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	<title>pesquisa Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>pesquisa Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Pesquisa indica apoio ao exame toxicológico para tirar CNH A e B</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pesquisa-indica-apoio-ao-exame-toxicologico-para-tirar-cnh-a-e-b/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 16:48:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B foi aprovada por 86% dos entrevistados em uma pesquisa de opinião encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox). A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos-Ipec, e teve os resultados divulgados na última sexta-feira (24). Foram ouvidas 2 mil pessoas em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B foi aprovada por 86% dos entrevistados em uma pesquisa de opinião encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Pesquisa-indica-apoio-ao-exame-toxicologico-para-tirar-CNH-A.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos-Ipec, e teve os resultados divulgados na última sexta-feira (24). Foram ouvidas 2 mil pessoas em 129 municípios do país. </p>
<p>O exame para as categorias A e B foi incluído no Código de Trânsito Brasileiro pela Lei nº 15.153/2025, em vigor desde dezembro do ano passado. Segundo o Ministério dos Transportes, a implementação da exigência está em fase de estudo.</p>
<p>A Carteira Nacional de Habilitação de categoria A é exigida para conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores, enquanto a categoria B inclui automóveis, utilitários e caminhonetes.</p>
<p>O exame toxicológico já era exigido desde 2015 para motoristas profissionais que conduzem veículos das categorias C (caminhões), D (ônibus e vans) e E (veículos com reboque). </p>
<h2>Resultados</h2>
<p>Ao menos oito em cada dez entrevistados se declararam favoráveis ao exame em todas as regiões do país. A proporção se mantém quando analisado o gênero e a escolaridade dos entrevistados.</p>
<p>Percentual de entrevistados a favor do exame toxicológico:</p>
<ul>
<li>Norte e Centro-Oeste: 88%;</li>
<li>Nordeste: 87%;</li>
<li>Sudeste e Sul: 84%;</li>
<li>capitais: 87%;</li>
<li>periferias: 86%;</li>
<li>municípios com menos de 500 mil habitantes: 86%;</li>
<li>municípios com mais de 500 mil habitantes: 87%;</li>
<li>mulheres: 87%;</li>
<li>homens: 85%;</li>
<li>ensino superior: 91%;</li>
<li>ensino médio: 88%;</li>
<li>ensino fundamental: 81%.</li>
</ul>
<p>Por idade, as faixas com índices mais altos de aprovação são as de 25 a 34 anos (88%) e de 35 a 44 anos (87%). Entre os homens de 16 a 24 anos e acima de 45 anos, o índice positivo é de 85%. </p>
<p>A pesquisa indica ainda que, para 68% dos entrevistados, a aplicação do exame toxicológico para a obtenção da CNH nas categorias A e B contribui para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado. </p>
<p>Já 69% acreditam que contribui para reduzir a violência doméstica provocada pelo consumo de álcool e outras drogas.</p>
<h2>Congresso Nacional</h2>
<p>A Lei 15.153/2025 foi aprovada em 26 de junho do ano passado no Congresso Nacional, com apoio de parlamentares da base governista e da oposição. </p>
<p>No dia seguinte, a medida foi vetada pela Casa Civil, mas o veto acabou derrubado no dia 4 de dezembro pelo Congresso. </p>
<p>A Lei, sem o veto, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União em 10 de dezembro de 2025, com vigência imediata.</p>
<p>Por meio dela, a exigência do exame para se habilitar às categorias A e B foi incluída no Parágrafo 10 do Artigo 148-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).</p>
<p>Apesar disso, o então Ministro dos Transportes, Renan Filho, declarou que a exigência do exame ainda precisava de regulamentação.</p>
<p>Para a ABTox, essa lei não carece de regulamentação suplementar, &#8220;uma vez que está plenamente regulada pela Resolução 923 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), sendo sua aplicação semelhante àquela já praticada para as categorias de motoristas profissionais&#8221;.</p>
<h2>Ministério dos Transportes</h2>
<p>Em nota enviada à Agência Brasil, o Ministério dos Transportes informou, por meio de sua assessoria especial de comunicação, que a exigência de exame toxicológico está em fase de avaliação no âmbito da Câmara Temática de Saúde para o Trânsito (CTST).</p>
<p>“A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) conduz análise dos impactos regulatórios e das adequações necessárias à implementação da medida. Entre os pontos avaliados estão o impacto ao cidadão, a capacidade da rede laboratorial para atendimento da demanda, os fluxos do processo de habilitação, possíveis reflexos na segurança viária e a integração aos sistemas existentes”.</p>
<p>O ministério acrescentou que, na última reunião da CTST, realizada em 1º de abril deste ano, foram designados relatores de diferentes áreas de atuação. Eles trabalham com prazo de até 90 dias para apresentar subsídios técnicos que apoiarão a tomada de decisão. </p>
<p>Após a conclusão dessa etapa, o ministério afirma que a Senatran terá condições de avaliar o impacto regulatório e propor eventual regulamentação, em conformidade com a legislação vigente.</p>
<p>Até que os estudos sejam finalizados e ocorra a publicação de norma complementar pelo Contran, permanece a orientação aos Detrans estaduais para que não seja exigido o exame toxicológico na primeira habilitação das categorias A e B. </p>
<p>De acordo com o ministério, a medida “busca assegurar a padronização nacional dos procedimentos, a adequada preparação dos sistemas e a segurança jurídica na aplicação da norma”.</p>
<h2>Associação Brasileira de Toxicologia</h2>
<p>O fundador da ABTox e presidente do Instituto de Tecnologias para o Trânsito Seguro (ITTS), Marcio Liberbaum, lembrou que o exame toxicológico para as categorias C, D e E foi criado em 2015, mas sua aplicação plena começou somente em 2017, derrubando em torno de 17 liminares contrárias à medida.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que, na época, os motoristas profissionais das categorias C, D e E representavam 4% da frota viária em circulação e participavam de 53% dos acidentes com morte nas estradas. </p>
<p>“Então, era evidente que alguma coisa estava errada. A gente viu que era droga e nas pesquisas feitas junto à opinião pública, a gente confirmou isso”. </p>
<p>Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, em 2017, houve queda de 34% nos acidentes com caminhões, de 45% nos acidentes com ônibus e de 54% dos acidentes fatais nas rodovias interestaduais. </p>
<p>A associação defende ainda que a medida evitou uma perda estimada de R$ 74 bilhões ao Produto Interno Bruto, valor associado a afastamentos e sinistralidades envolvendo motoristas sob efeito de drogas.</p>
<p>Liberbaum explicou que o exame não tem tolerância zero, como a Lei Seca, e é capaz de apontar se o candidato à CNH acumulou, nos últimos seis meses, 500 picogramas de cocaína. Um picograma é uma unidade de medida de massa extremamente pequena, utilizada em contextos científicos de alta precisão, como para detectar traços minúsculos de substâncias toxicológicas e em testes antidoping.</p>
