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	<title>negras Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Julho das Pretas: mulheres negras marcham pelas ruas de todo país</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/julho-das-pretas-mulheres-negras-marcham-pelas-ruas-de-todo-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 21:12:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Manifestações por todo o país neste fim de semana coroaram o Julho das Pretas, agenda de ações contra o racismo e pelos direitos das mulheres negras. O mês foi escolhido por abrigar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana, celebrado neste sábado (25). Em todas as cidades, duas pautas estiveram no centro das discussões: a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Manifestações por todo o país neste fim de semana coroaram o Julho das Pretas, agenda de ações contra o racismo e pelos direitos das mulheres negras. O mês foi escolhido por abrigar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana, celebrado neste sábado (25).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Julho-das-Pretas-mulheres-negras-marcham-pelas-ruas-de-todo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em todas as cidades, duas pautas estiveram no centro das discussões: a reparação pelas responsabilidades históricas do Estado e da sociedade na desigualdade; e o Bem Viver, modelo de sociedade que valoriza o cuidado, a ancestralidade e a coletividade, com o objetivo de alcançar a justiça social e a preservação da vida. </p>
<p>O pontapé foi dado pela Marcha das Mulheres Negras de Pernambuco, realizada na capital, Recife, na sexta-feira (24). As participantes se concentraram no parque Treze de Maio, de onde caminharam até o Pátio do Carmo, denunciando a sub-representação das mulheres negras nos espaços de poder. </p>
<p>No sábado (25), atos foram realizados em pelo menos três capitais. Em Belo Horizonte (MG), as participantes também homenagearam os 12 anos da Associação de Trabalhadoras Domésticas Tereza de Benguela, que atua na capital mineira, em defesa dessa categoria, composta majoritariamente por mulheres negras. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Julho-das-Pretas-mulheres-negras-marcham-pelas-ruas-de-todo.jpeg?w=740&#038;ssl=1" alt="Belém - 26/07/2026 -  Marcha das Mulheres Negras em Belém. Foto Gabriela Ribeiro" title="Gabriela Ribeiro"/></p>
<p>Belém &#8211; 26/07/2026 &#8211; Marcha das Mulheres Negras em Belém. Foto Gabriela Ribeiro</p>
<p>Em Belém (PA), a marcha saiu em sua 11ª edição ao redor da Praça da República, no Centro. De acordo com Flávia Vieira, uma das organizadoras do evento, a escolha do local não foi aleatória, já que parte da praça foi erguida sobre um cemitério de pessoas escravizadas. </p>
<p>Essa conexão através do tempo também marca o tema escolhido para a marcha deste ano, em Belém: “Ancestralidade, um projeto de futuro que se faz agora”</p>
<p>“É um tema que nos convida a refletir sobre a importância dos direitos humanos, e a importância que precisamos dar para o nosso voto. Nós somos o maior grupo político e nós vamos decidir as eleições, então nós precisamos escolher bem as pessoas que vão nos representar”, destaca Flávia. </p>
<p>Sábado também foi dia de marcha e celebração em Salvador (BA). Beatriz Souza, integrante do Odara &#8211; Instituto da Mulher Negra, que organizou o ato, comemorou que a participação aumenta a cada edição. </p>
<p>“Foi um sábado perfeito, em que nós pudemos estar nas ruas com a força das yabás, pedindo licença para Exu, colocando as nossas crianças na frente da marcha. Foi um momento lindo que nos fez acreditar que é possível sonhar com um novo mundo e, principalmente, construir um novo mundo, com pactos novos de Bem Viver, igualdade e justiça para as pessoas” </p>
<p>O Odara também é o principal articulador das outras atividades do Julho das Pretas. Este ano, ao longo de julho, serão quase 700 atividades, realizadas por mais de 290 coletivos em 23 estados brasileiros e o Distrito Federal. </p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/julho-das-pretas-mulheres-negras-marcham-pelas-ruas-de-todo-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mulheres negras marcham no Rio por direitos e pelo bem-viver</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mulheres-negras-marcham-no-rio-por-direitos-e-pelo-bem-viver/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 20:42:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Milhares de mulheres negras marcharam neste domingo (26) em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ) em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e pelo bem viver. Este foi o tema escolhido para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro para cobrar políticas públicas que enfrentem as desigualdades históricas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Milhares de mulheres negras marcharam neste domingo (26) em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ) em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e pelo bem viver.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Mulheres-negras-marcham-no-Rio-por-direitos-e-pelo-bem-viver.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Este foi o tema escolhido para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro para cobrar políticas públicas que enfrentem as desigualdades históricas e o racismo, promovendo justiça social e condições dignas de vida para a população negra. </p>
