobrasa/ Divulgação" title="Sobrasa/ Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Campanha visa reduzir o número de afogamentos, em especial de crianças no Brasil. Foto: Sobrasa/ Divulgação</h6>
</p>
<h2>Campanha</h2>
<p>Pelo Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, comemorado em 25 de julho, a Sobrasa promoverá uma campanha com 10 mil voluntários da organização no país. Participam também instituições públicas e privadas, universidades, clubes, corporações de bombeiros, guarda-vidas, entre outros. </p>
<p>Segundo afirmou Fábio Braga, a ideia é celebrar a vida e passar à população uma mensagem de alerta sobre o problema dos afogamentos e medidas educativas de prevenção.</p>
<p>A Sobrasa destaca que o afogamento não acontece por acaso. Por isso, informação, vigilância e comportamento seguro são as formas mais eficazes de evitar mortes. </p>
<p>Entre as ações, está prevista a iniciativa Celebrando sua Cidade, que promoverá palestras, cursos e treinamentos sobre segurança aquática em diferentes estados brasileiros.</p>
<p>Outra ação será o movimento <em>Go Blue</em> – Vista-se de Azul, que incentiva a iluminação de monumentos, prédios públicos e pontos turísticos na cor azul. Já estão confirmados para se “vestirem” de azul, em 25 de julho, o monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; o Estádio Mané Garrincha, em Brasília; a Arena Castelão, no Ceará, entre outros.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1783728466_418_Afogamentos-estao-entre-principais-causas-de-mortes-de-criancas.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="09/07/2026 -  Campanha visa reduzir o número de afogamentos, em especial de crianças no Brasil. Foto: Sobrasa/ Divulgação" title="Sobrasa/ Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Campanha visa reduzir o número de afogamentos, em especial de crianças no Brasil. Foto:Sobrasa/ Divulgação</h6>
</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-07/afogamentos-estao-entre-principais-causas-de-mortes-de-criancas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mortes no trânsito caem 33% em Manaus no mês de junho</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mortes-no-transito-caem-33-em-manaus-no-mes-de-junho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As ações de conscientização, fiscalização e prevenção de acidentes desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus contribuíram para uma redução de 33% no número de mortes no trânsito registradas em junho deste ano. Os dados são do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e comparam os índices com o mesmo período de 2025. Em junho do ano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As ações de conscientização, fiscalização e prevenção de acidentes desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus contribuíram para uma redução de 33% no número de mortes no trânsito registradas em junho deste ano. Os dados são do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e comparam os índices com o mesmo período de 2025.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em junho do ano passado, a capital contabilizou 21 vítimas fatais no trânsito. Neste ano, o número caiu para 14, reforçando a tendência de redução observada ao longo dos últimos meses.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Queda nas mortes segue tendência de redução</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores do IMMU mostram que os resultados positivos vêm sendo registrados de forma consecutiva. Em maio, a redução foi de 17,68% em relação ao mesmo mês de 2025. Já em abril, a queda chegou a 8,33% na comparação anual.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Assim, os números indicam que as medidas adotadas pela gestão municipal têm contribuído para reduzir o número de vítimas fatais nas ruas e avenidas da cidade.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atropelamentos também diminuíram no primeiro semestre</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Além da queda nas mortes no trânsito, Manaus registrou redução de 27% nas vítimas fatais por atropelamento durante o primeiro semestre de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No período, foram contabilizadas 35 mortes por atropelamento, contra 48 registradas nos seis primeiros meses de 2025.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Essa redução progressiva nos mostra que a integração entre engenharia, fiscalização e educação viária está surtindo o efeito desejado: preservar vidas. Nosso foco é manter essas frentes de trabalho para garantir que os índices de vítimas fatais no trânsito continuem caindo em todas as áreas de Manaus. Temos uma equipe de servidores que atua com este objetivo e, felizmente, temos alcançado êxito”, afirmou o diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Educação e infraestrutura reforçam a segurança viária</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as iniciativas desenvolvidas pela administração municipal estão ações permanentes de educação para o trânsito. Semanalmente, equipes promovem palestras e atividades educativas em empresas, escolas e locais de grande circulação de pessoas, além de orientar pedestres e condutores e distribuir material informativo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a Prefeitura ampliou os investimentos em infraestrutura viária com a instalação de equipamentos de segurança e a implantação de sinalização horizontal e vertical.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mais de 50 bairros receberam intervenções, totalizando 726 ruas sinalizadas. Além disso, o município implantou mais de 500 faixas de pedestres, fortalecendo a segurança dos usuários mais vulneráveis e contribuindo para a organização do fluxo de veículos e pedestres.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Radares contribuem para reduzir acidentes fatais</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A ampliação da fiscalização eletrônica também tem apresentado resultados positivos. Os novos radares ajudam a coibir o excesso de velocidade e incentivam o cumprimento das normas de trânsito.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Como resultado, as avenidas do Turismo, São Jorge, Tefé e Nilton Lins, que registraram mortes em 2025, não tiveram nenhuma ocorrência fatal neste ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além dessas vias, outros importantes corredores viários também apresentaram redução nos indicadores de mortalidade, entre eles as avenidas Djalma Batista, Coronel Teixeira e Governador José Lindoso, consolidando os avanços das ações voltadas à segurança no trânsito em Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
