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		<title>Estudantes de Parintins recorrem à Justiça após mudança nas regras do SIS da UEA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:27:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Seis estudantes do interior do Amazonas recorreram à Justiça contra a aplicação das novas regras de distribuição de vagas do Sistema de Ingresso Seriado (SIS) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Eles iniciaram a seleção em 2024 e já haviam cumprido duas das três etapas quando houve a mudança. Os Mandados de Segurança aguardam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Seis estudantes do interior do Amazonas recorreram à Justiça contra a aplicação das novas regras de distribuição de vagas do Sistema de Ingresso Seriado (SIS) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Eles iniciaram a seleção em 2024 e já haviam cumprido duas das três etapas quando houve a mudança. Os Mandados de Segurança aguardam análise dos pedidos liminares.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O principal questionamento é o fim do grupo específico para estudantes do interior. Em Enfermagem, por exemplo, os editais de 2024 e 2025 destinavam nove das 60 vagas ao Grupo K, identificado como “Estudantes do Interior do Amazonas”. No SIS 2026, para ingresso em 2027, o Grupo K deixou de existir.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A alteração ocorreu após a adequação das regras de ingresso da UEA à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional a reserva de vagas baseada exclusivamente na procedência regional. Os estudantes não contestam a decisão do Supremo, mas defendem uma regra de transição para quem já havia cumprido dois anos do processo seletivo quando as condições de concorrência foram alteradas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Frustração entre alunos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Para a estudante de Parintins, Ágatha Marialva, de 17 anos, que pretende cursar Enfermagem, a mudança ocorreu depois de dois anos de preparação baseada nas condições existentes quando iniciou o SIS. Ela obteve 36 pontos no SIS 1 e 30 pontos no SIS 2, acumulando 66 pontos antes da terceira e última etapa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo a estudante, quando realizou a primeira prova, utilizava como referência a nota de corte de 129,714 pontos do antigo Grupo K, sem considerar a bonificação mencionada por ela para candidatos de baixa renda. Com essa referência, passou a calcular quanto precisaria alcançar na última etapa, que também inclui a redação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Foi um baque muito grande para mim. A gente passou dois anos se preparando, fazendo as provas e construindo uma pontuação, sempre sabendo quais eram as condições que teríamos para disputar uma vaga. E justamente quando chega o terceiro e último ano, quando falta apenas uma prova, a regra muda”, conta Marialva.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Sem condições de pagar uma faculdade particular, Ágatha afirma que conseguir uma vaga em uma universidade pública é determinante para seu futuro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“A gente não está pedindo aprovação automática. A gente quer fazer a última prova e disputar nossas vagas. Só queremos que todo o esforço que tivemos durante esses dois anos seja considerado e que a nossa realidade como estudantes do interior também seja levada em conta”, enfatiza.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Theranna Goes, de 18 anos, que pretende cursar Direito, também relata que construiu sua preparação acompanhando as pontuações necessárias para tentar ingressar no curso desejado. A estudante afirma que a sistemática anterior a deixava em uma situação mais próxima da pontuação que buscava alcançar.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Uma preparação de interior, não é a mesma de uma capital, competir entre aqueles que tiveram condições parecidas, era o justo, o certo a se fazer. Um aluno de interior, escola pública, não conseguiria ter tantas vantagens como um estudante da capital. Mas uma coisa é certa sobre os alunos de interior, que tem muita força de vontade nos estudos, aqueles que realmente desejam isso, correm atrás de diversas formas”, ressalta Goes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Há 21 anos preparando estudantes para vestibulares em Parintins, Maria Lenilda Glória Ferreira, proprietária do Curso Preparatório Antônio Neres, afirma que a possibilidade de mudanças já era conhecida após a decisão do STF, mas a dimensão da alteração na distribuição das vagas gerou preocupação e frustração entre alunos e famílias.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo a professora, os estudantes passaram os anos anteriores cumprindo as etapas do SIS e estabelecendo metas de pontuação para chegar à última prova. Ela também destaca que alunos do interior enfrentam condições diferentes de preparação, com limitações de acesso a cursos preparatórios, professores especializados, laboratórios, bibliotecas e conectividade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Isso não significa dizer que o estudante do interior seja menos capaz. Muito pelo contrário. Significa reconhecer que ele precisa superar obstáculos diferentes”, enfatizou Lenilda.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Seis estudantes foram à Justiça</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os seis estudantes são representados pelo Escritório Philippe Dantas e Advogados Associados. Segundo Philippe Dantas, fundador do escritório, os Mandados de Segurança já foram protocolados e aguardam a análise dos pedidos liminares.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O pedido é simples: que dois anos de esforço e participação no SIS não sejam prejudicados por uma mudança ocorrida somente na etapa final. Pedimos que sejam preservadas as notas e etapas já realizadas, que os estudantes possam participar normalmente da terceira prova e que seja aplicada uma regra de transição justa e proporcional para quem já estava no processo seletivo antes da mudança”, afirma Philippe.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A advogada Luiza Anoeza, também do Escritório Philippe Dantas e Advogados Associados, ressalta que as ações não pretendem contrariar a decisão do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O STF afastou a utilização da origem regional, por si só, como critério de preferência, e nós respeitamos integralmente essa decisão. Porém, o Supremo não decidiu especificamente como deveriam ser tratados os estudantes que já haviam realizado duas das três etapas do SIS”, declarou.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo a advogada, a própria forma como o Supremo tratou os efeitos da decisão fundamenta parte da discussão apresentada agora à Justiça. “Inclusive, ao tratar dos efeitos de sua decisão, o próprio STF demonstrou preocupação com a segurança jurídica, preservando situações já consolidadas. Por isso, nossa ação não é contra o STF. O que buscamos é definir como a nova regra deve ser aplicada a estudantes que já estavam há dois anos dentro de um processo seletivo de três anos.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">A advogada Gabriele de Souza Ferreira, do Escritório Philippe Dantas e Advogados Associados, explica que a tese apresentada pelo escritório se baseia em segurança jurídica, confiança legítima, proporcionalidade e necessidade de uma regra de transição.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Nossa tese está baseada em segurança jurídica, confiança legítima, proporcionalidade e necessidade de uma regra de transição. O SIS dura três anos. Esses estudantes fizeram a primeira prova, fizeram a segunda, tiveram suas notas reconhecidas pela própria UEA e chegaram à etapa final. A pergunta que levamos à Justiça é simples: é justo alterar de forma significativa as condições da disputa quando o estudante já percorreu dois dos três anos do processo?”, explicou.</p>
<h2 class="wp-block-heading">UEA </h2>
<p class="wp-block-paragraph">Em nota, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) informa que está cumprindo o que estabelece a lei e as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF). A instituição ressalta que o acesso à Justiça, mediante qualquer alegação, é livre, e qualquer decisão judicial será prontamente cumprida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">LEIA MAIS:</p>
<p class="wp-block-paragraph">Omar defende rede de apoio a famílias vulneráveis com Programa Amazonas Forte Social</p>
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