<p>A marcha foi realizada logo após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, comemorados neste sábado (25).</p>
<p>A coordenadora do Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, Clátia Vieira, ressaltou que o bem-viver é o objetivo final, e ele só será alcançado com medidas de reparação.</p>
<p>“Primeiro, fazer escuta das mulheres negras, e segundo, colocar o racismo como pauta estrutural da sociedade. A conexão do racismo com o capitalismo que mata as mulheres negras, que desemprega, que faz com que elas vivam uma instabilidade econômica, política e social.”</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Mulheres-negras-marcham-no-Rio-por-direitos-e-pelo-bem-viver.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/07/2026 - XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Mobilização integra a 12ª edição do Julho das Pretas e reúne organizações de mulheres negras em defesa da democracia, do combate ao racismo, da reparação e do bem viver. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p>12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana.  &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
<p>A educadora Bárbara Carine participou da marcha junto com toda a família e considera importante inserir as crianças nos espaços de mobilização. </p>
<p> “Eu acredito que a política está no processo de entender quem nós somos, os nossos direitos, e o quão longe nós ainda estamos de onde a gente deveria estar. A marcha é um momento de pensar tanto os nossos avanços históricos, de celebrar nossa caminhada, mas principalmente olhar para um futuro de bem-viver. A gente quer passar das pautas de sobrevivência”, afirmou. </p>
<p>A vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 em um crime de motivação política, novamente apareceu como símbolo de luta em faixas, camisetas e nas falas. A mãe de Mariele, Marinete Silva participou do ato.</p>
<p>“A Marielle esteve na marcha em 2017 e tinha que estar hoje aqui, nas ruas com as mulheres negras. Ela foi tombada mas não nos deixa calar. A participação política das mulheres é essencial e também era um projeto dela. Então é importante que a gente venha”, disse Marinete.</p>
<p>Durante toda a marcha, as falas políticas foram intercaladas por apresentações artísticas, de grupos como Afrolaje, Angoleiras e Obara Ylê de Ouro, que celebraram a ancestralidade, a resistência e a produção cultural negra.</p>
<p>O casal Cinthia Garcia e Laísse Santos acredita que essa celebração é fundamental. “Se tivesse uma palavra para resumir a nossa presença aqui hoje é pertencimento”, destaca Laísse.  </p>
<p>“A marcha também é pelo direito da gente existir sendo quem a gente é. Usar os nossos cabelos, não ser criticada pela roupa que a gente veste,pelo turbante que a gente usa.Usa com orgulho os nossos elementos ancestrais”, explicou Cinthia</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1785098548_444_Mulheres-negras-marcham-no-Rio-por-direitos-e-pelo-bem-viver.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 26/07/2026 - O casal, Cíntia Garcia e Laisse Santos, de Maricá, participam da XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Mobilização integra a 12ª edição do Julho das Pretas e reúne organizações de mulheres negras em defesa da democracia, do combate ao racismo, da reparação e do bem viver. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p>O casal, Cíntia Garcia e Laisse Santos, de Maricá, participam da 12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana.- Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>
<p>As duas trabalham com afroturismo na cidade de Maricá, e reforçam que o racismo também se manifesta no apagamento das contribuições dadas pela população negra para o desenvolvimento do país. </p>
<p>“A cidade sempre é apresentada a partir da presença de pessoas brancas importantes, mas pouco se fala de quem realmente construiu a cidade, quem foram as mãos que construíram, de quem foi a tecnologia e a nossa luta é de resgate dessas histórias invisibilizadas”,complementa Cinthia. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/mulheres-negras-marcham-no-rio-por-direitos-e-pelo-bem-viver" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
<p>The post <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mulheres-negras-marcham-no-rio-por-direitos-e-pelo-bem-viver/">Mulheres negras marcham no Rio por direitos e pelo bem-viver</a> appeared first on <a href="https://cliquenoticiasbrasil.com.br">Clique Notícias Brasil</a>.</p>