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		<title>Manaus reduz em 33% as mortes no trânsito durante o mês de junho</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-reduz-em-33-as-mortes-no-transito-durante-o-mes-de-junho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As ações de conscientização, fiscalização e prevenção de acidentes desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus contribuíram para uma redução de 33% no número de mortes no trânsito registradas em junho deste ano. Os dados são do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e comparam os índices com o mesmo período de 2025. Em junho do ano [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As ações de conscientização, fiscalização e prevenção de acidentes desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus contribuíram para uma redução de 33% no número de mortes no trânsito registradas em junho deste ano. Os dados são do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e comparam os índices com o mesmo período de 2025.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em junho do ano passado, a capital contabilizou 21 vítimas fatais no trânsito. Neste ano, o número caiu para 14, reforçando a tendência de redução observada ao longo dos últimos meses.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Queda nas mortes segue tendência de redução</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores do IMMU mostram que os resultados positivos vêm sendo registrados de forma consecutiva. Em maio, a redução foi de 17,68% em relação ao mesmo mês de 2025. Já em abril, a queda chegou a 8,33% na comparação anual.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Assim, os números indicam que as medidas adotadas pela gestão municipal têm contribuído para reduzir o número de vítimas fatais nas ruas e avenidas da cidade.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atropelamentos também diminuíram no primeiro semestre</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Além da queda nas mortes no trânsito, Manaus registrou redução de 27% nas vítimas fatais por atropelamento durante o primeiro semestre de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No período, foram contabilizadas 35 mortes por atropelamento, contra 48 registradas nos seis primeiros meses de 2025.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Essa redução progressiva nos mostra que a integração entre engenharia, fiscalização e educação viária está surtindo o efeito desejado: preservar vidas. Nosso foco é manter essas frentes de trabalho para garantir que os índices de vítimas fatais no trânsito continuem caindo em todas as áreas de Manaus. Temos uma equipe de servidores que atua com este objetivo e, felizmente, temos alcançado êxito”, afirmou o diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Educação e infraestrutura reforçam a segurança viária</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as iniciativas desenvolvidas pela administração municipal estão ações permanentes de educação para o trânsito. Semanalmente, equipes promovem palestras e atividades educativas em empresas, escolas e locais de grande circulação de pessoas, além de orientar pedestres e condutores e distribuir material informativo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a Prefeitura ampliou os investimentos em infraestrutura viária com a instalação de equipamentos de segurança e a implantação de sinalização horizontal e vertical.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mais de 50 bairros receberam intervenções, totalizando 726 ruas sinalizadas. Além disso, o município implantou mais de 500 faixas de pedestres, fortalecendo a segurança dos usuários mais vulneráveis e contribuindo para a organização do fluxo de veículos e pedestres.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Radares contribuem para reduzir acidentes fatais</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A ampliação da fiscalização eletrônica também tem apresentado resultados positivos. Os novos radares ajudam a coibir o excesso de velocidade e incentivam o cumprimento das normas de trânsito.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Como resultado, as avenidas do Turismo, São Jorge, Tefé e Nilton Lins, que registraram mortes em 2025, não tiveram nenhuma ocorrência fatal neste ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além dessas vias, outros importantes corredores viários também apresentaram redução nos indicadores de mortalidade, entre eles as avenidas Djalma Batista, Coronel Teixeira e Governador José Lindoso, consolidando os avanços das ações voltadas à segurança no trânsito em Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-reduz-em-33-as-mortes-no-transito-durante-o-mes-de-junho/">Manaus reduz em 33% as mortes no trânsito durante o mês de junho</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<item>
		<title>Cruzamentos perigosos elevam número de mortes no trânsito de Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cruzamentos-perigosos-elevam-numero-de-mortes-no-transito-de-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 00:17:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A morte do motociclista Renato Teixeira de Jesus, 38, em maio deste ano, atropelado por um micro-ônibus no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus, escancara uma realidade que os números já alertavam há meses: o trânsito da capital amazonense está cada vez mais letal, principalmente para quem se desloca de motocicleta. Câmeras de segurança [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cruzamentos-perigosos-elevam-numero-de-mortes-no-transito-de-manaus/">Cruzamentos perigosos elevam número de mortes no trânsito de Manaus</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A morte do motociclista Renato Teixeira de Jesus, 38, em maio deste ano, atropelado por um micro-ônibus no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus, escancara uma realidade que os números já alertavam há meses: o trânsito da capital amazonense está cada vez mais letal, principalmente para quem se desloca de motocicleta.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Câmeras de segurança registraram o momento em que o micro-ônibus, que trafegava pela faixa da esquerda, fez uma conversão brusca à direita sem sinalizar e atingiu Renato. Ele morreu ainda no local, vítima de traumatismo cranioencefálico grave e múltiplas fraturas no crânio. O motorista fugiu sem prestar socorro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O caso está longe de ser isolado, entre janeiro e maio de 2026, Manaus registrou 110 mortes no trânsito, aumento de 46,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 75 vítimas fatais, segundo dados do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). Março foi o mês mais violento, com 25 mortes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Motociclistas: os mais expostos ao risco</h2>