<p>“Aí, ele está inviabilizado. Perdeu o equilíbrio, a capacidade reativa de reflexo, perdeu o centro de orientação, esse cara não pode dirigir mais”, defendeu ele. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/pesquisa-indica-apoio-ao-exame-toxicologico-para-tirar-cnh-e-b" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Estudo do Ipea aponta poucos indígenas liderando grupos de pesquisa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/estudo-do-ipea-aponta-poucos-indigenas-liderando-grupos-de-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 20:52:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil tem 252 indígenas entre os líderes de pesquisa. O número equivale a 0,38% desse universo de cientistas. A proporção é menor que a representação no conjunto da população brasileira, onde as casas decimais estão invertidas: 0,83% dos 203 milhões de brasileiros recenseados pelo IBGE em 2022. Os líderes de pesquisa são pessoas fundamentais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil tem 252 indígenas entre os líderes de pesquisa. O número equivale a 0,38% desse universo de cientistas. A proporção é menor que a representação no conjunto da população brasileira, onde as casas decimais estão invertidas: 0,83% dos 203 milhões de brasileiros recenseados pelo IBGE em 2022.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Estudo-do-Ipea-aponta-poucos-indigenas-liderando-grupos-de-pesquisa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os líderes de pesquisa são pessoas fundamentais na produção do conhecimento e na definição quanto ao que merece atenção dos nossos cientistas, acadêmicos e intelectuais. Eles definem quais são as linhas de investigação, e quem ingressa nos grupos – inclusive jovens talentos a quem orienta.</p>
<p>De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o líder tem que criar, coordenar e manter atualizado o seu grupo de pesquisa no chamado “Diretório de Grupos de Pesquisa”, vinculado à Plataforma Lattes &#8211; que cataloga e certifica toda produção científica no Brasil.</p>
<p>A sub-representação dos indígenas à frente de cientistas foi mensurada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e está descrita no artigo<em> “A liderança indígena nos grupos de pesquisa no Brasil: um panorama por grandes áreas do conhecimento de 2000 a 2023”</em>, publicado no boletim Radar.</p>
<h2>Crescimento com predomínio masculino</h2>
<p>No período analisado, houve crescimento da participação dos indígenas: de 46 líderes indígenas em 2000 para os citados 252 em 2023 &#8211; de 0,25% para 0,38% em termos percentuais.</p>
<p>Segundo o Ipea, os dados ainda mostram predomínio masculino entre as lideranças indígenas científicas em quase todas áreas de conhecimento à exceção das chamadas ciências da vida &#8211; saúde, biotecnologia, biomedicina, biologia e ciências agrárias.</p>
<p>O levantamento sobre as lideranças científicas indígenas foi feito pelo técnico de planejamento e pesquisa Igor Tupy e pelo analista em ciência e tecnologia Tulio Chiarini.</p>
<p>Após chegar aos dados, os dois pesquisadores pretendem “conversar diretamente com um conjunto desses pesquisadores para compreender suas trajetórias, os desafios que enfrentam, como constroem sua legitimidade científica e se trazem outras cosmovisões que complementam ou mesmo contradizem processos científicos”, informa Chiarini em nota do Ipea.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/estudo-do-ipea-aponta-poucos-indigenas-liderando-grupos-de-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>Governo federal anuncia R$ 120 milhões para pesquisa clínica</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/governo-federal-anuncia-r-120-milhoes-para-pesquisa-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:26:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira (17) o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin) que vai destinar R$ 120 milhões este ano por meio de consulta pública para que hospitais federais, universidades e institutos de pesquisa apresentem propostas. Com a iniciativa, o governo busca criar diretrizes para acelerar o desenvolvimento de medicamentos, tratamentos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira (17) o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin) que vai destinar R$ 120 milhões este ano por meio de consulta pública para que hospitais federais, universidades e institutos de pesquisa apresentem propostas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Governo-federal-anuncia-R-120-milhoes-para-pesquisa-clinica.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Com a iniciativa, o governo busca criar diretrizes para acelerar o desenvolvimento de medicamentos, tratamentos e equipamentos inovadores essenciais para a população e para o alcance da soberania nacional em saúde.</p>
<p>Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cada vez mais os hospitais brasileiros, do Sistema Único de Saúde (SUS), das universidades vão receber os principais estudos de novos medicamentos, vacinas e diagnósticos.</p>
<p>“E também a gente vai descobrindo os medicamentos mais adequados para as características da população brasileira. Faz parte do esforço de aumentar a produção local”, disse Padilha, durante a abertura da feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro, que reúne instituições públicas e privadas da saúde.</p>
<p>Ainda na capital carioca, o ministro vai ao Instituto Nacional de Câncer (Inca) para dar mais um passo na construção do novo Inca.</p>
<p>“O novo <em>campus </em>do Inca vai juntar 18 prédios que são fragmentados num grande hospital, com R$ 2,5 bilhões previstos, uma parceria com o BNDES”, afirmou Padilha.</p>
<p>Em sua terceira agenda, o ministro anuncia o Carretaço do Programa Agora Tem Especialistas, que levou unidades móveis para novas localidades em todo o Brasil. Uma delas é o bairro Realengo, na zona oeste, que recebe uma carreta de saúde da mulher voltada ao diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero. </p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/governo-federal-anuncia-r-120-milhoes-para-pesquisa-clinica" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>IA acelera desinformação e ameaça democracias, alerta pesquisa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ia-acelera-desinformacao-e-ameaca-democracias-alerta-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 11:29:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O rosto é igual. A voz, também. Mas a informação é suspeita. As ferramentas de inteligência artificial (IA) elevaram a necessidade de desconfiança dos conteúdos que cada um de nós recebe de diferentes formas, como em nenhum outro momento da história. Quem diz isso são os próprios profissionais que fazem checagem de informação. Eles recomendam desconfiança.  Um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O rosto é igual. A voz, também. Mas a informação é suspeita. As ferramentas de inteligência artificial (IA) elevaram a necessidade de desconfiança dos conteúdos que cada um de nós recebe de diferentes formas, como em nenhum outro momento da história. Quem diz isso são os próprios profissionais que fazem checagem de informação. Eles recomendam desconfiança. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IA-acelera-desinformacao-e-ameaca-democracias-alerta-pesquisa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Um retrato disso está em um levantamento, divulgado nesta semana, feito a partir de 1.294 checagens profissionais em pelo menos dez idiomas, produzido pela Agência Lupa (veículo especializado nesse tipo de atividade). O mapeamento tem o título &#8220;O impacto da IA no Fact-checking Global&#8221;. </p>