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		<title>Homenagem a Luana Barbosa marca a 11ª Marcha das Mulheres Negras em SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 22:25:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dez anos após a morte brutal de Luana Barbosa, mulher lésbica, negra e periférica, ainda não há nenhum envolvido preso ou condenado. E a 11ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo fez questão de lembrar o crime nesta tarde de sábado (25) em um evento na Praça Roosevelt, na região central da capital paulista. A manifestação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dez anos após a morte brutal de Luana Barbosa, mulher lésbica, negra e periférica, ainda não há nenhum envolvido preso ou condenado. E a 11ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo fez questão de lembrar o crime nesta tarde de sábado (25) em um evento na Praça Roosevelt, na região central da capital paulista.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Homenagem-a-Luana-Barbosa-marca-a-11a-Marcha-das-Mulheres.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A manifestação reuniu centenas de pessoas — que vieram de cidades vizinhas e de diversos bairros paulistanos — lideranças políticas, feministas, religiosas, artistas e representantes de movimentos da comunidade negra.</p>
<p>“Dez anos se passaram e muitas Luanas Barbosas seguem morrendo, como a gente viu o caso da Ieda e da Fabiana, duas mulheres negras e lésbicas que foram mortas em São Paulo”, disse Juliana Gonçalves, membro e cofundadora do evento.</p>
<p>Luana foi abordada e agredida por policiais militares, em abril de 2016, na rua onde morava. </p>
<p>Para a cofundadora, a população negra é negligenciada. &#8220;A gente toma as ruas por direitos, reparação e bem viver, reparação porque o Estado brasileiro nos deve, porque as mulheres negras levantam essa economia, fazem o trabalho de cuidado que não é reconhecido e mesmo assim são as que menos ganham”.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Homenagem-a-Luana-Barbosa-marca-a-11a-Marcha-das-Mulheres.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP)-25/07/2026 . 10a Marcha das Mulheres Negras de SP.   “Há 10 anos por Luana Barbosa e por todas nós! Por direitos, reparação e Bem Viver! Mulheres negras nas ruas e nas urnas!”, esse é o lema deste ano.&#13;&#10; Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil" title="Paulo Pinto/Agencia Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">São Paulo (SP)- 25/07/2026 . 11ª Marcha das Mulheres Negras de SP. “Há 10 anos por Luana Barbosa e por todas nós! Por direitos, reparação e Bem Viver! Mulheres negras nas ruas e nas urnas!” é o lema deste ano. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>A abertura oficial do evento contou ainda com uma apresentação do coletivo Bando das Macuas, com uma performance focada na ancestralidade:</p>
<p>“Nosso trabalho é em cima do corpo e nossa fonte de inspiração é o povo Macuas, presente no norte de Moçambique. Essa apresentação de hoje foi inspirada no espetáculo que esteve em cartaz em 2024 e 2025 chamado ‘Anunciação’, onde representamos figuras ancestrais reverenciando as mulheres que estão aqui unidas em marcha”, explicou Francine Moura, uma das sete mulheres que compõem o coletivo.</p>
<p>No palco montado no meio da praça, duas DJs se revezaram nas pick-ups tocando rap e hip hop. As temáticas das canções eram todas de protesto.</p>
<p>Mulheres negras ligadas a religiões de matriz africana também participaram da marcha.</p>
<p>“Esse é um país que a gente ajudou a construir. Precisamos mostrar que esse povo está aí largado, sofrendo violência, apanhando, que não tem um lugar de fala dentro do governo. Não se tem algo firme que possa garantir segurança para nós e nossos filhos. Tem muita gente apanhando por causa da cor da pele, porque é de candomblé, porque é de umbanda. Então, você vê que esse país não é assim tão laico como se fala que é”, destaca Ìyalóde Marisa de Oya.</p>
<p>Entre as mulheres que subiram ao palco estavam também lideranças da Rede de Mulheres Negras Evangélicas, grupo que existe desde 2018.</p>
<p>Além de São Paulo, a Marcha das Mulheres Negras ocorreu em outras cidades brasileiras. Neste sábado, houve uma caminhada em Salvador (BA). Outra reunião ocorreu nesta sexta-feira (24), no Recife (PE).