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	<title>reduz Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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	<title>reduz Archives - Clique Notícias Brasil</title>
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		<title>Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/uso-de-medicamento-oferecido-no-sus-reduz-casos-de-malaria-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 20:34:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025. Os óbitos passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado. Além disso, os casos da forma mais grave da doença caíram 30,7%.  Os 118.037 registros da doença contraídos no território nacional no mesmo período representam um recuo de 15% em relação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025. Os óbitos passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado. Além disso, os casos da forma mais grave da doença caíram 30,7%. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Uso-de-medicamento-oferecido-no-SUS-reduz-casos-de-malaria.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os 118.037 registros da doença contraídos no território nacional no mesmo período representam um recuo de 15% em relação a 2024 e são o menor número desde 1978.</p>
<p>“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (17), após participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.</p>
<p>Os números resultam do início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), usado em dose única desde 2024 para prevenir novas manifestações da malária, como também, com a ampliação do diagnóstico, além da oferta de testes e tratamento adequado.</p>
<p>A tafenoquina, considerada pelo ministério como um dos principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS, foi incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais. O medicamento usado em dose única tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. </p>
<p>Até junho de 2026, a tafenoquina foi incluída no tratamento de mais de 33,7 mil pessoas. Entre os pacientes, 3.920 dos tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).</p>
<p>“[Em 2025] tivemos redução de mais de 40% de redução em terra indígena, mais de 40% de malária em áreas de assentamento rural e em assentamentos na região amazônica brasileira, que é uma das maiores em incidência de casos de malária. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina, que é uma nova medicação para o tratamento da malária”, informou o ministro.</p>
<h2>Indígenas</h2>
<p>Conforme os dados do Ministério da Saúde, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami 1.515 pessoas receberam tratamento com o medicamento. Segundo o Ministério da Saúde, entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. </p>
<p>Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil, na comparação com o mesmo período do ano anterior. </p>
<p>Segundo o ministro, o território Yanomami foi a primeira área indígena em que foi aplicado o medicamento no tratamento contra a malária. </p>
<p>“Conseguimos felizmente interromper o verdadeiro genocídio que acontecia no povo Yanomami. Tivemos redução de mais de 50% nos casos de malária no território Yanomami e mais de 70% nos óbitos por malária. Isso não só com as ações combinadas contra a malária, mas com a recuperação nutricional daquele povo”, disse Padilha.</p>
<p>A tafenoquina também está disponível em uma formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos, desde março de 2026. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes receberam este tratamento no país.  </p>
<h2>Sarampo</h2>
<p>Padilha disse ainda que também está havendo um reforço de vacinação contra o sarampo em todo o Brasil após o registro de 38 casos importados da doença identificados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. “Nesse momento temos reforçado a vacinação de sarampo em todo o Brasil”, comentou.</p>
<p>“Não à toa em 2024, o Brasil recuperou o certificado de país livre de sarampo. Em 2025, mesmo com os 38 casos importados, por causa da vacinação não perdemos o certificado [o certificado de país livre de sarampo]”, relatou.</p>
<p>Conforme o ministro, em 2019 o Brasil perdeu o certificado por falta de ações de controle da doença que resultaram em casos de sarampo em Guarulhos, São Bernardo e São Paulo. A capital, segundo ele, chegou a ter 20 mil registros naquele momento. Nessas cidades, a faixa vacinal foi ampliada. </p>
<p>“Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo estamos vacinando todos a partir de 6 meses a 59 anos independente se foram vacinados ou não ou de checar a carteira de vacinação. Já ultrapassamos 70 mil pessoas vacinadas na cidade de São Paulo”, afirmou.</p>
<p>Padilha informou que os casos importados de sarampo nas três cidades tinham cepas que circularam nos Estados Unidos e no Canadá. “O continente americano desde 2025 vem tendo uma explosão de casos na América do Norte. Os Estados Unidos, Canadá e México são responsáveis por mais de 75% dos casos no continente americano”, concluiu.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/uso-de-medicamento-oferecido-no-sus-reduz-casos-de-malaria-no-brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Brasil reduz pobreza, mas amplia desigualdades, mostra estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 17:27:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no último ano, em 34 (71%) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades. Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no último ano, em 34 (71%) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Brasil-reduz-pobreza-mas-amplia-desigualdades-mostra-estudo.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além de maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.</p>
<p>Índices de saúde – como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação – como queda do analfabetismo; e segurança, – como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram.</p>
<p>Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis. Entre as pioras estão:</p>
<ul>
<li>ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens;</li>
<li>agravamento da concentração da renda;</li>
<li>tributação menor conforme a renda é maior; </li>
<li>condições mais desfavoráveis à população negra;</li>
<li>aumento da concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste.</li>
</ul>
<p>Para os responsáveis pelo relatório, os indicadores que apresentaram piora revelam que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades permanecem ativos.</p>
<p>“O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o relatório.</p>
<p>O relatório publicado neste ano é a quarta edição. O primeiro foi publicado em 2023. A última publicação traz análises atuais sobre indicadores de 2025, com exceção de algumas bases de dados não atualizadas anualmente.</p>
<p>Um exemplo são os indicadores derivados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisam gastos com transporte e carga tributária a cada dois anos. Outro caso é o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em 2024, após seis anos da pesquisa anterior.</p>
