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	<title>pouco Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>pouco Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>PM apreende mais de 30 balões em pouco mais de um mês no Rio</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pm-apreende-mais-de-30-baloes-em-pouco-mais-de-um-mes-no-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:22:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Polícia Militar do Rio apreendeu 31 balões em várias cidades fluminenses, entre 7 de maio e 15 de junho deste ano. O período coincide com os festejos juninos, época historicamente associada ao aumento da soltura de balões. As ações do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) resultaram na detenção de envolvidos e na apreensão de materiais utilizados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Militar do Rio apreendeu 31 balões em várias cidades fluminenses, entre 7 de maio e 15 de junho deste ano. O período coincide com os festejos juninos, época historicamente associada ao aumento da soltura de balões.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/06/PM-apreende-mais-de-30-baloes-em-pouco-mais-de.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>As ações do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) resultaram na detenção de envolvidos e na apreensão de materiais utilizados na fabricação e soltura dos balões, como maçarico, botijão de gás, estruturas metálicas para sustentação dos artefatos, além de explosivos e bandeiras de grande porte.</p>
<p>No acumulado do ano, entre 1º de janeiro e 15 de junho, foram apreendidos 42 balões em todo o estado, evidenciando a necessidade de ações contínuas de fiscalização e conscientização da população.</p>
<p>De acordo com o secretário de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, a participação da sociedade é fundamental para prevenir acidentes e preservar vidas.</p>
<p>“É fundamental que a população compreenda que soltar balões é crime e pode colocar vidas em risco”, destacou. “A conscientização e a colaboração da sociedade, por meio de denúncias, são essenciais para proteger o meio ambiente e garantir a segurança de todos”, completou.</p>
<h2>Crime ambiental</h2>
<p>Com a chegada das festas juninas, a soltura ilegal de balões aumenta, prática que é proibida por lei. </p>
<p>Os balões juninos, de ar quente, inflamáveis e não tripulados, quando caem podem provocar incêndios na vegetação, residências e na rede elétrica, principalmente com o tempo seco.</p>
<p>Outra ameaça é para a aviação civil. Muitas vezes, os radares não conseguem avistar os balões, por causa das condições meteorológicas, aumentando o risco de choque com aviões. </p>
<p>Quem for flagrado fabricando, vendendo, transportando ou soltando balões pode ser punido com pena de um a três anos de reclusão. Além disso, pode ser multado em R$ 500 para cada balão apreendido.</p>
<p> As denúncias podem ser feitas, de forma anônima, por meio do Disque-Balão (Linha Verde do Disque-Denúncia), pelo telefone 0300 253 1177, ou pelo <em>site</em> www.disquedenuncia.org.br/ green-line.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-06/pm-apreende-mais-de-30-baloes-em-pouco-mais-de-um-mes-no-rio" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Lula: falta pouco para anúncio sobre petróleo na Margem Equatorial</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/lula-falta-pouco-para-anuncio-sobre-petroleo-na-margem-equatorial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 19:44:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que falta pouco para a Petrobras anunciar se na Margem Equatorial há a quantidade de petróleo ou de gás estimadas preliminarmente. “Temos, obviamente, muita responsabilidade para extrair petróleo lá, e temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras, a melhor empresa do mundo para fazer prospecção em águas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que falta pouco para a Petrobras anunciar se na Margem Equatorial há a quantidade de petróleo ou de gás estimadas preliminarmente. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Lula-falta-pouco-para-anuncio-sobre-petroleo-na-Margem-Equatorial.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>“Temos, obviamente, muita responsabilidade para extrair petróleo lá, e temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras, a melhor empresa do mundo para fazer prospecção em águas profundas. Portanto, nós estamos tranquilos com relação à possibilidade”, disse o presidente nesta quarta-feira (27), em entrevista ao <em>Jornal do Amazonas</em>, em Manaus.</p>