<p>O resultado desse painel é que 81,2% dos casos de desinformação com tecnologias de inteligência artificial surgiram apenas nos últimos dois anos (entre janeiro de 2024 e março de 2026). Eleições, guerras e golpes foram os assuntos mais recorrentes. </p>
<p>Segundo a gerente de inovação e formação da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, a IA está redefinindo o campo da desinformação em escala global.</p>
<p>“A imensa maioria das peças que são analisadas pelos checadores acaba levando a etiqueta de falso ou de enganoso. A IA dificilmente tem sido feita para impulsionar conteúdos verdadeiros”, disse em entrevista à Agência Brasil. </p>
<h2>Além de vídeos</h2>
<p>Outra observação da pesquisadora, fundadora da Lupa, é que a desinformação chega ao público em diferentes formatos (além de vídeos, áudios curtos, fotos e textos).  Uma preocupação é sobre o uso dessas tecnologias nos períodos eleitorais no mundo todo. Para ela, são utilizações que ameaçam democracias. </p>
<p>“Este é um ano eleitoral importante no Brasil e em outros parceiros da região”. Ela cita os processos nos Estados Unidos, no Peru, na Costa Rica e na Colômbia. Esse cenário vai impactar a vida dos checadores desses países e também dos eleitores.</p>
<p>“Eles vão receber uma enxurrada de conteúdos com IA e com grande chance de essas peças serem, na verdade, grandes falsidades”, acrescenta.</p>
<p>Segundo ela, isso significa que o uso de IA para manipular conteúdos deixou de ser pontual e passou a integrar de forma permanente o ambiente da desinformação digital. O volume de checagens que flagraram esse tipo de mentira cresceu de 160 casos (em 2023) para 578 (em 2025). Até março deste ano, já havia 205 verificações.</p>
<h2>Mentiras em diferentes línguas</h2>
<p>O estudo não tem recorte geográfico, mas linguístico. Em inglês, foram flagrados 427 casos de desinformação por IA e <em>deepfakes</em> (substituição de rosto e voz, por exemplo). Em espanhol, foram 198, e em português, 111. </p>
<p>A pesquisadora defende que o mais importante neste momento é a propagação de educação midiática. Ela afirma que os projetos de checagem mundo afora apoiam legislações que busquem promover, incentivar e estimular a sociedade a compreender o que pode ser falso nas postagens. A educação midiática faria um papel semelhante ao de uma vacina. </p>
<p>“A gente precisa que a vacina contra a desinformação, que é, na verdade, a informação de qualidade, chegue antes para que as pessoas possam estar preparadas e resilientes quando elas virem a mentira em formato de IA”, ressalta Cristina Tardáguila.</p>
<h2>Educação midiática como solução</h2>
<p> Para isso, ela vê a necessidade de uma política pública que contemple intervenção de educação midiática e literacia &#8211; habilidade de ler, escrever, interpretar e utilizar a linguagem de forma eficiente.  Esse seria um papel a ser implementado nas escolas com urgência. </p>
<p>Além do papel do poder público, as empresas de comunicação tradicionais podem colaborar também, além das agências de checagem. “O importante é ressaltar que a checagem precisa seguir critérios fixos de transparência e rigor”. O estudo levou em conta as checagens publicadas e indexadas pelo Google no Fact Check Explorer (ferramenta de busca gratuita para verificação de informações desmentidas). </p>
<p>“Não tenho a menor dúvida de que 2026 é um ano em que veremos cada vez mais IA. É bom que o brasileiro saiba disso, se prepare, esteja ativo e capaz de identificar a desinformação”, considerou. </p>
<p>A pesquisadora entende que qualquer cidadão pode fazer uma checagem quando tiver dúvida da legitimidade da informação que receber. A própria Agência Lupa criou um curso gratuito para iniciantes. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/ia-acelera-desinformacao-e-ameaca-democracias-alerta-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Número de eleitores com mais de 60 anos cresceu 74%, aponta pesquisa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/numero-de-eleitores-com-mais-de-60-anos-cresceu-74-aponta-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 11:06:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados a partir do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a chamada Geração Prateada, de pessoas 60+ aptas a votar, cresceu cinco vezes mais do que o eleitorado geral nos últimos 16 anos.  Enquanto o número de eleitores de todas as faixas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados a partir do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a chamada Geração Prateada, de pessoas 60+ aptas a votar, cresceu cinco vezes mais do que o eleitorado geral nos últimos 16 anos. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Numero-de-eleitores-com-mais-de-60-anos-cresceu-74.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Enquanto o número de eleitores de todas as faixas etárias cresceu 15% entre 2010 e 2026, o eleitorado 60+ aumentou 74% no período, o que revela expansão de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões em março deste ano.</p>
<p>Segundo a Nexus, os números podem aumentar ainda mais até o dia 6 de maio, que é o prazo final para o cadastro de eleitores no TSE. </p>
<p>Até a data da coleta, 156,2 milhões de pessoas estavam aptas a participar do processo eleitoral no próximo mês de outubro, contra 135,8 milhões, em 2010. O levantamento sugere que em um cenário de polarização aguda, como ocorreu na eleição de 2022, obter o voto da população 60+ é estratégico.</p>
<p>De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a Geração Prateada pode definir o resultado das eleições deste ano. </p>
<p>“É bastante plausível afirmar que a chamada Geração Prateada (60+) pode ser decisiva nas eleições, embora não se possa dizer que ela, sozinha, definirá o resultado”. </p>
<h2>Peso relevante</h2>
<p>Tokarski lembrou que na última eleição presidencial, em 2022, a diferença entre candidatos foi pequena, inferior a 2 milhões de votos, o que torna esse contingente altamente estratégico. Numericamente, a geração 60+ passa a ter um peso relevante, constituindo um em cada quatro eleitores do país e, portanto, capaz de influenciar sistemas equilibrados. </p>
<p>“Assim, embora não determine o resultado de forma isolada, pode atuar como fiel da balança, especialmente em cenários polarizados”, afirmou o CEO da Nexus.</p>