</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/homenagem-luana-barbosa-marca-11a-marcha-das-mulheres-negras-em-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mulheres negras exaltam Tereza de Benguela e cobram titulação de terra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 14:48:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste sábado (25), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marco de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, o 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola. Tereza de Benguela viveu no século 18 e se tornou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste sábado (25), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marco de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, o 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Mulheres-negras-exaltam-Tereza-de-Benguela-e-cobram-titulacao-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Tereza de Benguela viveu no século 18 e se tornou líder do Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, depois que seu marido, José Piolho, foi assassinado por soldados do estado. Conhecida como “rainha Tereza”, ela liderou por 20 anos a comunidade de mais de 100 pessoas – entre indígenas e negros – que resistiu à escravidão até 1770. <br /> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Mulheres-negras-exaltam-Tereza-de-Benguela-e-cobram-titulacao-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Tereza de Benguela" title="Fundação Cultural Palmares - Governo Federal"/></p>
<p>Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso &#8211; Fundação Cultural Palmares &#8211; Governo Federal</p>
<p>Não se sabe se Tereza morreu em combate contra portugueses que invadiram o quilombo ou se ainda conseguiu viver mais alguns anos. Também é incerto o local onde nasceu – se em algum país do continente africano ou no Brasil. O que se sabe é que Tereza de Benguela tornou-se referência de luta e resistência para as mulheres negras do Brasil.</p>
<p>Leonor Costa, jornalista, pesquisadora em Direitos Humanos e militante do Movimento Negro Unificado, destaca o legado deixado pela líder quilombola. </p>
<p>“Teresa de Benguela tem a nos ensinar que, diante da opressão, não há outra alternativa que não seja a luta, que não seja o enfrentamento de um sistema que oprime.”</p>
<p>Documentos históricos indicam que Tereza de Benguela governava o quilombo em um sistema semelhante ao de um Parlamento, com decisões tomadas coletivamente.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1784990922_197_Mulheres-negras-exaltam-Tereza-de-Benguela-e-cobram-titulacao-de.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt=" Brasília - 25/07/2026 - Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Foto: Ester Cezar/ISA" title="Ester Cezar/ISA"/></p>
<p>Selma Dealdina Mbaye cobra urgência na titulação de terras quilombolas &#8211; Ester Cezar/ISA</p>
<p>Para Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a força da rainha Tereza está viva na luta das mulheres pelo direito à terra. Ela destaca a urgência da titulação de territórios quilombolas como pauta deste 25 de julho. </p>
<p>&#8220;A maioria do público dos territórios quilombos é formada por mulheres e essas mulheres também anseiam ver os seus territórios titulados, livres de grilagem de terras, da exploração, da mineração, livre de todas as violências e violações.&#8221;</p>
<p>Segundo ela, há o Brasil mais de 8 mil quilombos, que reúnem mais de 1,3 milhão de pessoas, em 24 estados e mais de 1,7 mil municípios. &#8220;Então, a gente tem um número significativo de pessoas nesses espaços e a gente precisa cada vez mais garantir esses territórios.”</p>
<h2>Memória</h2>
<p>Desde 2014, a dia 25 de julho foi instituído por lei como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data nacional soma-se ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado desde 1992, quando ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana.</p>
<p>O evento contou com representantes de mais de 30 países, que denunciaram violências como o racismo e as desigualdades sofridas por mulheres negras e buscaram construir uma agenda coletiva de mobilização. </p>
<p>No Brasil, desde 2013, ocorre o Julho das Pretas, iniciativa criada pelo Odara, Instituto da Mulher Negra de Salvador. Este ano, a agenda da 14ª edição reúne mais de 600 atividades espalhadas pelo país, organizadas por quase 300 coletivos ao longo do mês.<br /> </p>
<p>Entre as ações, está a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que exige justiça por Luana Barbosa, mulher negra e lésbica, espancada e morta há dez anos, depois de se recusar a ser revistada por policiais homens durante uma abordagem em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Luta contra o racismo marca a 12ª Marcha das Mulheres Negras no Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 14:21:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A luta contra o racismo, pela democracia e pela reparação histórica volta a ocupar a orla de Copacabana na 12ª Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, marcada para o próximo 26 de julho, com concentração a partir das 10h, no posto 2, em Copacabana. Com o tema &#8220;Em defesa da democracia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A luta contra o racismo, pela democracia e pela reparação histórica volta a ocupar a orla de Copacabana na 12ª Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro, marcada para o próximo 26 de julho, com concentração a partir das 10h, no posto 2, em Copacabana. Com o tema &#8220;Em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e bem viver&#8221;, a mobilização integra a programação do Julho das Pretas e reúne mulheres negras de diferentes municípios fluminenses em um dos maiores atos políticos do movimento negro no estado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-Marcha-das-Mulheres.