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	<title>neutralidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>neutralidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Ato em São Paulo cobra neutralidade da Meta nas eleições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 23:51:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Centenas de manifestantes protestaram no começo da noite de segunda-feira (19), na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. Com o slogan “Meta, não se meta”, os participantes apontaram censura nas participações de ativistas nas redes sociais, falta de neutralidade na mediação dos conteúdos e defesa de interesses [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de manifestantes protestaram no começo da noite de segunda-feira (19), na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ato-em-Sao-Paulo-cobra-neutralidade-da-Meta-nas-eleicoes.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Com o slogan “Meta, não se meta”, os participantes apontaram censura nas participações de ativistas nas redes sociais, falta de neutralidade na mediação dos conteúdos e defesa de interesses próprios na gestão dos conteúdos e comunidades. </p>
<p>As entidades tentaram entregar um manifesto à Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas, segundo os organizadores, não foi permitido o protocolo do documento, que será encaminhado digitalmente, em ação de massa.</p>
<p>“O nosso pedido é por algo que deveria ser básico, pois ferramentas como essa acabam por sustentar todo um debate público. A gente pede que seja mais transparente, a gente pede que tenha lugares para monitorar e pessoas possam acompanhar, e que haja relatórios sobre o que eles estão fazendo”, explicou a programadora Veronica Gimenez, que participou da organização do ato pela ONG TravaHacker. </p>
<p>A soberania digital e popular também foi lembrada nas falas, com críticas à presença de grandes empresas de dados na gestão de parte dos sistemas de governo. </p>
<p>“Por essa ganância de monopólio, as empresas cometem abusos e não conseguem cumprir compromissos básicos de respeito ao nosso debate público e à nossa democracia. Por isso não é o primeiro e não será o último documento que direcionamos à empresa”, complementou Gimenez.</p>
<p>A falta de proteção a grupos minoritários e o fomento a discursos de ódio nos algoritmos também tiveram destaque, assim como a desigualdade no impulsionamento de conteúdos de direita, segundo alguns dos presentes.</p>
<p>“Fui banido, mesmo com ordem judicial favorável. Há 11 meses eles (Meta) não cumprem a liminar, desrespeitam as decisões do nosso sistema legal. Essas plataformas estão influenciando nas eleições de nosso país, essas empresas têm lado e não é o lado do povo”, declarou o ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ato-em-Sao-Paulo-cobra-neutralidade-da-Meta-nas-eleicoes.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP), 19/10/2026 - Organizações da sociedade civil e movimentos sociais realizam protesto em frente à sede da Meta , na avenida Faria Lima,3732, para denunciar o que consideram interferência sistemática da big tech na eleição brasileira. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta rtecenter">Organizações da sociedade civil e movimentos sociais realizam protesto em frente à sede da Meta, na avenida Faria Lima Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>TSE</h2>
<p>Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, para que a Meta explique dados segundo os quais estaria desfavorecendo conteúdos do campo político de Lula e dando destaque ao campo adversário, infringindo a legislação eleitoral. Outra queixa está numa possível desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos. </p>
<p>A campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também ingressou com reclamação semelhante no TSE. </p>
<p>Hoje, o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para que a empresa comprove a adoção de medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e na veiculação de anúncios de campanha. </p>