<p>Foto: Reprodução</p>
<p class="wp-block-paragraph">Dos 89 mortos no primeiro quadrimestre deste ano, 43 eram motociclistas, (48% do total). Em comparação com 2025, quando 30 motociclistas morreram no mesmo período, o aumento foi de 40%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os pedestres aparecem em seguida, com 27 vítimas, o equivalente a 30% dos óbitos. Juntos, motociclistas e pedestres representam 79% das mortes no trânsito registradas em Manaus nos quatro primeiros meses de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A pressão sobre o sistema de saúde também cresceu. Apenas entre os dias 1º e 19 de maio, 960 vítimas de acidentes com motocicletas deram entrada na rede pública do Amazonas, o que corresponde a 63,9% dos 1.560 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito no período. Em abril, foram 1.551 ocorrências envolvendo motos, de um total de 2.421 atendimentos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O reflexo é direto nos hospitais: cerca de 75% dos leitos públicos estão atualmente ocupados por vítimas de acidentes de trânsito.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A profissional de serviços gerais Vanessa Silveira já sofreu um acidente em um cruzamento da avenida Noel Nutels, zona Norte de Manaus, nas proximidades do Shopping Sumaúma, uma das vias mais perigosas da cidade, com 16 mortes registradas nos últimos dois anos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Vanessa voltava para casa em sua motocicleta quando parou em um cruzamento para fazer uma conversão à esquerda. Ao lado dela, um carro realizou a mesma manobra sem sinalizar.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Quando vi que dava para atravessar, porque não tinha sinalização, fiz a dobra. Mas, ao mesmo tempo, o carro também dobrou e me atingiu. Minha moto caiu e eu fui ao chão, muito assustada”, relatou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além do trauma, ela teve prejuízo financeiro. Segundo Vanessa, a motorista alegou não tê-la visto e atribuiu a culpa do acidente à motociclista.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Tenho certeza de que não estava errada. Cheguei ao cruzamento antes do carro e estava com o pisca ligado indicando a conversão. Mesmo assim, tive que pagar o arranhão e a pintura do carro. Foram quase R$ 2 mil de prejuízo”, contou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Desde então, a relação dela com o trânsito mudou. “Não tenho mais vontade de andar de moto. Eu só usava para buscar meu filho na escola e ir ao comércio, mas ainda preciso dela porque é meu único meio de transporte e o mais acessível. Hoje sinto medo e ansiedade, principalmente porque já caí outras vezes por causa das condições da rua e da pista molhada”, desabafou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Infraestrutura precária e imprudência</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista em mobilidade urbana Manoel Paiva, o problema envolve tanto falhas estruturais quanto comportamentos imprudentes no trânsito.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“As interseções viárias apresentam deficiências graves, como sinalização inadequada, problemas geométricos, conservação precária da pista, drenagem insuficiente, iluminação deficiente e ausência de calçadas acessíveis para pedestres”, explicou.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="740" height="554" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1782001024_764_Cruzamentos-perigosos-elevam-numero-de-mortes-no-transito-de-Manaus.jpg?resize=740%2C554&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-473732"  />Foto: Reprodução</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, entre os erros mais comuns de motoristas e motociclistas em Manaus estão o desrespeito à sinalização, excesso de velocidade, imprudência e a falta de educação no trânsito.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Tudo isso se agrava pela ausência de agentes municipais para orientar, organizar e fiscalizar o fluxo de veículos e pedestres”, completou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O especialista também aponta a dependência crescente da motocicleta como parte estrutural do problema.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A motocicleta se tornou o principal meio de transporte em grande parte das cidades brasileiras. Em muitos municípios do Amazonas, elas representam mais de 70% da frota circulante”, afirmou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em Manaus, as motos já correspondem a 35% da frota registrada pelo Detran-AM até o primeiro trimestre de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Como solução, o especialista defende o fortalecimento do chamado “tripé da mobilidade”: planejamento e engenharia viária, fiscalização eficiente e educação permanente para o trânsito.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Fiscalização</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="720" height="407" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1782001024_186_Cruzamentos-perigosos-elevam-numero-de-mortes-no-transito-de-Manaus.jpg?resize=720%2C407&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-468111" style="width:840px;height:auto"  />Foto: IMMU</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 15 e 18 de maio, a Operação Segurança Presente, do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), registrou 728 infrações em diferentes zonas de Manaus e na rodovia AM-070. 60% das irregularidades envolveram motocicletas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As infrações mais frequentes foram conduzir moto sem capacete (68 casos), transportar passageiro sem capacete (54), dirigir sem habilitação (49), usar calçado inadequado (47) e circular sem equipamento obrigatório (43). Também foram registrados 30 casos de direção sob efeito de álcool e 28 recusas ao teste do bafômetro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Dados acumulados de 2024 a 2026 do IMMU apontam as vias mais perigosas da capital. A rodovia Torquato Tapajós lidera o ranking, com 36 mortes, seguida pelo Rodoanel Metropolitano (31). As avenidas Governador José Lindoso e Autaz Mirim aparecem empatadas, com 26 vítimas fatais cada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A zona Norte concentra o maior número de mortes, com 27 registros, 30% do total da capital. Já as zonas Leste e Centro-Sul somam 41 óbitos, o equivalente a 48% das ocorrências.