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Antes da caminhada, a organização promove, no próximo domingo (19), a tradicional Oficina de Pirulitos, no Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), no Centro do Rio. O encontro é dedicado à confecção dos cartazes que serão levados durante a marcha, mas também funciona como um espaço de formação política, integração e fortalecimento das participantes. A programação inclui ainda um churrasco colaborativo, construído de forma coletiva pelas próprias mulheres.</p>
<p>Segundo a  coordenadora da 12ª Marcha das Mulheres Negras-RJ, Clatia Vieira, a oficina simboliza a forma como todo o movimento é organizado.</p>
<p>&#8220;A construção dos pirulitos também é um ato político. É nesse momento que as mulheres se encontram, debatem as pautas da marcha e fortalecem essa rede de solidariedade. Quem pode leva sua contribuição para o churrasco, quem não pode participa da mesma forma. A gente pensa para que nenhuma mulher fique de fora.&#8221;</p>
<p>Embora esteja em sua 12ª edição, a história da Marcha das Mulheres Negras começou a ser construída ainda em 2011, quando organizações de mulheres negras de todo o país lançaram a proposta de realizar uma grande marcha nacional. Depois de quatro anos de articulação, a iniciativa ganhou as ruas de Brasília, em 2015, reunindo cerca de 100 mil mulheres.</p>
<p>No mesmo ano, o Rio de Janeiro realizou sua primeira marcha estadual, que passou a acontecer anualmente como parte da mobilização permanente do Fórum Estadual de Mulheres Negras. Desde então, o movimento não parou de crescer. Mesmo durante a pandemia de covid-19, quando duas edições ocorreram de forma virtual, a articulação foi mantida.</p>
<p>&#8220;Estamos na 12ª marcha. Tivemos duas edições <em>online</em> por causa da pandemia, mas estamos há dez anos ocupando as ruas desde 2015. A marcha nunca deixou de existir porque o racismo também nunca deixou de existir&#8221;, afirma Clatia Vieira.</p>
<p>A coordenadora lembra que, no ano passado, além da organização da marcha estadual, o movimento também participou da construção da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras, realizada em Brasília, ampliando ainda mais a articulação entre os estados. Ao longo dos últimos anos, a marcha consolidou uma ampla rede de mobilização em todo o território fluminense.</p>
<p>Segundo Rose Cipriano, integrante da coordenação, mulheres de dezenas de municípios organizam caravanas para participar da caminhada.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-Marcha-das-Mulheres.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 16/06/2026 - Rose Cirpiano, liderança negra, fala durante encontro com lideranças do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro que tera como tema " em="" defesa="" da="" democracia="" contra="" o="" racismo="" pela="" repara="" e="" bem-viver="" este="" ano="" na="" edi="" foto:="" t="" r="" brasil="" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Rose Cirpiano, liderança negra, fala durante encontro com lideranças do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>&#8220;Nós estamos mobilizando mulheres de São Francisco de Itabapoana, Cantagalo, Niterói, Baixada Fluminense e de diversas regiões do estado. A expectativa é reunir entre 10 e 15 mil mulheres em Copacabana.&#8221;</p>
<p>Mais do que participar de um ato público, a proposta é que essas mulheres retornem aos seus municípios fortalecidas para criar <em>fóruns</em> locais, ampliar o diálogo sobre racismo e pressionar o poder público por políticas voltadas à população negra.</p>
<p>A escolha de Copacabana para sediar a marcha também carrega um significado político. Rose Cipriano explica que o bairro representa um espaço historicamente marcado por desigualdades raciais e sociais.</p>
<p>&#8220;Muitas mulheres negras trabalham em Copacabana como empregadas domésticas e assistem à marcha das janelas dos prédios onde trabalham. Marchar ali é disputar esse território e mostrar que ele também pertence à população negra.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1784384491_501_Luta-contra-o-racismo-marca-a-12a-Marcha-das-Mulheres.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Rio de Janeiro (RJ), 16/06/2026 - Clatia Vieira, liderança negra, fala durante encontro com lideranças do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro que tera como tema " em="" defesa="" da="" democracia="" contra="" o="" racismo="" pela="" repara="" e="" bem-viver="" este="" ano="" na="" edi="" foto:="" t="" r="" brasil="" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Clatia Vieira fala durante encontro com lideranças do movimento negro que organizam a Marcha das Mulheres Negras RJ, Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil</h6>
</p>