<p>Ele admitiu que a tendência é de que a proporção dos seniores nas eleições acompanhe o aumento da longevidade. “A tendência é claramente de que a proporção de eleitores seniores acompanhe e até reflita diretamente o aumento da longevidade e do envelhecimento populacional”. </p>
<p>O levantamento mostra que a população com 60 anos ou mais saltou de 7% para 16% em três décadas e, em paralelo, o eleitorado 60+ cresceu rapidamente, já representando 23,2% dos votantes. </p>
<h2>Abstenção</h2>
<p>A abstenção dos maiores de 60 anos apresentou queda nas últimas três eleições: somava 37,1% em 2014 e passaram para 36,4% em 2018 e a 34,5% em 2022. Em contrapartida, as abstenções do eleitorado brasileiro em geral aumentaram de 19,4% em 2014 para 20,3% em 2018 e 20,9% no último pleito nacional. </p>
<p>Os maiores de 70 anos, embora tenham uma taxa de abstenção maior do que a média da Geração 60+, também têm comparecido mais às urnas. Sem obrigatoriedade de voto, esse público registrou 63,6% de abstenção em 2014, 62,7% em 2018 e 58,9% em 2022.</p>
<p>Na avaliação de Marcelo Tokarski, os brasileiros com mais de 70 anos que participam das eleições o fazem por convicção ou identificação política e, ao lado dos eleitores mais jovens, entre 16 e 18 anos, constituem as faixas de brasileiros a serem ‘conquistadas’ pelos candidatos. Ele acredita que, em um cenário político acirrado, essas pessoas têm a possibilidade de mudar os rumos de uma eleição.</p>
<h2>Cenário político</h2>
<p>Também o número de candidatos maiores de 60 anos tem aumentado anualmente no Brasil, tanto nas eleições gerais quanto nas municipais. Segundo dados do TSE, nas últimas eleições, em 2024, mais de 70 mil brasileiros com 60+ se candidataram aos cargos em disputa, o que equivale a 15% de todas as candidaturas. </p>
<p>O montante é o maior desde o início da série histórica, em 1998. O pleito anterior, em 2022, também registrou recorde para eleições gerais. Foram 4.873 candidatos com 60 anos ou mais, o que equivale a 17% das candidaturas.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-04/numero-de-eleitores-com-mais-de-60-anos-cresceu-74-aponta-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Ipea faz pesquisa para combater desinformação sobre políticas públicas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/ipea-faz-pesquisa-para-combater-desinformacao-sobre-politicas-publicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 20:49:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Servidores públicos que ocupam cargo em comissão ou função de confiança da administração pública federal devem participar de pesquisa inédita sobre os efeitos das campanhas de desinformação na internet contra políticas públicas. A iniciativa é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os servidores que compõem o universo do estudo receberam, no começo de abril, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Servidores públicos que ocupam cargo em comissão ou função de confiança da administração pública federal devem participar de pesquisa inédita sobre os efeitos das campanhas de desinformação na internet contra políticas públicas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Ipea-faz-pesquisa-para-combater-desinformacao-sobre-politicas-publicas.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A iniciativa é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os servidores que compõem o universo do estudo receberam, no começo de abril, pelo aplicativo SouGov, convite para participar do estudo.</p>
<p>As respostas serão aceitas até o dia 2 de junho. O preenchimento do questionário leva cerca de 15 minutos. A pesquisa é anônima e confidencial, sem coleta de dados pessoais, e está de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados e com a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Saúde para levantamentos em ciências humanas e sociais.</p>
<h2>Além do debate eleitoral</h2>
<p>Divulgação do Ipea explica que o interesse sobre o tema se deve ao fato que “a desinformação deixou de ser um fenômeno restrito ao debate eleitoral ou às redes sociais e passou a impactar diretamente a formulação, a implementação e a legitimidade das políticas públicas&#8221;.</p>
<p>De acordo com o instituto, a pesquisa Desinformação e Políticas Públicas tem os seguintes propósitos:</p>
<ul>
<li>mapear como servidores e gestores públicos percebem, vivenciam e lidam com episódios de desinformação no cotidiano institucional, bem como os impactos desse fenômeno sobre os processos de formulação, implementação e avaliação de políticas públicas;</li>
<li>conhecer efeitos sobre a exposição a informações imprecisas ou enganosas, e as estratégias existentes (ou ausentes) de enfrentamento à desinformação no âmbito dos órgãos federais;</li>
<li>avaliar a gravidade da desinformação para a sociedade e para as políticas públicas e os impactos da desinformação sobre decisões, comunicação e implementação de políticas.</li>
</ul>
<p>O relatório final deverá ser apresentado em novembro, após o período eleitoral.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-04/estudo-recomenda-ampliacao-de-politicas-afirmativas-em-santa-catarina" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Autismo: pesquisa aponta baixo acesso a diagnóstico e terapias</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/autismo-pesquisa-aponta-baixo-acesso-a-diagnostico-e-terapias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 17:21:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estudo Mapa Autismo Brasil (MAB), primeiro perfil sociodemográfico nacional sobre pessoas autistas, divulgado nesta quinta-feira (9), revela que o acesso ao diagnóstico e a terapias no Brasil permanece limitado. Lançada pelo Instituto Autismos, a pesquisa ouviu autistas e cuidadores em todos os estados com o objetivo de identificar o perfil do autista brasileiro e a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo Mapa Autismo Brasil (MAB), primeiro perfil sociodemográfico nacional sobre pessoas autistas, divulgado nesta quinta-feira (9), revela que o acesso ao diagnóstico e a terapias no Brasil permanece limitado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Autismo-pesquisa-aponta-baixo-acesso-a-diagnostico-e-terapias.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Lançada pelo Instituto Autismos, a pesquisa ouviu autistas e cuidadores em todos os estados com o objetivo de identificar o perfil do autista brasileiro e a que serviços ele tem acesso.</p>
<p>O estudo colheu 23.632 entrevistas <em>online</em> no período entre 29 de março e 20 de julho de 2025, incluindo respostas de 16.807 responsáveis por pessoas autistas e de 4.604 adultos autistas, além de 2.221 participantes que se identificam tanto como autistas quanto como responsáveis.</p>
<p>Os dados mostram que, apesar de cerca de 25% da população brasileira ter acesso a planos de saúde, 20,4% das pessoas entrevistadas informaram ter confirmado o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>O estudo indica também que apenas 15,5% dos entrevistados disseram realizar terapias pela rede pública de saúde, enquanto mais de 60% informaram usar planos de saúde ou pagar de forma particular para ter acesso ao serviço.</p>