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Conscientização</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Manoel Paiva, campanhas pontuais não bastam para mudar a realidade. Ele enfatiza que o país ainda carece de educação efetiva para o trânsito, ampliação da fiscalização tecnológica, com radares, videomonitoramento e inteligência artificial, além de planejamento urbano voltado à mobilidade segura e integração entre os órgãos municipais, estaduais e federais responsáveis pelo trânsito.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A equipe de reportagem do Em Tempo procurou o IMMU para esclarecer quais investimentos estão sendo realizados em sinalização viária e ações de fiscalização voltadas à redução de acidentes de trânsito na capital. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno do órgão.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais</p>
<p class="wp-block-paragraph">Manaus registra alta de 6% em área regularizada com Habite-se no primeiro quadrimestre de 2026</p>
<p class="wp-block-paragraph">Vídeo mostra momento em que micro-ônibus atropela e mata motociclista em Manaus</p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/cruzamentos-perigosos-elevam-numero-de-mortes-no-transito-de-manaus/">Cruzamentos perigosos elevam número de mortes no trânsito de Manaus</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Em 14 anos, mortes no trânsito por causa de álcool diminuem 19,5%</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/em-14-anos-mortes-no-transito-por-causa-de-alcool-diminuem-195/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:20:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A taxa de mortes no trânsito relacionadas com o consumo de bebida alcoólica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. A análise, divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional no tema. Para se ter uma ideia, em 2010, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa de mortes no trânsito relacionadas com o consumo de bebida alcoólica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. A análise, divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional no tema.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Em-14-anos-mortes-no-transito-por-causa-de-alcool.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Para se ter uma ideia, em 2010, o número era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. No entanto, o estudo pondera que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida).  </p>
<h2>Referência no mundo </h2>
<p>Segundo a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca não deixou de funcionar e é uma legislação que serve de referência para o mundo ao reduzir os acidentes de trânsito e salvar vidas no Brasil. </p>
<p>“Essa redução foi da ordem de mais de 30%, desde que a lei surgiu (em 2008) até os últimos anos”, afirmou Mariana em entrevista à Agência Brasil. Ela concorda, no entanto, que há uma perda de fôlego em vista de “novos  desafios”. A Lei Seca começou a apresentar menos eficiência, conforme revelam os números. </p>
<p>“A gente vinha observando uma curva constante de queda até 2019, e a partir daí a taxa de mortes começou a crescer depois da pandemia”, acrescentou. </p>
<p>Mariana explica que isso ocorreu porque, embora a fiscalização tenha aumentado nos últimos anos, as formas de burlar também ficaram cada vez mais sofisticadas. “As pessoas conseguem se comunicar, usar aplicativos e saber onde estão acontecendo as fiscalizações”. </p>
<h2>Impunidades</h2>
<p>Além disso, ela lamenta que prevalece na população um senso de que é possível passar impune pela lei seca. Para conter isso, defende a intensificação das ações de fiscalização, o acesso a atendimento de emergência e as ações de prevenção que alcancem especialmente o público masculino (o que mais morre no trânsito). </p>
<p>De acordo com a Cisa, a partir de 2019, o uso de álcool é responsável por 36,6% das ocorrências no trânsito entre os homens e 26,3% entre as mulheres.  “O maior perfil de risco afetado pelas mortes são os homens jovens”. </p>
<p>Um problema é que a fiscalização convive com limitações, como o número de operações com uso de bafômetros e o aumento da frota e de acidentes com motocicletas. </p>
<h2>Sensibilização</h2>
<p>A coordenadora do Cisa recomenda que, para sensibilizar a sociedade a não beber e dirigir, as campanhas precisam ficar mais estratégicas. &#8220;É preciso ir além dos anúncios “de choque”.  </p>
<p>“A evidência internacional mostra que as mensagens que se baseiam somente no medo têm efeito de curto prazo, mas não conseguem mudar o comportamento de forma sustentada”, disse ela.</p>
<p>O que funcionaria, na sua opinião, seria combinar educação, esclarecimento e percepção de risco real das pessoas.</p>
<p>“A pessoa precisa acreditar que vai ser fiscalizada e que vai ser punida”.</p>
<p>Os dados mostram que a maior parte das infrações acontecem nos finais de semana e durante a madrugada.</p>
<p>Por isso, um caminho seria promover a cultura de alternativas viáveis, como o transporte noturno e acessível, e os aplicativos de carona. “Quando a gente só sensibiliza, mas também não traz alternativa, ficamos com o limite claro”. </p>
<h2>Tocantins lidera</h2>
<p>De acordo com os dados, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional (6,2), como o Tocantins (13,4), Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1). Em relação às internações, 16 estados têm taxa superior. As maiores são no Espírito Santo, Pará e Acre.</p>
<p>“No caso dos estados com maior taxa de morte, a gente pode pensar em questões estruturais, rodovias mais perigosas, por exemplo, menor densidade de fiscalização e de acesso a serviços de emergência nas estradas”, afirmou Mariana Thibes. </p>