<p>Clatia Vieira reforça que ocupar a Zona Sul é uma forma de denunciar o racismo estrutural presente na organização da cidade: &#8220;É nessa Copacabana opressora que a gente precisa dizer o que acontece com as mulheres negras. É um território de disputa e de denúncia.&#8221;</p>
<h2>Marcha é um ato contra o racismo</h2>
<p>Ao longo de sua trajetória, a Marcha das Mulheres Negras tornou-se um dos principais espaços de articulação política do movimento negro feminino no estado. Para Clatia Vieira, a mobilização nasceu para enfrentar o racismo estrutural e denunciar as desigualdades vividas diariamente pelas mulheres negras.</p>
<p>&#8220;A Marcha é, antes de tudo, um ato político de denúncia ao racismo. A gente denuncia como as mulheres negras vivem, como são submetidas às desigualdades e como o racismo estrutural coloca essas mulheres em situação de ausência de políticas públicas. Quando falamos de reparação, estamos falando de dividir poder, garantir que as mulheres negras ocupem os espaços de decisão e sejam ouvidas&#8221;.</p>
<p>E ainda &#8220;também estamos falando da defesa da democracia, do enfrentamento ao racismo, do fim da escala 6&#215;1, da defesa da PEC da Reparação, da luta contra a redução da maioridade penal, do direito à saúde, à educação, ao trabalho digno e à vida. São pautas construídas pelas próprias mulheres negras e que expressam a realidade de quem sente diariamente os efeitos do racismo.&#8221;</p>
<p>Ela destaca que a marcha também se diferencia por ser construída horizontalmente. &#8220;A Marcha das Mulheres Negras não tem dona. Ela é pensada por mulheres negras, para mulheres negras e com mulheres negras. Todas têm direito à fala. Quando chegamos à marcha, ninguém vai apenas bater palma. Cada mulher leva sua voz, sua experiência e sua luta.&#8221;</p>
<p>Embora seja um ato político, a marcha também incorpora manifestações culturais que fazem parte da história da população negra. Durante a concentração e ao longo do percurso, haverá apresentações de jongo &#8211; também chamado de caxambu &#8211; dança e ritmo afro-brasileiro, samba, feira de artesãs, atividades para crianças e manifestações ligadas às religiões de matriz africana.</p>
<p>Segundo Clatia , esses elementos representam a ancestralidade que sustenta o movimento. &#8220;Ato de gente preta é ato de aquilombamento. Tem jongo, tem samba, tem ancestralidade, tem cultura. A nossa história vem da África e essa memória faz parte da nossa resistência.&#8221;</p>
<p>A coordenadora também chama atenção para a importância da imprensa na divulgação das pautas do movimento. Para ela, ampliar a visibilidade da marcha significa enfrentar a invisibilidade histórica das mulheres negras.</p>
<p>&#8220;É muito importante contar com os meios de comunicação. A gente liga a televisão e quase nunca vê as nossas histórias ou as nossas pautas. A marcha não é apenas um encontro. Ela denuncia o racismo, fortalece a organização das mulheres negras e mostra que seguimos lutando por respeito, igualdade e pelo direito de viver com dignidade.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/luta-contra-o-racismo-marca-12a-marcha-das-mulheres-negras-no-rio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:41:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento. O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país. </p>
<p>Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.  </p>
<p>Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.</p>
<p>O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.</p>
<p>“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.</p>
<p>A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.</p>
<h2>Renda e trabalho formal</h2>
<p>A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.</p>
<p>A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.</p>
<p>As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.</p>
<p>Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.</p>
<p>“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.</p>
<h2>Políticas públicas além das cotas</h2>
<p>Segundo o estudo, embora sejam importantes para a redução das desigualdades, as cotas raciais não são suficientes para resolver os problemas no ritmo que essas populações precisam. </p>
<p>Para Shirley, o estudo evidencia que políticas estruturantes são fundamentais, focadas em garantir permanência, mobilidade social, proteção social e acesso a posições de decisão e liderança.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, entre as experiências que apresentam resultados positivos estão: </p>
<ul>
<li>Políticas de cotas raciais e sociais no ensino superior e concursos públicos;</li>
<li>Programas de permanência estudantil; </li>
<li>Ampliação do acesso à creche e políticas de cuidado; </li>
<li>Programas de qualificação profissional voltados à juventude negra;</li>
<li>Metas de diversidade e inclusão no setor privado; </li>
<li>Fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais; </li>
<li>Políticas territoriais para periferias urbanas; </li>