<p>Na avaliação da diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Adriana Marcolino, a indisponibilidade desses indicadores atualizados em 2025 não interfere no comparativo com as edições anteriores do relatório.</p>
<p>“Nesses casos, a gente olha o dado em comparação com o mesmo dado do ano anterior, então isso não cria um viés de tempo.  Os indicadores que a gente acompanha já indicam tendências pelo fato de já termos quatro anos de relatórios”.</p>
<p>No prefácio da publicação, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil avalia que a análise dos indicadores contribui para um aprofundamento de índices divulgados por diversas organizações e vão além do conceito de desenvolvimento humano com base exclusivamente em indicadores econômicos de saúde e educação.</p>
<p>“Os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”, destaca conclui.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/brasil-reduz-pobreza-mas-amplia-desigualdades-mostra-estudo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<item>
		<title>STF muda decisão de Moraes e reduz pena de condenada por 8 de janeiro</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/stf-muda-decisao-de-moraes-e-reduz-pena-de-condenada-por-8-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 14:39:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por maioria de 6 a 4, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reverter uma decisão do ministro Alexandre de Moraes e aumentar a redução de pena de uma das condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.  Simone Macedo foi condenada a 1 ano de reclusão em regime aberto, além de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por maioria de 6 a 4, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reverter uma decisão do ministro Alexandre de Moraes e aumentar a redução de pena de uma das condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/STF-muda-decisao-de-Moraes-e-reduz-pena-de-condenada.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Simone Macedo foi condenada a 1 ano de reclusão em regime aberto, além de multa, por associação criminosa e por incitar publicamente a animosidade das Forças Armadas contra os poderes instituídos. </p>
<p>Em seguida, a defesa pediu ao Supremo que fosse considerada cumprimento parcial de pena o tempo em que ela esteve em prisão preventiva, antes da condenação, bem como o período em que ela foi submetida a recolhimento noturno e uso de tornozeleira eletrônica, enquanto aguardava julgamento. </p>
<p>Relator dos casos do 8 de janeiro, Moraes deferiu parcialmente o pedido, considerando somente o período de prisão preventiva como tempo de cumprimento antecipado da pena. Em decisão monocrática, o ministro afirmou não haver previsão legal para que medidas cautelares alternativas à prisão sejam computadas nesses casos. </p>
<p>A defesa recorreu ao plenário, que julgou o caso em sessão virtual encerrada nesta semana. Prevaleceu ao final a divergência aberta pelo ministro Cristiano Zanin, que reconheceu como cumprimento antecipado de pena o tempo em que a condenada ficou submetida ao recolhimento noturno. </p>
<p>Zanin observou que o recolhimento noturno cautelar possui o mesmo grau de restrição imposto pelo regime inicial aberto ao qual Simone Macedo foi condenada, motivo pelo qual ela teria direito a contar esse tempo como de cumprimento antecipado de pena. </p>
<p>Em seu voto, o ministro escreveu que deve ser respeitada “a proporcionalidade necessária na análise a respeito do grau de restrição da liberdade, para cada espécie de regime de cumprimento de pena”. </p>
<p>A divergência foi acompanhada pelos ministros André Mendonça, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Ficaram vencidos, além do relator, os ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e Flávio Dino. </p>
<p>Trata-se de uma rara derrota de Moraes em questões relativas ao 8 de janeiro. </p>
<p> </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-08/stf-muda-decisao-de-moraes-e-reduz-pena-de-condenada-por-8-de-janeiro" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Medicamento reduz em até 85% internações no SUS por fibrose cística</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/medicamento-reduz-em-ate-85-internacoes-no-sus-por-fibrose-cistica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 17:47:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O uso do medicamento Trikafta no tratamento da fibrose cística reduziu em até 84,8% as internações de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). Os primeiros resultados da terapia de alto custo, ofertada na rede pública há quase dois anos, foram apresentados nesta quinta-feira (6) em evento na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso do medicamento Trikafta no tratamento da fibrose cística reduziu em até 84,8% as internações de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). Os primeiros resultados da terapia de alto custo, ofertada na rede pública há quase dois anos, foram apresentados nesta quinta-feira (6) em evento na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em Brasília.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Medicamento-reduz-em-ate-85-internacoes-no-SUS-por-fibrose.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Dados do Ministério da Saúde indicam que, atualmente, mais de 2,4 mil pacientes utilizam a terapia no sistema público. Na rede privada, uma caixa de medicação, segundo a pasta, custa, em média, R$ 194,5 mil, O tratamento pode chegar R$ 2,5 milhões por paciente ao ano.</p>
<p>Os números mostram que o medicamento também diminuiu em até 91,6% a necessidade de oxigenioterapia domiciliar de pessoas com fibrose cística. </p>
<p>Foi observado ainda um aumento médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar; redução dos ciclos de inflamação e infecção; diminuição de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos; e benefícios consistentes no estado nutricional.</p>
<p>Em nota, o ministério informou que o estudo foi feito ao longo de um ano e avaliou 647 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, em tratamento com a terapia tripla moduladora elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor ou Trikafta. O acompanhamento foi realizado em 39 centros de referência no Brasil.</p>
<p>O medicamento pode ser retirado em farmácias de alto custo por meio da apresentação de receita médica devidamente emitida e carimbada por um médico especialista. O Trikafta é administrado em casa, por via oral, seguindo diretrizes de tratamento de acordo com o quadro clínico de cada pessoa.</p>
<h2>Doença</h2>