<p>Ela ressaltou que o hábito de beber e dirigir pode ser diferente conforme os estados. “São realidades específicas que precisam ser investigadas mais a fundo para que o poder público também possa dar respostas adaptadas”.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-06/em-14-anos-mortes-no-transito-por-causa-de-alcool-diminuem-195" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Brasil teve 120 mil mortes associadas a ondas de calor em 20 anos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/brasil-teve-120-mil-mortes-associadas-a-ondas-de-calor-em-20-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 21:01:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo lançado nesta quarta-feira (17) estima que aproximadamente 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019 estiveram associadas às ondas de calor. Isso equivale a 0,6% da mortalidade total registrada no período, excluindo os óbitos por causas externas (acidentes e violências). Também houve aumento do risco de internações por doenças respiratórias, renais e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo lançado nesta quarta-feira (17) estima que aproximadamente 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019 estiveram associadas às ondas de calor. Isso equivale a 0,6% da mortalidade total registrada no período, excluindo os óbitos por causas externas (acidentes e violências).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Brasil-teve-120-mil-mortes-associadas-a-ondas-de-calor.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Também houve aumento do risco de internações por doenças respiratórias, renais e gastrointestinais durante períodos de temperaturas extremas. </p>
<p>O estudo <em>Saúde e ondas de calor no Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS</em> foi elaborado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).</p>
<p>A coordenação técnica dos projetos é do Ciência&amp;Clima, cooperação técnica entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e do ProAdapta, parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil (MMA) e o Ministério Federal do Meio Ambiente, Ação Climática, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMUKN) da Alemanha.</p>
<p>&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</p>
<p>Os dados abrangem 5.566 municípios brasileiros, quase a totalidade. Apenas quatro foram excluídos por incompatibilidades técnicas e administrativas, segundo os pesquisadores: Itaparica (BA), Madre de Deus (BA), Fernando de Noronha (PE) e Bombinhas (SC).</p>
<p>As análises indicam associação consistente entre a exposição ao calor extremo e o aumento da mortalidade, especialmente entre idosos, pessoas com doenças respiratórias, mulheres e indivíduos com menor escolaridade.</p>
<p>A pesquisadora da Fiocruz Beatriz Oliveira destaca a relevância do estudo pela capacidade de fazer um diagnóstico mais abrangente do país.</p>
<p>“A inovação deste estudo está em integrar, em escala nacional, a caracterização das ondas de calor considerando frequência, intensidade e duração com uma análise detalhada de seus impactos sobre internações hospitalares e mortalidade”, explica a pesquisadora.</p>
<p>“Percebemos que os efeitos são observados em todo o território. Quando a gente olha para os resultados, consegue ter uma dimensão melhor do problema e orientar políticas públicas mais eficazes”, complementa.</p>
<p>O pesquisador da UFBA Ismael Silveira diz que os resultados alertam para a seriedade do problema.</p>
<p>“Uma importante implicação é o reconhecimento das ondas de calor como um risco importante para a saúde pública. Com isso, podemos chamar atenção para planos de contingência específicos, além de fortalecer a capacidade tanto de antecipação quanto de resposta do SUS”, diz.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Brasil-teve-120-mil-mortes-associadas-a-ondas-de-calor.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 14/11/2023 – População enfrenta forte onda de calor no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta rtecenter">Na população com mais de 60 anos, o levantamento identificou elevada sensibilidade para doenças respiratórias, renais e metabólicas. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Internações</h2>
<p>De acordo com o estudo, as ondas de calor aumentam de forma consistente o risco de internações por doenças respiratórias, especialmente pneumonia, e por enfermidades geniturinárias, como insuficiência renal, em praticamente todas as regiões do país.</p>
<p>Entre crianças com menos de 10 anos, as gastroenterites apareceram como a causa de internação mais fortemente associada aos episódios de calor extremo. Segundo os pesquisadores, contribuem para esse cenário a maior vulnerabilidade à desidratação e alterações ambientais que afetam a qualidade da água e a conservação de alimentos.</p>
<p>Na população com mais de 60 anos, o levantamento identificou elevada sensibilidade para doenças respiratórias, renais e metabólicas, incluindo diabetes. O estudo também sugere que eventos cardiovasculares durante ondas de calor podem evoluir rapidamente para quadros graves, com possibilidade de morte antes da hospitalização.</p>
<p>Para o supervisor de Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação do projeto Ciência&amp;Clima, Sávio Raeder, os resultados evidenciam desigualdades sociais nos efeitos do calor extremo.</p>
<p>“Na morbidade hospitalar, exploramos diferentes desfechos de saúde, um tema ainda pouco estudado no país. Na mortalidade, identificamos um gradiente social de risco, com maior aumento percentual do risco de morte entre pessoas com menor escolaridade. Esses resultados reforçam a necessidade de direcionar ações de adaptação e proteção aos grupos mais vulneráveis”, disse Raeder.</p>
<h2>Calor mais frequente</h2>
<p>Segundo a pesquisa, a maioria dos municípios brasileiros registrou aumento na frequência e na intensidade das ondas de calor entre 2000 e 2019. Os eventos mais frequentes e duradouros ocorreram nas regiões Norte e Centro-Oeste, enquanto os episódios com maior intensidade em relação às médias históricas foram observados no Sul e no Sudeste.</p>
<p>Os autores defendem o fortalecimento de sistemas de monitoramento e alerta antecipado para ondas de calor, além da incorporação de informações climáticas às ações de vigilância epidemiológica e ambiental do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>De acordo com o diretor de Meio Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e integrante do projeto ProAdapta, Maurício Guerra, os resultados demonstram que o calor extremo já produz impactos relevantes sobre a saúde da população brasileira.</p>