<p>A expectativa do Ministério de Minas e Energia, anunciada em 2025, é de que a Margem Equatorial se torne um novo pré-sal. As reservas estimadas são de pelo menos 30 bilhões de barris de petróleo, segundo a Petrobras, citando dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). </p>
<p>O presidente acrescentou que a presença de petróleo na região seria positiva para o desenvolvimento da Região Norte como um todo, e não apenas do Amapá.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Lula-falta-pouco-para-anuncio-sobre-petroleo-na-Margem-Equatorial.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Brasília (DF) 02/10/2023 – Ibama renova licença da Petrobras para perfuração na Margem Equatorial.Trata-se da 21ª licença concedida para perfuração na região desde 2004&#13;&#10;Arte Petrobras/Divulgação" title="Arte Petrobras/Divulgação"/></p>
<p><h6 class="meta">Arte Petrobras/Divulgação</h6>
</p>
<h2>Outros poços</h2>
<p>Lula anunciou também na entrevista que a estatal voltará a explorar petróleo em outras localidades abandonadas nos últimos anos e que outros poços, como o de Urucu, no interior da floresta amazônica, podem ser ampliados.</p>
<p>De acordo com o presidente, a estatal voltará a perfurar o poço de Urucu, uma das principais áreas petrolíferas terrestres (onshore) do país, localizada na Bacia do Solimões.</p>
<p>“Vamos fazer 18 novos poços ali para ver se a gente consegue encontrar mais coisa. Voltaremos a prospectar em lugares que tinham sido abandonados. Não vamos perder tempo”, completou.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/lula-falta-pouco-para-anuncio-sobre-petroleo-na-margem-equatorial" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Direitos tributários para PcDs e doenças graves são pouco conhecidos</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/direitos-tributarios-para-pcds-e-doencas-graves-sao-pouco-conhecidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 18:12:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fazer a declaração do Imposto de Renda pode ser difícil para alguns contribuintes, especialmente aqueles com altas despesas médicas, como pessoas com deficiência (PcDs), doenças graves e seus cuidadores. Mas existem detalhes que ajudam a manter as contas em dia com a Receita Federal e, de quebra, receber dinheiro de volta na restituição. Especialistas ouvidos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fazer a declaração do Imposto de Renda pode ser difícil para alguns contribuintes, especialmente aqueles com altas despesas médicas, como pessoas com deficiência (PcDs), doenças graves e seus cuidadores. Mas existem detalhes que ajudam a manter as contas em dia com a Receita Federal e, de quebra, receber dinheiro de volta na restituição.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Direitos-tributarios-para-PcDs-e-doencas-graves-sao-pouco-conhecidos.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Especialistas ouvidos pelo podcast <em>VideBula</em>, da Radioagência Nacional, alertam que muitos direitos tributários permanecem subutilizados por falta de divulgação, enquanto outras prerrogativas ficam travadas em uma legislação defasada.</p>
<p>O primeiro passo é entender a diferença entre isenção e dedução. O auditor-fiscal da Receita Federal José Carlos Fernandes da Fonseca explica que &#8220;a isenção dá direito a não pagar o imposto que seria devido naquele rendimento&#8221;. Por outro lado, a dedução é a chance que o contribuinte tem de reduzir sua alíquota para cálculo do imposto.</p>
