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	<title>profundidade Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:01:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Naquele 6 de agosto, o repórter sergipano Aécio Amado, de 35 anos, acordou pouco depois das 4h da madrugada e chegou às 5h, antes do raiar do dia, à redação da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, pronto para o que viesse. Ele iria estrear em um novo programa jornalístico, o Revista Nacional, e, dessa vez, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Naquele 6 de agosto, o repórter sergipano Aécio Amado, de 35 anos, acordou pouco depois das 4h da madrugada e chegou às 5h, antes do raiar do dia, à redação da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, pronto para o que viesse. Ele iria estrear em um novo programa jornalístico, o <em>Revista Nacional</em>, e, dessa vez, falaria para o país inteiro. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Busca-por-profundidade-e-dinamismo-marca-40-anos-do-Revista.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Era normal, em sua rotina, carregar a tiracolo uma montanha de fichas telefônicas, um pesado carregador de fita, bloco de anotações e canetas. Pesquisou o que acontecia no trânsito e nas delegacias. E não faltariam notícias, mesmo sendo em um Rio de Janeiro diferente, naquele “inverno” quente de 1986. </p>
<p>Na estreia do novo programa, deixou qualquer nervosismo de lado e ouviu o chamado do apresentador goiano Valter Lima, também de 35 anos, direto de Brasília. Acompanhou o que se passava pelo país na voz dos colegas. O <em>Revista Nacional</em> ganharia o nome depois, em 1998, de <em>Revista Brasil</em>, com a mesma lógica de trazer informações instantâneas, aprofundadas e entrevistas com duas horas de duração. </p>
<h2>Vida de reportagem</h2>
<p>Quarenta anos depois e aposentado recentemente, Aécio garante que o dia a dia na rádio é sempre recheado de emoções fortes, como a que ocorreu em 1988, na véspera do Ano Novo. Ele foi acionado para cobrir o naufrágio do navio Bateau Mouche IV, que provocou a morte de 55 pessoas na Baía de Guanabara.</p>
<p>“Foi marcante e também muito triste. Quando cheguei, o portão do Salvamar, da Marinha, estava aberto. E vi os corpos chegando trazidos nas lanchas”. O programa começou às 8h da manhã, mas o repórter já havia passado a noite em claro com as notícias tristes que chegavam. “Faz parte da vida do repórter”, afirma. </p>
<h2>Duas horas sem parar</h2>
<p>Quem conhece bem essa realidade é Valter Lima, que esteve à frente do programa nas últimas  quatro décadas de forma ininterrupta. Ele, que foi contratado para ajudar na formulação de um “projeto inovador” para um programa que priorizasse informação e dinamismo por duas horas a cada dia, também ficou conhecido entre os colegas por madrugar no estúdio em nome de dar notícia em primeira mão a partir da capital.</p>
<p>“Nasceu a proposta de utilizar a rádio como veículo de aprofundamento das questões políticas, econômicas, sociais, internacionais e humanísticas”, afirmou Lima.  Por isso, o programa não era transmitido apenas de Brasília, mas também do Rio de Janeiro e até do Amazonas. “Mais de 200 emissoras ao vivo transmitiam desde o começo”.</p>
<p>Segundo Valter Lima, um dos primeiros grandes desafios do programa foi traduzir ao público as discussões dos parlamentares para a formulação da Constituição de 1988. Ele recorda que tinha acesso a diferentes fontes de informação nessa época, em função de que, nas coberturas, chegou a participar, antes de 1985, do Movimento das Diretas Já.  </p>
<p>Da Amazônia, outro desafio foi a cobertura da primeira epidemia do cólera no país, em 1991. A equipe se deslocou para diferentes pontos da Amazônia para registrar o problema. No ano seguinte, ele considerou também histórica a cobertura da “Eco 92”, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro de 3 a 14 de junho daquele ano. </p>
<p>“A equipe do <em>Revista Brasil</em> sabe da responsabilidade que é veicular conteúdos a partir de uma emissora pública porque esse material é replicado dentro e fora do Brasil graças à credibilidade que todos nós construímos. Não podemos falhar”.  Desde os primeiros programas, o Revista chegava a mais de 30 milhões de pessoas.</p>
<p>A chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes foram mortos em frente àquela igreja no centro do Rio, também sensibilizou o experiente jornalista. “Essa história tocou no coração da gente”. Ele lembra os detalhes de quando recebeu as primeiras notícias dos jovens.</p>
<h2>Vozeirão</h2>
<p>A juventude, em particular, é um tema que sempre tocava o apresentador. Ele Lembrou de quando saiu de Anápolis (GO) para tentar a vida em Brasília. Alistou-se como soldado da Aeronáutica e fazia bicos de locutor na rodoviária, no centro da capital. Em um desses anúncios, diretores de rádio queriam saber mais daquele vozeirão. </p>
<p>“Queria ganhar um dinheirinho para estudar”. De repente, já trabalhava na Rádio Alvorada. Depois, para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foi um pulo. Finalmente, teve a carteira assinada. Mais do que o sucesso profissional, orgulha-se de ter sido ouvido na rádio de pilha pelo pai, Adão, pedreiro, e pela mãe, Dalva, ambos já falecidos.</p>
<p>“Fico orgulhoso de ser parte da história da comunicação pública”. </p>
<h2>Nos bastidores</h2>
<p>Nem todos que se dedicam à rádio foram aos microfones. Entre essas pessoas, a produtora Fátima Araújo chegou à empresa em 1977. Ela começou como auxiliar administrativa da Rádio Nacional da Amazônia. De repente, passou a entrar nos estúdios. Inicialmente, recebia as cartas dos ouvintes para selecionar e serem lidas no programa. </p>
<p>Chegava de tudo, inclusive perfumadas com talco ou objetos de recordação &#8211; informações, pedidos e sugestões de mais pautas. “O Valter chegava muito cedo. Antes de todos. Acendia e apagava as luzes da rádio à noite”. </p>
<p>A internet mudou a forma de interação desde o final dos anos 90. As cartas perfumadas deram lugar a <em>e-mails</em> que lotaram a caixa de entrada e “a mensagens o tempo inteiro”. “Mas a correria nunca mudou”, diz a produtora.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-08/busca-por-profundidade-e-dinamismo-marca-40-anos-do-revista-brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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