<p>“A pesquisa traz uma mensagem inequívoca: o calor extremo já está custando vidas no Brasil. Os mais de 120 mil óbitos associados às ondas de calor revelam que a adaptação à mudança do clima precisa avançar com urgência, ampliando a construção de cidades verdes e resilientes”, disse Guerra.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/brasil-teve-120-mil-mortes-associadas-ondas-de-calor-em-20-anos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Rodovias federais registraram 98 mortes no feriado de Corpus Christi</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/rodovias-federais-registraram-98-mortes-no-feriado-de-corpus-christi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:01:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ao longo dos cinco dias de feriado prolongado, 98 pessoas morreram nas rodovias federais e 1.057 ficaram feridas, em meio aos 1.060 sinistros de trânsito registrados durante a Operação Corpus Christi, da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo a PRF, 210.472 pessoas e veículos foram fiscalizados de forma intensa, com o uso de radares portáteis em pontos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo dos cinco dias de feriado prolongado, 98 pessoas morreram nas rodovias federais e 1.057 ficaram feridas, em meio aos 1.060 sinistros de trânsito registrados durante a Operação Corpus Christi, da Polícia Rodoviária Federal (PRF).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Rodovias-federais-registraram-98-mortes-no-feriado-de-Corpus-Christi.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Segundo a PRF, 210.472 pessoas e veículos foram fiscalizados de forma intensa, com o uso de radares portáteis em pontos considerados críticos.</p>
<p>Foram identificados 24.212 veículos em velocidade acima da permitida nas vias. A PRF autuou 4.277 motoristas por ultrapassagens proibidas e 3.283 por não uso do cinto de segurança ou do dispositivo para retenção de crianças (cadeirinha).</p>
<p>Encerrada no domingo (7), a Operação Corpus Christi contabilizou 75.413 testes de alcoolemia – com 879 autuações por embriaguez ao volante ou recusa ao teste que identifica o consumo de álcool.</p>
<p>“As estatísticas preliminares indicam que 69 pessoas foram detidas por índice de teor alcoólico no organismo considerado crime ou por apresentar sinais de embriaguez”, detalhou a PRF ao divulgar o balanço do feriado.</p>
<p>Segundo a entidade, os estados que registraram maior número de sinistros foram Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.</p>
<p>Minas Gerais:</p>
<p>135 sinistros de trânsito</p>
<p>10 mortes</p>
<p>155 feridos</p>
<p>Santa Catarina:</p>
<p>130 sinistros de trânsito</p>
<p>6 mortes</p>
<p>143 feridos</p>
<p>Paraná:</p>
<p>112 sinistros de trânsito</p>
<p>5 mortes</p>
<p>113 feridos</p>
<h2>Transporte de passageiros</h2>
<p>Devido à alta letalidade observada recentemente em sinistros envolvendo transporte de passageiros, a Operação Corpus Christi deste ano se dedicou também à fiscalização deste tipo de veículos. Ao todo, 1.389 ônibus foram fiscalizados.</p>
<p>“De janeiro a abril de 2026, foram 690 sinistros de trânsito que envolveram ônibus, micro-ônibus e <em>vans</em>, com 74 pessoas mortas. O trabalho de fiscalização buscou identificar a documentação dos motoristas e dos veículos e as condições em que os passageiros eram transportados”, justificou a PRF.</p>
<p>Os números apresentados no balanço da PRF são ainda preliminares e poderão ser ampliados na medida em que as informações sejam consolidadas em seus sistemas.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-06/rodovias-federais-registraram-98-mortes-no-feriado-de-corpus-christi" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Manaus reduz mortes no trânsito em maio, mas acidentes com motos crescem</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/manaus-reduz-mortes-no-transito-em-maio-mas-acidentes-com-motos-crescem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manaus (AM) – Manaus registrou uma redução de 25% no número de mortes no trânsito durante o mês de maio, na comparação com o mesmo período de 2025. Apesar do resultado positivo, os acidentes fatais envolvendo motociclistas aumentaram 19% nos cinco primeiros meses deste ano, acendendo um alerta para as autoridades de trânsito. Os dados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Manaus (AM) – Manaus registrou uma redução de 25% no número de mortes no trânsito durante o mês de maio, na comparação com o mesmo período de 2025. Apesar do resultado positivo, os acidentes fatais envolvendo motociclistas aumentaram 19% nos cinco primeiros meses deste ano, acendendo um alerta para as autoridades de trânsito.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram apresentados nesta terça-feira (2), durante o encerramento da campanha Maio Amarelo, promovida pela Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), em parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em maio deste ano, a capital amazonense registrou 21 mortes em sinistros de trânsito, contra 28 no mesmo período do ano passado. Os atropelamentos também apresentaram queda. Entre janeiro e maio de 2026, 31 pessoas morreram atropeladas, contra 40 registros no mesmo período de 2025, uma redução de 22%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O presidente do IMMU, Elson Andrade, destacou que o resultado é fruto de ações de fiscalização, educação para o trânsito e do reforço da tecnologia nas vias da cidade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“No mês de maio, nós tivemos essa redução no número de vítimas em relação a 2025. Entendemos que algumas ações, como as câmeras de monitoramento, lombadas eletrônicas e radares, estão trazendo resultados efetivos. Grande parte desse resultado se deu em função da dedicação da nossa equipe de educação, que esteve de forma intensa nos terminais, escolas e no transporte coletivo”, afirmou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A cerimônia de encerramento da campanha foi realizada no auditório do Sest-Senat, na zona Centro-Oeste de Manaus, reunindo representantes do sistema de transporte urbano para apresentar o balanço das ações desenvolvidas ao longo do mês.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mortes de motociclistas aumentam</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da redução registrada em maio, os números envolvendo motociclistas preocupam. O levantamento do IMMU aponta que as mortes em acidentes com motos passaram de 47 para 56 casos entre janeiro e maio deste ano, um aumento de 19%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No acumulado geral, Manaus registrou 110 mortes em sinistros de trânsito nos cinco primeiros meses de 2026. No mesmo período do ano passado, foram contabilizadas 103 vítimas fatais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os dados reforçam a necessidade de ampliar as ações de conscientização voltadas principalmente aos motociclistas, grupo que concentra uma parcela significativa das ocorrências graves no trânsito da capital.