<p>As isenções, no entanto, têm recortes restritos. De acordo com Thiago Helton, advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, a possibilidade de não pagar imposto por doença grave é exclusiva de aposentados, pensionistas e militares reformados diagnosticados com as moléstias relacionadas na Lei 7.713/88. Além disso, a isenção vale apenas os proventos de aposentadoria, ou seja, não se estende a aluguéis ou outras rendas.</p>
</p>
<h2>Doenças isentas</h2>
<p>De acordo com a lei 7.713/88, apenas 16 doenças são passíveis de isenção do imposto. São elas:</p>
<p>&#8211; Moléstia profissional;</p>
<p>&#8211; Tuberculose ativa;</p>
<p>&#8211; Alienação mental;</p>
<p>&#8211; Esclerose múltipla;</p>
<p>&#8211; Neoplasia maligna (câncer);</p>
<p>&#8211; Cegueira (inclusive monocular);</p>
<p> &#8211; Hanseníase;</p>
<p>&#8211; Paralisia irreversível e incapacitante;</p>
<p>&#8211; Cardiopatia grave;</p>
<p>&#8211; Doença de Parkinson;</p>
<p>&#8211; Espondiloartrose anquilosante;</p>
<p>&#8211; Nefropatia grave;</p>
<p>&#8211; Hepatopatia grave;</p>
<p>&#8211; Estados avançados da doença de Paget;</p>
<p>&#8211; Contaminação por radiação e</p>
<p>&#8211; HIV/AIDS.</p>
<p>O auditor-fiscal José Carlos explica que a rigidez da norma, e a sua antiguidade, gera exclusão de condições graves mais recentes. &#8220;Embora tenhamos hoje em dia outras doenças muito mais graves, ou tão graves quanto, a isenção se aplica literalmente&#8221;.</p>
<p>Thiago Helton é categórico sobre a necessidade de atualização da lei.</p>
<p>&#8220;Tem doenças muito mais graves do que as que estão naquele rol, pessoas que tem uma despesa muito mais elevada e que não tem direito a essa prerrogativa tributária. Essa é uma matéria que tem que ser discutida no Congresso Nacional&#8221;.</p>
</p>
<p> </p>
<h2>Direitos do paciente com câncer</h2>
<p>A neoplasia maligna, popularmente conhecida como câncer, é uma das doenças que mais geram dúvida nos pedidos de isenção. O problema começa na comprovação do diagnóstico; é preciso ter o termo completo da doença na documentação.</p>
<p>&#8220;Se o laudo que a pessoa apresentar não constar literalmente o nome da doença que está na lei – no caso do câncer, por exemplo, neoplasia maligna – a isenção não será aceita pela Receita Federal. Se o laudo sair só neoplasia, pode ser maligna e benigna. E aí gera uma dúvida&#8221;, alerta José Carlos.</p>
<p>Os direitos se estendem também para quem já lutou contra o câncer e está em remissão da doença, pois a lei não prevê reversão do direito. &#8220;Uma vez tendo o laudo, independente do que vai acontecer no futuro, a isenção é dela para o resto da vida&#8221;, afirma o auditor-fiscal.</p>
<p>É o que se chama de direito adquirido. O advogado Thiago Helton acrescenta que a isenção começa na aposentadoria do beneficiário. Se ele tiver o diagnóstico ainda na ativa, passa a ser isento somente quando se aposentar. Se a pessoa desenvolver a doença já durante a aposentadoria, a isenção será concedida a partir da data de diagnóstico.</p>
</p>
<h2>Como solicitar</h2>
<p>O advogado especialista em direito previdenciário Bruno Henrique descreve o passo a passo para solicitação da isenção. “É preciso abrir o requerimento administrativo na fonte pagadora, que vai solicitar uma junta médica obrigatória, apenas para confirmar o que você está dizendo. A partir daí, a fonte pagadora é informada e você passa a ter isenção&#8221;.</p>
<p>A vice-presidente financeira da Associação das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Aescon-SP), Fátima Macedo, ressalta que a documentação é fundamental e que a falta do laudo correto pode gerar retenção na malha fina.</p>
<h2>Retroativos</h2>
<p>Quem pagou imposto indevidamente pode recuperar os valores relacionados aos últimos cinco anos. De acordo com Fátima Macedo, a isenção pode até sair com data retroativa, quando o reconhecimento da doença acontece muito tempo depois do diagnóstico comprovado. &#8220;Quando isso acontece, a gente pode até retificar a declaração de Imposto de Renda, considerando essa isenção. E aí, mesmo tendo sido retido durante o ano, provavelmente esse valor vai ser restituído&#8221;.</p>