<li>Incentivos à formalização do trabalho e </li>
<li>Programas de transferência de renda articulados à inclusão produtiva</li>
</ul>
<p>Políticas públicas de reparação e mecanismos de financiamento voltados para melhoria desse tipo de ação também são caminhos importantes, segundo a coordenadora. </p>
<p>“O enfrentamento das desigualdades raciais exige investimento público, compromisso institucional e participação social. Uma transição justa — seja no mercado de trabalho, na educação ou na agenda climática — só será efetiva se enfrentar as desigualdades estruturais que organizam a sociedade brasileira”, reflete Shirley Santos.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>MDIC terá cursos de comércio exterior para mulheres e pessoas negras</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mdic-tera-cursos-de-comercio-exterior-para-mulheres-e-pessoas-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 20:54:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) está disponibilizando 670 vagas para cursos gratuitos de comércio exterior, presenciais e online, destinados a mulheres e pessoas negras.  As ações de capacitação do Programa Raízes Comex serão feitas em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) está disponibilizando 670 vagas para cursos gratuitos de comércio exterior, presenciais e online, destinados a mulheres e pessoas negras. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MDIC-tera-cursos-de-comercio-exterior-para-mulheres-e-pessoas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As ações de capacitação do Programa Raízes Comex serão feitas em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Campinas e Guarulhos (Sindasp).</p>
<p>As inscrições podem ser feitas no site do MDIC. </p>
<p>Na modalidade online, estão abertos 250 acessos gratuitos à plataforma EduComex para capacitação de profissionais da área de comércio exterior. As inscrições vão até o dia 18 de junho.</p>
<p>Na modalidade presencial, estão disponíveis 420 vagas em parceria com o Senac, distribuídas entre os estados do Paraná, Pernambuco, Goiás, Pará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.</p>
<p>&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</p>
<p>As inscrições seguem abertas para as turmas de Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Campinas (SP) e Uberlândia (MG), com início das aulas previsto para o mês de junho.</p>
<p>Podem se candidatar pessoas negras (com acesso prioritário), a partir de 16 anos, com renda familiar de até dois salários mínimos por pessoa e que estejam cursando, no mínimo, o 2º ano do Ensino Médio.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/mdic-tera-cursos-de-comercio-exterior-para-mulheres-e-pessoas-negras" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Mulheres negras são maioria das vítimas de feminicídio no país</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/mulheres-negras-sao-maioria-das-vitimas-de-feminicidio-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 17:33:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As mulheres negras são maioria entre as vítimas de feminicídio em todo o país. Uma análise dos 5.729 registros oficiais desse tipo de crime, ocorridos de 2021 a 2024, mostrou que 62,6% das vítimas eram negras, enquanto 36,8% eram brancas. Mulheres indígenas e amarelas somam, cada grupo, 0,3% dos registros. A conclusão é do levantamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres negras são maioria entre as vítimas de feminicídio em todo o país. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Mulheres-negras-sao-maioria-das-vitimas-de-feminicidio-no-pais.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Uma análise dos 5.729 registros oficiais desse tipo de crime, ocorridos de 2021 a 2024, mostrou que 62,6% das vítimas eram negras, enquanto 36,8% eram brancas. Mulheres indígenas e amarelas somam, cada grupo, 0,3% dos registros. A conclusão é do levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta quarta-feira (4).</p>
<p>A entidade avalia que, diante desses resultados, o feminicídio não pode ser compreendido como uma violência de gênero isolada de outras questões estruturais da sociedade, como a desigualdade racial.</p>
<p>Para a diretora executiva do FBSP, Samira Bueno, a sobrerrepresentação de mulheres negras entre as vítimas de feminicídio evidencia a extrema vulnerabilidade dessa parcela da população.</p>
<p>O perfil das vítimas e as circunstâncias dos crimes identificados no levantamento revelam ainda que a violência letal contra mulheres no país é, majoritariamente, uma violência de proximidade física, emocional e relacional.</p>
<p>“Trata-se de uma violência que se desenvolve no espaço privado, muitas vezes ao longo do tempo, e que poderia ser interrompida antes de alcançar seu desfecho fatal, desde que haja condições institucionais para isso”, concluiu o relatório do FBSP.</p>