<p>Em nota, o Instituto Autismos avalia que gargalo é ainda mais amplo.</p>
<p>“Os resultados do Mapa Autismo Brasil também revelam que 56,5% dos entrevistados (englobando quem usa SUS e a rede privada) informaram que a pessoa autista em questão (o próprio respondente ou a pessoa sob sua responsabilidade) faz até duas horas semanais de terapia, o que destoa do preconizado internacionalmente – que são terapias multidisciplinares e em carga semanal elevada.”</p>
<h2>Análise</h2>
<p>Em maio de 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, pela primeira vez, dados do Censo Demográfico 2022, que mapeou 2,4 milhões de pessoas com TEA no Brasil – 1,2% da população brasileira.</p>
<p>“Diferentemente do Censo, o Mapa Autismo Brasil faz uma análise socioeconômica e de acesso a serviços de autistas e cuidadores de pessoas autistas, contribuindo com uma avaliação do cenário atual e apontando para demandas de melhorias nas políticas públicas”, destacou o Instituto Autismos.</p>
<h2>Perfil</h2>
<p>As 23.632 entrevistas colhidas traçam o seguinte perfil do autista brasileiro:</p>
<ul>
<li>60,8% são brancos; 32%, pardos; 5,2%, pretos; 1,1%, amarelo; e 0,25%, indígena;</li>
<li>65,3% são homens e 34,2%, mulheres;</li>
<li>72,1% estão na faixa etária até 17 anos, enquanto 27,9% têm entre 18 e 76 anos;</li>
<li>28,6% têm renda familiar até R$ 2.862; 37,9%, entre R$ 2.862 e R$ 9.540; e 20,33%, acima de R$ 9.540;</li>
<li>53,7% têm nível 1 de suporte (o mais baixo); 33,7%, nível 2 de suporte; e 12,6%, nível 3 de suporte (o que requer maior auxílio no dia a dia);</li>
<li>Como comorbidades, 51,5% têm transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH); 41,1%, transtorno de ansiedade; 27,9%, transtornos do sono; 23,2%, distúrbios gastrointestinais; 19,3%, transtorno do desenvolvimento da linguagem; 19,1%, altas habilidades/superdotação; 17,5%, transtorno depressivo; 16,4%, deficiência intelectual; e 12,1%, transtornos específicos da aprendizagem;</li>
<li>Em termos de comunicação, 55,5% falam frases completas e longas; 29,5% fazem ecolalias (palavras e frases repetidas de forma repetitiva), 28,1% falam poucas palavras/frases, 7,65% não falam e não usam comunicação aumentativa e alternativa (CAA) ou escrita, 4,15% falam pouco e usam CAA, 3,51% não falam e usam CAA e 0,59% usam língua brasileira de sinais (Libras).</li>
</ul>
<p>Entre os respondentes responsáveis por pessoas autistas, 96% eram mãe ou pai – desses, 92,4% eram mães.</p>
<p>Entre os cuidadores, 55,2% informaram ter ensino superior completo ou pós-graduação. Do total, 30,47% dos cuidadores declararam não possuir renda ou estarem desempregados, enquanto parte expressiva disse estar inserida no mercado formal, sobretudo como servidores públicos (21,9%) e trabalhadores CLT (16%), além de modalidades informais e autônomas.</p>
<p>“A elevada proporção de cuidadores fora do mercado de trabalho sugere impacto direto das demandas de cuidado na trajetória profissional, ampliando vulnerabilidades econômicas e dependência de políticas de proteção social”, avaliou o Instituto Autismos.</p>
<p>Do total de entrevistados, 76,6% afirmaram utilizar algum tipo de benefício. No entanto, a maior parte é para acesso e identificação: 36,7% usam o cartão de identificação da pessoa com TEA, 30% usam atendimento preferencial em serviços e 20,7% usam vaga de estacionamento para pessoas com deficiência.</p>
<p>Apenas 16,6% informaram ter acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), 12,9% disseram usar passe livre para pessoas com deficiência e 7,7% informaram ter isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).</p>
<h2>Diagnóstico</h2>
<p>O Mapa Autismo Brasil revela dificuldades de acesso ao diagnóstico de TEA pelo SUS e também atraso do diagnóstico de forma geral, o que dificulta intervenções precoces.</p>
<p>Os resultados indicam uma concentração de diagnósticos na faixa até 4 anos (51,7%), seguida pela faixa de 5 a 9 anos (17,1%) e pela faixa de 10 a 14 anos (6,1%).</p>
<p>“A diferença entre a mediana (4 anos) e a média (11 anos) revela que, embora a maior parte dos diagnósticos ocorra precocemente, ainda há um número relevante de diagnósticos realizados em idades mais avançadas, que elevam a média da amostra”, alertou o Instituto Autismos.</p>
<p>A pesquisa identificou também que os primeiros sinais de TEA são percebidos majoritariamente por familiares próximos (55,9%) ou pela própria pessoa autista (11,4%), enquanto médicos e professores alertaram sobre os primeiros sinais apenas em 7,3% e 9,4% dos casos, respectivamente.</p>
<p>Ainda segundo o estudo, neurologistas ou neuropediatras foram responsáveis pelo diagnóstico em 67% dos casos, seguidos por psiquiatras (22,9%), o que, para o Instituto Autismos, evidencia a necessidade de acesso a especialistas, nem sempre disponíveis nas redes públicas e mesmo privadas de algumas localidades.</p>
<p>Os dados mostram que 55,2% dos diagnósticos foram feitos na rede particular de saúde, 23% por plano de saúde e apenas 20,4% pelo SUS, sendo que as proporções variam quando consideradas as diferentes regiões do país – a pesquisa indica dependência maior do SUS para diagnóstico no Norte e no Nordeste.</p>
<h2>Terapias</h2>
<p>Entre as terapias mais frequentes, destacam-se psicoterapia (52,2%), terapia ocupacional (39,4%), fonoaudiologia (38,9%), psicopedagogia (30,8%) e terapia ABA (29,8%).</p>
<p>Em menor proporção, foram relatadas fisioterapia (12,5%), nutrição (10,2%), musicoterapia (11,0%), psicomotricidade (15,0%), equoterapia (4,3%) e estimulação precoce (3,7%).</p>
<p>Também se observa que 16,4% dos participantes declararam não realizar terapias.</p>
<p>Quando questionados sobre a rede utilizada para terapias, 15,5% disseram usar o SUS, enquanto 35,3% informaram usar o plano de saúde, 28,5% disseram fazer pela rede particular e 7,93% disseram usar associações como as associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).</p>
<p>Entre usuários do SUS, apenas 33,8% fazem terapia ocupacional, em comparação com 64,5% dos usuários de planos de saúde. Usuários do SUS também relataram significativo menor acesso a sessões de psicoterapia, fonoaudiologia, terapia comportamental ABA, psicomotricidade e musicoterapia quando comparado ao acesso pelo plano de saúde.</p>
<p>Os resultados do MAB ainda indicam um investimento mensal em terapias concentrado principalmente nas faixas de R$ 501 a R$ 1 mil (24,8%), de R$ 1.001 a R$ 3 mil (22,2%) e de R$ 101 a R$ 500 (20,9%). Segundo os dados, 5,7% têm investimento mensal de até R$ 100.</p>
<p>Entre os respondentes, 4,3% relataram gastos superiores a R$ 5 mil por mês e 4,2% não souberam informar.</p>
<p>Considerando tanto quem usa a rede pública quanto quem usa a rede privada de saúde, a carga horária semanal informada de terapias, na avaliação do Instituo Autismos, é baixa. A maioria realiza uma hora (25,90%), nenhuma (18,13%) e duas horas (12,44%) semanais de terapia enquanto apenas 1,54% alcança 40 horas ou mais.</p>