<p>Confira todos os episódios do podcast <em>VideBula</em>, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/direitos-tributarios-para-pcds-e-doencas-graves-sao-pouco-conhecidos" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/pre-natal-integral-e-menor-entre-indigenas-e-mulheres-com-pouco-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 23:12:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Brasil, quase todas as grávidas (99,4%) fazem pelo menos uma consulta de pré-natal, mas o acesso a esse atendimento, fundamental para a saúde da mãe e do bebê, diminui, ao longo da gestação, para as mulheres indígenas, com menos escolaridade e do Norte do país. É o que revela um estudo divulgado nesta segunda-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, quase todas as grávidas (99,4%) fazem pelo menos uma consulta de pré-natal, mas o acesso a esse atendimento, fundamental para a saúde da mãe e do bebê, diminui, ao longo da gestação, para as mulheres indígenas, com menos escolaridade e do Norte do país. É o que revela um estudo divulgado nesta segunda-feira (13), e elaborado por pesquisadores do Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel), em parceria com a Umane, organização sem fins lucrativos que tem por objetivo assegurar a qualidade e universalidade do sistema público de saúde.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Pre-natal-integral-e-menor-entre-indigenas-e-mulheres-com-pouco.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Em média, considerados todos os perfis de gestantes, a cobertura entre a primeira e a sétima consulta cai de 99,4% para 78,1%. O ideal é que o acompanhamento tenha início assim que elas confirmarem a gestação ou mesmo desconfiarem que estejam grávidas, preferencialmente até a 12ª semana de gestação.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, as grávidas com menor escolaridade são as que menos completam o pacote de consultas do pré-natal. De um lado, estão gestantes com maior nível de educação formal (86,5%) e, na outra ponta, com o percentual caindo para quase a metade, as que ficaram mais tempo fora da escola (44,2%). </p>
<p>Também se destacam, como exemplo dos abismos sociais, as indígenas com baixa escolaridade, que acumulam dois fatores como obstáculos à garantia à saúde: o total de anos de estudo formal e a origem étnico-racial. Ao todo, 19% delas conseguiram seguir a quantidade recomendada de idas ao médico para o pré-natal, proporção bastante inferior aos 88,7% de brancas com 12 anos ou mais de escolaridade, parcela mais privilegiada.</p>
<p>As mães indígenas são mais excluídas do que as pretas e pardas, que compõem a população negra. Apenas 51,5% das mulheres de povos originários chegam a finalizar o acompanhamento, contra 84,3% das mulheres brancas, 75,7% das pretas e 75,3% das pardas. Em quase metade dos casos (46,2 pontos percentuais), o acompanhamento das indígenas é abandonado, índice três vezes maior do que o registrado entre mulheres brancas (15,3 pontos percentuais).</p>
<p>Outro contingente desfavorecido é o de gestantes da Região Norte, onde 63,3% têm seu direito ao pré-natal plenamente respeitado. Em seguida vêm o Nordeste (76,1%) e o Centro-Oeste (77%). As regiões com melhores taxas são o Sudeste (81,5%) e o Sul (85%).</p>
<p>Os pesquisadores aconselham, ainda, políticas específicas para as gestantes adolescentes com menos de 20 anos, já que o serviço de pré-natal é integralmente alcançado por apenas 67,7% delas, patamar bem abaixo dos 82,6% observados entre mulheres acima de 35 anos.</p>
<p>O levantamento se baseia em mais de 2,5 milhões de nascimentos registrados no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), em 2023, pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>A especialista Luiza Eunice, pesquisadora responsável pelo estudo no ICEH/UFPel, recorda que é recente o parâmetro de sete consultas no país. O governo federal elevou o número de consultas indicado em 2024, ano em que lançou a Rede Alyne, estratégia para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027 – entre as gestantes negras, a meta é reduzir os casos pela metade.</p>