<p>A fibrose cística é uma doença genética hereditária rara que faz o corpo produzir um muco muito grosso e pegajoso, que entope os pulmões e o aparelho digestivo, causando tosses constantes, infecções respiratórias e dificuldade para digerir os alimentos e ganhar peso.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/medicamento-reduz-em-ate-85-internacoes-no-sus-por-fibrose-cistica" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Gravidez reduz oportunidades e autonomia de meninas, mostra pesquisa</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/gravidez-reduz-oportunidades-e-autonomia-de-meninas-mostra-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 17:21:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A gravidez na infância ou na adolescência interrompeu os estudos de seis em cada dez (61%) jovens entrevistadas em uma pesquisa realizada pela organização não governamental Plan Brasil. Com o título Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil, o estudo está disponível no site da organização [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A gravidez na infância ou na adolescência interrompeu os estudos de seis em cada dez (61%) jovens entrevistadas em uma pesquisa realizada pela organização não governamental Plan Brasil. Com o título <em>Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil</em>, o estudo está disponível no site da organização<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Gravidez-reduz-oportunidades-e-autonomia-de-meninas-mostra-pesquisa.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A pesquisa ouviu mais de 1,5 mil mulheres de 19 a 29 anos, em todas as regiões do Brasil, e comparou dois grupos: as que engravidaram na infância ou adolescência e as que não passaram por essa experiência. No caso da interrupção dos estudos, o percentual cai para 33% entre esse segundo grupo. </p>
<p>De acordo com a CEO da Plan Brasil, Cynthia Betti, a gravidez na infância ou adolescência é um ponto de inflexão que aprofunda desigualdades que já existiam antes mesmo da gestação. </p>
<p>&#8220;Os dados mostram que essas meninas enfrentam barreiras que se acumulam, seja na educação, na saúde, no mercado de trabalho ou no exercício de seus direitos mais básicos”, disse. </p>
<p>Oito em cada dez entrevistadas (83%) disseram ainda já ter deixado um trabalho ou perdido uma oportunidade profissional por precisar cuidar dos filhos. </p>
<p>Segundo os resultados da pesquisa, mesmo partindo de contextos parecidos, as jovens que engravidaram na infância ou adolescência acumulam desvantagens maiores ao longo da vida. </p>
<p>O estudo ressaltou que 73% relatam já ter sido discriminadas por causa da gravidez, seja na família, na escola ou em serviços de saúde. </p>
<p>Esse preconceito aparece de forma recorrente nos relatos, com descrições de julgamentos sobre a capacidade intelectual, moral e profissional dessas jovens. </p>
<h2>Casamento na adolescência</h2>
<p>A pesquisa destaca também que 59% das jovens que engravidaram antes dos 19 anos passaram a viver em casamento ou união logo após a primeira gestação.</p>
<p>O estudo identifica ainda um aumento de 19 pontos percentuais na chance de casamento antes dos 16 anos entre essas jovens. </p>
<p>Os dados mostram que, entre as jovens que engravidaram antes dos 14 anos, metade (50%) não teve a possibilidade de interrupção legal da gestação nos serviços de saúde. Segundo a legislação brasileira, toda gravidez em menores de 14 anos é resultado de estupro de vulnerável. </p>
<p>Para Cynthia, essas jovens não perderam apenas um emprego ou um ano de estudo, perderam a possibilidade de escolher os próprios caminhos no momento em que mais precisavam dessa autonomia.  </p>
<p>“Reverter esse quadro exige implementação, monitoramento e orçamento para políticas públicas integradas e de prevenção, e não respostas isoladas. Ouvir essas histórias é o que nos permite transformar estatística em compromisso público”, avaliou.  </p>
<h2>Recomendações  </h2>
<p>O estudo aponta um conjunto de recomendações que vão da garantia de educação sexual baseada em direitos e do acesso descomplicado a métodos contraceptivos até a universalização de creches com horários compatíveis com a rotina de estudo e trabalho.</p>
<p>Também são considerados importantes o combate à violência obstétrica e à coerção contraceptiva, e políticas de primeiro emprego voltadas especificamente para jovens mães. </p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/gravidez-reduz-oportunidades-e-autonomia-de-meninas-mostra-pesquisa" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Amamentação reduz risco de doença cardíaca na mãe</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/amamentacao-reduz-risco-de-doenca-cardiaca-na-mae/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 12:29:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[cardíaca]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[DOENÇA]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A amamentação reduz em cerca de 11% a chance de a mulher desenvolver uma doença cardiovascular em relação a mulher que não amamenta, destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A queda dos fatores de risco está ligada ao período de amamentação.  “As publicações giram em torno de 18 meses de amamentação. A mulher que amamenta por mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A amamentação reduz em cerca de 11% a chance de a mulher desenvolver uma doença cardiovascular em relação a mulher que não amamenta, destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Amamentacao-reduz-risco-de-doenca-cardiaca-na-mae.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A queda dos fatores de risco está ligada ao período de amamentação. </p>
<p>“As publicações giram em torno de 18 meses de amamentação. A mulher que amamenta por mais tempo tem também redução desses fatores de risco: 12% menos risco de acidente vascular cerebral (AVC), 14% menos risco de infarto. Viu-se que a amamentação traz essa proteção para a mulher”, destaca a vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Alexandra Oliveira de Mesquita.</p>
<p>A médica esclarece que isso não significa que a mulher que não amamenta tenha risco aumentado para esse tipo de doença.</p>
<p>Durante a gestação, a mulher sofre alterações hormonais, como alta da resistência à insulina e elevação dos lipídios e do colesterol, principalmente do LDL (colesterol ruim).</p>
<p>Já na lactação ocorre um reset metabólico, uma espécie de reinicialização do organismo, pois a produção de leite atua na regulação do açúcar, ao melhorar o efeito sobre o metabolismo glicídico e aumentar a sensibilidade à insulina; usa glicose do corpo, reduzindo o risco de diabetes; e o alívio cardíaco, uma vez que reduz a pressão arterial e diminui a frequência cardíaca da mãe, permitindo que o coração trabalhe com menos esforço para bombeamento do sangue.</p>
<h2>Liberação de hormônios</h2>
<p>O período de lactação ativa a liberação de hormônios específicos, como a ocitocina, a prolactina, os glicocorticoides, a grelina e o hormônio do crescimento, que atuam como uma proteção ao miocárdio contra possíveis lesões cardíacas.</p>
<p>Um dos principais destaques é a ocitocina. Conhecido como o “hormônio do amor”, a ocitocina protege o coração contra a falta de oxigênio por meio da ativação de receptores cerebrais e de uma via que envolve estruturas responsáveis pela geração de energia celular, oferecendo uma barreira extra de cardioproteção à mãe.</p>