<p>“A concentração em poucas horas semanais sugere limitações de acesso, custo e disponibilidade de serviços, indicando que grande parte das pessoas autistas recebe suporte terapêutico aquém do ideal para necessidades mais intensivas”, destacou o instituto.</p>
<h2>Escola e vida adulta</h2>
<p>Os resultados ainda trazem uma fotografia sobre o acesso à educação. Do total, 83,7% informaram que frequentam uma instituição de ensino, sendo 52,26% escola pública e 31% estabelecimento particular, enquanto 16% disseram não frequentar nenhuma instituição.</p>
<p>Em relação aos recursos de acessibilidade e inclusão, 39,9% informaram não receber nenhum tipo de apoio. Entre os apoios mais frequentes, destacam-se educador social, monitor ou tutor (23,8%), acompanhamento especializado, como mediador escolar ou acompanhante terapêutico (18,8%), adaptações pedagógicas (18,8%) e sala de recursos (18,1%).</p>
<p>“Os dados mostram que a presença na escola não garante, por si só, a inclusão efetiva. A elevada proporção de estudantes sem apoios básicos sugere fragilidade na implementação das políticas de educação inclusiva e desigualdade no acesso aos recursos educacionais previstos em lei”, avaliou o Instituto Autismos.</p>
<p>Na faixa de 18 e 76 anos, 29,9% dos respondentes autistas afirmaram estar desempregados ou sem renda, o que, para o instituto, evidencia um desafio estrutural de inclusão.</p>
<p>Entre os que afirmaram estar empregados, 21,1% atuam como servidores públicos, 20% têm emprego com carteira assinada, 8,1% trabalham de forma autônoma, 6,7% atuam como pessoa jurídica e 5,9% exercem atividades sem carteira assinada.</p>
<p>Há ainda 4,1% que dependem de auxílio governamental, 3,5% que recebem aposentadoria ou pensão e 0,35% que integram a carreira militar.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/autismo-pesquisa-aponta-baixo-acesso-a-diagnostico-e-terapias" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Autismo: mulheres são as principais cuidadoras, revela pesquisa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/autismo-mulheres-sao-as-principais-cuidadoras-revela-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Haja emoção nos olhos da advogada Anaiara Ribeiro, de 43 anos, quando presenciou o filho, João, de 18 anos, chegar a uma faculdade em Brasília, no Distrito Federal. “Era o sonho dele fazer o curso de jornalismo”. Tamanha foi a realização que a mãe também resolveu se matricular e viver, com ele, a experiência da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Haja emoção nos olhos da advogada Anaiara Ribeiro, de 43 anos, quando presenciou o filho, João, de 18 anos, chegar a uma faculdade em Brasília, no Distrito Federal. “Era o sonho dele fazer o curso de jornalismo”.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Autismo-mulheres-sao-as-principais-cuidadoras-revela-pesquisa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Tamanha foi a realização que a mãe também resolveu se matricular e viver, com ele, a experiência da sala de aula. Ser parceirona de João em tudo é a razão da vida de Anaiara, muito antes do diagnóstico de autismo (de leve a moderado) no filho.</p>
<p>O laudo, que ele só teve com 8 anos de idade, foi a confirmação do que ela percebia no dia a dia e das necessidades principais do menino. Desde que João tinha dois anos de idade, Anaiara passou a correr diariamente por consultas de diferentes especialistas.</p>
<p>A mãe resolveu pedir demissão do trabalho e viver como autônoma para poder dar mais suporte ao menino. Trabalha noites, feriados e finais de semana para dar conta de tudo.</p>
<p>“Nada faria sentido se não fosse para ver a felicidade dele, e o seu crescimento, ver onde ele já chegou hoje”.</p>
<p>A vida impôs a ela mais desafios ainda depois que veio o divórcio do pai de João. A cuidadora da pessoa com autismo ser uma mulher, como no caso de Anaiara, é uma realidade brasileira. Esse é um dos resultados do <em>Mapa do Autismo no Brasil</em> que traz respostas de 23.632 pessoas de todos os estados.</p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>Os dados detalhados só serão publicados oficialmente na próxima quinta-feira, dia 9, uma semana após o dia de conscientização sobre o autismo, hoje (2). Dessas respostas, 18.175 são de pessoas responsáveis por uma pessoa autista, 2.221 são as responsáveis e também estão dentro do espectro. A pesquisa teve ainda 4.604 respostas de pessoas autistas acima dos 18 anos de idade.</p>
<p>O mapeamento inédito em cenário nacional foi uma iniciativa do Instituto Autismos, que é uma organização não governamental.</p>
<p>“A maior parte das cuidadoras são mulheres. E grande parte dessas mulheres não estão no mercado de trabalho. Isso fala muito sobre o cuidado”, adiantou a presidente do instituto, a musicoterapeuta Ana Carolina Steinkopf, em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>&lt;</p>
<h2>Diagnóstico precoce</h2>
<p>No entanto, um dos dados que ela antecipou foi uma situação diferente da realidade de Anaiara Ribeiro com seu filho João, que teve o diagnóstico apenas com 8 anos. É uma novidade positiva para o país.</p>
<p>“A média da idade do diagnóstico tem sido igual ao dos padrões internacionais: em torno dos 4 anos de idade”, enfatiza Ana Carolina Steinkopf. Ela explica que quanto mais jovem for a pessoa diagnosticada, melhor será o caminho para os tratamentos e cuidados necessários para estímulo.</p>
<p>Um fator de alerta que o levantamento vai trazer é que as famílias gastam mais de R$ 1 mil com as terapias necessárias. “A maior parte tem usado planos de saúde para conseguir ter acesso às terapias”. Ana Carolina acrescenta que as famílias do Norte e Nordeste utilizam mais da estrutura do sistema público de saúde do que as outras regiões.</p>
<h2>Sistema público</h2>
<p>Em relação aos desafios do atendimento de pessoas com autismo no sistema público, o governo federal emitiu nota garantindo que ampliou a assistência a pessoas com transtorno do espectro autista com investimento de R$ 83 milhões.</p>
<p>O Ministério da Saúde anunciou que vai habilitar 59 novos serviços, que incluem Centros Especializados em Reabilitação (CER), oficinas ortopédicas e transporte adaptado. As portarias serão assinadas nesta quinta-feira. </p>
<p>“Estamos estruturando uma rede cada vez mais preparada para cuidar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no SUS, desde a identificação precoce na atenção primária até o atendimento especializado, com equipes multidisciplinares”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na nota.</p>
<h2>Recomendações</h2>
<p>A respeito dos resultados do mapeamento, a pesquisadora acrescentou que o poder público federal e de cada estado vai receber recomendações de melhoria no atendimento com base nesses dados. Não obstante, ela entende que tem aumentado, ano a ano, a sensibilização e a conscientização sobre o autismo.</p>
<p>Não invisibilizar a doença é importante, por exemplo, para que existam mais pesquisas e especialistas em autismo. No Brasil, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que 2,4 milhões de pessoas sejam autistas.</p>