<p>Em nota, a Meta alegou que a dificuldade na geração de conteúdos e no acesso a comunidades e grupos ocorre por conta do excesso de regras eleitorais e de demora natural ao processo de checagem e liberação de conteúdos.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/ato-em-sao-paulo-cobra-neutralidade-da-meta-nas-eleicoes" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Neutralidade autoritária: Suíça foi destaque no apoio à ditadura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 16:35:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Autoritária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De camisa polo, sentado em uma varanda, cercado de folhagens tropicais e a três dias do verão carioca de 1970, o empresário suíço Anton Von Salis, então presidente da Swisscam, a Câmara de Comércio Suíço Brasileira, explicava porque os trabalhadores no Brasil podiam ganhar menos que os da Europa: “As necessidades são totalmente diferentes. Aqui [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De camisa polo, sentado em uma varanda, cercado de folhagens tropicais e a três dias do verão carioca de 1970, o empresário suíço Anton Von Salis, então presidente da Swisscam, a Câmara de Comércio Suíço Brasileira, explicava porque os trabalhadores no Brasil podiam ganhar menos que os da Europa:<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Neutralidade-autoritaria-Suica-foi-destaque-no-apoio-a-ditadura.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“As necessidades são totalmente diferentes. Aqui não faz frio. E eles têm casas. Podem ser casas relativamente simples, mas suficientes para a natureza do país. Mas certamente (&#8230;) é um valor bastante baixo”.</p>
<p>A declaração foi dada à <em>RTS</em>, a empresa de rádio e TV pública da Suíça. Para Von Salis o golpe que arrastou o Brasil para 21 anos de ditadura militar garantiu estabilidade, mão de obra barata e caminho aberto para o lucro do capital suíço. </p>
<p>Um levantamento feito por Gabriella Lima, pesquisadora da Universidade de Lausanne, na Suíça, comparou os salários pagos pelas 14 maiores multinacionais suíças, no ano de 1971, e mostrou como foi lucrativo para as empresas contar com um regime que sufocou sindicatos, impediu greves e silenciou reivindicações trabalhistas. </p>
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<p>Entre os trabalhadores sem qualificação, o salário pago aqui no Brasil representava um quinto do que era pago a um operário suíço na mesma função. Incluindo a mão de obra profissionalizada a diferença diminui, mas em patamares bem vantajosos para o empregador: pouco mais da metade (57%) do salário suíço. </p>
<p>A análise de Gabriella resultou no livro <em>Don’t Miss The Bus</em> (Não Perca o Bonde, em tradução livre), que ainda não foi traduzido para o português. Segundo a Gabriella, o capital suíço, de fato, não perdeu o bonde: </p>
<p>“As empresas suíças aproveitaram tudo que a ditadura tinha a oferecer. Não pagavam impostos nos dez primeiros anos [depois de instaladas no Brasil], não pagavam impostos sobre a remessa de lucros e tem a questão da mão de obra, o clima de ‘paz social’, o ‘gelo’ de salário, movimento operário fraco, criminalização do movimento social, da oposição, da esquerda, dos sindicatos, do movimento estudantil. Tudo isso, dava confiança no parceiro brasileiro”. </p>
<p>Para Marco Antônio Rocha, professor do Instituto de Economia da Unicamp, a política de valorização do salário mínimo foi um dos estopins do golpe de 64 e que uma das primeiras medidas adotadas pelos militares foi alterar a política de reajuste da remuneração:</p>
<p>“O que o governo fez foi modificar a política de indexação do salário mínimo frente à inflação. Com uma inflação já bem elevada, isso significou que o salário mínimo ficou muito defasado de forma muito rápida. Em um a dois anos, ele perdeu cerca de 50% do poder de compra.”</p>
<p>Gabriella calculou quanto o achatamento dos salários aqui no Brasil ajudaram a encher os bolsos dos empresários suíços. </p>
<p>“Eu tentei fazer uma estimativa de quanto as 14 maiores multinacionais suíças no Brasil, em 1971, conseguiram faturar com a mão de obra da classe operária brasileira. E cheguei a 80 milhões de francos só em 1971, para 14 empresas”. </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Neutralidade-autoritaria-Suica-foi-destaque-no-apoio-a-ditadura.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF),  02/04/2026 - Neutralidade autoritária: suíça foi destaque no apoio a ditadura.&#13;&#10;Frame RTS" title="Frame RTS"/></p>
<p><h6 class="meta">Anton Von Salis, presidente da Swisscam, a Câmara de Comércio Suíço Brasileira em entrevista para RTS, em 18 de dezembro de 1970 &#8211; Frame RTS</h6>
</p>
<h2>Investindo na opressão</h2>
<p>A política de achatamento de salários e a estabilidade gerada pela opressão animou o capital suíço. Entre 1964 e até o final da década de 1970, a Suíça esteve entre os quatro países que mais investiram no Brasil. Ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha e revezando o terceiro lugar com o Japão. </p>