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O vice-presidente de Transportes do IMMU, Uarodi Guedes, afirmou que o encerramento do Maio Amarelo não significa o fim das ações desenvolvidas pelo instituto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A palavra hoje é não esmorecer, não é diminuir o ritmo. Devemos continuar trabalhando nas ações de educação, fiscalização e engenharia. Deveremos ter muitas novidades na parte de infraestrutura da cidade, que devem trazer melhorias para a mobilidade de modo geral”, declarou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, novas intervenções de infraestrutura e mobilidade devem ser implementadas nos próximos meses para melhorar a circulação de veículos e reduzir os riscos de acidentes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Respeito às leis pode salvar vidas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Com 29 anos de profissão, o motorista da empresa Expresso Coroado, Gerenaldo Santos, destacou a importância do cumprimento das normas de trânsito para prevenir acidentes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Eu trabalho com muita atenção e respeito à lei de trânsito. Onde é para andar a 40 quilômetros por hora, eu ando; onde é para andar a 50 quilômetros por hora, eu ando. A gente tem que estar preparado para o estresse do trânsito, mas procuro sempre evitar acidentes”, relatou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O IMMU informou que seguirá realizando ações de engenharia, sinalização viária, educação para o trânsito e fiscalização em todas as zonas da cidade. A orientação é para que motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres respeitem as leis de trânsito e adotem comportamentos responsáveis para reduzir acidentes e preservar vidas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ageman aplica quase R$ 4 milhões em multas à Águas de Manaus em 2026</p>
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		<title>HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/hpv-leva-a-75-mil-mortes-anuais-por-cancer-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 20:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação. Os dados fazem parte de um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/HPV-leva-a-75-mil-mortes-anuais-por-cancer-no.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista científica <em>Human Vaccines &amp; Immunotherapeutics</em>, que analisou dados oficiais do Ministério da Saúde. O objetivo foi identificar as tendências de hospitalização e mortalidade, por isso a análise englobou o período de 2011 a 2019, anterior à pandemia de covid-19, que impactou diversos indicadores de saúde.</p>
<p>De acordo com a líder do estudo, a diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, um dos destaques é o alerta a respeito dos diversos tipos de câncer que o HPV pode causar. Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram todas as ocorrências e estimaram quantas foram causadas pelo vírus, considerando as proporções consolidadas pela literatura médica.</p>
<p>O câncer de colo do útero permanece como a maior preocupação, correspondendo a 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes ocorridas no período analisado. Mas isso significa que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outro local, somando mais de 50 mil hospitalizações.</p>
<p>&#8220;O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina,  vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço&#8221;, complementa a diretora executiva.</p>
<p>O câncer anal foi o tipo que apresentou maior aumento nas ocorrências, de 3,1% nas hospitalizações e de 10,9% na mortalidade. Homens que fazem sexo com homens e pessoas imunosuprimidas são especialmente vulneráveis.</p>
<p>Cintia também chama a atenção para o fato dos cânceres de cabeça e pescoço acometerem quatro vezes mais homens do que mulheres.</p>
<p>&#8220;Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação&#8221;, alerta a médica.</p>
<p>O estudo também mostra uma tendência preocupante com relação ao câncer do colo do útero. De 2011 a 2016, as hospitalizações caíram 4,7%, mas, de 2016 a 2019, o movimento foi o inverso, com crescimento de 3,9%. A mortalidade apresentou o mesmo padrão, com queda de 0,7% no primeiro período e alta de 1,5% no segundo.</p>
<p>Outro dado preocupante vem da análise etária. Enquanto todos os outros tipos começam a ter maior incidência a partir dos 40 ou 50 anos, no caso do câncer de colo do útero, as hospitalizações já são expressivas a partir dos 30. A a média de idade das pacientes é de 47 anos, pelo menos dez a menos do que nos outros tipos de câncer. A idade média das pessoas que morreram pela doença também é menor: 56 anos.</p>
<p>&#8220;Hoje o câncer do colo do útero é o câncer que mais mata mulheres em idade reprodutiva e é o que tem maior nível de incidência [nessa faixa etária]. A gente sabe que apenas 40% das mulheres fazem o papanicolau de maneira periódica como é recomendado. Então, elas são diagnosticadas quando já têm um tumor invasivo&#8221;, reforça Cintia.</p>
<p>O papanicolau ou exame preventivo é o procedimento ginecológico que deve ser feito periodicamente para detectar a presença do HPV ou de lesões precursoras no colo uterino, possibilitando que a paciente seja acompanhada com mais cautela ou receba o tratamento, em caso de lesões, evitando que elas evoluam para câncer.</p>
<p>No ano passado, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes para esse exame de rastreamento. Agora, todas as mulheres e outras pessoas com útero, entre 25 e 64 anos, devem fazer o teste DNA-HPV oncogênico, que detecta não somente a presença do vírus, como também identifica de que tipo ele é, já que apenas alguns tem potencial cancerígeno. </p>
<p>Em caso negativo, o exame só precisa ser repetido depois de cinco anos. Em caso positivo, a paciente deve ser encaminhada para outros exames, para confirmar ou descartar lesões ou o câncer já instalado, e realizar o tratamento. As autoridades de saúde acreditam que, com rastreamento organizado, tratamento oportuno e vacinações com alta cobertura, o câncer de colo do útero pode ser eliminado em 20 anos. </p>
<p>Cintia Parellada reforça que apesar dos desfechos agressivos, este é um tipo de câncer que oferece grande oportunidade de prevenção. &#8220;Depois que uma pessoa se infecta, ela demora dois anos para ter a lesão precursora. E da lesão precursora até o câncer, esse caminho pode ser de dez anos.&#8221;</p>