<p>“Tudo isso promove uma melhora da função endotelial, que é a função da parede interior das artérias. Também a liberação de oxitocina, nessa fase de lactação, faz uma vasodilatação, melhorando a circulação dessa mãe. Então, as alterações hormonais produzidas durante a gestação ficam meio que &#8220;resetadas&#8221; na fase de lactação, que é o que vai causar realmente essa redução de riscos”, explicou a médica, acrescentando que a resistência à insulina, se não for controlada, pode evoluir para o diabetes.</p>
<p>A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que, na gravidez, o corpo da mulher acumula naturalmente reservas de gordura. A lactação utiliza esses depósitos, o que reduz diretamente o risco de doenças cardíacas e um infarto.</p>
<h2>Risco alto para mulheres</h2>
<p>Alexandra Mesquita cita que as doenças cardiovasculares respondem por 33% da mortalidade feminina, superior aos óbitos por câncer de mama.</p>
<p>“Ainda se pensa que a maior causa de mortalidade feminina é câncer de mama, mas a doença cardiovascular mata sete vezes mais que o câncer de mama”, disse.</p>
<p>A maior parte dos fatores de risco &#8211; diabetes, pressão alta e sedentarismo &#8211; é comum a homens e mulheres. No entanto, podem ser piores entre as mulheres. </p>
<p>Porém, há fatores de risco próprios do sexo feminino. Entre eles, por exemplo, a cardiologista citou a primeira menstruação precoce (9 ou 10 anos) ou tardia (15 e 16 anos); a menopausa precoce, com menos de 45 anos; endometriose; ovários policísticos; uso de anticoncepcional oral; alterações da gravidez, como hipertensão induzida pela gestação, diabete gestacional ou bebê de baixo peso. </p>
<h2>Dia Internacional da Amamentação</h2>
<p>Neste sábado (1º), será comemorado o Dia Internacional da Amamentação. O tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026 é “Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona.”</p>
<p>A campanha global do Agosto Dourado é coordenada pela instituição World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) e tem como objetivo reforçar a importância de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno para um futuro mais saudável para crianças, famílias e comunidades.</p>
<p>A pediatra Carmen Elias, idealizadora da Sala de Apoio ao Aleitamento Materno do Instituto de Educação Médica (Idomed), aponta dez benefícios da amamentação para mãe e para a criança:</p>
<ul>
<li>Proteção contra doenças</li>
<li>Recuperação pós-parto</li>
<li>Desenvolvimento infantil </li>
<li>Maior vínculo afetivo</li>
<li>Formação dos dentes</li>
<li>Fácil adaptação</li>
<li>Prevenção de tumores</li>
<li>Planejamento familiar</li>
<li>Construção de hábitos alimentares</li>
<li>Benefício financeiro, sem a necessidade de comprar leites e suplementos infantis </li>
</ul>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/amamentacao-reduz-risco-de-doenca-cardiaca-na-mae" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Acesso à saúde reduz histórias de perdas em comunidade do Amazonas</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 19:37:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acesso]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[cnb]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Manaus]]></category>
		<category><![CDATA[Perdas]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Morador da zona rural de Carauari, no interior do Amazonas, Francisco Solivan Peres de Araújo perdeu a mãe quanto tinha 2 anos. Ela faleceu durante o parto de sua irmã. “Deu uma hemorragia. Na época, não tinha possibilidade nenhuma de chegar na cidade”, contou ele à reportagem, relembrando as condições de vida na região no final da década [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Morador da zona rural de Carauari, no interior do Amazonas, Francisco Solivan Peres de Araújo perdeu a mãe quanto tinha 2 anos. Ela faleceu durante o parto de sua irmã. “Deu uma hemorragia. Na época, não tinha possibilidade nenhuma de chegar na cidade”, contou ele à reportagem, relembrando as condições de vida na região no final da década de 80. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A triste história de Solivan, atual presidente da Associação dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari (Amaru), é muito comum pela região. São relatos de perdas, sequelas e traumas provocados pela distância entre a zona rural e a zona urbana. Ou, até mesmo, pela falta de dinheiro para conseguir deslocar-se até a cidade para um atendimento em saúde.</p>
<p>Carauari é um município de grande extensão territorial, um dos maiores do Brasil, com mais de 25,7 mil quilômetros de área – maior até do que diversos países. Banhado pelo sinuoso Rio Juruá e cercado pela Floresta Amazônica, isso significa que ir da zona rural de Carauari, onde estão concentradas as populações ribeirinhas, até a zona urbana, onde há a estrutura pública fixa de saúde, pode levar horas ou dias de viagem. O trajeto depende do tipo de embarcação e da situação do rio. Se estiver em época de seca, o percurso pode ser ainda mais demorado.</p>
<p>Nos últimos dez dias, a reportagem da Agência Brasil participou de uma expedição para conhecer comunidades ribeirinhas de Carauari, instaladas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS Uacari). A viagem teve início com um deslocamento de cerca de 35 horas de lancha expressa de Manaus até a cidade. Depois, mais quatro horas de deslocamento até a comunidade de Bauana. De lá, mais quatro horas para percorrer comunidades localizadas até a região de Campina. A reportagem ouviu muitas histórias trágicas que, talvez, pudessem ter um desfecho diferente se, naquela época, houvesse políticas públicas para o atendimento à saúde da população ribeirinha.</p>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Amazonas 27/07/2026 - Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. (Francisco Solivan, presidente da Associação dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari (Amaru). Crédito:  Lucas Bonny/FAS" title=" Lucas Bonny/FAS"/></p>
<p>Francisco Solivan, presidente da Associação dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uacari (Amaru) &#8211;  Lucas Bonny/FAS</p>
<h2>Resgate</h2>
<p>Os relatos de mortes de moradores da região por falta de atendimento eram ainda mais comuns até os anos 90, quando a prefeitura instalou um sistema de lanchas de resgate que é utilizado para atender situações de gravidade ou de emergência. Mesmo assim, ainda persistem relatos de demora no atendimento por causa da imensa distância que precisa ser percorrida até a “cidade”, como os ribeirinhos chamam a área urbana de Carauari.</p>
<p>Adriana da Silva e Silva tem sequelas na perna após ter sido picada por uma cobra em janeiro de 2019, na comunidade de São José do Nachiqui, povoado ribeirinho tradicional situado às margens da Bacia do Rio Juruá.</p>
<p>“A gente chamou o resgate, só que no momento não estava disponível. Demorou mais de 24 horas para chegar o atendimento. Quando eu me desloquei da comunidade até a cidade, em razão das horas que eu passei, eu sofri muito devido ao veneno e não tinha soro. Aí minha perna inchou muito, ficou irreconhecível. Para não perder a perna, eles tiveram que fazer quatro cirurgias”, contou.</p>