<p>Quanto mais cedo vier o diagnóstico, maior é a possibilidade de que as famílias procurem seus direitos, que vão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a ações de inclusão na educação, saúde e bem-estar, por exemplo.</p>
<p>&lt;</p>
<h2>Direitos</h2>
<p>Assim como foram conquistas de Anayara e João. “A inclusão, por exemplo, em todos os espaços de lazer, em que a pessoa com autismo não paga ingresso e a acompanhante tem 50% de desconto”, diz a mãe.</p>
<p>A advogada, depois do divórcio, reconstruiu a família. Ela se casou novamente e tem uma filha desse novo relacionamento.</p>
<p>“Sou uma exceção. A maioria das mães que eu conheço continuam solteiras ou separadas. Os pais abandonaram, seja fisicamente e financeiramente, mas eu tive a sorte de encontrar um parceiro que assumiu a paternidade do João. Somos muito felizes”.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/autismo-mulheres-sao-principais-cuidadoras-revela-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Pesquisa aponta que 90% dos consumidores comprarão chocolate na Páscoa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pesquisa-aponta-que-90-dos-consumidores-comprarao-chocolate-na-pascoa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 19:42:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um levantamento feito pelo Instituto Locomotiva revelou que, mesmo com 69% dos brasileiros considerando o preço dos ovos de Páscoa injustos em relação às barras de chocolate com o mesmo peso, 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à data neste ano.  O percentual equivale a 148 milhões de pessoas. O índice é 4 pontos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um levantamento feito pelo Instituto Locomotiva revelou que, mesmo com 69% dos brasileiros considerando o preço dos ovos de Páscoa injustos em relação às barras de chocolate com o mesmo peso, 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à data neste ano. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisa-aponta-que-90-dos-consumidores-comprarao-chocolate-na-Pascoa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O percentual equivale a 148 milhões de pessoas. O índice é 4 pontos percentuais maior do que o declarado em 2025, quando 86% tinham intenção de comprar. </p>
<p>Foram entrevistados 1.557 brasileiros com 18 anos de idade ou mais, em todo o país, entre os dias 25 de fevereiro e 13 de março.</p>
<p>De acordo com a análise feita em parceria com a QuestionPro, a intenção de compra é mais alta entre a população de maior renda: pretendem comprar 95% das classes AB; 88% da classe C e 80% das classes DE. </p>
<p>Entre aqueles que têm filhos, 93% pretendem comprar, ante 82% entre os que não têm. </p>
<p>Dos que pretendem comprar chocolates, 69% afirmam que vão presentear. </p>
<p>Aqueles que vão comprar qualquer chocolate para consumo próprio são 67% e os que vão comprar ovos para si são 63%.</p>
<p>O estudo mostra ainda que 61% apontaram que o preço é o principal fator para escolha, seguido pela qualidade dos ingredientes (53%), tamanho do produto (44%), marca conhecida (43%) e variedade de sabores (40%). </p>
<p>Também aparecem como relevantes a embalagem (29%), o conteúdo temático, como brindes e personagens (27%), e a oferta de opções para dietas especiais, como produtos sem lactose ou veganos (12%). </p>
<p>Outros 68% afirmam preferir produtos artesanais, feitos por pequenos produtores.</p>
<p>Segundo o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, embora as marcas tradicionais ainda liderem em volume, os chocolates artesanais ganham relevância na decisão de compra. </p>
<p>“Há uma busca crescente por produtos mais personalizados, com identidade e propósito. Esse movimento não só amplia as opções para o consumidor, como também fortalece o microempreendedor brasileiro&#8221;, disse.</p>
<h2>Formato</h2>
<p>Os ovos continuam sendo os preferidos nas compras para crianças, com 68%, ante 56% dos que mencionam chocolates em formatos tradicionais. </p>
<p>Entre os adultos, 66% pretendem presentear com ovos de Páscoa e 63% com formatos tradicionais. </p>
<p>Quando questionados sobre o que gostariam de ganhar, o percentual é igual para ovos e formatos tradicionais: 72%.</p>
<p>&#8220;A pesquisa mostra que o chocolate segue no centro da Páscoa e que o formato ovo não carrega sozinho o consumo na data. Esse significado permanece mais forte quando o presente é para crianças, onde o ritual ainda faz diferença”, explica Meirelles. </p>
<p>“Entre adultos, outros formatos ganham relevância. Em um cenário de preços elevados, o consumidor brasileiro começa a separar o gesto de presentear do produto em si, abrindo espaço para novas formas de consumo&#8221;, analisa.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisa-aponta-que-90-dos-consumidores-comprarao-chocolate-na-Pascoa.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília-DF, 27/03/2024 - Na semana da Páscoa as lojas oferecem diversas oções de ovos com brinquedos para atrair os clientes. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"/></p>
<p><h6 class="meta">Na semana da Páscoa, lojas oferecem diversas opções de ovos com brinquedos para atrair os clientes &#8211; Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</h6>
</p>
<h2>Geração de renda</h2>
<p>O levantamento indicou que 22% dos brasileiros pretendem produzir ou vender chocolates na data, o equivalente a 36 milhões de pessoas. </p>
<p>Entre jovens de 18 a 29 anos, esse percentual sobe para 29%, e nas classes DE chega a 33%. </p>
<p>Em 2025, o índice era de 19%, indicando crescimento do empreendedorismo e oportunidade de geração de renda associado à data.</p>
<h2>Simbologia</h2>
<p>O estudo aponta que 82% dos brasileiros concordam que a data é um momento para estar com a família, o equivalente a 135 milhões de pessoas, e 77% afirmam participar de almoços ou encontros especiais para celebrar a ocasião, sendo que 52% se reúnem apenas com familiares e 42% com familiares e amigos.</p>
<p>Dos entrevistados, 76% veem a Páscoa como um momento para presentear pessoas queridas.</p>
<p>Os que pretendem comprar alimentos para o almoço ou jantar de Páscoa, como peixes e sobremesas, somam 54%; 38% comprarão bebidas para a ocasião; 32% produtos infantis ou brinquedos temáticos; e 28% itens de decoração.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-03/pesquisa-aponta-que-90-dos-consumidores-comprarao-chocolate-na-pascoa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Fatores sociais empurram famílias para ultraprocessados, diz pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 10:16:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sobrecarga materna, o preço atraente e até componentes afetivos são alguns dos fatores sociais que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas de diferentes cidades brasileiras, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (31) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O estudo entrevistou cerca de 600 famílias de três comunidades [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A sobrecarga materna, o preço atraente e até componentes afetivos são alguns dos fatores sociais que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas de diferentes cidades brasileiras, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (31) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Fatores-sociais-empurram-familias-para-ultraprocessados-diz-pesquisa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>O estudo entrevistou cerca de 600 famílias de três comunidades urbanas do país: Guamá, em Belém (PA); Ibura, em Recife (PE); e Pavuna, no Rio de Janeiro (RJ). </p>