<p>Por outro lado, isso também demonstra a importância da vacinação precoce. &#8220;Uma pessoa que começou a atividade sexual com 15 anos, quando ela chega nos 30, já pode ter o câncer do colo do útero&#8221;, alerta.</p>
<p>A vacina contra o HPV foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014, e estudos já mostram que ela ajudou a reduzir a incidência de câncer e das lesões precursoras. No entanto, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta que mais de 19 mil novos casos serão diagnosticados por ano no país, durante o período 2026-2028, um aumento de 14% em comparação ao triênio anterior.</p>
<p>A vacina é recomendada a todas as crianças e adolescentes, de 9 a 14 anos, porque sua eficácia é maior se for tomada antes do início da vida sexual. O Ministério da Saúde está com uma campanha vigente de resgate vacinal para todos os jovens de até 19 anos que não foram vacinados na idade correta.</p>
<p>Além disso, também devem receber a vacina: pessoas imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pacientes que já tiveram lesões pré-cancerosas de alto grau. Para outros públicos, a vacina está disponível em serviços privados de saúde.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/hpv-leva-a-75-mil-mortes-anuais-por-cancer-no-brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mortes envolvendo moto aumentam com expansão da economia de aplicativo</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mortes-envolvendo-moto-aumentam-com-expansao-da-economia-de-aplicativo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, impulsionadas, em especial, pelo aumento das mortes envolvendo motocicletas (15.459), que responderam por 41,6% dos óbitos em vias terrestres no país. Em 2014, foram 43.780 mortes, sendo que os óbitos envolvendo motos somaram 12.604, que corresponde a 28,7%. Os dados constam do Atlas da Violência 2026, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, impulsionadas, em especial, pelo aumento das mortes envolvendo motocicletas (15.459), que responderam por 41,6% dos óbitos em vias terrestres no país. Em 2014, foram 43.780 mortes, sendo que os óbitos envolvendo motos somaram 12.604, que corresponde a 28,7%.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Mortes-envolvendo-moto-aumentam-com-expansao-da-economia-de-aplicativo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os dados constam do <em>Atlas da Violência 2026</em>, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).</p>
<p>A publicação considera o trânsito uma das principais causas de violência letal no país. Embora o número absoluto de mortes no trânsito tenha caído 20% em uma década, as mortes envolvendo motocicletas aumentaram em 2024, na comparação com 2014. </p>
<h2>Motociclistas de aplicativo</h2>
<p>O estudo identifica que a expansão da economia de aplicativos alterou a dinâmica da mobilidade urbana brasileira, pois transformou a motocicleta em um instrumento de trabalho e sobrevivência econômica para uma parcela grande da população, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.</p>
<p>Em cinco anos (de 2019 a 2024), as mortes no trânsito com motocicletas subiram 38%, passando de 11.182 para 15.459 óbitos.</p>
<p>No ano de 2024, a taxa de óbitos no trânsito foi da ordem de 17,5 por 100 mil habitantes, inferior à taxa de 2014 (21,9 por 100 mil), mas a preocupação dos pesquisadores é que esse número está voltando a crescer rapidamente. </p>
<p>Eles consideram que a pressão por produtividade, somada à ausência de proteção social e às jornadas extremas transformaram os trabalhadores de aplicativos em um dos grupos mais expostos ao risco letal no cotidiano urbano.</p>
<p>“O jovem ainda não está formado em sua capacidade de consequência e, em todas as situações, está mais exposto ao risco”, disse à Agência Brasil o coordenador do <em>Atlas da Violência</em>, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea.</p>
<p>Isso se complica ainda mais com o serviço de mototáxis, pois não é apenas uma pessoa exposta a riscos, mas também o carona, avaliou Cerqueira.</p>
<p>Um exemplo é o Piauí, onde as motocicletas estiveram envolvidas em 72,7% das mortes no trânsito registradas em 2024, muito acima da média nacional (41,6%).</p>
<p>Entre as medidas consideradas urgentes para reduzir a mortalidade no trânsito, Daniel Cerqueira citou a redução da velocidade, educação para o trânsito e melhoria da infraestrutura e segurança viária, além de melhorias da estrutura de gestão, fiscalização e medidas legislativas e regulatórias.</p>
<p>“O uso cada vez mais intensivo da motocicleta é um desafio enorme para esses jovens. Acho que tem que ser pensada uma legislação sobre esse tema”, sugeriu. </p>
<h2>Armas de fogo </h2>
<p>O Brasil registrou, em 2024, 29.870 homicídios cometidos com armas de fogo, uma redução de 8,8% em relação a 2023 e de 31,2% na comparação a 2014. A taxa de homicídios com arma de fogo por 100 mil habitantes no país foi de 14,1, resultado que corresponde à queda de 9% em relação a 2023 e 35% na comparação com 2014.</p>
<p>A comparação entre os dados de 2014 e 2024 mostra que a redução foi disseminada na maior parte do Brasil. Cinco estados apresentaram crescimento em valores absolutos: Amapá (100%), Roraima (61,7%), Pernambuco (9,9%), Piauí (8,1%) e Bahia (2,3%).</p>
<p>Em 2024, as armas de fogo responderam por 70,1% dos homicídios registrados no país, menor valor registrado na década, segundo o Atlas.</p>
<p>Entre os dez estados com maior participação de armas de fogo nos homicídios, oito estão na Região  Nordeste, e quatro ultrapassaram os 80%: Ceará (85,6%), Paraíba (83,9%), Amapá (83,7%) e Bahia (81,1%).</p>
<p>Os menores percentuais foram registrados no Distrito Federal (40,6%), Roraima (43,7%) e Tocantins (49,8%).</p>
<p>Os dados do Atlas mostram que na década em análise todos os estados da Região Sudeste reduziram a participação das armas de fogo nos homicídios.</p>
<p>Na região Norte, cinco dos oito estados mostraram aumento, com destaque para Amapá (+40,9%) e Roraima (+47,1%). Na direção inversa, o Distrito Federal apresentou a maior redução no período (-45,9%).</p>
<p>Segundo os pesquisadores do <em>Atlas da Violência</em>, esse padrão sugere uma “fragmentação crescente das dinâmicas da violência letal no país”.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/mortes-envolvendo-moto-aumentam-com-expansao-da-economia-de-aplicativo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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