<p>Naquele momento cogitaram levá-la à capital Manaus, onde sua perna seria amputada. Os médicos de Carauari, no entanto, conseguiram salvar o membro. Apesar disso, Adriana enfrenta diversas sequelas desse episódio.</p>
<p>“Às vezes, quando eu ando, eu perco o tato da perna. E se eu ficar muito tempo com a perna encolhida, eu tenho dificuldade para esticar e se eu ficar com ela esticada, eu tenho dificuldade para encolher. E ela incha muito”.</p>
<p>Raimundo Viana da Cunha, ex-morador da comunidade Mandioca e atualmente colaborador do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também carrega as marcas de uma tragédia familiar.</p>
<p>“Até os anos 90, aqui no Médio Juruá, a gente tinha pouca assistência em vários sentidos, mas a da saúde era a mais carente. Em 1994, a gente morava na comunidade Mandioca e o meu irmão adoeceu. Nessa época, a gente não tinha apoio de governo e das organizações de base, que hoje têm esse trabalho fortalecido. A gente dependia de regatão [comerciante ambulante que navega pelos rios da Amazônia vendendo ou distribuindo suas mercadorias] para fazer um deslocamento até a sede do município para ter um atendimento médico. E o meu irmão esperou uma semana doente sem ter nenhum barco passando. A gente não tinha condições próprias na época”, acrescentou.</p>
<p>Quando finalmente sua mãe conseguiu uma carona no regatão, demorou uma semana para que ela e o filho doente conseguissem chegar até a cidade. Isso porque a prioridade do regatão era vender suas mercadorias pelo caminho.</p>
<p>“O fato é que, depois de duas semanas, meu irmão foi atendido e não teve mais condição de fazer nada pela saúde dele – e ele veio a óbito”, contou Raimundo.</p>
<p>Até hoje, ele não sabe o que provocou a morte do irmão. Só lembra que ele reclamava de dores na barriga.</p>
<p>“Essa era uma situação comum até os anos 1997, quando as organizações, já mais um pouco fortalecidas, buscaram nossos direitos. E aí começou a ter um olhar especial para o Médio Juruá e foi quando essa situação começou a ter outro sentido. Mas, até essa data, muitas famílias sofreram essas calamidades nessa questão de doenças porque a gente não tinha um atendimento. Isso causou uma evacuação do Médio Juruá, de famílias que, assim como a minha, foram para a cidade em busca de ter um atendimento melhorado, já que nós não tínhamos isso aqui”, lembrou.</p>
<h2>Saúde mais próxima</h2>
<p> </p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1785181037_135_Acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Amazonas 27/07/2026 - Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. ( suprimentos do posto de saúde de Bauana, em Carauari). Lucas Bonny/FAS" title="Lucas Bonny/FAS"/></p>
<p>Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. &#8211; Lucas Bonny/FAS</p>
<p>Para todos esses ribeirinhos, a experiência comprovou que, se houvesse atendimento em saúde mais próximo de suas comunidades, essas histórias não seriam tão trágicas.</p>
<p>“Eu imagino que, há 38 anos, quando a minha mãe faleceu, era difícil, muito difícil. Meu pai não tinha sequer uma rabetinha para que pudesse se deslocar. Não tinha possibilidade nenhuma de um resgate como tem hoje, de levar a pessoa para a cidade por meio de [uma lancha a] motor”, disse Solivan.</p>
<p>Para muitos deles, estar mais próximo da cidade poderia significar um melhor atendimento em saúde. No entanto, isso afastaria as famílias de seu território e de um trabalho que é tradicional e contribui para a preservação das florestas brasileiras: o extrativismo e a agricultura familiar.</p>
<p>“A RDS Uacari, que a gente representa hoje como associação, tem 633 km de extensão. E ela é composta por 31 comunidades, um pouco mais de 409 famílias. E essas famílias vivem do extrativismo e da sociobiodiversidade”, disse Solivan.</p>
<p>Ele conta que lá são explorados o manejo do pirarucu sustentável, o látex da seringa e a cadeia das oleaginosas, como a andiroba, o açaí e a ucuba, além da agricultura familiar.</p>
<p>O ideal, defendem os ribeirinhos, seria que a saúde pudesse estar mais próxima dessa população, sem que elas precisassem deixar seus territórios. No entanto, é um desafio para o Poder Público instalar postos de saúde por todas as comunidades ribeirinhas, ainda mais diante do orçamento reduzido das prefeituras de cidades pequenas. Carauari, por exemplo, tem cerca de 28 mil habitantes, segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  A estimativa de orçamento para este ano de 2026 foi estabelecida em R$ 142 milhões.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1785181037_426_Acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Amazonas 27/07/2026 - Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. (Secretário de Saúde de  Carauari, Manoel Brito). Crédito:  Lucas Bonny/FAS" title=" Lucas Bonny/FAS"/></p>
<p>Secretário de Saúde de  Carauari, Manoel Brito &#8211;  Lucas Bonny/FAS</p>
<p>A solução encontrada até então pela prefeitura foi oferecer o resgate por lanchas, serviço que custa mensalmente entre R$ 40 mil e R$ 45 mil para os cofres municipais, segundo o secretário de saúde de Carauari, Manoel Brito. Há também a disponibilidade das Unidades Básicas de Saúde (UBS) fluviais, que percorrem as comunidades para atendimento em saúde. No entanto, pelo alto custo, isso só ocorre de forma eventual.</p>
<p> </p>
<p>“A prefeitura sozinha, com recursos próprios, não consegue [instalar unidades básicas de saúde pelas comunidades]. A arrecadação do município não comporta isso. Temos planejamento e temos conhecimento sobre esses territórios, sabemos dessas necessidades. Por isso as parcerias com o terceiro setor têm sido importantíssimas”, disse o secretário à Agência Brasil.</p>
<p>Procurado, o Ministério da Saúde também reconheceu a importância da atuação de organizações da sociedade civil nos territórios, em articulação com as diretrizes do SUS. E informou que tem buscado aumentar os investimentos voltados ao atendimento das populações ribeirinhas e demais comunidades que vivem em áreas de difícil acesso.</p>
<p>“Neste ano, estão sendo aplicados R$ 500 milhões para a implantação de Equipes de Saúde da Família Ribeirinha, que contam com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem e profissionais de saúde bucal. Prefeituras de 2.690 municípios podem requisitar serviços específicos nas populações das águas — possibilidade que antes existia apenas para 784 municípios da Amazônia Legal e do Pantanal Sul-Mato-Grossense”, diz nota que foi encaminhada à reportagem pelo ministério.</p>
<p>Segundo a pasta, nas regiões que já contam com o serviço, existem 332 equipes de Saúde da Família Ribeirinha e 71 Unidades Básicas de Saúde Fluviais que levam atendimento de saúde às comunidades mais isoladas, “vencendo desafios históricos como barreiras geográficas, vazios assistenciais, dificuldades de fixação de profissionais e impactos das emergências climáticas”.</p>
<h2>Parceria com a sociedade civil</h2>