<p>Apesar de 84% dos entrevistados se considerarem muito preocupados em oferecer uma alimentação saudável para suas famílias, em metade dos lares os alimentos ultraprocessados faziam parte do lanche das crianças. Além disso, em um a cada quatro, algum desses produtos estava no café da manhã.</p>
<p>Os produtos ultraprocessados mais presentes nas casas foram iogurte com sabor, embutidos, biscoito recheado, refrigerante e macarrão instantâneo.</p>
<h2>O que são ultraprocessados?</h2>
<p>Os ultraprocessados são produtos alimentícios de origem industrial, resultantes da mistura de ingredientes naturais com aditivos químicos, como corantes, aromatizantes e emulsificantes. Isso permite a fabricação de produtos de baixo custo, longa durabilidade e com sabores intensos, que viciam o paladar. </p>
<p>Evidências científicas mostram que o seu consumo aumenta o risco de doenças como obesidade, diabetes, problemas cardíacos, depressão e câncer. </p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Fatores-sociais-empurram-familias-para-ultraprocessados-diz-pesquisa.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) - Novas regras para fabricação de presunto entram em vigor em maio. Foto: MAPA/Divulgação" title="MAPA/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Embutidos como presunto são considerados ultraprocessados Foto: MAPA/Divulgação &#8211; MAPA/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Sobrecarga materna</h2>
<p>Nas famílias ouvidas pela pesquisa, 87% das mães exerceram a tarefa de comprar e servir o alimento às crianças, e 82% delas também foram responsáveis pela preparação.</p>
<p>Já entre os pais, apenas 40% comprou alimentos, enquanto 27% cozinharam e 31% ofereceram a comida às crianças da casa. </p>
<p>A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, Stephanie Amaral, ressalta a sobrecarga das mulheres nos cuidados com a alimentação.</p>
<p>&#8220;Muitas mães fazem isso sozinhas, além de trabalhar fora. É uma sobrecarga que acaba fazendo com que a praticidade dos alimentos ultraprocessados pese muito mais&#8221;.</p>
<h2>Desconhecimento</h2>
<p>Outro ponto destacado pela pesquisa é o desconhecimento sobre os produtos ultraprocessados. Muitos alimentos que se enquadram nessa categoria foram apontados como saudáveis pela maioria dos entrevistados, como os iogurtes com sabor e os nuggets de frango fritos na <em>airfryer</em>. </p>
<p>A nova rotulagem frontal dos produtos, que traz avisos quando eles têm grande concentração de sódio, açúcar e gorduras saturadas também não cumpre seu papel de forma integral: 26% dos entrevistados disseram não saber o que esses avisos significam.</p>
<p>Além disso, 55% dos entrevistados nunca observam os avisos de alto teor no rótulo dos alimentos, e 62% admitem que nunca deixaram de comprar algum produto por causa deles. </p>
<h2>Preço baixo</h2>
<p>A percepção de preço também pode influenciar no consumo. A maioria das famílias (67%) considera que os sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes são baratos.</p>
<p>Já legumes e verduras são considerados caros por 68% delas, proporção que sobe para 76% no caso das frutas e 94% no das carnes.</p>
<p>Os pesquisadores também fizeram entrevistas aprofundadas com algumas famílias e identificaram ainda um componente afetivo.</p>
<p>&#8220;Essas pessoas não tinham dinheiro para comprar os alimentos que elas queriam quando eram crianças, então agora elas se sentem felizes por poder comprar o que a criança quer comer. E aí esses alimentos ultraprocessados, ainda mais aqueles com desenhos e personagens, são associados a uma infância feliz&#8221;, explica Stephanie Amaral. </p>
<p>A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef destaca ainda que é mais difícil controlar o consumo no caso dos ultraprocessados, porque os danos que eles causam à saúde são cumulativos e não imediatos. Mesmo assim, ela acredita que as escolas podem contribuir de forma essencial: </p>
<p>&#8220;As famílias mostram uma confiança muito grande na alimentação escolar, o que mostra como as escolas são importantes em oferecer o alimento saudável, mas também em promover essa alimentação para as famílias&#8221;</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/1774952178_432_Fatores-sociais-empurram-familias-para-ultraprocessados-diz-pesquisa.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Merenda escolar -  Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome" title="Sergio Amaral/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social"/></p>
<p><h6 class="meta">Merenda escolar é essencial para acesso à alimentação saudável &#8211; Sergio Amaral/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Recomendações do estudo</h2>
<p>Fortalecer a regulação de alimentos ultraprocessados: avançar na regulação da publicidade infantil, na tributação de ultraprocessados e na promoção de ambientes escolares saudáveis, reduzindo a exposição e o consumo desses produtos</p>
<p>Expandir creches e escolas em tempo integral: a ampliação da educação infantil e da jornada escolar fortalece redes de apoio às famílias, reduz sobrecargas, especialmente sobre as mulheres, e contribui para a proteção e promoção de hábitos saudáveis.</p>
<p>Fortalecer a orientação alimentar nos serviços de saúde: ampliar o aconselhamento alimentar, desde a gestação, de forma a promover informação de qualidade,  evitar a introdução precoce de ultraprocessados e influenciar a adoção de hábitos saudáveis desde o início da vida.</p>
<p>Apoiar iniciativas e lideranças comunitárias: fortalecer ações locais — como hortas, feiras, atividades esportivas e redes de apoio — amplia o acesso a alimentos saudáveis e incentiva práticas de atividade física nos territórios.</p>
<p>Ampliar a compreensão e o uso da rotulagem frontal: promover campanhas e ações educativas que expliquem, de forma clara, o significado da rotulagem e seu uso no dia a dia e acompanhar a efetividade da rotulagem frontal, considerando seus critérios nutricionais e formato dos alertas.</p>
<p>Investir em comunicação para mudança de comportamento: estratégias de comunicação devem considerar a realidade das famílias, usar linguagem simples e abordar desafios práticos, como identificar “falsos saudáveis” e melhorar formas de preparo.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/fatores-sociais-empurram-familias-para-ultraprocessados-diz-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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