<p>Nutricionista e doutora em saúde pública, Eunice defende medidas de combate ao racismo estrutural e à discriminação na oferta do cuidado, bem como programas voltados a adolescentes, que visem debater sem tabu a relevância da educação sexual e acabar com o estigma da gravidez nessa fase da vida, para que possam tomar conta de sua saúde e da do bebê. Para ela, as mulheres com menos escolaridade devem ser outro público-alvo, pois é necessário mostrar a elas por que o pré-natal deve ser uma prioridade.</p>
<p>Eunice pondera, ainda, que o avanço depende de fatores como a disponibilização de transporte público que leve as gestantes às unidades de saúde e o vínculo delas com os profissionais da área.</p>
<p>&#8220;É esse apoio, esse vínculo, essa captação ativa dessa gestante que vai melhorar a navegação dela para ela retornar às consultas&#8221;, disse a pesquisadora.</p>
<p>O reforço em ações pensadas para quem está sob maior vulnerabilidade, ponto colocado por Eunice, é algo que pode trazer resultados também na perspectiva da gerente de Investimento e Impacto Social da Umane, Evelyn Santos. Ela avalia que, embora tenha havido aprimoramentos na atenção primária, suprir certas demandas exige mais empenho do Poder Público.</p>
<p>&#8220;Independentemente de onde moram, de cor de pele, de escolaridade, nós temos que ser capazes de fornecer o mesmo pré-natal, adequado, a todas as mulheres e não esperar que a pessoa tenha escolaridade mais elevada para buscar mais ativamente seu pré-natal e o sistema ser mais proativo com essas populações. É isso que faz toda a diferença: ver toda a população e essas vulnerabilidades como um chamado para a ação&#8221;, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.</p>
<h2>Como funciona o pré-natal</h2>
<p>O pré-natal serve para se detectar, o mais cedo possível, doenças e condições de saúde, permitindo a médicos especialistas o devido tratamento ou reversão dos sintomas e reduzindo riscos durante o parto. É essencial tanto para a gestante como para o bebê, e o ideal é que o pai da criança também compareça às consultas, para que receba orientações e adote uma postura de cuidado. </p>
<p>Como salienta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o pré-natal tem ainda outras funções. Entre elas, fornecer instruções sobre amamentação, uma vez que o aleitamento materno deve ser mantido como única fonte de alimento do bebê até os 6 meses de idade. A SBP recomenda que, a partir dos 6 meses, deve-se iniciar a alimentação complementar saudável, e que o leite materno seja mantido como principal fonte de nutrição da criança até os 2 anos ou mais.</p>
<p>O leite da mãe possui todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança, sendo mais saudável do que as chamadas &#8220;fórmulas&#8221; industrializadas, compradas em mercados e farmácias, pois protege o organismo contra infecções, fortalece seu sistema imunológico e traz outras vantagens, como um vínculo afetivo maior entre mãe e filho. No caso da mãe, o que se observa é a diminuição da probabilidade de desenvolver câncer e ajuda na recuperação pós-parto. </p>
<p>A frequência das consultas varia conforme o tempo de gravidez. A paciente deve realizá-las uma vez por mês até a 28ª semana (sétimo  mês); a cada 15 dias, da 28ª até a 36ª semana (sétimo ao nono mês); e semanalmente, no final da gestação.</p>
<p>A lista de exames pedidos pelo pediatra, no pré-natal, pode incluir, como informa a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) hemograma, tipagem sanguínea e fator RH, glicemia em jejum, testes rápidos para sífilis e/ou VDRL, teste rápido para HIV – Anti HIV, toxoplasmose IgM e IgG, sorologia para hepatite B (HbsAg), teste de urina I/urocultura.</p>
<p>Também podem ser solicitados uma ecografia obstétrica com função de verificar a idade gestacional (não é obrigatório) ou de acordo com a necessidade clínica, citopatológico de colo do útero, se necessário, exame de secreção vaginal e parasitológico de fezes.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/pre-natal-integral-e-menor-entre-indigenas-e-mulheres-com-pouco-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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