<p>Nesta última semana, uma parceria entre a prefeitura da cidade de Carauari e organizações da sociedade civil tornou possível a instalação de dois pontos de saúde mais próximos dessas comunidades ribeirinhas.</p>
<p>Chamado de SUS na Floresta, o modelo realizado em Carauari é resultado de um edital do programa Juntos pela Saúde. O projeto é executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Umane, com gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e apoio técnico da prefeitura de Carauari e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.</p>
<p>Os dois pontos foram instalados nas unidades de Bauana e Campina da Fundação Amazônia Sustentável e a expectativa é que, juntos, eles possam atender 56 comunidades ribeirinhas e beneficiar cerca de 4,7 mil pessoas com atendimento de atenção primária. </p>
<p>Cada uma dessas unidades foi equipada com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, sala de triagem, consultório odontológico, conexão à internet, equipamentos de telessaúde e áreas para a permanência das equipes, de forma integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>“Se naquela época tivesse esse sonho que estamos realizando hoje, que é um ponto de saúde [instalado nas comunidades ribeirinhas] e que dá a possibilidade de garantir uma vida melhor para os ribeirinhos, não tenho dúvida em Deus que minha mãe ainda estaria viva”, disse Solivan.</p>
<p>            <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/1785181038_215_Acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do.jpg?w=740&#038;ssl=1" alt="Amazonas 27/07/2026 - Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas. ( o enfermeiro Antônio Carlos Bezerra e Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS. Crédito:  Lucas Bonny/FAS&#13;&#10;" title=" Lucas Bonny/FAS"/></p>
<p>O enfermeiro Antônio Carlos Bezerra e Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS.  &#8211;  Lucas Bonny/FAS</p>
<p>Na primeira semana de atendimento, muitos ribeirinhos da região buscaram atendimento. Entre eles, uma criança que havia se ferido com o anzol de sua vara de pescar. Houve também um caso grave de desnutrição infantil, que contou com um grande esforço da equipe de enfermagem da unidade de Campina. “Aqui nós conseguimos fazer o que elas só conseguiriam na cidade ou então em uma vinda da UBS fluvial, que vem aqui duas vezes por ano devido à logística”, contou o enfermeiro Antônio Carlos Alves Bezerra, atualmente trabalhando na unidade de Campina.</p>
<p>Segundo ele, trata-se de uma população que &#8220;vai muito pouco ao médico&#8221;. &#8220;Só vai mesmo quando chama resgate ou então quando a UBS Fluvial passa por aqui”, acrescentou o enfermeiro.</p>
<p>“Alguns pacientes que estiveram aqui com a gente relataram casos de antes do resgate e da existência desse ponto. Teve um paciente que perdeu dois filhos devido uma picada de cobra. Ele ficou 12 horas esperando [por socorro] e, nessa época, ainda não tinha essa tecnologia que tem hoje como aparelho celular. Mas como naquela época não tinha nem o resgate e nem o ponto, esse paciente veio a óbito”.</p>
<p>Agora, com esse atendimento primário mais próximo da população, a expectativa é que se diminuam em até 80% as chamadas para o resgate por lancha, estimou o enfermeiro Carlos. “Vamos salvar muito mais vidas e vamos evitar também os resgates. Se eles vierem aqui, faz-se o atendimento e só vai para cidade se for um caso de emergência mesmo. Mas já vai sair daqui estabilizado”.</p>
<p>Segundo Mickela Souza Costa, gerente do Programa Saúde na Floresta da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), o projeto SUS na Floresta pretende não só oferecer novas estratégias para as populações ribeirinhas, como também contribuir para que elas permaneçam em seus territórios com a garantia de que estarão tendo acesso ao seu direito à saúde.</p>
<p>“Se as pessoas começarem a decidir ir embora de seus territórios, isso vai ser catastrófico. Primeiro por que quem é que vai cuidar do que está aqui? E segundo: os centros urbanos não estão, em hipótese alguma, preparados para receber um êxodo rural. Você vai ter um <em>boom</em> de aumento em problemas sociais que já são latentes nos centros urbanos. Dentro das diversas Amazônias, a gente não pode esquecer que nós temos cidadãos brasileiros que precisam que as políticas cheguem. E se o governo, por um acaso, não está conseguindo interiorizar isso, é nossa obrigação apoiar”.</p>
<h2>Mais saúde</h2>
<p>O atendimento nas duas novas estruturas em sua primeira semana de funcionamento foi muito elogiado pelos moradores. “Esse ponto de saúde é muito importante para a vida dos comunitários porque a gente sofria muito com essa questão da logística de quando a pessoa adoece e precisava ir até a cidade para ser atendido. A UBS que passa nas comunidades não era suficiente para a gente ter um atendimento melhor na área da saúde&#8221;, disse Maria das Neves, moradora da comunidade Novo Horizonte e vice-presidente da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc).</p>
<p>O colaborador do ICMBio, Raimundo Viana, concorda com ela. “Vejo isso como um ponto muito positivo porque hoje a gente vai ter um atendimento no Médio Juruá que, há 20 ou 30 anos atrás, a gente nem sonhava que poderia existir, Com a instalação desses postos, a vida de quem mora aqui vai ter outro sentido na área da saúde. A logística da Amazônia é complexa. Mas em se tratando do Médio Juruá, é ainda mais complexo porque a gente está mais distante dos grandes centros. E aqui o transporte é por rabetinha, uma canoa com motorzinho. Hoje o município oferece um resgate, mas isso ainda não atende toda a demanda, porque a demanda é grande”.</p>
<p>Segundo ele, com os pontos instalados em Bauana e em Campina, as distâncias para conseguir um atendimento em saúde serão bastante encurtadas. “Em vez de de gastar 12 horas de onde eles estão para chegar na sede do município, eles vão gastar quatro horas, dependendo do local que eles estão, para esses pontos que foram instalados no Médio Juruá. Essa é uma vantagem muito importante”, disse Raimundo.</p>
<p>Para Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS, há ainda muitos desafios a serem enfrentados para que se consiga garantir saúde à população ribeirinha. “Um dos grandes desafios é o logístico e operacional: os custos de se estar aqui, de manter uma equipe de saúde aqui e que é responsabilidade da prefeitura. Também é desafiador captar recurso e conseguir convencer um parceiro [um financiador] de levar uma estrutura dessa para um lugar como esse. Muitas vezes ele quer investir em outras coisas e outras ações, mas isso aqui faz a diferença para quem está no território”, disse ela.</p>
<p>Outro desafio, destacou ela, diz respeito à manutenção desses espaços. “Infelizmente ainda tem uma prática no Brasil de que nem sempre o próximo gestor dá continuidade àquilo que o anterior está fazendo. Isso muitas vezes gera um retrocesso”. No entanto, destaca Valcléia, o projeto SUS na Floresta já demonstra que é possível direcionar melhor os recursos e os atendimentos, contribuindo até mesmo para uma economia de gastos pela prefeitura.</p>
<p>Os moradores, no entanto, sabem que é preciso ir muito além.</p>