<p>O feminicídio atinge majoritariamente mulheres adultas: metade das vítimas tinha entre 30 e 49 anos, o que corresponde a mulheres em idade produtiva e reprodutiva, e muitas vezes responsáveis pelo sustento da família e pelo cuidado de filhos e outros dependentes.</p>
<h2>Vínculo afetivo</h2>
<p>Em relação aos agressores, 59,4% são companheiros, 21,3% são ex-companheiros e 10,2% são outros familiares. </p>
<p>Os dados demonstram que de cada dez feminicídios oito foram praticados por homens que mantinham ou já tinham mantido vínculos afetivos íntimos com a vítima. Apenas 4,9% foram mortas por desconhecidos e 4,2% por outras pessoas conhecidas.</p>
<p>Segundo o Fórum, o feminicídio expressa uma assimetria de gênero sistemática: homens matando mulheres com quem mantêm ou mantiveram vínculos íntimos, em contextos nos quais a autonomia feminina é percebida como ameaça à autoridade masculina.</p>
<p>Ainda no período de 2021 a 2024, constatou-se que 97,3% dos casos de feminicídio foram cometidos exclusivamente por homens. </p>
<p>“A quase exclusividade masculina na autoria indica que estamos diante de uma forma de violência vinculada a padrões de masculinidade que associam poder, controle e posse à identidade masculina”, avalia a entidade. </p>
<h2>Ambiente doméstico</h2>
<p>Em relação ao local do crime, 66,3% dos casos aconteceram na residência da vítima.</p>
<p>“A centralidade da residência como cenário do crime é mais um elemento que mostra que estamos diante de uma violência enraizada no cotidiano doméstico, no interior de relações afetivas e familiares”, indicou o Fórum.</p>
<p>A via pública aparece em segundo lugar, com 19,2% dos registros desse tipo de crime, enquanto estabelecimentos comerciais ou financeiros (3,4%), áreas ruais (2,2%), sítios e fazendas (2,%), bem como hospitais (1,4%), representam percentuais significativamente menores.</p>
<p>Além disso, 48,7% das vítimas foram mortas por arma branca e 25,2% por arma de fogo. O predomínio da arma branca sugere situações de confronto direto, em ambiente doméstico, com instrumentos disponíveis naquele espaço. A presença significativa de armas de fogo indica que sua disponibilidade potencializa a letalidade de conflitos íntimos.</p>
<p>A entidade reforça que a violência com desfecho fatal não surge sem sinais prévios. Em geral, há histórico e escalada nas agressões.</p>
<p>“Quando o feminicídio ocorre, ele expõe não apenas a ação do autor, mas também, e talvez principalmente, as falhas acumuladas na capacidade de prevenção, proteção e resposta do Estado e da sociedade.”</p>
<h2>Pequenos municípios</h2>
<p>O levantamento, que analisou ainda a distribuição dos feminicídios ocorridos no ano de 2024, identificou que as cidades pequenas, de até 100 mil habitantes, concentram 50% desses crimes no país. Esses mesmos municípios abrigam 41% da população feminina. </p>
<p>“Justamente nessas cidades, a gente não tem uma infraestrutura do estado, unidades especializadas para fazer o atendimento dessa mulher”, avalia a diretora do FBSP. </p>
<p>Entre as cidades pequenas, apenas 5% têm delegacia da mulher e 3% têm casa abrigo, que é o equipamento para a mulher que está numa situação de risco muito elevado. </p>
<p>As cidades médias que têm entre 100 mil e 500 mil habitantes concentram 25% das vítimas de feminicídios. Em 81% dessas cidades, há delegacia da mulher e, em 40%, casa abrigo. </p>
<p>Em relação às cidades grandes, com mais de 500 mil habitantes, 98% tem delegacia da mulher, 73% tem casa abrigo e concentram 25% dos feminicídios.</p>
<h2>Políticas públicas</h2>
<p>Segundo Samira, o enfrentamento à violência contra a mulher passa pela descentralização das políticas públicas. Ela destaca que a Lei Maria da Penha é importante e muito reconhecida, inclusive internacionalmente, no contexto de combate a esse tipo de violência. No entanto, há uma desigualdade territorial na oferta de serviços e na institucionalização das políticas para as mulheres.</p>
<p>“A gente tem uma boa legislação, tem equipamentos e unidades especializadas de referência em muitos lugares, a gente sabe como eles precisam funcionar para o adequado acolhimento à mulher. Como é que a gente vai fazer para de fato dar capilaridade para a política?”, questiona Samira.</p>
<p>Diante de dificuldades orçamentárias, o FBSP aponta soluções que não dependem, necessariamente, da criação de novos equipamentos físicos, mas da capacidade de integrar serviços já existentes, estabelecer protocolos claros de atuação e atribuir responsabilidades concretas a cada instituição envolvida.</p>
<p>“É possível mobilizar equipamentos que já existem e estão presentes na maioria dos municípios de pequeno porte, como Unidades Básicas de Saúde, delegacias não especializadas e centros de assistência social, para que integrem de forma estruturada a rede de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica”, diz o relatório da entidade.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/mulheres-negras-sao-maioria-das-vitimas-de-feminicidio-no-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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