<p>Mas proporcionalmente, o país foi o maior investidor em todo o período: uma média de $ 187,8 per capita. Um montante oito vezes maior que o investimento per capita da Alemanha, o segundo maior parceiro comercial do Brasil no período.  Nos anos de 1970, a Suíça tinha cerca de 7 milhões de habitantes.</p>
<p>“Se a gente dividir pelo número da população, o investimento suíço não é só o primeiro, mas o maior do que os nove outros maiores investidores”.</p>
<p>Em 1973, o investimento suíço no Brasil, o chamado IED (Investimento Estrangeiro Direto), foi de 1,1 bilhão de francos suíços, a moeda local vigente na época. Quase três vezes o PIB brasileiro no período. Em 1977, quatro anos depois, já era mais do que o dobro disso: 2,3 bilhões de francos suíços.  As empresas suíças estavam em vários setores: alimentação, metalurgia, petroquímica, laboratórios farmacêuticos e o sistema financeiro, os famosos bancos suíços.</p>
<p>Questionado sobre as denúncias de prisões arbitrárias e torturas que garantiam a estabilidade celebrada pelas multinacionais suíças, Von Salis minimizou: </p>
<p>“Parece que sim [que existem violações]. Mas isso você tem em todos os países. Nesses casos.”</p>
<h2>Sequestro</h2>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775147736_639_Neutralidade-autoritaria-Suica-foi-destaque-no-apoio-a-ditadura.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF),  02/04/2026 - Local do sequestro do embaixador Suíço, em dezembro de 1970.&#13;&#10;Foto: Podcast Perdas e Danos." title="Podcast Perdas e Danos"/></p>
<p><h6 class="meta">Local do sequestro do embaixador Suíço, em dezembro de 1970 &#8211; Foto: Podcast Perdas e Danos</h6>
</p>
<p>No momento em que o presidente da Swisscam deu a entrevista para a <em>RTS</em>, a opinião pública suíça tinha motivos para estar de olho no que acontecia no Brasil: é que estava em curso o mais longo sequestro de um diplomata no país. </p>
<p>O embaixador da Suíça, Giovanni Enrico Bucher, tinha sido sequestrado no dia 7 de dezembro de 1970, numa ação comandada pelo ex-capitão do exército Carlos Lamarca, líder da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), movimento de guerrilha urbana de oposição ao regime militar. Bucher só foi libertado 40 dias depois, em troca da liberdade de 70 presos políticos que seguiram em exílio para o Chile. </p>
<p>A captura de diplomatas foi estratégia dos movimentos de esquerda no Brasil e na América Latina. A região enfrentava uma sucessão de golpes militares e governos entregues a ditadores alinhados, durante a Guerra Fria, aos EUA.  </p>
<p>No Brasil, além e Giovanni Bucher, outros três diplomatas também foram sequestrados: o embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, entre 4 e 7 de setembro de 1969, o embaixador da Alemanha, Ehrenfried von Holleben, entre 11 e 16 de junho de 1970, e por último, o cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Okuchi, entre os dias 11 e 13 de março de 1971. Os quatro diplomatas representavam justamente os maiores parceiros comerciais do Brasil.</p>
<h2>Outro lado</h2>
<p>Nós entramos em contato com o governo Suíço por meio da embaixada no Brasil para entender como o país vê, hoje, o que aconteceu no passado. Por escrito, a Suíça respondeu que “uma resposta detalhada exigiria análises que não são possíveis no âmbito da administração federal suíça, pois demandam pesquisas históricas aprofundadas”. Mas disse que “saúda” a realização de estudos independentes e que esse tipo de trabalho contribui para compreender o passado e promover o debate. </p>
<p>Também procuramos a Swisscam, a Câmara de Comércio Suíço Brasileira. Inicialmente, foi dada pra gente a oportunidade de consultar os arquivos da organização e foi prometida uma resposta. Mas, após detalharmos as dúvidas por e-mail, foi respondido por telefone que o presidente da Câmara de Comércio não tinha sido localizado e, por isso, não autorizariam o acesso aos arquivos, nem responderiam às perguntas. </p>
<p>Essa reportagem faz parte do projeto <em>Perdas e Danos</em>,  o podcast que investiga a ditadura militar e que está na segunda temporada. Você encontra mais detalhes sobre a intrincada rede das relações diplomáticas entre a Suíça e o Brasil no episódio 1 da 2ª temporada: <em>Relógio Suíço</em>.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/neutralidade-autoritaria-suica-foi-destaque-no-apoio-ditadura" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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