<p>“É preciso implantar mais posto de saúde, tanto dentro da RDS quanto da Resex [Reserva Extrativista] do Médio Juruá. O que divide as duas unidades é somente o rio. Uma reserva de um lado, a outra reserva é do outro. Mas as pessoas são as mesmas, a dor das pessoas é a mesma. A dor de um é a dor do outro”, falou Solivan.</p>
<p><em>*A repórter viajou a convite do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e da Fundação Amazônia Sustentável (FAS)</em></p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/acesso-a-saude-reduz-historias-de-perdas-em-comunidade-do-amazonas" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Motta cria comissão para analisar PEC que reduz maioridade penal</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/politica/motta-cria-comissao-para-analisar-pec-que-reduz-maioridade-penal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 13:47:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta segunda-feira (6) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes graves. A medida destrava a tramitação da PEC, depois de a Comissão de Constituição e Justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta segunda-feira (6) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes graves.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cliquenoticiasbrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Motta-cria-comissao-para-analisar-PEC-que-reduz-maioridade-penal.gif?w=740&#038;ssl=1" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>A medida destrava a tramitação da PEC, depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter aprovado em junho a admissibilidade da proposta.</p>
<p>A criação de uma comissão especial é uma das etapas previstas na tramitação de uma PEC no Congresso. O colegiado será responsável por aprofundar o debate sobre o tema, incluindo a realização de audiências públicas e a consulta a especialistas.</p>
<p>Ao final dos trabalhos, a comissão deverá votar um relatório com a indicação de aprovação ou rejeição, antes que a proposta possa levada ao plenário da Câmara. Ainda não está decidido quem será o relator da PEC da maioridade penal.</p>
<p>A proposta a ser analisada altera o artigo 228 da Constituição para incluir a previsão de que a maioridade penal &#8211; idade a partir da qual uma pessoa pode ser julgada e condenada por crimes comuns, por exemplo &#8211; é atingida aos 16 anos, e não aos 18 anos, como estabelece o texto atual.</p>
<p>Pelas normas atuais, pessoas abaixo de 18 anos são inimputáveis e estão submetidas a uma legislação diferenciada.</p>
<p>Após Motta ter autorizado a instalação da comissão especial sobre o tema, os partidos deverão indicar os integrantes do colegiado. O prazo inicial para a análise e apresentação de modificações ao texto da PEC é de 10 sessões do plenário.</p>
<p>O colegiado tem o tempo máximo de até 40 sessões plenárias para aprovar um parecer final. Após esse período, o presidente da Câmara pode levar a PEC para votação diretamente no plenário, segundo o regimento interno.</p>
<p>Fonte: <br /><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-07/motta-cria-comissao-especial-para-analisar-pec-que-reduz-maioridade-pe" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Destinação correta do lixo reduz poluição dos igarapés de Manaus</title>
		<link>https://cliquenoticiasbrasil.com.br/noticias/destinacao-correta-do-lixo-reduz-poluicao-dos-igarapes-de-manaus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:17:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A destinação adequada do lixo segue como um dos principais desafios para reduzir a poluição dos igarapés de Manaus. Embora estruturas de contenção instaladas nos cursos d’água, como as ecobarreiras, impeçam que parte dos resíduos alcance o rio Negro, elas atuam apenas na etapa final do problema, depois que o descarte irregular já ocorreu em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A destinação adequada do lixo segue como um dos principais desafios para reduzir a poluição dos igarapés de Manaus. Embora estruturas de contenção instaladas nos cursos d’água, como as ecobarreiras, impeçam que parte dos resíduos alcance o rio Negro, elas atuam apenas na etapa final do problema, depois que o descarte irregular já ocorreu em ruas, calçadas, terrenos e na rede de drenagem urbana.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) estabelece como prioridade a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem e o tratamento dos resíduos, deixando a destinação final ambientalmente adequada como última etapa da gestão. Dessa forma, a legislação reforça que as políticas públicas devem priorizar ações capazes de impedir que o lixo chegue aos igarapés, em vez de atuar apenas na retirada dos resíduos dos cursos d’água.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Especialista defende prevenção e reciclagem</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do engenheiro civil e especialista em saneamento básico Marcellus Campêlo, conter o lixo é uma medida necessária, mas não resolve a origem do problema. Segundo ele, a solução passa por impedir que os resíduos cheguem aos igarapés e fortalecer ações de reutilização e reciclagem, permitindo que materiais como plástico, vidro, papel e metal retornem à cadeia produtiva.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Quando o lixo chega às estruturas de contenção, a falha já aconteceu. O material foi descartado irregularmente e percorreu toda a rede de drenagem até alcançar os igarapés. A solução começa muito antes disso, com o descarte correto, a coleta adequada e o reaproveitamento dos materiais recicláveis, para que sejam transformados em novos produtos, em vez de acabarem nos cursos d’água”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as medidas apontadas para reduzir a poluição estão o fortalecimento da educação ambiental, a ampliação da coleta seletiva, o combate aos pontos de descarte irregular e a valorização econômica dos materiais recicláveis. Com isso, resíduos que hoje são descartados podem ser reaproveitados pela indústria, reduzindo o volume de lixo levado pelas chuvas até a rede de drenagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O poder público precisa criar condições para que os materiais recicláveis tenham valor. Quando isso acontece, o que hoje é descartado passa a interessar para cooperativas, empresas e catadores. É um caminho que reduz o volume de resíduos abandonados no meio ambiente e fortalece toda a cadeia da reciclagem”, diz Marcellus Campêlo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mercado da reciclagem reduz descarte</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O mercado das latas de alumínio é um dos principais exemplos de reaproveitamento de resíduos no Brasil. Em razão do valor comercial do material, essas embalagens raramente permanecem descartadas nas ruas ou chegam aos cursos d’água.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para Marcellus Campêlo, o mesmo modelo pode ser aplicado a outros materiais recicláveis.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Quanto maior o aproveitamento dos materiais recicláveis, menor será a quantidade de lixo que precisará ser retirada dos igarapés”, observa.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Programa transforma plástico em moradias</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, iniciativas voltadas ao reaproveitamento de resíduos também avançam no Amazonas. O programa Amazonas EcoLar transforma resíduos plásticos em blocos utilizados na construção de habitações populares.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O projeto piloto prevê a utilização de plásticos reciclados, como garrafas PET, na construção de 16 unidades habitacionais no bairro Petrópolis, na zona sul de Manaus. As obras de infraestrutura serão executadas pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), enquanto a montagem das casas ficará sob responsabilidade da Defesa Civil.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Trajetória na área de saneamento</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A defesa de políticas voltadas à gestão adequada dos resíduos sólidos acompanha a trajetória profissional de Marcellus Campêlo há mais de 30 anos. Em 1992, quando era estudante de Engenharia Civil da então Universidade de Tecnologia da Amazônia (UTAM), ele desenvolveu o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado “Análise da Destinação Final (Aterro Controlado) do Lixo de Manaus”, tema que, na época, ainda tinha pouca visibilidade nos debates sobre saneamento e planejamento urbano da capital.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi citado pelo jornal <em>A Crítica</em> e marcou o início de sua atuação na área de saneamento básico e infraestrutura urbana.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), onde permaneceu por mais de sete anos, coordenou projetos nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura urbana.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em março deste ano, deixou os cargos para colocar o nome à disposição do União Brasil como pré-candidato a deputado estadual. Atualmente, é segundo vice-presidente estadual da legenda e membro titular do diretório da Federação União Progressista.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>(*) Com informações da assessoria</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia Mais:</p>
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		<title>Manaus reduz em 33% as mortes no trânsito durante o mês de junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação CNB]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:00:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As ações de conscientização, fiscalização e prevenção de acidentes desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus contribuíram para uma redução de 33% no número de mortes no trânsito registradas em junho deste ano. Os dados são do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e comparam os índices com o mesmo período de 2025. Em junho do ano [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As ações de conscientização, fiscalização e prevenção de acidentes desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus contribuíram para uma redução de 33% no número de mortes no trânsito registradas em junho deste ano. Os dados são do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e comparam os índices com o mesmo período de 2025.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em junho do ano passado, a capital contabilizou 21 vítimas fatais no trânsito. Neste ano, o número caiu para 14, reforçando a tendência de redução observada ao longo dos últimos meses.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Queda nas mortes segue tendência de redução</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores do IMMU mostram que os resultados positivos vêm sendo registrados de forma consecutiva. Em maio, a redução foi de 17,68% em relação ao mesmo mês de 2025. Já em abril, a queda chegou a 8,33% na comparação anual.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Assim, os números indicam que as medidas adotadas pela gestão municipal têm contribuído para reduzir o número de vítimas fatais nas ruas e avenidas da cidade.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Atropelamentos também diminuíram no primeiro semestre</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Além da queda nas mortes no trânsito, Manaus registrou redução de 27% nas vítimas fatais por atropelamento durante o primeiro semestre de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No período, foram contabilizadas 35 mortes por atropelamento, contra 48 registradas nos seis primeiros meses de 2025.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Essa redução progressiva nos mostra que a integração entre engenharia, fiscalização e educação viária está surtindo o efeito desejado: preservar vidas. Nosso foco é manter essas frentes de trabalho para garantir que os índices de vítimas fatais no trânsito continuem caindo em todas as áreas de Manaus. Temos uma equipe de servidores que atua com este objetivo e, felizmente, temos alcançado êxito”, afirmou o diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Educação e infraestrutura reforçam a segurança viária</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as iniciativas desenvolvidas pela administração municipal estão ações permanentes de educação para o trânsito. Semanalmente, equipes promovem palestras e atividades educativas em empresas, escolas e locais de grande circulação de pessoas, além de orientar pedestres e condutores e distribuir material informativo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a Prefeitura ampliou os investimentos em infraestrutura viária com a instalação de equipamentos de segurança e a implantação de sinalização horizontal e vertical.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mais de 50 bairros receberam intervenções, totalizando 726 ruas sinalizadas. Além disso, o município implantou mais de 500 faixas de pedestres, fortalecendo a segurança dos usuários mais vulneráveis e contribuindo para a organização do fluxo de veículos e pedestres.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Radares contribuem para reduzir acidentes fatais</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A ampliação da fiscalização eletrônica também tem apresentado resultados positivos. Os novos radares ajudam a coibir o excesso de velocidade e incentivam o cumprimento das normas de trânsito.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Como resultado, as avenidas do Turismo, São Jorge, Tefé e Nilton Lins, que registraram mortes em 2025, não tiveram nenhuma ocorrência fatal neste ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além dessas vias, outros importantes corredores viários também apresentaram redução nos indicadores de mortalidade, entre eles as avenidas Djalma Batista, Coronel Teixeira e Governador José Lindoso, consolidando os avanços das ações voltadas à segurança no trânsito em Manaus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Leia mais:</p>
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